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Coisas que merecem ser repetidas... Mesmo!

por Olympus Mons, em 23.01.14

De todas, esta era a maior lição que gostaria que a esquerda aprendesse.

 

Moralidade ou ética descritiva é empírica. Não é abstracta.  Tem que ser observada… Isso é a ética que é binding e que a esquerda não consegue interiorizar. O falhanço é brutal e total.  Ou seja, não falta gente de esquerda que ganhe 4 mil euros (na academia então é frequente), ou  3 mil, ou 2 mil, e que tem que começar a dividir essa valor por gente que ganhe o ordenado médio (750 euros)  ou o mínimo em Portugal.  Isso criará uma estrutura de identificação entre essas pessoas (os de dão e os que recebem) e a existência dessa harmonia (vamos ver) será observada, será um value… um valor observado dentro na Value Theory. Porque se não forbinding é porque não é real, mas se for binding e com o passar do tempo, sendo uma coisa funcional (vamos ver) acaba por ganhar tracção e vamos ter empresários, professores universitários, médicos, actividades liberais bem pagas, voluntariamente (!), todos nessa coesão social de spread the wealth.

 

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É a pausa senhores, a pausa...

por Olympus Mons, em 21.01.14

 

 

Não discuto o Aquecimento Global provocado por causas antropogénicas!  Não discuto Alterações climáticas provocadas pela indução de CO2 na Atmosfera, Não discuto alterações a fenómenos atmosféricos. Não discuto para além dos meus dois posts (é só clicar no tag aquecimento global).  Não é isso que me interessa. O que for é.  O que me interessa é o mecanismo através do qual se ignora a memória. Interessa-me todo este processo que está a acontecer, esta transformação na percepção do fenómeno em si.

 

Ainda recentemente a mínima alusão que indiciasse uma fagulha de cedência a qualquer céptico climático (aqueles que acreditam que o sistema climático não é de todo tão sensível ao Co2 como o pintam) era motivo das maiores ataques.  Editores de revistas perderam empregos, professores foram afastados e anos e anos de construção de reputação e carreira foram destruídos num único texto prontamente publicado nas revistas de referência. A perversão ao processo de  peer review só agora está a ser analisada para espanto e sideração de muitos cientistas de outras áreas, homens como Lindzen, Douglass, viram os seus papers levarem anos até serem publicados, quando os rebutal eram por vezes publicados imediatamente até na mesma edição.  

 

Mas, dizia eu. Há um par de anos mencionar a pausa (the pause), o facto de não haver aumento da temperatura global há 15 anos, era motivo para ser imediatamente vilipendiado em alguns dos meios em que este assunto é discutido.

 

Subitamente a pausa aparece no relatório quinquenal das nações unidas (AR 5 do IPCC), trenberth (assim o Lenine do AGW) fala abertamente do missing heat e agora, espanto do espanto, a revista Nature ( assim o pravda) , aquela que até tem como política oficial recusar-se publicar qualquer paper que contradiga a versão oficial publicou a 15 de Janeiro  Climate Change: the case of the missing heat…. O quê? WTF!

 

Jeff Tollefson de forma muito casual faz muitos do argumentos que até ontem eram feitos durante anos pelos deniers com consequências muito nefastas para os mesmos. Estes fenómenos de transição é que me fascinam. Como é que se passa do:  é verde, é verde, é  verde… este amarelo é muito bonito, não é?

 

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Mais um...!

por Olympus Mons, em 18.01.14

Ontem ouvi este senhor a falar na televisão sobre o estudo de sua autoria. Aliás uma pequena busca pelos conteúdos jornalisticos na Net e …

 

Quanto mais instruídos e ricos, menos solidários são os portugueses

Estudo da Universidade Católica Portuguesa e do Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano vai ser apresentado na quinta-feira e mostra ainda que pessoas que recebem mais de 4 mil euros por mês são tão infelizes como quem recebe menos de 500.

 

Ou

Lourenço Xavier de Carvalho. "A continuar assim, corremos o perigo de formar ladrões competentes"

Sociólogo demonstra na sua investigação que quanto mais escolarizado e rico é o português, menos valor atribui à justiça, à honra ou à solidariedade

 

Até aqui tudo bem. Ou tudo mal.  Mas deixem-me ver se entendi o estudo:

O estudo diz que as pessoas que ganham até 500 euros, logo não são contribuintes (não verdadeiramente) estando sim muito mais perto de serem receptores da solidariedade (que não estamos a falar de caridade) consideram que deve haver muita solidariedade. Isto lembrando que 66% dos contribuintes suportam meramente 5% do IRS… Já , por outro lado, os que ganham mais de 4,000€ (50,000 mil euros anuais) e que são os 5% que sustentam 75% do IRS em Portugal (se já era assim antes desta crise, imaginem agora deve estar aí nos 80% e muitos) não concordam.  Pois, que malandros.

Mas mais curioso, ao contrário de outros estudos internacionais (por exemplo Marist poll ou o de Princeton em 2010) que demonstram que é realmente a rondar esses valores dos 50,000 anuais que as pessoas são mais felizes, sendo mesmo considerado o valor para se ser genuinamente feliz, no caso português não decorre de todo dessa forma sendo na verdade tão felizes como as pessoas que ganham 500 euros mensais (!).  Mas ainda mais curioso é que na mente do referido senhor que coordenou o estudo, ou dos jornalistas que compuseram os textos na imprensa, nunca lhes ocorreu que esta anomalia comparada com outros estudos destes portugueses  poderia ter algo a ver com o meu parágrafo acima. Do ponto de vista da mente de um homem de esquerda, e não tenho dúvidas de que ele o é, temos que solucionar o problema trabalhando na educação dos jovens. Aliás estamos para aí a formar ladrões competentes (como ele diz) porque não aceitam entregar ao estado mais de 50% do que ganham para serem solidários e ficar todos felizes!  Malandros com certeza. Tão malandros que até são infelizes!

 

Está claro que não são infelizes porque como o ordenado que lhes é pago não é decido por um bola saída de uma tômbola como o Euro milhões e que quem lhes paga os 4,000€ não quer verdadeiramente saber que o estado lhe fique com mais de 50% e exige o trabalho e responsabilidade proporcional se sentem defraudados pelo estado, pela justiça e pela democracia, não, é porque são mal formados. E a solução dada pelo senhor na televisão é prescritiva na forma e conteúdo que é educar estas pessoas a aceitar a situação descrita. Aliás reeducar. Diria mais, esta situação é tão má que caso não entendam vamos a campos de reeducação e pronto.

 

 

 

 

Para a eventualidade de alguém de esquerda , daqueles hard-core (do fenotipo Raquel varela, Daniel Oliveira ou o autor do estudo),  passe aqui pelo Blog e a pequena percentagem destes que ler o texto até esta parte gostaria de explicar o seguinte  -   A razão pela qual nunca criarão uma sociedade funcional, a razão pela qual a chegada ao poder de grupo de pessoas que só funcionam com pilares ético-morais normativos e prescritivos (vamos reeducar!) é que lhes faltará sempre, sempre (!) os outros pilares 3 (ou 4) descritivos.  E as pessoas no mundo onde terão que governar e que computam com os 5 botões do equalizador moral são mais de metade da população. Aliás as pessoas de esquerda sabem bem isso. Por isso gostam tanto de movimentos (de cidadania ou outros) mas não passam disso. A esquerda só será uma opção civilizacional, repito,  c i v i l i z a c i o n a l, quando além de marinar nessa imensidão de ética e moralidade normativa e prescritiva (querendo impor o que pensar, como vestir , o que dizer…) também se dedicar a criar, a promover,  a existência de uma  moral  descritiva, um conjunto de entidades descritivas  (o que as pessoas pensam ser correcto)  que una não só os que são de esquerda como todos os outros (boa sorte, claro) e dessa forma verdadeiramente mudar o mundo. Isso implica, a confecção dessa massa crítica descritiva, que comecem por viver o que professam.

 

Moralidade ou ética descritiva é empírica. Não é abstracta.  Tem que ser observada… Isso é a ética que é binding e que a esquerda não consegue interiorizar. O falhanço é brutal e total.  Ou seja, não falta gente de esquerda que ganhe 4 mil euros (na academia então é frequente), ou  3 mil, ou 2 mil, e que tem que começar a dividir essa valor por gente que ganhe o ordenado médio (750 euros)  ou o mínimo em Portugal.  Isso criará uma estrutura de identificação entre essas pessoas (os de dão e os que recebem) e a existência dessa harmonia (vamos ver) será observada, será um value… um valor observado dentro na Value Theory. Porque se não for binding é porque não é real, mas se for binding e com o passar do tempo, sendo uma coisa funcional (vamos ver) acaba por ganhar tracção e vamos ter empresários, professores universitários, médicos, actividades liberais bem pagas, voluntariamente (!), todos nessa coesão social de spread the wealth.

 

A esquerda tem que calar a boca e fazer. Fazendo é observado e aceite como um valor. Liderar através do exemplo.

 

Nota : In sociology, value theory is concerned with personal values which are popularly held by a community, and how those values might change under particular conditions. Different groups of people may hold or prioritize different kinds of values influencing social behavior.

 

 

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... Isso dos “pais que passam aos filhos mas não às filhas”  -  então e as mães?!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aí temos que falar da Helena! ou melhor das Helenas!

 

… As mães passam aos filhos mutações mitocondriais, abreviadas em MtDna. Aos filhos e às filhas… mas como só as filhas passam vai dar ao mesmo. É verdade que podemos passar os últimos 10,000 anos a falar dos R1b mas é profundamente injusto não dizer que junto aos r1b na parte histórica narrada tivemos sempre Helena.  Ou se quiser o haplogrupo Mtdna H. Mas vamos chamar-lhes Helenas a partir de agora.

 

Tal como existem R1b, R1a, J1, j2, etc. também existem grupos , haplogrupos, mtdna que servem os mesmo propósito dos haplogtupos do cromossoma Y.  Na europa somos filhos das  denominadas 7 filhas de evaBryan Sykes  the seven daughters of  Eve).   Essas filhas são : Ursula (U), Xenia (X), Helena (H), Velda , Tara, Katrine e Jasmine. A Úrsula tem 45,000 anos a Helena 20,000 anos.

No post anterior, quando eu colocava dúvidas sobre a veracidade da história, e devia ter logo deixado claro, era essencialmente no seguinte ponto: Não encontrámos ainda R1b, na Europa, com mais de 6.000 anos! Na verdade sabemos que as mutações têm 20,000 (curiosamente tal como a Helena). Mas só os vemos nos últimos 6,000 e quando ocorre a explosão vindo do estuário do Tejo (bell beaker).  O facto de não termos encontrado não significa que não estivessem cá (no Tejo) há mais tempo… só que temos que procurar aqui em Portugal mais ossadas para cada vez mais adensar o quadro. Ora isso implica 3 hipóteses para a Helena. Ou vieram junto ao R1b e já cá estavam a quando do início do holoceno (11,000 anos),

 ou vieram todos juntos a acompanhar os G2A conjuntamente com os R1b (9,000 anos) e estamos perante o primeiro caso de infidelidade civilizacional (!), porque vieram com os G2a e apaixonaram-se pelos R1b e nunca mais se largaram! … e não se largaram porque a mesma história do Tejanos (R1b) que vos contei é a mesma história da Helena.  Onde há Tejanos há helenas a dominar o legado Mt-dna.

Mas que se passou com a helena? -  Ainda recentemente Paul Brotherton ajuda a clarificar com o Neolithic mitochondrial haplogroup H genomes and the genetic origins of Europeans.  A história provável é que Helena, estando ausente do mesolítico (antes dos tais 11000 anos) europeu chegou à europa com os G1a de Anatólia há cerca de 8/9000 anos. Nos últimos 5,000 anos onde os Tejanos, na bell beaker a no celtificação foram explodindo por essa europa, assim iam juntinhos com Helena.

 

Ora A Helena devia ter algo de muito bom, porque a Helena vai para além da europa Ocidental, para além dos territórios de domínio dos R1b, indo bem dentro do território dos R1a e I, que descaradamente foram trocando as Úrsulas por Helenas (aliás como os R1b) e mesmo e espantosamente no Norte de Africa. Sim o território das Helenas e muito maior que o território dos Tejanos, não havendo no entanto qualquer dúvida que essa disseminação acompanhou os tejanos no primeiro complexo arqueológico verdadeiramente pan-europeu.  – Helena é mulher de R1b.

Para que não restem dúvidas. Vieram com os G2a (tenham também vindo junto com os dois os R1b ou não) sua implementação, propagação geográfica, na europa ocorreu há 7000 anos, logo com os G2a mas a seu predomínio, o seu domínio quantitativo na europa foi com os tejanos (R1b).  Ou seja a dominação europeia do pessoal do Tejo foi paralela à dominação europeia pelas Helenas… Ponto.

 

Agora ficamos sentados à espera de se perceber/descobrir como a nidação das helenas ocorreu nos povos do norte de África, essencialmente dos berberes que são o povo mais antigo do norte de África. Aliás o sítio no mundo com maior percentagem de Helenas são os berberes da Líbia!  

Ou realmente eram muito interessantes essas Helenas e até os E1b as vieram raptar à europa ou ainda vamos ouvir outra história interessante do modo como os R1b chegaram ao estuário do Tejo!

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Alguém sabe o que é um R1B?

por Olympus Mons, em 04.01.14

 

 

 

Já que estávamos numa de  genética, vou-vos contar uma história que tenho a certeza estará errada (ou não!) ou pelo menos terá tons de cinzento. O problema é que ninguém nesta altura a conseguirá provar errada.

Mas deixem-me explicar. Haverá um ponto neste texto em que vou trocar R1b por Tejanos ( de rio Tejo) mas obviamente que me estarei sempre a referir ao haplogrupo R1b.  R1b é uma linhagem masculina, do cromossoma Y, que os pais passam para os filhos (mas não para as filhas) e através destas mutações genéticas sabemos por onde andaram os antepassados. Estes SNP/STR (short tandem repeats) são os mesmos que o seu pai tinha, e já tinha o pai dele e assim pelo tempo acima até recuar dezenas de milhares de anos.

 Em Portugal, Espanha, França e Reino Unido somos esmagadoramente R1B. Somos todos descendentes do mesmo pequeno grupo de pessoas (sub clade L11).  Alemanha é o sitio onde se encontra a maior mistura de linhagens Y, com proporções iguais de r1b e R1a, com I1, N, etc.  Já na europa de leste são esmagadoramente R1A (a guerra entre os irmãos R1b e R1a será  talvez um dia outro post), no médio oriente J, etc. 

 

Mas vamos fazer uma viagem de 10,000 anos. E partimos do Tejo e voltamos ao Tejo. 

 

Ok. Oficialmente os R1b são as pessoas do refúgio ibérico. Ou seja durante a glaciação, antes deste período do Holoceno (11,000 anos) havia um grupo muito pequeno de humanos que viviam aqui na península ibérica (200? 300?). De Espanha para cima era tudo glaciares. E não é muito difícil de imaginar que eles estavam nos pontos mais amenos e com mais acesso a por exemplo um rio e mar, logo imaginemos algo como Lisboa. E a partir de aqui vamos chamar-lhes tejanos  (de rio tejo).  Isto porque uma coisa é certo. Foi do estuário do Tejo que se iniciou a cultura Beaker bell, e esta mudou a Europa como fogo em palha seca.  Beaker bell (potes de barro) era cultura, hierarquia, religião. Mas vamos ter que voltar um pouco atrás.

Há 10,000 anos atrás este pessoal do Tejo por aqui pescava , caçava, apanhava  bagas, etc  e começou a reparar que o clima estava a aquecer. Mas por aqui ficou. Cerca de 8-9 mil anos atrás passaram por aqui uns homens diferentes. Eles tinham vindo da Anatólia (Turquia - Siria),  pelo mediterrâneo. Eram os G2A (como por exemplo Joseph stalin). Estes eram os agricultores originais do neolítico. Foram os homens que trouxeram a agricultura e disseminaram-na pelo mundo. Otzi (Homem de 7 mil anos encontrado gelado nos Alpes) era G2a, assim como o Y-DNA dos primeiros agricultores encontrados na europa (os LBK). Assim foi até há 6 mil anos atrás … até subitamente desaparecerem praticamente da europa e tudo o que se encontra depois dessas datas são os BBC (Cultura beaker bell) que são o tal pessoal do Tejo (R1b) a espalhar  agricultura pela europa atlântica. Os tais tejanos (R1b) pareceram sempre ter uma característica que é não serem agressivos inicialmente, aceitar, observar e depois … como diziam os romanos ?  - veni vidi vici.

Os G2a eram montanheses do Cáucaso (aliás onde há hoje em dia G2a é usualmente nas zonas montanhosas da europa) e talvez por isso tenham passado os Alpes com naturalidade e os tejanos os tenham seguido. Alguns. Porque os que ficaram do lado de cá das montanhas, como por exemplo os Bascos ainda hoje são em mais de 90% tejanos (R1b). Mas os tejanos sempre parecem ter sido assim como que pouco ameaçadores, algo harmonizadores para os outros até ao momento em que se surgem como uma força incontrolável. Desta forma,  e mil anos depois,  quem procriava com sucesso eram os tejanos Beaker bell e os G2a já nem se encontram no ADN antigo que se vai examinando. 

 

Mas algo como há 5,000 anos atrás já as coisas deviam estar a aquecer entre os Tejanos (r1b) e os seus irmãos R1a do leste… ou não. Porque os tejanos (tal como os portugueses) tal como atrás dizia, parecem ter a característica de se dar bem com todos os que se encontravam no seu caminho. Até ao dia. Reparem que aprenderam agricultura com os G2a e transformaram-se nos agricultores de excelência da europa atlântica. Encontraram os R1a a cavalo (estes eram os malucos dos cavaleiros indo-europeus) quando se moveram para leste e não os devem ter logo afrontado porque a verdade é que quando os voltarmos a ver historicamente os tejanos, 1000 anos depois, já eram cavaleiros mestres da chariots na figura de hittites e já falavam uma língua Indo-europeia (como os R1a). Alem disso usavam machados como os tais R1a, a tal cultura do machado, a cultura Corded Ware culture.

Sim, os hittites. Voltamos a encontrar os tejanos (sei que alguns contestam que fossem os mesmos, mas 1000 anos é muito tempo) nem mais nem menos na terra originária dos G2a (Anatólia). Incrível. E na terra dos G2a sabe-se que chegaram cerca de 4 mil anos atrás e ficaram numa pequena  vila, Hattusa , no norte de Anatólia (Turquia). Mas o que sabia deles até ao século 20 era pela bíblia e seriam uma pequena tribo,  parte das tribos de canaan (que bate certo), as tais que Moises andou depois à procura,  estando por isso perto das tribos de Abraão (ou sendo uma das). Enquanto os filhos de Abraão (haplogrupo JIc3d) formavam as tribos judaicas e as tribos Adnani (arabes - por isso maomé também era JiC3d como muitos dos judeus! ) os R1b talvez decidissem que  não queriam nada com aquela confusão e foram para hattusa. Poucos séculos depois eram um império colossal.

Falamos da civilização egípcia porque fizeram pirâmides para a história e os Hittites nada tinham construido a nível de grandes monumentos. Como disse só a bíblia os referia e até se achava que era um mito. No século 20 descobriu-se as ruinas e percebeu-se que verdadeiramente tinham inventado a idade do ferro. E durante 5 séculos dominaram a região. Quem ler um bocado sobre os hittites (no youtube comentado por Jeremy Irons é brutal) percebe como eles foram mesmo os percursores de muito do que foram depois os europeus...  E tinham a tal característica: quando encontravam quem não os afrontasse formavam alianças e fraternidades sem violência. Quem os enfrentava era dizimado. Só não acabaram com os Egípcios por sorte (batalha de Kadesh) e neste ponto entra aquele episódio que é o dos maiores mistérios históricos:  Primeiro o facto de há poucos anos no documentário do Discovery channel mostrar a sequenciação genética de tutankamon e aquilo que se vê no ecrã do PC lá atrás no documentário era um R1b (tejano). Pode ser que aquilo que estavam a mostrar no ecrã não era o DNA de tutankamon (para a televisão vale tudo).  Se era então ele era R1b! o que leva ao outro mistério com os hittites. Quando o faraó morreu a mulher pediu a Suppiluliuma, seu arqui-rival Hittite, que lhe enviasse um dos filhos para casar com ela porque ela nunca aceitaria casar com um dos seus súbitos. O soberano Hittite achou que era brincadeira mas após troca de manuscritos lá mandou o filho… que foi logo assassinado.

Mas, como todos os impérios, o hitita acabou por desaparecer.

 

Mas durante os próximos milénios continuámos a ouvir falar deles…

Por essa altura já se ouvia relatos dos Tejanos (R1b)  na figura de troianos (descendentes dos Hittites) e 700 anos depois  (há 2700 anos) de Espartanos e Dorianos (tejanos!) nas suas batalhas  com a grega  J2, G2 e E1b1b … sabemos como as coisas deram umas valentes traulitadas com os gregos.

No momento em que Esparta caia perante os visigodos, mesmo com a ajuda de mercenários celtas (celta = Tejanos R1b!) já descendentes de Troianos, formavam outra bolsa de r1b na região de lazio (latium) – chamava-se Roma . E novamente, alguns séculos depois eram os centuriões romanos que concluíram o trabalho dos seus pais hittites, dos troianos e espartanos,  conquistando a Grécia e a bacia do mediterrâneo toda.  Levou 3 mil anos mas os tejanos lá conseguiram.

Após a queda de Roma voltamos a encontrar os tejanos ( R1b), 1000 anos depois, numa pequena bolsa (800 mil almas), no ponto mais a oeste da europa, num pais chamado Portugal.  Há 500 anos atrás, tendo aprendido as artes da navegar contra o vento com os E3b (arabes), tal como antes a agricultura com os G2A (agricultores do neolítico), a locomoção a cavalo e as hierarquias guerreiras com os R1a (guerreiros indo-europeus) , dizia eu, agora com o que aprenderam com os árabes lançavam-se de barco para terras nunca navegadas. Mantinham a tradição dos R1b: Observar, interagir com comércio e quando confrontados altamente violentos.  Muito para além dos Hitities, dos Troianos, Espartanos e Romanos, agora era o mundo o palco dos descendentes desses 200 do Tejo, agora chamados de Portugueses.

 

Atrás dos R1b portugueses foram os seus irmãos mais a norte. Espanha, França e Reino Unido. Hoje em dia encontramos a parte saliente desse pessoal do Tejo, após milhares de anos de choro atrás de choro, de filho atrás de filho,  nos Estados Unidos, sendo este o ultimo império dos Tejanos (R1b).

 

Incrível, não é?

 

 

 

 

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