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Cerejas, é o que é.

por Olympus Mons, em 10.02.14

 

E pegando no post anterior uma pequena nota.

Entender o facto que as pessoas de direita são mais dadas aos princípios e as de esquerda mais às causas tem muito a ver com seguinte.

Tem a ver com o “me” e com o “I”. As pessoas de direita são “me” e as pessoas de esquerda são “I”.

O me é narrativo, é o modo como  “construction of narratives that weave together the threads of temporally disparate experiences into a cohesive fabric”. O me é o modo como eu me construo subjectivamente, é o eu narrativo. E não é uma coincidência que este eu narrativo, este eu que tem passado e não só presente, esteja alicerçado, em grande parte, no VMPFC e na Amygdala. Ou seja no AOV da direita.

Num interessante estudo de  Farb et al, Attending to the present: mindfulness meditation reveals distinct neural modes of self-reference  isto é-nos explicado.

Neste estudo Farb demonstra como se desloca alguém deste “me” para o I, mostrando as activações da Insula e do DLPFC (do tal IAD da esquerda). Pegando nas pessoas e obrigando-as a treinar mindfullness, assim como Ioga, assistiu-se a esse abandonar do eu referencial para o eu presencial e do momento, mais interoceptivo.  

 

Pensando sobre o assunto, na verdade, basta fumar canábis que vai dar ao mesmo resultado.  Parece que em certos estados dos EUA já estão a ir por esta via.  Ainda vamos chegar ao ponto em que vai ser obrigatório antes de ir para escola os miúdos fumarem uma ganza…!

 

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2 comentários

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De Anónimo a 14.02.2014 às 11:44

Como é que se constrói uma sociedade sem passado e nem futuro, apenas vivendo o presente?!
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De Olympus Mons a 14.02.2014 às 23:19

Viva. Não existe! não existe e não existe.
Porque quando tem uma sociedade ela é não só prescritiva (leis) mas também é descritiva e essa moralidade descritiva é muito alicerçada no "me" que tem passado e olha para o futuro.

Esquecer isto vai levar a um estoiro brutal nas sociedades Ocidentais. Eu sou tão dado a tradições e costumes como o próximo... mas entendo que são profundamente importantes, unificadoras e merecedoras do maior dos respeito (mesmo quando não nos diz muito).

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