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13 de Novembro de 2015

por Olympus Mons, em 14.11.15

 

 

Estamos a enfrentar o Estado Islâmico ou o Islão?

 

 

Nem é assim tão difícil de descobrir. É só não confabular, o que em termos práticos significa calar a esquerda. A frança tem já quase 10% da sua população muçulmana, cerca de 5 milhões, basta ignorar tweets, opinion makers, líderes religiosos na europa, lideres políticos de países de maioria muçulmana e, em geral, estados de alma do momento…. E basta meramente ir perguntar a essa população o que acha dos atentados de ontem. Estes e outros. E não deve ser agora. Deve ser feito dentro de um ano. - Aquilo que depois de tratados os dados estatísticos dessa sondagem resultar será a resposta se enfrentamos o ISIS ou o Islão.

 

Também não interessará particularmente a resposta dos muçulmanos mais velhos que esses não fazem atentados. Tem que ir perguntar aos jovens entre os 16 e 35 anos o que eles pensam dos atentados.

 

E já que falamos da diferença entre grupos, visto que de acordo com os estudos da Pew Global que tenho lido (especialmente o de Julho de 2015), o receio mais acentuado do extremismo islâmicos nos seus países está grandemente enraizados nas pessoas mais velhas ou ideologicamente mais à direita (com diferenças de até 30pp) , convém também, já agora, perguntar aos franceses de idades entre os 18 e 30 anos e ideologicamente mais de esquerda se… e agora? já sentem o receio?

 

Este post terá continuidade... 11:21h

 E esta pergunta é importante. Porque logo a seguir aos atentados ao Charlie Hebdo e ao mercado Kosher, a opinião dos franceses em geral e em particular as de franceses de inclinação ideológica de esquerda aumentou de forma considerável. Por isso estes escalar não são um crescendo de resposta dos extremistas a um incremento por parte da sociedade francesa de islamofobia.

O que nos reserva o futuro?

O que fizermos dele, desde que se mantenha em mente que a diversidade cultural é tóxica e funciona de forma muito semelhante às células cancerígenas.

Por norma não referencio autores de direita, até porque em algumas das vertentes e áreas de investigação que aqui abordo nem existe outra espécie que não seja de esquerda. Seja Eric kaufmann, seja mesmo Jonathan Haidt ou Joshua green.  Nesta altura convém mencionar Robert D Putnan , que já mencionei no A REALIDADE É UMA “BITCH” (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/6497.html) .

Putnan é dos , se não o, mais influente sociologo politico vivo. Desde Obama até todo e qualquer instituto social, tem-no ou aos seus trabalhos como referência. 

Já agora, Putnan foi muito criticado por ter publicado dados em 2000 mas só em 2007 publicou as conclusões. Porquê? Porque os dados demonstravam que tudo que andava a ser publicado, todas as teorias e tangas esquerdoides do contact hypothesis  e da Conflict theory eram invalidadas pelos seus dados. Como tal fez aquilo que qualquer esquerdoide faz, porque pode e só eles o podem fazer sem perder completamente a reputação científica, escondeu dados.    Mas escrevia eu sobre os trabalhos da psicologia comunitárias que assentam muito sobre os trabalhos de Putnan:

 “….O problema é que todo o output desta disciplina vai no sentido contrário aos objectivos da própria disciplina. Desde os trabalhos de Steve Sailer até Robert Putnan todos, para espanto total das suas mentes politicamente correctas descobrem que não se consegue de todo ter o melhor dos dois mundos. Ou tens uma comunidade coesa ou tens uma comunidade diversificada.  Diversificar étnico-culturalmente determinada comunidade leva invariavelmente à redução da confiança (mesmo dentro de pessoas da mesma raça), do altruísmo, cooperação, etc.  – Agora até andam às voltas com modelos computorizados que invariavelmente retornam resultados perfeitamente óbvios:

 

These findings are sobering. Because homophily and proximity are so ingrained in the way humans interact, the models demonstrated that it was impossible to simultaneously foster diversity and cohesion “in all reasonably likely worlds.” In fact, the trends are so strong that no effective social policy could combat them, according to Neal. As he put it in a statement, “In essence, when it comes to neighborhood desegregation and social cohesion, you can't have your cake and eat it too.

 

Reparem, isto é escrito por pessoas que em Portugal votariam no Bloco de esquerda, se é que isso serve de referência para alguma coisa.

A minha pergunta inicial era se estávamos a enfrentar o ISIS ou o islão.  A nossa sobrevivência cultural depende da resposta. E é bom que não confabulem no momento de a ouvir (!). Se é que alguém vai verdadeiramente alguma vez fazer a pergunta.

 

Mas sobre Putnan não ficaremos por aqui.  Antes de "ler" a reposta à pergunta infra mencionada, temos que perceber o que Putnan nos diz com “Diversity and trust within communities “ - Mas isso fica para outro post.

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