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de Islamitas ... e sindicalistas.

por Olympus Mons, em 08.12.15

 

Tenho falado sobre o problema que a europa tem com com o islão, com os islamitas e com os terroristas. Tenho escrito sobre os dois primeiros, falta sobre estes últimos.

 

O islão é uma ideologia. Isso quer dizer que engloba mais do que uma perspetiva de vida ou uma visão do sentir e estar enquanto pessoas. É um projeto de algo de muito concreto. Tal como as ideologias.

 Os terroristas são só uns inúteis e criminosos manipuláveis e cheios de Displacement iguais a todos os outros terroristas que a Europa já viu no passado seja sob a forma de revolucionários de esquerda e/ou nacionalistas. O islão é Marx, os islamitas são comunistas e os terroristas são… terroristas. Residios de expressões de genes como MAOA e drd4-7R que são usados para toda a obra.

Contudo os islamitas serão os instrumentos da ação, os dirigentes políticos que vão revindicar, os elementos que construirão a narrativa. Serão como os grevistas, os sindicalistas do comunismo... marcando sempre a distancia devida dos elementos mais agressivos que vão impor um preço a pagar pela não anuência.

 

Qual então o problema?

A europa era uma população muito homogénea. Populações homogéneas dão comunidades muito fortes, coesas, participativas e colaborativas. Robert Putnam  em Harvard (para horror dele próprio) provou que basta a inserção de um número muito reduzido de diversidade étnico cultural numa determinada população para que os níveis de colaboração, de confiança no outro, de participação em atividades cívicas, de participação eleitoral, etc. caia a pique.  Na verdade para qualquer comunidade injetar diversidade é como cancro. Devastador.  Aliás uma das coisas mais curiosas que Putnam mostrou é que essa morte da confiança e gosto no próximo, acaba mesmo entre pessoas que partilham os mesmos valores, etnicidade e cultura.

 

Mas isto podia ser uma realidade transitória no momento atual da história. Seria só um ponto intermédio na teoria da proximidade (contact Theory) entre populações muito diferentes - Pois, não é.  Gosto particularmente dos estudos de alguns dos pilares da psicologia comunitária, o casal Zachary Neal, que após tentar em 20 milhões de “bairros virtuais” num modelo computorizado acaba por concluir que não é de todo possível manter comunidade coesas e ao mesmo tempo diversificadas, provando assim os vastos e empíricos estudos de Robert Putnam.

 

Em grande parte pelo fim dos impérios europeus mas também acredito por uma tentativa de reproduzir limitada e preme a experiencia Americana do multiculturalismo (não sabemos como vai acabar nos EUA) a europa optou por se tornar ela própria também Multicultural.  E quando a decisão está tomada está tomada. Não se volta atrás (não de forma aceitável á luz de uma moralidade moderna). A emigração negra veio com reduzidos cânones (não é culturalmente muito desenvolvida e coesa) a emigração da américa latina para os EUA e europa vem encamisada numa cultura muito europeia. A emigração do este asiático vem respeitosa… A Emigração muçulmana, provinda de vários pontos do globo e já ela diversificada etnicamente vem carregada de uma civilização diferente, circunscrevida e sólida. Dois sólidos não ocupam o mesmo espaço - Não é o mesmo das outras vezes.

 

Li algures (e não encontro) que basta passar a barreira dos 5% de diferente para começar os choques. E que basta 20% para provocar a revolução e mudar completamente o status quo. Não sei se é correto mas parece-me a mim que assim ocorre. A 5% começam as grandes reivindicações pelo reconhecer das minhas especificidades a 20% começa a exigência pela oportunidade de viver no meu mundo e não no teu.

Ora qual o problema com os islamitas? – O problema é que os alemães pré segunda guerra mundial não eram todos nazis. Na verdade parece que nem 20% eram nazis. Os soviéticos não eram todos comunistas nem a china era toda maoista. As percentagens deviam rondar os tais 20%... Mas estes foram tudo o que foi necessário.

 

Foi um grupo muito pequeno que cometeu atrocidades, foi uma minoria que sustentou e desculpou as ações desse pequeno grupo e foram se calhar 80% que preferiu não ver ou ouvir ou teve coragem para dizer fosse o que fosse. Antes sequer de falar dos islamitas não esquecer que se houvesse as oportunidades comunicacionais no passado que hoje há também ouviríamos muitas pessoas no contexto históricos anteriores a dizer que os alemães são boas pessoas… naturalmente seguido de uma serie de mas… são esses “mas” que criam o relativismo que abre as portas á ação. 

 

Claro que é uma generalização dizer que o islão é violento… nâo é essa a questão. O islão não tem lugar é na europa. Não teve nos últimos 1000 anos e não terá agora. A não ser que tenha. E assim passaremos a viver uma outra realidade e pronto.

 

Nial Ferguson (imo o homem mais inteligente do mundo) tem razão. Foi assim que o império romano caiu é assim que a europa poderá entrar numa nova idade das trevas.

 

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1 comentário

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De Afonso a 14.04.2016 às 11:17

E no entanto continuam os políticos(eleitos pelos europeus para os parlamentos e governos)a cantar hinos ao multiculturalismo,esqueçendo de defender nossa própria cultura e identidade, e a promover o islão na Europa(como se as duas coisas fossem compatíveis)mesmo depois do que observamos nos últimos anos/meses/semanas.O totalitarismo comunista,ou o caminho para ele, parece ter reavivado por outros meios,os fins esses são sempre os mesmos(entretanto continuam a dizer que os fascistas são os outros e que eles são os "democratas").

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