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Parte 1 - Cães, vinho…e,  pasme-se, cavalos!

 

 

Se pensa que estas imagens não fazem sentido neste blog... vai ficar espantado nos próximos dias...!

e há coisas…

  

Espero sinceramente que este post não fique muito grande. Por isso vou tentar sintetizar mesmo que às expensas de algum detalhe, até porque ele existe noutros posts que vou re-caracterizar com tag R1b Portugal. Ok, assim:

Até há 6 mil anos atrás a europa ocidental, a sul e Norte, foi o vazio civilizacional. E antes do início das civilizações que hoje em dia são históricas, suméria, Egipto, Babilonia, etc (boring…).  existia algo muito mais importante, relevante e essencial à nossa história que eram as culturas do calcolítico (7000-5000 atrás) que lhes estiveram subjacentes, Yamna, Maykop, Corded ware, etc (boring…) e para o caso dos europeus, a cultura que teve origem em Portugal e que me farto de falar os Bell Beaker. E Há 5000 atrás a europa não era e de repente, como um fósforo a europa ficou Bell beaker (nome que vem da cerâmica). E desde essa altura, a europa ocidental nunca mais foi derrotada ou perdeu uma guerra para com forças invasoras… (à exceção da segunda grande guerra, mas mesmo assim não foi ocupada por forças estrangeiras), e pese embora partes nas orlas tenham estado ocupadas, e por isso o seu makeshift genético não alterou. E desde essa altura nem a Corded ware, Baden culture, ou unitice nem os outros que se seguiram enquanto civilizações histórica derrotou esta europa ocidental. Evoluímos, transformamo-nos e diversificamos na idade do bronze e ferro mas ficou aquela barreira genética imutável e até agora intransponível, ali para os lados de parte sul e oeste da Alemanha, suiça e até, vá lá, Áustria. Mas um europeu ocidental é um europeu ocidental desde essa altura. Nos genes e na cultura. Ora bem. Indo ao que interessa:

 

  1. Mas que foi isso da bell beaker? – Sempre que se consegue sequenciar o genoma de um bell beaker ele é R1b. esse é o seu haplogrupo genético.  Seja na península ibérica seja na Alemanha, seja na Escandinávia. Ele é sempre R1b.  A discussão de há 15 dias atrás era cassidy et al da irlanda. Há 5 mil anos atrás a senhora Ballynahatty1 do norte da irlanda era EEF (agricultores da Anatólia) muito ibérica do neolítico e até tinha cabelo negro e olhos pretos e mil depois (4,000 anos) os dois homens Rathlin (ilha irlandesa) eram R1b com muito genoma das estepes e cabelo mais claro e olhos castanhos. E mais giro. Estes dois homens ainda hoje seriam irlandeses típicos tal como os que hoje lá habitam. Sim o genoma populacional na irlanda mantém-se o mesmo nos últimos 4 mil anos. Esta linhagem genética masculina, desde essa altura que domina completamente a europa Ocidental.

 

  1. E sempre que se sequencia um R1b ele tem uma grande componente de genética do Cáucaso, das estepes à volta do Mar cáspio e Mar negro. O problema é que, ao contrário dos R1A (seus primos ou irmãos genéticos mas diferentes dos R1b) e que formam a linhagem genética dos europeus do leste é que é fácil de perceber de onde esses mesmos r1a vieram. Eles são as Yamna, os Kurgans das estepes acima do Mar Negro e sua tralha autosomal é fácil de seguir… Mas não a do R1b. Estes não só são mais diversificados geneticamente com mais EEF (agricultores Neolítico) e WHG (caçadores)  mas também carregados de genética das estepes. E R1b até é mais antigo que os R1a.  O problema é - como é que estavam lá e de repente aparecem, como que saídos do nada, no lado oposto da Europa e ainda por cima no ponto mais a sudoeste de toda a europa, Portugal. Essa é que é essa. Bell beaker é R1b, e Bell beaker é Portugal e ora estava lá longe e no segundo depois aparece aqui. Ponto final.  
  2. Pese embora a esmagadora maioria das pessoas hoje em dia aceite essa migração das estepes a verdade é que alguns, e com bons argumentos (por exemplo Maju) advogam que eles sempre estiveram por aqui e na verdade as amostras dos extremos mais ocidentais são muito pequenas para se tomar uma decisão final. E assim discutem todos uns com os outros e ás vezes até se insultam e maltratam (bloqueiam-se nos comentários de blogs)… isto está ao rubro.

 

Ora, nessa altura entra o Olympus Mons (ironia!). E o meu cérebro não gosta de enigmas. Entra em loop até os reconciliar ou esquecer.

 

E faz-me confusão que uns pais cheio de gente formada em História e que passa a vida com a cultura na boca, tenha estes papéis na história e não faça disso a sua bandeira. Mas fica para outra altura.

Um dia parei e pensei… mas se eles apareceram aqui então deveria haver provas ou indícios desse facto. Por muito ténues que fossem… mas a verdade é que existem provas e não são ténues! Nada mesmo

. E por isso o meu próximo posts será sobre  Caes, vinho e, agora, adiciono cavalos! Inacreditável, como numa semana de investigação se descobre coisas inacreditáveis. Pena eu não ser investigador e não ter tempo nem pachorra para ir atrás destes assuntos. Mas deve haver para aí milhares sem nada que fazer.

 

Stay tunned….

 

 

 

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