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Cads Vs Dads - Ou o feitiço das mulheres

por Olympus Mons, em 06.11.13

 

 

 

 

Muitos vos dirão que Dad é o produto do neolítico que levou ao domínio dos homens Dad após 50,000 anos de subalternização perante os Cads e por consequência o início da civilização humana.  Eu digo-vos antes que é o resultado do feitiço das mulheres :Foi o truque feminino da oxitocina que originou a civilização humana. Ou pelo menos será o contributo menos reconhecido. 

 

 

 

 

 

  Humm, Cads e Dads. Este será o primeiro de alguns Posts sobre este assunto. Só não sei quantos.

 

Sou grande fã de Cochran & Harpending (The 10,000 Year Explosion: How Civilization Accelerated Human Evolution) que defendem que os ultimos 10,000 anos, desde o desenvolvimento da agricultura,  provocaram um conjunto muito maior de adaptações genéticas para lidar com as alterações ao modo de vida do que hoje em dia ainda se diz.

 

Mas que é isto dos cads Vs Dads?

 

 Antes da revolução do neolítico (10,000 anos), ou seja da sedentarização da espécie pela agricultura, as sociedades penderiam ora para sociedades Cad (pai) ou para sociedades Cad (pulha). Nem vou contestar a pertinência da classificação mas é o que é, e ela deriva da classificação dada pelos antropologistas nos seus estudos das sociedades primitivas. Ora encontravam sociedades (poucas) com um pendor Dad ( Pai - elevado investimento parental) ou eram sociedades Cad (pulha – Marcadas por um reduzido investimento parental).  Os pigmeus (cujos homens passam 60% do seu tempo com os filhos ao colo)  e os bosquímanos (bushmans- os tais do filme os deuses devem estar loucos) são sociedades Dad e os Yonomani da amazonia e as tribos da papua nova-Guiné sendo Cads.

Mas estes são povos isolados. Com toda a admixture de ADN que ocorreu durante milénios nas migrações indo-europeias (essencialmente nestas) carregamos os genes, ou a capacidade de expressão genética, de uns e de outros. Mas nessa expressão uns são Cads (essencialmente) e outros são Dads (essencialmente) no modo como se exprimem os seus genes, os seus SNPS e alelos. - Uns são a expressão genética do paleolítico (cads) outros são a expressão genética do Neolitico (Dad).

Do ponto de vista das relações humanas muito se alterou: A vivência Cad, de elevada testosterona e vasopresina provocada pela excessiva vivência em grupo de homens do paleolítico, deu lugar à agricultura e ao cansaço masculino (Cad não se cansa… 80% do intake calórico é trazido pelas mulheres que trabalham de sol a sol) e permitiu às mulheres (algumas?) encher os homens de Oxitocina (que as mulheres são verdadeiras fábricas). Houve um momento, historicamente pivot em que figurativamente o homem se deixou abraçar pela mulher junto ao fogo na presença do filho recém-nascido... e essa explosão de oxitocina  criou o Dad moderno e gerou a família.  A oxitocina feminina criou laços entre o elemento masculino, ela própria e os filhos que só são criados pela Oxitocina. Este é o feitiço das mulheres. Os laços pair-bonding que a oxitocina cria inclui os filhos e a necessidade que aquele sente de estar junto dos elementos com essa quase inquebrável relação – Família. Só a agricultura trouxe distância entre os homens suficiente para que a oxitocina pudesse fazer o seu feitiço feminino pois homem é testosterona sendo que esta tem uma característica – Destrói a oxitocina!

Até à idade do bronze (3000 AC) houve esta prevalência das sociedades Dad, foi o primado das aldeias isoladas, pequenos redutos de pessoas onde todos se conheciam, onde todos cooperavam, sem deixar de estar centrados na família. Acredito que muitas das definições ancestrais de paraíso, do Eden, vem desta altura (para quem é direita), tanto como o imaginário do Eden, para quem é Cad vem do vivência do paleolítico.  Mas as populações humanas cresceram e dispersaram-se e ai entrou o outro lado da Oxitocina: Conjuntamente com a importância dos meus também se iniciou a competição com os outros  (Oxitocina não gosta do outsider) e competição é coisa que necessita da testosterona para vencer. Durante milénios assim foi (desde a idade do ferro). E são milénios em que as mulheres viveram esta contradição entre a necessidade de ter o investimento paternal e ao mesmo tempo não permitir que morra todo o espírito competitivo masculino de forma a ganhar mais recursos para a sua prole. Assim, cad somos todos sendo só necessário adicionar os nossos níveis de testosterona e colocar-nos em dinâmicas de grupos de homens. Mas alguns de nós estamos geneticamente expressos, por adaptação ao neolítico acredito eu, para ser mais sensíveis à oxitocina.

 

Assim, desde a idade do bronze que estas duas psicologias masculinas têm estado em competição e é aquilo que se designa a história da humanidade. Mas se olharmos com atenção o factor ao qual menos relevância se tem dado é à actuação das mulheres, quer como mães a sensibilizar a prole à Oxitocina quer ao intake desta nos compostos hormonais dos homens à sua volta.

 

Mas isto dos Cads e Dads dá para vários posts e talvez valha a pena elaborar um pouco mais.

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