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E as CADettes?

por Olympus Mons, em 10.11.13

 

 

 

 

Na imprensa, atribui-se sempre a correlação entre Cads e características físicas atractivas. Mas não é de todo exacta. Veja-se Brad pitt. Um Dad que vive no meio de 6 filhos.

Aquilo que define um Cad (falo especificamente no contexto das relações entre sexos) é o maquiavelismo. Obviamente que se o homem for muito atraente conseguirá mais facilmente carregar em alguns botões femininos mas não é de todo essa a característica dominante.  Maquiavelismo - O emprego da astúcia e da duplicidade para atingir um fim.  Não é por mero acaso que nas descrições antropológicas de sociedades primitivas Cad, como os Yonomano, aparece inúmeras vezes a palavra maquiavelismo. Mas I digress

Quando observamos o comportamento de jovens do sexo feminino hoje em dia,  e na ausência de normas descritivas (ética normativa vs ética descritiva), estas tendem umas para um comportamento de pendor  CADettes outras de pendor DADettes quando na verdade muita da imprensa adora classificar as mulheres como um fenótipo único.  Se googlar  esta questão dos Cads vs Dads das primeiras coisas que encontrará é que as mulheres preferem os Cads para namorar e os Dads para casar. E seja pelos trabalhos de Kristina Durant seja de Susan Aitken tudo parece indicar que assim seja. Na verdade, na semana anterior à ovulação as mulheres sentem-se bastante mais atraídas por Cads.  E convém também dizer que como demonstrado nos trabalhos de Aitken, as mulheres são sempre capazes de identificar o elevado maquiavelismo dos Cads ficando assim demonstrado que é uma estratégia das mulheres e não propriamente serem ludibriadas pelos malandros dos Cads. São-no por opção.  Pior mesmo é que durante a ovulação considerarem que apesar de os identificar e saberem  não ser confiáveis verdadeiramente  acham que isso é para com as outras mas que não se vai aplicar a elas (!?).  

 

 

Ok, convém fazer um caveat lector, nunca evidenciado por quem escreve sobre estes assuntos – Quem ler atentamente o trabalho de Krisitina  Durante  até ao fim (que jornalista não faz!) ela mostra que toda esta conversa se aplica especificamente a CADettes (fãs de Cads) e não tem efeito evidente sobre as DADettes (fãs de Dads).  O fenómeno é observado em mulheres de elevado self-monitoring (mulheres influenciáveis pelo ambiente circundante), por norma marcadas por menarca (primeira menstruação) em idade precoce. Existiram elementos femininos nos estudos que ao não possuir aquelas características (elevada correlação com menarca mais tardia) eram absolutamente imunes aos Cads. Convém também dizer isto!    E, Curiosamente,  existe uma correlação muito forte entre ter essa menarca muito cedo e o tipo de pai que se tem.  Filha de Cad, tem-na cedo e desenvolve características de maturidade sexual muito precocemente. Filha de Dad (pai presente e de elevado investimento) não demonstra nem uma menarca cedo nem maturidade sexual. Ser filha dos primeiros parece preparar desde muito cedo as meninas para se sentirem confortáveis no namoro (icos) e na procura de parceiro desde tenra idade ao passo que a presença (física e psicológica) paterna elícita uma atitude feminina bem mais restritiva para com elementos do sexo masculino. E a relação destas diferentes atitudes com os restantes aspectos do resto das suas vidas já é sobejamente conhecido.

Aquilo que eu não sei é se o comportamento CADette é uma adaptação comportamental que resulta de uma aferição da realidade (ambiente familiar) que influencia a expressão genética ou se, como muitos defendem, se trata de um quase imperativo epigenético (expressão genética que vai junto com o código genético passado dos pais para filhos e que os determina como certos genes se expressam) .

Já agora convém lembrar que Cad germina na abundancia de recursos. Daí que seja essencialmente nas sociedades ocidentais que existam Cads. E Cad singra no mundo actual, é um sinal dos tempos … Mas não as CADettes! – Estas no essencial estão a pagar o preço. Muita da pobreza e problemas sociais actuais são profundamente marcados pelas dificuldades financeiras inerentes a famílias monoparentais (que é como quem diz ele não está lá e não contribui) e só não é muito pior devido à existência de métodos anticonceptivos e interrupções voluntárias de gravidez. Mas por exemplo nos estados unidos estas já correspondem (mães solteiras) a 30% das famílias americanas… Mas onde está o pai? É o preço do Liberalism social.

Assim, parece inacreditável, que tal como nas sociedades Cads primitivas onde se nota que no essencial o maior esforço de aquisição de recursos cabe às mulheres (cerca de 80%) à primeira oportunidade que Cad tem de singrar enquanto modelo toma as duas atitudes que lhes são intrínsecas: Primeiro elícita à “aldeia” suporte a sua prole (através da evocação de apoios sociais) e deixa para as mulheres o trabalho (o custo físico e financeiro) de criar os filhos sozinha.  E eles? - Votam no Bloco de Esquerda e acham que para “criar uma criança é necessário uma aldeia”… desde que não eles.

 

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4 comentários

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De Carlos a 05.12.2013 às 13:14

Cads parecem não se adaptar a ambientes familiares 'estáveis'. O conservadorismo leva também a que estes cads que formam família (devido ao ambiente conservador) se tornem violentos, e lá surge a violência doméstica.
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De Olympus Mons a 05.12.2013 às 20:02

Carlos,
Quer elaborar um pouco mais?
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De Carlos a 20.01.2014 às 20:00

Digo que a pressão social para que se forme família, leva a que CAD's se casem. Mas estes ficam frustrados com o ambiente familiar 'estável'.
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De Carlos a 20.01.2014 às 20:04

Além disso, os espartanos tinham fortes características de DAD's. Alta fidelidade tanto entre homens como no seio familiar, imenso orgulho nos filhos, assim como alto investimento nestes. Será que os maiores guerreiros de todos os tempos tinham 'maus genes'? Porque já li que para alguns, a diferença entre cad's e dad's é que uns têm 'bons' genes e outros 'maus'.

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