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Após os 3 posts sobre os portugueses geneticamente:

* I - Portugueses… (primeiro os europeus atuais) (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/i-portugueses-primeiro-os-europeus-28285)

*II - Portugueses… (Esperem! ....primeiro os europeus originais (sort of)) (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/ii-portugueses-esperem-28901)

*III - Portugueses… Finalmente! (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/iii-portugueses-finalmente-32254)

 

Voltamos á imagem do post inicial. Portugueses...( http://barradeferro.blogs.sapo.pt/portugueses-27716)

 

Por vezes quando se menciona às pessoas que somos um bocado North European, um bocado Gedrosia e um bocado Africa do Norte as pessoas pensam que nos referimos que há pessoas que são um coisa e outras que são outra. O que esta imagem mostra é que para estes 6 Portugueses que mandaram os seus dados do 23andme para o Dodecad (base de dados de genética populacional) todos temos aqueles bocados em proporções mais ou menos similares e depois alguns têm pequenas componentes de umas coisas e outros de outras ou até das duas ou 3 percentagem minúsculas mas que mostram a nossa diversidade gerografica… aliás como se nota noutros europeus como os holandeses, belgas, franceses, ingleses etc.

Assim, de baixo para cima:

 

 

 

 Podemos ver que o primeiro começa por ter uma proporção de West Asian (caucaso - azul bébé) de cerca de 7 a 12 porcento…

…  depois tem um bocado de Northwest African (africa do Norte) cujos marcadores nos SNP (single nucleoides…) são essencialmente berberes o que cria algumas dúvidas sobre se são o resultado das invasões islâmicas ou se são muito, mas muito, anteriores porque representam bem as populações paleolíticas do norte de Africa (como os mozabites) e não propriamente uma réplica fiel das populações que os substituíram posteriormente….

…  Depois o verde clarinho que é a nossa maior e mais marcante elemento e que é similar ao maior load genético agricultores do neolítico (Atlântico- mediterrânico)…

…  e depois vemos que a proporção do Southwest asian (Gedrosia) que partilhamos com o pessoal do Afeganistão e irão e até partes do extremo norte da india e que até parece aumentar ou diminuir na proporção inversa à quantidade de genética Norte Africana. …

  2 ou 3 tem uns residios de East Asian (do este Asiático ) que não faço a mínima ideia de como cá chegou essa componente e também parece ser inverso ao facto se ter East asian ou south asian o que é estranho visto os portugueses ou tem resticios da India ou da china como dizia o outro mas não os dois em simultâneo (não faço a mínima ideia porquê)…

 ... a seguir o amarelo torrado, que em alguns destes é quase tão grande quanto o substrato do neolitico e que é a North European, há quem lhe chame Hyperborean, correspondendo ao material genético dos caçadores recolectores que habitaram a europa no paleolitico... 

 Vemos uma componente East African (Egipto e Judeu) que veio com essa migração dos sefarditas e das invasões africanas (roxo claro)….

  E vemos por fim que um deles tem uma pequena percentagem de material genético da Africa subsariana (west african) , o segundo a contar da esquerda, mas os outros não tem.

 

 

E pronto... assim se criou este povo. para o bem e para o mal.

 

 

 

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III - Portugueses… Finalmente!

por Olympus Mons, em 28.12.15

Após todos os posts que fui colocando sobre a genética subjacente ao que nós portugueses somos historicamente, com todas as certezas, duvidas e novidades que aparecem, aqui vai o uma descrição em termos de grupos genéticos, pedaços de história genética que nos compõem a todos. Somos uns bocadinhos destes, mais um bocadinho de aqueles.   Isto estamos a falar de genética autossómica (autosomal), aquela que é passada tanto pelo pai como pela mãe. E os exemplos que dou são representados por grupos de pessoas que hoje em dia tem maiores quantidades daquela agremiação genética,não necessariamente que tenham sido eles a dar-nos essas componentes genéticas.  

Tudo isto é muito consistente, tanto por trabalhos feitos em portugal, até claro a partilha de análises autossomais de portugueses que se deram ao trabalho de partilhar os seus dados genéticos que obtiveram através das analises genéticas como o 23andme e que agora fazem parte de bases de dados genéticas do planeta inteiro.

 

Mas começando pela percentagem maior até à menor e alguns factos que criam contexto para essas componentes genéticas. Preparados?

 

 47%   disto (Atlantic mediterranean)

 As populações com maior percentagem deste genética populacional são os Bascos (franceses e espanhóis) e depois o pessoal da Sardenha.

 

 

  No fundo é o material genético dos agricultores do neolítico. Estes homens que vieram da Anatólia. Dantes dizia-se do levante mas agora sabemos que vieram da Anatólia antes do aparecimento da identidade turca (ou as misturas da queda do império Otomano) que ocupou aquela região. Começaram a vir para a Europa há sensivelmente 10,000 anos. Como sabemos o europeu é essencialmente feito deste material chamado de EEF (early eastern Farmer), de WHG (West Hunter gatherer) e ANE (Ancient Northern Eurasian) e o que divide um europeu do norte de um europeu do sul é que as proporções estão invertidas. No sul mais EEF e no Norte mais WHG. 

Mesmo os agricultores do Neolítico já eram uma mistura de uma componente misteriosa que é o Basal eurasiático (que ainda não se encontrou nenhuma pessoa ou material genético antropológico que fosse só isto) e já uma componente forte dos caçadores recolectores que há muito habitavam o Oeste Europeu (mas curiosamente os EEF não possuem componentes dos caçadores recolectores do leste).

 

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 23% disto (Northern European)

Lituanos, finlandeses e eslavos estão carregados disto…

 

 

Caracterizado hoje em dia como Northern European, esta é a componente mais acentuada da componente genética dos caçadores recolectores que habitaram a europa nas últimas dezenas de milhares de anos. Estamos a falar do período Aurignacian e gravettian. Razão pela qual o norte da europa tem mais desta componente que a sul, é porque quando se deu a expansão na idade do bronze dos cavaleiros das estepes, nos últimos 5 mil anos estes vinha carregados desta componente de caçador recolector (WHG - West Hunter Gatherer) e por isso existe mais a norte do que a sul, visto que a sul foi por onde entraram os EEF (agricultores do neolítico) e daí terem ficado mais carregados desta genética.

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10% disto (Cáucaso)

Os georgianos, arménios e Ossetianos do norte ou mesmo Chechenos têm proporções acima dos 50% disto.

 

Definido como caucasiano porque é a componente especifica dos povos que hoje em dia habitam a região à volta do Mar Negro e do Mar Cáspio. Este ponto terá sido o ponto de origem dos povos que colonizaram a europa após o neolítico. A famosa migração das estepes que retornou a genética dos caçadores recolectores ancestrais á europa, Os indo-europeus, os Cavaleiros das carruagens, da pastorícia e acima de tudo os bebedores de leite que trouxeram essa capacidade para a europa e rapidamente eliminaram todas as linhagens dos agricultores do Neolítico porque ter filhos que sobrevivem a leite de animais bate qualquer outra estratégia.  Foi o fim do megalitismo na europa ocidental. Este é o povo da cultura pit-grave, Yamnaya, os Kurgans ou  e Maykop e esta componente genética foi para os judeus, foi para o médio oriente e para a Asia central.  Em Portugal temos muita genética judia, dos judeus sefarditas e estes também trouxeram muito desta genética para Portugal, tal como provavelmente povos do norte de africa.

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7% disto (Norte de Africa)

Os Mozabites (100%!) e marroquinos.

 

É a percentagem que temos do Norte de África. Que muita gente chama de Árabe mas não tem nada de Árabe. É norte africano. Por isso muita gente aceita que vem das invasões islâmicas, do califado de cordoba, enquanto outros dizem que não porque esta componente é essencialmente bérber e muito paleo norte africana, e por isso andaria por aqui há dezenas de milhares de anos, muito antes da islamização ou arabização do norte de Africa. Se por um lado eles andaram por aqui, antes da reconquista, um dos maiores mistérios que há relativo a isto é o seguinte: Só existem linhagens de sangue pelo lado da mãe (MTdna), ou seja do haplogrupo U6, que é Norte Africano no… norte de Portugal.  É estranho mas é assim. As filhas, das filhas das filhas destas norte africanos estão no norte do pais não havendo no centro ou sul nda destes haplogrupos. Quando é verdade que já os short tanden repeats  (Y-Dna) que permitem identificar a descendência de homens (masculino) do norte de Africa estão grandemente concentrados no Alentejo… mas não no algarve (pese embora exista pela europa fora).

 

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7% disto (Gedrosia)

Os Brahui e Balochi, tal como o irão, Afeganistão e Paquistão e mesmo a india (partes) estão cheios disto.

 

 

 

Gedrosia é a região á volta do deserto com esse nome antes de chegar à india. Costumo dizer que é de onde a beleza vem. Algumas das faces mais simétricas do planeta estão por aqui. Mas também os maiores malucos. É só ver os afegãos. Esta genética faz parte da genética que veio com os indo-europeus para a europa e depois claro Portugal. Uns vieram para aqui pela cultura Yamna e Kurgan (malucos dos machados de guerra) e outros por culturas como Afanasevo foram para oriente, para este, indo parar ali para os lados da asia central. Atrás de Alexandre o grande também veio alguma desta genética… e é daqui que vêm a genética dos malucos que encontra no dia-a-dia em Portugal.

 

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5% disto (Sudoeste Asiático)

Estamos a falar de palestinianos, israelitas, etc.

 

 

Esta componente genética terá chegado a Portugal provavelmente com a herança genética dos Judeus sefarditas que muitos temos em Portugal. Encontramos abundantemente nas zonas onde a linhagem patriarcal do J2 (Y-dna) ainda é muito abundante como na região de santarém. Ver meu post sobre a cultura do touro e das touradas.  

 

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0,7% disto (África Subsaariana)

Do Senegal a Angola

 

 

 

Dos resíduos genéticos que ainda se encontra na população Portuguesa, uma das curiosidades é esta pequena percentagem de genética subsaariana que uma parte da população Portuguesa possui. Esta componente terá vindo da elevada população negra que Portugal chegou a ter, nomeadamente no século XVII quando cerca de 10% da população de lisboa chegou a ser de raça negra. Outros dizem que esta genética negra também é muito mais antiga, trazida pela genética bérber que integra os tais 7% acima mencionados. 

Uma coisa e certa: Apesar da nossa genética subsariana ser tão pequena e não existir descendência de Haplogrupos Y-Dna negros em Portugal (homens) a verdade é que a quantidade de portugueses que maternalmente descendem de uma mulher negra é elevado e único em toda a europa. Cerca de 6% dos portugueses descendem de uma mulher cuja ancestralidade está numa mulher do haplogrupo mtDna (maternal) L. Ora este HG só existe na Africa Ocidental. Se as linhagens matriarcais do norte de africa (U6) se encontram somente no norte do pais (… mas então as invasões islâmicas não foram a sul??!?!) a verdade é que o mtdna L está proporcionalmente espalhado pelo pais todo. Na Europa, só se encontra este fenómeno mesmo em Portugal indiciando que terá mesmo origem no comércio de escravos.

 

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Em resumo,

 

Em resumo, nós, como todos os povos europeus, somos uma mistura das mesmas componentes genéticas milenares e são essas componentes que fazem de nós geneticamente europeus. Numa análise mais elevada (K3) somos essencialmente EEF, WHG e ANE. Isto é o europeu visto mais à distância. Da mesma forma que visto mais de perto (em K7 ou K12) vemos que em pequenas alterações nas proporções dessas mesmas componentes assim detetamos europeus do Norte ou do Sul e alterações ligeiramente maiores assim definem europeus do sudeste europeu (como a Sicília ou Grécia) ou do noroeste europeu (Dinamarca ou suécia).

Pequenas componentes extrínsecas a esta caracterização genética central dos europeus definem a heterogeneidade da história dessas populações, como por exemplo no caso das populações Ibéricas os 6 ou 7 porcento da genética do norte de Africa destingem-nos do resto da europa ou a componente de 6 ou 7 porcento de componente siberiana define os finlandeses e os russos, ou percentagem mais elevada de caucasiano define os georgianos ou os cipriotas…

As misturas genética europeias, muita gente não sabe, ocorreram nos últimos 1500 anos. E foi essa mistura, junto á mistura ancestral, que nos transformou em todos… primos.

 

 

 

 

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Douglas Murray

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

Agora que se aproxima o fim do ano:

Este ano descobri Douglas Murray.  A par de pessoas como Nial Ferguson que sigo faz algum tempo, este ano descobri  para meu deleite mais este, tal como Nial, refrescante escocês.

 

 

          https://www.youtube.com/watch?v=jbsfdreLwT8

          https://www.youtube.com/watch?v=xPNWZg0jZwY

 

Inteligente, Gay e de direita, é um dos vários antibióticos contra um fenómeno que devassa o mundo e que parece estar a espalhar-se a uma velocidade estonteante.

 Um fenómeno global em que a estupidez é aceite como uma característica perfeitamente normal, funcional e até produtiva. Veja-se a Catarina Martins.

Uma total incapacidade de cognitive reflection parece grassar no mundo. Bom exemplo é o New York times publicar coisas como overdose mata mais de meio milhão de pessoas por ano nos EUA. Uma total ausência de noção de factos e de realidade. Qualquer pessoa que viva neste mundo sabe que seria impossível numa população de 300 milhões ter meio milhão a morrer ao ano de Overdose mesmo que não faça a mais pequena ideia sobre o assunto -  Alguém deve investigar se não estão a nascer consideravelmente mais idiotas por minuto do que a proverbial unidade.

 

Um dia à noite, coloque uns auriculares e divirta-se.

         https://www.youtube.com/watch?v=8XwFWRRyMsk

 

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NOAA ...paciência para estes gajos

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

NOAA 

ao ler artigos no público, expresso, etc, --- Procure sempre este acrónimo. NOAA, NOAA, NOAA, NOAA.

Por norma quando ouve dizer que 2015 vai ser o ano mais quente de sempre… convém lembrar algumas coisas. O que quer mesmo dizer? Isto:

 

2015 Será o ano mais quente de sempre por centésimas de grau, no ano de um dos maiores El Nino (*1) de sempre  e mesmo assim somente num (1) dos 7 datasets que processam dados de temperatura á superfície  e que é precisamente o dataset que sofreu alterações estatísticas muito duvidosas (*2) nos últimos anos sendo agora oficialmente o único que não mostra a pausa de 17 anos no aquecimento global que invalida totalmente a teoria do alarmismo de aquecimento global e em claro contraste com os dados de analise por satélite que monitorizam todo o planeta (atmosfera) nos últimos 40 anos(!) e que colocam 2015 em terceiro ou quarto lugar.

 

*1 – O último Super El Nino, o de 1998, aumentou a temperatura global do planeta em 1ºC, o mesmo que todo o século XX!

*2 – NOAA fez mais uma correção estatística aos datasets. Ora essas correções do NOAA são sempre para aquecer os últimos anos, em análises que ignoram que os error bars são maiores do que variação mostrada. Ridículo. NOAA faz correções para as estações meteorológicas que mais influências humanas sofreram contaminando assim depois todo o dataset, mesmo as estações boas que reconhecidamente não sofreram alterações ou influencias externas. Quando só analisados dados das estações “boas” conclui-se que a recente análise de NOAA acrescenta 50% de aquecimento nas últimas análises. Eliminando esse bias as estações boas estão em consonância com as medições por satélite… que mostram pausa nos últimos 17 anos.

 

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Coming Up...

por Olympus Mons, em 22.12.15

Nos próximos tempos tenho que concluir a análise de genética populacional dos portugueses. Nos posts anteriores sobre a genética dos portugueses (tag genética) já escrevi que os portuguese tem uma percentagem de divisão de linhagem patriarcal (Y-DNA) de sangue (haplogrupo genéticos) em tudo muito similar aos restantes europeus tal como nas linhagens matriarcais  (mtDna mitocondrial) também totalmente europeu.

Quando corremos estatisticamente Principal component analysis (PCA),  verificamos nas imagens ortogonais que os portugueses em nada se distinguem dos espanhóis, ficando claro que existe um cluster genético composto por portugueses, espanhóis e Italianos do Norte e do vale de Aosta. Como a Itália do norte é uma  região europeia de elevado sucesso económico é notória a tentativa de se considerar esta região como europa de norte… quando ela na verdade é geneticamente homologa os tugas e espanhóis.

 

Pese embora todos os europeus sejam todos geneticamente muito próximos e com muita admixture, especialmente nos últimos 1500 anos, a verdade é que se consegue destrinçar um grupo de norte de europa (os chamados CEU ou UTAH whites) e um grupo de europeus do sul. Notoriamente nunca se encontram os suíços e austríacos nesses análises e começo a desconfiar e achar que (até pela proximidade do vale aosta) este seriam claramente integrados nos grupo dos europeus do sul nas análises de PCA.  A ver vamos no futuro.

 

De qualquer das formas a verdade é que as mesmas análises integram sempre o grupo de humanos mais cognitivamente dotado (diria sobredotado), os Judeus Ashkenazi , claramente num cluster sul europeu. Pese embora também os agrupe depois no grupo mais calão (na minha opinião) de todos os europeus… os sicilianos. Penso que é sintomático de como estas análises genéticas dizem muito e ao mesmo tempo tão pouco. O Grupo de pessoas que por exemplo menos hiperbolic discount faz de recompensas futuras está junto geneticamente do grupo de pessoas que mais hiperbolic discount faz! Claro que a justificação tem a ver com a genética do norte de africa que ambos possuem.

 

… bem, mas ver se oportunamente concluo esta conjunto de posts sobre os Portugueses geneticamente. 

 

 

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TAP.... for dummies na COSTA portuguesa.

por Olympus Mons, em 22.12.15

 

TAP - Não me é usual comentar em post este tipo de tema. Mas no caso da TAP abro uma exceção. Isto surge de um comentário do “zé Laranja” sobre o facto de eu considerar que a esquerda fala muito "à esquerda", mas como todo a gente decide "à direita". A diferença entre os dois é o momento em que isso ocorre sendo que os segundos fazem-no com base em expected outcomes que antecipadamente computam (muitas vezes corretamente mas naturalmente nem sempre) e os primeiros de forma algo bayesiana, fazem um processo em que as coisas são continuamente reavaliadas até que chegam à conclusão na maioria das vezes são iguais à conclusão e processo de decisão que a direita tomou lá atrás. O problema, é que nem sempre os resultados de uma decisão tomada lá atrás é o mesmo de uma decisão tomada extemporaneamente muito tempo depois.

 

A TAP, vai continuar privatizada. Claro que vai!

 

A TAP vai continuar privatizada e com a maioria do capital privado, porque o mercado, ou os mercados, aonde a TAP labora, ou seja a indústria à qual pertence, está em mudança. A probabilidade da TAP sobreviver sem ser no contexto completamente liberalizado em que a sua indústria se tornou é efetivamente 0%. E, curiosamente se houve entidade ou entidades que destruíram completamente a hipótese de continuar a haver companhas aéreas de bandeira foram as instituições Europeias que permitiram todas as liberdades do mundo às low costs (e provavelmente bem) e como tal a TAP, como outras empresas noutras indústrias, tem que se reinventar.  

A TAP sendo uma empresa que exporta mais de 80% do seu produto, sendo uma empresa que vende em mercados à volta do planeta inteiro, tem que possuir o dinamismo necessário à sobrevivência na concorrência direta com todos os que providenciam a mesma oferta que a TAP. Isto é o epicentro do conceito de concorrência sendo o oposto do conceito de estatal que existe para servir os interesses de uma determinada subpopulação.

Só se sobrevive na indústria do transporte aéreo se houver sinergias com outras empresas com domínio de outros mercados (essencialmente mercados internos grandes), se houver uma simplificação total de processos que permitam a venda, o lidar com a procura, num mundo de Marketing e canais Digital, se houver uma oferta de experiencia a bordo inovadora e moderna (como novos aviões) … tudo coisas que são muito, mas muito, difíceis fazer quando se está na esfera dos interesses de um estado e quando até o dialogo de decorre é, à luz de um mundo moderno, disfuncional.

 

Claro que a TAP vai continuar privada, claro que vai fomentar grandes sinergias com a AZUL, claro que vai incrementar parcerias com empresas do grupo gateway do neeleman para efeitos de metasearches e OLAs, claro que vai fazer interline e code-share com a jetblue e vai implementar novos conceitos de retailing e branding sales  em conjunção com estas e outras entidades, etc.

 

Ora, com isto é claro que vai reduzir a sua participação no PIB (que é considerável) vai reduzir pessoal e pagar menos ordenados em Porgugal, vai comprar menos bens e serviços em Portugal, sim, mas pelo menos vai existir. E vai estar aqui a contribuir para a riqueza do país versus nem existir -  Porque essa é mesmo a outra opção. É só que o Antonio Costa vai levar algum tempo a perceber isto. 

 

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Tão betinhos que somos!

por Olympus Mons, em 19.12.15

No meu post

 Nostradamus 3.5 ... Ou o modo como a direita não aprende (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/nostradamus-3-5-ou-o-modo-como-a-21098)

 

Enfatizava coisas como:

 


   o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

 

Nem algumas semanas depois, quando ouvimos falar de como a extrema esquerda afinal engole sapos com bastante facilidade, fica aqui estas perolas da nossa direita parlamentar. Realmente costa sabe o que está a fazer…

 

Analisaremos caso a caso”, garante ao Observador o porta-voz, Filipe Lobo d’ Ávila. “Se o PS apresenta as nossas coisas, temos que votar a favor. Não votaremos contra propostas que nós próprios apresentámos. Além disso, temos que ter em atenção aquilo com que nos tínhamos comprometido com as pessoas”, secunda Telmo Correia

 

 

Parabens ao usurpador.

 

 

 

 

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Os novos Climate Deniers!

por Olympus Mons, em 19.12.15

 

Existem alturas em que é inevitável falar sobre o assunto das alterações climáticas.

Que fique claro que a questão hoje em dia é eminentemente politica, como naturalmente deve ser. A politica e das maiores invenções da humanidade mas, ou se calhar por essa razão, não tem nada a ver com a verdade. Sempre que em política se fala de verdade é de tremer e fugir: Política como atividade de responsabilidade, e governativa, é a forma como se constrói uma narrativa que se aproxime do centro da sensibilidade de uma determinada população de forma promover uma determinada atuação ou resolução. Sem Politica não se fazia nada e cada grupo viva a sua verdade entrando continuamente em conflito com a verdade do outro grupo. É assim simples. No caso da política ambiental, que é à escala do planeta, ainda mais fuzzy será essa sensibilidade e mais murky o discurso deve ser. Isso eu entendo. E como nasce um idiota a cada segundo e já não morre um a cada segundo como no passado, estas coisas resultam.

Depois é necessário entender que um dos resultados práticos desta charada toda a que se assiste é conseguir a efetivação real e consumptiva com energias alternativas e o necessário investimento para se atingir esse fim. O custo com os combustíveis fósseis não vai baixar muito dos valores mínimos históricos. As sociedades são medidas pelo seu nível de consumo energético e se nós queremos evoluir enquanto civilização humana a energia deve ter ser tao ubíqua, tão acessível como o ar que respiramos e ter basicamente o mesmo preço. Este paradigma tem que ser atingido. É basicamente aquela coisa das civilizações interplanetárias terem de ter níveis de consumo energéticos ao nível do consumo de estrelas.  É mais ou menos essa a lógica. Por isso não tenho traumas com a tanga que hoje em dia se propaga e no fundo até tem o meu apoio.

Outra coisa diferente é fábula vs confabulação. Contem-me a fábula que eu acho piada, peçam-me a confabulação (que eu finja e imite o acreditar) e não esta no meu ADN. Aliás, não está no ADN de pessoas do espectro mais à direita.

 

Mas isto vem a propósito de um facto curioso sobre esta conversa das alterações climáticas. A direita quando acredita em algo até conta uma fábula mas não exige, não é normativa, querendo com que toda a gente finja que acredita, se torne believer, em resumo que pratique confabulação.  A direita conta a fábula e limita-se a dizer que é assim porque sim, que é como é e pronto. E ou estás no barco ou não estás. Ora a esquerda não. A esquerda exige participação ativa. 

Tem piada esta semana ver Naomi Oreskes, que é como que uma porta-voz da histeria sobre as alterações climáticas, a acusar, precisamente, os pais do movimento de serem climate deniers! – James Hansen, Emanuel Kerry, Tom wigley….  Oh meu Deus isto é melhor que a fox comedy.

 

Estão a ver, é que Hansen, kerry, etc. limitam-se a ter um raciocínio lógico. Se nós acreditamos que o atual conteúdo de CO2 na atmosfera está e vai ser destrutivo para o planeta então temos que começar a resolver o assunto o mais rápido possível e não será com acordos insípidos como os de Paris mas sim com uma aposta massiva na única forma de energia capaz de ter output sem ser intermitente - Energia nuclear! E Já! --- Ora, estão a ver politicamente a combinação, certo? – Nuclear, esquerdismo, ambientalismo… por falar em ódios de estimação.

                                                                

Como é óbvio, toda aquela gente com poder de decisão em Paris não acreditava verdadeiramente no estado de alarmismo que existe relativo ao conteúdo de CO2 na atmosfera. Lá no fundo o cérebro deles, dos que entendem a ciência, computa que a sensibilidade do sistema climático é menor e que os feedbacks positivos sobre a adição do CO2 que estamos a fazer. Mas não deixa de ser curioso que até quem acredita demais tem que ter cuidado com o que diz. Tem que cumprir a anuir à cartilha or else… delicioso.

Hansen e afins, os homens da velha guarda, acreditam mesmo que o planeta está em desequilíbrio radiativo logo temos que actuar – e na opinião unanime de quem percebe da capacidade de produção energética actual só há uma alternativa – ir com toda a pressa e em força para o nuclear. Quem levanta a mão a favor?

 

 

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de Islamitas ... e sindicalistas.

por Olympus Mons, em 08.12.15

 

Tenho falado sobre o problema que a europa tem com com o islão, com os islamitas e com os terroristas. Tenho escrito sobre os dois primeiros, falta sobre estes últimos.

 

O islão é uma ideologia. Isso quer dizer que engloba mais do que uma perspetiva de vida ou uma visão do sentir e estar enquanto pessoas. É um projeto de algo de muito concreto. Tal como as ideologias.

 Os terroristas são só uns inúteis e criminosos manipuláveis e cheios de Displacement iguais a todos os outros terroristas que a Europa já viu no passado seja sob a forma de revolucionários de esquerda e/ou nacionalistas. O islão é Marx, os islamitas são comunistas e os terroristas são… terroristas. Residios de expressões de genes como MAOA e drd4-7R que são usados para toda a obra.

Contudo os islamitas serão os instrumentos da ação, os dirigentes políticos que vão revindicar, os elementos que construirão a narrativa. Serão como os grevistas, os sindicalistas do comunismo... marcando sempre a distancia devida dos elementos mais agressivos que vão impor um preço a pagar pela não anuência.

 

Qual então o problema?

A europa era uma população muito homogénea. Populações homogéneas dão comunidades muito fortes, coesas, participativas e colaborativas. Robert Putnam  em Harvard (para horror dele próprio) provou que basta a inserção de um número muito reduzido de diversidade étnico cultural numa determinada população para que os níveis de colaboração, de confiança no outro, de participação em atividades cívicas, de participação eleitoral, etc. caia a pique.  Na verdade para qualquer comunidade injetar diversidade é como cancro. Devastador.  Aliás uma das coisas mais curiosas que Putnam mostrou é que essa morte da confiança e gosto no próximo, acaba mesmo entre pessoas que partilham os mesmos valores, etnicidade e cultura.

 

Mas isto podia ser uma realidade transitória no momento atual da história. Seria só um ponto intermédio na teoria da proximidade (contact Theory) entre populações muito diferentes - Pois, não é.  Gosto particularmente dos estudos de alguns dos pilares da psicologia comunitária, o casal Zachary Neal, que após tentar em 20 milhões de “bairros virtuais” num modelo computorizado acaba por concluir que não é de todo possível manter comunidade coesas e ao mesmo tempo diversificadas, provando assim os vastos e empíricos estudos de Robert Putnam.

 

Em grande parte pelo fim dos impérios europeus mas também acredito por uma tentativa de reproduzir limitada e preme a experiencia Americana do multiculturalismo (não sabemos como vai acabar nos EUA) a europa optou por se tornar ela própria também Multicultural.  E quando a decisão está tomada está tomada. Não se volta atrás (não de forma aceitável á luz de uma moralidade moderna). A emigração negra veio com reduzidos cânones (não é culturalmente muito desenvolvida e coesa) a emigração da américa latina para os EUA e europa vem encamisada numa cultura muito europeia. A emigração do este asiático vem respeitosa… A Emigração muçulmana, provinda de vários pontos do globo e já ela diversificada etnicamente vem carregada de uma civilização diferente, circunscrevida e sólida. Dois sólidos não ocupam o mesmo espaço - Não é o mesmo das outras vezes.

 

Li algures (e não encontro) que basta passar a barreira dos 5% de diferente para começar os choques. E que basta 20% para provocar a revolução e mudar completamente o status quo. Não sei se é correto mas parece-me a mim que assim ocorre. A 5% começam as grandes reivindicações pelo reconhecer das minhas especificidades a 20% começa a exigência pela oportunidade de viver no meu mundo e não no teu.

Ora qual o problema com os islamitas? – O problema é que os alemães pré segunda guerra mundial não eram todos nazis. Na verdade parece que nem 20% eram nazis. Os soviéticos não eram todos comunistas nem a china era toda maoista. As percentagens deviam rondar os tais 20%... Mas estes foram tudo o que foi necessário.

 

Foi um grupo muito pequeno que cometeu atrocidades, foi uma minoria que sustentou e desculpou as ações desse pequeno grupo e foram se calhar 80% que preferiu não ver ou ouvir ou teve coragem para dizer fosse o que fosse. Antes sequer de falar dos islamitas não esquecer que se houvesse as oportunidades comunicacionais no passado que hoje há também ouviríamos muitas pessoas no contexto históricos anteriores a dizer que os alemães são boas pessoas… naturalmente seguido de uma serie de mas… são esses “mas” que criam o relativismo que abre as portas á ação. 

 

Claro que é uma generalização dizer que o islão é violento… nâo é essa a questão. O islão não tem lugar é na europa. Não teve nos últimos 1000 anos e não terá agora. A não ser que tenha. E assim passaremos a viver uma outra realidade e pronto.

 

Nial Ferguson (imo o homem mais inteligente do mundo) tem razão. Foi assim que o império romano caiu é assim que a europa poderá entrar numa nova idade das trevas.

 

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Mário Centeno, Ministro das finanças de Portugal, 2 de Dezembro de 2015:

 

Não podemos "transpor conclusões de artigos científicos para a legislação nacional, porque se tentar fazer isso é um passo para o desastre"

 

Aqui está a afirmação de Mário Centeno que provavelmente alguma vez concordarei a 100%... Mas se pensam que este post é sobre política nacional estão enganados. É sobre política mas internacional e mais propriamente política climática. E no mundo real não no mundo dos artigos científicos da AGW as coisas são ligeiramente diferentes. Ligeiramente

Nem vou repetir algumas das coisas que já aqui escrevi noutros posts relacionado com este assunto. Mas vou lembrar um pequeno facto. Aliás podem usar como remate para qualquer debate sobre alterações climáticas. E se quiserem entender porque cientistas (sim climatologistas, meteorologistas, físicos, etc) tem tantas dúvidas este é um exemplo de antologia. Aqui vai.

 

Inale e agora exale. Esse CO2 que exalou aí está e por aqui há de ficar muitos séculos. Não se esconde, não vai a lado e está ai para fazer a sua coisa maléfica ao clima:  Agora, o século XX viu um incremento de temperatura sensivelmente de 1 grau. Esse aumento teve o seguinte padrão: de 1910 a 1940 aumento de temperatura de 0.4C (primeiro aquecimento), de 1940 a 1970 (a longa pausa) 0.0C e de 1970 a 2000 (aumento que AGW adora) um aumento de 0.6C.  Ora o aumento do CO2 de partes por milhão ppm foi o seguinte:

 

      a. De 1910-1940 o conteúdo de CO2 na atmosfera foi de 300ppm para 311ppm (aumento de 11%) e assistiu a um aumento temperatura 0.40ºC ( 40%).

 

      b. De 1940 – 1970 com o advento da industrialização passou de 311ppm para 325ppm e a temperatura do planeta nem mexeu. Mais, nós emitíamos quantidades brutais de CO2 para a atmosfera e de 1940 a 1960 e as partes por milhão ficaram exatamente iguais (311ppm). Para onde foi esse CO2 todo?  De 1960 a 1970 passaram de 311ppm para 325ppm (em 10 anos) e a temperatura nem mexeu!

     

     c. De 1970 – 2000 passou de 325ppm para 370ppm (45%) e temperatura aumentou 0.6ºC (60%).

 

Já estou a ouvir alguns a dizerem… veja como o ponto c. demonstra a correlação… pois mas então expliquem também o ponto d.

 

     d. De 2000 – 2015 passou de 370ppm para quase 400ppm (30% aumento das emissões) e o aumento da temperatura foi de 0.0ºC.

 

 

Por amor de Deus… estão a ver o problema? Estão a ver porque o Mário Centeno tem razão?!

 

 

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Ninhos

por Olympus Mons, em 04.12.15

 

Os EUA tem polémicas giras.

Eu não quero minimamente saber de nenhuma das 3 pessoas na fotografia. Quero que o Ben affleck vá comer pastilhas de travão depois de descerem o IC16, que Bill Maher lhas sirva com as mãos nuas e que o senhor de costas, Sam Harris, tenha que os levar depois ao hospital.

Detesto o utilitarismo do Sam Harris, detesto o esquerdismo (liberalismo) extremo dele, mas confesso, detesto acima de tudo o facto de ele ser o arqui-inimigo do Jonatham Haidt. E Haidt é em grande parte um dos meus heróis. São todos esquerdoides, mesmo Haidt, mas Haidt nunca aceitaria fazer parte de um painel liberal do MSNBC.

 

Esta polémica é gira porque tanto Sam Harris como Bill Maher sofreram na pele aquilo que estão habituados a fazer aos outros…. E não gostaram mesmo nada.

Harris e Maher, são dos homens mais liberal que existe na face da terra mas os fundamentalistas islâmicos tratam alguns dos segmentos das nossas sociedades como os homossexuais e mulheres de forma que mesmo sendo eles próprios visto como uma minority, é de todo inaceitavel por eles. Claro que não fora este aspecto do islamismo e tudo estaria bem. Assim, quando Sam Harrris diz que temos que ter o direito de criticar “bad ideas” e que o islão é o Mother lode de todas as más ideias… levaram com um híper agressivo affleck a chamar-lhes racistas, xenófobos, islamofobicos…. Delicioso. Ver alguém a ter que comer a porcaria que recorrentemente enfia pela garganta dos outros é priceless.

Seguir a consternação de Sam Harris nos dias seguintes nos espaços de opinião que detem... é de morrer a rir. 

 

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De homens e ratos...!

por Olympus Mons, em 03.12.15

Um must:

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Qj26SJAJhBY

  

O João Galamba lá do PS (trabalhistas) do sítio (Reino Unido) chegou ao poder. E como acontece nestas circunstâncias a patetice é tanta que dá para tudo. Aqui temos um discurso do seu próprio Ministro Sombra a contradize-lo e a demolir completamente a sua própria posição relativo a bombardeamentos britânicos ao Daesh.

Um discurso de homem num partido tomado por ratos.

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Entender o português primeiro é preciso entender o europeu, porque nós somos intrinsecamente europeus. E entender os europeus atuais primeiro é necessário entender as matrizes genéticas que nos compõem e que têm dezenas de milhares de anos.

Deixem-me apresentar-vos alguns dos meus mais velhos amigos. Alguns tem entre 8 e 10 mil anos, outros entre 5 a 8 mil anos e outros ainda são uns jovens entre 4 e 6 mil anos. Isto para não falar do mais velho, o Kostenki-14 de 37…mil anos!

 

  1. 37,000 anos- Kostenki , que era caçador recolector, estava cheio (mais ou menos) de ADN Neandertal. Era na verdade uma mistura do Basal Eurasian e já era também algo que se chama euroasiático do oeste europeu (west euroasian) que marca os Hunter gatherer do paleolítico na europa. Qualquer que tenha sido a primeira população não africana sofreu mais tarde uma mutação para o Basal Eurasian e na verdade ainda não encontramos ninguém que fosse só Basal-Euroasian mas encontramos a sua componente genética por ai abaixo e fora.  Kostenki (K-14) tinha definitivamente olhos escuros e 50% possibilidade de ter cabelos negros e 50% de ter cabelos castanhos. Esta é a linhagem patriarcal dos I2a1b.

 

  1. WHG - Dos restantes caçadores recolectores,  HG (Hunter gatherers) temos vários amigos. Loschbour (definitivamente olhos azuis e cabelo preto) e vivia no atual Luxemburgo, La Brana vivia aqui em León no norte de Espanha  (olhos azuis e cabelo preto ou castanho, 50-50) , os 7 amigos Motala da suécia tinham todos olhos azuis mas depois a cor dos cabelos variava: 3 Tinham cabelos negros, 3 cabelos loiros e 1 (Motala-9) até era ruivoKarelia (7000 anos), do lago onega acima de moscovo e junto à Finlândia claramente olhos negros e cabelo preto ou castanho.  Estes humanos viveram entre 9,000 anos e 7,000 anos atrás mas representavam as pessoas que habitaram a europa nos 20,000 a 30,000 anos anteriores. E a genética deles forma um único grupo que mais tarde é uma das componentes essenciais para a formação genética dos europeus. Esta é a linhagem patriarcal dos c1 e  I2a1b

 

  1. EEF - Estavam Motalas, La-brana e amigos entretidos a viver a sua vida aqui na europa, quando há 8 mil anos atrás começaram a chegar os outros nossos amigos, provindos da Anatólia (agora Turquia com outas gentes) os Agricultores do neolítico (EEF – Early eastern farmers).   A composição genética destes (dos quais os portugueses tem carradas de) já era uma mistura da genética dos caçadores recolectores do oeste, WHG, acima descritos e muito do Basal Eurasian. Reparem que o Basal Euroasian aparece infusado nos EEF muito tempo depois de se encontrar outros povos derivados deles. Toda gente ainda procura qual era o povo cheio de Basal Eurasian que se fundiu com WHG e formou os EEF (agricultores do neolítico) que vieram da Anatolia (esqueçam  levante). Mas verdade é que estes, passado milhares de anos, como demonstrado pelas linhagens patriarcais e matriarcais, substituíram completamente as linhagens e a genética dos HG. Stuttgart  e K02 tinha olhos e cabelos castanhos, os amigos NE da Hungria (1 a 7) uns tinham cabelos e olhos  escuros mas 1 ou 2 tinham olhos azuis e cabelo loiro e GOK2 (suécia), um jovem de 4 mil anos,  também era loiro e de olhos azuis. Mas geneticamente eram todos da farinha do mesmo saco. Passados pouco milhares de anos destes terem chegado à europa somente se encontra a linhagem genética destes os G2a tal como Otzi the Iceman.

 

  1. ANE - Estavam os EEF acima nas 7 quintas quando passou-lhes por cima a linhagem que hoje em dia domina a europa. Pelo menos para quem acredita na teoria Kurgan hypothesis. Estes são os caucasianos Indo-europeus que vieram de regiões entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, os Yamnaya, os cavaleiros bebedores e leite e que dizimaram toda a linhagem dos agricultores do neolítico. Trouxeram a altura de volta à europa, depois dos agricultores do neolítico a terem reduzido. Por alguma razão também vinham carregados de genética dos Hunter gatheres da europa do oeste daí que algumas pessoas denominam da vingança dos descendentes dos HG sobre os EEF. Mas o importante é que terão trazido para a europa a terceira componente dos europeus atuais: O ANE (ancient north Euroasian) das estepes da sibéria. Esta é a componente que por exemplo partilhamos com os ameríndios. E há quem diga que é daí que vem o cabelo liso e escorreito dos europeus. Além da altura mais elevada. Pela mistura que traziam estes também vinham com vários sabores e cores. Por exemplo o SVP57(Yamnaya) Olhos escuros e cabelo de certeza loiro, ESP16(CWC), guerreiro battle axe, olhos escuros e cabelo escuro e mesmo mais tarde o Bell Beaker(I0112, QUEXII16) tinha olhos azuis mas cabelo escuro.  Sendo estes os Indo europeus são as linhagens atuais da europa: R1b a Oeste da europa e R1a a este. Os primos. Os arqueiros da europa ocidental e os homens dos machados da europa de leste.

 

 

Assim entender um europeu é entender que ele é feito na globalidade de 3 materiais no essencial (analise em K3): WHG, EEF e ANE. ANE é fixo nas percentagens, mais ou menos 10% (excepto os estonios que tem muito) mas a diferença entre um europeu do norte e um europeu do sul é a percentagem de WHG de uns (mais a norte) e de EEF noutros (mais a sul) e o ANE é mais ou menos similar.

                Mas cada uma destas componentes pode-se partir em vários outros subgrupos genéticos  (K7, K12, etc) e aí sim, vamos depois aos portugueses.

 

 

Nota: Não estou nada convencido da Kurgan Hypothesis. Mas fica para outro post.

 

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Boring...!

por Olympus Mons, em 02.12.15

Nestas alturas de conferências climáticas desligo quase completamente do assunto. Não que o assunto da sensibilidade do planeta à indução de CO2 na atmosfera não seja importante e deva (mesmo!) ser alvo de muita ciência e investimento. O problema é que tudo o que lemos sobre este assunto hoje em dia é politica e muito pouco tem a ver com a questão ciêntifica. Mas convém ir lembrando algumas coisitas…

 

 

 

  1. Não existe aquecimento global nos últimos 15 anos. Se eu disser isto numa televisão a maioria das pessoas achará que sou doido. No entanto é um facto não uma opinião. E essa ausência, essa pausa como lhe chamavam os céticos ou Hiatus como lhe chama agora o IPCC no AR5, é extremamente (para não dizer impossível) de explicar à luz de um planeta em desequilíbrio radiativo como afirmam quem defende que o Aquecimento global é uma catástrofe eminente.

 

  1. O planeta está a aquecer desde o fim do período medieval chamado de a pequena idade do gelo há 300 anos. Esse período foi provavelmente o período mais frio de todo o holoceno (10,000 anos) e desde essa altura o planeta está a recuperar a sua temperatura. O outro período quente foi há mil anos atrás e se não havia termómetros como sabemos se não tinha uma temperatura superior há de hoje em dia? - E na verdade o planeta ou está a aquecer ou a arrefecer. Nunca se mantem verdadeiramente estável.

 

  1. As pessoas confundem coisas como: O agosto mais quente de sempre (desde 1850) ou o dia de um mês específico mais quente… um dia destes chegamos à hora do dia especifico mais quente de sempre (1850). Tanto o clima como a meteorologia são oscilações. Logo se está num período quente é uma questão de tempo até que seja o mês ou o dia mais quente…. Óbvio.

 

  1. Quando se apregoou que 2014 tinha sido o ano mais quente desde 1850… na verdade foi um dos datasets (dos 7 ou 8 que existem) e na verdade foi por… centésimas de grau. Estão a ver o que é centésimas de grau?!?! Mas na verdade a afirmação é correta… contudo esta oscilação positiva infinitesimal da temperatura é contrária á teoria do aquecimento global…. Ponto final!

 

  1. Conclusão:

 

  • A pausa ou Hiato continua e isso desfaz qualquer alarmismo climático.
  • Cada novo assesment das nações unidas, do IPCC, baixa a baliza mais baixa do provável aquecimento global. O último coloca em algo como 1.9C (com valor máximo de 4C) para a duplicação do CO2 e esse valor não só está próximo da realidade observada como coloca a questão no patamar do “who gives a shit”. 1.4C será o valor do aumento de temperatura devido a duplicação do CO2 na atmosfera sobre valores pré era industrial num contexto de perfeito equilíbrio radiativo.
  • A realidade observada diz que o aquecimento desde que existem datasets de dados recolhidos por satélite se mantém nos 0,16C por década e pronto é isso que se observa. Aumentou 0.85C desde 1880 e vai aumentar pouco mais do que 1C até ao final desta década.
  •  Este ano vamos, como nos últimos 15 anteriores, acabar com uma anomalia de 0.2C . Este mês de novembro 2015 terminou com uma anomalia de 0,33. Ou seja o planeta doesn’t give a shit.
  • Os valores do ano para quem se quiser divertir: UAH V6 Global Temperature Update para novembro de  2015:

 

YR MO GLOBE NH SH TROPICS
2015 01 +0.28 +0.40 +0.16 +0.13
2015 02 +0.17 +0.30 +0.05 -0.06
2015 03 +0.16 +0.26 +0.07 +0.05
2015 04 +0.08 +0.18 -0.01 +0.09
2015 05 +0.28 +0.36 +0.21 +0.27
2015 06 +0.33 +0.41 +0.25 +0.46
2015 07 +0.18 +0.33 +0.03 +0.47
2015 08 +0.27 +0.25 +0.30 +0.51
2015 09 +0.25 +0.34 +0.17 +0.55
2015 10 +0.43 +0.64 +0.21 +0.53
2015 11 +0.33 +0.43 +0.23 +0.53

 

 

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