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... Isso dos “pais que passam aos filhos mas não às filhas”  -  então e as mães?!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aí temos que falar da Helena! ou melhor das Helenas!

 

… As mães passam aos filhos mutações mitocondriais, abreviadas em MtDna. Aos filhos e às filhas… mas como só as filhas passam vai dar ao mesmo. É verdade que podemos passar os últimos 10,000 anos a falar dos R1b mas é profundamente injusto não dizer que junto aos r1b na parte histórica narrada tivemos sempre Helena.  Ou se quiser o haplogrupo Mtdna H. Mas vamos chamar-lhes Helenas a partir de agora.

 

Tal como existem R1b, R1a, J1, j2, etc. também existem grupos , haplogrupos, mtdna que servem os mesmo propósito dos haplogtupos do cromossoma Y.  Na europa somos filhos das  denominadas 7 filhas de evaBryan Sykes  the seven daughters of  Eve).   Essas filhas são : Ursula (U), Xenia (X), Helena (H), Velda , Tara, Katrine e Jasmine. A Úrsula tem 45,000 anos a Helena 20,000 anos.

No post anterior, quando eu colocava dúvidas sobre a veracidade da história, e devia ter logo deixado claro, era essencialmente no seguinte ponto: Não encontrámos ainda R1b, na Europa, com mais de 6.000 anos! Na verdade sabemos que as mutações têm 20,000 (curiosamente tal como a Helena). Mas só os vemos nos últimos 6,000 e quando ocorre a explosão vindo do estuário do Tejo (bell beaker).  O facto de não termos encontrado não significa que não estivessem cá (no Tejo) há mais tempo… só que temos que procurar aqui em Portugal mais ossadas para cada vez mais adensar o quadro. Ora isso implica 3 hipóteses para a Helena. Ou vieram junto ao R1b e já cá estavam a quando do início do holoceno (11,000 anos),

 ou vieram todos juntos a acompanhar os G2A conjuntamente com os R1b (9,000 anos) e estamos perante o primeiro caso de infidelidade civilizacional (!), porque vieram com os G2a e apaixonaram-se pelos R1b e nunca mais se largaram! … e não se largaram porque a mesma história do Tejanos (R1b) que vos contei é a mesma história da Helena.  Onde há Tejanos há helenas a dominar o legado Mt-dna.

Mas que se passou com a helena? -  Ainda recentemente Paul Brotherton ajuda a clarificar com o Neolithic mitochondrial haplogroup H genomes and the genetic origins of Europeans.  A história provável é que Helena, estando ausente do mesolítico (antes dos tais 11000 anos) europeu chegou à europa com os G1a de Anatólia há cerca de 8/9000 anos. Nos últimos 5,000 anos onde os Tejanos, na bell beaker a no celtificação foram explodindo por essa europa, assim iam juntinhos com Helena.

 

Ora A Helena devia ter algo de muito bom, porque a Helena vai para além da europa Ocidental, para além dos territórios de domínio dos R1b, indo bem dentro do território dos R1a e I, que descaradamente foram trocando as Úrsulas por Helenas (aliás como os R1b) e mesmo e espantosamente no Norte de Africa. Sim o território das Helenas e muito maior que o território dos Tejanos, não havendo no entanto qualquer dúvida que essa disseminação acompanhou os tejanos no primeiro complexo arqueológico verdadeiramente pan-europeu.  – Helena é mulher de R1b.

Para que não restem dúvidas. Vieram com os G2a (tenham também vindo junto com os dois os R1b ou não) sua implementação, propagação geográfica, na europa ocorreu há 7000 anos, logo com os G2a mas a seu predomínio, o seu domínio quantitativo na europa foi com os tejanos (R1b).  Ou seja a dominação europeia do pessoal do Tejo foi paralela à dominação europeia pelas Helenas… Ponto.

 

Agora ficamos sentados à espera de se perceber/descobrir como a nidação das helenas ocorreu nos povos do norte de África, essencialmente dos berberes que são o povo mais antigo do norte de África. Aliás o sítio no mundo com maior percentagem de Helenas são os berberes da Líbia!  

Ou realmente eram muito interessantes essas Helenas e até os E1b as vieram raptar à europa ou ainda vamos ouvir outra história interessante do modo como os R1b chegaram ao estuário do Tejo!

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2 comentários

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De Anónimo a 13.01.2014 às 09:33

Mais um artigo interessante... deixo mais uma vez um link desta feita sobre arqueologia e língua - um complemento interessante aos estudos genéticos..
http://www.continuitas.org/intro.html

Maria Rebelo
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De Olympus Mons a 16.01.2014 às 20:08

Marta,
muito bom. Mas isto das línguas Indo-europeias também não ajuda a clarificar não é? O que é facto é que hoje em dia é a origem das línguas que hoje falamos...

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