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O regime

por Olympus Mons, em 20.06.14

 

 

O Rui Ramos escreve algo que devia ser óbvio para toda a gente.

O PS é o regime e só está o regime verdadeiramente sossegado quando o PS está no poder.

 

http://observador.pt/opiniao/consenso-se-ps-mandar/

 

Aliás, também já escrevi que todo este processo de ajustamento teria sido bem mais sossegado se tivesse estado o PS a fazer o ajustamento. Mas azar o nosso não foi o caso e como tal tivemos que levar com uma volumetria de direito à indignação a que teríamos sido claramente poupados.

 

Mas o mais estranho, ou não,  é que depois ficam todos muito preocupados com a saúde da nossa democracia devido aos níveis de abstenção e não participação dos cidadãos nos actos eleitorais.  Mas esta gente sabe como funciona uma democracia e quais os verdadeiros problemas que fazem com ela seja mais forte ou mais fraca?

 

Nem que somente 10% dos eleitores votassem não estaria em perigo a democracia. Não se essa votação decorrer com representativa de toda a sociedade e dos mecanismos da democracia. Ou seja se for permitido aos 90% de Ill informed anularem-se ao distribuírem-se pelos diversos partidos e os well informed dentro dos 2 partidos (que por norma são sempre 2 – um dia explico porquê) com rotação governativa poderem escolher o melhor candidato…ou aquilo que lhes for mostrado (ou eles percepcionarem ) como tal.  Isto é democracia, quer se goste quer não.

 

O perigo para, e as deformidades da, democracia ocorrem sempre que deixar de haver este “erro” aleatório no modo como as pessoas votam e passa a haver “erros” sistemáticos, passa a haver bias vincados no modo como se influência (ou manipula) quer os ill informed quer os well informed. A manipulação de qualquer destes vectores influencia a qualidade da democracia. É aqui que é medida a qualidade da DEMOCRACIA. Algo que por exemplo os americanos há muito sabem e por isso é que nos EUA as pessoas (ou se quiser os well Informed) oscilam entre os dois partidos escolhendo eleger o candidato que, num determinado ponto, ocupa melhor o centro (median voter theorem) do sentir do país (que oscila um bocado de um lado para o outro) sendo permitida à ignorância explanar todo o seu esplendor e muito dos media (locais, regionais ou nacionais) promoverem tanto quanto possível a elucidação das suas massas, estando estes perfeitamente identificados – Sim o que o New York Times ou o Washington Post diz é dirigido a recentrar os constituintes de Esquerda e o que o New York Post e o Washington Times é para fazer o mesmo para os de direita. Toda gente sabe ao que vêm. Não existe esta bullshit para idiota consumir (que traz o tal bias sistemático) de fingir que são jornalistas isentos a tentar de forma intrinsecamente filosófica encontrar o tal equilíbrio. Tanga.  Por exemplo na televisão ou se fala esquerdalhês mesmo que a tentar passar uma mensagem de direita ou nem lá se entra!

 

 

Quando num país comunicacional (no sentido lato) existe um bias tão forte para a esquerda e quando existe um partido que é de facto o dono do regime, implica que a nossa democracia, a democracia de Soares e Co, é e sempre foi mesmo assim… fraquinha!

 

 

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White FLight em Spanish Lake

por Olympus Mons, em 13.06.14

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, dia 13 de Junho, estreia um filme (documentário) de um jovem realizador (ou activista… como usualmente são todos) sobre white flight em Spanish Lake nos Estados Unidos.  O nome do documentário é precisamente Spanish Lake de Phillip Andrew Morton.

 

Muito provavelmente vamos assistir à resolução de dissonâncias cognitivas, patéticas como usualmente acontece,  por parte de um realizador que ou detém processos cognitivos de esquerda ou é alguém suficientemente inteligente para saber que ou o faz ou as hipóteses do seu documentário ter qualquer divulgação é praticamente 0%. Pelo menos parece que já deu uma entrevista ao Huffington post… o que é sempre revelador. De uma ou outra das opções inumeradas.

 

 

Saint louis sempre foi uma das all american cities, uma cidade que representou durante um século o sentir e viver da América tradicional (e sim branca). Com a chegada ao poder nos anos 60/70 do esquerdismo activista, primeiro na academia e posteriormente à administração pública e consequente ao poder político,  St Louis tinha que ser outra coisa. Aquilo é que não podia ser.  Naturalmente.

Hoje, tão pouco tempo depois (!), no espaço de poucas décadas,  é um dos top das American dying cities, hoje a sua zona Este é considerada uma zona de guerra e spanish lake é uma wasteland. Daí o filme.

 

Spanish lake foi outrora uma orgulhosa township de classe média, média baixa, e branca (pecado) nos subúrbios, onde se promovia entre pares a cultura do trabalho, os proper maners entre vizinhos, as regras como convenções entre pessoas que se identificavam umas com as outras com a correspondente colaboração e entreajuda… e claro não escondiam que não queriam mais governo para nada e quanto menos o estado se imiscuísse na sua vida melhor.  Logo era algo abjecto e nojento a resolver.

Foi resolvido com o Section 8 onde o estado pagava ( e paga) a renda de pessoas de baixos rendimentos (por vezes até 2200 USD) , no essencial pessoas de raça negra, precisamente  para se deslocarem para estas zonas. O Documentário, supostamente, relata a vida que as pessoas lá tinham antes destas medidas do Section 8 e todo o processo de white flight. Hoje Spanish lake é uma zona miserável e abandonada.

 

Quem achar que o aquilo que escrevo  pode servir para se sentir superior a quem quer que seja, na medida que for, é um idiota. Qualquer raça ou fenótipo que aqui no tempo tenha chegado é um tributo à espécie humana… qualquer cultura é um tributo ao que de melhor o ser humano tem.

A minha guerra é com a dissonância cognitiva da esquerda. Entre as suas deambulações teóricas e anúncios a apps para Iphone do huffington Post existe um mundo real.

É esse interminável pretend not to know que eu considero execrável. Especialmente porque muito desse pretend é para as consequências nefastas dos que postulam e do qual tem a tendência para nunca aplicar a si próprios ou fugir de a 7 pés.  A esses que fogem … fuck you very much!

 

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nomological ... que nome estranho.

por Olympus Mons, em 09.06.14

 

 

A segunda questão importante é:

Um partido político é uma equipa a tentar controlar a governação do país ganhando acesso aos cargos políticos.

E tal como Downs nos demonstrou em An Economic Theory of Democracy   em 1957 o homo politicus racional actua sempre da seguinte forma e pela mesma lógica:

 a. Toma decisões quando confrontado com alternativas;

b. coloca as preferências por ordem;

 c. usa um ranking transitivo (vamos focar-nos nesta);

 d. escolhe sempre a opção que mais alta estiver no ranking ;

e. faz sempre a mesma escolha quando confrontado com as mesmas alternativas.

 

Este c. que acima menciono , este ranking transitivo (Transitivity of preferences)  é um principio fundamental de qualquer modelo de racionalidade nos processos de decisão (decision making) -  E no fundo diz que se eu prefiro A a B e B a C então eu  prefiro sempre o A ao C. É este processo que ocorre no decorrer da política e das decisões que os políticos tem que tomar.

 Avaliar as questões desta forma é descer à realidade, é colocar os eventos à escala do pensamento mecânico (que explica  como irei fazer) e não meramente por algo conceptual como se fosse uma rede nomológica (em que enuncio  concepções sem explicar como as vou fazer) . É por isso que os políticos são todos iguais (ainda bem) : Porque as suas diferenças estão na fase conceptual, na fase das construções teóricas, no enunciar de relações entre as observações e as construções teóricas (nomological network).

Contudo quando chamados a decidir o homo politicus faz ao que tem que fazer. Olha para as alternativas, coloca-as numa determinada ordem e decide procurando muitas vezes o mal menor e a arte do possível.

Ora no campo do nomologico não temos que dizer como é que vamos fazer. Basta dizer que eu observo que o deficit é melhor controlado pelo crescimento do PIB visto ser um ratio sobre o mesmo… e isto é óbvio.  Mas não tenho que explicar como o vou fazer, explicar através de Mechanical thinking o mecanismo através do qual irei obter determinado resultado. É que o primeiro é abstracta (não existe no espaço e no tempo) o segundo existe. É real.

Vivemos sob o primado do primeiro, porque o primeiro permite um manancial enorme de conteúdos, repetidos, recauchutados e restaurados… o Mechanical thinking acaba na explicação das rodinhas do relógio. Acaba rápido e não dá verborreia de conteúdos com que se preenche o vazio.

 

Entendeu Constança Cunha e Sá?

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O milagre da agregação

por Olympus Mons, em 09.06.14

 

Vamos entrar numa época politicamente muito intensa daí que tentarei partilhar algumas coisas sobre política. Isto é, para mim, um conjunto de evidências que deveriam ser do conhecimento geral.

A primeira é o milagre da agregação e a ode à ignorância. E todos sabemos quando se coloca questões relacionadas com PIQ (political IQ) aos povos como existe um índice de desconhecimento verdadeiramente ubíquo. Mas isso não é necessariamente mau.

 

Na democracia tem que se deixar a ignorância funcionar! Ou, pelo menos, esse é o segredo da democracia.

A diferença entre uma democracia e uma… não democracia, é que nesta ultima existe um grupo muito pequeno de pessoas a decidir e na democracia existe um grupo um pouco maior (por vezes muito maior) que realmente decidem (por norma algo abaixo dos 10% da população) que são conhecidos como os informados (well informed).

 

E a ignorância é importante porque esta implica que se deixa que de forma não sistemática, sem erros sistemáticos (e isso é importante!), que os ignorantes se anulem. Em ciência política é assumido que as pessoas, o povo, não sabe por norma do que está a falar ou das variáveis intrínsecas das várias partes que compõem uma política. Logo pendem de forma algo aleatória (na minha opinião por favorecimento de uma determinada preferência cognitiva) para um lado ou para o outro.

 

Se deixarmos que isto aconteça, o que é conhecido como a lei de números grandes (law of large nunbers) implica que os 90% que votam e não percebem nada do assunto (ill informed) vão votar de forma a anular-se uns aos outros e serão os restantes 10% (mais ou menos) que ao tomar uma decisão decidem o futuro do país (os well informed).

 

Muitas vezes o exemplo dado é o seguinte:  Num determinado pais (fictício) o Hitler vai a votos com um candidato normal. Nesse pais imaginário as pessoas que não sabem quem ele é vão votar nele e contra ele de forma quase aleatória. Assim ele acaba com 45% dos votos e o candidato normal com 45% dos votos, mas como existem os restantes 10% que sabem bem quem Hitler seria, pois votariam todos no outro candidato e assim a democracia funcionaria como o tal sistema que por norma toma as decisões correctas.

 

Assim se dá razão ao Marquis de Condorcet que avançou com a tal lei dos números grandes. Esta é a vantagem da democracia. Pese embora por vezes algo corra mal, se deixar a roleta ir rolando e deixar os well informed ir decidindo verdadeiramente o caminho,  acaba sempre por ir dar ao “expected value” do que é melhor para o povo em geral e que será tão melhor quantas mais vezes deixar a roleta rolar…

 

Simples não é?

Por isso é que deixando os ignorantes em paz, uns vão preferir o Seguro e outros o Costa, acabando assim por se anular… ficando depois a batalha pelos well informed que irão naturalmente escolher o Costa. – Não é bonita a Democracia?

 

 

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com papas e bolos se enganam os tolos....

por Olympus Mons, em 07.06.14

Escrevo este texto na esperança que alguém passe por aqui nos próximos anos e me explique qual o rationale por detrás disto tudo.

Já vi esta jovem várias vezes na televisão e na imprensa escrita.

Não sei nada sobre este projecto Mars one. Daí que possa estar completamente errado e vai ser uma surpresa de todo o tamanho vê-la lá pela minha terra (Olympus Mons – Duh)

 

Mas à partida não entendo. Esta jovem está seleccionada (ou pré) para fazer parte de um grupo de colonos a Marte? Sendo suposto irem para Marte ainda nesta primeira metade do século XXI (eu sei que nos planos está a partir de 2025 --- wtf)?

Esperem lá… Qualquer idiota sabe os seguintes factos sobre exploração espacial.

Colocar uma sonda (estamos a falar de rovers metálicos) em Marte custa acima de 2 biliões (milhares de milhões) de euros e que existe um nível de falhanços enorme nas tentativas feitas em aterrar (amartar?) estas pequenas sucatas em marte por parte dos vários países que o tentaram. Sabemos que o melhor que se consegue fazer para manter humanos durante um período grande de tempo no espaço é na orbita terrestre e mesmo assim com um custo de 100 biliões (a estação espacial internacional).  Sabemos que o mais longe que se levou humanos foi à lua, mesmo assim por uns dias e que na verdade o custo foi tão elevado que não se voltou a tentar  (ninguém!) já lá indo mais de 40 anos desde que Eugene Cernan por lá alunou na Apolo 17.

Sabemos que assim que se colocar seres vivos para além da magnetosfera do planeta aquilo fica um ambiente dantesco.  Não é só o facto de ser radiação é o facto de ser raios cósmicos Ionizados, aqueles restos de estrelas que explodiram e que são travados por praticamente nada. O campo magnético da terra desvia-os. Mas assim que sair desta bolha… fica o inferno.  Estimativas ( garantem que numa viagem a Marte mais de 30% das células do corpo serão atravessadas por estes raios cósmicos. Qual o estado a que estas pessoas irão chegar a Marte após um ano a levar uma tareia de radiação destas? Quanto tempo irão sobreviver? Quantos lá chegarão vivos? E os que lá chegarem vivos, após um anos em gravidade zero e enfiados em casulos minúsculos (aquilo não vai ser o big brother, não! – vai ser um espaço exíguo e mal cheiroso!) qual o estado físico, hormonal, sistema imunitário e mental desta gente?

 

Mas isto é uma coisa que qualquer adolescente sabe. Como é que é possível que um assunto destes, uma campanha publicitária destas, seja tratado nos media como se de coisa real se tratasse?

 

Alguém me explica? Alguém conhece a referida  Gracinda Ferreira e lhe pede para passar por aqui para me explicar? -  Bem diz ela no artigo do publico  que esta viagem “não lhe parece real” … pois, a única coisa sã nesta conversa toda!

 

 

 

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Coisas Elementares....

por Olympus Mons, em 02.06.14

 

O Erro é meu. Admito.

 

Mas acabei de ver o António Costa na televisão e alguém me pode explicar porque não é feita a pergunta óbvia (pelo menos para mim)?

 

Dr António Costa, sendo assim defende que independentemente de resultado de eleições e congressos prévios que no PS se pode pedir ao Secretário Geral que marque congressos extraordinários sempre que se achar que se consegue fazer melhor. É isso?

 

Alguém que me explique, porque na mais elementar consistência e congruência, esta não era uma pergunta óbvia a António Costa por qualquer jornalista que chegue a menos de 10 metros do homem?

 

 

Update:19/6/2014

Pode ser que 30 mil jornalistas não façam a pergunta mas o conselho de jurisdição do PS responde- http://observador.pt/2014/06/19/pedido-de-costa-ofende-regras-da-democracia-dos-partidos/

 

 

 

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Ainda Kaufmann!

por Olympus Mons, em 01.06.14

 

 

 

 

A propósito de Kaufmann

Eric Kaufmann é essencialmente conhecido pelo livro  Shall de Religious inherit the earth?

Dentro da bolha mediática e secular onde vivemos nem reparamos que o mundo está a ficar cada vez mais religioso e, acima de tudo, fundamentalista nesse ser e viver religioso. Curioso como no meio de certezas laicas e postulares republicanos e inequívocos da velhada do Maio de 68, não se parece reparar no mundo real e no sentido da história e da demografica. As crianças vão herdar o mundo? –Olhem então para os moldes em que esse caminho realmente está a ser feito e não para os fictive outcomes em que toda uma elite esquerdoide parece confortável em viver.

 

Apoiados sobre uma força demográfica inegável temos desde o exemplo dos Estados Unidos com o ressurgir de uma religiosidade fundamental até ao fundamentalismo islâmico este não é um fenómeno de rejeição por falta de contacto com o mundo laico e com as suas maravilhas mas sim a sua rejeição como forma de estar no mundo, porque toma expressão precisamente nos pontos de maior contacto dom esse mundo laico (como Kaufmann aqui nos explica)!

 

Nos EUA, sabem qual a comunidade que mais cresce? – os Amish!

 

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