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A CATARINA, O JERÓNIMO E A AUTO-REFERÊNCIA

por Olympus Mons, em 29.10.15

Assim, muito à pressa, aqui vai:

O modo como “estamos” a olhar para esta golpada está errado. A narrativa que está a ser construída não é correta. Não o sendo não vai ser eficaz porque os protagonistas (da esquerda) não se vão comportar como a Direita espera.

 

Muitas das pessoas que não concordam com a perspetiva de um governo de maioria parlamentar de esquerda denotam não entender o princípio base do ser de esquerda ou de direita. E isso é perigoso.

 E como um dos principais paradigmas da distinção do binómio Esquerda/Direita é ser “auto-referencial” (se for de direita) ou a falta de (se for de esquerda) no discurso…. vai ser uma surpresa para muita gente o modo como, com o passar dos meses, tanto o BE como o PCP se vão tornar mais “sociais democratas, como o Tsipras na Grécia, porque o momento de decisão será sempre auto-referencial.

Aí, nessa altura, já não é discurso… é ação e esta é sempre “auto-referencial” até porque é ou se torna autobiográfico ….!

 

Contextualizando: O pensamento de direita é auto-referencial porque assenta, numa parte significativa, no VMPFC (VentroMedial Prefrontal cortex). Ter processos cognitivos de esquerda é ter uma preferência cognitiva por outro(s) pathways neurológicos (IAD).

 

Se Costa for tão inteligente como dizem (que já duvido) quando o Presidente da Republica o nomear este irá tentar envolver ao máximo os dois partidos na elaboração das propostas para que estas se tornem auto-referencais para os mesmos e nessa altura acontece o mesmo que aconteceu na Grécia em que até os radicais se transformaram em Sociais-Democratas. Milagre não das rosas mas das laranjas.

Claro que esta envolvência pode não acontecer e aí as coisas descambarem mas também pode acontecer o sucesso de Costa que será envolver os outros dois partidos ao ponto em que estes, enquanto entidades, se sintam parte do processo governativo e nessa altura vamos todos observar com aturdida estupefação como afinal tanto o BE como o PCP até são verdadeiros partidos do arco da (nova) governabilidade.

E a Direita não está preparada para isto.

Aquilo que tem que começar a ser demarcado e delineado é o que foram estridentemente nos últimos 4 anos as criticas e propostas do PS, CDU e BE e o modo como agora a sua governação é totalmente oposta ao discurso e à narrativa anterior. É golpe de estado porque os perdedores usurpam o poder para exercer (em grande medida) a politica do vencedor e não porque utilizam a sua maioria parlamentar para chegar ao governo.

Esta é sempre e a única forma de se derrotar agora, no passado e no futuro a esquerda. A única.  Mostrar a hipocrisia (ver meu post sobre isso) da esquerda é derrota-la. E esse demonstrar tem que ser elaborado e trabalhado para ser eficaz.

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