Vou escrevendo sempre que encontro algo a que não consigo resistir. Há algum tempo já tinha percebido que o número de “portugueses” guardados em caixotes nas arrecadações de museus ou em locais semelhantes seria suficiente para, tal como tem sido feito noutros países nos últimos sete anos, construir uma "história genética dos portugueses nos últimos milénios". Contudo, como o interesse da nossa imprensa por estes temas é praticamente inexistente, foi com alguma surpresa (...)
Nunca escrevi um post que pudesse ser considerado um epitáfio adequado e epílogo deste blog. Isso não significa que este post o seja, apesar de eu não ter tido muito tempo para escrever por aqui. No entanto, se este fosse o post final, seria perfeitamente apropriado. Reparem, "barradeferro" não é mais, como expliquei no primeiro post, do que a barra de ferro de Phineas Gage, a barra que perfurou o VMPFC (córtex pré-frontal ventromedial) daquele trabalhador ferroviário em Vermont, (...)
Segunda tentativa. E não será a última. A importância de clarificar quem eram e como surgiram os Yamnaya é inegável. Eles mudaram o mundo, e não apenas a Europa. A sua genética é encontrada desde Portugal até partes da Ásia Central e na Índia. Se considerarmos as ex-colónias europeias, então estão presentes em todo o mundo. Quando entrei nesta discussão, em 2015, tudo parecia uma grande brincadeira para um leigo como eu. Tudo era composto por acrónimos estranhíssimos (...)
Observei com certa surpresa a amplitude da concessão argumentativa que se manifestou em diversos setores, desde os comentadores de televisão até o Parlamento português, nos inúmeros artigos publicados pela nossa imprensa e nos discursos políticos de partidos como o PS, a IL e até mesmo a incapacidade do CHEGA de contra-argumentar. O poder que teve o argumento na sociedade portuguesa que as contribuições dos imigrantes em Portugal representam um saldo positivo de cerca de 1.5 mil (...)
Nem sei bem quantos posts escreverei sobre este assunto. Talvez só este, talvez vários. Aliás, nem sei bem como escrever sobre o assunto. Isso porque o objeto deste post é extremamente importante para mim, mas pode não ser para os outros. Acho eu. Vamos criar um pouco de contexto. Quem somos nós? Até há bem pouco tempo, cerca de 20 anos, a ideia de "nós" – e "nós" pode ser qualquer grupo populacional – era moldada pelas interpretações de arqueólogos e historiadores. (...)
Qual a questão que mais vos assusta na modernidade? De todas mesmo, qual a questão que mais desejam que as vossas suspeitas ou meramente dissonâncias como no meu caso, sejam demonstradamente erradas? Para mim, hands down,é: E se havia um imperativo para que as mulheres fossem colocadas à parte nos movimentos sociais. Dito de forma mais crua se havia uma razão para as mulheres estarem na cozinha e não entrem na sala quando os homens "estavam a falar". – Nada é mais assustador (...)
Esta é uma história de um avô, filho e neto. Este imagem inicial é de Manuel Joaquim... Rebelo de Sousa. Mas não é o avô do título. «….não é que faz o monge, e por tanto o que nos torna differentes uns dos outros, são as boas ou más acções que cada um de nós pratica...» Este texto acima é um dos conselhos publicado em 1875 pelo bisavô de Marcelo rebelo de sousa, Manuel Joaquim, aos filhos que estavam no Brasil. - Não é o avô é o bisavô e aos aos filhos no Brasil. (...)
Quando os registos da verdade deixam de ser físicos e tudo se torna digital, quando as respostas a perguntas sobre fatos nos são transmitidas em forma de narrativa universal e aprovada, passamos do mundo de Orwell para algo além. "And if all others accepted the lie which the Party imposed—if all records told the same tale—then the lie passed into history and became truth. 'Who controls the past,' ran the Party slogan, 'controls the future: who controls the present controls the past.'" (...)
No meu post anterior, posso ter falado de Marselha mas para muitos pode não ser claro o que é Marselha, enquanto contexto social, hoje em dia. Num pais que está entre os 30 mais elevados no HDI (Human development Index) das nações unidas o tipo de título na imagem é aberrante. No entanto é isto que estamos a importar. Não é uma experiência nova é uma que já tem décadas de duração, logo podemos ver o resultado! E o quadro pintado é o seguinte: Passou de uma das cidades (...)
Nada há a fazer... Estava ontem a ver televisão e não resisti. Este senhor, desta imagem mal-amanhada, é Vasco Malta responsável da organização internacional para as migrações (IOM) das Nações Unidas em Portugal. O segmento na CNN era sobre os resultados de uma sondagem realizada pela europa fora em que os mais jovens, a geração Z e os millennials parecem ser mais anti-imigração do que as gerações anteriores ou pelo menos tão anti-imigração quanto as gerações (...)