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Wild Sorraia Horse !

por Olympus Mons, em 22.01.16

E mesmo que não se interessem nada, rigorosamente nada, pelo tema dos meus ultimos posts, têm que ver este pequeno video da Herdade do Freixo do Meio (www.herdadedofreixodomeio.com/ ) onde se está a tentar reintroduzir os sorraias ao seu estado selvagem. E, se forem tão ocupados que só têm uns segundos,  vejam o minuto 2.30...! 

 

https://www.youtube.com/watch?v=mWxAQns-7mM

 The Wild Sorraia Horse: Was it the first horse before domestication?

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R1B (M269) - Sem imagem!

  

Eu só queria falar de vinho, cães e cavalos e meto-me na embrulhada que viram.  Isto da genética populacional de pessoas, equídeos e canídeos é viciante mas não quero que este blog se transforme nisso. Vou antes escrever um documento, extenso e holístico desta questão e colocar aqui ao lado.

 

Quase por brincadeira fui falando de “Parte … - Cães, vinho…e, pasme-se, cavalos!” e na verdade saiu-me melhor que a encomenda. Não quero continuar a inundar este meu blog com esta questão porque entendo que será um gosto muito pessoal meu. Mas não vou largar o assunto pese embora tenha que o fazer de outra forma. Ou abro outro sítio ou (aquilo que prefiro) vou fazer uma tese que seja analítica, expositiva e argumentativa e colocar num pdf aqui como “ao lado” como embeded para quem quiser ler.

 

Mas fazendo um resumo:

 

1 - Fui atrás do vinho, mandei email para o Professor Antero Martins do Instituto superior de agronomia, ele respondeu, através dele fui ler paper de Rosa Arroyo Garcia nossa hermana da academia em Madrid e fui percebendo a questão. Ponto:

 

a. – O vinho começou por ser inventado por domesticação de vinhas no Cáucaso pelos Shulaveri Shomu e apesar de não ser ainda possível apurar quando também o foi em Portugal porque ainda falta encetar toda uma componente complicada de análise molecular o que é facto é que a domesticação das videiras selvagens ocorreu aqui na região do tejo e toda a área a norte de lisboa onde mais tarde vimos a tal civilização VNSP com epicentro em Zambujal. – Analisando a VARIABILIDADE GENÉTICA INTRAVARIETAL DAS CASTAS, em particular temos uma casta, o serdial, chamada de bucelas que apresenta uma CVg (coeficiente variabilidade) de nada mais do que 43… ou seja foi domesticada há muito, muito tempo. Em tempos imemoriais… daí que a enologia portuguesa comece a bater o pé e exigir que seja reportado que a domesticação ocorreu no Cáucaso mas também aqui! --- E eu concordo, quando os R1b aqui chegaram sabiam fazer vinho e encontraram um paraíso com centenas e centenas de castas de Vinis vinífera selvagens…! Nunca devem ter visto algo assim ou se voltou a ver, ali… claro, na região à voltar do estuário do tejo (ali entre Salvaterra de Magos, Alcochete e Montemor-o-Novo)…

 

2 .  Atirei-me aos cães - Outra referencia que eu tinha era que o Serra da Estrela era relacionado com o pastor do Cáucaso. Não é preciso ser um génio, basta olhar para um e para o outro. Aquilo não são cães, são quase ursos. Ponto:

 

a. Mas nunca imaginei encontrar o que encontrei – Reparem os cães tem haplogrupo genéticos como os humanos e os maiores e mais abrangentes estudos sobre genética canina, colocam os cães em haplogrupo de A a F… agora, encontrar em estudos de quase 700 cães e 22 lobos, um cluster de elevada frequência de cães do haplogrupo D os seguintes: o cão Kangal (este de anatólia junto ao Cáucaso) o galgo espanhol e…. claro o SERRA DA ESTRELA Português! What?! - De notar que juntaram também um cão da Escandinávia (esse foi com o pessoal que levava as mulheres U4 para lá) mas que está 5-8  passos mutacionais mais longe do que o  Kangal e o Serra da estrela. Quando se junta o facto de outros estudos genéticos revelarem que o nosso Serra da Estrela ter uma diversidade de dna Mtdna (mitocondrial) estranhamente elevada para um cão que aparentemente terá vivido numa região especifica tira-se a conclusão. Os R1b chegaram e trouxeram muitos Pastores do Cáucaso, muitos e muitos. Deviam ser assustador para quem os via chegar ou tinha que se atravessar no seu caminho.

 

3 . E cavalguei cavalos. Nem vale a pena elaborar. Basta dizer Sorraia e Lusitano. Sorraia (sorraia.org) é um cavalo da zona do rio Sorraia aqui ao lado, raríssimo e em vias de extinção, para os lados do infantado e de Coruche, ou seja a mesma zona que mencionei nos vinhos e é um tipo de cavalo que apresenta muitos traços de cavalos pré-histórico, os denominados Tarpan. ponto:

a. - O Sorraia está demasiado inbreed com o Lusitano mas o que é facto é que estudos genéticos (jansen et al) colocam o Sorraia geneticamente colado ao o Przewalski  (o do lado de ”lá”) e ambos no tipo A1 ou seja grudados então aos primeiros cavalos domesticados na região do Cáucaso e que eram Tarpans. O Sorraia ainda possui as listas como o tarpan e a parte frontal arqueada, etc. Aliás o cavalo barb puro aqui de Marrocos, que eu acho que é da mesma leva dos R1b que vieram pelo norte de Africa, também possui alguma dessas características. Mas o Sorraia é que é importante porque é nosso, está aqui e existe boa gente que está a tentar salva-lo. Os antecessores do sorraia foram abandonados ali, na zona também em que os R1b da Shulaveri Shomu começaram a produzir vinho, porque na verdade quando aqui chegaram já existiam os cavalos Lusitanos (Lira et al) que eram bem mais doceis e maiores, daí que dos 22 cavalos geneticamente analisados da idade do bronze… todos eram no essencial cavalos lusitanos e foram com estes cavalos que os R1b da Bell beaker dominaram a europa.

                                                                                                                         

 

Não é por mero acaso que no site do Bellbeaker agora estão a falar da raça de vacas menorquinas ligadas aos bell beaker folks e que terão vindo também pelo norte de Africa, não é por mero acaso que por volta desta altura que eu acho que os R1b entraram na Península (na minha opinião) as facas e as setas mudaram de forma e técnica de fabrico (prismáticas longas), etc,etc,etc. Mas isso fica para a tal tese.

 

 

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Uma explicação... !

por Olympus Mons, em 14.01.16

Quem tenha lido a minha conversa em comentários com Maju no post anterior, se não entende de pré-história ou de genética populacional deve considerar aquilo tudo chinês.

 Neste mapa é fácil de explicar.

 My Haplogroup_R1b_World 1.png

 Caveat lector: O ser humano tem tendência para padrões interpretativos mesmo quando só há barulho (noise). Por isso provas são coisa boa. OK, dito isto…:

 

O que eu digo, e muitos outros, é o seguinte:

1 - No 1 (mapa)  mostra um Hotspot, algo descontextualizado, uma mancha no mapa onde existe ainda uma considerável parte da população que é R1b… Mas é R1b M72 ou M343, ou seja são das primeiras emanações dos R1b, antigas (mais de 16,000 anos) por isso se defende que tenham começado ali. Estas estão mais ou menos estabilizadas ali sem grandes mutações.

2 -  No 2, Posteriormente, já no neolítico migraram para aquela ponto a sul do Cáucaso e eu acho que eram as pessoas da cultura Shulaveri Shomu e terá sido aí que surge uma mutação no Cromossoma Y destes R1b que é a mutação M269 e aquela que é o pai dos europeus. Os shulaveri surgem do “nada” acerca de 9.000 e algo se passou há 6000 anos atrás para também desaparecerem dos sítios que habitavam e curiosamente muitos deles não voltaram sequer a ser ocupados por outras culturas, que bem diferente deles eram.

  •        Diz-se que eles eram um povo do norte da mesopotâmia e que depois voltou para a mesopotâmia após algo. Se estão certo não então devemos encontrar muitos R1b… vamos ver. Eu aposto que são.  Aposto que vão ser praticamente todos R1b (talvez algum r1a no meio);
  •       E que quando debandaram, literalmente, com os seus cavalos, cães e gado, ficaram ali pela região e são um dos povos que formou a Suméria, fundou sumer e por exemplo acidade de Ur (daí a mancha mais clara no norte do Iraque). Sabem de onde vem a história do diluvio e da arca de Noé? … pois isso mesmo esse mesmo monte Ararat ali ao lado.
  •       E que foram para a Turquia e mais tarde deram nos Hititas e depois nos assírios, etc.

 3 - Se o grupo que ficou para trás rapidamente teve uma mutação (L23) e por anatólia e pela parte norte do mediterrâneo se foi movendo, eu acho que ouve um grupo grande (a serpente) que em fila,como que em caravanas,  se movia grandes distancias e assim atravessaram todo o médio oriente e rapidamente entraram por africa e passaram no Egipto. Se formaram ou não as elites dos faraós não sei. Mas que Tutankamon era R1b era (pese embora as pessoas façam confusões com esse facto). Existem coisas marcas no nosso código sistema imunitário, existem setas das “deles” por todo o lado e ouve ainda outro grupo que se deslocou para a Arica subsariana e deu nos R1b-V88

4 - Na mesma altura em que o grupo chegava a 5 (península ibérica) ou um grupo que se desviou para sul e for dar ao Chade e Camarões onde fundaram esta linhagem patriarcal genética.

 

5 - E por ultimo a Península ibérica. Quando aqui chegaram começaram ja deviam ter a mutação L51 (ou pouco depois) e começaram a suceder-se as mutações (P312, L11)  todas atrás umas da outras quase e, daqui, de Lisboa, estes arqueiros nos seus novos cavalos Lusitanos, já hierarquizados e com as suas cerâmicas em forma de sino, numa europa de pequenos e mais frágeis agricultores do neolítico na certa bem mais pacíficos que eles, substituíram todas as linhagens masculinas da europa. Os G2a fugiram para as montanhas (Otzi não se escapou porque tinha até uma flexa no ombro antes e ser morto com uma pedra na cabeça).

 

                        E não muito tempo depois, a europa era assim:

 

 

 

 

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Just one of those no shit moments of, I said it first! :

 

 Just over 6 thousand years ago, in Caucasus region of western Azerbaijan near de border of Georgia, not far from tiblisi, 3 young children, were buried in the Mentesh Tepe, in Pits, in the shulaveri-shomu culture, sideways in a contracted position, (I figure this after reading paper ....Lyonnet_etal2015QI.pdf).

* Lyonnet  et al - Mentesh Tepe, an early settlement of the Shomu-Shulaveri Culture in Azerbaijan

 

 

  B . Just over 5 thousand years ago, In Iberia region of south Portugal, near the border of Spain, no far from Lisbon, 3 young Children were buried in Perdigoes site, in Pits, in the pre culture milieu of the bell beakers culture, sideways in a contracted position (I figure this after reading paper A. silva et al)

  

A silva et al -Late Neolithic Pit Burials from perdigões enclosure (Portugal): Preliminary results...

 

 now... 

Of the latter 3 children in Portugal, found in Pit7, one was Mtdna H , meaning is mom was most likely a local girl  since those Haplogroup H girls had been in Iberia for very long time, but… wait for it, wait for it… the second and third DNA were Mtdna U4 and U5. - U4 and U5 are from the southern Russia (Siberia) where actually and funny enough the oldest mutations of R1b (M343) originate something like 16,000 Years ago. We know that, for instance, in Scandinavia where its found in highest percentage in Europe they only show up much later with R1b of bell beaker… see, see. What the hell where they doing in the most southern western part of Europe so early? – They came with the leftovers of the Shulaveri Shomu R1b (M269). Bet you all if and when they figure these boys Y-Dna haplogroup it will be all if not most… R1b!

 

And also I bet you all that, when (I think Lyonnet sent samples for France for analysis) those 3 children from Mentesh Tepe Dna analysis comes out we will find the same HP U4 and U5… and if any Chr Y-dna comes out it will be R1b, all of them. 

 

No shit sherlock!

 

 Nota:Não quero de todo transformar isto num blog de antropologia, que nem é a minha praia pese embora o gosto, mas quero que fique escrito, para a posteriedade.  Quem não se interessar por estes temas ignore e siga em frente, ignorando estes posts. Ainda vou colocar mais uns 2 ou 3 antes de largar o tema. Aliás escrevi em Inglês porque estou a ter hits vindo de fora…. E para que fique escrito e claro o que é cintilante e obvio para mim.

 

 

 

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Parte 2 - Cães, vinho…e, pasme-se, cavalos!

por Olympus Mons, em 10.01.16

 Decore este nome – Shulaveri-Shomu… outra vez  Shulaveri-Shomu.

 

 

 

 

Se eu estiver certo, e posso não estar, e até aceito todos os graus de variabilidade dessa hipótese e, tendo eu tempo, até vou picar os gurus como Maju, ou Chad, ou Jeanl (que no mundo real tem nome no mercado cientifico) para me provar errado. Eu duvido e aposto que o consigam! – Mas, se eu estou certo que fique aqui escrito que eu disse primeiro:

 

* A ocorrência do haplogrupo dominante na europa ocidental, R1b, tem origem numa cultura muito específica do Cáucaso, denominada de Shulaveri-Shomu. Não é Yamna, não é Maikop ou Kura-araxes… não. Sítios como Kwemo-Kartli e até Mentesh tepe são a Urheimat (homeland) de todos os europeus ocidentais. E o começo milenar dessa ocidentalização genética e cultural começou na península ibérica, porque após o fim da SSC não milénios mas séculos depois R1b (M269) puros estavam a habitar a península ibérica surgindo daí depois as subclades que fizeram a europa ocidental (L11 e L51).

 

*the European dominance of Y-dna Haplogroup R1b had its origin in a very specific culture of the Caucasus the Shulaveri-Shomu, Not Yamna, nor Maikop, nor Kura arexes… no! Places like Kwemo-Kartli and Mentesh tepe are the true Urheimat (homeland) of all western Europeans. And the spread of that cultural and genetic trait started in the Iberia peninsula, because after the immediate ending of the SSC not millennia but centuries later pure r1b (M269) inhabit the peninsula making the downstream clades that populate western world (L11 and L51).

 

E para mim (e malucos há em todo o lado) é perfeitamente óbvio que assim é. E eu não tinha a mais pequena ideia há uma semana atrás. Por isso é que se for verdade… é assustador a burrice humana. Se for mentira, bem, fico em boa companhia que o que não falta é malucos e idiotas.

 

Assim,  uns dias (na verdade horas) de lógica que alimentaram o meu feeling:

 

  1. Ponto 1 da lógica : R1b Cáucaso…. Cáucaso 6 mil anos atrás… algo de altamente disruptivo, Yamna não porque são muito R1a e muito a norte e aquilo deu nos Kurgans  e em pessoal muito dado a elementos diferentes de nós, como a panca de machados de guerra e a enterrar as pessoas de barriga para cima em Kurgans.  Maikop era já muito tarde… por isso não levei muito tempo a dar nos Shulaveri-Shomu do sul do Cáucaso, daquilo que hoje é o sul da Geórgia e Arménia! – Não existe continuidade da cultura anterior e com muitas dúvidas arqueólogos aceitam alguma (pouca) transição para a cultura seguinte. Tal como os R1b são um mistério, também a shulaveri-shomu o são porque desapareceram de repente – Cá estavam eles. Pronto para mim, resolvi o maior mistério na atualidade histórica (irónico!) – A origem dos R1b que formam os europeus ocidentais de hoje.

 

  1. Ponto 2 da lógica: Que tinha esta cultura de relevante? – Eu parti da conversa do vinho e do facto do instituto de agronomia acreditar que a vinicultura teve lugar em Portugal (vi bocado de artigo no Publico de 2010!) e rapidamente descobri que os SS inventaram o vinho (vinhas) e dedicavam-se à agricultura e pastorícia (cães) e eu discutia com Maju que o nosso serra da estrela era muito perto geneticamente do pastor do Cáucaso e depois fui dar á cereja no topo do bolo que foi os cavalos.

 

Nota: não resisto a contar algo. Faz pouco mais de um ano estava a almoçar com um amigo em lisboa e um senhor de idade, distinto, sentou-se na mesa ao lado. O sorriso dele levou a que fala-se-mos da cor do vinho dele. E ele ofereceu para provar. E ele a dado passo começa a falar de castas e mencionava o Cáucaso. A conversa desviou mas ficou algo no meu cérebro que me perseguiu durante um ano.

 

 

  1. Ponto 3 da lógica: Mas porque abandonariam o local? Ora a seguir a eles vieram os Kura – Araxes e esta cultura era muito diferente da Shulaveri-Shomu … e houve uma cultura de transição, a cultura dos Sioni mas que era abruptamente diferente (palavra será abrupto) e quem ler o documento a1 percebe que há 6-5 mil atrás aquela foi uma região de transição brutal de culturas. Por um lado, a norte, os Yamna formavam-se e eram de um haplogrupo genético diferente (R1a) e claramente demonstravam outras vidas, cresciam a sul os de Urak que também seriam de haplogrupos masculinos J, j2, g2a, e eles os shulevari (R1b), que estavam no meio, terão sido Sionizados para não dizer uma palavra mais feia. A sul começava o período Ubaid verdadeiramente intempestivo, com o que levou ao surgimento da suméria e a mesopotâmia e no explodir da civilização, a norte mais tarde apareceram os Maikop e no entretanto, a meio, após um período que poderá ter sido mais ou menos longo, os Kura-Araxes que tão diferentes eram dos Shulaveri -r1b, cavaleiros bebedores de vinho e na verdade os terão sido permutados de todo ali.

 

  1. Ponto de lógica 4: Qualquer que tenha sido a razão e seja de que modo for, Foi uma diáspora que deve ter durado muito tempo. Nesta altura estávamos no Holoceno médio, onde as temperaturas eram bem mais altas que hoje em dia. Estava a fervilhar tudo a norte do Cáucaso e por isso ir por ali era impossível logo foram para oeste para a Turquia (anatólia) não vejo por isso onde mais poderiam ter ido. E talvez pro isso o primeiro grupo de deixaram para trás foram os que mais tarde deram nos Hititas (como já escrevi). Para mim faz sentido. Quem olhe para um mapa percebe e se conhecer então a história Hitita…E tambem para sul passando entre os rios tigre e eufrades mas ficando por ali como nomadas.

 

  1. Ponto de lógica 5 : deviam ser muitos. E não acreditei que um povo bebedor de vinho cavaleiro e pastor começasse rapidamente e em força a fazer barcos na anatólia e a viajar pelo mediterrâneo. Logo vieram, nómadas, fugindo para um sítio onde pudessem ir a cavalo, com os cães e gado. Por isso no início apontei para o norte de Africa que na altura era verde e produtivo. Claro que não faço ideia se vieram pelas Balcãs e Itália, ou se pelo norte de Africa. Eu apostava como escrevia nos post iniciais pelo norte de Africa. O norte de Africa tem espalhadas pontas de setas com a forma que depois os bell beaker usavam e que até eram da mesma forma que as setas de obsidiana (rocha vulcânica tipo vidrada) dos shulaveri-Shomu, e será uma acaso que as que foi não muito tempo depois que apareciam os antigos egípcios com representação de cães mastiff ?ou que tutankhamun  era r1b?  ou que os r1b-v88 do Chad e camarões desceram  ali pela Líbia…Mas isto já é diversificar demasiado a história aqui.

 

  1. Ponto de lógica 6: Como se caracterizaria essa massa de pessoas? – Homens. A primeira coisa que me assolou foi homens, muitos homens, cavalos, gado e cães. Não acredito que essa diáspora levasse muitas mulheres.  Acho mesmo que estes cavaleiros devem ter criado muitos problemas por causa disso... 

 

 

Foi assim que cheguei a esta teoria:

Sim! – Estou a dizer que os Shulaveri-Shomu, cultura neolítica, são os pais ancestrais dos R1b que colonizaram a europa. Posso estar completamente errado e não quero convencer ninguém. Escrevo isto porque pela lógica acima descrita me parece tão lógico, tão lógico que assim é que até me assusta. E sei o suficiente sobre o assunto para saber que nesta altura não existe nenhum antropologista que me prove errado. O que não quer dizer que eu esteja certo. Somente que é integro o que escrevi. E se no futuro surgir esta teoria, ou descobertas futuras impulsionarem para aí, quero que se saiba que este assunto (a procura mais fina da origem dos R1b) me levou uma semana. Aí deles todos se algum dia se provar que eu estou certo.

 

A minha história é, e para que fique escrito, descrita assim:

 

R1b antecessores dos europeus ocidentais eram as pessoas da cultura Shulaveri-Shomu no sul da Geórgia e arménia. Eram altos e braquicéfalos. Agricultores e pastores e cavaleiros. Por alguma razão, seja por causa de alterações climáticas, ou porque não se deram bem com os fenómenos subjacentes à emergência de algumas culturas que claramente são proto civilizacionais tanto a sul (Uruk e Sioni) como a norte (Maikop e Yamna) abandonaram subitamente a sua região e entraram numa diáspora nómade. Claro que ficaram vários R1b na região, e claro que foram deixando bolsas de pessoas com a sua genética na anatólia (que mais tarde deram em Hititas), e claramente ficaram na região mais a sul do crescente fértil, em muito contribuindo para o aparecimento dos sumérios (eram um dos povos que fundou sumer) e eram claramente os habitantes da cidade de Ur, e que depois se transformam nos Assírios (40% de frequência de R1b), etc, etc.

Estou a dizer que os Shulaveri-Shomu eram Rb1-M269  (mutação antiga, anterior a mutações posteriores, e a aquela que é avô dos europeus)  e que após o seu fim vamos encontrar em Portugal, séculos depois e não milénios, R1b-M269 puros ficando assim claro o que digo que depois sofreram as mutações de L11 e talvez a L51 e por aí a adiante espanhando R1b através dos bell beaker a partir de Lisboa e na sua maior representação que é a Civilização VNSP(deviam arranjar um nome mais bonito).

 

Não faço ideia do que originou esta debandada e loucura de um povo que era muito neolítico e até bastante sedentário. Se calhar os 32 corpos numa única supulturaque se encontrou num dos povoados, o de Mentesh tepe, nos dê respostas (será que eram todos dos sexo feminino?) mas estes abandoaram o local de forma abrupta. Eram claramente diferentes dos outros, eram altos branquicéfalos, barbudos e em cima dos seus cavalos (turpans), com os seus enormes cães (mastiffs) e gado e bebedores de vinho, armados de arcos e flechas que na certa devem ter provocado muito medo e terror nos sítios por onde passavam. Não quero ir por aí, mas de certeza muitos mitos dos livros antigos, inclusive a bíblia, devem ter origem nesta serpente de gente, cavalos, gado e cães que se moviam apressadamente para algum lado.

Tenho a certeza que os primeiros a chegar à península vieram pelo norte de Africa e há algo como 5,5 mil anos atrás. Foi nessa altura que em Portugal passou-se de utensílios completamente descaracterizados e podre abundancia de liticos para muitos achados arqueológicos de Cerâmica, facas e setas, muitas setas, muitas e muitas. Tal como o norte de africa está apinhado dessas mesmas setas….

Querem uma aposta da razão porque vieram para cá tão rápido? – Porque ouviram falar de uma terra prometida lá para o oeste (pela voz de agricultores do neolítico) que tinha muitas vinhas selvagens, muitas, muitas como nunca visto... e cavalos, não pequenos como os seus Turpans mas grandes, rápidos e doceis… E isso provo num post a seguir porque foi por aí que tudo começou para mim!

 

E isto que fique claro: Um dia a genetica vai conseguir extrair material de amostras antropologicas suficiente para demonstrar este axioma muito simples: Vai-se encontrar R1b M269 puros em Portugal datando de há 5,500 atrás  e só depois se verificou as ocorrencias de mutações L11, L51, etc (que são posteriores a essa data). 

 

Papers que encontrei e li:

http://www.science.org.ge/moambe/6-2/153-161%20Pitskhelauri.pdf)

http://www.persee.fr/docAsPDF/paleo_0153-9345_2008_num_34_2_5258.pdf

https://www.researchgate.net/.../273789666_Mentesh_Tepe_an_early_settlements

 

Mas a seguir vou então explicar os cães, vinho e cavalos.

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Só para que fique dito... em pedra digital. Não liguem. Até ao dia claro.

 

*the European dominance of Y-dna Haplogroup R1b had its origin in a very specific culture of the Caucasus the Shulaveri-Shomu, Not Yamna, nor Maikop, nor Kura arexes… no! Places like Kwemo-Kartli and Mentesh tepe are the trueUrheimat (homeland) of all western Europeans. And the spread of that cultural and genetic trait started in the Iberia peninsula, because after the immediate ending of the SSC not millennia but centuries later pure r1b (M269) inhabit the peninsula making the downstream clades that populate western world (L11 and L51).

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Parte 1 - Cães, vinho…e,  pasme-se, cavalos!

 

 

Se pensa que estas imagens não fazem sentido neste blog... vai ficar espantado nos próximos dias...!

e há coisas…

  

Espero sinceramente que este post não fique muito grande. Por isso vou tentar sintetizar mesmo que às expensas de algum detalhe, até porque ele existe noutros posts que vou re-caracterizar com tag R1b Portugal. Ok, assim:

Até há 6 mil anos atrás a europa ocidental, a sul e Norte, foi o vazio civilizacional. E antes do início das civilizações que hoje em dia são históricas, suméria, Egipto, Babilonia, etc (boring…).  existia algo muito mais importante, relevante e essencial à nossa história que eram as culturas do calcolítico (7000-5000 atrás) que lhes estiveram subjacentes, Yamna, Maykop, Corded ware, etc (boring…) e para o caso dos europeus, a cultura que teve origem em Portugal e que me farto de falar os Bell Beaker. E Há 5000 atrás a europa não era e de repente, como um fósforo a europa ficou Bell beaker (nome que vem da cerâmica). E desde essa altura, a europa ocidental nunca mais foi derrotada ou perdeu uma guerra para com forças invasoras… (à exceção da segunda grande guerra, mas mesmo assim não foi ocupada por forças estrangeiras), e pese embora partes nas orlas tenham estado ocupadas, e por isso o seu makeshift genético não alterou. E desde essa altura nem a Corded ware, Baden culture, ou unitice nem os outros que se seguiram enquanto civilizações histórica derrotou esta europa ocidental. Evoluímos, transformamo-nos e diversificamos na idade do bronze e ferro mas ficou aquela barreira genética imutável e até agora intransponível, ali para os lados de parte sul e oeste da Alemanha, suiça e até, vá lá, Áustria. Mas um europeu ocidental é um europeu ocidental desde essa altura. Nos genes e na cultura. Ora bem. Indo ao que interessa:

 

  1. Mas que foi isso da bell beaker? – Sempre que se consegue sequenciar o genoma de um bell beaker ele é R1b. esse é o seu haplogrupo genético.  Seja na península ibérica seja na Alemanha, seja na Escandinávia. Ele é sempre R1b.  A discussão de há 15 dias atrás era cassidy et al da irlanda. Há 5 mil anos atrás a senhora Ballynahatty1 do norte da irlanda era EEF (agricultores da Anatólia) muito ibérica do neolítico e até tinha cabelo negro e olhos pretos e mil depois (4,000 anos) os dois homens Rathlin (ilha irlandesa) eram R1b com muito genoma das estepes e cabelo mais claro e olhos castanhos. E mais giro. Estes dois homens ainda hoje seriam irlandeses típicos tal como os que hoje lá habitam. Sim o genoma populacional na irlanda mantém-se o mesmo nos últimos 4 mil anos. Esta linhagem genética masculina, desde essa altura que domina completamente a europa Ocidental.

 

  1. E sempre que se sequencia um R1b ele tem uma grande componente de genética do Cáucaso, das estepes à volta do Mar cáspio e Mar negro. O problema é que, ao contrário dos R1A (seus primos ou irmãos genéticos mas diferentes dos R1b) e que formam a linhagem genética dos europeus do leste é que é fácil de perceber de onde esses mesmos r1a vieram. Eles são as Yamna, os Kurgans das estepes acima do Mar Negro e sua tralha autosomal é fácil de seguir… Mas não a do R1b. Estes não só são mais diversificados geneticamente com mais EEF (agricultores Neolítico) e WHG (caçadores)  mas também carregados de genética das estepes. E R1b até é mais antigo que os R1a.  O problema é - como é que estavam lá e de repente aparecem, como que saídos do nada, no lado oposto da Europa e ainda por cima no ponto mais a sudoeste de toda a europa, Portugal. Essa é que é essa. Bell beaker é R1b, e Bell beaker é Portugal e ora estava lá longe e no segundo depois aparece aqui. Ponto final.  
  2. Pese embora a esmagadora maioria das pessoas hoje em dia aceite essa migração das estepes a verdade é que alguns, e com bons argumentos (por exemplo Maju) advogam que eles sempre estiveram por aqui e na verdade as amostras dos extremos mais ocidentais são muito pequenas para se tomar uma decisão final. E assim discutem todos uns com os outros e ás vezes até se insultam e maltratam (bloqueiam-se nos comentários de blogs)… isto está ao rubro.

 

Ora, nessa altura entra o Olympus Mons (ironia!). E o meu cérebro não gosta de enigmas. Entra em loop até os reconciliar ou esquecer.

 

E faz-me confusão que uns pais cheio de gente formada em História e que passa a vida com a cultura na boca, tenha estes papéis na história e não faça disso a sua bandeira. Mas fica para outra altura.

Um dia parei e pensei… mas se eles apareceram aqui então deveria haver provas ou indícios desse facto. Por muito ténues que fossem… mas a verdade é que existem provas e não são ténues! Nada mesmo

. E por isso o meu próximo posts será sobre  Caes, vinho e, agora, adiciono cavalos! Inacreditável, como numa semana de investigação se descobre coisas inacreditáveis. Pena eu não ser investigador e não ter tempo nem pachorra para ir atrás destes assuntos. Mas deve haver para aí milhares sem nada que fazer.

 

Stay tunned….

 

 

 

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De Cães, Vinho e Atlantida!

por Olympus Mons, em 06.01.16

 

 

Em parte é porque só nos dedicamos a vacuidades que somos hoje em dia o povo que somos,

 

Quem segue este blog sabe que existe uma questão não resolvida com a linhagem masculina genética que domina a europa ocidental os chamados R1b. Entre 60% a 90% dos europeus ocidentais são R1b dependendo da região, tal como assim que nos movemos para Este os R1a assumem essa prevalência. Existe uma clara clivagem, quase uma barreira genética, que ironia das ironias tem no essencial a forma da cortina de ferro.  Até ao ponto em que curiosamente na Alemanha se nota esse clivagem. Na Baviera são na maioria R1b no leste norte alemão são R1A. Itália, Suiça e Áustria ainda são maioritariamente R1b mas a croacia ao lado já são I2*/I2a (a linhagem dos caçadores recolectores) e R1a, etc.

               

Indo ao assunto - Abaixo reproduzo um dos comentários, este em tom ligeiro, que coloquei no blog do historiador basco Maju, que sigo atentamente, essencialmente nestas questões de ancestralidade genética. Maju tem duas curiosidades que aprecio. Uma é ser um grande fã e impulsionador de Zambujal, em torres vedras, como a primeira superpotência europeia e o ponto de origem dos Bell beaker ou até as descobertas do centro arqueológico de perdigões.

O outro é que ele advoga pelo menos a possibilidade de a Atlântida ter sido em Portugal. Primeiro  o comentário. Depois explico:

 

Hi Maju, Just an update on that R1b and Wine stuff.

Guys at the Agronomy University say that most of their studies is for Intraverietal diversity and those point exactly to the argument that the casts we have in Portugal are extremely old and point to very local and ancient domestication of vitis vinfera for wine production. Currently they are engaging with molecular investigators to get more precise readings. However they point to a countrywoman of yours, Rosa Arroyo Garcia, Instituto Nacional de Investigación y Tecnología Agricola in Madrid, which is already engaging in Molecular studies and here studies in chloroplast microsatellites, clearly show that the domestication occurred in the east and also on the west and then moved from both sides to the center… see, J R1b did it in Armenia 6,000  years ago and not longer those same R1b where in Portugal domesticating those astonishing variety of wild grape casts to produce wine… that is why we still have the best wine in the world and that is the reason they stayed in the Iberian peninsula so long… it’s the wine gentlemen, it’s the wine!

 

Maju, should you ever drop by Lisbon I will drive you the Zambujal Castro. Not to see the damn rocks but to go then to the estuary of the sizandro river where those R1b sailed the wine and Copper and go to a great restaurant there. Best fish ever and we can have watching those pillars of Hercules, which are the two massive scarps from each side of the beach and that open up the Atlantis as described by Plato!

 

 

OK, óbvio que isto tudo é em tom de brincadeira e não sou historiador nem nada que se pareça, mas parece-me de nota. Aliás, até parece que temos falta de pessoas em Portugal formadas em história e/ou Antropologia (ironia). Adoram é passar a vida a fazer teses sobre temos em nada relevantes para o resto do mundo quando por exemplo os trabalhos em Zambujal até sempre foram realizados pelo do Instituto alemão de… Madrid.

Os factos, contudo e relacionado ao meu comentário, mantêm-se. E são muito simples.  

Os homens que são nossos (europa ocidental) antepassados terão vindo do Cáucaso. São os tais R1b.  No caso dos homens do leste, os R1a, é fácil de seguir o seu rasto deste a cultura Yamna, os kurgans do caucaso e o seu percurso pelas estepes da Ucrânia, Hungria, polonia, etc. … os R1b não. Aparecem de repente há 5000 anos na europa ocidental, ligados à cultura Bell beaker em portugal e daí sim tornam-se em menos de um fósforo na linhagem dominante na europa, como aliás agora se viu novamente com as amostras dos homens do calcolítico na Irlanda (fica para depois).

 

Quando encontrei uma referência no Google sobre apresentações da PORVID sobre as castas portuguesas e algumas referencia ao cáucaso, cheguei ao contacto por email com o prof Antero Martins do Instituto de Agronomia de Lisboa que rapidamente me deu aquela informação que no comentário explanei.

Eu tinha dito ao Maju num post (dos infindáveis post que hoje em dia existem sobre o tema)

que era prova anedótica mas a verdade é que havia referências sobre a nossa vinicultura e a teses de que a vinicultura poderia ter começado em Portugal e não no Cáucaso e sobre o nosso cão serra da estrela e o Cáucaso (fica para outro post) e já que havia esse mistério não tinha a certeza se estas pequenas provas não tinham muito de real. Deixando de lado a questão do cão serra da estrela a questão do vinho parece muito pertinente.

 

Tentarei fazer um post sobre cada um destes temas que na verdade, já se viu coisas mais estranhas do que provar desta forma que os R1b vieram por mar ou por norte de Africa para a península ibérica e com eles trouxeram duas coisas:

1 – O cão pastor do Cáucaso que rapidamente se transforou no cão serra da estrela em Portugal

 

2 – A técnica de domesticar as vinhas vinis viníferas selvagens e produzir vinho.

 

E já agora…

 

3 – Que Platão quando descreveu Atlântida estava a descrever a civilização do Zambujal (torres vedras), a primeira superpotência do oeste europeu.

 

 

Assim que tiver tempo vou brincar um pouco mais com estes temas.

 

 

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Junkies

por Olympus Mons, em 05.01.16

 

 

Dizia à dias Jonathan Haidt que um Libertarian não passa de um Liberal que foi assaltado, que foi  Mugged, pela realidade.

Não deixa de ser verdade. Muitas vezes os libertarian, que tanto se lê por exemplo no Insurgente, não passam em alguns dos casos de pessoas mais próximas do bloco de esquerda na perceção dos cânones sociais mas sem toda a tónica na sensibilidade do harm/care e do Fairness/reciprocity ou equality.

 

Veio me isto à memória porque há dias li o recente estudo de Van de vyer et al How the

July 7, 2005, London Bombings Affected Liberals’ Moral Foundations and Prejudice.

 

O estudo é curioso porque tendo acesso a questionários de cerca de 2500 pessoas no reino unido demonstra com uma clareza impressionante como, após um atentado (no caso o de londres), as posições politico-morais de pessoas de extrema-esquerda (liberals) ficam exatamente iguais às das pessoas de direita. Que curiosamente não se alteram em nada. Após um atentado as pessoas de esquerda tem valores de cânones morais descritivos iguais às pessoas de direita, tem o mesmo endorsement de in-group que as pessoas de direita sempre tiveram, a mesma posição de fairness Foundation nas atitudes politicas e até a atitude e preconceito para com muçulmanos.

Mas talvez o mais incrível é que a posição das pessoas de direita não muda. Em nenhuma das barras. A sua posição matem-se exatamente igual antes e depois de um atentado.

 

Eric kaufman já nos tinha demonstrado que as pessoas de extrema-esquerda são as que mais endorsement dão por exemplo à multiculturalidade mas curiosamente são as primeiras a abandonar o bairro quando essa multiculturalidade chega com a carrinha das mudanças ao sítio onde vivem.

Agora percebemos todo o postering moral que a esquerda gosta de se intoxicar com (endorfinas, ou seja opiáceo endógeno) não passa de incapacidade de avaliar a realidade. Mas tal como no caso da multiculturalidade, quando esta realidade lhe bate à porta acordam de maneira estrondosa.

 

Fica a pergunta. Se a esquerda não passa da direita vivendo numa bolha de ilusão com o intuito de se auto endorfinizar… porque lhes damos tanta atenção nas sociedades modernas?

 

 

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Após os 3 posts sobre os portugueses geneticamente:

* I - Portugueses… (primeiro os europeus atuais) (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/i-portugueses-primeiro-os-europeus-28285)

*II - Portugueses… (Esperem! ....primeiro os europeus originais (sort of)) (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/ii-portugueses-esperem-28901)

*III - Portugueses… Finalmente! (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/iii-portugueses-finalmente-32254)

 

Voltamos á imagem do post inicial. Portugueses...( http://barradeferro.blogs.sapo.pt/portugueses-27716)

 

Por vezes quando se menciona às pessoas que somos um bocado North European, um bocado Gedrosia e um bocado Africa do Norte as pessoas pensam que nos referimos que há pessoas que são um coisa e outras que são outra. O que esta imagem mostra é que para estes 6 Portugueses que mandaram os seus dados do 23andme para o Dodecad (base de dados de genética populacional) todos temos aqueles bocados em proporções mais ou menos similares e depois alguns têm pequenas componentes de umas coisas e outros de outras ou até das duas ou 3 percentagem minúsculas mas que mostram a nossa diversidade gerografica… aliás como se nota noutros europeus como os holandeses, belgas, franceses, ingleses etc.

Assim, de baixo para cima:

 

 

 

 Podemos ver que o primeiro começa por ter uma proporção de West Asian (caucaso - azul bébé) de cerca de 7 a 12 porcento…

…  depois tem um bocado de Northwest African (africa do Norte) cujos marcadores nos SNP (single nucleoides…) são essencialmente berberes o que cria algumas dúvidas sobre se são o resultado das invasões islâmicas ou se são muito, mas muito, anteriores porque representam bem as populações paleolíticas do norte de Africa (como os mozabites) e não propriamente uma réplica fiel das populações que os substituíram posteriormente….

…  Depois o verde clarinho que é a nossa maior e mais marcante elemento e que é similar ao maior load genético agricultores do neolítico (Atlântico- mediterrânico)…

…  e depois vemos que a proporção do Southwest asian (Gedrosia) que partilhamos com o pessoal do Afeganistão e irão e até partes do extremo norte da india e que até parece aumentar ou diminuir na proporção inversa à quantidade de genética Norte Africana. …

  2 ou 3 tem uns residios de East Asian (do este Asiático ) que não faço a mínima ideia de como cá chegou essa componente e também parece ser inverso ao facto se ter East asian ou south asian o que é estranho visto os portugueses ou tem resticios da India ou da china como dizia o outro mas não os dois em simultâneo (não faço a mínima ideia porquê)…

 ... a seguir o amarelo torrado, que em alguns destes é quase tão grande quanto o substrato do neolitico e que é a North European, há quem lhe chame Hyperborean, correspondendo ao material genético dos caçadores recolectores que habitaram a europa no paleolitico... 

 Vemos uma componente East African (Egipto e Judeu) que veio com essa migração dos sefarditas e das invasões africanas (roxo claro)….

  E vemos por fim que um deles tem uma pequena percentagem de material genético da Africa subsariana (west african) , o segundo a contar da esquerda, mas os outros não tem.

 

 

E pronto... assim se criou este povo. para o bem e para o mal.

 

 

 

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III - Portugueses… Finalmente!

por Olympus Mons, em 28.12.15

Após todos os posts que fui colocando sobre a genética subjacente ao que nós portugueses somos historicamente, com todas as certezas, duvidas e novidades que aparecem, aqui vai o uma descrição em termos de grupos genéticos, pedaços de história genética que nos compõem a todos. Somos uns bocadinhos destes, mais um bocadinho de aqueles.   Isto estamos a falar de genética autossómica (autosomal), aquela que é passada tanto pelo pai como pela mãe. E os exemplos que dou são representados por grupos de pessoas que hoje em dia tem maiores quantidades daquela agremiação genética,não necessariamente que tenham sido eles a dar-nos essas componentes genéticas.  

Tudo isto é muito consistente, tanto por trabalhos feitos em portugal, até claro a partilha de análises autossomais de portugueses que se deram ao trabalho de partilhar os seus dados genéticos que obtiveram através das analises genéticas como o 23andme e que agora fazem parte de bases de dados genéticas do planeta inteiro.

 

Mas começando pela percentagem maior até à menor e alguns factos que criam contexto para essas componentes genéticas. Preparados?

 

 47%   disto (Atlantic mediterranean)

 As populações com maior percentagem deste genética populacional são os Bascos (franceses e espanhóis) e depois o pessoal da Sardenha.

 

 

  No fundo é o material genético dos agricultores do neolítico. Estes homens que vieram da Anatólia. Dantes dizia-se do levante mas agora sabemos que vieram da Anatólia antes do aparecimento da identidade turca (ou as misturas da queda do império Otomano) que ocupou aquela região. Começaram a vir para a Europa há sensivelmente 10,000 anos. Como sabemos o europeu é essencialmente feito deste material chamado de EEF (early eastern Farmer), de WHG (West Hunter gatherer) e ANE (Ancient Northern Eurasian) e o que divide um europeu do norte de um europeu do sul é que as proporções estão invertidas. No sul mais EEF e no Norte mais WHG. 

Mesmo os agricultores do Neolítico já eram uma mistura de uma componente misteriosa que é o Basal eurasiático (que ainda não se encontrou nenhuma pessoa ou material genético antropológico que fosse só isto) e já uma componente forte dos caçadores recolectores que há muito habitavam o Oeste Europeu (mas curiosamente os EEF não possuem componentes dos caçadores recolectores do leste).

 

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 23% disto (Northern European)

Lituanos, finlandeses e eslavos estão carregados disto…

 

 

Caracterizado hoje em dia como Northern European, esta é a componente mais acentuada da componente genética dos caçadores recolectores que habitaram a europa nas últimas dezenas de milhares de anos. Estamos a falar do período Aurignacian e gravettian. Razão pela qual o norte da europa tem mais desta componente que a sul, é porque quando se deu a expansão na idade do bronze dos cavaleiros das estepes, nos últimos 5 mil anos estes vinha carregados desta componente de caçador recolector (WHG - West Hunter Gatherer) e por isso existe mais a norte do que a sul, visto que a sul foi por onde entraram os EEF (agricultores do neolítico) e daí terem ficado mais carregados desta genética.

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10% disto (Cáucaso)

Os georgianos, arménios e Ossetianos do norte ou mesmo Chechenos têm proporções acima dos 50% disto.

 

Definido como caucasiano porque é a componente especifica dos povos que hoje em dia habitam a região à volta do Mar Negro e do Mar Cáspio. Este ponto terá sido o ponto de origem dos povos que colonizaram a europa após o neolítico. A famosa migração das estepes que retornou a genética dos caçadores recolectores ancestrais á europa, Os indo-europeus, os Cavaleiros das carruagens, da pastorícia e acima de tudo os bebedores de leite que trouxeram essa capacidade para a europa e rapidamente eliminaram todas as linhagens dos agricultores do Neolítico porque ter filhos que sobrevivem a leite de animais bate qualquer outra estratégia.  Foi o fim do megalitismo na europa ocidental. Este é o povo da cultura pit-grave, Yamnaya, os Kurgans ou  e Maykop e esta componente genética foi para os judeus, foi para o médio oriente e para a Asia central.  Em Portugal temos muita genética judia, dos judeus sefarditas e estes também trouxeram muito desta genética para Portugal, tal como provavelmente povos do norte de africa.

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7% disto (Norte de Africa)

Os Mozabites (100%!) e marroquinos.

 

É a percentagem que temos do Norte de África. Que muita gente chama de Árabe mas não tem nada de Árabe. É norte africano. Por isso muita gente aceita que vem das invasões islâmicas, do califado de cordoba, enquanto outros dizem que não porque esta componente é essencialmente bérber e muito paleo norte africana, e por isso andaria por aqui há dezenas de milhares de anos, muito antes da islamização ou arabização do norte de Africa. Se por um lado eles andaram por aqui, antes da reconquista, um dos maiores mistérios que há relativo a isto é o seguinte: Só existem linhagens de sangue pelo lado da mãe (MTdna), ou seja do haplogrupo U6, que é Norte Africano no… norte de Portugal.  É estranho mas é assim. As filhas, das filhas das filhas destas norte africanos estão no norte do pais não havendo no centro ou sul nda destes haplogrupos. Quando é verdade que já os short tanden repeats  (Y-Dna) que permitem identificar a descendência de homens (masculino) do norte de Africa estão grandemente concentrados no Alentejo… mas não no algarve (pese embora exista pela europa fora).

 

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7% disto (Gedrosia)

Os Brahui e Balochi, tal como o irão, Afeganistão e Paquistão e mesmo a india (partes) estão cheios disto.

 

 

 

Gedrosia é a região á volta do deserto com esse nome antes de chegar à india. Costumo dizer que é de onde a beleza vem. Algumas das faces mais simétricas do planeta estão por aqui. Mas também os maiores malucos. É só ver os afegãos. Esta genética faz parte da genética que veio com os indo-europeus para a europa e depois claro Portugal. Uns vieram para aqui pela cultura Yamna e Kurgan (malucos dos machados de guerra) e outros por culturas como Afanasevo foram para oriente, para este, indo parar ali para os lados da asia central. Atrás de Alexandre o grande também veio alguma desta genética… e é daqui que vêm a genética dos malucos que encontra no dia-a-dia em Portugal.

 

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5% disto (Sudoeste Asiático)

Estamos a falar de palestinianos, israelitas, etc.

 

 

Esta componente genética terá chegado a Portugal provavelmente com a herança genética dos Judeus sefarditas que muitos temos em Portugal. Encontramos abundantemente nas zonas onde a linhagem patriarcal do J2 (Y-dna) ainda é muito abundante como na região de santarém. Ver meu post sobre a cultura do touro e das touradas.  

 

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0,7% disto (África Subsaariana)

Do Senegal a Angola

 

 

 

Dos resíduos genéticos que ainda se encontra na população Portuguesa, uma das curiosidades é esta pequena percentagem de genética subsaariana que uma parte da população Portuguesa possui. Esta componente terá vindo da elevada população negra que Portugal chegou a ter, nomeadamente no século XVII quando cerca de 10% da população de lisboa chegou a ser de raça negra. Outros dizem que esta genética negra também é muito mais antiga, trazida pela genética bérber que integra os tais 7% acima mencionados. 

Uma coisa e certa: Apesar da nossa genética subsariana ser tão pequena e não existir descendência de Haplogrupos Y-Dna negros em Portugal (homens) a verdade é que a quantidade de portugueses que maternalmente descendem de uma mulher negra é elevado e único em toda a europa. Cerca de 6% dos portugueses descendem de uma mulher cuja ancestralidade está numa mulher do haplogrupo mtDna (maternal) L. Ora este HG só existe na Africa Ocidental. Se as linhagens matriarcais do norte de africa (U6) se encontram somente no norte do pais (… mas então as invasões islâmicas não foram a sul??!?!) a verdade é que o mtdna L está proporcionalmente espalhado pelo pais todo. Na Europa, só se encontra este fenómeno mesmo em Portugal indiciando que terá mesmo origem no comércio de escravos.

 

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Em resumo,

 

Em resumo, nós, como todos os povos europeus, somos uma mistura das mesmas componentes genéticas milenares e são essas componentes que fazem de nós geneticamente europeus. Numa análise mais elevada (K3) somos essencialmente EEF, WHG e ANE. Isto é o europeu visto mais à distância. Da mesma forma que visto mais de perto (em K7 ou K12) vemos que em pequenas alterações nas proporções dessas mesmas componentes assim detetamos europeus do Norte ou do Sul e alterações ligeiramente maiores assim definem europeus do sudeste europeu (como a Sicília ou Grécia) ou do noroeste europeu (Dinamarca ou suécia).

Pequenas componentes extrínsecas a esta caracterização genética central dos europeus definem a heterogeneidade da história dessas populações, como por exemplo no caso das populações Ibéricas os 6 ou 7 porcento da genética do norte de Africa destingem-nos do resto da europa ou a componente de 6 ou 7 porcento de componente siberiana define os finlandeses e os russos, ou percentagem mais elevada de caucasiano define os georgianos ou os cipriotas…

As misturas genética europeias, muita gente não sabe, ocorreram nos últimos 1500 anos. E foi essa mistura, junto á mistura ancestral, que nos transformou em todos… primos.

 

 

 

 

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Douglas Murray

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

Agora que se aproxima o fim do ano:

Este ano descobri Douglas Murray.  A par de pessoas como Nial Ferguson que sigo faz algum tempo, este ano descobri  para meu deleite mais este, tal como Nial, refrescante escocês.

 

 

          https://www.youtube.com/watch?v=jbsfdreLwT8

          https://www.youtube.com/watch?v=xPNWZg0jZwY

 

Inteligente, Gay e de direita, é um dos vários antibióticos contra um fenómeno que devassa o mundo e que parece estar a espalhar-se a uma velocidade estonteante.

 Um fenómeno global em que a estupidez é aceite como uma característica perfeitamente normal, funcional e até produtiva. Veja-se a Catarina Martins.

Uma total incapacidade de cognitive reflection parece grassar no mundo. Bom exemplo é o New York times publicar coisas como overdose mata mais de meio milhão de pessoas por ano nos EUA. Uma total ausência de noção de factos e de realidade. Qualquer pessoa que viva neste mundo sabe que seria impossível numa população de 300 milhões ter meio milhão a morrer ao ano de Overdose mesmo que não faça a mais pequena ideia sobre o assunto -  Alguém deve investigar se não estão a nascer consideravelmente mais idiotas por minuto do que a proverbial unidade.

 

Um dia à noite, coloque uns auriculares e divirta-se.

         https://www.youtube.com/watch?v=8XwFWRRyMsk

 

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NOAA ...paciência para estes gajos

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

NOAA 

ao ler artigos no público, expresso, etc, --- Procure sempre este acrónimo. NOAA, NOAA, NOAA, NOAA.

Por norma quando ouve dizer que 2015 vai ser o ano mais quente de sempre… convém lembrar algumas coisas. O que quer mesmo dizer? Isto:

 

2015 Será o ano mais quente de sempre por centésimas de grau, no ano de um dos maiores El Nino (*1) de sempre  e mesmo assim somente num (1) dos 7 datasets que processam dados de temperatura á superfície  e que é precisamente o dataset que sofreu alterações estatísticas muito duvidosas (*2) nos últimos anos sendo agora oficialmente o único que não mostra a pausa de 17 anos no aquecimento global que invalida totalmente a teoria do alarmismo de aquecimento global e em claro contraste com os dados de analise por satélite que monitorizam todo o planeta (atmosfera) nos últimos 40 anos(!) e que colocam 2015 em terceiro ou quarto lugar.

 

*1 – O último Super El Nino, o de 1998, aumentou a temperatura global do planeta em 1ºC, o mesmo que todo o século XX!

*2 – NOAA fez mais uma correção estatística aos datasets. Ora essas correções do NOAA são sempre para aquecer os últimos anos, em análises que ignoram que os error bars são maiores do que variação mostrada. Ridículo. NOAA faz correções para as estações meteorológicas que mais influências humanas sofreram contaminando assim depois todo o dataset, mesmo as estações boas que reconhecidamente não sofreram alterações ou influencias externas. Quando só analisados dados das estações “boas” conclui-se que a recente análise de NOAA acrescenta 50% de aquecimento nas últimas análises. Eliminando esse bias as estações boas estão em consonância com as medições por satélite… que mostram pausa nos últimos 17 anos.

 

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Coming Up...

por Olympus Mons, em 22.12.15

Nos próximos tempos tenho que concluir a análise de genética populacional dos portugueses. Nos posts anteriores sobre a genética dos portugueses (tag genética) já escrevi que os portuguese tem uma percentagem de divisão de linhagem patriarcal (Y-DNA) de sangue (haplogrupo genéticos) em tudo muito similar aos restantes europeus tal como nas linhagens matriarcais  (mtDna mitocondrial) também totalmente europeu.

Quando corremos estatisticamente Principal component analysis (PCA),  verificamos nas imagens ortogonais que os portugueses em nada se distinguem dos espanhóis, ficando claro que existe um cluster genético composto por portugueses, espanhóis e Italianos do Norte e do vale de Aosta. Como a Itália do norte é uma  região europeia de elevado sucesso económico é notória a tentativa de se considerar esta região como europa de norte… quando ela na verdade é geneticamente homologa os tugas e espanhóis.

 

Pese embora todos os europeus sejam todos geneticamente muito próximos e com muita admixture, especialmente nos últimos 1500 anos, a verdade é que se consegue destrinçar um grupo de norte de europa (os chamados CEU ou UTAH whites) e um grupo de europeus do sul. Notoriamente nunca se encontram os suíços e austríacos nesses análises e começo a desconfiar e achar que (até pela proximidade do vale aosta) este seriam claramente integrados nos grupo dos europeus do sul nas análises de PCA.  A ver vamos no futuro.

 

De qualquer das formas a verdade é que as mesmas análises integram sempre o grupo de humanos mais cognitivamente dotado (diria sobredotado), os Judeus Ashkenazi , claramente num cluster sul europeu. Pese embora também os agrupe depois no grupo mais calão (na minha opinião) de todos os europeus… os sicilianos. Penso que é sintomático de como estas análises genéticas dizem muito e ao mesmo tempo tão pouco. O Grupo de pessoas que por exemplo menos hiperbolic discount faz de recompensas futuras está junto geneticamente do grupo de pessoas que mais hiperbolic discount faz! Claro que a justificação tem a ver com a genética do norte de africa que ambos possuem.

 

… bem, mas ver se oportunamente concluo esta conjunto de posts sobre os Portugueses geneticamente. 

 

 

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TAP.... for dummies na COSTA portuguesa.

por Olympus Mons, em 22.12.15

 

TAP - Não me é usual comentar em post este tipo de tema. Mas no caso da TAP abro uma exceção. Isto surge de um comentário do “zé Laranja” sobre o facto de eu considerar que a esquerda fala muito "à esquerda", mas como todo a gente decide "à direita". A diferença entre os dois é o momento em que isso ocorre sendo que os segundos fazem-no com base em expected outcomes que antecipadamente computam (muitas vezes corretamente mas naturalmente nem sempre) e os primeiros de forma algo bayesiana, fazem um processo em que as coisas são continuamente reavaliadas até que chegam à conclusão na maioria das vezes são iguais à conclusão e processo de decisão que a direita tomou lá atrás. O problema, é que nem sempre os resultados de uma decisão tomada lá atrás é o mesmo de uma decisão tomada extemporaneamente muito tempo depois.

 

A TAP, vai continuar privatizada. Claro que vai!

 

A TAP vai continuar privatizada e com a maioria do capital privado, porque o mercado, ou os mercados, aonde a TAP labora, ou seja a indústria à qual pertence, está em mudança. A probabilidade da TAP sobreviver sem ser no contexto completamente liberalizado em que a sua indústria se tornou é efetivamente 0%. E, curiosamente se houve entidade ou entidades que destruíram completamente a hipótese de continuar a haver companhas aéreas de bandeira foram as instituições Europeias que permitiram todas as liberdades do mundo às low costs (e provavelmente bem) e como tal a TAP, como outras empresas noutras indústrias, tem que se reinventar.  

A TAP sendo uma empresa que exporta mais de 80% do seu produto, sendo uma empresa que vende em mercados à volta do planeta inteiro, tem que possuir o dinamismo necessário à sobrevivência na concorrência direta com todos os que providenciam a mesma oferta que a TAP. Isto é o epicentro do conceito de concorrência sendo o oposto do conceito de estatal que existe para servir os interesses de uma determinada subpopulação.

Só se sobrevive na indústria do transporte aéreo se houver sinergias com outras empresas com domínio de outros mercados (essencialmente mercados internos grandes), se houver uma simplificação total de processos que permitam a venda, o lidar com a procura, num mundo de Marketing e canais Digital, se houver uma oferta de experiencia a bordo inovadora e moderna (como novos aviões) … tudo coisas que são muito, mas muito, difíceis fazer quando se está na esfera dos interesses de um estado e quando até o dialogo de decorre é, à luz de um mundo moderno, disfuncional.

 

Claro que a TAP vai continuar privada, claro que vai fomentar grandes sinergias com a AZUL, claro que vai incrementar parcerias com empresas do grupo gateway do neeleman para efeitos de metasearches e OLAs, claro que vai fazer interline e code-share com a jetblue e vai implementar novos conceitos de retailing e branding sales  em conjunção com estas e outras entidades, etc.

 

Ora, com isto é claro que vai reduzir a sua participação no PIB (que é considerável) vai reduzir pessoal e pagar menos ordenados em Porgugal, vai comprar menos bens e serviços em Portugal, sim, mas pelo menos vai existir. E vai estar aqui a contribuir para a riqueza do país versus nem existir -  Porque essa é mesmo a outra opção. É só que o Antonio Costa vai levar algum tempo a perceber isto. 

 

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Tão betinhos que somos!

por Olympus Mons, em 19.12.15

No meu post

 Nostradamus 3.5 ... Ou o modo como a direita não aprende (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/nostradamus-3-5-ou-o-modo-como-a-21098)

 

Enfatizava coisas como:

 


   o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

 

Nem algumas semanas depois, quando ouvimos falar de como a extrema esquerda afinal engole sapos com bastante facilidade, fica aqui estas perolas da nossa direita parlamentar. Realmente costa sabe o que está a fazer…

 

Analisaremos caso a caso”, garante ao Observador o porta-voz, Filipe Lobo d’ Ávila. “Se o PS apresenta as nossas coisas, temos que votar a favor. Não votaremos contra propostas que nós próprios apresentámos. Além disso, temos que ter em atenção aquilo com que nos tínhamos comprometido com as pessoas”, secunda Telmo Correia

 

 

Parabens ao usurpador.

 

 

 

 

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Os novos Climate Deniers!

por Olympus Mons, em 19.12.15

 

Existem alturas em que é inevitável falar sobre o assunto das alterações climáticas.

Que fique claro que a questão hoje em dia é eminentemente politica, como naturalmente deve ser. A politica e das maiores invenções da humanidade mas, ou se calhar por essa razão, não tem nada a ver com a verdade. Sempre que em política se fala de verdade é de tremer e fugir: Política como atividade de responsabilidade, e governativa, é a forma como se constrói uma narrativa que se aproxime do centro da sensibilidade de uma determinada população de forma promover uma determinada atuação ou resolução. Sem Politica não se fazia nada e cada grupo viva a sua verdade entrando continuamente em conflito com a verdade do outro grupo. É assim simples. No caso da política ambiental, que é à escala do planeta, ainda mais fuzzy será essa sensibilidade e mais murky o discurso deve ser. Isso eu entendo. E como nasce um idiota a cada segundo e já não morre um a cada segundo como no passado, estas coisas resultam.

Depois é necessário entender que um dos resultados práticos desta charada toda a que se assiste é conseguir a efetivação real e consumptiva com energias alternativas e o necessário investimento para se atingir esse fim. O custo com os combustíveis fósseis não vai baixar muito dos valores mínimos históricos. As sociedades são medidas pelo seu nível de consumo energético e se nós queremos evoluir enquanto civilização humana a energia deve ter ser tao ubíqua, tão acessível como o ar que respiramos e ter basicamente o mesmo preço. Este paradigma tem que ser atingido. É basicamente aquela coisa das civilizações interplanetárias terem de ter níveis de consumo energéticos ao nível do consumo de estrelas.  É mais ou menos essa a lógica. Por isso não tenho traumas com a tanga que hoje em dia se propaga e no fundo até tem o meu apoio.

Outra coisa diferente é fábula vs confabulação. Contem-me a fábula que eu acho piada, peçam-me a confabulação (que eu finja e imite o acreditar) e não esta no meu ADN. Aliás, não está no ADN de pessoas do espectro mais à direita.

 

Mas isto vem a propósito de um facto curioso sobre esta conversa das alterações climáticas. A direita quando acredita em algo até conta uma fábula mas não exige, não é normativa, querendo com que toda a gente finja que acredita, se torne believer, em resumo que pratique confabulação.  A direita conta a fábula e limita-se a dizer que é assim porque sim, que é como é e pronto. E ou estás no barco ou não estás. Ora a esquerda não. A esquerda exige participação ativa. 

Tem piada esta semana ver Naomi Oreskes, que é como que uma porta-voz da histeria sobre as alterações climáticas, a acusar, precisamente, os pais do movimento de serem climate deniers! – James Hansen, Emanuel Kerry, Tom wigley….  Oh meu Deus isto é melhor que a fox comedy.

 

Estão a ver, é que Hansen, kerry, etc. limitam-se a ter um raciocínio lógico. Se nós acreditamos que o atual conteúdo de CO2 na atmosfera está e vai ser destrutivo para o planeta então temos que começar a resolver o assunto o mais rápido possível e não será com acordos insípidos como os de Paris mas sim com uma aposta massiva na única forma de energia capaz de ter output sem ser intermitente - Energia nuclear! E Já! --- Ora, estão a ver politicamente a combinação, certo? – Nuclear, esquerdismo, ambientalismo… por falar em ódios de estimação.

                                                                

Como é óbvio, toda aquela gente com poder de decisão em Paris não acreditava verdadeiramente no estado de alarmismo que existe relativo ao conteúdo de CO2 na atmosfera. Lá no fundo o cérebro deles, dos que entendem a ciência, computa que a sensibilidade do sistema climático é menor e que os feedbacks positivos sobre a adição do CO2 que estamos a fazer. Mas não deixa de ser curioso que até quem acredita demais tem que ter cuidado com o que diz. Tem que cumprir a anuir à cartilha or else… delicioso.

Hansen e afins, os homens da velha guarda, acreditam mesmo que o planeta está em desequilíbrio radiativo logo temos que actuar – e na opinião unanime de quem percebe da capacidade de produção energética actual só há uma alternativa – ir com toda a pressa e em força para o nuclear. Quem levanta a mão a favor?

 

 

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de Islamitas ... e sindicalistas.

por Olympus Mons, em 08.12.15

 

Tenho falado sobre o problema que a europa tem com com o islão, com os islamitas e com os terroristas. Tenho escrito sobre os dois primeiros, falta sobre estes últimos.

 

O islão é uma ideologia. Isso quer dizer que engloba mais do que uma perspetiva de vida ou uma visão do sentir e estar enquanto pessoas. É um projeto de algo de muito concreto. Tal como as ideologias.

 Os terroristas são só uns inúteis e criminosos manipuláveis e cheios de Displacement iguais a todos os outros terroristas que a Europa já viu no passado seja sob a forma de revolucionários de esquerda e/ou nacionalistas. O islão é Marx, os islamitas são comunistas e os terroristas são… terroristas. Residios de expressões de genes como MAOA e drd4-7R que são usados para toda a obra.

Contudo os islamitas serão os instrumentos da ação, os dirigentes políticos que vão revindicar, os elementos que construirão a narrativa. Serão como os grevistas, os sindicalistas do comunismo... marcando sempre a distancia devida dos elementos mais agressivos que vão impor um preço a pagar pela não anuência.

 

Qual então o problema?

A europa era uma população muito homogénea. Populações homogéneas dão comunidades muito fortes, coesas, participativas e colaborativas. Robert Putnam  em Harvard (para horror dele próprio) provou que basta a inserção de um número muito reduzido de diversidade étnico cultural numa determinada população para que os níveis de colaboração, de confiança no outro, de participação em atividades cívicas, de participação eleitoral, etc. caia a pique.  Na verdade para qualquer comunidade injetar diversidade é como cancro. Devastador.  Aliás uma das coisas mais curiosas que Putnam mostrou é que essa morte da confiança e gosto no próximo, acaba mesmo entre pessoas que partilham os mesmos valores, etnicidade e cultura.

 

Mas isto podia ser uma realidade transitória no momento atual da história. Seria só um ponto intermédio na teoria da proximidade (contact Theory) entre populações muito diferentes - Pois, não é.  Gosto particularmente dos estudos de alguns dos pilares da psicologia comunitária, o casal Zachary Neal, que após tentar em 20 milhões de “bairros virtuais” num modelo computorizado acaba por concluir que não é de todo possível manter comunidade coesas e ao mesmo tempo diversificadas, provando assim os vastos e empíricos estudos de Robert Putnam.

 

Em grande parte pelo fim dos impérios europeus mas também acredito por uma tentativa de reproduzir limitada e preme a experiencia Americana do multiculturalismo (não sabemos como vai acabar nos EUA) a europa optou por se tornar ela própria também Multicultural.  E quando a decisão está tomada está tomada. Não se volta atrás (não de forma aceitável á luz de uma moralidade moderna). A emigração negra veio com reduzidos cânones (não é culturalmente muito desenvolvida e coesa) a emigração da américa latina para os EUA e europa vem encamisada numa cultura muito europeia. A emigração do este asiático vem respeitosa… A Emigração muçulmana, provinda de vários pontos do globo e já ela diversificada etnicamente vem carregada de uma civilização diferente, circunscrevida e sólida. Dois sólidos não ocupam o mesmo espaço - Não é o mesmo das outras vezes.

 

Li algures (e não encontro) que basta passar a barreira dos 5% de diferente para começar os choques. E que basta 20% para provocar a revolução e mudar completamente o status quo. Não sei se é correto mas parece-me a mim que assim ocorre. A 5% começam as grandes reivindicações pelo reconhecer das minhas especificidades a 20% começa a exigência pela oportunidade de viver no meu mundo e não no teu.

Ora qual o problema com os islamitas? – O problema é que os alemães pré segunda guerra mundial não eram todos nazis. Na verdade parece que nem 20% eram nazis. Os soviéticos não eram todos comunistas nem a china era toda maoista. As percentagens deviam rondar os tais 20%... Mas estes foram tudo o que foi necessário.

 

Foi um grupo muito pequeno que cometeu atrocidades, foi uma minoria que sustentou e desculpou as ações desse pequeno grupo e foram se calhar 80% que preferiu não ver ou ouvir ou teve coragem para dizer fosse o que fosse. Antes sequer de falar dos islamitas não esquecer que se houvesse as oportunidades comunicacionais no passado que hoje há também ouviríamos muitas pessoas no contexto históricos anteriores a dizer que os alemães são boas pessoas… naturalmente seguido de uma serie de mas… são esses “mas” que criam o relativismo que abre as portas á ação. 

 

Claro que é uma generalização dizer que o islão é violento… nâo é essa a questão. O islão não tem lugar é na europa. Não teve nos últimos 1000 anos e não terá agora. A não ser que tenha. E assim passaremos a viver uma outra realidade e pronto.

 

Nial Ferguson (imo o homem mais inteligente do mundo) tem razão. Foi assim que o império romano caiu é assim que a europa poderá entrar numa nova idade das trevas.

 

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Mário Centeno, Ministro das finanças de Portugal, 2 de Dezembro de 2015:

 

Não podemos "transpor conclusões de artigos científicos para a legislação nacional, porque se tentar fazer isso é um passo para o desastre"

 

Aqui está a afirmação de Mário Centeno que provavelmente alguma vez concordarei a 100%... Mas se pensam que este post é sobre política nacional estão enganados. É sobre política mas internacional e mais propriamente política climática. E no mundo real não no mundo dos artigos científicos da AGW as coisas são ligeiramente diferentes. Ligeiramente

Nem vou repetir algumas das coisas que já aqui escrevi noutros posts relacionado com este assunto. Mas vou lembrar um pequeno facto. Aliás podem usar como remate para qualquer debate sobre alterações climáticas. E se quiserem entender porque cientistas (sim climatologistas, meteorologistas, físicos, etc) tem tantas dúvidas este é um exemplo de antologia. Aqui vai.

 

Inale e agora exale. Esse CO2 que exalou aí está e por aqui há de ficar muitos séculos. Não se esconde, não vai a lado e está ai para fazer a sua coisa maléfica ao clima:  Agora, o século XX viu um incremento de temperatura sensivelmente de 1 grau. Esse aumento teve o seguinte padrão: de 1910 a 1940 aumento de temperatura de 0.4C (primeiro aquecimento), de 1940 a 1970 (a longa pausa) 0.0C e de 1970 a 2000 (aumento que AGW adora) um aumento de 0.6C.  Ora o aumento do CO2 de partes por milhão ppm foi o seguinte:

 

      a. De 1910-1940 o conteúdo de CO2 na atmosfera foi de 300ppm para 311ppm (aumento de 11%) e assistiu a um aumento temperatura 0.40ºC ( 40%).

 

      b. De 1940 – 1970 com o advento da industrialização passou de 311ppm para 325ppm e a temperatura do planeta nem mexeu. Mais, nós emitíamos quantidades brutais de CO2 para a atmosfera e de 1940 a 1960 e as partes por milhão ficaram exatamente iguais (311ppm). Para onde foi esse CO2 todo?  De 1960 a 1970 passaram de 311ppm para 325ppm (em 10 anos) e a temperatura nem mexeu!

     

     c. De 1970 – 2000 passou de 325ppm para 370ppm (45%) e temperatura aumentou 0.6ºC (60%).

 

Já estou a ouvir alguns a dizerem… veja como o ponto c. demonstra a correlação… pois mas então expliquem também o ponto d.

 

     d. De 2000 – 2015 passou de 370ppm para quase 400ppm (30% aumento das emissões) e o aumento da temperatura foi de 0.0ºC.

 

 

Por amor de Deus… estão a ver o problema? Estão a ver porque o Mário Centeno tem razão?!

 

 

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Ninhos

por Olympus Mons, em 04.12.15

 

Os EUA tem polémicas giras.

Eu não quero minimamente saber de nenhuma das 3 pessoas na fotografia. Quero que o Ben affleck vá comer pastilhas de travão depois de descerem o IC16, que Bill Maher lhas sirva com as mãos nuas e que o senhor de costas, Sam Harris, tenha que os levar depois ao hospital.

Detesto o utilitarismo do Sam Harris, detesto o esquerdismo (liberalismo) extremo dele, mas confesso, detesto acima de tudo o facto de ele ser o arqui-inimigo do Jonatham Haidt. E Haidt é em grande parte um dos meus heróis. São todos esquerdoides, mesmo Haidt, mas Haidt nunca aceitaria fazer parte de um painel liberal do MSNBC.

 

Esta polémica é gira porque tanto Sam Harris como Bill Maher sofreram na pele aquilo que estão habituados a fazer aos outros…. E não gostaram mesmo nada.

Harris e Maher, são dos homens mais liberal que existe na face da terra mas os fundamentalistas islâmicos tratam alguns dos segmentos das nossas sociedades como os homossexuais e mulheres de forma que mesmo sendo eles próprios visto como uma minority, é de todo inaceitavel por eles. Claro que não fora este aspecto do islamismo e tudo estaria bem. Assim, quando Sam Harrris diz que temos que ter o direito de criticar “bad ideas” e que o islão é o Mother lode de todas as más ideias… levaram com um híper agressivo affleck a chamar-lhes racistas, xenófobos, islamofobicos…. Delicioso. Ver alguém a ter que comer a porcaria que recorrentemente enfia pela garganta dos outros é priceless.

Seguir a consternação de Sam Harris nos dias seguintes nos espaços de opinião que detem... é de morrer a rir. 

 

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De homens e ratos...!

por Olympus Mons, em 03.12.15

Um must:

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Qj26SJAJhBY

  

O João Galamba lá do PS (trabalhistas) do sítio (Reino Unido) chegou ao poder. E como acontece nestas circunstâncias a patetice é tanta que dá para tudo. Aqui temos um discurso do seu próprio Ministro Sombra a contradize-lo e a demolir completamente a sua própria posição relativo a bombardeamentos britânicos ao Daesh.

Um discurso de homem num partido tomado por ratos.

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Entender o português primeiro é preciso entender o europeu, porque nós somos intrinsecamente europeus. E entender os europeus atuais primeiro é necessário entender as matrizes genéticas que nos compõem e que têm dezenas de milhares de anos.

Deixem-me apresentar-vos alguns dos meus mais velhos amigos. Alguns tem entre 8 e 10 mil anos, outros entre 5 a 8 mil anos e outros ainda são uns jovens entre 4 e 6 mil anos. Isto para não falar do mais velho, o Kostenki-14 de 37…mil anos!

 

  1. 37,000 anos- Kostenki , que era caçador recolector, estava cheio (mais ou menos) de ADN Neandertal. Era na verdade uma mistura do Basal Eurasian e já era também algo que se chama euroasiático do oeste europeu (west euroasian) que marca os Hunter gatherer do paleolítico na europa. Qualquer que tenha sido a primeira população não africana sofreu mais tarde uma mutação para o Basal Eurasian e na verdade ainda não encontramos ninguém que fosse só Basal-Euroasian mas encontramos a sua componente genética por ai abaixo e fora.  Kostenki (K-14) tinha definitivamente olhos escuros e 50% possibilidade de ter cabelos negros e 50% de ter cabelos castanhos. Esta é a linhagem patriarcal dos I2a1b.

 

  1. WHG - Dos restantes caçadores recolectores,  HG (Hunter gatherers) temos vários amigos. Loschbour (definitivamente olhos azuis e cabelo preto) e vivia no atual Luxemburgo, La Brana vivia aqui em León no norte de Espanha  (olhos azuis e cabelo preto ou castanho, 50-50) , os 7 amigos Motala da suécia tinham todos olhos azuis mas depois a cor dos cabelos variava: 3 Tinham cabelos negros, 3 cabelos loiros e 1 (Motala-9) até era ruivoKarelia (7000 anos), do lago onega acima de moscovo e junto à Finlândia claramente olhos negros e cabelo preto ou castanho.  Estes humanos viveram entre 9,000 anos e 7,000 anos atrás mas representavam as pessoas que habitaram a europa nos 20,000 a 30,000 anos anteriores. E a genética deles forma um único grupo que mais tarde é uma das componentes essenciais para a formação genética dos europeus. Esta é a linhagem patriarcal dos c1 e  I2a1b

 

  1. EEF - Estavam Motalas, La-brana e amigos entretidos a viver a sua vida aqui na europa, quando há 8 mil anos atrás começaram a chegar os outros nossos amigos, provindos da Anatólia (agora Turquia com outas gentes) os Agricultores do neolítico (EEF – Early eastern farmers).   A composição genética destes (dos quais os portugueses tem carradas de) já era uma mistura da genética dos caçadores recolectores do oeste, WHG, acima descritos e muito do Basal Eurasian. Reparem que o Basal Euroasian aparece infusado nos EEF muito tempo depois de se encontrar outros povos derivados deles. Toda gente ainda procura qual era o povo cheio de Basal Eurasian que se fundiu com WHG e formou os EEF (agricultores do neolítico) que vieram da Anatolia (esqueçam  levante). Mas verdade é que estes, passado milhares de anos, como demonstrado pelas linhagens patriarcais e matriarcais, substituíram completamente as linhagens e a genética dos HG. Stuttgart  e K02 tinha olhos e cabelos castanhos, os amigos NE da Hungria (1 a 7) uns tinham cabelos e olhos  escuros mas 1 ou 2 tinham olhos azuis e cabelo loiro e GOK2 (suécia), um jovem de 4 mil anos,  também era loiro e de olhos azuis. Mas geneticamente eram todos da farinha do mesmo saco. Passados pouco milhares de anos destes terem chegado à europa somente se encontra a linhagem genética destes os G2a tal como Otzi the Iceman.

 

  1. ANE - Estavam os EEF acima nas 7 quintas quando passou-lhes por cima a linhagem que hoje em dia domina a europa. Pelo menos para quem acredita na teoria Kurgan hypothesis. Estes são os caucasianos Indo-europeus que vieram de regiões entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, os Yamnaya, os cavaleiros bebedores e leite e que dizimaram toda a linhagem dos agricultores do neolítico. Trouxeram a altura de volta à europa, depois dos agricultores do neolítico a terem reduzido. Por alguma razão também vinham carregados de genética dos Hunter gatheres da europa do oeste daí que algumas pessoas denominam da vingança dos descendentes dos HG sobre os EEF. Mas o importante é que terão trazido para a europa a terceira componente dos europeus atuais: O ANE (ancient north Euroasian) das estepes da sibéria. Esta é a componente que por exemplo partilhamos com os ameríndios. E há quem diga que é daí que vem o cabelo liso e escorreito dos europeus. Além da altura mais elevada. Pela mistura que traziam estes também vinham com vários sabores e cores. Por exemplo o SVP57(Yamnaya) Olhos escuros e cabelo de certeza loiro, ESP16(CWC), guerreiro battle axe, olhos escuros e cabelo escuro e mesmo mais tarde o Bell Beaker(I0112, QUEXII16) tinha olhos azuis mas cabelo escuro.  Sendo estes os Indo europeus são as linhagens atuais da europa: R1b a Oeste da europa e R1a a este. Os primos. Os arqueiros da europa ocidental e os homens dos machados da europa de leste.

 

 

Assim entender um europeu é entender que ele é feito na globalidade de 3 materiais no essencial (analise em K3): WHG, EEF e ANE. ANE é fixo nas percentagens, mais ou menos 10% (excepto os estonios que tem muito) mas a diferença entre um europeu do norte e um europeu do sul é a percentagem de WHG de uns (mais a norte) e de EEF noutros (mais a sul) e o ANE é mais ou menos similar.

                Mas cada uma destas componentes pode-se partir em vários outros subgrupos genéticos  (K7, K12, etc) e aí sim, vamos depois aos portugueses.

 

 

Nota: Não estou nada convencido da Kurgan Hypothesis. Mas fica para outro post.

 

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Boring...!

por Olympus Mons, em 02.12.15

Nestas alturas de conferências climáticas desligo quase completamente do assunto. Não que o assunto da sensibilidade do planeta à indução de CO2 na atmosfera não seja importante e deva (mesmo!) ser alvo de muita ciência e investimento. O problema é que tudo o que lemos sobre este assunto hoje em dia é politica e muito pouco tem a ver com a questão ciêntifica. Mas convém ir lembrando algumas coisitas…

 

 

 

  1. Não existe aquecimento global nos últimos 15 anos. Se eu disser isto numa televisão a maioria das pessoas achará que sou doido. No entanto é um facto não uma opinião. E essa ausência, essa pausa como lhe chamavam os céticos ou Hiatus como lhe chama agora o IPCC no AR5, é extremamente (para não dizer impossível) de explicar à luz de um planeta em desequilíbrio radiativo como afirmam quem defende que o Aquecimento global é uma catástrofe eminente.

 

  1. O planeta está a aquecer desde o fim do período medieval chamado de a pequena idade do gelo há 300 anos. Esse período foi provavelmente o período mais frio de todo o holoceno (10,000 anos) e desde essa altura o planeta está a recuperar a sua temperatura. O outro período quente foi há mil anos atrás e se não havia termómetros como sabemos se não tinha uma temperatura superior há de hoje em dia? - E na verdade o planeta ou está a aquecer ou a arrefecer. Nunca se mantem verdadeiramente estável.

 

  1. As pessoas confundem coisas como: O agosto mais quente de sempre (desde 1850) ou o dia de um mês específico mais quente… um dia destes chegamos à hora do dia especifico mais quente de sempre (1850). Tanto o clima como a meteorologia são oscilações. Logo se está num período quente é uma questão de tempo até que seja o mês ou o dia mais quente…. Óbvio.

 

  1. Quando se apregoou que 2014 tinha sido o ano mais quente desde 1850… na verdade foi um dos datasets (dos 7 ou 8 que existem) e na verdade foi por… centésimas de grau. Estão a ver o que é centésimas de grau?!?! Mas na verdade a afirmação é correta… contudo esta oscilação positiva infinitesimal da temperatura é contrária á teoria do aquecimento global…. Ponto final!

 

  1. Conclusão:

 

  • A pausa ou Hiato continua e isso desfaz qualquer alarmismo climático.
  • Cada novo assesment das nações unidas, do IPCC, baixa a baliza mais baixa do provável aquecimento global. O último coloca em algo como 1.9C (com valor máximo de 4C) para a duplicação do CO2 e esse valor não só está próximo da realidade observada como coloca a questão no patamar do “who gives a shit”. 1.4C será o valor do aumento de temperatura devido a duplicação do CO2 na atmosfera sobre valores pré era industrial num contexto de perfeito equilíbrio radiativo.
  • A realidade observada diz que o aquecimento desde que existem datasets de dados recolhidos por satélite se mantém nos 0,16C por década e pronto é isso que se observa. Aumentou 0.85C desde 1880 e vai aumentar pouco mais do que 1C até ao final desta década.
  •  Este ano vamos, como nos últimos 15 anteriores, acabar com uma anomalia de 0.2C . Este mês de novembro 2015 terminou com uma anomalia de 0,33. Ou seja o planeta doesn’t give a shit.
  • Os valores do ano para quem se quiser divertir: UAH V6 Global Temperature Update para novembro de  2015:

 

YR MO GLOBE NH SH TROPICS
2015 01 +0.28 +0.40 +0.16 +0.13
2015 02 +0.17 +0.30 +0.05 -0.06
2015 03 +0.16 +0.26 +0.07 +0.05
2015 04 +0.08 +0.18 -0.01 +0.09
2015 05 +0.28 +0.36 +0.21 +0.27
2015 06 +0.33 +0.41 +0.25 +0.46
2015 07 +0.18 +0.33 +0.03 +0.47
2015 08 +0.27 +0.25 +0.30 +0.51
2015 09 +0.25 +0.34 +0.17 +0.55
2015 10 +0.43 +0.64 +0.21 +0.53
2015 11 +0.33 +0.43 +0.23 +0.53

 

 

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I - Portugueses… (primeiro os europeus atuais)

por Olympus Mons, em 30.11.15

 

Primeiro vamos clarificar o que é, geneticamente, qualquer europeu. Os europeus estão geneticamente, como demonstrado por Fst (fixation índex),  muito perto uns dos outros. Raramente acima de 0.05 (somos todos geneticamente muito parecidos e misturados).  

 

Na Verdade Europeu é tudo o que vai de Russos até gregos. Puxamos os romenos mais para dentro e estão dentro do saco. Sim, Turco está mesmo do outro lado… lá para o fundo.

 

Novamente se nota um cluster interno europeu com os Portugueses, Espanhóis e Itália do norte e, ao lado, com o pessoal da Toscânia (Itália) mesmo colados a nós (e a Itália do sul lá para o outro lado).  

 

Os Franceses fazem a ponte dos ibéricos e NIT (north Italians) para os CEU

O pessoal do centro oeste da europa junta-se num cluster Ceu (Utah Whites) que congrega em britânicos, alemães, Suecos, dinamarqueses Balcãs, etc.  

 

Pode-se dizer que o Bielorussos fazem ponte entre os CEU e o pessoal mais a norte, como os finlandeses, lituanos e russos.

 

Os gregos estão fazem ponte um outro grupo que também é europeu, os Judeus askanazim, Sefarditas e até os judeus marroquinos. No meio desses estão os italianos do sul (Sicília, etc).

Os cipriotas fazem a ponte para o médio Oriente.

 

Depois temos os extremos: Os chuvash da Rússia nos urais (geneticamente completamente fora do baralho) e os bascos do outro lado (mas até bem perto dos portugueses) e no fim, também fora baralho e lá para os quartos dos fundos isolados estão os Sardos (sardenha)

 

Claro que os sub cluster europeus que acima falei colocam o Fst a rondar os 0.01... É quase como se fossem todos primos. Quase, porque por exemplo os suecos ou os Noruegueses são mesmo todos primos uns dos outros.

 

 

 

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COP 21 – Paris (Alterações Climáticas)

por Olympus Mons, em 29.11.15

 

 

Lideres mundiais que já não o serão dentro de muito pouco tempo, alguns deles, sendo dos mais implicados nestes processo mas em vias de abandonar os cargos (como Obama, após não ter feito nada relativo ao assunto em mãos) vão chegar começar a chegar a paris nas próximas horas e dias.

 

Vêm para prometer grandes cortes nas emissões de Co2.  Armados de siglas como INDC (Intended Nationally Determined Contribution ) e 20-20 policies prometem grandes cortes na emissões de CO2 até 2025 ou 2030. Grandes volumes, quase 33gt de CO2 (wow)… 33gt é muita coisa. No entanto, feitas as continhas, estas promessas extremamente difíceis de cumprir vão impedir o aquecimento global na módica quantia de…. 0.2C. Sim, estão a ler bem, dito seja por Lomborg (0.17C) seja pelo MIT no Energy and Climate Outlook (0.20C). tudo isto impede o aquecimento em 1/5 de grau!

Assim, para que se atinga em 2100 um aumento de 2.7C (pelos cálculos da nações unidas) só falta o resto.  O resto é multiplicar isto que vai ser acordado em Paris por …. 100! Sim, 100 vezes mais.

Ou seja 3000 gt de CO2 cortados. Isto são os cálculos das nações unidas (UNFCCC).

 

 

Na verdade vão-se juntar todos para falar de transferências de biliões dos orçamentos de uns estados para outros mais pobres, vai-se falar de impostos de taxas para suportar essa transferência de capital de umas regiões do planeta para outras, os ex países emergentes que agora deverão ser utilizadores pagadores vão roer a corda o máximo que conseguirem, os habituais pedinchas vão exigir biliões em nome da justiça climática.

 

Por mim acho ótimo tudo o que seja alicerçar o desenvolvimento de energias alternativas que não seja subsidiando, algo que toda a gente já concorda que não será a solução.

 

Naturalmente quem tem espirito de funcionário publico (que muitos funcionários públicos não têm) gosta é desta conversa, desta confabulação das taxas, subsídios e impostos. A verdadeira solução ficará a cargo de empreendedores, como sempre, que continuam na persecução de formas mesmo baratas de produzir energias alternativas.  Mas esses não são para aqui chamados. 

 

Como dizia o outro ontem: vão estar 40,000 em Paris? Na convenção no Texas sobre novas formas de extração de combustível fóssil estiveram há dias 105.000!

 

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Portugueses...

por Olympus Mons, em 26.11.15

 

E pronto. isto são os portugueses genéticamente (autosomal) . Quem consegue descrever o que esta imagem mostra?

 

 

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I governo constitucional do novo regime

por Olympus Mons, em 26.11.15

 

Vai hoje tomar posse o  XXI Governo constitucional, mas provavelmente o I governo constitucional do novo regime.  Este novo regime emana do mesmo quadro constitucional, logo não havendo uma rutura normativa (pelo menos não ainda) mas claramente sendo um novo regime do ponto de vista descritivo.

 

Não sendo nada de dramaticamente diferente significa que somente se governa em Portugal tendo uma maioria na assembleia da república. A perda dessa maioria significa o fim do governo. Foi esta a opção do PS (e não só de António Costa) e será este o novo regime. Mas que fique claro. Essa alteração descritiva do regime significa: 

a. Que o XXI governo tem toda a legitimidade, conferida e emanando da assembleia da república e unicamente provinda desse órgão. Não existe realmente uma política previamente sufragada pelo povo português mas ainda assim legitima porque o povo português elege deputados e não deu maioria clara a um dos projetos político

 

b. Que este governo cairá em todo e qualquer momento se não for suficiente a maioria parlamentar que o suporta. Ou seja, se suceder que o país, não o PS ou o Governo, necessite da aprovação em assembleia da república de um determinado documento pode e deve ter a aprovação do PSD e do CDS-PP… mediante a natural apresentação do pedido de demissão do governo ao presidente da república.

 

 

c. Que devem as elites do país começar o debate relativo às necessárias alterações constitucionais que tentem promover e facilitar a ocorrência de maiorias absolutas em Portugal. O regime anteriormente vigente, nascido do 25 de Novembro de 1975, tinha essa convenção de normalização pelo arco da governabilidade para permitir o governabilidade, mesmo que relativa, de minorias na assembleia. Com o fim dessa convenção novos mecanismos de garante da governabilidade mínima devem ser analisados.

 

Boa sorte ao XXI governo constitucional e ao I governo do regime nascido a 10 de Novembro. Fica uma frase desse dia:

 "Quem hoje votar pelo derrube do Governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir reclamar sentido de responsabilidade..”

 

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Problema da Europa com o Islão…

por Olympus Mons, em 24.11.15

 

A esquerda não consegue antecipar perigos. Faze-lo é gerar expected outcomes de forma inata e claramente isso não é natural a quem é de esquerda. Esta para, olha para o que está à sua volta e decifra inconformidades. São coisas diferentes, são processos cognitivos que seguem caminhos neuronais (pathways) bastante dissimilares quando não antagonistas. Ou és carne ou és peixe.

 

A europa tem um problema (sempre teve) no que concerne ao seu futuro: Chama-se esquerda. Tem uma vantagem em relação ao seu presente: Chama-se Esquerda (sim, não é erro). Agora que tem outro ainda, se fosse possível gostaria de explicar este novo perigo (ou problema) às pessoas de esquerda para que não achem que quando “lá chegarem” logo resolvem o assunto...

 

A europa tem um problema com o Islão (a seguir noutro post falarei sobre o problema com os islamitas). A europa é secular (eu sou) porque ao longo dos anos foi (relativamente) fácil ver-se livre da intromissão da religão nos “affairs” terrenos. As religiões cristãs são demasiado esotéricas e abstratamente entretidas consigo próprias e com os seus cânones para verdadeiramente se intrometer na gestão diária dos seus seguidores. Não é o caso do Islão. O islão é normativo. Descreve em demasiado detalho o "que é" e  o que "tem de ser". Tudo no islão é moralidade normativa e pouco é moralidade (ou realidade) descritiva. A moralidade descritiva é sinal de maturidade (normativa vs descritiva tenho um post algures). A Moralidade normativa é o sinal da idade média. 

É tanto mais funcional uma sociedade ou grupo de pessoas quanto mais “normas” descritivas (que não são lei!) houver e que guiem e encopassem a vida das pessoas. São as tradições e convenções, sim e porque não muitas vezes até preconceitos, que a esquerda detesta e desafia a toda a hora sem verdadeiramente ter noção das consequências. São as coisas que as pessoas “saibam” que deve ser assim (dando espaço à ligeira discordância visto a penalização ser meramente a proscrição da imagem no grupo) e não coisas que as pessoas tenham necessariamente que cumprir sob ameaça de severas penalizações no contexto do “norm violation” puro e duro.

Quando a esquerda (ou o Islão mesmo sendo estes conservadores) destrói um cânone ocidental (mesmo que preconceito) abre a porta a praticas diferentes e multiculturais que curiosamente nunca são relativas ou particularmente adaptaveis.

 Alguém gostou da inquisição? – Pois o Islão aponta sempre para a excomunhão, para o apostata, para a conversão ou penalização severa. E estas punições estão perfeitamente, longa e deliciosamente descritas em detalhe de como e quando devem ser aplicadas. Escravidão de mulheres e crianças, concubinato forçado, decapitações e afins estão perfeitamente enquadradas e justificadas. Basta ler o livro,” the Damm book they read all the time”.  No islão não há não praticante… como não há vegetarianos não praticantes.

 

O islão descreve em detalhe o “como tem que ser” e quando assim acontece não há muita manobra para se relativizar como por exemplo na religião crista. Para o islão o inimigo não é o Cristão… é o Agnóstico e o ateu. A europa e feita de seculares, de agnósticos e ateus. Estes tem duas hipóteses. Ou se convertem (mesmo que seja ao Cristianismo) ou a morte. O Cristão só tem que se submeter, aceitar a superioridade do Islão e …. Pagar a coima, o jizya. -  Estão a ver o que é ter uma minoria a viver na europa, na europa rica, que acha que tem todo o direito do mundo e o direito divino (e tem de acordo com a sua religião) de pedir a todos os cristãos que lhes paguem um subsídio, um rendimento mínimo garantido? É pior do que ter uma mesma minoria (comunistas) que acharam que tinham todo o direito do mundo aos recursos e propriedade de terceiros em nome da igualdade. Estes novos engenheiros sociais acham que tem todos esses mesmos direitos porque assim está escrito numa panóplia enorme de normas que regem a vida de todos no mundo chamado de Corão.

 

E nada é deixado verdadeiramente ao acaso. Os muçulmanos não são pessoas que nascem “más”. Não são seres humanos distintos dos outros, ansiosos por matar inocentes. Se lhes perguntarem, na esmagadora maioria (como em qualquer lugar) irão sentir o desconforto e a dissonância cognitiva que resulta de atos que por norma os humanos tem como inerente à sua natureza ser avessos (ex. matar).

Mas perguntem-lhes por essa europa se…. Querem a implementação da sharia (?) – Não, essa é enganadora (pese embora fiquemos sempre surpreendidos) perguntem sim se um muçulmano devia viver sob a égide do Corão (que descreve ao detalhe essa vivencia), perguntem se concordam que quem não é praticante de religião é infidel, Perguntem se deve existir um califado e perguntem se não é o dever sagrado (baya’a) de qualquer muçulmano ajudar a implementar o novo califado (o oitavo) e jurar-lhe obediência acima de tudo o resto, perguntem se todo o mundo não deve em algum ponto no futuro estar sob dominio do islão e… não existirá a mínima hipótese de ele dizer que não.  Coitado nem saberá como responder para não se entalar. E por muito boa pessoa que ele seja, este é o veiculo da sua vivencia na terra e quando tiver que ser não terá outra hipótese que não seja aderir aos comandos que receber.

Não há vegetarianos não praticantes. E o esforço de não chamar Estado Islâmico mas sim Daesh é exatamente pelo facto de assim que houver um califado (estado islâmico) os muçulmanos ainda mais obrigados à sharia estão (que não existe desde a queda final do império otomano). – O estado islâmico é como passar do comunismo como conceito para o comunismo após a revolução de 1917.

 

O mais parecido com o que estamos a viver na europa agora foi o imperialismo soviético e o islão deve ser analisado à mesma luz como o comunismo foi á luz kantiana e no contexto do Corão comunista redigido por Karl Marx. O islão, na parte que nos concerne, não é uma religião é um projeto de vida.

 

Simples, simples é perceber que o problema da europa com o islão é igual ao problema que a europa teve com o comunismo soviético.

E hoje em dia há comunistas que no essencial são meramente religiosos... o que resta saber, como no caso dos jihadistas, é como se vão comportar no dia em existirem grupos armados para novamente implementar revoluções finais do proletariado. Convém lembrar que até há muito pouco tempo os "terroristas" das FARC eram convidados às festas do Avante. - Pois é!

 

 

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Sociology of belgiuns

por Olympus Mons, em 23.11.15

 

Pese embora ainda não tenha tido tempo de escrever sobre o problema europeu com o Islão, o problema com os islamitas (que é diferente) e com os terroristas (que já escrevi) convém ir notando algumas coisas. Uma das mais importantes é que embora a sociedade Belga em geral, com a sua obtusidade e interoceptividade típica não interprete e abalize a sua multiculturalidade, os mais conservadores … e nada mais conservador que os militares, mantém uma impressionante homogeneidade europeia. As forças armamadas Belgas são compostas quase exclusivamente por belgas de ancestralidade europeia.

Como é óbvio isso cria muita urticaria a certos grupos e nenhum é mais de esquerda que o da sociologia. Isto a propósito naturalmente das operações antiterroristas na Bélgica e por exemplo deste estudo de Janeiro deste ano que incita a corrigir esse grave erro na sociedade Belga. Essencialmente a introdução de mais elementos da população muçulmana nas forças armadas e policiais. Claro que esse é o caminho!

 

 

Ethnic diversity in the Belgian armed forces

http://www.researchgate.net/publication/264881952_Ethnic_diversity_in_the_Belgian_armed_forces

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A Patologia do Igualitarismo

por Olympus Mons, em 20.11.15

 

 

Numa altura em que falamos da formação de governos “da esquerda” em Portugal tenho pena que não faça parte da cultura geral algumas “obviedades”. Uma das mais importantes foi-nos dada precisamente por van Prooijen (post anterior relativo a Political Extremism Predicts Belief in Conspiracy Theories). Nunca me esqueço que ele confirmou uma das pérolas que associamos à esquerda:

Mais no passado, verdade, mas ainda acontece hoje dia, muitas vezes o debate entre esquerda e direita acaba no “sim, sim, todos iguais … mas todos pobres”. E sempre que se observa esses debates, a seguir á asserção que a igualdade leva á pobreza generalizada, se reparem … a esquerda remete-se ao silêncio ou diz algo para mudar o assunto.
Ao longo do tempo a Direita acabou por considerar que esse argumento estava ganho. Acontece que não é esse o caso. Não. É que para alguém de esquerda é mesmo mil preferível serem todos pobres desde que iguais do que menos pobres mas mais desiguais. Não há duvida que dentro dos testes de SVO (social value Orientation) existe uma clivagem entre os Proselfs e os Prosocials, sendo que qualquer relação politica feita leva ao óbvio. Proselfs são predominantemente de Direita e Prosocials são de esquerda.


Um estudo de van Prooijen de 2012, demonstra precisamente o que refiro acima.
Este estudo dele mostra que a esquerda valoriza tanto, mas tanto, a igualdade e que promovem a igualdade a um tal nível que é valida mesmo que esta signifique Injustiça para todos (…even when equality implies injustice for all). Isto na extrema-esquerda é patológico!


Injustice for All or Just for Me? Social Value Orientation Predicts Responses to Own Versus Other’s Procedures

In two experiments, the authors investigated how differences in social value orientation predict evaluations of procedures that were accorded to self and others. Proselfs versus prosocials were either granted or denied an opportunity to voice an opinion in a decision-making process and witnessed how someone else was either granted or denied such an opportunity. Consistent with the hypothesis, procedural evaluations of both proselfs and prosocials were influenced by own procedure when other was granted voice, but only proselfs were influenced by own procedure when other was denied voice. These findings were particularly attributable to prosocials’ tendency to evaluate a situation where no-voice procedures are applied consistently between persons more positively than proselfs. It is concluded that proselfs are focused on procedural justice and injustice for self more than prosocials, whereas prosocials value equality in procedures more than proselfs—even when equality implies injustice for all.

 

 

 

No shit, Sherlocks!

 

 

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