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Junkies

por Olympus Mons, em 05.01.16

 

 

Dizia à dias Jonathan Haidt que um Libertarian não passa de um Liberal que foi assaltado, que foi  Mugged, pela realidade.

Não deixa de ser verdade. Muitas vezes os libertarian, que tanto se lê por exemplo no Insurgente, não passam em alguns dos casos de pessoas mais próximas do bloco de esquerda na perceção dos cânones sociais mas sem toda a tónica na sensibilidade do harm/care e do Fairness/reciprocity ou equality.

 

Veio me isto à memória porque há dias li o recente estudo de Van de vyer et al How the

July 7, 2005, London Bombings Affected Liberals’ Moral Foundations and Prejudice.

 

O estudo é curioso porque tendo acesso a questionários de cerca de 2500 pessoas no reino unido demonstra com uma clareza impressionante como, após um atentado (no caso o de londres), as posições politico-morais de pessoas de extrema-esquerda (liberals) ficam exatamente iguais às das pessoas de direita. Que curiosamente não se alteram em nada. Após um atentado as pessoas de esquerda tem valores de cânones morais descritivos iguais às pessoas de direita, tem o mesmo endorsement de in-group que as pessoas de direita sempre tiveram, a mesma posição de fairness Foundation nas atitudes politicas e até a atitude e preconceito para com muçulmanos.

Mas talvez o mais incrível é que a posição das pessoas de direita não muda. Em nenhuma das barras. A sua posição matem-se exatamente igual antes e depois de um atentado.

 

Eric kaufman já nos tinha demonstrado que as pessoas de extrema-esquerda são as que mais endorsement dão por exemplo à multiculturalidade mas curiosamente são as primeiras a abandonar o bairro quando essa multiculturalidade chega com a carrinha das mudanças ao sítio onde vivem.

Agora percebemos todo o postering moral que a esquerda gosta de se intoxicar com (endorfinas, ou seja opiáceo endógeno) não passa de incapacidade de avaliar a realidade. Mas tal como no caso da multiculturalidade, quando esta realidade lhe bate à porta acordam de maneira estrondosa.

 

Fica a pergunta. Se a esquerda não passa da direita vivendo numa bolha de ilusão com o intuito de se auto endorfinizar… porque lhes damos tanta atenção nas sociedades modernas?

 

 

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Douglas Murray

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

Agora que se aproxima o fim do ano:

Este ano descobri Douglas Murray.  A par de pessoas como Nial Ferguson que sigo faz algum tempo, este ano descobri  para meu deleite mais este, tal como Nial, refrescante escocês.

 

 

          https://www.youtube.com/watch?v=jbsfdreLwT8

          https://www.youtube.com/watch?v=xPNWZg0jZwY

 

Inteligente, Gay e de direita, é um dos vários antibióticos contra um fenómeno que devassa o mundo e que parece estar a espalhar-se a uma velocidade estonteante.

 Um fenómeno global em que a estupidez é aceite como uma característica perfeitamente normal, funcional e até produtiva. Veja-se a Catarina Martins.

Uma total incapacidade de cognitive reflection parece grassar no mundo. Bom exemplo é o New York times publicar coisas como overdose mata mais de meio milhão de pessoas por ano nos EUA. Uma total ausência de noção de factos e de realidade. Qualquer pessoa que viva neste mundo sabe que seria impossível numa população de 300 milhões ter meio milhão a morrer ao ano de Overdose mesmo que não faça a mais pequena ideia sobre o assunto -  Alguém deve investigar se não estão a nascer consideravelmente mais idiotas por minuto do que a proverbial unidade.

 

Um dia à noite, coloque uns auriculares e divirta-se.

         https://www.youtube.com/watch?v=8XwFWRRyMsk

 

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TAP.... for dummies na COSTA portuguesa.

por Olympus Mons, em 22.12.15

 

TAP - Não me é usual comentar em post este tipo de tema. Mas no caso da TAP abro uma exceção. Isto surge de um comentário do “zé Laranja” sobre o facto de eu considerar que a esquerda fala muito "à esquerda", mas como todo a gente decide "à direita". A diferença entre os dois é o momento em que isso ocorre sendo que os segundos fazem-no com base em expected outcomes que antecipadamente computam (muitas vezes corretamente mas naturalmente nem sempre) e os primeiros de forma algo bayesiana, fazem um processo em que as coisas são continuamente reavaliadas até que chegam à conclusão na maioria das vezes são iguais à conclusão e processo de decisão que a direita tomou lá atrás. O problema, é que nem sempre os resultados de uma decisão tomada lá atrás é o mesmo de uma decisão tomada extemporaneamente muito tempo depois.

 

A TAP, vai continuar privatizada. Claro que vai!

 

A TAP vai continuar privatizada e com a maioria do capital privado, porque o mercado, ou os mercados, aonde a TAP labora, ou seja a indústria à qual pertence, está em mudança. A probabilidade da TAP sobreviver sem ser no contexto completamente liberalizado em que a sua indústria se tornou é efetivamente 0%. E, curiosamente se houve entidade ou entidades que destruíram completamente a hipótese de continuar a haver companhas aéreas de bandeira foram as instituições Europeias que permitiram todas as liberdades do mundo às low costs (e provavelmente bem) e como tal a TAP, como outras empresas noutras indústrias, tem que se reinventar.  

A TAP sendo uma empresa que exporta mais de 80% do seu produto, sendo uma empresa que vende em mercados à volta do planeta inteiro, tem que possuir o dinamismo necessário à sobrevivência na concorrência direta com todos os que providenciam a mesma oferta que a TAP. Isto é o epicentro do conceito de concorrência sendo o oposto do conceito de estatal que existe para servir os interesses de uma determinada subpopulação.

Só se sobrevive na indústria do transporte aéreo se houver sinergias com outras empresas com domínio de outros mercados (essencialmente mercados internos grandes), se houver uma simplificação total de processos que permitam a venda, o lidar com a procura, num mundo de Marketing e canais Digital, se houver uma oferta de experiencia a bordo inovadora e moderna (como novos aviões) … tudo coisas que são muito, mas muito, difíceis fazer quando se está na esfera dos interesses de um estado e quando até o dialogo de decorre é, à luz de um mundo moderno, disfuncional.

 

Claro que a TAP vai continuar privada, claro que vai fomentar grandes sinergias com a AZUL, claro que vai incrementar parcerias com empresas do grupo gateway do neeleman para efeitos de metasearches e OLAs, claro que vai fazer interline e code-share com a jetblue e vai implementar novos conceitos de retailing e branding sales  em conjunção com estas e outras entidades, etc.

 

Ora, com isto é claro que vai reduzir a sua participação no PIB (que é considerável) vai reduzir pessoal e pagar menos ordenados em Porgugal, vai comprar menos bens e serviços em Portugal, sim, mas pelo menos vai existir. E vai estar aqui a contribuir para a riqueza do país versus nem existir -  Porque essa é mesmo a outra opção. É só que o Antonio Costa vai levar algum tempo a perceber isto. 

 

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Tão betinhos que somos!

por Olympus Mons, em 19.12.15

No meu post

 Nostradamus 3.5 ... Ou o modo como a direita não aprende (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/nostradamus-3-5-ou-o-modo-como-a-21098)

 

Enfatizava coisas como:

 


   o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

 

Nem algumas semanas depois, quando ouvimos falar de como a extrema esquerda afinal engole sapos com bastante facilidade, fica aqui estas perolas da nossa direita parlamentar. Realmente costa sabe o que está a fazer…

 

Analisaremos caso a caso”, garante ao Observador o porta-voz, Filipe Lobo d’ Ávila. “Se o PS apresenta as nossas coisas, temos que votar a favor. Não votaremos contra propostas que nós próprios apresentámos. Além disso, temos que ter em atenção aquilo com que nos tínhamos comprometido com as pessoas”, secunda Telmo Correia

 

 

Parabens ao usurpador.

 

 

 

 

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Yuuppiii- O fim da austeridade

por Olympus Mons, em 19.11.15

 

 

Sabem porque quando um deputado do Bloco de esquerda é espancado por um cigano (passa a ter memória episódica) muda o seu discurso e passa a pedir atuações e choice behaviour que apelam as consequências do tal evento que lhe ficou marcado na memória?

Pela razão oposta que faz com que a esquerda não tenha medo do regresso da troika. Não lhes doeu verdadeiramente (pelo menos fisicamente). Mas eu explico.

 

Existe alguma falta de interpretação sobre os eventos políticos da nossa parte. Sempre que alguém de inclinação politica mais à direita fala ou escreve na média fá-lo sempre com referência a consequências futuras nefastas. Não resulta. Não quando se fala com alguém de esquerda.

Ou é, naturalmente, algo simples de elaborar e fácil de discernir ou então está a falar para o boneco. Achar que um Galamba, ou uma isabel Moreira, ou Catarina Martins, ou Francisco lousã ou até, aparentemente, um António Costa (não, este é diferente) vai ficar impressionado com o expected outcome da conversa de destratado orçamental é uma pura perca de tempo.

 

Não é falta de inteligência (obvio) falta de sentido de responsabilidade ou inconsciência (menos óbvio), ou até loucura (já depende da definição). É só que não são esses os mecanismos e processos cognitivos preferenciais e inerentes a quem é de esquerda. Só isso. Também não entro num plenário do PC e acho que os vou convencer das virtudes do capitalismo. E se não o faço então por que razão o grande argumento que nós fazemos é para pessoas que tem as preferências cognitivas semelhantes? Para nos convencer ainda mais? - Pode fazer sentido desde que seja para cerrarmos fileiras.

 

No cérebro, os mecanismos de choice behaviour são grandemente influenciados por a Amygdala, Orbifrontal e Insula. Quem lê os meus posts anteriores sabe que se associa (eu acima de todos os outros) a direita à AOV (Amydala-Orbifrontal- VMPFC) e a esquerda à IAD (Insula-ACC-Dlpfc). 

Neste contexto da ameaça e incerteza da austeridade a insula não deve contribuir muito. Visto que contribui somente  com estados internos do corpo (homeostáticos) e memória futura desses estados internos. Ora, se a austeridade não tiver criado, frio, fome, dor então não está registada como memória episódica (autorreferencial) não elícita grandemente a Insula e não conta para este rosário de antecipação de consequências nefastas as escolhas.  

 

Já a amygdala (que as pessoas de direita têm maior) é responsável por nos processos de choice behaviour trazer tanto a memória declarativa (lembrar o que aconteceu no passado) assim como o RMC (Reward Mediate conditioning)  que é o “se voltas a cometer este erro vai doer” e assim  juntar as pontas para levar as coisas a um bom porto num  “appropriate action-outcome associations” que deverá promover o expected outcome bom (positivo). Não quer dizer que seja sempre assim, quer sim dizer que por norma acontece aquilo (expected outcome).

Não é por mero acaso que em situações de incerteza se vota à direita.

 O que acabei de explicar é exatamente a razão por que assim acontece. Em situações de incerteza, que os humanos detestam, a amygdala acende como um pirilampo para resolver o problema… Se fores de direita. De esquerda só se o teu rabo estiver diretamente em risco. Caso contrário vais filosofar para o DLPFC e ACC. 

Assim. Conversas do papão do regresso da troika só fariam sentido se o povo português (pelo menos o de esquerda) tivesse passado fome, frio, doenças (temperatura corpo) etc. , e convenhamos, 7% de contração do PIB não é suficiente para deixar verdadeiramente marcas. Tinha que ser algo a rondar os 50% da saída de Portugal do euro.

 

Assim, querem livrar-se da esquerda durante longos e bons anos? – Esqueçam o Costa, ponham o Jerónimo em São Bento!

 

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Gostava imenso de ter mais tempo para escrever um pouco mais sobre estas questões de genética populacional. Tanto a nível pré-histórico (Paleolítico, neolítico, idade do ferro, Bronze, etc.) como numa perspetiva inovadora sobre eventos históricos, estas análises estão a mudar a nossa visão do mundo.

Até para aliviar um bocado as temáticas abordadas nos últimos dias. Ok.

Escrevo isto porque tive a ler the Italian genome reflects the history of Europe and the Mediterranean basin  e na verdade a diferença, o fixation Index, entre um italiano do Norte e um italiano do sul é por exemplo maior que a diferença entre um Português e um alemão. Ou entre um irlandês e um alemão (ou pelo menos parte considerável da Alemanha).  Fst 0.0013 é igual ou maior que a maioria (mais de 50%) de todas as combinações entre os povos europeus.

 

Já escrevi no post (De Catalães a Bascos. Duas coisas bem diferentes) sobre a independência da Catalunha que estes não se diferenciam geneticamente em nada (ou quase) dos espanhóis de Madrid. Mas, na verdade num mundo de incertezas em que vivemos existiria no futuro hipoteticamente um “Pais” que seria composto por Portugal, Espanha e…. Norte de Itália. Aliás, existe em várias análises PCA (principal componente)  de genes e polimorfismos comuns que criam este cluster de pessoas.   

Ethnicity Gedrosia Siberian NW_Afric SE_Asian Atlantic_Med North_Europ
Espanha 6.00 0.50 3.25 0.20 54.35 21.95
Norte Italia 5.76 0.28 2.80 0.26 39.36 24.61
Portugal 6.33 0.21 6.24 0.28 47.14 22.28

 

Ethnicity S_Asian E_Afric SW_Asian E_Asian Caucasus S_Saharan
Espanha 0.20 0.05 5.20 0.00 7.75 0.60
Norte Italia 0.06 0.39 5.44 0.29 20.20 0.54
Portugal 0.73 0.77 4.89 0.09 10.58 0.46

 

Com estas percentagens de genes destes clusters geográficos, como apresentado no quadro acima, as analises de principal components criam um cluster de pessoas que são geneticamente “mais” parecidas. Assim haveria um país de pessoas geneticamente "mais próximas" composto pela peninsula ibérica e norte de itália (Pidmonte,lombardia,romangna, etc). Aliás como outros "paises" podem surgir noutras areas geográficas da europa.

Alias, nota-se em Portugal o numero elevado de genes do norte de Africa, que na verdade ninguem sabe se são antigos (paleolitico/neolitico) ou da invasão arabe sec. VII-X (só por si isto dava um post enorme). Sendo sempre esse o traço distintivo que uso mesmo sem ver a nacionalidade no 23andMe se é português (procuro cerca de 6% de genes do norte de Africa), assim como uso a percentagem de genes negros (S_Saharan) para saber se estamos perante um Portugues (0.5%) ou um Brasileiro  de origem portuguesa (3.5%).

Deste ponto em diante dava para escrever um livro....

 

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Parece que afinal vão todos pelo teu caminho...!

 

 

 

 

 

 

 

 

Após os atentados desta sexta feira passadas, 13 de Novembro, tenho estado a observar os comentários, tanto nos media como nos jornais online e blogs, a alusão à reação dos estados unidos e do mundo ocidental nem geral na sequência dos atentados do 11 de Setembro e posterior guerra no Iraque, como responsabilidade direta por estes actos de terrorismo na europa. Lá vem a conversa do Bush, do Blair e afins.

Não tem mal nenhum. Muito do que eu aqui escrevo é precisamente para elencar de exemplos em que na verdade podemos (mas não devemos) olhar para o esquerdismo (todo) como uma forma de impairment cognitivo (em nada relacionado com a inteligência). Por isso esta narrativa que fazem não tem mal nenhum. O mal é que ninguém lhes faça cair a ficha.

 

Aquilo que me aborrece é que ninguém responda imediatamente inquirindo-os se já repararam que quem faz atentados na europa não é nem Afegão (e existem muitos por aí), nem iraquiano (então não eram esses que se deviam vingar) ou até, sequer, palestiniano (!). Quem faz atentados são hispano-marroquinos (de primeira ou segunda geração), Brito-paquistaneses e na frança essencialmente magrebinos.  

 

Não lhes cai a ficha e pensar que se calhar a gravação que repetem incessantemente possa estar errada?

 

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13 de Novembro de 2015

por Olympus Mons, em 14.11.15

 

 

Estamos a enfrentar o Estado Islâmico ou o Islão?

 

 

Nem é assim tão difícil de descobrir. É só não confabular, o que em termos práticos significa calar a esquerda. A frança tem já quase 10% da sua população muçulmana, cerca de 5 milhões, basta ignorar tweets, opinion makers, líderes religiosos na europa, lideres políticos de países de maioria muçulmana e, em geral, estados de alma do momento…. E basta meramente ir perguntar a essa população o que acha dos atentados de ontem. Estes e outros. E não deve ser agora. Deve ser feito dentro de um ano. - Aquilo que depois de tratados os dados estatísticos dessa sondagem resultar será a resposta se enfrentamos o ISIS ou o Islão.

 

Também não interessará particularmente a resposta dos muçulmanos mais velhos que esses não fazem atentados. Tem que ir perguntar aos jovens entre os 16 e 35 anos o que eles pensam dos atentados.

 

E já que falamos da diferença entre grupos, visto que de acordo com os estudos da Pew Global que tenho lido (especialmente o de Julho de 2015), o receio mais acentuado do extremismo islâmicos nos seus países está grandemente enraizados nas pessoas mais velhas ou ideologicamente mais à direita (com diferenças de até 30pp) , convém também, já agora, perguntar aos franceses de idades entre os 18 e 30 anos e ideologicamente mais de esquerda se… e agora? já sentem o receio?

 

Este post terá continuidade... 11:21h

 E esta pergunta é importante. Porque logo a seguir aos atentados ao Charlie Hebdo e ao mercado Kosher, a opinião dos franceses em geral e em particular as de franceses de inclinação ideológica de esquerda aumentou de forma considerável. Por isso estes escalar não são um crescendo de resposta dos extremistas a um incremento por parte da sociedade francesa de islamofobia.

O que nos reserva o futuro?

O que fizermos dele, desde que se mantenha em mente que a diversidade cultural é tóxica e funciona de forma muito semelhante às células cancerígenas.

Por norma não referencio autores de direita, até porque em algumas das vertentes e áreas de investigação que aqui abordo nem existe outra espécie que não seja de esquerda. Seja Eric kaufmann, seja mesmo Jonathan Haidt ou Joshua green.  Nesta altura convém mencionar Robert D Putnan , que já mencionei no A REALIDADE É UMA “BITCH” (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/6497.html) .

Putnan é dos , se não o, mais influente sociologo politico vivo. Desde Obama até todo e qualquer instituto social, tem-no ou aos seus trabalhos como referência. 

Já agora, Putnan foi muito criticado por ter publicado dados em 2000 mas só em 2007 publicou as conclusões. Porquê? Porque os dados demonstravam que tudo que andava a ser publicado, todas as teorias e tangas esquerdoides do contact hypothesis  e da Conflict theory eram invalidadas pelos seus dados. Como tal fez aquilo que qualquer esquerdoide faz, porque pode e só eles o podem fazer sem perder completamente a reputação científica, escondeu dados.    Mas escrevia eu sobre os trabalhos da psicologia comunitárias que assentam muito sobre os trabalhos de Putnan:

 “….O problema é que todo o output desta disciplina vai no sentido contrário aos objectivos da própria disciplina. Desde os trabalhos de Steve Sailer até Robert Putnan todos, para espanto total das suas mentes politicamente correctas descobrem que não se consegue de todo ter o melhor dos dois mundos. Ou tens uma comunidade coesa ou tens uma comunidade diversificada.  Diversificar étnico-culturalmente determinada comunidade leva invariavelmente à redução da confiança (mesmo dentro de pessoas da mesma raça), do altruísmo, cooperação, etc.  – Agora até andam às voltas com modelos computorizados que invariavelmente retornam resultados perfeitamente óbvios:

 

These findings are sobering. Because homophily and proximity are so ingrained in the way humans interact, the models demonstrated that it was impossible to simultaneously foster diversity and cohesion “in all reasonably likely worlds.” In fact, the trends are so strong that no effective social policy could combat them, according to Neal. As he put it in a statement, “In essence, when it comes to neighborhood desegregation and social cohesion, you can't have your cake and eat it too.

 

Reparem, isto é escrito por pessoas que em Portugal votariam no Bloco de esquerda, se é que isso serve de referência para alguma coisa.

A minha pergunta inicial era se estávamos a enfrentar o ISIS ou o islão.  A nossa sobrevivência cultural depende da resposta. E é bom que não confabulem no momento de a ouvir (!). Se é que alguém vai verdadeiramente alguma vez fazer a pergunta.

 

Mas sobre Putnan não ficaremos por aqui.  Antes de "ler" a reposta à pergunta infra mencionada, temos que perceber o que Putnan nos diz com “Diversity and trust within communities “ - Mas isso fica para outro post.

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Último Update à grécia

por Olympus Mons, em 12.11.15

 

 

último update (12.11.2015) ao meu Post Grécia(http://barradeferro.blogs.sapo.pt/grecia-19251) de 13.1.2015

 

"Grécia está hoje paralisada devido à greve geral contra austeridade de Tsipras"

 

LOL!

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O novo regime

por Olympus Mons, em 09.11.15

 

 

Quando observo o panorama político ao dia de hoje tenho algumas asserções imediatas.

 Primeiro que à semelhança do que tem sucedido noutros países nos últimos anos a clivagem, o cisma, ente pessoas de esquerda e direita vai ser uma realidade marcante em Portugal durante muito tempo.

Portugal vivia uma benignidade resultante do combate ao período pós revolucionário em que o centro era o epicentro de toda a política em Portugal, permitindo por parte dos well informed a permutação de qual das duas forças politicas tinha conjunturalmente o poder, e essa era a nossa proteção contra a atuação dos ill informed . O PS desde ontem (e não só o António Costa) cravou uma nova realidade. Que fique claro que essa é a responsabilidade deles.

Quando em vários locais do mundo ocidental se regista um acréscimo brutal de desagravo e agressividade para com as forças políticas do outro lado do espectro politico se calhar era uma questão de tempo até o fenómeno chegar a Portugal. O problema é que quem por norma inicia estes processos (esquerda) parece sempre acabar por ficar surpreendido com a eternização dessa realidade para além do lhes convém. Caso típico é, como sempre, os EUA.

O valor de “warmth” para com a outra força politica (conservador vs Liberal, ou republicano vs democrata) sempre foi, mais ou menos, ameno e consistente até meio do mandato de Bush II onde começou a declinar de forma muito acentuada (lembrar das imagens de Bush Nazi, etc.). Quando Obama assumiu o controlo da administração americana passou, para as pessoas de esquerda, a “estar tudo bem” e tem sido com grande “apreensão” que repararam que afinal o dislike entre as forças politica afinal ainda se agudizou muito, mas muito, mais (passou de quase 40% para menos de 20%!). Para alguém de esquerda como é que é (era) possível que as pessoas de direita agora não vissem como estava tudo bem e era altura de todos adorarem o novo totem da esquerda. Mas que gente mais mal formada e mal-intencionada. Contudo esta nova realidade, hoje, é aceite como a nova normalidade nos EUA.

 

Em Portugal da segunda metade desta década ou és de esquerda ou és de direita. Não haverá partido (s) de charneira. Isto tudo implica que, muito provavelmente, em Portugal o arco da governação não voltará a governar sem maioria parlamentar e se tudo correr como nos outros países o CDS não voltará a ser opção para o PS se coligar ficando este sempre dependente de acordos com um conjunto de agremiações politicas à sua esquerda que do ponto de vista programático lhe são muito diferentes ou quiçá até alienígenas no conteúdo da praxis politica (onde está muito perto do PSD).  

Mas o mundo irá dar muitas voltas e, tão certo como o destino, quando lhe for conveniente o PS irá querer voltar ao velho regime (que é o seu e se nada mais é só irónico que seja ele a destrui-lo) e ficará profundamente ofendido e indignado que os partidos à sua direita sejam tão “irresponsáveis” que não coloquem os interesses da nação acima dos seus interesses partidários.  Ser socialista é ser suficientemente de esquerda para não perceber sequer o que o Karma é,  ser socialista é não perceber que para alguns, ou “outros”, aquilo que tens hoje nunca é desassociado do que fizeste ontem.

O problema é que nestes processos é depois muito difícil voltar a atrás. Em especial com essa variável em ação neste momento em Portugal que é em política sempre um momento muito perigoso: Generational changing of the guard.  Conhecido como a morte das amizades. Observem os young turks dos dois lados e vejam, como por norma, existe uma agressividade e desprezo latente na atitude.

 

 Quanto a António costa…hhummm, talvez seja melhor abordar o que ele fez num próximo post.

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Pessoas que eu gostava de ouvir mais...

por Olympus Mons, em 07.11.15

 

Uma delícia este senhor ontem na TVI a desmascarar (ligeiramente porque quis ser cordial) a Constança cunha e Sá, ao pedir-lhe que enunciasse onde o governo tinha ido muito longe no liberalismo económico e ela responde nas privatizações. Ao que ele respondeu que todas aquelas estavam no memorando do PS!

A expressão da CCS foi… impagável.

 

 

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 Tinha prometido fazer antes update ao post Nostradamus 3.0 mas não resisto antes em escrever o Nostradamus 3.5.

Isto a propósito das notícias de hoje de que o acordo da esquerda afinal contempla a manutenção da austeridade na plenitude do seu conteúdo …

 Tal como fui avisando em diversos comentários …

 

 

  ” o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

Fico sempre exasperado e algo desiludido quando observo a “direita” a não entender o que é a “esquerda” e nestas circunstâncias (Syriza, Democraty party, terceiras vias, etc) ficar à espera que a esquerda se comporte na real forma, matéria e teor, do seu discurso e narrativa.

 

 No mais vernáculo dos “Eh Pá!” só me resta fazer “facepalm”.

 

 Tal como tenho tentado alertar, isto significa que toda a conversa a que temos assistido nas ultimas semanas por parte de comentarista ideologicamente mais chegados à direita de como um governo de esquerda com o PS+BE+PCP/PEV advinha um descalabro económico e que dentro de pouco tempo cá teremos de volta os credores e a troika e inenarráveis catástrofes é o erro da direita. Esse menosprezar da esquerda, quase paternal, como se olhássemos para eles com um sorriso condescendente nos lábios.

 

Atenção (!):

Ser de esquerda é meramente uma preferência neurocognitiva, acentuada, pelos pathways dorsais () no neocortex em detrimento dos processos inerentes aos pathways ventrais. Quanto mais à esquerda a pessoa é mais isola os progressos cognitivos (Ventrais- amygdala, VMPFC e OFC) que são responsáveis por estados autorreferenciais e autobiográficos. No entanto sejas de esquerda, direita ou marciano quando o assunto deixa de ser uma narrativa abstrata e passa a ser um processo de decisões (decisition making) toda a gente, mas toda a gente, usa a parte ventral do cérebro e acaba por globalmente tomar as mesmas decisões (com um determinado grau de variância). Por isso se diz que a direita é egoísta (porque é sempre autorreferencial) e a esquerda é Hipócrita ( porque diz uma coisa mas depois faz outra).  Já há mais de 2 séculos que o pai da direita, Edmund Burke, nos assegurava que ser de direita não é uma filosofia (como é  a esquerda) é uma atitude de vida

 

“Conservatism is not so much a philosophy as an attitude, a constant force, performing a timeless function in the development of a free society, and corresponding to a deep and permanent requirement of human nature itself."[5]

 

Quando estes eventos surgem a direita tem que aprender a colocar o foco na hipocrisia (!) sendo que o evidenciar desta, o deixar claro ao publico o que a esquerda tem dito de forma programática sobre a realidade,   é a verdadeira arma e antidoto que a direita tem contra a esquerda.

Os dois artigos cujos links tenho no final deste post são emblemáticos. É que quando a esquerda não se comporta, nos processos de decisão, como os anormais irresponsáveis que parece indiciar o seu discurso ficamos, nós todos, muito irritados por afinal eles fazerem aquilo que nós desde o início dizíamos que tinha que ser feito e que nos era de todo impensável não ser dessa forma. Pategos!

  

http://observador.pt/opiniao/acabou-a-austeridade-reformados-vao-ter-aumento-de-18-euros/

 http://observador.pt/opiniao/a-minha-austeridade-e-melhor-do-que-a-tua/

 

Update 6/11/2015 : é disto que eu estou a falar.  I S T O. É assim que se faz:

Escreve num comentário um leitor do observador (Jorge Dinis).

O governo PSD/CDS, insensível, psicopata, fascista e mais não sei o quê, aumentou as pensões mínimas, sociais e rurais de 189€, 227€ e 246€ (em 2011) para respectivamente 201€, 241€ e 262€ (em 2015), um aumento anual médio de 3€, 3,5€ e 4€. Já o governo unido da esquerda (PS/BE/CDU) vai subir, respectivamente, estas pensões 0,3%, em 60 cêntimos, 72 cêntimos e 78 cêntimos. Assim se vêm o respeito pela dignidade dos que menos têm.

 

 

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Truque? - não, golpada mesmo.

por Olympus Mons, em 28.10.15

 Escrevi este post (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-truque-12831) há quase 2 anos (Fevereiro de 2014).  Após as autárquicas que o PS ganhou com 37% dos votos e antes das Europeias que ganhou com 32% dos votos.

 Eu, Nostradamus 2.0 , penso que chegou a altura de o comentar. escrevia eu...:

 “…

 

Voltando ao truque.  O truque do PS que resulta no contexto do mecanismo acima descrito (este à escala portuguesa)  é fazer um congresso e substituir o actual líder pelo Tony Costa…. 

 … e assim aconteceu com o golpe de estado realizado pelo António Costa contra o Tozé!

  O Tony cala-se (como PPC antes de ganhar) e de forma natural o verde passa a amarelo é mesmo bonito, não é?

 … e assim não aconteceu porque o Tony não se calou. Penso ser consensual nas análises políticas proferidas, que o Tony se tramou a ele próprio por não ter calado a boca!

 Paralelamente poderão todos observar o modo como o PS domina a imprensa em Portugal.  O truque só resultará com a conivência dos media que terão que não fazer qualquer ponte entre o PS do ToZé e do PS do Tony! Mas isso já sabemos que é garantido, não é?

 … e como observámos o tozé  na imprensa estava ungido a primeiro-ministro desde o primeiro momento!

 Duas questões de interesse. A primeira é como é que vão correr com o tozé. Não sou um politólogo logo não sei se já está atrasado ou o truque resulta sempre e nem é necessário muito tempo. Talvez tenha a ver com as europeias. Estrategicamente espera-se que o PS tenha um mau resultado para substituir o actual líder. Provavelmente, o truque parta do facto de qualquer que seja o resultado, aparte de uma votação que indicie maioria absoluta, não ser suficiente para salvar o líder e levar à indignação e sua substituição.

… e pá! e não é que foi mesmo assim o truque!?!

Logo após as europeias vamos ver os Pedro Adão e Silva, as Constança Cunha e sá, Pedro marques (sim, sei que é do PSD – pois abelha, vai perceber que Roma não paga) a malhar no tozé. No fundo a cada um o seu papel e quem aposta comigo que o Adão e Silva vai sair do armário e assumir a sua posição de político no PS no prazo de algo como um ano?

 … convenhamos que foi na mosca, certo?!

 Contudo, além da arraia-miúda acima referida teremos que ter pesos pesados.  De Jaime gama a Henrique Neto, etc, na certeza que o mais fácil será soprar aos ouvidos do Mário Soares e lá vai ele a achar que foi ideia dele… Coitado do velho.

 … MeuDeus… Nostradamos, roi-te de inveja!!!

 E a segunda é que Interessa particularmente perceber até que ponto o povo português é assim. Sim,assim venezuelano.   Porque isto tudo vai ter que ser feito com uma celeridade que não a normal e tenho para mim a certeza que na maioria dos países mais desenvolvidos, democraticamente, não seria conseguido - No way! A distância entre as elites (no caso do PS) e o povo votante tem que ser muito grande. Uns têm que ser muito inteligentes e os outros muito estúpidos.

 …. Ao ponto de observarem calmamente o um dos maiores perdedores de eleições legislativas em Portugal desde sempre a realizar uma alteração de regime à frente dos nossos olhos! Sim venezuelanos e muito!

 E a prova disto é que não estou mesmo (e posso estar errado) a ver o ToZé a ir às legislativas. Not  a chance in hell! E acho que toda a gente sabe (até ele) e não me dizem!

 

… I rest my case.

 

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Não sou só eu...!

por Olympus Mons, em 18.08.14

 

 

Sempre considerei que não tinha nada a conversar com a Joana Amaral Dias. Mas enganei-me.

Finalmente consegui ler a entrevista que deu ao Jornal I.  (http://www.ionline.pt/artigos/portugal/entrevista-joana-amaral-dias-esta-dividir-ps-uma-questao-emocional).

 

 

Quais são as principais diferenças, na sua estruturação psicológica, entre pessoas de direita e de esquerda?

As pessoas de esquerda e direita têm personalidade, cognição e emoções diferentes. São em grande parte essas características que determinam as formas de ver o mundo. Aquilo que nós sabemos sobre o cérebro é que a sua parte que convencionamos chamar racional, que na realidade não existe dessa forma, tem uma função extremamente reduzida e um poder bastante diminuto. O trabalho de António Damásio é sobre essa relação e demonstra que, mesmo quando as decisões são estritamente racionais, se a nível cerebral existe uma lesão em que a parte emocional do cérebro não está a funcionar bem, essas decisões estritamente racionais ficam comprometidas. Negar que as pessoas constroem perspectivas do mundo, e consequentemente visões políticas, em primeiro lugar porque são pessoas e têm uma personalidade com determinadas formas de cognição e emoções, penso que é negar a condição humana. A civilização pode ter mudado, mas se calhar não somos tão diferentes dos seres humanos da "Ilíada" ou da "Odisseia".

 

 

 

Não concordarei totalmente com o modo como coloca a questão (..extremamente reduzida e um poder bastante diminuto) mas globalmente concordo.

 

Outro factor que ela parece desconhecer é que essas diferenças cognitivas são essencialmente genéticas (onde foi ela buscar essa dos 18 meses?!). Ou que existem diferenças físicas no cérebro de ambos os fenótipos, diferenças endocrinologicas , etc,etc. Ou seja a divergência é bem mais profunda do que aquilo que ela parece antecipar… mas ok. Talvez ela investigue.

 

 

Ou se ela passar por aqui aconselho urgente a leitura do mais recente trabalho sobre esta questão: Differences in negativity bias underlie variations in political ideology

http://www.psych.nyu.edu/vanbavel/lab/documents/Jost.etal.2014.BBS.pdf 

 

Ficam algumas questões de fora, mas é um resumo brilhante daquilo que hoje em dia se sabe…!

 

 

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A hipocrisia dos ambientalistas

por Olympus Mons, em 15.07.14

 

Quanto mais preocupado com o ambiente… menos faz em prol do mesmo.

 

Típico da esquerda. Um estudo britânico revela que as pessoas que mais se dizem preocupados com o ambiente e com as questões das alterações climáticas… menos energia poupam! Sim, é mesmo assim.

Seja nesta questão, seja em questões de diversidade étnica-cultural como em vários posts tenho mostrado… a esquerda (assumindo que o ambientalismo de boca vem sempre aliado a posições politicas de esquerda) é sempre marcada por essa dissonância cognitiva brutal entre o que postula e o comportamento que evidencia.

Tenho escrito e rescrito que a esquerda é definida, acima de tudo, acima do resto, e acima da verdade… pela hipocrisia. Aliás pela hipocrisia e pela Inveja.

 

Neste caso, um estudo do governo britânico sobre energia , Savings, beliefs and demographic change  (https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/326075/Electricity_Survey_2_-_Savings__beliefs__demographics_150514.pdf) revela-nos, tal como anteriormente os estudos de Eric Kaufmann sobre diversidade, a hipocrisia da esquerda. Entre vários exemplos revela o estudo que :

 

“Taken all together, householders who strongly agreed they were not worried about climate change because it was too far in the future in fact used less electricity rather than more, counter to the hypothesis that households concerned about climate change use less electricity.”

 

 

Toda esta lógica de uma esquerda vocal, ouvida e quase venerada como estando certa, progressista e apropriada na sua visão do mundo e depois contrastando o modo como os mesmo actuam no mundo real, no mundo do Ventromedial Prefrontal Cortex e do Orbifrontal Cortex onde as decisões se tornam auto-referenciais é um assunto a ser levado a sério.

 

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No Shit...!

por Olympus Mons, em 02.07.14

 

 

A new survey assessing the popularity of modern presidents contains plenty of surprises -- and bad news for the Oval Office’s current occupant. 

Barack Obama ranks as the worst president since World War II, according to a new Quinnipiac University survey. He received 33 percent backing for that dubious distinction...!

 

Realmente .... No shit!




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CONFABULAÇÂO

por Olympus Mons, em 02.07.14

 

Novamente o Rui Ramos

No texto de hoje no Observador (que confesso cada dia que passa mais gosto de ler ) Rui Ramos (http://observador.pt/opiniao/e-tudo-narrativa/ ) fala sobre o modo como com a esquerda tudo se enquadra, ou se reescreve, em narrativas. Por acaso comentei que tinha recentemente lido um paper sobre o VMPFC (VentroMedial prefrontal cortex),  área do cérebro que considero ser responsável por um conjunto de processos cognitivos que as pessoas de esquerda não usam com tanta frequência como as pessoas de direita, que as pessoas de esquerda se sentem menos confortáveis enquanto pathway neurológico dando primazia a outros menos auto-referenciais.

 

Post-retrieval monitoring (also known as the “Feeling of Rightness”) (Elliott et al. 2000,

Milner and Petrides 1984, Moscovitch and Winocur 2002) states that the vmPFC

monitors the information retrieved and tests its veracity. Support for this hypothesis  comes mainly from lesion studies, which systematically observe confabulation  behaviour in patients with vmPFC damage (Curran et al. 1997, Gilboa et al. 2009, Lavoie

et al. 2006, Parkin et al. 1996, Schacter et al. 1996, Verfaellie et al. 2004).

 

 

Na verdade aquilo que o RR reporta como narrativa mais não é que alguma predilecção por confabulação por parte da esquerda. Sem o chamar sistemático do VMPFC a esquerda consegue (mas do que a direita) reescrever os eventos.

Vale a pena ler uma breve descrição do que é confabulação.

 

In psychology, confabulation (verb: confabulate) is a memory disturbance, defined as the production of fabricated, distorted or misinterpreted memories about oneself or the world, without the conscious intention to deceive.[1] Confabulation is distinguished from lying as there is no intent to deceive and the person is unaware the information is false.[2] Although individuals can present blatantly false information, confabulation can also seem to be coherent, internally consistent, and relatively normal.[2] Individuals who confabulate present incorrect memories ranging from "subtle alternations to bizarre fabrications",[3] and are generally very confident about their recollections, despite contradictory evidence.

 

 

Amigos… alguém tem alguma dúvida?

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O regime

por Olympus Mons, em 20.06.14

 

 

O Rui Ramos escreve algo que devia ser óbvio para toda a gente.

O PS é o regime e só está o regime verdadeiramente sossegado quando o PS está no poder.

 

http://observador.pt/opiniao/consenso-se-ps-mandar/

 

Aliás, também já escrevi que todo este processo de ajustamento teria sido bem mais sossegado se tivesse estado o PS a fazer o ajustamento. Mas azar o nosso não foi o caso e como tal tivemos que levar com uma volumetria de direito à indignação a que teríamos sido claramente poupados.

 

Mas o mais estranho, ou não,  é que depois ficam todos muito preocupados com a saúde da nossa democracia devido aos níveis de abstenção e não participação dos cidadãos nos actos eleitorais.  Mas esta gente sabe como funciona uma democracia e quais os verdadeiros problemas que fazem com ela seja mais forte ou mais fraca?

 

Nem que somente 10% dos eleitores votassem não estaria em perigo a democracia. Não se essa votação decorrer com representativa de toda a sociedade e dos mecanismos da democracia. Ou seja se for permitido aos 90% de Ill informed anularem-se ao distribuírem-se pelos diversos partidos e os well informed dentro dos 2 partidos (que por norma são sempre 2 – um dia explico porquê) com rotação governativa poderem escolher o melhor candidato…ou aquilo que lhes for mostrado (ou eles percepcionarem ) como tal.  Isto é democracia, quer se goste quer não.

 

O perigo para, e as deformidades da, democracia ocorrem sempre que deixar de haver este “erro” aleatório no modo como as pessoas votam e passa a haver “erros” sistemáticos, passa a haver bias vincados no modo como se influência (ou manipula) quer os ill informed quer os well informed. A manipulação de qualquer destes vectores influencia a qualidade da democracia. É aqui que é medida a qualidade da DEMOCRACIA. Algo que por exemplo os americanos há muito sabem e por isso é que nos EUA as pessoas (ou se quiser os well Informed) oscilam entre os dois partidos escolhendo eleger o candidato que, num determinado ponto, ocupa melhor o centro (median voter theorem) do sentir do país (que oscila um bocado de um lado para o outro) sendo permitida à ignorância explanar todo o seu esplendor e muito dos media (locais, regionais ou nacionais) promoverem tanto quanto possível a elucidação das suas massas, estando estes perfeitamente identificados – Sim o que o New York Times ou o Washington Post diz é dirigido a recentrar os constituintes de Esquerda e o que o New York Post e o Washington Times é para fazer o mesmo para os de direita. Toda gente sabe ao que vêm. Não existe esta bullshit para idiota consumir (que traz o tal bias sistemático) de fingir que são jornalistas isentos a tentar de forma intrinsecamente filosófica encontrar o tal equilíbrio. Tanga.  Por exemplo na televisão ou se fala esquerdalhês mesmo que a tentar passar uma mensagem de direita ou nem lá se entra!

 

 

Quando num país comunicacional (no sentido lato) existe um bias tão forte para a esquerda e quando existe um partido que é de facto o dono do regime, implica que a nossa democracia, a democracia de Soares e Co, é e sempre foi mesmo assim… fraquinha!

 

 

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White FLight em Spanish Lake

por Olympus Mons, em 13.06.14

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, dia 13 de Junho, estreia um filme (documentário) de um jovem realizador (ou activista… como usualmente são todos) sobre white flight em Spanish Lake nos Estados Unidos.  O nome do documentário é precisamente Spanish Lake de Phillip Andrew Morton.

 

Muito provavelmente vamos assistir à resolução de dissonâncias cognitivas, patéticas como usualmente acontece,  por parte de um realizador que ou detém processos cognitivos de esquerda ou é alguém suficientemente inteligente para saber que ou o faz ou as hipóteses do seu documentário ter qualquer divulgação é praticamente 0%. Pelo menos parece que já deu uma entrevista ao Huffington post… o que é sempre revelador. De uma ou outra das opções inumeradas.

 

 

Saint louis sempre foi uma das all american cities, uma cidade que representou durante um século o sentir e viver da América tradicional (e sim branca). Com a chegada ao poder nos anos 60/70 do esquerdismo activista, primeiro na academia e posteriormente à administração pública e consequente ao poder político,  St Louis tinha que ser outra coisa. Aquilo é que não podia ser.  Naturalmente.

Hoje, tão pouco tempo depois (!), no espaço de poucas décadas,  é um dos top das American dying cities, hoje a sua zona Este é considerada uma zona de guerra e spanish lake é uma wasteland. Daí o filme.

 

Spanish lake foi outrora uma orgulhosa township de classe média, média baixa, e branca (pecado) nos subúrbios, onde se promovia entre pares a cultura do trabalho, os proper maners entre vizinhos, as regras como convenções entre pessoas que se identificavam umas com as outras com a correspondente colaboração e entreajuda… e claro não escondiam que não queriam mais governo para nada e quanto menos o estado se imiscuísse na sua vida melhor.  Logo era algo abjecto e nojento a resolver.

Foi resolvido com o Section 8 onde o estado pagava ( e paga) a renda de pessoas de baixos rendimentos (por vezes até 2200 USD) , no essencial pessoas de raça negra, precisamente  para se deslocarem para estas zonas. O Documentário, supostamente, relata a vida que as pessoas lá tinham antes destas medidas do Section 8 e todo o processo de white flight. Hoje Spanish lake é uma zona miserável e abandonada.

 

Quem achar que o aquilo que escrevo  pode servir para se sentir superior a quem quer que seja, na medida que for, é um idiota. Qualquer raça ou fenótipo que aqui no tempo tenha chegado é um tributo à espécie humana… qualquer cultura é um tributo ao que de melhor o ser humano tem.

A minha guerra é com a dissonância cognitiva da esquerda. Entre as suas deambulações teóricas e anúncios a apps para Iphone do huffington Post existe um mundo real.

É esse interminável pretend not to know que eu considero execrável. Especialmente porque muito desse pretend é para as consequências nefastas dos que postulam e do qual tem a tendência para nunca aplicar a si próprios ou fugir de a 7 pés.  A esses que fogem … fuck you very much!

 

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nomological ... que nome estranho.

por Olympus Mons, em 09.06.14

 

 

A segunda questão importante é:

Um partido político é uma equipa a tentar controlar a governação do país ganhando acesso aos cargos políticos.

E tal como Downs nos demonstrou em An Economic Theory of Democracy   em 1957 o homo politicus racional actua sempre da seguinte forma e pela mesma lógica:

 a. Toma decisões quando confrontado com alternativas;

b. coloca as preferências por ordem;

 c. usa um ranking transitivo (vamos focar-nos nesta);

 d. escolhe sempre a opção que mais alta estiver no ranking ;

e. faz sempre a mesma escolha quando confrontado com as mesmas alternativas.

 

Este c. que acima menciono , este ranking transitivo (Transitivity of preferences)  é um principio fundamental de qualquer modelo de racionalidade nos processos de decisão (decision making) -  E no fundo diz que se eu prefiro A a B e B a C então eu  prefiro sempre o A ao C. É este processo que ocorre no decorrer da política e das decisões que os políticos tem que tomar.

 Avaliar as questões desta forma é descer à realidade, é colocar os eventos à escala do pensamento mecânico (que explica  como irei fazer) e não meramente por algo conceptual como se fosse uma rede nomológica (em que enuncio  concepções sem explicar como as vou fazer) . É por isso que os políticos são todos iguais (ainda bem) : Porque as suas diferenças estão na fase conceptual, na fase das construções teóricas, no enunciar de relações entre as observações e as construções teóricas (nomological network).

Contudo quando chamados a decidir o homo politicus faz ao que tem que fazer. Olha para as alternativas, coloca-as numa determinada ordem e decide procurando muitas vezes o mal menor e a arte do possível.

Ora no campo do nomologico não temos que dizer como é que vamos fazer. Basta dizer que eu observo que o deficit é melhor controlado pelo crescimento do PIB visto ser um ratio sobre o mesmo… e isto é óbvio.  Mas não tenho que explicar como o vou fazer, explicar através de Mechanical thinking o mecanismo através do qual irei obter determinado resultado. É que o primeiro é abstracta (não existe no espaço e no tempo) o segundo existe. É real.

Vivemos sob o primado do primeiro, porque o primeiro permite um manancial enorme de conteúdos, repetidos, recauchutados e restaurados… o Mechanical thinking acaba na explicação das rodinhas do relógio. Acaba rápido e não dá verborreia de conteúdos com que se preenche o vazio.

 

Entendeu Constança Cunha e Sá?

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O milagre da agregação

por Olympus Mons, em 09.06.14

 

Vamos entrar numa época politicamente muito intensa daí que tentarei partilhar algumas coisas sobre política. Isto é, para mim, um conjunto de evidências que deveriam ser do conhecimento geral.

A primeira é o milagre da agregação e a ode à ignorância. E todos sabemos quando se coloca questões relacionadas com PIQ (political IQ) aos povos como existe um índice de desconhecimento verdadeiramente ubíquo. Mas isso não é necessariamente mau.

 

Na democracia tem que se deixar a ignorância funcionar! Ou, pelo menos, esse é o segredo da democracia.

A diferença entre uma democracia e uma… não democracia, é que nesta ultima existe um grupo muito pequeno de pessoas a decidir e na democracia existe um grupo um pouco maior (por vezes muito maior) que realmente decidem (por norma algo abaixo dos 10% da população) que são conhecidos como os informados (well informed).

 

E a ignorância é importante porque esta implica que se deixa que de forma não sistemática, sem erros sistemáticos (e isso é importante!), que os ignorantes se anulem. Em ciência política é assumido que as pessoas, o povo, não sabe por norma do que está a falar ou das variáveis intrínsecas das várias partes que compõem uma política. Logo pendem de forma algo aleatória (na minha opinião por favorecimento de uma determinada preferência cognitiva) para um lado ou para o outro.

 

Se deixarmos que isto aconteça, o que é conhecido como a lei de números grandes (law of large nunbers) implica que os 90% que votam e não percebem nada do assunto (ill informed) vão votar de forma a anular-se uns aos outros e serão os restantes 10% (mais ou menos) que ao tomar uma decisão decidem o futuro do país (os well informed).

 

Muitas vezes o exemplo dado é o seguinte:  Num determinado pais (fictício) o Hitler vai a votos com um candidato normal. Nesse pais imaginário as pessoas que não sabem quem ele é vão votar nele e contra ele de forma quase aleatória. Assim ele acaba com 45% dos votos e o candidato normal com 45% dos votos, mas como existem os restantes 10% que sabem bem quem Hitler seria, pois votariam todos no outro candidato e assim a democracia funcionaria como o tal sistema que por norma toma as decisões correctas.

 

Assim se dá razão ao Marquis de Condorcet que avançou com a tal lei dos números grandes. Esta é a vantagem da democracia. Pese embora por vezes algo corra mal, se deixar a roleta ir rolando e deixar os well informed ir decidindo verdadeiramente o caminho,  acaba sempre por ir dar ao “expected value” do que é melhor para o povo em geral e que será tão melhor quantas mais vezes deixar a roleta rolar…

 

Simples não é?

Por isso é que deixando os ignorantes em paz, uns vão preferir o Seguro e outros o Costa, acabando assim por se anular… ficando depois a batalha pelos well informed que irão naturalmente escolher o Costa. – Não é bonita a Democracia?

 

 

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Coisas Elementares....

por Olympus Mons, em 02.06.14

 

O Erro é meu. Admito.

 

Mas acabei de ver o António Costa na televisão e alguém me pode explicar porque não é feita a pergunta óbvia (pelo menos para mim)?

 

Dr António Costa, sendo assim defende que independentemente de resultado de eleições e congressos prévios que no PS se pode pedir ao Secretário Geral que marque congressos extraordinários sempre que se achar que se consegue fazer melhor. É isso?

 

Alguém que me explique, porque na mais elementar consistência e congruência, esta não era uma pergunta óbvia a António Costa por qualquer jornalista que chegue a menos de 10 metros do homem?

 

 

Update:19/6/2014

Pode ser que 30 mil jornalistas não façam a pergunta mas o conselho de jurisdição do PS responde- http://observador.pt/2014/06/19/pedido-de-costa-ofende-regras-da-democracia-dos-partidos/

 

 

 

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Ainda Kaufmann!

por Olympus Mons, em 01.06.14

 

 

 

 

A propósito de Kaufmann

Eric Kaufmann é essencialmente conhecido pelo livro  Shall de Religious inherit the earth?

Dentro da bolha mediática e secular onde vivemos nem reparamos que o mundo está a ficar cada vez mais religioso e, acima de tudo, fundamentalista nesse ser e viver religioso. Curioso como no meio de certezas laicas e postulares republicanos e inequívocos da velhada do Maio de 68, não se parece reparar no mundo real e no sentido da história e da demografica. As crianças vão herdar o mundo? –Olhem então para os moldes em que esse caminho realmente está a ser feito e não para os fictive outcomes em que toda uma elite esquerdoide parece confortável em viver.

 

Apoiados sobre uma força demográfica inegável temos desde o exemplo dos Estados Unidos com o ressurgir de uma religiosidade fundamental até ao fundamentalismo islâmico este não é um fenómeno de rejeição por falta de contacto com o mundo laico e com as suas maravilhas mas sim a sua rejeição como forma de estar no mundo, porque toma expressão precisamente nos pontos de maior contacto dom esse mundo laico (como Kaufmann aqui nos explica)!

 

Nos EUA, sabem qual a comunidade que mais cresce? – os Amish!

 

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Eu, Nostradamus… ou o truque 2.0

por Olympus Mons, em 29.05.14

 

 

Presumo que irá haver um post  o truque 2.1 , o truque 2.2  e por aí a diante .

Quando escrevi o truque (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-truque-12831) mencionava o modo como iria decorrer a substituição do António José (seguro) pelo António Luís (Costa).  Globalmente até nos protagonistas acertei (!).

Mas que fique claro. Na impossibilidade de ficar lá os actuais (tipo, pronto estes pelo menos já têm experiencia) a melhor opção era realmente uma maioria absoluta do PS do Costa. O Costa dá garantias de competência que não reconheço no Seguro e acima de tudo na impossibilidade (impossibilidade que não é só formal) de um governo funcional entre os 3 partidos do arco da governabilidade que seja o PS com maioria absoluta e pronto!

 

Tivesse sido o PS a atravessar este período da troika e não o PSD, invertendo os papéis, muito pouco ou nada do ponto de vista da governação teria sido feito de forma diferente. Quem ache o contrário é, no mínimo, um iludido. Mas algo teria sido bem diferente! – Os níveis de histerismo teriam sido bem menores. Com o PS no governo o megafone que é a comunicação social teria sido mais comedido, considero que as decisões do TC bem mais pragmáticas e muto menos algazarra e alarido instigado pelas centrais sindicais (pelo menos algumas). Meu Deus, quantas horas infindáveis teriam poupado de apelos e vaticínios de queda do Governos, espiral recessiva, segundos resgates… 

 

Contudo não era esse os sentido do meu post. Aquilo que eu quero observar é o modo como durante os próximos 2 anos as mesmas pessoas que tão assertivas eram em relação a pontos específicos de governabilidade vão agora resolver as suas dissonâncias cognitivas quão mais perto estiver do PS assumir o poder.

 

Mas uma coisa de cada vez. Agora vamos assistir ao modo como vão correr com o Tozé. Tragam as pipocas, please!

 

 

 

 

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O ERRO DE DESCARTES

por Olympus Mons, em 27.05.14

 

 

 

 

 

Eu gosto de Kaufamann.

Mas convém Lembrar que Eric Kaufmann é um “left Liberal”, daqueles que até escreve no huffington post - Sim é desses mesmos (! ).

 

Mas o facto é que o trabalho (s) dele é importante para a compreensão de fenómenos que estão a marcar as primeiras décadas do século XXI e que se prevê durante este século circunscrever muito os eventos sócio culturais e invariavelmente influenciar agendas políticas.

Aliás como agora se viu no resultado das europeias.

 

No vídeo, a partir do minuto 2.25 começa a dissonância cognitiva dele e a partir do minuto 3.15 começa a confusão típica de quem é de esquerda (denial – pretend not to know)… e a partir do minuto 3.50 aquilo que eu mais admiro nas  pessoas de esquerda – A notável capacidade de resolver dissonâncias cognitivas. Sim, sabemos que a resolução de dissonâncias é também conhecido como hipocrisia e que esta está intimamente ligada à esquerda (pela Anterior Cingulate). Mas não deixa de ser admirável.

 

Kaufmann, que volto a dizer fez (e faz) um trabalho admirável, começa neste vídeo por demonstrar que a fuga dos brancos de zonas de alta diversidade étnico-cultural não é uma questão económica. Não são as pessoas de maior poder económico que fogem dessas zonas deixando para trás os coitados dos mais desfavorecidos (lengalenga usual da esquerda). A seguir usa como argumento contra  a explicação o white flight o facto de, pasme-se, os dados até mostrarem que os primeiros a fugir e os que mais fogem de zonas de elevada diversidade até são os mais left liberals.   Sim, são os mesmos que mais verbalizam ser a favor de ambientes mais étnico e socialmente diversos que são os primeiros a fugir quando a carrinha das mudanças estaciona à porta deles com essa diversidade cultural ao volante. Não, a razão não pode de todo ser a hipocrisia observada nas pessoas que postulam argumentos mais à esquerda (pretend not to see).  

 

O mais interessante é efectivamente os últimos 3 minutos do vídeo. A explicação avançada por kaufmann é um tributo a Nigel Farage: As pessoas (e leia-se os left liberals até mais que os outros) querem viver inteiramente a sua cultura, as características do seu grupo cultural, composto por networks socais perfeitamente homogéneos e nada diversificado de pessoas que são muito parecidas consigo, desejando mover-se em espaços que para si tenham história e significado e onde símbolos exógenos a esse eu subjectivo estejam ausentes – No shit sherlock!

 

Sim, este post devia chamar-se o erro de Kaufmann….

 

O erro de Descartes, como tão bem demonstrado por António Damásio é no essencial o erro da esquerda.   Aliás os trabalhos de António Damásio foram no essencial os trabalhos sobre o VMPFC e OFC (globalmente no cérebro as áreas de Brodmann 10, ,11,12, etc.) e o facto de nos processo de decisão não haver  forma de isolar os polos emotivos (nem é aconselhável!) e auto-referencias (essencialmente este componente auto-referencial! – aplicar a mim o que verbalizo!)  de avaliações mais abstractas.

 

Mas esta conversa de esquerda, Damásio, Descartes e o Somatic Markers fica para outra altura. 

 

 

 

 

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O truque

por Olympus Mons, em 16.02.14

 

 

E por se falar de socialismo teremos de falar do que já comentei noutro post, que é como se passa do -  é verde!, é verde!, é verde!... Este amarelo é muito bonito não é?

 

Politicamente imagino que aconteça o mesmo entre os portugueses e o PS.  É necessário lembrar que o povo português é socialista. Umas vezes mais, outras menos.  Sendo assim existe um sossego na alma portuguesa quando os socialistas estão no poder. Eu encaro isso com normalidade. Uma normalidade infantil.

 

Mas desta vez vou tentar ver como é que o truque é feito para ver se aprendo.

 

Não nos iludamos – Tenho alguma admiração pelos políticos. Porque são tão inteligentes que permitem que o povo em geral os considere estúpidos, néscios ou de alguma forma ineptos para tomar qualquer decisão. Isto é sinal de inteligência. - Aliás contrasta com tantos comentadores nos media que são meeesssmmmmo inteligentes.

 

Voltando ao truque.  O truque do PS que resulta no contexto do mecanismo acima descrito (este à escala portuguesa)  é fazer um congresso e substituir o actual líder pelo Tony Costa.  O Tony cala-se (como PPC antes de ganhar) e de forma natural o verde passa a amarelo é mesmo bonito, não é?

Paralelamente poderão todos observar o modo como o PS domina a imprensa em Portugal.  O truque só resultará com a conivência dos media que terão que não fazer qualquer ponte entre o PS do ToZé e do PS do Tony! Mas isso já sabemos que é garantido, não é?

 

Duas questões de interesse. A primeira é como é que vão correr com o tozé. Não sou um politólogo logo não sei se já está atrasado ou o truque resulta sempre e nem é necessário muito tempo. Talvez tenha a ver com as europeias. Estrategicamente espera-se que o PS tenha um mau resultado para substituir o actual líder. Provavelmente, o truque parta do facto de qualquer que seja o resultado, aparte de uma votação que indicie maioria absoluta, não ser suficiente para salvar o líder e levar à indignação e sua substituição. Logo após as europeias vamos ver os Pedro Adão e Silva, as Constança Cunha e sá, Pedro marques (sim, sei que é do PSD – pois abelha, vai perceber que Roma não paga) a malhar no tozé. No fundo a cada um o seu papel e quem aposta comigo que o Adão e Silva vai sair do armário e assumir a sua posição de político no PS no prazo de algo como um ano?

Contudo, além da arraia-miúda acima referida teremos que ter pesos pesados.  De Jaime gama a Henrique Neto, etc, na certeza que o mais fácil será soprar aos ouvidos do Mário Soares e lá vai ele a achar que foi ideia dele… Coitado do velho.

E a segunda é que Interessa particularmente perceber até que ponto o povo português é assim. Sim, assim venezuelano.   Porque isto tudo vai ter que ser feito com uma celeridade que não a normal e tenho para mim a certeza que na maioria dos países mais desenvolvidos, democraticamente, não seria conseguido - No way! A distância entre as elites (no caso do PS) e o povo votante tem que ser muito grande. Uns têm que ser muito inteligentes e os outros muito estúpidos.

 

E a prova disto é que não estou mesmo (e posso estar errado) a ver o ToZé a ir às legislativas. Not  a chance in hell! E acho que toda a gente sabe (até ele) e não me dizem!

 

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Os Socialistas e o dinheiro dos outros…

por Olympus Mons, em 10.02.14

 

 

 

 

 

Ainda a iniquidade…

Um estudo interessante de Michael Kraus, publicado no PLOS ONE a 21 de Janeiro deste ano, demonstra que os republicanos têm princípios. E ter princípios significa que a realidade não é aferida com base no felling facultado pelo indicador no umbigo. O estudo é sobre o apoio à meritocracia e ao apoio a esta mesmo que crie iniquidade.

Os congressistas republicanos suportam medidas legislativas que assentem em meritocracia mesmo que leve a iniquidade qualquer que seja o seu próprio estrato social. Já os democratas, a coisa varia conforme o estatuto ou estrato social do democrata. Quem menos tem apoia veemente medidas legislativas que levem à redução da iniquidade, mas a coisa vai mudando, e muito, conforme o congressista democrata for mais abastado.  – Aquela coisa que quem não é de esquerda sabe e o Paulo Portas disse sobre os socialistas : que são muito bons a gastar o dinheiro dos outros.

 

 

Noblesse Oblige? Social Status and Economic Inequality Maintenance among Politicians 

 

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Coisas que merecem ser repetidas... Mesmo!

por Olympus Mons, em 23.01.14

De todas, esta era a maior lição que gostaria que a esquerda aprendesse.

 

Moralidade ou ética descritiva é empírica. Não é abstracta.  Tem que ser observada… Isso é a ética que é binding e que a esquerda não consegue interiorizar. O falhanço é brutal e total.  Ou seja, não falta gente de esquerda que ganhe 4 mil euros (na academia então é frequente), ou  3 mil, ou 2 mil, e que tem que começar a dividir essa valor por gente que ganhe o ordenado médio (750 euros)  ou o mínimo em Portugal.  Isso criará uma estrutura de identificação entre essas pessoas (os de dão e os que recebem) e a existência dessa harmonia (vamos ver) será observada, será um value… um valor observado dentro na Value Theory. Porque se não forbinding é porque não é real, mas se for binding e com o passar do tempo, sendo uma coisa funcional (vamos ver) acaba por ganhar tracção e vamos ter empresários, professores universitários, médicos, actividades liberais bem pagas, voluntariamente (!), todos nessa coesão social de spread the wealth.

 

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Mais um...!

por Olympus Mons, em 18.01.14

Ontem ouvi este senhor a falar na televisão sobre o estudo de sua autoria. Aliás uma pequena busca pelos conteúdos jornalisticos na Net e …

 

Quanto mais instruídos e ricos, menos solidários são os portugueses

Estudo da Universidade Católica Portuguesa e do Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano vai ser apresentado na quinta-feira e mostra ainda que pessoas que recebem mais de 4 mil euros por mês são tão infelizes como quem recebe menos de 500.

 

Ou

Lourenço Xavier de Carvalho. "A continuar assim, corremos o perigo de formar ladrões competentes"

Sociólogo demonstra na sua investigação que quanto mais escolarizado e rico é o português, menos valor atribui à justiça, à honra ou à solidariedade

 

Até aqui tudo bem. Ou tudo mal.  Mas deixem-me ver se entendi o estudo:

O estudo diz que as pessoas que ganham até 500 euros, logo não são contribuintes (não verdadeiramente) estando sim muito mais perto de serem receptores da solidariedade (que não estamos a falar de caridade) consideram que deve haver muita solidariedade. Isto lembrando que 66% dos contribuintes suportam meramente 5% do IRS… Já , por outro lado, os que ganham mais de 4,000€ (50,000 mil euros anuais) e que são os 5% que sustentam 75% do IRS em Portugal (se já era assim antes desta crise, imaginem agora deve estar aí nos 80% e muitos) não concordam.  Pois, que malandros.

Mas mais curioso, ao contrário de outros estudos internacionais (por exemplo Marist poll ou o de Princeton em 2010) que demonstram que é realmente a rondar esses valores dos 50,000 anuais que as pessoas são mais felizes, sendo mesmo considerado o valor para se ser genuinamente feliz, no caso português não decorre de todo dessa forma sendo na verdade tão felizes como as pessoas que ganham 500 euros mensais (!).  Mas ainda mais curioso é que na mente do referido senhor que coordenou o estudo, ou dos jornalistas que compuseram os textos na imprensa, nunca lhes ocorreu que esta anomalia comparada com outros estudos destes portugueses  poderia ter algo a ver com o meu parágrafo acima. Do ponto de vista da mente de um homem de esquerda, e não tenho dúvidas de que ele o é, temos que solucionar o problema trabalhando na educação dos jovens. Aliás estamos para aí a formar ladrões competentes (como ele diz) porque não aceitam entregar ao estado mais de 50% do que ganham para serem solidários e ficar todos felizes!  Malandros com certeza. Tão malandros que até são infelizes!

 

Está claro que não são infelizes porque como o ordenado que lhes é pago não é decido por um bola saída de uma tômbola como o Euro milhões e que quem lhes paga os 4,000€ não quer verdadeiramente saber que o estado lhe fique com mais de 50% e exige o trabalho e responsabilidade proporcional se sentem defraudados pelo estado, pela justiça e pela democracia, não, é porque são mal formados. E a solução dada pelo senhor na televisão é prescritiva na forma e conteúdo que é educar estas pessoas a aceitar a situação descrita. Aliás reeducar. Diria mais, esta situação é tão má que caso não entendam vamos a campos de reeducação e pronto.

 

 

 

 

Para a eventualidade de alguém de esquerda , daqueles hard-core (do fenotipo Raquel varela, Daniel Oliveira ou o autor do estudo),  passe aqui pelo Blog e a pequena percentagem destes que ler o texto até esta parte gostaria de explicar o seguinte  -   A razão pela qual nunca criarão uma sociedade funcional, a razão pela qual a chegada ao poder de grupo de pessoas que só funcionam com pilares ético-morais normativos e prescritivos (vamos reeducar!) é que lhes faltará sempre, sempre (!) os outros pilares 3 (ou 4) descritivos.  E as pessoas no mundo onde terão que governar e que computam com os 5 botões do equalizador moral são mais de metade da população. Aliás as pessoas de esquerda sabem bem isso. Por isso gostam tanto de movimentos (de cidadania ou outros) mas não passam disso. A esquerda só será uma opção civilizacional, repito,  c i v i l i z a c i o n a l, quando além de marinar nessa imensidão de ética e moralidade normativa e prescritiva (querendo impor o que pensar, como vestir , o que dizer…) também se dedicar a criar, a promover,  a existência de uma  moral  descritiva, um conjunto de entidades descritivas  (o que as pessoas pensam ser correcto)  que una não só os que são de esquerda como todos os outros (boa sorte, claro) e dessa forma verdadeiramente mudar o mundo. Isso implica, a confecção dessa massa crítica descritiva, que comecem por viver o que professam.

 

Moralidade ou ética descritiva é empírica. Não é abstracta.  Tem que ser observada… Isso é a ética que é binding e que a esquerda não consegue interiorizar. O falhanço é brutal e total.  Ou seja, não falta gente de esquerda que ganhe 4 mil euros (na academia então é frequente), ou  3 mil, ou 2 mil, e que tem que começar a dividir essa valor por gente que ganhe o ordenado médio (750 euros)  ou o mínimo em Portugal.  Isso criará uma estrutura de identificação entre essas pessoas (os de dão e os que recebem) e a existência dessa harmonia (vamos ver) será observada, será um value… um valor observado dentro na Value Theory. Porque se não for binding é porque não é real, mas se for binding e com o passar do tempo, sendo uma coisa funcional (vamos ver) acaba por ganhar tracção e vamos ter empresários, professores universitários, médicos, actividades liberais bem pagas, voluntariamente (!), todos nessa coesão social de spread the wealth.

 

A esquerda tem que calar a boca e fazer. Fazendo é observado e aceite como um valor. Liderar através do exemplo.

 

Nota : In sociology, value theory is concerned with personal values which are popularly held by a community, and how those values might change under particular conditions. Different groups of people may hold or prioritize different kinds of values influencing social behavior.

 

 

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Quando os oiço...

por Olympus Mons, em 22.12.13

 

http://www.publico.pt/politica/noticia/carvalho-da-silva-promove-movimento-3d-para-as-europeias-sem-ps-e-pcp-1616687

 

Quando os oiço... tenho sempre que me recordar que tanto o OFC como o VMPFC não é mesmo a praia deles:

 

A wealth of animal and human studies suggest that the vmPFC plays a key role in calculating the value of choice outcomes, which guides decision-making in diverse domains (for reviews, see e.g. Bechara & Damasio, 2005; Montague, King-Casas, & Cohen, 2006; Wallis, 2007). Bechara and Damasio (Bechara & Damasio, 2005; Bechara, Damasio, & Damasio, 2000; Damasio, 1994) have argued, in particular, that the vmPFC is a critical neural structure for attaching affective/emotional signals to mental representations of future outcomes. These affective/emotional signals would help individuals to know “what it feels like” to be in a given future situation, thus guiding their decisions in advantageous ways. 2 Patients with damage to the vmPFC indeed seem oblivious to the consequences of their actions, and accordingly present severe impairments of personal and social decision-making in their daily life (e.g., the choices they make often lead to loss of reputation, job, and family), in spite of otherwise largely preserved cognitive abilities (Bechara & Damasio, 2005; Damasio, 1994).

 

 

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