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A Patologia do Igualitarismo

por Olympus Mons, em 20.11.15

 

 

Numa altura em que falamos da formação de governos “da esquerda” em Portugal tenho pena que não faça parte da cultura geral algumas “obviedades”. Uma das mais importantes foi-nos dada precisamente por van Prooijen (post anterior relativo a Political Extremism Predicts Belief in Conspiracy Theories). Nunca me esqueço que ele confirmou uma das pérolas que associamos à esquerda:

Mais no passado, verdade, mas ainda acontece hoje dia, muitas vezes o debate entre esquerda e direita acaba no “sim, sim, todos iguais … mas todos pobres”. E sempre que se observa esses debates, a seguir á asserção que a igualdade leva á pobreza generalizada, se reparem … a esquerda remete-se ao silêncio ou diz algo para mudar o assunto.
Ao longo do tempo a Direita acabou por considerar que esse argumento estava ganho. Acontece que não é esse o caso. Não. É que para alguém de esquerda é mesmo mil preferível serem todos pobres desde que iguais do que menos pobres mas mais desiguais. Não há duvida que dentro dos testes de SVO (social value Orientation) existe uma clivagem entre os Proselfs e os Prosocials, sendo que qualquer relação politica feita leva ao óbvio. Proselfs são predominantemente de Direita e Prosocials são de esquerda.


Um estudo de van Prooijen de 2012, demonstra precisamente o que refiro acima.
Este estudo dele mostra que a esquerda valoriza tanto, mas tanto, a igualdade e que promovem a igualdade a um tal nível que é valida mesmo que esta signifique Injustiça para todos (…even when equality implies injustice for all). Isto na extrema-esquerda é patológico!


Injustice for All or Just for Me? Social Value Orientation Predicts Responses to Own Versus Other’s Procedures

In two experiments, the authors investigated how differences in social value orientation predict evaluations of procedures that were accorded to self and others. Proselfs versus prosocials were either granted or denied an opportunity to voice an opinion in a decision-making process and witnessed how someone else was either granted or denied such an opportunity. Consistent with the hypothesis, procedural evaluations of both proselfs and prosocials were influenced by own procedure when other was granted voice, but only proselfs were influenced by own procedure when other was denied voice. These findings were particularly attributable to prosocials’ tendency to evaluate a situation where no-voice procedures are applied consistently between persons more positively than proselfs. It is concluded that proselfs are focused on procedural justice and injustice for self more than prosocials, whereas prosocials value equality in procedures more than proselfs—even when equality implies injustice for all.

 

 

 

No shit, Sherlocks!

 

 

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