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Porque os extremistas são todos iguais…

por Olympus Mons, em 19.11.15

 Muitas pessoas se esquecem, ou não gostam de lembrar, que a extrema-esquerda é igual à extrema-direita. O facto de em Portugal a extrema-direita praticamente não existir e a extrema-esquerda ser de uma total ubiquidade não muda em nada esse facto. O bloco de esquerda é em tudo semelhante à frente nacional Francesa.

E isto não é tanga.

Os dois (na verdade os 3 mas não digo qual o terceiro) partilham características comuns. Exemplos:

 

Primeiro: o extremismo político (de ambos os espectros!) está correlacionado com teorias da conspiração.  E nem vale a pena perder tempo aqui. São exatamente iguais. está aqui :Political Extremism Predicts Belief in Conspiracy Theories,  de Proojjen et al.

 

Segundo:  de um lado e de outro está perfeitamente correlacionado com emoções negativas (não hão de ser esganiçadas as meninas) e outgroup Derogation – não são é os mesmo grupos. Se perguntar a alguém de extrema-direita sobre grupo de imigrantes verá que as posições relativas a esse grupo são hostis e se perguntar a alguém de esquerda são amistosas… mas agora pergunte a alguém de extrema esquerda sobre grupos da sua própria sociedades como por exemplo católicos, empresários, banqueiros e as reações são exatamente as mesmas que os de direita tem em relação a por exemplo imigrantes ou homossexuais.  Somente decorre que um é derrogatório para com grupos que ofendam o status quo (tradições, cânones, etc) como é o caso de imigrantes e o outro contra grupos que defendam esse status quo. Mas a reação é exatamente a mesma.

 

Terceiro:  A cura. Peçam à catarina e ao jerónimo que lhe expliquem mecanicamente (ver post sobre a diferença entre pensamento mecânico e pensamento nomological) como é que “então fariam”. Simples.

Não é que elenquem razões para se justificar ou justificar as suas politicas, ou como abaixo alerta, enumerate reasons for their policy preferences. É mesmo dizer passo a passo como fariam, ou seja o desmontar daquilo que é conhecido como Mechanism thinking vs  Nomological network.

 

Um exemplo de um estudo que aborda esta temática (hoje dia há centenas) …

 

Political Extremism Is Supported by an Illusion of Understanding

 Abstract

People often hold extreme political attitudes about complex policies. We hypothesized that people typically know less about such policies than they think they do (the illusion of explanatory depth) and that polarized attitudes are enabled by simplistic causal models. Asking people to explain policies in detail both undermined the illusion of explanatory depth and led to attitudes that were more moderate (Experiments 1 and 2). Although these effects occurred when people were asked to generate a mechanistic explanation, they did not occur when people were instead asked to enumerate reasons for their policy preferences (Experiment 2). Finally, generating mechanistic explanations reduced donations to relevant political advocacy groups (Experiment 3). The evidence suggests that people’s mistaken sense that they understand the causal processes underlying policies contributes to political polarization.

 

 Simples não é?   Pois, mas isto dava poucos conteúdos para televisão, jornais e blogs… logo vamos lá abusar do nomological que isso é que dá boa televisão.

Ok. Mas por favor entendam que uma coisa é boa televisão outra e governar ou tomar decisões seja de que ordem for.

 

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Yuuppiii- O fim da austeridade

por Olympus Mons, em 19.11.15

 

 

Sabem porque quando um deputado do Bloco de esquerda é espancado por um cigano (passa a ter memória episódica) muda o seu discurso e passa a pedir atuações e choice behaviour que apelam as consequências do tal evento que lhe ficou marcado na memória?

Pela razão oposta que faz com que a esquerda não tenha medo do regresso da troika. Não lhes doeu verdadeiramente (pelo menos fisicamente). Mas eu explico.

 

Existe alguma falta de interpretação sobre os eventos políticos da nossa parte. Sempre que alguém de inclinação politica mais à direita fala ou escreve na média fá-lo sempre com referência a consequências futuras nefastas. Não resulta. Não quando se fala com alguém de esquerda.

Ou é, naturalmente, algo simples de elaborar e fácil de discernir ou então está a falar para o boneco. Achar que um Galamba, ou uma isabel Moreira, ou Catarina Martins, ou Francisco lousã ou até, aparentemente, um António Costa (não, este é diferente) vai ficar impressionado com o expected outcome da conversa de destratado orçamental é uma pura perca de tempo.

 

Não é falta de inteligência (obvio) falta de sentido de responsabilidade ou inconsciência (menos óbvio), ou até loucura (já depende da definição). É só que não são esses os mecanismos e processos cognitivos preferenciais e inerentes a quem é de esquerda. Só isso. Também não entro num plenário do PC e acho que os vou convencer das virtudes do capitalismo. E se não o faço então por que razão o grande argumento que nós fazemos é para pessoas que tem as preferências cognitivas semelhantes? Para nos convencer ainda mais? - Pode fazer sentido desde que seja para cerrarmos fileiras.

 

No cérebro, os mecanismos de choice behaviour são grandemente influenciados por a Amygdala, Orbifrontal e Insula. Quem lê os meus posts anteriores sabe que se associa (eu acima de todos os outros) a direita à AOV (Amydala-Orbifrontal- VMPFC) e a esquerda à IAD (Insula-ACC-Dlpfc). 

Neste contexto da ameaça e incerteza da austeridade a insula não deve contribuir muito. Visto que contribui somente  com estados internos do corpo (homeostáticos) e memória futura desses estados internos. Ora, se a austeridade não tiver criado, frio, fome, dor então não está registada como memória episódica (autorreferencial) não elícita grandemente a Insula e não conta para este rosário de antecipação de consequências nefastas as escolhas.  

 

Já a amygdala (que as pessoas de direita têm maior) é responsável por nos processos de choice behaviour trazer tanto a memória declarativa (lembrar o que aconteceu no passado) assim como o RMC (Reward Mediate conditioning)  que é o “se voltas a cometer este erro vai doer” e assim  juntar as pontas para levar as coisas a um bom porto num  “appropriate action-outcome associations” que deverá promover o expected outcome bom (positivo). Não quer dizer que seja sempre assim, quer sim dizer que por norma acontece aquilo (expected outcome).

Não é por mero acaso que em situações de incerteza se vota à direita.

 O que acabei de explicar é exatamente a razão por que assim acontece. Em situações de incerteza, que os humanos detestam, a amygdala acende como um pirilampo para resolver o problema… Se fores de direita. De esquerda só se o teu rabo estiver diretamente em risco. Caso contrário vais filosofar para o DLPFC e ACC. 

Assim. Conversas do papão do regresso da troika só fariam sentido se o povo português (pelo menos o de esquerda) tivesse passado fome, frio, doenças (temperatura corpo) etc. , e convenhamos, 7% de contração do PIB não é suficiente para deixar verdadeiramente marcas. Tinha que ser algo a rondar os 50% da saída de Portugal do euro.

 

Assim, querem livrar-se da esquerda durante longos e bons anos? – Esqueçam o Costa, ponham o Jerónimo em São Bento!

 

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Bascos e Sardos!

por Olympus Mons, em 18.11.15

 

Aliás, no seguimento do post anterior será óbvio que tinha que me referir agora à Sardenha. No Post anterior é, no PCA superior direito, aquela mancha roxa do lado esquerdo.  Nesta imagem ao lado é a mancha azul. Tal como quando nos referimos aos Bascos estavamos a falar de gentes de “outro planeta” relativo à Espanha, também quando falamos da Sardenha estamos a falar … do "tal planeta" à parte.

 

Que tem em comum? Sardos e Bascos são a mais fiel representação genética dos agricultores do neolítico, pessoal do levante que trouxe a agricultura para a europa. Os sardos ainda mais EEF puros, Early Eastern Farmers, do que os próprios Bascos porque os bascos sofreram mais alguma admixture resultante das invasões dos povos do norte da europa. E essa marca lá ficou. Mas seja como for a componente de genes que ambos possuem muito similares aos genes dos agricultores do Neolitico (10-5 mil anos atrás) é muito elevada (genes autossomas, que tanto o pai como a mãe passam à descendência).

 

 

 

Porém, uma diferença grande entre os Sardos e os Bascos é que os primeiros mantêm uma percentagem grande de linhagem patriarcal (Y-dna) do haplogrupo genético I2*/I2a do norte do Cáucaso (como os Bósnios e Croatas) e é o local da europa ocidental com a maior percentagem de homens da linhagem genética masculina verdadeiramente associada aos agricultores do neolítico … o haplogrupo G2A. Os bascos são quase todos da linhagem patriarcal R1b (sitio em todo o mundo com maior percentagem, cerca de 90%) o que é estranhíssimo e um dos maiores mistérios atuais da pré-história. Como é que estes são a representação genética dos agricultores EEF e na verdade não possuem a descendência masculina destes (mas sim dos outros misteriosos R1b que também não se sabe como é que sendo do caucaso  subitamente aparecerem aqui (europa ocidental) e eliminam praticamente todas as outras linhagens masculinas (tanto dos caçodores colectores como dos EEF).

Mas qual é o segundo sitio em toda a europa com maior percentagem de G2a? - A Cantábria, em espanha, que é mesmo colada ao pais basco! Os R1b substituiram totalmente os G2a no Pais Basco mas não na Cantabria. aliás percentagem também relativamente elevada em Portugal (6%), sendo 13% em Évora (13%) por onde provavelmente os EEF entraram em Portugal (entre os rios) e na Guarda  (10%) visto que hoje em dia é nas regioes montanhosas de toda a europa onde se encontram as maiores percentagens deste haplogrupo genético (alpes, Tirol, serra da estrela...). É para onde fogem os acossados, certo?.

Não é por mero acaso que Otzi, o homem de 5000 anos, tinha uma flecha enfiada no ombro e foi morto por uma pancada na cabeça...

Curiosidades…

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Gostava imenso de ter mais tempo para escrever um pouco mais sobre estas questões de genética populacional. Tanto a nível pré-histórico (Paleolítico, neolítico, idade do ferro, Bronze, etc.) como numa perspetiva inovadora sobre eventos históricos, estas análises estão a mudar a nossa visão do mundo.

Até para aliviar um bocado as temáticas abordadas nos últimos dias. Ok.

Escrevo isto porque tive a ler the Italian genome reflects the history of Europe and the Mediterranean basin  e na verdade a diferença, o fixation Index, entre um italiano do Norte e um italiano do sul é por exemplo maior que a diferença entre um Português e um alemão. Ou entre um irlandês e um alemão (ou pelo menos parte considerável da Alemanha).  Fst 0.0013 é igual ou maior que a maioria (mais de 50%) de todas as combinações entre os povos europeus.

 

Já escrevi no post (De Catalães a Bascos. Duas coisas bem diferentes) sobre a independência da Catalunha que estes não se diferenciam geneticamente em nada (ou quase) dos espanhóis de Madrid. Mas, na verdade num mundo de incertezas em que vivemos existiria no futuro hipoteticamente um “Pais” que seria composto por Portugal, Espanha e…. Norte de Itália. Aliás, existe em várias análises PCA (principal componente)  de genes e polimorfismos comuns que criam este cluster de pessoas.   

Ethnicity Gedrosia Siberian NW_Afric SE_Asian Atlantic_Med North_Europ
Espanha 6.00 0.50 3.25 0.20 54.35 21.95
Norte Italia 5.76 0.28 2.80 0.26 39.36 24.61
Portugal 6.33 0.21 6.24 0.28 47.14 22.28

 

Ethnicity S_Asian E_Afric SW_Asian E_Asian Caucasus S_Saharan
Espanha 0.20 0.05 5.20 0.00 7.75 0.60
Norte Italia 0.06 0.39 5.44 0.29 20.20 0.54
Portugal 0.73 0.77 4.89 0.09 10.58 0.46

 

Com estas percentagens de genes destes clusters geográficos, como apresentado no quadro acima, as analises de principal components criam um cluster de pessoas que são geneticamente “mais” parecidas. Assim haveria um país de pessoas geneticamente "mais próximas" composto pela peninsula ibérica e norte de itália (Pidmonte,lombardia,romangna, etc). Aliás como outros "paises" podem surgir noutras areas geográficas da europa.

Alias, nota-se em Portugal o numero elevado de genes do norte de Africa, que na verdade ninguem sabe se são antigos (paleolitico/neolitico) ou da invasão arabe sec. VII-X (só por si isto dava um post enorme). Sendo sempre esse o traço distintivo que uso mesmo sem ver a nacionalidade no 23andMe se é português (procuro cerca de 6% de genes do norte de Africa), assim como uso a percentagem de genes negros (S_Saharan) para saber se estamos perante um Portugues (0.5%) ou um Brasileiro  de origem portuguesa (3.5%).

Deste ponto em diante dava para escrever um livro....

 

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Gun Run Brrrt

por Olympus Mons, em 16.11.15

Gun Run Brrrt

Até pelo que escrevi no post anterior, sempre que oiço alguém a apelar à tolerância fico sem saber a quem se referem. Presumo que não aos que combatem pela ISIS. Por mim, numa altura destas só desejo aqueles que estão em Raqqa e arredores, um…: 

Feliz dia Gun Run Brrrt  daqui até ao inferno!

Sinceramente desejo àquela escumalha do ISIS que, agora mesmo e nos próximos tempos, oiçam de dia e de noite Brrrt,  Brrrt    Brrrt    Brrrt       Brrrt      Brrrt      Brrrt       Brrrt.

:-)

 

 

Update (17.11.2015) : Muitas pessoas não entenderão este post, por isso vou explicar. Bombardear com bombas inteligentes alvos do ISIS traduz-se numa morte de jihaistas em que estes nem vão perceber o que lhes aconteceu. Em momento algum tem noção do seu destino.

Coisa bem diferente é o Gun Run Brrrt de um A-10. São aviões de ataque ao solo que disparam 4500 balas de 30mm em menos de 1 minuto. É algo de estranho e nem se ouve propriamente os tiros. Aquilo que se ouve é algo como o barulho de uma ave qualquer de outro mundo, um brrrt brrrt que quase parece biológico.

Quem ouve o brrt brrt sabe que o inferno está para chegar. Quem olha e vê os dois reatores na cauda que quase parecem olhos enormes ou o plasma que se forma à frente do avião quando dispara e que parece um cuspir de fogo de um dragão sabe que o seu dia chegou.  Parece que, mesmo os Jihadistas que anseiam pelo paraíso, sentem verdadeiro pânico quando ouvem o brrt brrt antes do impacto plasmático da chuva de balas que viajam a velocidades alucinantes. É esse medo, semelhante ao de algumas das vitimas em paris que eu desejo sinceramente que eles sintam antes de irem para o inferno que os carregue (!).

 

Para quem se interesse:  https://www.youtube.com/watch?v=NvIJvPj_pjE

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Vamos deixar claro umas coisas:

 A europa tem um problema com o Islão. E também terá um problema com os islamitas que não é exatamente o mesmo que o anterior. E, depois, ainda por cima, tem um problema com a laia de filhos da mãe iguais aos que perpetraram os atos a que todos assistimos em Paris.

 

Mas desta vez vamos focar-nos nos últimos.

Eu sei que muita gente, ideologicamente mais perto de mim, tem muita dificuldade em aceitar o que eu digo a seguir. Somos muito sensíveis ao disgust e adeptos do ingroup e loyalty e em circunstâncias como estas em que somos atacados temos a tendência de começar a afiar as espadas e a entrar em lógicas de guerra.

 

Contudo temos que entender que estes animais em nada se distinguem dos outros animais no passado. Os animais que nos anos 60 até os finais dos anos 90 eram, primeiro de extrema-direita, depois de extrema-esquerda, separatistas e agora no novo milénio radicais islâmicos, sempre prontos a retificarem a sua autoestima do nível fossa séptica matando deliberadamente civis. É exatamente o mesmo perfil. Com sorte acabam traficantes ou bandidos em geral e por aí ficam até acabar a sua vida miserável.

 

Com azar, para nós todos, aderem a grupos radicais, lamentavelmente muitas vezes nas próprias prisões. No passado eram grupos com nomes como  Ordine Nuovo , Charles  Martel Group, IRA, Red Brigades;  Baader-Meinhof, Carlos the Jackal; Action directe, etc. em sítios como Itália, Grécia, Alemanha, Espanha e claro França.  Estes bostas sempre fizeram parte da história da europa, por isso é tão errado querer agora imputar a sua existência ao incremento de pessoas que professam o islão na europa. Esse é outro problema.

 

Da retórica social extrema a esta retórica Islamo-califada não vai grande diferença. Novamente o que está em questão é uma nova ordem, um novo amanhã, uma alteração completa da ordem estabelecida, tradicional, que não entende as agruras e sofrimento dos meninos… buh buh. Tal como os outros no passado recente a verdade é que estes energúmenos nem as tradições que pretendem ser os arautos de, conseguem verdadeiramente viver e respeitar. Nem os extremistas da esquerda queriam ser ou trabalhadores agrários ou operários industriais (mesmo que melhor pagos) nem estes bostas querem verdadeiramente viver a autenticidade das tradições dos seus pais e países de origem. Não é por mero acaso que nunca regressam aos paises de origem dos pais para lutar nas Jihads lá do sitio. Isso não lhes diz nada.  Assim como os de extrema-esquerda eram adolescente de classe média convertidos também estes o são, convertidos, após adolescências a mamarem copos e a “womaning”, ou pelo menos a tentar. Até no facto de arranjarem parceiros do sexo oposto dentro do círculo restrito de amigos que professam a mesma ideologia, ao invés de no meio de ondem dizem emanar e representar – Terrorista não casa com elementos da sua nacionalidade e origem como manda as tradições islâmicas mas sim com as irmãs e amigas dos outros convertidos, seja qual for a sua origem. São conhecidas os relatos de pessoas mais devotas ao islão a sua deceção por perceberem que os jihadistas europeus no médio oriente não cumprirem quase em nada os mais elementares cânones da religião (homossexualidade, pornografia, álcool, etc).

 

Também é conhecida, como no passado os de extrema-esquerda ou extrema-direita, o narcisismo latente. O implacável sentimento de querer fazer algo para ser notado e reconhecido. Se não houver ação em que estes se sintam protagonistas é sabido que os níveis da sua participação decrescem rapidamente. Não são chineses não com a tradicional paciência. Nem são os gedrósia (irão, Paquistão, Afeganistão) que afirmam que os ocidentais podem ser donos dos relógios mas eles são donos do tempo. Nada.  Estes só pensam em viver fábulas que são pagas e bem custosas, vivendo uma validação artificial das suas vidinhas tendo depois como contraparte o terem que executar actos como os de Paris.  Na verdade são só uns inúteis manipuláveis e cheios de Displacement.

 

Muitas vezes se diz que sofrem de alienação e Displacement, o que penso ser verdade.  Mas no sentido puramente freudiano - São baldes de esterco tão cheios de inveja e shadenfreud, tão cheios de frustração sexual tão repletos de complexos de inferioridade que não lhes restam na ausência de qualquer talento para a transformar em sublimação (como na arte) acabam por se transformar nestes agentes de morte e destruição na tentativa de ganhar alguma identidade.

 

Assim. Por favor não digam os nomes dos cães. Quero lá saber como se chamavam ou de quem eram filhos. São filhos da Puta e chega.

 

 

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Hit Reset!

por Olympus Mons, em 15.11.15

Homeland - Quinn tells it like it is.

 https://www.youtube.com/watch?v=vApBZlaePec

 

Este pedaço, este pequeno segmento de uma serie televisiva consegue fazer um resumo simples e conciso de toda situação com o DAESH no Iraque e Siria. O resto é conversa.

E a partir do minuto  1.47 ele diz tudo!

 

Sim, hit reset é a solução.  Mas para o Daesh.

E o ISIS, ou Daesh,  é uma coisa, o Islamismo outra, o Islão ainda outra, e a meia dúzia de lunáticos que praticou aqueles actos em Paris ainda outra bem mais prosaica e bem mais perto do que já conhecíamos. Mas isso é matéria mais extensa.

 

Update 15.11.2015 :  Parece que os franceses tambem concordam. Turn Raqqa into a parking lot... 

French aircraft have carried out strikes on the Syrian city of Raqqa, a stronghold of Islamic State militants, the defence ministry says. A command post and training camp were destroyed, a statement said.

 

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Parece que afinal vão todos pelo teu caminho...!

 

 

 

 

 

 

 

 

Após os atentados desta sexta feira passadas, 13 de Novembro, tenho estado a observar os comentários, tanto nos media como nos jornais online e blogs, a alusão à reação dos estados unidos e do mundo ocidental nem geral na sequência dos atentados do 11 de Setembro e posterior guerra no Iraque, como responsabilidade direta por estes actos de terrorismo na europa. Lá vem a conversa do Bush, do Blair e afins.

Não tem mal nenhum. Muito do que eu aqui escrevo é precisamente para elencar de exemplos em que na verdade podemos (mas não devemos) olhar para o esquerdismo (todo) como uma forma de impairment cognitivo (em nada relacionado com a inteligência). Por isso esta narrativa que fazem não tem mal nenhum. O mal é que ninguém lhes faça cair a ficha.

 

Aquilo que me aborrece é que ninguém responda imediatamente inquirindo-os se já repararam que quem faz atentados na europa não é nem Afegão (e existem muitos por aí), nem iraquiano (então não eram esses que se deviam vingar) ou até, sequer, palestiniano (!). Quem faz atentados são hispano-marroquinos (de primeira ou segunda geração), Brito-paquistaneses e na frança essencialmente magrebinos.  

 

Não lhes cai a ficha e pensar que se calhar a gravação que repetem incessantemente possa estar errada?

 

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13 de Novembro de 2015

por Olympus Mons, em 14.11.15

 

 

Estamos a enfrentar o Estado Islâmico ou o Islão?

 

 

Nem é assim tão difícil de descobrir. É só não confabular, o que em termos práticos significa calar a esquerda. A frança tem já quase 10% da sua população muçulmana, cerca de 5 milhões, basta ignorar tweets, opinion makers, líderes religiosos na europa, lideres políticos de países de maioria muçulmana e, em geral, estados de alma do momento…. E basta meramente ir perguntar a essa população o que acha dos atentados de ontem. Estes e outros. E não deve ser agora. Deve ser feito dentro de um ano. - Aquilo que depois de tratados os dados estatísticos dessa sondagem resultar será a resposta se enfrentamos o ISIS ou o Islão.

 

Também não interessará particularmente a resposta dos muçulmanos mais velhos que esses não fazem atentados. Tem que ir perguntar aos jovens entre os 16 e 35 anos o que eles pensam dos atentados.

 

E já que falamos da diferença entre grupos, visto que de acordo com os estudos da Pew Global que tenho lido (especialmente o de Julho de 2015), o receio mais acentuado do extremismo islâmicos nos seus países está grandemente enraizados nas pessoas mais velhas ou ideologicamente mais à direita (com diferenças de até 30pp) , convém também, já agora, perguntar aos franceses de idades entre os 18 e 30 anos e ideologicamente mais de esquerda se… e agora? já sentem o receio?

 

Este post terá continuidade... 11:21h

 E esta pergunta é importante. Porque logo a seguir aos atentados ao Charlie Hebdo e ao mercado Kosher, a opinião dos franceses em geral e em particular as de franceses de inclinação ideológica de esquerda aumentou de forma considerável. Por isso estes escalar não são um crescendo de resposta dos extremistas a um incremento por parte da sociedade francesa de islamofobia.

O que nos reserva o futuro?

O que fizermos dele, desde que se mantenha em mente que a diversidade cultural é tóxica e funciona de forma muito semelhante às células cancerígenas.

Por norma não referencio autores de direita, até porque em algumas das vertentes e áreas de investigação que aqui abordo nem existe outra espécie que não seja de esquerda. Seja Eric kaufmann, seja mesmo Jonathan Haidt ou Joshua green.  Nesta altura convém mencionar Robert D Putnan , que já mencionei no A REALIDADE É UMA “BITCH” (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/6497.html) .

Putnan é dos , se não o, mais influente sociologo politico vivo. Desde Obama até todo e qualquer instituto social, tem-no ou aos seus trabalhos como referência. 

Já agora, Putnan foi muito criticado por ter publicado dados em 2000 mas só em 2007 publicou as conclusões. Porquê? Porque os dados demonstravam que tudo que andava a ser publicado, todas as teorias e tangas esquerdoides do contact hypothesis  e da Conflict theory eram invalidadas pelos seus dados. Como tal fez aquilo que qualquer esquerdoide faz, porque pode e só eles o podem fazer sem perder completamente a reputação científica, escondeu dados.    Mas escrevia eu sobre os trabalhos da psicologia comunitárias que assentam muito sobre os trabalhos de Putnan:

 “….O problema é que todo o output desta disciplina vai no sentido contrário aos objectivos da própria disciplina. Desde os trabalhos de Steve Sailer até Robert Putnan todos, para espanto total das suas mentes politicamente correctas descobrem que não se consegue de todo ter o melhor dos dois mundos. Ou tens uma comunidade coesa ou tens uma comunidade diversificada.  Diversificar étnico-culturalmente determinada comunidade leva invariavelmente à redução da confiança (mesmo dentro de pessoas da mesma raça), do altruísmo, cooperação, etc.  – Agora até andam às voltas com modelos computorizados que invariavelmente retornam resultados perfeitamente óbvios:

 

These findings are sobering. Because homophily and proximity are so ingrained in the way humans interact, the models demonstrated that it was impossible to simultaneously foster diversity and cohesion “in all reasonably likely worlds.” In fact, the trends are so strong that no effective social policy could combat them, according to Neal. As he put it in a statement, “In essence, when it comes to neighborhood desegregation and social cohesion, you can't have your cake and eat it too.

 

Reparem, isto é escrito por pessoas que em Portugal votariam no Bloco de esquerda, se é que isso serve de referência para alguma coisa.

A minha pergunta inicial era se estávamos a enfrentar o ISIS ou o islão.  A nossa sobrevivência cultural depende da resposta. E é bom que não confabulem no momento de a ouvir (!). Se é que alguém vai verdadeiramente alguma vez fazer a pergunta.

 

Mas sobre Putnan não ficaremos por aqui.  Antes de "ler" a reposta à pergunta infra mencionada, temos que perceber o que Putnan nos diz com “Diversity and trust within communities “ - Mas isso fica para outro post.

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13.11.2015 ... horas antes dos atentados.

por Olympus Mons, em 14.11.15

 

MARINE LE PEN TOPS ANOTHER FRENCH PRESIDENCY POLL

 

 

The Front National party in France are moving one step closer to seriously challenging for the country’s presidency. A new opinion poll reveals that their leader, nationalist firebrand Marine Le Pen, has topped yet another poll ahead of the elections in 2017

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13.11.2015

por Olympus Mons, em 14.11.15

Paris - Não me parece que tenha terminado. Os avisos dos serviços secretos Britânicos indicavam concretamente ataques no reino unido. Não me surpreenderá se  este “fim-de-semana” não tiver acabado ainda…

 

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Último Update à grécia

por Olympus Mons, em 12.11.15

 

 

último update (12.11.2015) ao meu Post Grécia(http://barradeferro.blogs.sapo.pt/grecia-19251) de 13.1.2015

 

"Grécia está hoje paralisada devido à greve geral contra austeridade de Tsipras"

 

LOL!

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Narcissistas e narrativas

por Olympus Mons, em 11.11.15

 

24 horas depois de António costa e (mais importante ainda / sarc) 24 horas depois do meu post anterior em que no fim alertava para uma expectável alteração da narrativa politica dando esperança a quem ainda goste ou gostasse do anterior regime (aquele antes da golpada do António Costa) não é que se sabe que António Costa, em entrevista à revista Visão, afirma nem mais nem menos que isto:  

 

“"Não me passa pela cabeça que este ressabiamento nervoso que a direita apresenta neste momento não lhe passe ao fim de uns meses e que não passe a ter uma postura responsável."

 

Porque não lhe perguntam o óbvio?!. 

Mas, a que postura responsável se poderá estar a referir AC que não seja à sua pretensão de ter os partidos à esquerda a viabilizar a sua política social e à direita o PSD e ou CDS-PP a viabilizar quaisquer necessidades que surjam de aprovação na assembleia de tratados ou decretos que de forma alguma poderá esperar ter aprovação do BE e do PCP, ou quiçá e mais provável ainda de necessidades de ajustamentos às políticas económico-financeiras decorrentes de um choque Syrizico com a realidade?

 

Costa, depois de ter usurpado a possibilidade de António José Seguro concorrer às legislativas, depois de ter acedido ao poder mudando regras que eram intrínsecas à democracia nascida no 25 de Novembro… acha mesmo que está tão ungido de poderes especiais que irá conseguir fazer e nada mais legitimo do ponto de vista dele, ter o PSD e ou o CDS a garantir os restantes mecanismos que ele necessitará para governar e que ele já hoje em dia acha que a extrema-esquerda não lhe garantirá por mais do que alguns meses. Realmente só conheço outro personagem tão sofredor de perturbação narcisística da personalidade que acharia isto normal. Chama-se José Sócrates.

 

Update 11/11/2015: Agora aparecem vários tweets a dizer que foi isto que Mario Centeno acabou de dizer na entrevista à RTP..

No debate foi César, hoje Centeno confirma: o PS achava mesmo que levava o voto da coligação quando fosse fundamental. Ahahahahahahahah

ou

A vergonha não tem limites: Mário Centeno espera pelos votos do CDS e do PSD na aprovação das medidas com que estes concordem.

 

 Um grande e incomensurável .... What the FUCK!!!!

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Roleta...

por Olympus Mons, em 10.11.15

Ainda para concluir o meu post anterior faz sentido retirar mais este bocado do meu post http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-milagre-da-agregacao-16243, datado de 09.06.14:

 

"Assim se dá razão ao Marquis de Condorcet que avançou com a tal lei dos números grandes. Esta é a vantagem da democracia. Pese embora por vezes algo corra mal, se deixar a roleta ir rolando e deixar os well informed ir decidindo verdadeiramente o caminho,  acaba sempre por ir dar ao “expected value” do que é melhor para o povo em geral e que será tão melhor quantas mais vezes deixar a roleta rolar…"

 

Após 40 anos, António Costa, logo ele acima de todos, quer eliminar esse expected value e voltar a por o contador a zero.  Curioso...que ele bem avisou que o Syriza é que era bom. 

 

 

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Como já escrevi num post, em democracia é essencial que se deixe a ignorância (enquanto medida por PIQ – Political IQ) seguir a regra dos grandes números. Espalha-se pelo espectro político e anula-se. Não querendo ofender considero que a extrema-esquerda faz parte da ignorância dos ill informed -Essa foi a lição que o Tsipras e o Syriza nos deram (até pela rapidez com que “viraram” social democratas!).

 

 

 

Escrevi eu na altura em http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-milagre-da-agregacao-16243:

“E a ignorância é importante porque esta implica que se deixa que de forma não sistemática, sem erros sistemáticos (e isso é importante!), que os ignorantes se anulem. Em ciência política é assumido que as pessoas, o povo, não sabe por norma do que está a falar ou das variáveis intrínsecas das várias partes que compõem uma política. Logo pendem de forma algo aleatória (na minha opinião por favorecimento de uma determinada preferência cognitiva) para um lado ou para o outro. - Se deixarmos que isto aconteça, o que é conhecido como a lei de números grandes (law of large nunbers) implica que os 90% que votam e não percebem nada do assunto (ill informed-  e este nome é horrível para caracterizar quem tem mais que fazer da vida, qualquer que seja a razão, do que seguir fenómenos políticos) vão votar de forma a anular-se uns aos outros e serão os restantes 10% (mais ou menos) que ao tomar uma decisão decidem o futuro do país (os well informed).

O meu problema é que António Costa pode ter introduzido um erro sistémico de utilização a seu favor dos votos dos “Well Informed” visto ter utilizado uma insciência, um desconhecimento efetivo sobre os seus planos de agremiação de todas as forças políticas menos votadas, que perderam as eleições, para aceder ao poder e assim perverter um sentido geral de voto da população.

O “erro sistemático” foi assim introduzido quando costa utiliza os votos dos “well informed” (que não faziam mesmo a mínima ideia do que ele iria fazer, relembre-se o espanto geral nos dias subsequentes à eleição) para perverter a ordem (do centro ou centrão se preferir) e tomar o poder de assalto.

Explicando -  Num sistema politico nunca é de brincar com essa “população” dos well informed porque no fundo eles são os Xn da lei dos grandes números nesta equação. Após 40 anos de “observações” (era essa a tal tradição que tanto se falou), após X1 (eleição1), X2 (eleição2), X3 (eleição 4) eles representam o average das “observações” que deram acesso ao poder sendo assim o E(X) – ou seja o expected value da random variable que realmente importa dentro do referido sistema - quando se preverte isto, a equação tem um erro.

 

O que Costa fez, seja quais forem as consequências para o futuro, foi inserir um erro nesta equação e como tal não surpreenderá ninguém que ela se transforme em algo inútil. A partir de agora vamos criar observações da população para uma nova equação. E isto não deveria ser feito pelo maior perdedor da eleições. Isso é torna este momento politico ainda mais estranho. Permitir que alguem que acedeu ao poder do seu partido de uma forma, digamos, menos lisa e que a seguir a ter uma derrota estrondosa nas eleições do seu pais decide fazer uma alteração destas ao regime é, no minimo, de todo desaconselhavel para a saude da democracia.  

 

Para quem gostasse do anterior regime (que não era o meu caso) ainda há uma esperança.

Uma coisa é certa, este novo regime vai ser polarizado. E não me pareça que o perfil português se dê muito bem com estes extremos. E sendo assim vamos assistir, se tudo correr bem ao PS a uma tentativa muito mais rápido do que muitos considerarão possível nesta altura, de querer voltar à anterior ética descritiva do anterior regime ou estado politico (que já de si era do PS). A questão é se o PSD/CDS o farão devido à natureza mais carmática da direita em que que aquilo que ontem fizeste tem que corresponder a consequências hoje (boas e más). Vai ser interessante observar até que ponto a direita, se isto acontecer, cerra fileiras e faz os país esquerdista pagar o preço (e por consequência todo o país). Ou se por outro lado deixará o pragmatismo politico imperar e deixará voltar, pelo menos até certa medida, o antigo regime.

 

Caveat (alarme): Paulo Portas, Paulo Portas, Paulo Portas!!!

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Uma curiosidade.

                Nada na Catalunha, na minha forma de ver o mundo, justifica a intenção de independência destes. Não é porque num determinado momento na história a minha região detém mais recursos que a média do meu país que eu devo pedir a independência. Penso, verdadeiramente, ser esse o fator motivador preponderante na Catalunha. Nem a língua é assim tão diferente, nem a sua história (pode ser ignorância minha) nem a sua genética é em nada diferente do resto da Espanha, pelo menos da Espanha “Madrilena” . Nada.

 Dito isto se querem mesmo ser independentes basta que se estabeleça o preço a pagar e pronto. Sair do Euro e da União parece-me ser o preço ajustado para se justificar, pelo menos nos mínimos olímpicos (já não há pachorra para sangue), essa alteração das fronteiras de um país…

 

Olhando para o quadro abaixo, sobre cluster de genes em análise autosomal vemos que não existe praticamente diferença. O Fst populacional (um dia falamos nisto),  a diferença nos genes entre eles é mínima (deve ser algo como 0.0001) ou algo do género.

Ethnicity Gedrosia Siberian NW_African SE_Asian Atlantic_Med North_European S_Asian E_African SW_Asian
Espanha 6.00 0.50 3.25 0.20 54.35 21.95 0.20 0.05 5.20
Catalunha 6.35 0.00 2.15 0.25 47.33 28.48 0.20 0.08 3.73
E_Asian Caucasus S_Saharan
0.00 7.75 0.60
0.05 11.08 0.25

 

 

Ora, já se passarmos para os Bascos, ui, isso sim, já é uma história diferente. Os Bascos são mesmo, mesmo, um “país” à parte. Em qualquer análise PCA (principal componente) que se analise os genes dos Bascos eles aparecem sempre como um cluster à parte. Nem se juntam à Europa do Norte nem do Sul. 

 

Neste PCA são as mancha castanha avermelhada na parte central mais para baixo, por cima do Amarelo. Reparem como não possuem traços comuns ao admixture que encontramos nos outros povos da europa e do mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ethnicity Gedrosia Siberian NW_African SE_Asian Atlantic_Med North_European S_Asian E_African
País Basco 8.70 0.00 0.00 0.00 71.10 20.30 0.00 0.00

 

SW_Asian E_Asian Caucasus S_Saharan
0.00 0.00 0.00 0.00
       

 

Os bascos nunca se misturaram com ninguém em 5 mil anos, a sua língua é a única língua europeia que não é PIE (proto indo europeia), mistério dos mistérios, são quase todos descendentes do R1B (tem quase todos esse polimorfismo nos genes) como linhagem de sangue patriarcal  (Y-DNA).

Não entendo como os bascos (espanhóis e franceses) não são um país independente, se o quiserem ser claro.

 

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Generational changing of the guard

por Olympus Mons, em 09.11.15

 

Abordo ligeiramente o tema do Generational changing of the guard  no post anterior.  Ou seja aquilo que é conhecido em política como o change of the guard. Em política é considerado sempre como um momento muito perigoso.

 Deixem-me por a questão assim: Já o disse. Acho os políticos pessoas, por norma, tão inteligentes que deixam que o “povo” os considere estúpidos ou de alguma forma seres diminuídos moralmente. Na verdade tudo o que o “povo” por norma considera maléfico é na verdade um pilar essencial ao “bem” que fazem ao mundo. Se não gostam do mundo político podem sempre optar pelo seu antidoto… o mundo em guerra.

Mas digo isto porque uma das acusações que o “povo” faz aos políticos é que são farinha do mesmo saco… sim, por favor que assim seja! Pleaaasssseeee! -- Ao longo da sua vida os políticos tem tendência a cruzar-se e, muitas vezes porque as instituições deliberadamente os forçam a viver no mesmo espaço, vão encontrando-se e cruzando momentos, escolas dos filhos, eventos sociais, etc. e é frequente criarem-se pontes, troca de número de telemóveis e festas de aniversários, que permitem que ao longo do tempo criem laços de comunicação cordial para haja espaço para que eles façam aquilo que é suposto um político fazer quando a distância programática não é demasiado separada – comunicar e procurar acordos.

 

Ora, quando existe este mudar da guarda é sempre um momento em que se perde alguma dessas cumplicidades e é o momento em que os regimes se permutam (quando não revoluções).  

Quem acreditar que o acordo entre o PS e o BE e PCP se baseia em novas cumplicidades então talvez tudo possa correr menos mal… quem acredita que é meramente o Costa e seus mais próximos acólitos a querer ir para o poder então…. Buckle up, buckaroo!.

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O novo regime

por Olympus Mons, em 09.11.15

 

 

Quando observo o panorama político ao dia de hoje tenho algumas asserções imediatas.

 Primeiro que à semelhança do que tem sucedido noutros países nos últimos anos a clivagem, o cisma, ente pessoas de esquerda e direita vai ser uma realidade marcante em Portugal durante muito tempo.

Portugal vivia uma benignidade resultante do combate ao período pós revolucionário em que o centro era o epicentro de toda a política em Portugal, permitindo por parte dos well informed a permutação de qual das duas forças politicas tinha conjunturalmente o poder, e essa era a nossa proteção contra a atuação dos ill informed . O PS desde ontem (e não só o António Costa) cravou uma nova realidade. Que fique claro que essa é a responsabilidade deles.

Quando em vários locais do mundo ocidental se regista um acréscimo brutal de desagravo e agressividade para com as forças políticas do outro lado do espectro politico se calhar era uma questão de tempo até o fenómeno chegar a Portugal. O problema é que quem por norma inicia estes processos (esquerda) parece sempre acabar por ficar surpreendido com a eternização dessa realidade para além do lhes convém. Caso típico é, como sempre, os EUA.

O valor de “warmth” para com a outra força politica (conservador vs Liberal, ou republicano vs democrata) sempre foi, mais ou menos, ameno e consistente até meio do mandato de Bush II onde começou a declinar de forma muito acentuada (lembrar das imagens de Bush Nazi, etc.). Quando Obama assumiu o controlo da administração americana passou, para as pessoas de esquerda, a “estar tudo bem” e tem sido com grande “apreensão” que repararam que afinal o dislike entre as forças politica afinal ainda se agudizou muito, mas muito, mais (passou de quase 40% para menos de 20%!). Para alguém de esquerda como é que é (era) possível que as pessoas de direita agora não vissem como estava tudo bem e era altura de todos adorarem o novo totem da esquerda. Mas que gente mais mal formada e mal-intencionada. Contudo esta nova realidade, hoje, é aceite como a nova normalidade nos EUA.

 

Em Portugal da segunda metade desta década ou és de esquerda ou és de direita. Não haverá partido (s) de charneira. Isto tudo implica que, muito provavelmente, em Portugal o arco da governação não voltará a governar sem maioria parlamentar e se tudo correr como nos outros países o CDS não voltará a ser opção para o PS se coligar ficando este sempre dependente de acordos com um conjunto de agremiações politicas à sua esquerda que do ponto de vista programático lhe são muito diferentes ou quiçá até alienígenas no conteúdo da praxis politica (onde está muito perto do PSD).  

Mas o mundo irá dar muitas voltas e, tão certo como o destino, quando lhe for conveniente o PS irá querer voltar ao velho regime (que é o seu e se nada mais é só irónico que seja ele a destrui-lo) e ficará profundamente ofendido e indignado que os partidos à sua direita sejam tão “irresponsáveis” que não coloquem os interesses da nação acima dos seus interesses partidários.  Ser socialista é ser suficientemente de esquerda para não perceber sequer o que o Karma é,  ser socialista é não perceber que para alguns, ou “outros”, aquilo que tens hoje nunca é desassociado do que fizeste ontem.

O problema é que nestes processos é depois muito difícil voltar a atrás. Em especial com essa variável em ação neste momento em Portugal que é em política sempre um momento muito perigoso: Generational changing of the guard.  Conhecido como a morte das amizades. Observem os young turks dos dois lados e vejam, como por norma, existe uma agressividade e desprezo latente na atitude.

 

 Quanto a António costa…hhummm, talvez seja melhor abordar o que ele fez num próximo post.

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Pessoas que eu gostava de ouvir mais...

por Olympus Mons, em 07.11.15

 

Uma delícia este senhor ontem na TVI a desmascarar (ligeiramente porque quis ser cordial) a Constança cunha e Sá, ao pedir-lhe que enunciasse onde o governo tinha ido muito longe no liberalismo económico e ela responde nas privatizações. Ao que ele respondeu que todas aquelas estavam no memorando do PS!

A expressão da CCS foi… impagável.

 

 

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 Tinha prometido fazer antes update ao post Nostradamus 3.0 mas não resisto antes em escrever o Nostradamus 3.5.

Isto a propósito das notícias de hoje de que o acordo da esquerda afinal contempla a manutenção da austeridade na plenitude do seu conteúdo …

 Tal como fui avisando em diversos comentários …

 

 

  ” o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

Fico sempre exasperado e algo desiludido quando observo a “direita” a não entender o que é a “esquerda” e nestas circunstâncias (Syriza, Democraty party, terceiras vias, etc) ficar à espera que a esquerda se comporte na real forma, matéria e teor, do seu discurso e narrativa.

 

 No mais vernáculo dos “Eh Pá!” só me resta fazer “facepalm”.

 

 Tal como tenho tentado alertar, isto significa que toda a conversa a que temos assistido nas ultimas semanas por parte de comentarista ideologicamente mais chegados à direita de como um governo de esquerda com o PS+BE+PCP/PEV advinha um descalabro económico e que dentro de pouco tempo cá teremos de volta os credores e a troika e inenarráveis catástrofes é o erro da direita. Esse menosprezar da esquerda, quase paternal, como se olhássemos para eles com um sorriso condescendente nos lábios.

 

Atenção (!):

Ser de esquerda é meramente uma preferência neurocognitiva, acentuada, pelos pathways dorsais () no neocortex em detrimento dos processos inerentes aos pathways ventrais. Quanto mais à esquerda a pessoa é mais isola os progressos cognitivos (Ventrais- amygdala, VMPFC e OFC) que são responsáveis por estados autorreferenciais e autobiográficos. No entanto sejas de esquerda, direita ou marciano quando o assunto deixa de ser uma narrativa abstrata e passa a ser um processo de decisões (decisition making) toda a gente, mas toda a gente, usa a parte ventral do cérebro e acaba por globalmente tomar as mesmas decisões (com um determinado grau de variância). Por isso se diz que a direita é egoísta (porque é sempre autorreferencial) e a esquerda é Hipócrita ( porque diz uma coisa mas depois faz outra).  Já há mais de 2 séculos que o pai da direita, Edmund Burke, nos assegurava que ser de direita não é uma filosofia (como é  a esquerda) é uma atitude de vida

 

“Conservatism is not so much a philosophy as an attitude, a constant force, performing a timeless function in the development of a free society, and corresponding to a deep and permanent requirement of human nature itself."[5]

 

Quando estes eventos surgem a direita tem que aprender a colocar o foco na hipocrisia (!) sendo que o evidenciar desta, o deixar claro ao publico o que a esquerda tem dito de forma programática sobre a realidade,   é a verdadeira arma e antidoto que a direita tem contra a esquerda.

Os dois artigos cujos links tenho no final deste post são emblemáticos. É que quando a esquerda não se comporta, nos processos de decisão, como os anormais irresponsáveis que parece indiciar o seu discurso ficamos, nós todos, muito irritados por afinal eles fazerem aquilo que nós desde o início dizíamos que tinha que ser feito e que nos era de todo impensável não ser dessa forma. Pategos!

  

http://observador.pt/opiniao/acabou-a-austeridade-reformados-vao-ter-aumento-de-18-euros/

 http://observador.pt/opiniao/a-minha-austeridade-e-melhor-do-que-a-tua/

 

Update 6/11/2015 : é disto que eu estou a falar.  I S T O. É assim que se faz:

Escreve num comentário um leitor do observador (Jorge Dinis).

O governo PSD/CDS, insensível, psicopata, fascista e mais não sei o quê, aumentou as pensões mínimas, sociais e rurais de 189€, 227€ e 246€ (em 2011) para respectivamente 201€, 241€ e 262€ (em 2015), um aumento anual médio de 3€, 3,5€ e 4€. Já o governo unido da esquerda (PS/BE/CDU) vai subir, respectivamente, estas pensões 0,3%, em 60 cêntimos, 72 cêntimos e 78 cêntimos. Assim se vêm o respeito pela dignidade dos que menos têm.

 

 

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Nostradamus 3.0

por Olympus Mons, em 02.11.15

Tsipras e Syriza passaram de Che a Willy Brandt em 6 meses! vamos ver estes.

 

 

*Só para ir fazendo updates ao longo dos próximos meses.

 

 

 

 

 

 

 

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Parlamento europeu vota fim de subsídios...

por Olympus Mons, em 30.10.15

 EU cuts subsidies that support Spanish bullfighting

 http://www.bullfightingfreeeurope.org/ ou  http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/spain/11961010/EU-cuts-subsidies-that-support-Spanish-bullfighting.html

  

Para se entender este assunto tem que se falar de genética. Não da dos touros mas da dos humanos e mais especificamente dos portugueses. – E não espero que os “europeus” o entendam, mas aqui entre nós, aqui fica:

Numa frase (que presumo muitos não entenderão) é que o Touro e as touradas são típicas dos J2 que são milenarmente do grupo étnico Nakh e não compete a uma cambada de ignorantes em Bruxelas decidir sobre (!)

 

Explicando:

 

Não gosto de touradas. Nunca fui aficionado nem tive alguma vez qualquer interesse pela actividade. – No entanto esta decisão e muitos dos argumentos e justificações apresentadas irritam-me. Deixem-me explicar desta forma:

 

  1. Primeiro,Portugal é em tudo um país geneticamente europeu. E muito homogéneo entre regiões nas características globais do seu genoma (autosomal) . Isto que fique claro. Globalmente também na distribuição das suas linhagens genéticas masculinas (haplogrupos ADN Y) como femininas no ADN mitocondrial (Mtdna) também é semelhante ás outras regiões da europa ocidental (globalmente).
  2. No entanto apesar do ponto 1 existem duas regiões atípicas em Portugal no que concerne às linhagens de sangue masculinas (haplogrupos Y-DNA) que são o Alentejo (que não interessa para esta conversa) e a regiões de santarém e vale do tejo. Ou seja existem muitos homens (e mulheres) cujo já o pai do pai, do pai … e por aí fora desde tempos sem história era …. J2.  Estas duas são regiões onde ao contrário do resto da europa os R1b (que já aqui tanto falei) não são mais de 50% da população.  Em santarém e VT chega a um impressionante valor de 25% (!) valor não visto (que eu saiba) em mais região nenhuma da europa ocidental. O sitio onde a maioria da população é J2 é n o Cáucaso, nos Ingush, nos Chechenos, ou seja assente em todo o grupo étnico Nakh e depois menos na Grécia e nos judeus.
  3. Esta linhagem de sangue chegou a Portugal pela mão dos Fenícios, cartagineses e de certa forma pelos romanos também. Existe uma característica comum, a todas as civilizações impregnadas do haplogrupo genético J2… a adoração pelo Touro. Desde Etruscos, Minoans e  antiga Grécia, sendo que na verdade esta adoração pelo touro já estava impressa nas ruinas de Çatalhöyük uma proto cidade do neolítico com 8,000 anos no sul da anatólia e associada aos J2 que terão surgido entre 15 a 12 mil anos atrás.

 

  Assim, convém alguem explicar aos burocratas de Bruxelas que a cultura do touro nesta região de Portugal (e em toda a extremadura) vem de uma cultura ancestral “impressa nos genes” de um grupo de pessoas cuja identidade milenar de pai para filho, de casa para casa, de migração para migração desde o Cáucaso até aqui está associada aos touros. Quem de ânimo leve defenda o fim desta actividade porque de certa forma ofende a sua sensibilidade que se prepare porque já hoje em dia, numa europa mais islamizada existem grupos de pessoas que se sentem altamente ofendidas e agredidas pela nossa cultura do álcool, pelos pubs ingleses e pela Oktoberfest em Munique (que já é alvo de uma petição para acabar).

 

E quando eles, legitimamente de acordo com os precedentes, quiserem acabar com essas atividades culturais … que vão vocês dizer?

 

 

 

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A CATARINA, O JERÓNIMO E A AUTO-REFERÊNCIA

por Olympus Mons, em 29.10.15

Assim, muito à pressa, aqui vai:

O modo como “estamos” a olhar para esta golpada está errado. A narrativa que está a ser construída não é correta. Não o sendo não vai ser eficaz porque os protagonistas (da esquerda) não se vão comportar como a Direita espera.

 

Muitas das pessoas que não concordam com a perspetiva de um governo de maioria parlamentar de esquerda denotam não entender o princípio base do ser de esquerda ou de direita. E isso é perigoso.

 E como um dos principais paradigmas da distinção do binómio Esquerda/Direita é ser “auto-referencial” (se for de direita) ou a falta de (se for de esquerda) no discurso…. vai ser uma surpresa para muita gente o modo como, com o passar dos meses, tanto o BE como o PCP se vão tornar mais “sociais democratas, como o Tsipras na Grécia, porque o momento de decisão será sempre auto-referencial.

Aí, nessa altura, já não é discurso… é ação e esta é sempre “auto-referencial” até porque é ou se torna autobiográfico ….!

 

Contextualizando: O pensamento de direita é auto-referencial porque assenta, numa parte significativa, no VMPFC (VentroMedial Prefrontal cortex). Ter processos cognitivos de esquerda é ter uma preferência cognitiva por outro(s) pathways neurológicos (IAD).

 

Se Costa for tão inteligente como dizem (que já duvido) quando o Presidente da Republica o nomear este irá tentar envolver ao máximo os dois partidos na elaboração das propostas para que estas se tornem auto-referencais para os mesmos e nessa altura acontece o mesmo que aconteceu na Grécia em que até os radicais se transformaram em Sociais-Democratas. Milagre não das rosas mas das laranjas.

Claro que esta envolvência pode não acontecer e aí as coisas descambarem mas também pode acontecer o sucesso de Costa que será envolver os outros dois partidos ao ponto em que estes, enquanto entidades, se sintam parte do processo governativo e nessa altura vamos todos observar com aturdida estupefação como afinal tanto o BE como o PCP até são verdadeiros partidos do arco da (nova) governabilidade.

E a Direita não está preparada para isto.

Aquilo que tem que começar a ser demarcado e delineado é o que foram estridentemente nos últimos 4 anos as criticas e propostas do PS, CDU e BE e o modo como agora a sua governação é totalmente oposta ao discurso e à narrativa anterior. É golpe de estado porque os perdedores usurpam o poder para exercer (em grande medida) a politica do vencedor e não porque utilizam a sua maioria parlamentar para chegar ao governo.

Esta é sempre e a única forma de se derrotar agora, no passado e no futuro a esquerda. A única.  Mostrar a hipocrisia (ver meu post sobre isso) da esquerda é derrota-la. E esse demonstrar tem que ser elaborado e trabalhado para ser eficaz.

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Truque? - não, golpada mesmo.

por Olympus Mons, em 28.10.15

 Escrevi este post (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-truque-12831) há quase 2 anos (Fevereiro de 2014).  Após as autárquicas que o PS ganhou com 37% dos votos e antes das Europeias que ganhou com 32% dos votos.

 Eu, Nostradamus 2.0 , penso que chegou a altura de o comentar. escrevia eu...:

 “…

 

Voltando ao truque.  O truque do PS que resulta no contexto do mecanismo acima descrito (este à escala portuguesa)  é fazer um congresso e substituir o actual líder pelo Tony Costa…. 

 … e assim aconteceu com o golpe de estado realizado pelo António Costa contra o Tozé!

  O Tony cala-se (como PPC antes de ganhar) e de forma natural o verde passa a amarelo é mesmo bonito, não é?

 … e assim não aconteceu porque o Tony não se calou. Penso ser consensual nas análises políticas proferidas, que o Tony se tramou a ele próprio por não ter calado a boca!

 Paralelamente poderão todos observar o modo como o PS domina a imprensa em Portugal.  O truque só resultará com a conivência dos media que terão que não fazer qualquer ponte entre o PS do ToZé e do PS do Tony! Mas isso já sabemos que é garantido, não é?

 … e como observámos o tozé  na imprensa estava ungido a primeiro-ministro desde o primeiro momento!

 Duas questões de interesse. A primeira é como é que vão correr com o tozé. Não sou um politólogo logo não sei se já está atrasado ou o truque resulta sempre e nem é necessário muito tempo. Talvez tenha a ver com as europeias. Estrategicamente espera-se que o PS tenha um mau resultado para substituir o actual líder. Provavelmente, o truque parta do facto de qualquer que seja o resultado, aparte de uma votação que indicie maioria absoluta, não ser suficiente para salvar o líder e levar à indignação e sua substituição.

… e pá! e não é que foi mesmo assim o truque!?!

Logo após as europeias vamos ver os Pedro Adão e Silva, as Constança Cunha e sá, Pedro marques (sim, sei que é do PSD – pois abelha, vai perceber que Roma não paga) a malhar no tozé. No fundo a cada um o seu papel e quem aposta comigo que o Adão e Silva vai sair do armário e assumir a sua posição de político no PS no prazo de algo como um ano?

 … convenhamos que foi na mosca, certo?!

 Contudo, além da arraia-miúda acima referida teremos que ter pesos pesados.  De Jaime gama a Henrique Neto, etc, na certeza que o mais fácil será soprar aos ouvidos do Mário Soares e lá vai ele a achar que foi ideia dele… Coitado do velho.

 … MeuDeus… Nostradamos, roi-te de inveja!!!

 E a segunda é que Interessa particularmente perceber até que ponto o povo português é assim. Sim,assim venezuelano.   Porque isto tudo vai ter que ser feito com uma celeridade que não a normal e tenho para mim a certeza que na maioria dos países mais desenvolvidos, democraticamente, não seria conseguido - No way! A distância entre as elites (no caso do PS) e o povo votante tem que ser muito grande. Uns têm que ser muito inteligentes e os outros muito estúpidos.

 …. Ao ponto de observarem calmamente o um dos maiores perdedores de eleições legislativas em Portugal desde sempre a realizar uma alteração de regime à frente dos nossos olhos! Sim venezuelanos e muito!

 E a prova disto é que não estou mesmo (e posso estar errado) a ver o ToZé a ir às legislativas. Not  a chance in hell! E acho que toda a gente sabe (até ele) e não me dizem!

 

… I rest my case.

 

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CLIMATE MISINFORMER!!!!

por Olympus Mons, em 28.10.15

Richard Lindzen

Physicist

Richard Siegmund Lindzen is an American atmospheric physicist, known for his work in the dynamics of the middle atmosphere, atmospheric tides and ozone photochemistry. He has published more than 200 scientific papers and books. Wikipedia

Born: February 8, 1940 (age 75), Webster, Massachusetts, United States

Education: Harvard University

Books: Dynamics in atmospheric physics

 

 

Toda a gente sabe que não escrevo sobre alterações climáticas (J ) Contudo não resisto nestas circunstâncias falar sobre…. Richard Lindzen.

A esquerda é dada confabulações (ver post), ou seja criam ” factos” (fictícios) em que acreditam piamente perdendo qualquer aderência à realidade… O que não teria problema se fossem para um canto viver as suas confabulações e deixassem o resto do mundo em paz. Acontece que na persecução das mesmas tem a tendência para ser brutais com os outros que não dançam ao som da mesma batuta.

Lindzen foi o decano dos climatologistas, era a referência planetária da meteorologia, professor eméritos do MIT… até ao dia em que colocou em questão os histerismo do “aquecimento Global”.  Nesta ultima década com poucos outros assisti ao vilipendiar tão ultrajante perante alguém que à partida era consensual.

Com Lindzen foram atrozes e ainda mais porque nunca o vergaram. Nunca se submeteu. Com voz suave e um tom corretíssimo sempre foi dando troco a todos.

 

Para explicar aquilo em que acreditava criou a teoria da “iris do olho” que tentava demonstrar que o planeta não é tão “histérico” como os alarmistas o pintam nos seus modelos que correm nos supercomputadores e custam biliões. Conforme o planeta aquece o planeta, como a iris do olho, irá arranjar forma de se ver livre desses excessos de W/m2 e assim encontrar uma forma mais próxima do equilibro. Lindzen foi atacado pelos super cientistas do aquecimento global e, como referi, alvo de uma campanha brutal para o desacreditar. Aliás percebo. Enquanto Lindzen não se calar eles sabem que nunca conseguirão convencer toda a gente. Tal é  (era) a reputação dele.

 

Mas porque escrevo isto agora? – Porque no ultimo ano tem-se assistido à publicação de papers que vão dando forma e razão a Lindzen.  Aliás começou por Kerry Emanuel. Lembram-se da histeria que os furacões iam aumentar de frequência e intensidade? Sim, Kerry Emanuel. Ele era uma estrela até ter tido a coragem de dizer que de acordo com a evolução dos seus modelos a verdade é que num planeta mais quente haverá menos furacões e menos intensos. Mas não espanta, porque Kerry emanuel trabalha no mesmo sitio que Lindzen e são amigos!

I digress. Na verdade escrevo isto agora porque vi o último paper de Bjorn Stevens (Missing iris effect as possible cause of muted hydrological change and high sensitivity in climate models) que na verdade conclui que se incluir a "Iris do olho" nos modelos climáticos estes comportam-se como a realidade empirica, como o mundo real. Ou seja, não temos nada que entrar em pânico. Temos é que calmamente preparar o mundo para uma fonte de energia que não assente em combustíveis fósseis. 

 

 

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Grécia

por Olympus Mons, em 13.01.15

 

 

A duas semanas das eleições gregas e com o Syriza ainda à frente nas sondagens, diz a lógica que não vai ganhar (sim, não vai ganhar).

Lamentavelmente vai-se perder uma oportunidade da europa aprender uma lição. Ou podíamos assistir de cadeira ao que acontece a um país quando a extrema-esquerda chega ao poder ou por outro lado (mais interessante) podemos assistir à forma como no momento em que acaba a tanga (DLPFC) e se passa ao mundo real onde a decisões tem peso (VMPFC) a esquerda se revela como aquilo que verdadeiramente é…. Abstracta!

De qualquer das formas seria um espectáculo digno de se ver. E como se atingiria isso pela via democrática nada a dizer ou a lamentar relativo ao povo grego.

 

 

Mas como a lógica é uma batata nunca se sabe.

 

Update (25/1/2015) : Sssshhhhiiiittttt! A lógica é uma batata. Tragam as pipócas! - "mom, where is the meatloaf!!!!"

 

Update (02/02/2015) :  Grécia começa a recuar nas suas posições.

Tenho que arranjar tempo para escrever sobre isso.  Quanto séculos têm que passar até que se perceba que conversa da esquerda não passa de um shutdown o VMPFC/OFC com todos os seus expected outcomes e seus vectores nos processos de decision making. Esquerda é tanga! – literalmente. É Jajão!

 

Update (26/10/2015) :  Tinha que fechar estes updates  - Syriza agora é Social Democrata e cumpre um programa de austeridade na esperança de um dia igualar os resultados de Portugal. Cristo!

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Constitutional verbosity and social trust

Abstract

A common argument in the trust literature is that high-trust cultures allow efficient commercial contracts to be shorter, covering fewer contingencies. We take this idea to the topic of social contracts. Specifically, we ask whether social trust affects the length and detail of constitutions. Cross-country estimates suggest that national trust levels are indeed robustly and negatively associated with the length of countries’ constitutions.

Christian Bjørnskov e  Stefan Voigt

 

Constitutional design and economic performance

Abstract

This paper is motivated by the belief that some cultural traits favor economic performance more than others. One trait examined is the ease with which individuals in a community drift away from the spirit of the law for their own benefit; this, it is argued, generates verbose legislation and high-transaction-cost institutions with deleterious effects on economic performance. An empirical comparison between the number of articles in a country's constitution, as a proxy for length and lack of simplicity, and economic performance as measured by GDP per capita finds that no country with a high GDP per capita has a long constitution or, restated, that long constitutions are invariably associated with low levels of GDP per capita.

Alvaro A. Montenegro

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Pitbbulls e Caniches

por Olympus Mons, em 20.08.14

 

 

Não gosto de conversa da treta.

 

Sendo fã de HBD (High biologic diversity) e da maravilha que é haver humanos com tantas características e fenótipos diferentes, estava a falar com um amigo sobre variações entre raças e ele repetia sempre que podia a conversa de Lewontin: Esta sendo que há mais diferenças genéticas entre duas pessoas da mesma raça do que entre raças diferentes (distribuição da variação genética). Na verdade 85% das diferenças ocorrem entre pessoas da mesma raça.

Após algumas explicações mais científicas ele só percebeu quanto eu lhe expliquei da seguinte forma:

Do meu lado esquerdo estão 2 Pitbulls e do meu lado direito estão 2 caniches. Na verdade existe uma maior diferença genética entre os dois pitbulls do que entre cada um dos dois cães de raça diferente! Por isso podes ter a conversa que quiseres sentado desse lado. Mas quando eu te disser para passares para trás de mim, podes ter a certeza que vais passar pelo lado dos caniches e não pelo lado onde estão os Pitbulls!

Penso que ele entendeu!

 

Nota: seja altura, cor da pele, etc, todos estes traits humanos são controlados por 1, 2, 5 genes não mais que isso (ou seja um numero muito pequeno). Por isso as diferenças (quantitativas) nos genes são irrelevantes.

 

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Não sou só eu...!

por Olympus Mons, em 18.08.14

 

 

Sempre considerei que não tinha nada a conversar com a Joana Amaral Dias. Mas enganei-me.

Finalmente consegui ler a entrevista que deu ao Jornal I.  (http://www.ionline.pt/artigos/portugal/entrevista-joana-amaral-dias-esta-dividir-ps-uma-questao-emocional).

 

 

Quais são as principais diferenças, na sua estruturação psicológica, entre pessoas de direita e de esquerda?

As pessoas de esquerda e direita têm personalidade, cognição e emoções diferentes. São em grande parte essas características que determinam as formas de ver o mundo. Aquilo que nós sabemos sobre o cérebro é que a sua parte que convencionamos chamar racional, que na realidade não existe dessa forma, tem uma função extremamente reduzida e um poder bastante diminuto. O trabalho de António Damásio é sobre essa relação e demonstra que, mesmo quando as decisões são estritamente racionais, se a nível cerebral existe uma lesão em que a parte emocional do cérebro não está a funcionar bem, essas decisões estritamente racionais ficam comprometidas. Negar que as pessoas constroem perspectivas do mundo, e consequentemente visões políticas, em primeiro lugar porque são pessoas e têm uma personalidade com determinadas formas de cognição e emoções, penso que é negar a condição humana. A civilização pode ter mudado, mas se calhar não somos tão diferentes dos seres humanos da "Ilíada" ou da "Odisseia".

 

 

 

Não concordarei totalmente com o modo como coloca a questão (..extremamente reduzida e um poder bastante diminuto) mas globalmente concordo.

 

Outro factor que ela parece desconhecer é que essas diferenças cognitivas são essencialmente genéticas (onde foi ela buscar essa dos 18 meses?!). Ou que existem diferenças físicas no cérebro de ambos os fenótipos, diferenças endocrinologicas , etc,etc. Ou seja a divergência é bem mais profunda do que aquilo que ela parece antecipar… mas ok. Talvez ela investigue.

 

 

Ou se ela passar por aqui aconselho urgente a leitura do mais recente trabalho sobre esta questão: Differences in negativity bias underlie variations in political ideology

http://www.psych.nyu.edu/vanbavel/lab/documents/Jost.etal.2014.BBS.pdf 

 

Ficam algumas questões de fora, mas é um resumo brilhante daquilo que hoje em dia se sabe…!

 

 

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Novamente Portugal e o Neolitico

por Olympus Mons, em 18.08.14

 

Não é novidade de que gosto “disto”!

Este novo estudo de Daniel Gómez-Sánchez (PLoS ONE 9(8): e105105. doi:10.1371/journal.pone.0105105) vem mostrar que existia uma diversidade enorme de DNA mitocondrial (pelo menos deste) no tempo do Neolítico e que não se pode assumir uma continuidade ibérica na disseminação da Cultura e genes Bell beaker (que eu adoro) pela europa fora porque existe essa aparente descontinuidade ou falta de homogeneidade genética no Mtdna (mitocondrial DNA).

Os Bell Beaker tinham uma componente muito acentuada de haplogrupo mtdna H (as Helenas) que não se encontram por exemplo nas amostras de DNA das caves de El Matador no norte de Espanha nas amostras de há 4.5 mil anos atrás. A punchline do estudo é que não é assim tão simples falar da disseminação a partir da península ibérica dos bell Beaker…. ao que muitos estão a chamar a atenção imediatamente para as amostras de NPO (neolithic Porttugal)! – Mais de 50% do DNA é H!

Olhem para a imagem acima e mais ao menos a meio para o lado direito encontram NPO (Neolithic Portugal) com uma percentagem de mtdna H brutal! Se e marca dos bell beaker (BBC… do lado esquerdo) era a marca genética das Helenas (haplogrupo H .. e já agora dos R1b) então o que muitos estão a notar é que estes realmente partiram de Portugal (do estuário do Tejo) e foram seguindo uma rota junto ao mar, pais basco, Aquitânia, Britanny , e ilhas britânicas (… ou o percruso dos R1b) não tendo necessariamente de ter ido logo para este, para o resto da península ibérica. Sim Mtdna H, Y-R1b e a cultura dos Bell beakers… Tudo a partir de Portugal.

 

O grande mistério continua por isso a ser quem eram as Helenas e como é que os R1b aqui (aqui é Portugal!) apareceram. Se o seu ponto de origem é no Mar cáspio, mar negro… como aparecem subitamente há 6-7 mil anos atrás em Portugal e como é que a partir de aqui se tornaram a linhagem genética dominante na Europa Ocidental e EUA!

 

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