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R1B (M269) - Sem imagem!

  

Eu só queria falar de vinho, cães e cavalos e meto-me na embrulhada que viram.  Isto da genética populacional de pessoas, equídeos e canídeos é viciante mas não quero que este blog se transforme nisso. Vou antes escrever um documento, extenso e holístico desta questão e colocar aqui ao lado.

 

Quase por brincadeira fui falando de “Parte … - Cães, vinho…e, pasme-se, cavalos!” e na verdade saiu-me melhor que a encomenda. Não quero continuar a inundar este meu blog com esta questão porque entendo que será um gosto muito pessoal meu. Mas não vou largar o assunto pese embora tenha que o fazer de outra forma. Ou abro outro sítio ou (aquilo que prefiro) vou fazer uma tese que seja analítica, expositiva e argumentativa e colocar num pdf aqui como “ao lado” como embeded para quem quiser ler.

 

Mas fazendo um resumo:

 

1 - Fui atrás do vinho, mandei email para o Professor Antero Martins do Instituto superior de agronomia, ele respondeu, através dele fui ler paper de Rosa Arroyo Garcia nossa hermana da academia em Madrid e fui percebendo a questão. Ponto:

 

a. – O vinho começou por ser inventado por domesticação de vinhas no Cáucaso pelos Shulaveri Shomu e apesar de não ser ainda possível apurar quando também o foi em Portugal porque ainda falta encetar toda uma componente complicada de análise molecular o que é facto é que a domesticação das videiras selvagens ocorreu aqui na região do tejo e toda a área a norte de lisboa onde mais tarde vimos a tal civilização VNSP com epicentro em Zambujal. – Analisando a VARIABILIDADE GENÉTICA INTRAVARIETAL DAS CASTAS, em particular temos uma casta, o serdial, chamada de bucelas que apresenta uma CVg (coeficiente variabilidade) de nada mais do que 43… ou seja foi domesticada há muito, muito tempo. Em tempos imemoriais… daí que a enologia portuguesa comece a bater o pé e exigir que seja reportado que a domesticação ocorreu no Cáucaso mas também aqui! --- E eu concordo, quando os R1b aqui chegaram sabiam fazer vinho e encontraram um paraíso com centenas e centenas de castas de Vinis vinífera selvagens…! Nunca devem ter visto algo assim ou se voltou a ver, ali… claro, na região à voltar do estuário do tejo (ali entre Salvaterra de Magos, Alcochete e Montemor-o-Novo)…

 

2 .  Atirei-me aos cães - Outra referencia que eu tinha era que o Serra da Estrela era relacionado com o pastor do Cáucaso. Não é preciso ser um génio, basta olhar para um e para o outro. Aquilo não são cães, são quase ursos. Ponto:

 

a. Mas nunca imaginei encontrar o que encontrei – Reparem os cães tem haplogrupo genéticos como os humanos e os maiores e mais abrangentes estudos sobre genética canina, colocam os cães em haplogrupo de A a F… agora, encontrar em estudos de quase 700 cães e 22 lobos, um cluster de elevada frequência de cães do haplogrupo D os seguintes: o cão Kangal (este de anatólia junto ao Cáucaso) o galgo espanhol e…. claro o SERRA DA ESTRELA Português! What?! - De notar que juntaram também um cão da Escandinávia (esse foi com o pessoal que levava as mulheres U4 para lá) mas que está 5-8  passos mutacionais mais longe do que o  Kangal e o Serra da estrela. Quando se junta o facto de outros estudos genéticos revelarem que o nosso Serra da Estrela ter uma diversidade de dna Mtdna (mitocondrial) estranhamente elevada para um cão que aparentemente terá vivido numa região especifica tira-se a conclusão. Os R1b chegaram e trouxeram muitos Pastores do Cáucaso, muitos e muitos. Deviam ser assustador para quem os via chegar ou tinha que se atravessar no seu caminho.

 

3 . E cavalguei cavalos. Nem vale a pena elaborar. Basta dizer Sorraia e Lusitano. Sorraia (sorraia.org) é um cavalo da zona do rio Sorraia aqui ao lado, raríssimo e em vias de extinção, para os lados do infantado e de Coruche, ou seja a mesma zona que mencionei nos vinhos e é um tipo de cavalo que apresenta muitos traços de cavalos pré-histórico, os denominados Tarpan. ponto:

a. - O Sorraia está demasiado inbreed com o Lusitano mas o que é facto é que estudos genéticos (jansen et al) colocam o Sorraia geneticamente colado ao o Przewalski  (o do lado de ”lá”) e ambos no tipo A1 ou seja grudados então aos primeiros cavalos domesticados na região do Cáucaso e que eram Tarpans. O Sorraia ainda possui as listas como o tarpan e a parte frontal arqueada, etc. Aliás o cavalo barb puro aqui de Marrocos, que eu acho que é da mesma leva dos R1b que vieram pelo norte de Africa, também possui alguma dessas características. Mas o Sorraia é que é importante porque é nosso, está aqui e existe boa gente que está a tentar salva-lo. Os antecessores do sorraia foram abandonados ali, na zona também em que os R1b da Shulaveri Shomu começaram a produzir vinho, porque na verdade quando aqui chegaram já existiam os cavalos Lusitanos (Lira et al) que eram bem mais doceis e maiores, daí que dos 22 cavalos geneticamente analisados da idade do bronze… todos eram no essencial cavalos lusitanos e foram com estes cavalos que os R1b da Bell beaker dominaram a europa.

                                                                                                                         

 

Não é por mero acaso que no site do Bellbeaker agora estão a falar da raça de vacas menorquinas ligadas aos bell beaker folks e que terão vindo também pelo norte de Africa, não é por mero acaso que por volta desta altura que eu acho que os R1b entraram na Península (na minha opinião) as facas e as setas mudaram de forma e técnica de fabrico (prismáticas longas), etc,etc,etc. Mas isso fica para a tal tese.

 

 

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1 comentário

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De ze laranja a 23.01.2016 às 16:09

encaixa tudo. quanto ao cavalo sorraia convém mesmo preservar a espécie. com tanto dinheiro que se gasta em banifs & companhia LDA, a preservação das espécies é um gasto do estado, isso sim, é serviço publico

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