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Junkies

por Olympus Mons, em 05.01.16

 

 

Dizia à dias Jonathan Haidt que um Libertarian não passa de um Liberal que foi assaltado, que foi  Mugged, pela realidade.

Não deixa de ser verdade. Muitas vezes os libertarian, que tanto se lê por exemplo no Insurgente, não passam em alguns dos casos de pessoas mais próximas do bloco de esquerda na perceção dos cânones sociais mas sem toda a tónica na sensibilidade do harm/care e do Fairness/reciprocity ou equality.

 

Veio me isto à memória porque há dias li o recente estudo de Van de vyer et al How the

July 7, 2005, London Bombings Affected Liberals’ Moral Foundations and Prejudice.

 

O estudo é curioso porque tendo acesso a questionários de cerca de 2500 pessoas no reino unido demonstra com uma clareza impressionante como, após um atentado (no caso o de londres), as posições politico-morais de pessoas de extrema-esquerda (liberals) ficam exatamente iguais às das pessoas de direita. Que curiosamente não se alteram em nada. Após um atentado as pessoas de esquerda tem valores de cânones morais descritivos iguais às pessoas de direita, tem o mesmo endorsement de in-group que as pessoas de direita sempre tiveram, a mesma posição de fairness Foundation nas atitudes politicas e até a atitude e preconceito para com muçulmanos.

Mas talvez o mais incrível é que a posição das pessoas de direita não muda. Em nenhuma das barras. A sua posição matem-se exatamente igual antes e depois de um atentado.

 

Eric kaufman já nos tinha demonstrado que as pessoas de extrema-esquerda são as que mais endorsement dão por exemplo à multiculturalidade mas curiosamente são as primeiras a abandonar o bairro quando essa multiculturalidade chega com a carrinha das mudanças ao sítio onde vivem.

Agora percebemos todo o postering moral que a esquerda gosta de se intoxicar com (endorfinas, ou seja opiáceo endógeno) não passa de incapacidade de avaliar a realidade. Mas tal como no caso da multiculturalidade, quando esta realidade lhe bate à porta acordam de maneira estrondosa.

 

Fica a pergunta. Se a esquerda não passa da direita vivendo numa bolha de ilusão com o intuito de se auto endorfinizar… porque lhes damos tanta atenção nas sociedades modernas?

 

 

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Douglas Murray

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

Agora que se aproxima o fim do ano:

Este ano descobri Douglas Murray.  A par de pessoas como Nial Ferguson que sigo faz algum tempo, este ano descobri  para meu deleite mais este, tal como Nial, refrescante escocês.

 

 

          https://www.youtube.com/watch?v=jbsfdreLwT8

          https://www.youtube.com/watch?v=xPNWZg0jZwY

 

Inteligente, Gay e de direita, é um dos vários antibióticos contra um fenómeno que devassa o mundo e que parece estar a espalhar-se a uma velocidade estonteante.

 Um fenómeno global em que a estupidez é aceite como uma característica perfeitamente normal, funcional e até produtiva. Veja-se a Catarina Martins.

Uma total incapacidade de cognitive reflection parece grassar no mundo. Bom exemplo é o New York times publicar coisas como overdose mata mais de meio milhão de pessoas por ano nos EUA. Uma total ausência de noção de factos e de realidade. Qualquer pessoa que viva neste mundo sabe que seria impossível numa população de 300 milhões ter meio milhão a morrer ao ano de Overdose mesmo que não faça a mais pequena ideia sobre o assunto -  Alguém deve investigar se não estão a nascer consideravelmente mais idiotas por minuto do que a proverbial unidade.

 

Um dia à noite, coloque uns auriculares e divirta-se.

         https://www.youtube.com/watch?v=8XwFWRRyMsk

 

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TAP.... for dummies na COSTA portuguesa.

por Olympus Mons, em 22.12.15

 

TAP - Não me é usual comentar em post este tipo de tema. Mas no caso da TAP abro uma exceção. Isto surge de um comentário do “zé Laranja” sobre o facto de eu considerar que a esquerda fala muito "à esquerda", mas como todo a gente decide "à direita". A diferença entre os dois é o momento em que isso ocorre sendo que os segundos fazem-no com base em expected outcomes que antecipadamente computam (muitas vezes corretamente mas naturalmente nem sempre) e os primeiros de forma algo bayesiana, fazem um processo em que as coisas são continuamente reavaliadas até que chegam à conclusão na maioria das vezes são iguais à conclusão e processo de decisão que a direita tomou lá atrás. O problema, é que nem sempre os resultados de uma decisão tomada lá atrás é o mesmo de uma decisão tomada extemporaneamente muito tempo depois.

 

A TAP, vai continuar privatizada. Claro que vai!

 

A TAP vai continuar privatizada e com a maioria do capital privado, porque o mercado, ou os mercados, aonde a TAP labora, ou seja a indústria à qual pertence, está em mudança. A probabilidade da TAP sobreviver sem ser no contexto completamente liberalizado em que a sua indústria se tornou é efetivamente 0%. E, curiosamente se houve entidade ou entidades que destruíram completamente a hipótese de continuar a haver companhas aéreas de bandeira foram as instituições Europeias que permitiram todas as liberdades do mundo às low costs (e provavelmente bem) e como tal a TAP, como outras empresas noutras indústrias, tem que se reinventar.  

A TAP sendo uma empresa que exporta mais de 80% do seu produto, sendo uma empresa que vende em mercados à volta do planeta inteiro, tem que possuir o dinamismo necessário à sobrevivência na concorrência direta com todos os que providenciam a mesma oferta que a TAP. Isto é o epicentro do conceito de concorrência sendo o oposto do conceito de estatal que existe para servir os interesses de uma determinada subpopulação.

Só se sobrevive na indústria do transporte aéreo se houver sinergias com outras empresas com domínio de outros mercados (essencialmente mercados internos grandes), se houver uma simplificação total de processos que permitam a venda, o lidar com a procura, num mundo de Marketing e canais Digital, se houver uma oferta de experiencia a bordo inovadora e moderna (como novos aviões) … tudo coisas que são muito, mas muito, difíceis fazer quando se está na esfera dos interesses de um estado e quando até o dialogo de decorre é, à luz de um mundo moderno, disfuncional.

 

Claro que a TAP vai continuar privada, claro que vai fomentar grandes sinergias com a AZUL, claro que vai incrementar parcerias com empresas do grupo gateway do neeleman para efeitos de metasearches e OLAs, claro que vai fazer interline e code-share com a jetblue e vai implementar novos conceitos de retailing e branding sales  em conjunção com estas e outras entidades, etc.

 

Ora, com isto é claro que vai reduzir a sua participação no PIB (que é considerável) vai reduzir pessoal e pagar menos ordenados em Porgugal, vai comprar menos bens e serviços em Portugal, sim, mas pelo menos vai existir. E vai estar aqui a contribuir para a riqueza do país versus nem existir -  Porque essa é mesmo a outra opção. É só que o Antonio Costa vai levar algum tempo a perceber isto. 

 

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Tão betinhos que somos!

por Olympus Mons, em 19.12.15

No meu post

 Nostradamus 3.5 ... Ou o modo como a direita não aprende (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/nostradamus-3-5-ou-o-modo-como-a-21098)

 

Enfatizava coisas como:

 


   o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

 

Nem algumas semanas depois, quando ouvimos falar de como a extrema esquerda afinal engole sapos com bastante facilidade, fica aqui estas perolas da nossa direita parlamentar. Realmente costa sabe o que está a fazer…

 

Analisaremos caso a caso”, garante ao Observador o porta-voz, Filipe Lobo d’ Ávila. “Se o PS apresenta as nossas coisas, temos que votar a favor. Não votaremos contra propostas que nós próprios apresentámos. Além disso, temos que ter em atenção aquilo com que nos tínhamos comprometido com as pessoas”, secunda Telmo Correia

 

 

Parabens ao usurpador.

 

 

 

 

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Yuuppiii- O fim da austeridade

por Olympus Mons, em 19.11.15

 

 

Sabem porque quando um deputado do Bloco de esquerda é espancado por um cigano (passa a ter memória episódica) muda o seu discurso e passa a pedir atuações e choice behaviour que apelam as consequências do tal evento que lhe ficou marcado na memória?

Pela razão oposta que faz com que a esquerda não tenha medo do regresso da troika. Não lhes doeu verdadeiramente (pelo menos fisicamente). Mas eu explico.

 

Existe alguma falta de interpretação sobre os eventos políticos da nossa parte. Sempre que alguém de inclinação politica mais à direita fala ou escreve na média fá-lo sempre com referência a consequências futuras nefastas. Não resulta. Não quando se fala com alguém de esquerda.

Ou é, naturalmente, algo simples de elaborar e fácil de discernir ou então está a falar para o boneco. Achar que um Galamba, ou uma isabel Moreira, ou Catarina Martins, ou Francisco lousã ou até, aparentemente, um António Costa (não, este é diferente) vai ficar impressionado com o expected outcome da conversa de destratado orçamental é uma pura perca de tempo.

 

Não é falta de inteligência (obvio) falta de sentido de responsabilidade ou inconsciência (menos óbvio), ou até loucura (já depende da definição). É só que não são esses os mecanismos e processos cognitivos preferenciais e inerentes a quem é de esquerda. Só isso. Também não entro num plenário do PC e acho que os vou convencer das virtudes do capitalismo. E se não o faço então por que razão o grande argumento que nós fazemos é para pessoas que tem as preferências cognitivas semelhantes? Para nos convencer ainda mais? - Pode fazer sentido desde que seja para cerrarmos fileiras.

 

No cérebro, os mecanismos de choice behaviour são grandemente influenciados por a Amygdala, Orbifrontal e Insula. Quem lê os meus posts anteriores sabe que se associa (eu acima de todos os outros) a direita à AOV (Amydala-Orbifrontal- VMPFC) e a esquerda à IAD (Insula-ACC-Dlpfc). 

Neste contexto da ameaça e incerteza da austeridade a insula não deve contribuir muito. Visto que contribui somente  com estados internos do corpo (homeostáticos) e memória futura desses estados internos. Ora, se a austeridade não tiver criado, frio, fome, dor então não está registada como memória episódica (autorreferencial) não elícita grandemente a Insula e não conta para este rosário de antecipação de consequências nefastas as escolhas.  

 

Já a amygdala (que as pessoas de direita têm maior) é responsável por nos processos de choice behaviour trazer tanto a memória declarativa (lembrar o que aconteceu no passado) assim como o RMC (Reward Mediate conditioning)  que é o “se voltas a cometer este erro vai doer” e assim  juntar as pontas para levar as coisas a um bom porto num  “appropriate action-outcome associations” que deverá promover o expected outcome bom (positivo). Não quer dizer que seja sempre assim, quer sim dizer que por norma acontece aquilo (expected outcome).

Não é por mero acaso que em situações de incerteza se vota à direita.

 O que acabei de explicar é exatamente a razão por que assim acontece. Em situações de incerteza, que os humanos detestam, a amygdala acende como um pirilampo para resolver o problema… Se fores de direita. De esquerda só se o teu rabo estiver diretamente em risco. Caso contrário vais filosofar para o DLPFC e ACC. 

Assim. Conversas do papão do regresso da troika só fariam sentido se o povo português (pelo menos o de esquerda) tivesse passado fome, frio, doenças (temperatura corpo) etc. , e convenhamos, 7% de contração do PIB não é suficiente para deixar verdadeiramente marcas. Tinha que ser algo a rondar os 50% da saída de Portugal do euro.

 

Assim, querem livrar-se da esquerda durante longos e bons anos? – Esqueçam o Costa, ponham o Jerónimo em São Bento!

 

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Gostava imenso de ter mais tempo para escrever um pouco mais sobre estas questões de genética populacional. Tanto a nível pré-histórico (Paleolítico, neolítico, idade do ferro, Bronze, etc.) como numa perspetiva inovadora sobre eventos históricos, estas análises estão a mudar a nossa visão do mundo.

Até para aliviar um bocado as temáticas abordadas nos últimos dias. Ok.

Escrevo isto porque tive a ler the Italian genome reflects the history of Europe and the Mediterranean basin  e na verdade a diferença, o fixation Index, entre um italiano do Norte e um italiano do sul é por exemplo maior que a diferença entre um Português e um alemão. Ou entre um irlandês e um alemão (ou pelo menos parte considerável da Alemanha).  Fst 0.0013 é igual ou maior que a maioria (mais de 50%) de todas as combinações entre os povos europeus.

 

Já escrevi no post (De Catalães a Bascos. Duas coisas bem diferentes) sobre a independência da Catalunha que estes não se diferenciam geneticamente em nada (ou quase) dos espanhóis de Madrid. Mas, na verdade num mundo de incertezas em que vivemos existiria no futuro hipoteticamente um “Pais” que seria composto por Portugal, Espanha e…. Norte de Itália. Aliás, existe em várias análises PCA (principal componente)  de genes e polimorfismos comuns que criam este cluster de pessoas.   

Ethnicity Gedrosia Siberian NW_Afric SE_Asian Atlantic_Med North_Europ
Espanha 6.00 0.50 3.25 0.20 54.35 21.95
Norte Italia 5.76 0.28 2.80 0.26 39.36 24.61
Portugal 6.33 0.21 6.24 0.28 47.14 22.28

 

Ethnicity S_Asian E_Afric SW_Asian E_Asian Caucasus S_Saharan
Espanha 0.20 0.05 5.20 0.00 7.75 0.60
Norte Italia 0.06 0.39 5.44 0.29 20.20 0.54
Portugal 0.73 0.77 4.89 0.09 10.58 0.46

 

Com estas percentagens de genes destes clusters geográficos, como apresentado no quadro acima, as analises de principal components criam um cluster de pessoas que são geneticamente “mais” parecidas. Assim haveria um país de pessoas geneticamente "mais próximas" composto pela peninsula ibérica e norte de itália (Pidmonte,lombardia,romangna, etc). Aliás como outros "paises" podem surgir noutras areas geográficas da europa.

Alias, nota-se em Portugal o numero elevado de genes do norte de Africa, que na verdade ninguem sabe se são antigos (paleolitico/neolitico) ou da invasão arabe sec. VII-X (só por si isto dava um post enorme). Sendo sempre esse o traço distintivo que uso mesmo sem ver a nacionalidade no 23andMe se é português (procuro cerca de 6% de genes do norte de Africa), assim como uso a percentagem de genes negros (S_Saharan) para saber se estamos perante um Portugues (0.5%) ou um Brasileiro  de origem portuguesa (3.5%).

Deste ponto em diante dava para escrever um livro....

 

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Hit Reset!

por Olympus Mons, em 15.11.15

Homeland - Quinn tells it like it is.

 https://www.youtube.com/watch?v=vApBZlaePec

 

Este pedaço, este pequeno segmento de uma serie televisiva consegue fazer um resumo simples e conciso de toda situação com o DAESH no Iraque e Siria. O resto é conversa.

E a partir do minuto  1.47 ele diz tudo!

 

Sim, hit reset é a solução.  Mas para o Daesh.

E o ISIS, ou Daesh,  é uma coisa, o Islamismo outra, o Islão ainda outra, e a meia dúzia de lunáticos que praticou aqueles actos em Paris ainda outra bem mais prosaica e bem mais perto do que já conhecíamos. Mas isso é matéria mais extensa.

 

Update 15.11.2015 :  Parece que os franceses tambem concordam. Turn Raqqa into a parking lot... 

French aircraft have carried out strikes on the Syrian city of Raqqa, a stronghold of Islamic State militants, the defence ministry says. A command post and training camp were destroyed, a statement said.

 

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Parece que afinal vão todos pelo teu caminho...!

 

 

 

 

 

 

 

 

Após os atentados desta sexta feira passadas, 13 de Novembro, tenho estado a observar os comentários, tanto nos media como nos jornais online e blogs, a alusão à reação dos estados unidos e do mundo ocidental nem geral na sequência dos atentados do 11 de Setembro e posterior guerra no Iraque, como responsabilidade direta por estes actos de terrorismo na europa. Lá vem a conversa do Bush, do Blair e afins.

Não tem mal nenhum. Muito do que eu aqui escrevo é precisamente para elencar de exemplos em que na verdade podemos (mas não devemos) olhar para o esquerdismo (todo) como uma forma de impairment cognitivo (em nada relacionado com a inteligência). Por isso esta narrativa que fazem não tem mal nenhum. O mal é que ninguém lhes faça cair a ficha.

 

Aquilo que me aborrece é que ninguém responda imediatamente inquirindo-os se já repararam que quem faz atentados na europa não é nem Afegão (e existem muitos por aí), nem iraquiano (então não eram esses que se deviam vingar) ou até, sequer, palestiniano (!). Quem faz atentados são hispano-marroquinos (de primeira ou segunda geração), Brito-paquistaneses e na frança essencialmente magrebinos.  

 

Não lhes cai a ficha e pensar que se calhar a gravação que repetem incessantemente possa estar errada?

 

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13 de Novembro de 2015

por Olympus Mons, em 14.11.15

 

 

Estamos a enfrentar o Estado Islâmico ou o Islão?

 

 

Nem é assim tão difícil de descobrir. É só não confabular, o que em termos práticos significa calar a esquerda. A frança tem já quase 10% da sua população muçulmana, cerca de 5 milhões, basta ignorar tweets, opinion makers, líderes religiosos na europa, lideres políticos de países de maioria muçulmana e, em geral, estados de alma do momento…. E basta meramente ir perguntar a essa população o que acha dos atentados de ontem. Estes e outros. E não deve ser agora. Deve ser feito dentro de um ano. - Aquilo que depois de tratados os dados estatísticos dessa sondagem resultar será a resposta se enfrentamos o ISIS ou o Islão.

 

Também não interessará particularmente a resposta dos muçulmanos mais velhos que esses não fazem atentados. Tem que ir perguntar aos jovens entre os 16 e 35 anos o que eles pensam dos atentados.

 

E já que falamos da diferença entre grupos, visto que de acordo com os estudos da Pew Global que tenho lido (especialmente o de Julho de 2015), o receio mais acentuado do extremismo islâmicos nos seus países está grandemente enraizados nas pessoas mais velhas ou ideologicamente mais à direita (com diferenças de até 30pp) , convém também, já agora, perguntar aos franceses de idades entre os 18 e 30 anos e ideologicamente mais de esquerda se… e agora? já sentem o receio?

 

Este post terá continuidade... 11:21h

 E esta pergunta é importante. Porque logo a seguir aos atentados ao Charlie Hebdo e ao mercado Kosher, a opinião dos franceses em geral e em particular as de franceses de inclinação ideológica de esquerda aumentou de forma considerável. Por isso estes escalar não são um crescendo de resposta dos extremistas a um incremento por parte da sociedade francesa de islamofobia.

O que nos reserva o futuro?

O que fizermos dele, desde que se mantenha em mente que a diversidade cultural é tóxica e funciona de forma muito semelhante às células cancerígenas.

Por norma não referencio autores de direita, até porque em algumas das vertentes e áreas de investigação que aqui abordo nem existe outra espécie que não seja de esquerda. Seja Eric kaufmann, seja mesmo Jonathan Haidt ou Joshua green.  Nesta altura convém mencionar Robert D Putnan , que já mencionei no A REALIDADE É UMA “BITCH” (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/6497.html) .

Putnan é dos , se não o, mais influente sociologo politico vivo. Desde Obama até todo e qualquer instituto social, tem-no ou aos seus trabalhos como referência. 

Já agora, Putnan foi muito criticado por ter publicado dados em 2000 mas só em 2007 publicou as conclusões. Porquê? Porque os dados demonstravam que tudo que andava a ser publicado, todas as teorias e tangas esquerdoides do contact hypothesis  e da Conflict theory eram invalidadas pelos seus dados. Como tal fez aquilo que qualquer esquerdoide faz, porque pode e só eles o podem fazer sem perder completamente a reputação científica, escondeu dados.    Mas escrevia eu sobre os trabalhos da psicologia comunitárias que assentam muito sobre os trabalhos de Putnan:

 “….O problema é que todo o output desta disciplina vai no sentido contrário aos objectivos da própria disciplina. Desde os trabalhos de Steve Sailer até Robert Putnan todos, para espanto total das suas mentes politicamente correctas descobrem que não se consegue de todo ter o melhor dos dois mundos. Ou tens uma comunidade coesa ou tens uma comunidade diversificada.  Diversificar étnico-culturalmente determinada comunidade leva invariavelmente à redução da confiança (mesmo dentro de pessoas da mesma raça), do altruísmo, cooperação, etc.  – Agora até andam às voltas com modelos computorizados que invariavelmente retornam resultados perfeitamente óbvios:

 

These findings are sobering. Because homophily and proximity are so ingrained in the way humans interact, the models demonstrated that it was impossible to simultaneously foster diversity and cohesion “in all reasonably likely worlds.” In fact, the trends are so strong that no effective social policy could combat them, according to Neal. As he put it in a statement, “In essence, when it comes to neighborhood desegregation and social cohesion, you can't have your cake and eat it too.

 

Reparem, isto é escrito por pessoas que em Portugal votariam no Bloco de esquerda, se é que isso serve de referência para alguma coisa.

A minha pergunta inicial era se estávamos a enfrentar o ISIS ou o islão.  A nossa sobrevivência cultural depende da resposta. E é bom que não confabulem no momento de a ouvir (!). Se é que alguém vai verdadeiramente alguma vez fazer a pergunta.

 

Mas sobre Putnan não ficaremos por aqui.  Antes de "ler" a reposta à pergunta infra mencionada, temos que perceber o que Putnan nos diz com “Diversity and trust within communities “ - Mas isso fica para outro post.

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Último Update à grécia

por Olympus Mons, em 12.11.15

 

 

último update (12.11.2015) ao meu Post Grécia(http://barradeferro.blogs.sapo.pt/grecia-19251) de 13.1.2015

 

"Grécia está hoje paralisada devido à greve geral contra austeridade de Tsipras"

 

LOL!

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O novo regime

por Olympus Mons, em 09.11.15

 

 

Quando observo o panorama político ao dia de hoje tenho algumas asserções imediatas.

 Primeiro que à semelhança do que tem sucedido noutros países nos últimos anos a clivagem, o cisma, ente pessoas de esquerda e direita vai ser uma realidade marcante em Portugal durante muito tempo.

Portugal vivia uma benignidade resultante do combate ao período pós revolucionário em que o centro era o epicentro de toda a política em Portugal, permitindo por parte dos well informed a permutação de qual das duas forças politicas tinha conjunturalmente o poder, e essa era a nossa proteção contra a atuação dos ill informed . O PS desde ontem (e não só o António Costa) cravou uma nova realidade. Que fique claro que essa é a responsabilidade deles.

Quando em vários locais do mundo ocidental se regista um acréscimo brutal de desagravo e agressividade para com as forças políticas do outro lado do espectro politico se calhar era uma questão de tempo até o fenómeno chegar a Portugal. O problema é que quem por norma inicia estes processos (esquerda) parece sempre acabar por ficar surpreendido com a eternização dessa realidade para além do lhes convém. Caso típico é, como sempre, os EUA.

O valor de “warmth” para com a outra força politica (conservador vs Liberal, ou republicano vs democrata) sempre foi, mais ou menos, ameno e consistente até meio do mandato de Bush II onde começou a declinar de forma muito acentuada (lembrar das imagens de Bush Nazi, etc.). Quando Obama assumiu o controlo da administração americana passou, para as pessoas de esquerda, a “estar tudo bem” e tem sido com grande “apreensão” que repararam que afinal o dislike entre as forças politica afinal ainda se agudizou muito, mas muito, mais (passou de quase 40% para menos de 20%!). Para alguém de esquerda como é que é (era) possível que as pessoas de direita agora não vissem como estava tudo bem e era altura de todos adorarem o novo totem da esquerda. Mas que gente mais mal formada e mal-intencionada. Contudo esta nova realidade, hoje, é aceite como a nova normalidade nos EUA.

 

Em Portugal da segunda metade desta década ou és de esquerda ou és de direita. Não haverá partido (s) de charneira. Isto tudo implica que, muito provavelmente, em Portugal o arco da governação não voltará a governar sem maioria parlamentar e se tudo correr como nos outros países o CDS não voltará a ser opção para o PS se coligar ficando este sempre dependente de acordos com um conjunto de agremiações politicas à sua esquerda que do ponto de vista programático lhe são muito diferentes ou quiçá até alienígenas no conteúdo da praxis politica (onde está muito perto do PSD).  

Mas o mundo irá dar muitas voltas e, tão certo como o destino, quando lhe for conveniente o PS irá querer voltar ao velho regime (que é o seu e se nada mais é só irónico que seja ele a destrui-lo) e ficará profundamente ofendido e indignado que os partidos à sua direita sejam tão “irresponsáveis” que não coloquem os interesses da nação acima dos seus interesses partidários.  Ser socialista é ser suficientemente de esquerda para não perceber sequer o que o Karma é,  ser socialista é não perceber que para alguns, ou “outros”, aquilo que tens hoje nunca é desassociado do que fizeste ontem.

O problema é que nestes processos é depois muito difícil voltar a atrás. Em especial com essa variável em ação neste momento em Portugal que é em política sempre um momento muito perigoso: Generational changing of the guard.  Conhecido como a morte das amizades. Observem os young turks dos dois lados e vejam, como por norma, existe uma agressividade e desprezo latente na atitude.

 

 Quanto a António costa…hhummm, talvez seja melhor abordar o que ele fez num próximo post.

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Pessoas que eu gostava de ouvir mais...

por Olympus Mons, em 07.11.15

 

Uma delícia este senhor ontem na TVI a desmascarar (ligeiramente porque quis ser cordial) a Constança cunha e Sá, ao pedir-lhe que enunciasse onde o governo tinha ido muito longe no liberalismo económico e ela responde nas privatizações. Ao que ele respondeu que todas aquelas estavam no memorando do PS!

A expressão da CCS foi… impagável.

 

 

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 Tinha prometido fazer antes update ao post Nostradamus 3.0 mas não resisto antes em escrever o Nostradamus 3.5.

Isto a propósito das notícias de hoje de que o acordo da esquerda afinal contempla a manutenção da austeridade na plenitude do seu conteúdo …

 Tal como fui avisando em diversos comentários …

 

 

  ” o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

Fico sempre exasperado e algo desiludido quando observo a “direita” a não entender o que é a “esquerda” e nestas circunstâncias (Syriza, Democraty party, terceiras vias, etc) ficar à espera que a esquerda se comporte na real forma, matéria e teor, do seu discurso e narrativa.

 

 No mais vernáculo dos “Eh Pá!” só me resta fazer “facepalm”.

 

 Tal como tenho tentado alertar, isto significa que toda a conversa a que temos assistido nas ultimas semanas por parte de comentarista ideologicamente mais chegados à direita de como um governo de esquerda com o PS+BE+PCP/PEV advinha um descalabro económico e que dentro de pouco tempo cá teremos de volta os credores e a troika e inenarráveis catástrofes é o erro da direita. Esse menosprezar da esquerda, quase paternal, como se olhássemos para eles com um sorriso condescendente nos lábios.

 

Atenção (!):

Ser de esquerda é meramente uma preferência neurocognitiva, acentuada, pelos pathways dorsais () no neocortex em detrimento dos processos inerentes aos pathways ventrais. Quanto mais à esquerda a pessoa é mais isola os progressos cognitivos (Ventrais- amygdala, VMPFC e OFC) que são responsáveis por estados autorreferenciais e autobiográficos. No entanto sejas de esquerda, direita ou marciano quando o assunto deixa de ser uma narrativa abstrata e passa a ser um processo de decisões (decisition making) toda a gente, mas toda a gente, usa a parte ventral do cérebro e acaba por globalmente tomar as mesmas decisões (com um determinado grau de variância). Por isso se diz que a direita é egoísta (porque é sempre autorreferencial) e a esquerda é Hipócrita ( porque diz uma coisa mas depois faz outra).  Já há mais de 2 séculos que o pai da direita, Edmund Burke, nos assegurava que ser de direita não é uma filosofia (como é  a esquerda) é uma atitude de vida

 

“Conservatism is not so much a philosophy as an attitude, a constant force, performing a timeless function in the development of a free society, and corresponding to a deep and permanent requirement of human nature itself."[5]

 

Quando estes eventos surgem a direita tem que aprender a colocar o foco na hipocrisia (!) sendo que o evidenciar desta, o deixar claro ao publico o que a esquerda tem dito de forma programática sobre a realidade,   é a verdadeira arma e antidoto que a direita tem contra a esquerda.

Os dois artigos cujos links tenho no final deste post são emblemáticos. É que quando a esquerda não se comporta, nos processos de decisão, como os anormais irresponsáveis que parece indiciar o seu discurso ficamos, nós todos, muito irritados por afinal eles fazerem aquilo que nós desde o início dizíamos que tinha que ser feito e que nos era de todo impensável não ser dessa forma. Pategos!

  

http://observador.pt/opiniao/acabou-a-austeridade-reformados-vao-ter-aumento-de-18-euros/

 http://observador.pt/opiniao/a-minha-austeridade-e-melhor-do-que-a-tua/

 

Update 6/11/2015 : é disto que eu estou a falar.  I S T O. É assim que se faz:

Escreve num comentário um leitor do observador (Jorge Dinis).

O governo PSD/CDS, insensível, psicopata, fascista e mais não sei o quê, aumentou as pensões mínimas, sociais e rurais de 189€, 227€ e 246€ (em 2011) para respectivamente 201€, 241€ e 262€ (em 2015), um aumento anual médio de 3€, 3,5€ e 4€. Já o governo unido da esquerda (PS/BE/CDU) vai subir, respectivamente, estas pensões 0,3%, em 60 cêntimos, 72 cêntimos e 78 cêntimos. Assim se vêm o respeito pela dignidade dos que menos têm.

 

 

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Truque? - não, golpada mesmo.

por Olympus Mons, em 28.10.15

 Escrevi este post (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/o-truque-12831) há quase 2 anos (Fevereiro de 2014).  Após as autárquicas que o PS ganhou com 37% dos votos e antes das Europeias que ganhou com 32% dos votos.

 Eu, Nostradamus 2.0 , penso que chegou a altura de o comentar. escrevia eu...:

 “…

 

Voltando ao truque.  O truque do PS que resulta no contexto do mecanismo acima descrito (este à escala portuguesa)  é fazer um congresso e substituir o actual líder pelo Tony Costa…. 

 … e assim aconteceu com o golpe de estado realizado pelo António Costa contra o Tozé!

  O Tony cala-se (como PPC antes de ganhar) e de forma natural o verde passa a amarelo é mesmo bonito, não é?

 … e assim não aconteceu porque o Tony não se calou. Penso ser consensual nas análises políticas proferidas, que o Tony se tramou a ele próprio por não ter calado a boca!

 Paralelamente poderão todos observar o modo como o PS domina a imprensa em Portugal.  O truque só resultará com a conivência dos media que terão que não fazer qualquer ponte entre o PS do ToZé e do PS do Tony! Mas isso já sabemos que é garantido, não é?

 … e como observámos o tozé  na imprensa estava ungido a primeiro-ministro desde o primeiro momento!

 Duas questões de interesse. A primeira é como é que vão correr com o tozé. Não sou um politólogo logo não sei se já está atrasado ou o truque resulta sempre e nem é necessário muito tempo. Talvez tenha a ver com as europeias. Estrategicamente espera-se que o PS tenha um mau resultado para substituir o actual líder. Provavelmente, o truque parta do facto de qualquer que seja o resultado, aparte de uma votação que indicie maioria absoluta, não ser suficiente para salvar o líder e levar à indignação e sua substituição.

… e pá! e não é que foi mesmo assim o truque!?!

Logo após as europeias vamos ver os Pedro Adão e Silva, as Constança Cunha e sá, Pedro marques (sim, sei que é do PSD – pois abelha, vai perceber que Roma não paga) a malhar no tozé. No fundo a cada um o seu papel e quem aposta comigo que o Adão e Silva vai sair do armário e assumir a sua posição de político no PS no prazo de algo como um ano?

 … convenhamos que foi na mosca, certo?!

 Contudo, além da arraia-miúda acima referida teremos que ter pesos pesados.  De Jaime gama a Henrique Neto, etc, na certeza que o mais fácil será soprar aos ouvidos do Mário Soares e lá vai ele a achar que foi ideia dele… Coitado do velho.

 … MeuDeus… Nostradamos, roi-te de inveja!!!

 E a segunda é que Interessa particularmente perceber até que ponto o povo português é assim. Sim,assim venezuelano.   Porque isto tudo vai ter que ser feito com uma celeridade que não a normal e tenho para mim a certeza que na maioria dos países mais desenvolvidos, democraticamente, não seria conseguido - No way! A distância entre as elites (no caso do PS) e o povo votante tem que ser muito grande. Uns têm que ser muito inteligentes e os outros muito estúpidos.

 …. Ao ponto de observarem calmamente o um dos maiores perdedores de eleições legislativas em Portugal desde sempre a realizar uma alteração de regime à frente dos nossos olhos! Sim venezuelanos e muito!

 E a prova disto é que não estou mesmo (e posso estar errado) a ver o ToZé a ir às legislativas. Not  a chance in hell! E acho que toda a gente sabe (até ele) e não me dizem!

 

… I rest my case.

 

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Não sou só eu...!

por Olympus Mons, em 18.08.14

 

 

Sempre considerei que não tinha nada a conversar com a Joana Amaral Dias. Mas enganei-me.

Finalmente consegui ler a entrevista que deu ao Jornal I.  (http://www.ionline.pt/artigos/portugal/entrevista-joana-amaral-dias-esta-dividir-ps-uma-questao-emocional).

 

 

Quais são as principais diferenças, na sua estruturação psicológica, entre pessoas de direita e de esquerda?

As pessoas de esquerda e direita têm personalidade, cognição e emoções diferentes. São em grande parte essas características que determinam as formas de ver o mundo. Aquilo que nós sabemos sobre o cérebro é que a sua parte que convencionamos chamar racional, que na realidade não existe dessa forma, tem uma função extremamente reduzida e um poder bastante diminuto. O trabalho de António Damásio é sobre essa relação e demonstra que, mesmo quando as decisões são estritamente racionais, se a nível cerebral existe uma lesão em que a parte emocional do cérebro não está a funcionar bem, essas decisões estritamente racionais ficam comprometidas. Negar que as pessoas constroem perspectivas do mundo, e consequentemente visões políticas, em primeiro lugar porque são pessoas e têm uma personalidade com determinadas formas de cognição e emoções, penso que é negar a condição humana. A civilização pode ter mudado, mas se calhar não somos tão diferentes dos seres humanos da "Ilíada" ou da "Odisseia".

 

 

 

Não concordarei totalmente com o modo como coloca a questão (..extremamente reduzida e um poder bastante diminuto) mas globalmente concordo.

 

Outro factor que ela parece desconhecer é que essas diferenças cognitivas são essencialmente genéticas (onde foi ela buscar essa dos 18 meses?!). Ou que existem diferenças físicas no cérebro de ambos os fenótipos, diferenças endocrinologicas , etc,etc. Ou seja a divergência é bem mais profunda do que aquilo que ela parece antecipar… mas ok. Talvez ela investigue.

 

 

Ou se ela passar por aqui aconselho urgente a leitura do mais recente trabalho sobre esta questão: Differences in negativity bias underlie variations in political ideology

http://www.psych.nyu.edu/vanbavel/lab/documents/Jost.etal.2014.BBS.pdf 

 

Ficam algumas questões de fora, mas é um resumo brilhante daquilo que hoje em dia se sabe…!

 

 

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A hipocrisia dos ambientalistas

por Olympus Mons, em 15.07.14

 

Quanto mais preocupado com o ambiente… menos faz em prol do mesmo.

 

Típico da esquerda. Um estudo britânico revela que as pessoas que mais se dizem preocupados com o ambiente e com as questões das alterações climáticas… menos energia poupam! Sim, é mesmo assim.

Seja nesta questão, seja em questões de diversidade étnica-cultural como em vários posts tenho mostrado… a esquerda (assumindo que o ambientalismo de boca vem sempre aliado a posições politicas de esquerda) é sempre marcada por essa dissonância cognitiva brutal entre o que postula e o comportamento que evidencia.

Tenho escrito e rescrito que a esquerda é definida, acima de tudo, acima do resto, e acima da verdade… pela hipocrisia. Aliás pela hipocrisia e pela Inveja.

 

Neste caso, um estudo do governo britânico sobre energia , Savings, beliefs and demographic change  (https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/326075/Electricity_Survey_2_-_Savings__beliefs__demographics_150514.pdf) revela-nos, tal como anteriormente os estudos de Eric Kaufmann sobre diversidade, a hipocrisia da esquerda. Entre vários exemplos revela o estudo que :

 

“Taken all together, householders who strongly agreed they were not worried about climate change because it was too far in the future in fact used less electricity rather than more, counter to the hypothesis that households concerned about climate change use less electricity.”

 

 

Toda esta lógica de uma esquerda vocal, ouvida e quase venerada como estando certa, progressista e apropriada na sua visão do mundo e depois contrastando o modo como os mesmo actuam no mundo real, no mundo do Ventromedial Prefrontal Cortex e do Orbifrontal Cortex onde as decisões se tornam auto-referenciais é um assunto a ser levado a sério.

 

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CONFABULAÇÂO

por Olympus Mons, em 02.07.14

 

Novamente o Rui Ramos

No texto de hoje no Observador (que confesso cada dia que passa mais gosto de ler ) Rui Ramos (http://observador.pt/opiniao/e-tudo-narrativa/ ) fala sobre o modo como com a esquerda tudo se enquadra, ou se reescreve, em narrativas. Por acaso comentei que tinha recentemente lido um paper sobre o VMPFC (VentroMedial prefrontal cortex),  área do cérebro que considero ser responsável por um conjunto de processos cognitivos que as pessoas de esquerda não usam com tanta frequência como as pessoas de direita, que as pessoas de esquerda se sentem menos confortáveis enquanto pathway neurológico dando primazia a outros menos auto-referenciais.

 

Post-retrieval monitoring (also known as the “Feeling of Rightness”) (Elliott et al. 2000,

Milner and Petrides 1984, Moscovitch and Winocur 2002) states that the vmPFC

monitors the information retrieved and tests its veracity. Support for this hypothesis  comes mainly from lesion studies, which systematically observe confabulation  behaviour in patients with vmPFC damage (Curran et al. 1997, Gilboa et al. 2009, Lavoie

et al. 2006, Parkin et al. 1996, Schacter et al. 1996, Verfaellie et al. 2004).

 

 

Na verdade aquilo que o RR reporta como narrativa mais não é que alguma predilecção por confabulação por parte da esquerda. Sem o chamar sistemático do VMPFC a esquerda consegue (mas do que a direita) reescrever os eventos.

Vale a pena ler uma breve descrição do que é confabulação.

 

In psychology, confabulation (verb: confabulate) is a memory disturbance, defined as the production of fabricated, distorted or misinterpreted memories about oneself or the world, without the conscious intention to deceive.[1] Confabulation is distinguished from lying as there is no intent to deceive and the person is unaware the information is false.[2] Although individuals can present blatantly false information, confabulation can also seem to be coherent, internally consistent, and relatively normal.[2] Individuals who confabulate present incorrect memories ranging from "subtle alternations to bizarre fabrications",[3] and are generally very confident about their recollections, despite contradictory evidence.

 

 

Amigos… alguém tem alguma dúvida?

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O regime

por Olympus Mons, em 20.06.14

 

 

O Rui Ramos escreve algo que devia ser óbvio para toda a gente.

O PS é o regime e só está o regime verdadeiramente sossegado quando o PS está no poder.

 

http://observador.pt/opiniao/consenso-se-ps-mandar/

 

Aliás, também já escrevi que todo este processo de ajustamento teria sido bem mais sossegado se tivesse estado o PS a fazer o ajustamento. Mas azar o nosso não foi o caso e como tal tivemos que levar com uma volumetria de direito à indignação a que teríamos sido claramente poupados.

 

Mas o mais estranho, ou não,  é que depois ficam todos muito preocupados com a saúde da nossa democracia devido aos níveis de abstenção e não participação dos cidadãos nos actos eleitorais.  Mas esta gente sabe como funciona uma democracia e quais os verdadeiros problemas que fazem com ela seja mais forte ou mais fraca?

 

Nem que somente 10% dos eleitores votassem não estaria em perigo a democracia. Não se essa votação decorrer com representativa de toda a sociedade e dos mecanismos da democracia. Ou seja se for permitido aos 90% de Ill informed anularem-se ao distribuírem-se pelos diversos partidos e os well informed dentro dos 2 partidos (que por norma são sempre 2 – um dia explico porquê) com rotação governativa poderem escolher o melhor candidato…ou aquilo que lhes for mostrado (ou eles percepcionarem ) como tal.  Isto é democracia, quer se goste quer não.

 

O perigo para, e as deformidades da, democracia ocorrem sempre que deixar de haver este “erro” aleatório no modo como as pessoas votam e passa a haver “erros” sistemáticos, passa a haver bias vincados no modo como se influência (ou manipula) quer os ill informed quer os well informed. A manipulação de qualquer destes vectores influencia a qualidade da democracia. É aqui que é medida a qualidade da DEMOCRACIA. Algo que por exemplo os americanos há muito sabem e por isso é que nos EUA as pessoas (ou se quiser os well Informed) oscilam entre os dois partidos escolhendo eleger o candidato que, num determinado ponto, ocupa melhor o centro (median voter theorem) do sentir do país (que oscila um bocado de um lado para o outro) sendo permitida à ignorância explanar todo o seu esplendor e muito dos media (locais, regionais ou nacionais) promoverem tanto quanto possível a elucidação das suas massas, estando estes perfeitamente identificados – Sim o que o New York Times ou o Washington Post diz é dirigido a recentrar os constituintes de Esquerda e o que o New York Post e o Washington Times é para fazer o mesmo para os de direita. Toda gente sabe ao que vêm. Não existe esta bullshit para idiota consumir (que traz o tal bias sistemático) de fingir que são jornalistas isentos a tentar de forma intrinsecamente filosófica encontrar o tal equilíbrio. Tanga.  Por exemplo na televisão ou se fala esquerdalhês mesmo que a tentar passar uma mensagem de direita ou nem lá se entra!

 

 

Quando num país comunicacional (no sentido lato) existe um bias tão forte para a esquerda e quando existe um partido que é de facto o dono do regime, implica que a nossa democracia, a democracia de Soares e Co, é e sempre foi mesmo assim… fraquinha!

 

 

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White FLight em Spanish Lake

por Olympus Mons, em 13.06.14

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, dia 13 de Junho, estreia um filme (documentário) de um jovem realizador (ou activista… como usualmente são todos) sobre white flight em Spanish Lake nos Estados Unidos.  O nome do documentário é precisamente Spanish Lake de Phillip Andrew Morton.

 

Muito provavelmente vamos assistir à resolução de dissonâncias cognitivas, patéticas como usualmente acontece,  por parte de um realizador que ou detém processos cognitivos de esquerda ou é alguém suficientemente inteligente para saber que ou o faz ou as hipóteses do seu documentário ter qualquer divulgação é praticamente 0%. Pelo menos parece que já deu uma entrevista ao Huffington post… o que é sempre revelador. De uma ou outra das opções inumeradas.

 

 

Saint louis sempre foi uma das all american cities, uma cidade que representou durante um século o sentir e viver da América tradicional (e sim branca). Com a chegada ao poder nos anos 60/70 do esquerdismo activista, primeiro na academia e posteriormente à administração pública e consequente ao poder político,  St Louis tinha que ser outra coisa. Aquilo é que não podia ser.  Naturalmente.

Hoje, tão pouco tempo depois (!), no espaço de poucas décadas,  é um dos top das American dying cities, hoje a sua zona Este é considerada uma zona de guerra e spanish lake é uma wasteland. Daí o filme.

 

Spanish lake foi outrora uma orgulhosa township de classe média, média baixa, e branca (pecado) nos subúrbios, onde se promovia entre pares a cultura do trabalho, os proper maners entre vizinhos, as regras como convenções entre pessoas que se identificavam umas com as outras com a correspondente colaboração e entreajuda… e claro não escondiam que não queriam mais governo para nada e quanto menos o estado se imiscuísse na sua vida melhor.  Logo era algo abjecto e nojento a resolver.

Foi resolvido com o Section 8 onde o estado pagava ( e paga) a renda de pessoas de baixos rendimentos (por vezes até 2200 USD) , no essencial pessoas de raça negra, precisamente  para se deslocarem para estas zonas. O Documentário, supostamente, relata a vida que as pessoas lá tinham antes destas medidas do Section 8 e todo o processo de white flight. Hoje Spanish lake é uma zona miserável e abandonada.

 

Quem achar que o aquilo que escrevo  pode servir para se sentir superior a quem quer que seja, na medida que for, é um idiota. Qualquer raça ou fenótipo que aqui no tempo tenha chegado é um tributo à espécie humana… qualquer cultura é um tributo ao que de melhor o ser humano tem.

A minha guerra é com a dissonância cognitiva da esquerda. Entre as suas deambulações teóricas e anúncios a apps para Iphone do huffington Post existe um mundo real.

É esse interminável pretend not to know que eu considero execrável. Especialmente porque muito desse pretend é para as consequências nefastas dos que postulam e do qual tem a tendência para nunca aplicar a si próprios ou fugir de a 7 pés.  A esses que fogem … fuck you very much!

 

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nomological ... que nome estranho.

por Olympus Mons, em 09.06.14

 

 

A segunda questão importante é:

Um partido político é uma equipa a tentar controlar a governação do país ganhando acesso aos cargos políticos.

E tal como Downs nos demonstrou em An Economic Theory of Democracy   em 1957 o homo politicus racional actua sempre da seguinte forma e pela mesma lógica:

 a. Toma decisões quando confrontado com alternativas;

b. coloca as preferências por ordem;

 c. usa um ranking transitivo (vamos focar-nos nesta);

 d. escolhe sempre a opção que mais alta estiver no ranking ;

e. faz sempre a mesma escolha quando confrontado com as mesmas alternativas.

 

Este c. que acima menciono , este ranking transitivo (Transitivity of preferences)  é um principio fundamental de qualquer modelo de racionalidade nos processos de decisão (decision making) -  E no fundo diz que se eu prefiro A a B e B a C então eu  prefiro sempre o A ao C. É este processo que ocorre no decorrer da política e das decisões que os políticos tem que tomar.

 Avaliar as questões desta forma é descer à realidade, é colocar os eventos à escala do pensamento mecânico (que explica  como irei fazer) e não meramente por algo conceptual como se fosse uma rede nomológica (em que enuncio  concepções sem explicar como as vou fazer) . É por isso que os políticos são todos iguais (ainda bem) : Porque as suas diferenças estão na fase conceptual, na fase das construções teóricas, no enunciar de relações entre as observações e as construções teóricas (nomological network).

Contudo quando chamados a decidir o homo politicus faz ao que tem que fazer. Olha para as alternativas, coloca-as numa determinada ordem e decide procurando muitas vezes o mal menor e a arte do possível.

Ora no campo do nomologico não temos que dizer como é que vamos fazer. Basta dizer que eu observo que o deficit é melhor controlado pelo crescimento do PIB visto ser um ratio sobre o mesmo… e isto é óbvio.  Mas não tenho que explicar como o vou fazer, explicar através de Mechanical thinking o mecanismo através do qual irei obter determinado resultado. É que o primeiro é abstracta (não existe no espaço e no tempo) o segundo existe. É real.

Vivemos sob o primado do primeiro, porque o primeiro permite um manancial enorme de conteúdos, repetidos, recauchutados e restaurados… o Mechanical thinking acaba na explicação das rodinhas do relógio. Acaba rápido e não dá verborreia de conteúdos com que se preenche o vazio.

 

Entendeu Constança Cunha e Sá?

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O milagre da agregação

por Olympus Mons, em 09.06.14

 

Vamos entrar numa época politicamente muito intensa daí que tentarei partilhar algumas coisas sobre política. Isto é, para mim, um conjunto de evidências que deveriam ser do conhecimento geral.

A primeira é o milagre da agregação e a ode à ignorância. E todos sabemos quando se coloca questões relacionadas com PIQ (political IQ) aos povos como existe um índice de desconhecimento verdadeiramente ubíquo. Mas isso não é necessariamente mau.

 

Na democracia tem que se deixar a ignorância funcionar! Ou, pelo menos, esse é o segredo da democracia.

A diferença entre uma democracia e uma… não democracia, é que nesta ultima existe um grupo muito pequeno de pessoas a decidir e na democracia existe um grupo um pouco maior (por vezes muito maior) que realmente decidem (por norma algo abaixo dos 10% da população) que são conhecidos como os informados (well informed).

 

E a ignorância é importante porque esta implica que se deixa que de forma não sistemática, sem erros sistemáticos (e isso é importante!), que os ignorantes se anulem. Em ciência política é assumido que as pessoas, o povo, não sabe por norma do que está a falar ou das variáveis intrínsecas das várias partes que compõem uma política. Logo pendem de forma algo aleatória (na minha opinião por favorecimento de uma determinada preferência cognitiva) para um lado ou para o outro.

 

Se deixarmos que isto aconteça, o que é conhecido como a lei de números grandes (law of large nunbers) implica que os 90% que votam e não percebem nada do assunto (ill informed) vão votar de forma a anular-se uns aos outros e serão os restantes 10% (mais ou menos) que ao tomar uma decisão decidem o futuro do país (os well informed).

 

Muitas vezes o exemplo dado é o seguinte:  Num determinado pais (fictício) o Hitler vai a votos com um candidato normal. Nesse pais imaginário as pessoas que não sabem quem ele é vão votar nele e contra ele de forma quase aleatória. Assim ele acaba com 45% dos votos e o candidato normal com 45% dos votos, mas como existem os restantes 10% que sabem bem quem Hitler seria, pois votariam todos no outro candidato e assim a democracia funcionaria como o tal sistema que por norma toma as decisões correctas.

 

Assim se dá razão ao Marquis de Condorcet que avançou com a tal lei dos números grandes. Esta é a vantagem da democracia. Pese embora por vezes algo corra mal, se deixar a roleta ir rolando e deixar os well informed ir decidindo verdadeiramente o caminho,  acaba sempre por ir dar ao “expected value” do que é melhor para o povo em geral e que será tão melhor quantas mais vezes deixar a roleta rolar…

 

Simples não é?

Por isso é que deixando os ignorantes em paz, uns vão preferir o Seguro e outros o Costa, acabando assim por se anular… ficando depois a batalha pelos well informed que irão naturalmente escolher o Costa. – Não é bonita a Democracia?

 

 

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Ainda Kaufmann!

por Olympus Mons, em 01.06.14

 

 

 

 

A propósito de Kaufmann

Eric Kaufmann é essencialmente conhecido pelo livro  Shall de Religious inherit the earth?

Dentro da bolha mediática e secular onde vivemos nem reparamos que o mundo está a ficar cada vez mais religioso e, acima de tudo, fundamentalista nesse ser e viver religioso. Curioso como no meio de certezas laicas e postulares republicanos e inequívocos da velhada do Maio de 68, não se parece reparar no mundo real e no sentido da história e da demografica. As crianças vão herdar o mundo? –Olhem então para os moldes em que esse caminho realmente está a ser feito e não para os fictive outcomes em que toda uma elite esquerdoide parece confortável em viver.

 

Apoiados sobre uma força demográfica inegável temos desde o exemplo dos Estados Unidos com o ressurgir de uma religiosidade fundamental até ao fundamentalismo islâmico este não é um fenómeno de rejeição por falta de contacto com o mundo laico e com as suas maravilhas mas sim a sua rejeição como forma de estar no mundo, porque toma expressão precisamente nos pontos de maior contacto dom esse mundo laico (como Kaufmann aqui nos explica)!

 

Nos EUA, sabem qual a comunidade que mais cresce? – os Amish!

 

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MOBILIDADE SOCIAL E O IRS

por Olympus Mons, em 23.02.14

 

Interessante há dias no ‘Insurgente  a referência à distribuição remuneratória que sustenta a colecta liquida do IRS.  

http://oinsurgente.org/2014/02/21/versao-simplificada-do-orcamento-de-estado-para-2014/

 

Essencialmente aquilo que já se sabia:

Ou seja, 65% dos portugueses não paga IRS.

90% Todos juntos representam 30% das receitas.

10% Dos contribuintes portugueses pagam os restantes 70%.

Sendo que 5% dos contribuintes pagam quase 60%.

 

E neste sentido é curioso o modo como funciona a mente das pessoas. Há quem olhe para estes números e instintivamente (e já tive várias experiencias) pense - Que desigualdade! Lá está que a riqueza está mal distribuída. Temos de a dividir ainda melhor. Ou, quem me dera a mim pagar 50% de IRS porque significava que ganhava muito bem…

 

Aquilo que me deixa sempre curioso sobre esta perspectiva é que ela só faz sentido se os rendimentos das pessoas resultar da sorte. Se houver uma tômbola redonda a rodar e a definir o ordenado das pessoas.

 

Por outro lado, a esmagadora maioria das pessoas, quando aborda esta questão tem a curiosa conveniência de não estar a falar de si próprias. Quando falo com as pessoas que se insurgem com tanta desigualdade acho curioso que se estejam a referir a pegar nos recursos de quem tem mais que eles e distribuir por quem tem menos que eles. Mas o eles está sempre fora da equação (e na maioria bem ganham muito mais do que os 700 de ordenado médio em Portugal). Que bonzinhos que são.

 

No fundo não é muito diferente do roubar alguém. E já se sabe quando se estuda criminosos que estes têm sempre uma desculpa que essencialmente culpa a vítima.  Tal como a história dos One Percenters que são uns ladrões que comem tudo. Uns inúteis de Wall street que vivem de truque financeiros. Tem sempre que haver uma justificação moral ….

 

Mesmo indo à sociedade mais liberal, a americana e analisando os onepercenters a imagem do parasita que vive de dividendos, do capital(!), é destruída sem grande dificuldade. Não os onepercenters não são banqueiros e CEOs de companhia financeiras que se pagam fortunas milionárias e que por isso estará ali uma quantidade enorme de capital que se fosse taxado aliava as condições de vida dos mais desfavorecidos (e aqui já se serviram de um shot de endorfinas) .

Pois as análises feitas aos rendimentos desta gente mostra que os onepercenters são essencialmente self-made mans, donos de empresas não financeiras (30%), Médicos (14%) , pessoas do mundo financeiro (13%) e advogados (8%).  Mesmo indo aos super, super ricos , ou seja os 0,1% dos rendimentos, temos 41% de business mans e 18% da finança… e o resto será atletas e celebridades que adoram negar que são sequer os onepercenters (como o Michael Moore)  e sempre que podem adoram mais um shot de endorfinas ao postular algo moralmente superior e contra os malandros de wall street.

 

 

 

 

Mas quem é esta gente? - Será que é gente que teve uma educação privilegiada? Será que são pessoas que gozam de uma rede de apoio que lhes permite continuar a perpetuar privilégios… só pode (!).

 Pois, não é verdade(!). –  São no essencial genes, genética,  alelos e SPNs na expressão genética.  Não é nem uma questão de cultura, nem uma questão de meritocracia. No essencial está na linhagem, está nos genes.  Ter antepassados de status social baixo irá ser uma força primária e muito potente contra a sua própria mobilidade social.  E o facto deste meu último parágrafo ser chocante para muitas pessoas hoje em dia, quando era um facto aceite ainda não há muito tempo,   é um excelente indicador de como o pessoal anda socialmente, e perigosamente , a navegar na maionese!

 

Mas deixem-me explicar: Greg clark é professor da universidade de califórnia (Davis) e é o autor de The Son Also Rises: Surnames and the History of Social Mobility.  Em mobilidade social nos últimos 1000 anos ele é provavelmente a maior autoridade.   E Ao longo dos anos tem demonstrado que a mobilidade social é no essencial um fenómeno extremamente lento,  concretizando-se em  escala de séculos e não de décadas. E demonstra que isso era tão verdadeiro à 500 anos atrás como agora.  E as análises feitas por investigadores de Harvard e Berkeley percorreram verdadeiramente o planeta numa imensidão de dados, desde os EUA, Europa, do sul e norte, América do sul, médio oriente, China, Índia, etc.  E quando se olha para os dados, em escalas de séculos e para o status social das pessoas se perceber de forma clara que a mobilidade social é uma coisa muito, mas muito vagarosa tanto no passado como no presente. 

 

E nada parece resultar: Capitalismo, democracia,  educação publica e obrigatória, emancipação feminina, redistribuição da riqueza (como na suécia) ou até revoluções sócio-culturais como na china de Mao.  Nada, nada, altera este facto.

 Ao final do “dia”, o status social de alguém pode ser medido no essencial por saber quem era o pai, o avô , bisavô…  e faça no essencial o que fizermos ele vai regredir à sua própria média.   Evidente que status sociais desaparecem e novos surgem. Mas é tudo muito lento, em média sendo oscilações de cerca de 15 gerações (350 anos).

Felizmente nas sociedades capitalistas toda a gente pode suceder.  Sorte, esforço e mérito pode elevar o status sócio-económico de qualquer pessoa. Contudo, as características de perseverança, resiliência no fracasso, desconto exponencial do futuro versus hiperbólico (present bias) , etc, são essencialmente hereditárias e altamente correlacionados à sua linhagem patriarcal (apelidos). E não se iludam. Vá à Suécia e após um século de fomento do igualitarismo está lá, como está nos EUA ou na china (mesmo após Mao) onde 13 apelidos estão altamente sobre representados no sucesso.

A correlação de crianças adoptadas no resultado das suas vidas com os seus pais biológicos e não com os seus pais adoptivos é clara. E até a correlação como progenitores adoptivos no QI demonstrado enquanto são crianças desaparece ao chegarem à idade adulta.

 

 Assim, e ao final do dia, ter sucesso Socioeconómico é uma característica que algumas pessoas possuem como traço em grande parte genético, tanto como por exemplo alguns têm para o futebol ou outros tem para a desenho. Uns até vão dar em Cristiano Ronaldo e outros em Paula Rego.  Duvido é que houvesse cada um deles se o Cristiano tivesse que ter continuado a jogar no clube da Madeira ou que todos os trabalhos de pintura tivessem um preço médio fixado por alguém.

 

 

 

É por isso estranho este mundo em que se vive marcado por um entitlement por parte daqueles que não pagam sequer impostos sobre aqueles que no essencial alavancam os países e as suas estruturas económicas (têm sempre opção de ir para a Coreia do Norte).  E isso é estranho. Devíamos antes fomentar, apoiar e valorizar os elementos da nossa sociedade que possuam essas características tanto quanto o fazemos aos futebolistas que demonstram talento. Devemos sentir orgulho em fazer parte das suas equipas, devemos entender o seu papel e não nos sentirmos em nada diminuídos pelo sucesso que alcançam. Ao final do dia queremos ser felizes ou ricos? É que uma coisa não me parece que tenha necessariamente a ver com a outra. 

 

Claro que primeiro temos que eliminar a inveja.  E isso sabemos nós que é difícil. Muito mais para os portugueses, não é?

Pois sendo que esquerda é Inveja e Schadenfreude é importante ir dizendo... menos, menos!

 

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Cerejas, é o que é.

por Olympus Mons, em 10.02.14

 

E pegando no post anterior uma pequena nota.

Entender o facto que as pessoas de direita são mais dadas aos princípios e as de esquerda mais às causas tem muito a ver com seguinte.

Tem a ver com o “me” e com o “I”. As pessoas de direita são “me” e as pessoas de esquerda são “I”.

O me é narrativo, é o modo como  “construction of narratives that weave together the threads of temporally disparate experiences into a cohesive fabric”. O me é o modo como eu me construo subjectivamente, é o eu narrativo. E não é uma coincidência que este eu narrativo, este eu que tem passado e não só presente, esteja alicerçado, em grande parte, no VMPFC e na Amygdala. Ou seja no AOV da direita.

Num interessante estudo de  Farb et al, Attending to the present: mindfulness meditation reveals distinct neural modes of self-reference  isto é-nos explicado.

Neste estudo Farb demonstra como se desloca alguém deste “me” para o I, mostrando as activações da Insula e do DLPFC (do tal IAD da esquerda). Pegando nas pessoas e obrigando-as a treinar mindfullness, assim como Ioga, assistiu-se a esse abandonar do eu referencial para o eu presencial e do momento, mais interoceptivo.  

 

Pensando sobre o assunto, na verdade, basta fumar canábis que vai dar ao mesmo resultado.  Parece que em certos estados dos EUA já estão a ir por esta via.  Ainda vamos chegar ao ponto em que vai ser obrigatório antes de ir para escola os miúdos fumarem uma ganza…!

 

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Os Socialistas e o dinheiro dos outros…

por Olympus Mons, em 10.02.14

 

 

 

 

 

Ainda a iniquidade…

Um estudo interessante de Michael Kraus, publicado no PLOS ONE a 21 de Janeiro deste ano, demonstra que os republicanos têm princípios. E ter princípios significa que a realidade não é aferida com base no felling facultado pelo indicador no umbigo. O estudo é sobre o apoio à meritocracia e ao apoio a esta mesmo que crie iniquidade.

Os congressistas republicanos suportam medidas legislativas que assentem em meritocracia mesmo que leve a iniquidade qualquer que seja o seu próprio estrato social. Já os democratas, a coisa varia conforme o estatuto ou estrato social do democrata. Quem menos tem apoia veemente medidas legislativas que levem à redução da iniquidade, mas a coisa vai mudando, e muito, conforme o congressista democrata for mais abastado.  – Aquela coisa que quem não é de esquerda sabe e o Paulo Portas disse sobre os socialistas : que são muito bons a gastar o dinheiro dos outros.

 

 

Noblesse Oblige? Social Status and Economic Inequality Maintenance among Politicians 

 

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99% não é suficiente

por Olympus Mons, em 10.02.14

 

E o igualitarismo tem um outro nome – Insucesso.

Atenção! - Se a preferência for pelo igualitarismo ao invés do sucesso não tem problema. Tem é que ser assumido. Na Coreia do Norte está assumido.

 

Contudo existem lições simples, simples, que estranhamente são muito difíceis de ser aprendidas.

 

Aparentemente todas as pessoas, grupos, fenótipos, países, etc que tem sucesso partilham 3 características: Sentimento de superioridade, Insegurança e controlo do impulso (controlo do Hyperbolic discounting ou present bias).

 

Amy Chua, aquela que escreveu Tiger Moms , sobre o modo como os asiáticos educam os filhos para o sucesso e o ocidentais para o insucesso volta a falar sobre o assunto num livro. Naturalmente com mais cuidado que isto de ofender o fascismo cultural de esquerda e a brigada Political Correctness  no ocidente tem custos muito elevados. Desta vez ela tem mais cuidado. Mostra respeitinho e eles gostam apesar de não propriamente o conseguirem estender aos outros  - The Triple Package: How Three Unlikely Traits Explain the Rise and Fall of Cultural Groups in America.

 

São vários os estudos que nos demonstram que ter as características para ter sucesso, seja uma pessoa ou um país, tem a ver com a capacidade de determinado grupo, muçulmano, mórmon, cristão , branco, negro , às cores e às bolinhas consiga conjecturar, confeccionar sobre si próprios (in group/loyalty). Todos eles têm que ter algo a provar.

 

Depois tem que considerar que não foi bom o suficiente. Tem que ter a capacidade de se medir sempre contra os expected outcomes do seu Orbifrontal Cortex – Essa é a insegurança: Porque fica sempre abaixo das expectativas que computou. Quem avalia pessoas de elevado potencial repara nesse pormenor. Auto-avaliam-se sempre muito por baixo. Nada do que fazem é verdadeiramente suficiente.

 

Por ultimo, quem tem sucesso tem pouca vida. A vida é simples. Não atendem telefonemas a toda a hora, não tem “coisas” que tem mesmo que fazer, tem uma vida muito frugal e muito pouco detalhada. Compare a vida de pessoas de sucesso e espanta-se como tem um hedonismo muito pequeno. Parecem ter um controlo incrível sobre os sabores e prazeres do dia-a-dia. Estão sempre mentalmente noutro lugar, sempre muito focadas.

 

Assim, formar pessoas para o sucesso, e porque não para o crescimento económico, é formar pessoas que tem uma auto-estima mais reduzida, que estão sempre stressadas por ser under-achivers e por não terem verdadeiramente atingido o objectivo.

Eu não faço isso aos meus filhos. Sou exigente. Mas trabalho muito a auto-estima. Prefiro assim, é o trade-off. Mas os meus filhos sabem o que é controlar a dopamina, sabem o que é desconto hiperbólico de ganhos futuros e sabem que os outros são os outros porque eles são medidos pelos padrões e critérios da família e não pelos da comunidade.

É mesmo assim. É deixar que criem identidades, ingroup, que lhes dê a sensação que têm mesmo que se esforçar, pese embora muitos à sua volta estejam entretidos a saborear, porque são especiais, porque são diferentes, porque são eles próprios. Diferentes das outras formigas e conseguem ignorar os exemplos das cigarras à sua volta.

 

Formar pessoas para o sucesso é ser exigente com os nossos filhos, é dizer que 99% não chega, é dizer que que nos sacrificamos para eles terem mais oportunidades, que a nossa vida é difícil e eles têm que fazer com que tenha valido a pena…. Eh pá! A onde? Em Portugal? Um pais que viveu da inflação, desvalorização da moeda, depois da divida, de endividar os filhos e para o fim até os netos e agora estão todos na reforma a gritar pelos direitos garantidos e a palavrear das 20 às 24 horas em todos os canais de televisão? -  Não, não me parece que tenhamos muitas hipóteses. Aliás, acho que nem na europa se encontra esse milleu necessário ao sucesso. É a fatalidade da mobilidade (social mobility) que agora parece que é a vez dos outros.

 

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Iniquidade! Crime, Crime!

por Olympus Mons, em 07.02.14

 

 

 

 

A Maria Rebelo chama a minha atenção para papers interessantes. O último era sobre o igualitarismo (tendência vincada de) por parte de populações Caçadoras-Recolectoras (Wealth Transmission and Inequality Among Hunter-Gatherers) . Muito a propósito, o tema da iniquidade está na ordem do dia. - Ordem do dia aparentemente é sempre que o presidente Obama necessita de desviar a atenção de algum assunto que lhe seja incómodo. Alastra como fogo em palha seca. Assim mais ao menos como o Chavez fazia com a imprensa na Venezuela ou Putin com a imprensa que controla. Não é muito diferente. Mas neste caso é voluntário.

 

Já tinha intenção e escrever sobre esta temática faz algum tempo. Considero que o tema da igualdade económica será talvez o momento pivot da história das sociedades Ocidentais. Vai ser aqui que vai partir. Vai ser aqui que vai tudo quebrar.   Penso que terá sido um longo processo até este momento e agora está no momento crítico. A esquerda foi passo ante passo até aqui chegar. Aconteça o que acontecer será obra sua (o bom ou mau).

 

Mas primeiro deixem-me clarificar algo. O mundo em que vivemos (essencialmente todas as sociedades neste nosso planeta, fora alguns aberrações que por aí surgem) são mundos criados à Imagem de pessoas de direita. Não existem sociedades (pelo menos não funcionais e de longa duração) de esquerda. A Esquerda habita o mundo concebido pelas e para as pessoas de direita. E aceito e considero mais que legitimo que a esquerda se organizasse e formasse nódulos, núcleos e grupos, tribos ou social groups de esquerda e vivesse o postular do que quer que fosse que é característica comum … mas a verdade é que não o faz! A esquerda habita mundos de direita e procura influenciar, dobrar e moldar o que consegue de forma a ser mais confortável psicologicamente para si. Mas não vive nos seus próprios mundos (fora algumas experiencia que acabam mal e de são civilizacionalmente de muito, mas muito pouca duração). Novamente gostaria de deixar claro o porquê desse facto! -  P O R Q U E a esquerda não possui valores ético-Morais que sejam binding mas meramente opera valores que são prescritivos e normativos como Harm/care e Fainess/inequality.  Outra vez, …Repetindo…porque a esquerda não existe enquanto value theory porque nunca é uma realidade observada, empiricamente analisada como característica de determinado fenótipo dentro da generalidade das sociedades de direita. A esquerda não existe! A esquerda é uma abstracção sobre a realidade. A esquerda é pouco mais que a casa dos segredos.

 

 Outra vez (!), a esquerda é uma abstracção que certas pessoas que vivem profundamente confortáveis entre a Insula, Anterior Cingulate Cortex e Dorsolateral Prefrontal Cortex (que é legitimo) criam, isto num tempo e era em que que se valoriza muito a produção de conteúdos fortemente alicerçados em abstracção (muito devido aos media) no essência completamente alheada da consciência colectiva, no sentido dado por Émile Durkheim por exemplo em Division of Labour in Society, menosprezando tudo o que seja Social fact .

Uuff. Ok!

 

Querem factos sociais relativo a iniquidade?

 

 A desigualdade económica tem a ver com a igualdade sexual entre os géneros que leva a  … Marry Your Like: Assortative Mating and Income Inequality  (Greenwood et al).   O que querem fazer? Querem impedir o médico de casar com a médica? Querem obriga-lo a casar com a enfermeira ou com a auxiliar? É isso?

 

Iniquidade tem a ver com a destruição da família como valor e pobre, pobre são as famílias monoparentais.  “where is the land of opportunity? the geography of intergenerational mobility in the united states (Raj Chetty  et al) -  Que querem fazer?  Querem impedir as pessoas de se divorciarem? Querem perseguir os homens que se separam das mulheres e obriga-los a voltar para casa. Querem proibir sexo antes do casamento?  É isso?

 

 

 A iniquidade tem a ver com o white flight, que é quem diz o direito que cada um de nós tem de tentar viver onde mais confortável se sentir , que será traduzido pelo modo como as pessoas procuram viver junto de pessoas que sejam parecidas consigo próprias ( como nos fenómenos de white Flight - A REALIDADE É UMA “BITCH” no http://barradeferro.blogs.sapo.pt/6497.html). Que querem fazer? Obrigar as pessoas a viver em áreas específicas por quotas? É isso?

 

A desigualdade tem outra face. A liberdade.

Quem se quer oferecer para ser escravo que se chegue à frente.

 

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Mais um...!

por Olympus Mons, em 18.01.14

Ontem ouvi este senhor a falar na televisão sobre o estudo de sua autoria. Aliás uma pequena busca pelos conteúdos jornalisticos na Net e …

 

Quanto mais instruídos e ricos, menos solidários são os portugueses

Estudo da Universidade Católica Portuguesa e do Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano vai ser apresentado na quinta-feira e mostra ainda que pessoas que recebem mais de 4 mil euros por mês são tão infelizes como quem recebe menos de 500.

 

Ou

Lourenço Xavier de Carvalho. "A continuar assim, corremos o perigo de formar ladrões competentes"

Sociólogo demonstra na sua investigação que quanto mais escolarizado e rico é o português, menos valor atribui à justiça, à honra ou à solidariedade

 

Até aqui tudo bem. Ou tudo mal.  Mas deixem-me ver se entendi o estudo:

O estudo diz que as pessoas que ganham até 500 euros, logo não são contribuintes (não verdadeiramente) estando sim muito mais perto de serem receptores da solidariedade (que não estamos a falar de caridade) consideram que deve haver muita solidariedade. Isto lembrando que 66% dos contribuintes suportam meramente 5% do IRS… Já , por outro lado, os que ganham mais de 4,000€ (50,000 mil euros anuais) e que são os 5% que sustentam 75% do IRS em Portugal (se já era assim antes desta crise, imaginem agora deve estar aí nos 80% e muitos) não concordam.  Pois, que malandros.

Mas mais curioso, ao contrário de outros estudos internacionais (por exemplo Marist poll ou o de Princeton em 2010) que demonstram que é realmente a rondar esses valores dos 50,000 anuais que as pessoas são mais felizes, sendo mesmo considerado o valor para se ser genuinamente feliz, no caso português não decorre de todo dessa forma sendo na verdade tão felizes como as pessoas que ganham 500 euros mensais (!).  Mas ainda mais curioso é que na mente do referido senhor que coordenou o estudo, ou dos jornalistas que compuseram os textos na imprensa, nunca lhes ocorreu que esta anomalia comparada com outros estudos destes portugueses  poderia ter algo a ver com o meu parágrafo acima. Do ponto de vista da mente de um homem de esquerda, e não tenho dúvidas de que ele o é, temos que solucionar o problema trabalhando na educação dos jovens. Aliás estamos para aí a formar ladrões competentes (como ele diz) porque não aceitam entregar ao estado mais de 50% do que ganham para serem solidários e ficar todos felizes!  Malandros com certeza. Tão malandros que até são infelizes!

 

Está claro que não são infelizes porque como o ordenado que lhes é pago não é decido por um bola saída de uma tômbola como o Euro milhões e que quem lhes paga os 4,000€ não quer verdadeiramente saber que o estado lhe fique com mais de 50% e exige o trabalho e responsabilidade proporcional se sentem defraudados pelo estado, pela justiça e pela democracia, não, é porque são mal formados. E a solução dada pelo senhor na televisão é prescritiva na forma e conteúdo que é educar estas pessoas a aceitar a situação descrita. Aliás reeducar. Diria mais, esta situação é tão má que caso não entendam vamos a campos de reeducação e pronto.

 

 

 

 

Para a eventualidade de alguém de esquerda , daqueles hard-core (do fenotipo Raquel varela, Daniel Oliveira ou o autor do estudo),  passe aqui pelo Blog e a pequena percentagem destes que ler o texto até esta parte gostaria de explicar o seguinte  -   A razão pela qual nunca criarão uma sociedade funcional, a razão pela qual a chegada ao poder de grupo de pessoas que só funcionam com pilares ético-morais normativos e prescritivos (vamos reeducar!) é que lhes faltará sempre, sempre (!) os outros pilares 3 (ou 4) descritivos.  E as pessoas no mundo onde terão que governar e que computam com os 5 botões do equalizador moral são mais de metade da população. Aliás as pessoas de esquerda sabem bem isso. Por isso gostam tanto de movimentos (de cidadania ou outros) mas não passam disso. A esquerda só será uma opção civilizacional, repito,  c i v i l i z a c i o n a l, quando além de marinar nessa imensidão de ética e moralidade normativa e prescritiva (querendo impor o que pensar, como vestir , o que dizer…) também se dedicar a criar, a promover,  a existência de uma  moral  descritiva, um conjunto de entidades descritivas  (o que as pessoas pensam ser correcto)  que una não só os que são de esquerda como todos os outros (boa sorte, claro) e dessa forma verdadeiramente mudar o mundo. Isso implica, a confecção dessa massa crítica descritiva, que comecem por viver o que professam.

 

Moralidade ou ética descritiva é empírica. Não é abstracta.  Tem que ser observada… Isso é a ética que é binding e que a esquerda não consegue interiorizar. O falhanço é brutal e total.  Ou seja, não falta gente de esquerda que ganhe 4 mil euros (na academia então é frequente), ou  3 mil, ou 2 mil, e que tem que começar a dividir essa valor por gente que ganhe o ordenado médio (750 euros)  ou o mínimo em Portugal.  Isso criará uma estrutura de identificação entre essas pessoas (os de dão e os que recebem) e a existência dessa harmonia (vamos ver) será observada, será um value… um valor observado dentro na Value Theory. Porque se não for binding é porque não é real, mas se for binding e com o passar do tempo, sendo uma coisa funcional (vamos ver) acaba por ganhar tracção e vamos ter empresários, professores universitários, médicos, actividades liberais bem pagas, voluntariamente (!), todos nessa coesão social de spread the wealth.

 

A esquerda tem que calar a boca e fazer. Fazendo é observado e aceite como um valor. Liderar através do exemplo.

 

Nota : In sociology, value theory is concerned with personal values which are popularly held by a community, and how those values might change under particular conditions. Different groups of people may hold or prioritize different kinds of values influencing social behavior.

 

 

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White Flight… Olá Mrs Brace!

por Olympus Mons, em 12.12.13

                "I'm gone," said Mrs. Brace, who on Tuesday requested and was granted a transfer for her first-grade son out of Harding and into the more affluent Hope School, within the nearby Hope Elementary District. "I've just got to the point where, 'Sorry guys, I need what's best for my kids and there's a school that's two miles away that offers all those things I want.' "

 

 

Já vos digo quem é Meridith Brace.

Pessoalmente, quando o “D” entrou para a primária passei por uma Mrs Brace. Na turma dele

havia um miúdo problemático (muito!) e na primeira reunião perante a inquietação dos pais uma das mães, por acaso professora na escola, encarregou-se dos grandes discursos de defesa da multi-qualquer-coisa com chavões sociológicos e flama de Bloco de Esquerda.  Na segunda reunião onde estava a referida Mãe? A filha tinha passado para a turma da manhã!

 

Meridith Brace, filha de um juiz do supremo americano, adorou ser a figura do multiculturismo em Santa Barbara na califórnia durante anos convencendo inúmeros pais a deixar os filhos em escolas marcadas por elevadas diversidade étnico-cultural …. Até o filho ter idade para ir para essas escolas. Passado pouco tempo,  o filho passou da escola onde a representatividade dos miúdos da raça dela (branca) era de 6% para Hope school onde é de 73%. Convém lembrar que esta é uma área de “liberals” e que 40% dos miúdos que estão em Hope, essa escola de brancos, são pedidos de transferência de elementar districts...

 

Isto é muito o white flight que se assiste por todo o mundo e como  Eric Kaufmann nos mostra é exactamente igual para “conservadores” ou “liberals”. White Flight é global (no mundo ocidental) sendo estudado e observado também na Holanda, Dinamarca, suécia, Noruega , Reino Unido, Nova Zelandia e não se iludam Portugal… Damaia , Amadora…!

 

Quando em alguns posts me refiro à abstracção que é a vida (intelectual) de alguém de esquerda é a estas coisas que me refiro.  Para Mrs Brace os problemas sentidos pelos seus pares nas escolas de elevada multiculturalidade não passavam de erros computados no seu pensamento teórico. Do ponto de vista formal, do ponto de vista da IAD da Sra Brace estava tudo certo… isso é a DLPFC e a ACC. Mrs Brace conseguia argumentar horas, citar livros, referenciar estudos e como é revelado pelo seu sucesso convencer terceiros muito bem, tudo dentro de linhas de pensamento que contribuem para fortalecer a crença sobre algo.

An abstract object is an object  WHICH DOES NOT EXIST AT ANY PARTICULAR TIME OR PLACE, BUT RATHER EXISTS AS A type OF THING, i.e. an idea, or abstraction.[1]

 

Mas quando chegou ao filho dela, nessa altura, estamos no mundo real, estamos no mundo em que as decisões tornam-se reais, tornam-se emocionalmente palpáveis, em que não há espaço para fictive outcomes  mas sim para os expected outcomes da VMPFC/OFC que são reais como brasas (não fosse a vida dos nossos filhos).

 

Dos maiores falhanços deste sinais dos tempos que vivemos é muitos de nós aceitarmos verborreias de esquerda, darmos atenção, tempo de antena, consideração a conversas que emanam de pathways neurológicos completamente abstractos sem pelo menos um… Então juntem-se ali ao fundo e mostrem lá como é que é! . Não?

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Pessoal que navega na Maionese

por Olympus Mons, em 10.12.13

 

 

 

 

 

Moral Mind-Sets

Abstract Thinking Increases a Preference for “Individualizing” Over “Binding” Moral Foundations

Moral foundations theory contends that people’s morality goes beyond concerns about justice and welfare, and asserts that humans have five innate foundations of morality: harm and fairness (individualizing foundations) and in-group loyalty, deference to authority, and purity (binding foundations). The current research investigates whether people’s moral judgments are consistently informed by these five values, or whether individualizing and binding foundations might be differentially endorsed depending on individuals’ mind-sets. Results from our study demonstrated that when participants were experimentally manipulated to think abstractly (vs. concretely), which presumably makes their higher level core values salient, they increased in their valuations of the individualizing foundations and decreased in their valuations of the binding foundations. This effect was not moderated by political ideology. Implications and areas for future directions are discussed.

 

Este é um estudo de Jamie Napier do mês passado.

 

O pensamento abstracto é mediado na DLPFC (Dorsolateral prefrontal cortex) e parte da IAD associado à esquerda.   Haidt demonstrou que as pessoas de esquerda somente possuem predomínio de dois dos tais cinco pilares que se encontra nos humanos no planeta todo, que o estudo denomina de individualing foundations e possuem uma prevalência incrivelmente baixa dos outros pilares morais que este estudo chama de binding.  Nada de diferente do que tem lido neste blog! Ver o meu post  Haidt… e os pilares morais da esquerda e da direita.

 

A razão pela qual as pessoas de esquerda revelam essa incrível característica que é imediatamente defenderem posições ético-morais que para quem os observe não aplicam de todo a si próprios está precisamente neste ponto. No primeiro tackle a qualquer questão muito rapidamente partem para o DLPFC e como tal abstraem o assunto logo reduzindo o seu âmbito relativo ao mundo real.   Este talvez seja o atributo das pessoas de esquerda que mais perturba quem não é de esquerda.

Aliás, pessoas com danos na VMPFC também possuem essa característica de...

People with damage to the ventromedial prefrontal cortex still retain the ability to consciously make moral judgments without error, but only in hypothetical situations presented to them. There is a gap in reasoning when applying the same moral principles to similar situations in their own lives. The result is that people make decisions that are inconsistent with their self professed moral values.[3]

 

Esta imediata abstracção de qualquer assunto que os elementos politicamente mais à esquerda realizam é espelhado neste estudo recente de Napier.

Se eu forçar as pessoas a pensar mais abstractamente (usar a IAD?) elas vão demonstrar a tal prevalência dos dois pilares associados por haidt à esquerda. Enquanto força-las a pensar mais concretamente suscitará esses pilares mais desctritivos, esses pilares da moralidade que nos une e “bind” em suma aquilo que cria civilizações e sociedades… depois, anedoticamente, chamam-se a si próprios progressista. Injusto!

 

Assim,

Abstract objects are sometimes called abstracta (sing. abstractum) and concrete objects  are sometimes called concreta (sing. concretum). An abstract object is an object  WHICH DOES NOT EXIST AT ANY PARTICULAR TIME OR PLACE, BUT RATHER EXISTS AS A type OF THING, i.e. an idea, or abstraction.[1] The term 'abstract object' is said to have been coined by Willard Van Orman Quine.[2] The study of abstract objects is called abstract object theory.

 

Capisce?

 

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