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Histórias...

por Olympus Mons, em 23.10.21

Não que eu ache que muita gente se interessa por isto, mas realmente ajuda a perceber as histórias e a história, conjuntamente as narrativas de que se tem a certeza e que depois se descobre que não foi nada assim. Pelo menos enquanto aguardamos que o teatro, do agarra-me que me vou a ele, do PCP a aprovar o OE não termina, sempre podemos falar de assuntos mais interessantes.

Como sabem a última componente genética que forma os Europeus, a chamada das estepes ou Yamnaya que veio com a mistura EHG e CHG devia o seu sucesso, que foi explosivo na europa, ao facto de terem chegado com os cavalos. Essa sempre foi a versão dominante e que perdura com uma insistência que já não se justifica. Raza que terá sido essa introdução equestre que teria promovido a sua total hegemonia na europa e também sabemos que o nosso pai, o L51 e descendentes, já só aparece associado a pessoas com esta componente genética (misturado com as outras que por cá andavam antes). - Ou melhor, quando os encontramos, os descendentes deles como o P312, já todos tem uma componente Yamnaya muito forte (>30% dos genes).

Por isso sempre se promoveu a história dos cavalos e da domesticação do cavalo associado a essa disseminação dos indo-europeus que trouxeram a língua e os cavalos.

Contudo e na verdade, o DOM2, o pai dos cavalos modernos não é encontrado nos cavalos dos Yamanya, nem da cultura Corded ware, nem sequer com os Bell beakers. Já a partir de 2000 antes de cristo começa a sua disseminação e vem já conjuntamente com a carroça.  Provavelmente muito mais associada a línguas indo-iranianas do que à indo-europeia base que deu as línguas europeias. E no essencial deve ter sido algo mais passado por trocas culturais do que pessoas a invadir o espaço montados a cavalo.

Basicamente é isso que reafirma estes paper saído agora: https://www.nature.com/articles/s41586-021-04018-9

Na minha opinião, esta conversa dos “cavalos é que não foi”   por isso não insistam mais, não ganha tração porque a razão mais óbvia para estas alterações civilizacionais que ocorreram no passado terá sido alterações climáticas perfeitamente naturais. Contudo chamar a atenção para as várias alterações climáticas que ocorreram no holoceno, nos últimos 10 mil anos, é expressamente proibido para quem quer que seja que não queira ver a sua carreira seja em que área seja, destruída. -  Foram vários estes períodos de oscilação, e o melhor e maior período quente da humanidade, foi o período de 8.2 mil anos até 6.2 mil anos atrás. Devemos tudo, tudo o que somos, a esse período. A agricultura, a pastorícia e cultura, língua, etc. Tudo. E claro foi a época dos meus Shulaveri-Shomu (não, não vou falar neles! 😊 )

Após esses dois milénios de climate optimum, seguiu-se um período brutal de 1000 anos de arrefecimento que destruiu tudo e todas as culturas dessa base existencial. Quando voltou a aquecer o planeta, cerca de 3500BC (antes de cristo) foram as tribos lideradas por esses homens, no caso da europa ocidental os Bell Beakers (filhos do homem R1b..L51…p312, etc) com genética yamanya, ou das estepes se preferir, na minha opiniao adequerido pela exogamia com mulheres da cultura CWC (Homens Bell beakers com mulheres da CWC) que dominaram a europa e por isso somos esmagadoramente descendentes deles.
É fascinante como existe este bloqueio mental em todas as áreas do conhecimento, esta autocensura porque toda a gente sabe que dizer que o clima aquece e arrefece naturalmente é quase crime hoje em dia. Realmente… Os maluquinhos ganharam.

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Mundo patético

por Olympus Mons, em 22.10.21

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Este meu post deve parecer acentuadamente distante do meu post anterior (sobre alterações climáticas) mas ao final do dia é em grande medida exatamente igual. É tudo kayfabe para elites abastadas e acima de tudo entediadas.

Pode parecer que tenho alguma coisa contra a coitada da miúda da foto, mas obviamente desejo que seja imensamente feliz e realizada na forma como decidir viver a sua vida, qualquer que seja a forma e identidade que ela venha ainda a escolher. Ela decidir… quando for adulta.
É que a mamã, a tal Angelina, houve uma altura que achava normal que esta miúda fizesse transitioning para o sexo masculino. Felizmente, e tanto quando eu sei, a miúda mudou de ideias antes de ficar com qualquer mazela provocada por hormone blockers ou cirurgia. E cada vez parece mais feminina e bonita e só nos resta desejar mesmo que ela seja feliz.

Mas porque escrevo sobre ela?

Já no passado houve estudos, que foram obviamente muito contestados, e metodologicamente acredito que até bem atacados  não faço a minina ideia, mas que nos diziam que mais de 80% das crianças que possuíam gender dysphoria acabam por se arrepender, voltar a ficar confortáveis com o seu género e desistir de transitioning apesar de toda a pressão que sentiram para o fazer. -  Aliás como a jovem na foto presumo.
basicamente essas criticas assentavam no facto de esses estudos não distinguirem entre pessoas que tinham dysphoria, ou estavam só a experimentar role play daqueles outros que teriam começado mesmo processos de transição, que iniciaram transitioning para outro género e, alem do mais, metade não puderam voltar a ser contactados, etc.

Contudo quando algo cheira mal, é porque está podre.
E deparei-me com este este estudo publicado agora a 19 de outubro. Que terá ido atrás desses tais que começaram ou concluíram o processo e depois voltaram atrás e reverteram o processo, seja cirúrgico ou químico.
https://link.springer.com/article/10.1007/s10508-021-02163-w#Sec13

Vale mesmo a pena ler.  Dá-nos uma ideia muito correta sobre estas pessoas que se arrependeram depois de iniciar/concluir o processo. Pessoas que dizem que deviam ter sido melhor aconselhadas pelos médicos que procuraram e se sentem traídos por esses, pessoas que rapidamente perceberam que afinal estavam confortáveis com o seu género real (60%) pessoas que acabaram por sentir que afinal eram traumas que lhes provocavam aqueles disforia (48%) e que o problema eram os traumas (na maioria sexuais), pessoas que só em 24% avisaram sequer os médicos que tinham voltado ao género original e por isso ninguém sabe deles e estão na bases de dados como tendo mudado de género, etc, etc.

Ninguém protege estas pessoas, ninguém quer mesmo saber. Tal como o mar de meninas que hoje em dia acham que são lésbicas e que rapidamente irão descobrir que afinal são Bissexuais e como nós sabemos, até pelos posts anteriores que já escrevi, acabam aos 30 anos de idade como heterossexuais a tentar ser felizes como o resto dos outros mortais.

Este é um mundo patético. Este é um mundo da esquerda. A mae da menina ajudou a construir esse mundo. Tenho a certeza que a filha dela, montada nas toneladas de privilégio irá ficar nice and dandy. Já um miríade de outros miúdos não terão tanta sorte.

Outra vez, este é um mundo patético. Este é um mundo da esquerda.

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Screw-up!

por Olympus Mons, em 21.10.21

Screw-up - a situation that has been completely mismanaged or mishandled.

Quem me tem seguido perceberá que considero que já nem vale a pena tentar argumentar contra o histerismo da narrativa das alterações climáticas. Aquilo está tão bem montado, teve tanto tempo e esforço de maturação, tanta gente a moldar a tanga que já nem há forma de verdadeiramente alterar a narrativa, crença ou perspectiva na sociedade.  – É religião.

No entanto, para quem quiser fazer um esforço consegue vislumbrar perfeitamente a realidade e a fórmula através da qual nos têm vindo a enlear. Por norma já nem perco tempo a escrever sobre evidências contraciclo ou contra narrativa.  
Contudo há coisas importantes. Ninguém vai ligar, ninguém vai computar ou considerar, mas são super importantes.

Hans-Rolf Dübal e Fritz Vahrenholt, da universidade de Hamburgo publicaram este paper. - https://www.mdpi.com/2073-4433/12/10/1297

Ao analisar os dados do CERES, um satélite colocado no espaço há mais de 20 anos para monitorizar o fluxo de energia que irradia do planeta no topo da atmosfera (TOA) descobriram uma coisa inacreditável.

Vou tentar tornar isto simples, ou pelo menos compreensível – De acordo com os dados do satélite, nos últimos 20 anos, o aumento de temperatura do planeta deveu-se em mais de 2/3 a um aumento de radiação, de energia do sol, short-wave e somente 30% de aumento de long-wave.   

 

Ora, que quer isto dizer. O CO2 é chamado de efeito de estufa porque o que as moléculas de CO2 são supostas fazer é impedir a radiação LONG-WAVE, radiação de onda longa, de fugir do planeta. Ou seja, os raios solares batem no planeta e ao ser refletidos de volta (long-wave) são impedidos pelo maldoso CO2.

Vai na volta, os satélites dizem que não… Não, não. O que tem aumentado e muito é o short-wave que tem passado, tem atravessado, as nuvens e batem no planeta aumentando a sua temperatura.

 

Eu não sei se vocês percebem como isto é… mind-boggling! – O IPCC ainda no relatório que é a bíblia e ai de ti, herege, que consideres qualquer coisa fora do AR (agora o AR6), nos “mostra” que 100% do aquecimento do planeta, desta parte do efeito de estufa, se deve ao “Anthropogenic  greenhouse gases” e até mostra nos modelos e cálculos!
Neste paper demonstra-se o inversão. 

Ter o CERES a dizer bullshit, 2/3 deve-se ao aumento do short-wave radiation, devia ser algo enorme, humungus, devia fazer tremer algumas das premissas que suportam os modelos coupled ocean-atmospheric models que suportam todo esse mundo playstation que permitiu chegarmos até aqui nesta senda da profeta Greta.

Eu sei, na verdade, ninguém vai ligar nenhuma!

Oiçam, talvez se venha a descobrir que o CO2, pelo efeito na atmosfera, ou pelo aumento de vapor de água, ou qualquer outra coisa que não faço ideia, leva ao thinning das nuvens que leva a que essa radiação passe mais do que no passado. -  Mas a verdade é que nada na teoria ou formulação relativo a alterações climáticas em 50 anos nos disse isso. Nada.
E eu sigo pessoas que há 20 anos nos dizem. – 5% de redução ou aumento da cloud cover consegue justificar todo o aumento de temperatura dos últimos 100 anos.  Pessoas terríveis chamados de deniers. Um deles é Roy spencer, que por acaso é só um dos cientistas que compila e processa dados de outro satélite, o Aqua, que faz medições de Advanced Microwave Scanning Radiometer e mede a temperatura do planeta inteiro visto do espaço.

Dübal e Vahrenholt vão mais longe e fazem associações pelos últimos 200 anos e correlacionam estes eventos de aquecimentos seguidos de pausas a processos como o AMO, PDO, etc… Mas isso já iria fazer este post ficar enorme.

Para terminar fica a nota. Nobody gives a shit. Religião é religião e mais nada.

 

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Conversa...

por Olympus Mons, em 20.10.21

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Estão todos entediados. Todos entediados. E como eu os entendo, nesta pasmaceira que é Portugal tem que se inventar, porque espontâneo não sai nada. Nem crises.

Claro que vai haver orçamento. Claro que vai. A único caminho que poderia dar em eleições era se António Costa, e o PS, verdadeiramente o quisesse. - Mas com o PRR ainda nas suas fases iniciais, maior seria a probabilidade de um macaco recusar banana que um socialista deixar de chuchar por livre-arbítrio. Não está na natureza do Animal recusar mamar na bazuca.

E não pensem que vai ser António Costa a ceder e que assim será aprovado o orçamento. Não, não, o Bloco e o PC irão cantar vitória, mas no fundo será bananas que o António Costa lhes atirará, e bananas porque na verdade serão coisas que em caso de necessidade o Governo não cumpre e/ou não atribui e/ou cativa…

Talvez a única curiosidade seja o pedido, penso que do PC, de haver um documento assinado. Mas até isso, o risco do governo cair antes da aprovação do próximo OE é para o lado que nesta altura António Costa dorme melhor.

Ao final do dia fica, esta coisa de nos obrigarem a ver a novela do agarra-me que eu vou a ele, tão particular ao Tuga, que tenho a certeza foi ordenada pelos mesmos que há muito pouco tempo ordenaram começar o ataque ao Costa. Nem sei se foi com a conivência do próprio Costa que já deve morrer de medo de ser reeleito e por isso quer a garantia que vai poder saltar para outros voos, se existe uma elite mais ou menos escondida que verdadeiramente manda como vimos exemplo dos donos disto tudo, ou outra formula qualquer de hierarquia sociopolítica. Ou estou a ser injusto com Antonio Costa e ele meramente é mesmo assim um super habilidoso manipulador e que passado esta novela, já ninguém se lembrará que o assunto há duas semanas atrás era o modo como o PRR dos milhares de milhões irá ser distribuído.

Continuo com uma curiosidade enorme de como isso funciona.  Mas que existe e está aí, tal como as bruxa, ai está, está!  

Mas este assunto do OE nem merece muita profundidade. Não verdadeiramente. Quer isto dizer que “…eh pá, parem lá com essa tanga, acordem entre vocês o que tiverem que acordar porque mais mal ao país do que já foi feito não vão conseguir”.

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Morte aos colonos.

por Olympus Mons, em 18.10.21

Os EUA são cada vez mais uma anedota.
Eu também já aqui escrevi sobre Sah Quah.  
Para quem não se lembra, é um caso de um índio que, 30 anos depois da 13ª emenda da constituição ter banido a escravatura no país, era escravo ainda (!).  E o caso foi levado a tribunal porque a existência de escravatura índia, entre índios, entrava em conflito direto com a constituição americana e muita gente não concordava.
É curioso, não é? – que num país, EUA, em que as pessoas acham que os Europeus inventaram a escravatura ou que eram os únicos, ou até, ou até, os que mais usaram dessa forma de trabalho, exista casos como este do Sah Quah décadas depois dos negros terem sido libertados.  Aliás, pelo que sabe Sah Quah já teria nascido escravo.

No início do século XIX as terras índias foram criadas e ficou claro que crimes cometidos entre índios em terra índia não se aplicaria a lei americana, mas sim a lei ou tradições nativa.  Por isso a argumentação feita foi precisamente que a “lei” índia permitia a escravatura e era as suas tradições milenares por isso as autoridades norte-americanas não tinham nada que se meter no assunto. OH.. escravatura índia era tradição milenar???

É curioso que o case study é dado nas universidades dos EUA em conjunção com o caso de “Crow Dog’s case” porque foi esse o exemplo de precedência que foi usado pelos índios perante o Juiz para que sah Quah continuasse escravo. - Crow Dog era um índio Sioux que matou um outro índio, Spotted Tail, que era uma pessoa muito apreciadas e respeitada. Sim um índio que era muito respeitado. Como tal a comunidade branca quis julgar Crow Dog e condenar por assassinato. Ao fim o supremo decidiu que realmente o “crime in indian land, between indians” se aplicaria e que ele teria que ser libertado. Assim foi e a pena dado pelos chefes tribais foi ele ter que pagar à família da vítima 1 cavalo e 8 mantas.  

Ao final do dia, também convém ir lembrando que aquilo que os malvados dos colonos acabaram foi com sociedades em que a vida de uma figura publica era um cavalo e algumas mantas… convém ir lembrando, não é? – Podem todos voltar para esse modo de vida e levar consigo os liberals e wokes todos do mundo. Por mim, ajudo a pagar os bilhetes.

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Nothing to see, Nothing to see.

por Olympus Mons, em 16.10.21

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As pessoas acham que a desagregação intencional do capital social que unia as sociedades, o tal bind and blind como tão bem descreveu Jonathan Haidt, não iria ter consequências. Eu acho que já aqui escrevi algures nas centenas de posts, que uma das “cenas” há muito tempo que me alertou para a praticalidade daquilo que já tinha lido em muitos papers sobre a destruição do capital social que vinha com a diversidade e multiculturalismo tinha sido a uma mãe que desmaia com um ataque penso que epilético num supermercado e enquanto a filha de um ano e poucos chora no chão ao seu lado as pessoas limitam-se a olhar e a filmar - Para mim foi um momento que ainda hoje considero pivot ao modo como analiso o mundo e os eventos conforme eles se tem vindo a desenrolar nos últimos 20 anos. Momento importante porque vem anexado ao “as predicted…” por muito que se duvidasse que tal cena fosse sequer possivel numa cidade ocidental.

Ora capital social destruído é cenas como esta. Uma mulher é atacada e violada num comboio cheio de gente no norte de Filadélfia, nos EUA e ninguém move um dedo para intervir. Á primeira impressão ficamos siderados com tal falta de ação por parte das outras pessoas. Á segunda impressão, em 2021 e no atual momento social nos EUA, vez um negro a … e achas que podes mesmo fazer o quê? Como sabes como irá mesmo acabar esses próximos 20 minutos da tua vida e quais as repercussões que terá no teu futuro?
Não ter capital social é isto. Pronto foi a decisão tomada e quando assim é, é para comer e calar. Bind and blind era para acabar nestas nova sociedades progressistas porque se intrometia na diversity e na multiculturalidade (no sentido em que esta destrói capital social) e por isso era aqui que se viria dar se apelo nem agravo.

diz o chefe da polícia local: 'I have no words for it. I just can't imagine seeing what you were seeing through your own eyes and seeing what this woman was going through that no one would step in and help her.' 

Num mundo normal isto não teria acontecido, certo?. Qualquer homem que se levantasse para intervir sabia que teria apoio de outras pessoas no comboio e saberia acima de tudo, acima de tudo, que se na sequência daquela sua intervenção este senhor Fiston Ngoy acabasse com o pescoço partido ou atirado do comboio em andamento, na verdade nada de mau nos iria acontecer.

Nos dias de hoje…. Têm aquilo que pediram. – Há que calar a boca e seguir.

Não sei porque me lembrei disto agora, mas dos momentos mais brutais que cometi, foi um dia em conversa sobre soluções para as sociedades no combate às alterações climáticas, e perante a exigência extrema da jovem, eu ter dito: Olha mas a destruição da bolha de CO2 que te protege, não é tu levares mais tempo a carregar o telemóvel, és sim tu num quarto a ser violada por 16 homens!  - Exagerado e demasiado agressivo, eu sei. Mas as pessoas parecem não ter nunca noção do que estão a contruir. Um tipo de cegueira que tenho a certeza está bem enraizada na estupidez!

 

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Assassinos errados.

por Olympus Mons, em 15.10.21

Curioso não é?

Quando, nas primeiras horas, se achava que o ataque na Noruega com arco e flecha era uma replica do Anders Breivik, esse omnipresente terrorismo de extrema direita que infesta o mundo, aquilo era para breaking news e assunto a seguir com toda a atenção.  - Bastou a menção que o suspeito era um radicalizado convertido ao Islão para cair a cortina, a cortina, aquela em que fica tudo vago, sem especificidades ou prosseguimento.

 

Vamos ver o que acontece no caso Sir David Amess, deputado do partido conservador, no Reino Unido, assassinado à facadas. Não sei os detalhes do ataque e por isso poderá ter sido tudo e mais alguma coisa mas por assossiação a incidentes similares do passado recente sabemos bem para onde as inferências saltam.  Mas um deputado da nação assassinado à facada? - As notícias que a polícia estaria a tratar do assunto como uma investigação de contraterrorismo são suficientes para que o assunto não ganhe verdadeiramente tração internacional. Mesmo no Reino Unido, cai imediatamente o véu da penumbra noticiosa.

Estes casos já fazem parte do nosso dia a dia. Porque os pináculos da civilização, e basta dizer civilização sem precisar de acrescentar ocidental, aceitam viver assim? … Porque ficamos todos calados? Que doença mental assola o mundo ocidental para que a maioria da sua população aceita ser conspurcada com culpas, maleitas e más intenções sem sequer tentar a sua defesa. A sua defesa é a defesa das suas identidades, da beatitude e bem-aventurança para o mundo da mesma. Porque aceitar que identidades, religiosas, políticas ou identitárias que nada significam para o que de bom o mundo tem fiquem embrulhadas nesta áurea de intocáveis? -  Que amor ao lixo é este que grassa no mundo?

Até quando seremos cobardes? Até quando o medo de nos chamarem nomes é o suficiente para que soframos de ataques de pânico? Porque pode uma rapariga de raça negra entrar no meu autocarro com uma t-shirt que diz “a minha Raça é a minha identidade” e se fosse um jovem branco com a mesma t-shirt seria um escândalo? Porque qualquer ofensa à república é recebida com consternação enquanto se começam a aceitar enclaves islâmicos em urbanidades por essa Europa fora?

Começa a ficar a sensação que na verdade não há nada que mereça ser salvo mesmo.  tlavez estes merdas todos com que nos cruzamos todos os dias não mereçam nada mesmo. 

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Horde...

por Olympus Mons, em 13.10.21

Que bom que hoje em dia gostamos tanto de falar de colonização e escravatura não é?

Já que assim é, que tal falarmos da colonização Mongol de, por exemplo, a Europa de Leste?  -  Muita gente não sabe mas a Rússia surgiu após toda a região te sido literalmente dizimada pelos mongóis. Colonização é sempre screwed-up. Mas existem umas bem mais brutais que outras. A Constituição da Golden Horde Mongol e a colonização da Europa de leste que foi de uma brutalidade impar, especialmente na Rus (nas estepes). E foi tal a destruição que foi precisamente  no período de recuperação do século XIV para frente que se formou a Rússia propriamente dita, como hoje a conhecemos da história. Foi das cinzas, assim tipo, never again! E não deixa de ser verdade que existiram lições que os mongois nos ensinaram na organização politica que foram copiadas como formas de regência politica. É assim, tiveram coisas más e coisas boas. Mas uns tiveram poucas coisas más e muitas boas. Outros foi o inverso. Ha-de chegar o dia em que essas contas serão importantes, não?

Mas mais curioso do que a colonização e escravatura Mongol, que era uma coisa natural e normal no planeta todo, foi que mesmo com o fim do império Mongol em terras Europeias, continuaram a vir pescar pessoas em paragens tão dentro da Europa como a Hungria, para fazer negócio esclavagista. - Escravos claro, e do mais branquelas e crackers que possa existir!  E não será de desprezar o facto que muito dos haplogrupos genéticos Europeus, mitocondriais, que as mães passam ao filhos, que ainda hoje em dia existe na mongólia terá derivado de muita população feminina que terá sido levada como escrava sexual. Daí essa ocorrência bastante relevante do Haplogrupo H e U por aquelas terras. Enfim, nada de novo no mundo dos humanos.

Ainda os Europeus não tinham começado o tráfego atlântico e era a coisa mais natural do mundo a escravatura em Africa para o Norte de Africa e restante império Otomano, entre a Europa e o Norte de Africa, e entre as terras a norte do Mar Negro e Mar cáspio para os mesmo sítios. – Quando os Europeus chegaram a África, o negócio já estava bem estruturado, com processos bem definidos e com força de trabalho esclavagista dos próprios negros.

O Crimean Khanate e a Nogai Horde, o comércio de escravos naquela região, na vasta região a norte do Mar Negro e Cáspio, o Crimean-Nogai Slave traid continuou durante séculos e séculos. - Até ao fim do Século XVII aquilo foi sempre a marchar. Na Rússia, polónia, lituânia, Ucrânia, estónia aquilo foi sempre uma atividade económica tão natural como plantar cearas. - Só na região polaco-lituânia, mais de um milhão de escravos foram comercializados para o império Otomano e no médio oriente.  Só nos primeiros 40 anos do século XVII mais de 200 mil pessoas foram escravizadas por raides realizados por esta gente que eram resquício do império Mongol, apanhados na Rússia e vendidas para as referidas zonas onde os escravos eram muito apetecidos. O último raide, pelos tártaros, em 1769 levou 20 mil escravos.

É uma questão de tempo até que a narrativa, esquerdoide, marxista e woke caia pela base. E o pêndulo nunca costuma parar a meio, o pêndulo depois vai para o outro lado.

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Quem? eu? a mim?

por Olympus Mons, em 12.10.21

Capture Dinesh ambherst.PNG

https://www.youtube.com/watch?v=2nw_jXM1nUk

Houve alturas que seguia mais Dinesh D’souza do que aquilo que hoje em dia o faço. Em parte, reconheço, porque os algoritmos de machine learning e tensorflow da google que fazem um subtil cancel a pessoas como Dinesh, resultou comigo pelo menos neste caso. Reconheço que devia ser mais persistente, mas como aos poucos vai sendo eliminado dos meus feeds, acaba por desaparecer da vista, nas definitivamente não do coração.

E uma das razões pelas quais ele não desaparece do meu coração é precisamente por momentos como estes em Amherst, universidade de 60 mil euros de propinas por ano, em que se alguém quiser encontrar um momento revelador de como funciona a hipocrisia de alguém de esquerda, de como aquilo que eu repito vezes infindáveis sobre pessoas de esquerda não conseguem falar passando por pathways neurológicos autorreferenciais no cérebro e por isso quando chamados eles próprios como pessoas  à pedra ficam completamente incoerentes e desnorteados, deve ver este vídeo.

Observe a construção argumentativa perfeita do estudante, do apoio da professora atrás dele e do modo como Dinesh o destrói. - Aliás aconselho a procurar o vídeo todo, porque se bem me lembro após o fim deste pequeno seguemento no video original Dinesh insiste na hipocrisia dele e é um prazer ver o desnorte total tanto do jovem como da audiência antagonista a Dinesh, como a professora sentada atrás dele.

Enfim, um dos momentos épicos…

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A conta, por favor...

por Olympus Mons, em 11.10.21

Para isto chegar ao Poligrafo do Bernadinho é porque é clara e concreta a ordem dada na imprensa portuguesa.

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Confirma-se, deu-se ordem para abater Costa.
Tenho estado a tentar ver a SIC no seguimento do que observei na TVI ontem e confirma-se. Como se vê por este exemplo até o poligrafo já faz peças sobre propostas não cumpridas pelo António Costa como dizer que "as portagens da via do infante era um absurdo2 … em 2015.  - Só 6 anos depois é que se lembram destas coisas.

 

Aliás só me resta perceber se não foi a pedido do próprio Costa que está pronto para outros voos para fora daqui.
Check, please!

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Eu não peço...

por Olympus Mons, em 11.10.21

Peçam desculpa pela colonização.

Tenho dito por aqui que estrámos numa era ainda mais estranha do que a da desinformação para viver a época de deseducação. – E ao fina do dia educação é “ tens direito à tua opinião mas não tens direito aos teus factos”. Factos são factos.  Não existe a tua verdade existe a verdade.

Factos novos são adicionados praticamente diariamente ao saco de factos que constituem a realidade. E mexendo e chocalhando aquilo de todas as vezes quando se despeja o saco sai o mais parecido com a realidade, com a verdade, que é possível.

Uma das coisas que convém ir lembrando as pessoas é que é verdade, aquilo que chamamos de raças e etnicidade é bastante recente. Até há pouco tempo achávamos que não. Que algures há 70 mil anos algumas pessoas tinham abandonado Africa e surgiram as novas raças caucasiana e oriental… ora a realidade é bem mais complexa.

Não só é complexa a dos que saíram como é as dos que ficaram em Africa. E presta-se pouca atenção. Entender a tal realidade, o tal saco de factos, leva a que por exemplo não se consegue deixar de olhar para a constituição das etnias todas da Africa do sul e parar um segundo e dizer, olha que curioso. Pouco antes dos europeus chegarem e colonizaram partes de Africa, não tanto tempo assim antes, diferentes raças negroides estavam a colonizar!
80% de África do sul é Bantu (como 80% da América era caucasiana e agora é 58%) porque os Bantu colonizaram as outras partes de Africa. 

É curioso como já Roma tinha caído quando os Bantu colonizaram na parte sul de África a terra que era dos !kung, dos !xun dos karretje, etc em resumo dos Khoe-San. E os agricultores Bantu, tal como os europeus meramente 10 séculos depois, vieram e colonizaram.  Por isso hoje falamos dos Zulus, xhosa, etc. -  Os originais, os indígenas, foram para as “reservas” dos desertos, como o do Kalahari, e sítios mais inóspitos onde ainda hoje vivem como os povos dos filme “Os deuses devem estar loucos” ou como os pigmeus enfiados nas selvas mais profundas.  – Não deixa de ser uma ironia que alguns séculos depois cheguem os Europeus e façam a eles, e logo precisamente dos sítios originais dos Bantu na costa oeste de Africa, o que eles fizeram aos outros povos todos de africa. Com uma diferença. Se você for aos sítios onde os Europeus chegaram ainda hoje lá estão os povos originais. Quando os Bantu iniciaram a sua colonização de Africa a partir dos Camarões (e partes da Nigéria) em toda a aquela região vivam há milhares de anos os Shum laka … que não sobra nem réstia deles no ADN dos conquistadores, quanto mais nas suas formas originais. E era pessoal que já existia há 100 mil anos. – Devem-se ter suicidado todos.

Para quem se quiser divertir, pode começar por aqui  - https://www.nature.com/articles/s41467-021-22207-y

Outros dos factos que por aí andam, e que como não adicionam nada às narrativas da construção do homem branco europeu como fonte de todo o mal do mundo ninguém lhes toca é que a cultura clovis, os índios, os indígenas da América, não são verdadeiramente os originais das américas chegados à 12,000 anos. Não… eu sei, eles sabem, um mar de gente sabe há muito tempo que arqueologicamente existem datações de há 20,000 anos, até mais. E essa gente que tinha uma tecnologia lítica muito diferente dos indios.  Após a colonização por parte da cultura clovis onde estão?  - Tal como os milenares de Shum laka… não estão. Não existem. Quer dizer não existem, mas está-se a encontrar resquícios em algumas tribos da Amazonas de ADN que é relacionado com… aborígenes da austrália de da Papua Nova Guiné que é ADN muito, muito antigo e que os índios, os indígenas da América não possuem de todo! Pois alguém chegou e colonizou fazendo a folha aos que lá estavam, não é?

 Enfim, nesta senda do século XXI em que nos querem convencer que os Europeus inventaram a escravatura, inventaram a colonização e foram os mauzões do mundo, quando curiosamente forma os europeus que acabaram com a escravatura (chiça e foi difícil convencer os outros) que de facto acabaram, ou estão a acabar, com a colonização criando de raiz ou forçando á clarificação de fronteiras que objetivamente irá acabar com a colonização forçada seja de quem for.

Enfim, no deserto ando eu.
Quer dizer a pregar no deserto. É só falar 10 minutos com alguém acabado de sair da faculdade para perceber que a sua idade mental não excede os 12 anos de idade. E, mais curioso e perigoso, o sacaninha vota. 

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Saltem macaquinhos, saltem...

por Olympus Mons, em 10.10.21

A TVI decidiu que António Costa tem que sair. A TVI decidiu (?)…

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Assisti a televisão à tarde. Fiquei-me pela TVI24 e dos dois programas a que prestei atenção, o “Culpa é dos Economistas” às 14:00 e do “DOC 24” às 17:00 ficou para mim claro que não o ambiente político, mas a agenda propriamente dita mudou!

Não será claro a agenda política mas a agenda de quem define o tom político.

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Não acredito em conspirações porque os humanos são demasiado dados à traição para que qualquer conspiração tenha mesmo sucesso enquanto modelo que agrega gente a fazer seja o que for. Acredito bem mais que os humanos e as sociedades são oportunistas. Oportunistas como a vida em geral é oportunista.

Mas muita gente confunde a ausência de conspiração com a ausência de redes hierarquizadas que controlam. Não é a mesma coisa meus caros. As redes são como estruturas mais ou menos fossilizadas, mas vivas, dos resultados de todas essas oportunidades realizadas. Fica um rasto, um caminho impresso. São como os corais. Frágeis mas complexas suponho.

Os ataques que oiço nestes programas ao PRR, ao crescimento económico e mais importante á insipiência para o futuro de Portugal que foi a governação socialista de António Costa e dos socialistas em geral nas últimas décadas não é possível sem alguém ter dado ordem que agora “já podem”. 

Assusta-me um mundo, mesmo que seja um ponto irrelevante como Portugal, em que existe mesmo essa gente que diz “…agora vá, salta macaquinho, salta” mas algures no futuro tenho que aceitar esse facto. E obviamente o megafone deles é a imprensa.

Por falar em criados do PS (na minha opinião é o que ela é)… onde anda a Constança Cunha e Sá?

Vou tentar assistir a alguns programas da SIC para perceber qual o tom por aqueles lados.

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Michael Corleone regressa de Itália...

por Olympus Mons, em 10.10.21

... No caso acho que de Bruxelas.

Capture nuno melo.PNG

A quando das últimas eleições para a liderança do CDS-PP tinha escrito que  Nuno Melo, se ganhasse as eleições internas, se tornaria na maior ameaça ao CHEGA.  No meu post Michael Corleone (https://barradeferro.blogs.sapo.pt/michael-corleone-86370) fica claro que “Nuno Melo faria mossa ao CHEGA e Adolfo Mesquita Nunes fará mossa ao IL. E para ser sincero, nada me faria mais feliz que um IL com 5% dos votos, muito mais que um CDS.”

Ora, Nuno Melo vai candidatar-se à presidência do CDS-PP e não consigo considerar um cenário em que ele perca contra o Chicão. 

O CHEGA e André Ventura é bom que se preparem para criar antidoto contra o "veneno" que será Nuno Melo no eleitorado que hoje vota no Chega ou que se inclina e tem sensibilidade para os temas que o CHEGA se apropriou. Nuno Melo irá roubar do CHEGA uma velha guarda que se sente perto do CDS. 

Confesso a admiração, e gosto pela oratória, que tenho por Nuno Melo, alguns dos momentos mais brilhantes do pobre debate ideológico em Portugal foram protagonizados por este cavalheiro. Nuno Melo conseguirá secar em grande medida André Ventura no prazo de um ano. Contudo, André Ventura é, traz e dá, alguma esperança de ser uma marreta contra este nossa terceira republica. - Nuno Melo, lamentavelmente, será sempre um homem do sistema. 

fica o meu postular: Nuno Melo é a maior ameaça ao CHEGA. Vão ver.  

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goats?

por Olympus Mons, em 09.10.21

Sage Steele é uma comentadora da ESPN e pelo que li das mais populares da estação televisiva.

Sage Steele é filha de pai negro e mãe branca.
Os exemplos das loucuras que estão instaladas nos EUA terão tendência a chegar ao resto do mundo. E entram sempre primeiro pela Europa, daí que seja tão importante estar atento. Vai chegar cá... e ao final do dia ou terão as respostas apropriadas ou não. Será assim simples, simples, ao final do dia.

A senhora está suspensa, porque num podcast, disse sobre Obama, descrevendo uma conversa que tinha tido sobre a sua raça e que essa pessoa lhe tinha dito “…mas Obama é bi-racial e escolheu ser negro!”, ao que ela terá respondido “isso é fascinante, tendo em conta que o seu pai negro nunca apareceu na vida dele e ele foi criado pela sua mãe e avó brancas…”  

Depois terá acrescentado que era contra as vacinas serem obrigatórias. E explica que o problema dela não era com as vacinas mas sim com quererem transformar isso em mandatório! – Pois está suspensa da ESPN.

Traz-me à memória quando no tempo de Obama as pessoas eram despedidas por gozar com Obama. Até por alguém erradamente percecionar que o estavam a fazer. Ainda me lembro da história do palhaço de Rodeo que usou uma máscara de Obama, sendo imediatamente despedido. Onde, a não ser em ditaduras, encontra coisas destas? Onde? – As ditaduras do século XXI não terão necessariamente que ser iguais às do passado. Só temos que estar atentos se os mecanismos estão a ser reproduzidos e se as consequências na sua definição são conceptualmente similares. Em ambos os casos a resposta é afirmativa no FCE (fascismo cultural de Esquerda) que nos envolve, domina e já entrou na fase do oprimir.

Dave Chapelle é Dave Chapelle. Muitos o definem como the goat, ou aquele que é intocável e faz o que os outros não podem ou conseguem. Dave Chapelle goza de privilégios que poucos teriam. Nomeadamente o ser racista. No caso dele contra brancos.

No seu último espetáculo, the closer, ele diz o que não se pode dizer, ele goza com o que não se pode gozar, em resumo, ele atreve-se a dizer verdades e snippets de realidade a quem o quiser ouvir. 

Aconselho a ouvir. Mas abre logo com uma piada sobre Dababy. Rapper em ascensão meteórica que foi cancelado com sucesso por tem dito algumas coisas homofóbicas. Chapelle lembra que DaBaby disparou contra um homem e a sua carreira nem estremeceu, mas no dia em que disse umas coisas homofóbicas foi eviscerado. – Esta ordem de estruturação moral é aquilo que a esquerda é. Lá, como cá, como na cochinchina.
Os fascistas woke do political correctness levantaram-se em bloco e uníssono para o cancelar. A ver vamos se o conseguem. Será uma boa medida da estado de deterioração.

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caAGK

por Olympus Mons, em 08.10.21

Como encetei este tema acho por bem dizer que adicionei mais um suplemento ao meu protocolo para não envelhecer.
Alpha-Ketoglutarate, no caso binded a Ca (calcio).

Capture caakg.PNG

Não que tivesse que, mas tenho por regra que o valor que gastava há 3 anos (e por doses bem menores) vou continuar a gastar neste protocolo. Sendo que estes suplementos tem ao longo do tempo vindo a reduzir o seu custo existe sempre espaço para ler com atenção o que por ai vai sendo publicado. Por isso, e como AKG é barato e tendo em conta os últimos papers que tem saído era só parvo não adicionar.

Acresce que conceptualmente sempre me fez um bocado de confusão todo o meu protocolo ser realizado de manhã. Depois pensava - Mas porque não faço algo para me suportar na tarde/noite? – Foi mais esse nagging interior que me fez saltar quando saiu a última informaçao no que ao AKG diz respeito. Pensei, aqui está.

Primeiro que é isto? -  AKG era o que o pessoal da musculação, aqueles que queriam hipertrofia muscular tomavam como pre-workout aqui há uns anitos. Na verdade ainda se vê muita gente a tomar....e bem.  AKG, l-AKG, aAKG…. e agora caAKG.  Ele era Arginine, L-arginine e agora cálcio (ca). 
No entanto, AKG, tal como NAD (do NMN- Nicotinamide Mononucleotide) é essencial ao fenómeno de estar vivo e existe uma redução enorme ao envelhecer. AKG faz parte do chamado krebs cycle que significa estar vivo, os mecanismos através dos quais estás vivo como a produção de ATP e NADH etc.  Por isso, sendo coisas consumidas por processos essenciais à atividade de estar vivo, a sua redução com a idade não augura nada de bom. 

Também já disse que tomo Fisetin que elimina as células senescense que todos nós acumulamos ao longa da vida e, por exemplo, terás muitas, mesmo que jovem se fizeste quimioterapia. É de notar que os laboratórios de pesquisa cientifica de senoliticos como Fisetin, ou melhor as pessoas que os lideram, se há coisa que estão a ser muito ativos é no aconselhar aos médicos e centros de oncologia para dar senoliticos a quem tenha feito quimioterapia, especialmente esses miúdos que ficam com uma acumulação extraordinária para o resto da vida. Enfim.
Neste caso, caAKG não é senolitico mas tem muito efeito como senomorphic que significa que contraria os efeitos da radiação inflamatória das senescence cells que é os SASPs. Além disso é essencial em processos base do corpo humano, como por exemplo a produção de colagénio, impede degradação muscular e estimula a síntese de proteína, etc.

A razão pela qual tomo ca (cálcio) AKG é meramente porque nos últimos papers de resultados extraordinários foi usado esse e não o aAkg, mas os próprios autores já disseram que na verdade foi só porque foi o que estava mais à mão porque na verdade o que funciona é o AKG e estar binded a cálcio ou Arginine deverá ser irrelevante.  Depois também porque encontrei a Hansen Supplements (https://www.hansensupplements.com/store) que confesso gosto (parece ser o real deal) e eles têm caAKG.-  Toda a lista deles é on-the-money em relação ao que se sabe aos dias de hoje sobre este assunto da longevidade humana e na luta contra o envelhecimento.

Duas coisas curiosas mais sobre caAKG: Uma é que tem mais efeito sobre as mulheres do que sobre os homens, essencialmente no lifespan (para esquerdoide que acham que género não existe) mas não tanto no healthspan (qualidade de vida).
A outra é que eu tomo na tarde/noite … quando toda a gente diz que deves tomar de manhã.  Toda a gente toma logo de manhã ou antes do treino. Ora, como me sinto bem só como NMN de manhã, queria usar à tarde e tinha que ser após fazer a digestão. Por isso é curioso, se tomo muito tarde afeta-me o sono por isso tento sempre tomar entre as 17-18 horas.  Sinto mesmo mais energia, mas não chega para me impedir de adormecer.

De resto espero que no seu impacto no Krebs Cycle me ajude a preservar o metabolismo. Não podia esperar melhor do meu atual estado fisico. 

Com o caAKg sinto que agora sim, fechei o ciclo.

A ver vamos.

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Brother in arms.

por Olympus Mons, em 07.10.21

Capture ben Anna.PNG

https://www.youtube.com/watch?v=XxuiqeuyUyw

Não é surpresa que eu gosto, e muito de Ben Shapiro.  Idiológicamente e conceptualmente sou melhor definido por pessoas como ele do que qualquer outra coisa. Até por amigos que me definiam por Ben Shapiros e Jonathan Haidt e os pilares morais, etc.

Mas escrevo isto porque há dias me perguntaram aqui no barradeferro porque eu insistia tanto no facto dos EUA terem sido criados por Alemães (que acho foram a espinha dorsal da construção do país) e na verdade esse não é um facto muito reconhecido na cultura geral e universal dos dias de hoje, em grande medida por influência de Hollywood (Califórnia = Irlandeses). 
Este vídeo, vale pelo seu todo e ver um debate com Ben Shapiro é sempre momento de nota, apesar de neste, até pela fraqueza da adversária, não ser dos melhores.

Mas, dizia eu, no minuto 41 e 45 segundos ao falar sobre a emigração ele refere esse facto da emigração alemã.
E não é inocente que ele use esse exemplo. Claro que Ben Shapiro no momento atual nos EUA nunca poderá fazer o argumento como eu o faço, mas está lá a semente.

Dissesse ele que: “A américa que é superpotência foi construída por emigrantes alemães que vieram para os EUA sem qualquer apoio ou assistência e que mudar a ethno-identidade dos EUA com emigração em massa de sul-americanos, asiáticos e africanos é suicídio de estado”  é algo que Ben não poderá dizer, mas convenhamos que ele o diz de forma brilhante, não é?

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"Urricos" esses malandros!

por Olympus Mons, em 06.10.21

Por mais que se tente explicar é difícil ter sucesso nessa tarefa. -   As pessoas são mesmo o oposto do que seria esperado de um ponto de vista racional.

Capture inequality.PNG

É aquela coisa do RAP (Ricardo Araújo Pereira) ser o representante ideológico em debate da esquerda, semanalmente, e da esquerda mais perto do marxismo do que qualquer outra coisa. E qualquer pessoa racional pensará, como é que é possível que o filho de um comandante da TAP e de uma comissária de bordo (betinho criado com dinheiro a chover lá me casa) e que se torna num multimilionário, com vidinha de milionário tanto quanto se sabe, com investimentos de capitalista, mas, curiosamente, vem quase todos os dias à televisão falar esquerdalhês marxista? – Quão idiota tem você que ser para papar isto?? -  Ora, ele faz isso porque as pessoas são mesmo assim....cucu! -

https://academic.oup.com/ser/article-abstract/16/4/743/4558624

Estes dois estudos são meras gotas no oceano de eventos em que se deve considerar que existe qualquer coisa cognitivamente errado em ser de esquerda. Não quero ofender porque não resulta, mas tem que haver algures no futuro uma conversa sobre esse problema.
O primeiro estudo, na Alemanha, temos as pessoas que são comparativamente ricas, mas como acreditam que existe muito outros que são mais ricos serão esses a ter que pagar os custos de uma maior redistribuição de riqueza… até ao momento em que percebem que eles são os tais que tem riqueza a mais e deve ser redistribuída. - Isto nem inventado e como caricatura seria de acreditar, mas é isso que o estudo revela.

https://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/711627

No segundo estudo, da universidade de Chicago, mostra que aquela mar de liberals que apoia uma taxação mais progressiva, e que são ricos(!), só o fazem porque não se veem a si próprios como ricos! – Não se conseguem entender a si próprios como ricos. Não computa. - Quando de acordo com os seus rendimentos são ricos mas reportam ser “Low income” ou “Mid income” logo pagar mais impostos não são eles, são os outros! – Novamente… como é que deve lidar com tal maluqueira?

Tem que haver uma conversa séria algures no futuro sobre o impairment cognitivo de ser de esquerda. Não acionar por default os centros neurológicos que são autorreferenciais (VmPFC e OFC) torna a convivência entre pessoas no mesmo espaço físico algo difícil de gerir.   – Aquilo começa a parecer mesmo doença!

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E depois choram....

por Olympus Mons, em 05.10.21

Gosto destes grafismos como âncoras às quais nos agarraremos, hoje como no futuro.É que já percebi que os maluqinhos ganharam a guerra e por isso temos que construir rochedos, no imenso mar de idiotices, às quais nos agarraremos ou âncoramos a nossa sanidade.

Nesta imagem podemos ver que o rendilhado, o cinzento, que é a milenar área de inundação dos rios e não sãos os rios que estão a estender a sua área de aluvião. E como podemos ver na imagem desde algo como 1990 até as zonas urbanas já estão dentro desta área de cheia dos rios. Mas o mundo é mesmo assim hoje em dia: Até construções urbanas já estão bem dentro desta área, desde 1990 e agora quando vemos imagens de casas com água até ao teto pomo-nos aos gritos que é as alterações climáticas. O céu está a cair, o céu está a cair!  

E aquilo que mais me surpreende, aquilo que me abisma, é que entramos na segunda década do milénio e estes maluqinhos do clima nem são, nesta altura, os mais malucos e idiotas de todos. Não, outras coisas mais malucas ainda como se fosse possível, estão a ganhar o campeonato. -  Como por exemplo a deseducação de estabelecer de verdadeiras insanidades como novos “factos” históricos.

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My Money

por Olympus Mons, em 03.10.21

Capture pandora.PNG

Confesso que nunca sei o que pensar sobre estas questões dos Pandora papers e dos Panama papers. Confesso não ser um perito no assunto, e devo cingir-me ao barulho e fundamentalmente à atitude das pessoas e da reação da sociedade em geral.

A primeira coisa que me ocorre é que começa por ser uma coisa usada ideologicamente para se provar algo, provar a maleficência de, usar para proveito de uma certa visão do mundo… mas depois acaba sempre por ser montanhas que parem ratos.
Depois, porque no essencial acabamos por descobrir que é perfeitamente legal, que países (como a Irlanda) que baixam os seus impostos acabam por ter grandes benefícios económicos e que ter benefícios é o que todos os estados procuram (como Malta) e que todos os países muitas vezes dão moratórias a grandes empresas, etc. , etc. . Não quer isto dizer

Mas a minha questão é tentar perceber as pessoas. E a velha questão de qual a percentagem do dinheiro do outro é que tu achas mesmo que tens direito?

E esta pergunta parece que se perdeu algures no tempo e isso é mau porque as pessoas esquecem que tem que existir algo para além do mero formular de leis. – Quer isto dizer que se eu e os meus 5 amigos, democraticamente, votarmos que temos direito a esses 50 euros que você tem na carteira, não é porque votámos democraticamente que ficarmos com essa verba deixa de ser roubo. Moral e eticamente continua a estar errado.

Que fique claro que não entendo sobre o assunto o suficiente. Mas também é verdade que nesta conversa das Off-shores muitas vezes tudo me parece que a atitude geral do “não é comigo por isso não quero saber”, “esses gajos deviam era ir tudo para  cadeia” e “tomara eu ganhar aquele dinheiro que não me importava de pagar…”,  quando na verdade as pessoas  nas circunstancias de quando é algo que consideram perto de si, já acham que pagar impostos não é a melhor coisa do mundo. - Como Jogos em geral e o Euro milhões em particular que daquele dinheiro todo paga 20% em imposto de selo (e mesmo isto penso que é recente) e não entra nada para o IRS. 

Fico fascinado como nisso as pessoas já não se insurgem. Eu como acho que no jogo fizeste um esforço perto do zero por isso devia ir para o IRS e não só como até pagar um IRS especial de 80% do dinheiro. - Mas esta hipótese, quando falo com pessoas que jogam no Euromilhões já não lhes parece nada bem.

Porque será que as pessoas tem tanta facilidade em querer sacar o dinheiro ao outro?
Porque como já aqui escrevi algures no tempo, a psicologia do ladrão faz parte do mais básico da psicologia humana e que todas as sociedades foram erigidas precisamente para controlar esse instinto humano. Dos primeiros textos Indo-europeus foram precisamente ladroes a justificar-se porque tinham mesmo direito ao gado do outro. …Pois!

Talvez esteja errado, nas não encontrei até agora uma construção moral que justificasse bem esta conversa das off-shores.  Para ambos os lados, mas essencialmente para quem tanto se insurge contra!

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Old Money

por Olympus Mons, em 02.10.21

Uma coisa curiosa. De manhã, no telemóvel como faço todos os dias ao acordar, tinha notado um artigo penso que do National review (vejo todos de seguida numa determinada ordem) mas também poderia ter sido no Washington Examinar que se referia a um outro artigo do the Atlantic e que me chamou a atenção. Li ambos enviesado e à pressa com o intuito de ler com cuidado mais tarde mas passou o dia e não consegui. Quando fui no dia seguinte à procura já não consegui e também não estive para perder muito mais tempo.

O que achei interessante era que o artigo do National Review (direita) concordava na aferição da realidade do The Atlantic (esquerda). E concordava no seguinte. O artigo do Atlantic dizia que se estava a perder tempo a atacar os apoiantes de Trump como os ignorantes dos red states que eram os blue colar da classe média baixa que eram disenfranchised da nova América e blá blá blá, quando na verdade os estudos e estatísticas sobre apoiantes de Trump nos demonstram que até eram pessoas bem economicamente e que na verdade o inimigo nesses estados, na maioria do interior dos EUA,  e no movimento de suporte a Trump em geral e à direita republicana vinha da imensidão de milionários que existiam nesses estados e que não são Elon Musk ou Jeff Bezos, que esses são bilionários, mas sim o mar imenso de milionários, e esta era a parte importante nos artigos, que na verdade são a poderosa elite do interior dos EUA e são o Old Money americano e o real alvo a abater nesta nova guerra cultural. Ah finalmente!
– Eu já aqui escrevi que a América foi construída pela emigração alemã, pela Ordnung, pelo Ordnung muss sein” (“there must be order”) que está por detrás da psique alemã e que na verdade está subjacente ao sucesso económico dos EUA, cavalgando alguma criatividade e inventividade anglo-saxónica e porque não dizer pisando até cheap labour dos outros todos.
Era uma questão de tempo até a esquerda americana decidir ir atrás desta gente. Esta gente como elite, cheia de fuck-you Money e que se está pouco a marimbar para as modas e modinhas dos outros. Agora sim, quando esta gente se sentir ameaçada vão começar verdadeiramente os jogos nos EUA. Os jogos da, à falta de melhor, desagregação final dos EUA. Não será como as secessões dos séculos anteriores nomeadamente na Europa, mas será ainda assim uma destruição do país, chamado EUA, que na verdade só obteve o sucesso que obteve porque esteve construído sobre o backbone daquela gente (sim europeus centrais) e que até há bem pouco tempo representava, e bem na minha opinião, a elite americana que contava e mandava para a vivência interna do país deles que é muito regional e local.

Como já disse, Let the games begin.

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blá Blá da Greta

por Olympus Mons, em 29.09.21

Capture blah greta.PNG

Os políticos são pessoas que por norma, de uma forma bizarra, admiro. Muito frequentemente são tão inteligentes que deixam que idiotas que acham que são inteligentes os considerem estúpidos.
Ora, Inteligentes… mas não tanto assim.  Seja nisto das alterações climáticas, seja no mundo woke da deseducação do mundo, estão a semear as tempestades que irão colher num futuro bem mais próximo do que aquilo que julgam ou desejariam.

Sim, blá blá. E nisso ela tem toda a razão. Esse é um dos problemas que quando falo com as pessoas sobre este tema elas tem dificuldade em perceber. De acordo com o que os políticos, opinion makers, etc nos transmitem, e que fingem acreditar, a Greta tem toda da razão. Os objetivos a que as nações se propõem atingir são pouco mais do que inúteis se tivermos em conta aquilo em que acreditam ou dizem acreditar.

Numa forma muito lógica: Se acreditam que o ECS pela duplicação de CO2 é algo a rondar os 3.5C ou até 4C então toda a tanga dos objetivos de redução de emissões de CO2 são pouco mais que fazer nada.  -  É que a Greta acredita que é 5C ou 6C. Quer dizer acreditaria se soubesse fazer contas ou percebesse a providencial ponta do corno sobre alterações climáticas.

Os políticos até estão a fazer isto tudo muito bem feito. Ou seja, descarbonizar as economias não tem nada de mal. Quer dizer, atividade económica é atividade económica e, contentes a sugar mais dinheiro aos contribuintes, lá seguem felizes e contentes.  Ao ritmo expectável iremos terminar o século com algo muito próximo das 580ppm o que dará um aumento de temperatura desde a revolução industrial de 2C. As pessoas tem que se lembrar que o planeta já tinha aumentado 0.8C e toda a gente achava que o planeta (anos 70) estava a arrefecer e que viria aí nova idade do gelo, por isso, e cada vez mais, as pessoas nem vão verdadeiramente sentir os efeitos desse aumento de temperatura. Lembrar também que o número de mortes por eventos climáticos nos últimos 100 anos reduziu em 99%. Parece mentira, mas é mesmo assim.

Mas, dizia eu, o problema para futuro é o fanatismo da geração Greta. Aconselho a verem o vídeo dela nesta conversa do Blá,blá. A raiva a fúria surda no tom dela é de meter medo. E os políticos é bom que percebam que chegará o dia em o seu pragmatismo vai bater na parede deste fanatismo.

Ela grita "what we want? - action!!! ...When we wanted it - NOW!!". Pergunto-me se alguém alguma vez lhe disse que verdadeiramente a única action que daria o resultado que ela procura, basendo-nos na ciência em que ela acredita, seria matar 3 ou 4 mil milhões de pessoas.  Tudo o resto seria perda de tempo. 
a Pateta fala de action, action, mas já alguém alguma vez a ouviu falar em soluções?

Tenham medo, muito medo. Esta geração fanática, como todas as outras no passado, não só é fanática como é em grande medida burra. Sim, neste processo de deseducação a que assistimos o fim é a burrice global.
Estes patetas Gretantes nem pensar sabem.

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Arigato gozaimasu

por Olympus Mons, em 27.09.21

Na minha opinião vivemos durante as últimas décadas no mundo da desinformação ao que se segue agora o munda da deseducação. Que é uma fase nova. Não só as pessoas não sabem nada como recitam as novas mantras, com veemencia religiosa, que são as unicamente que nos são permitidas de verbalizar neste novo fascismo global.

Expliquei a alguém porque para mim era essencial à sobrevivência votar no CHEGA. Não será o iniciativa liberal ou o CDS-PP ou o PSD que irão alguma vez levantar um dedo para a proteção identitária da europa, dos seus países e dos seus povos.  Mas, como escrevo acima, tem muito a ver com o tal processo de deseducação em marcha e que tem a colaboração, no sentido de colaboracionista, de toda a gente, toda a gente que não tem um par digno desse nome.  

Não tem nada a ver com racismo, nem com cor das pessoas, mas sim como nos demonstra esta nova etapa da tentativa de destruição do ocidente a ver sim com o destruir até dos factos históricos que qualquer pessoa de boa fé interpretaria da mesma forma. Sim, aquela coisa do 1984 que não adianta chover mais no molhado. 

Dizia eu "Mas que diabo terá isso a ver com as imagens abaixo??? Perguntarão?"

Porque o Japão existe há muito menos tempo do que aquilo que as pessoas pensam. Podia dizer o mesmo por exemplo da Índia.  Mas da Índia já se sabia do japão é algo recente. Ou seja. Existiam, viviam, pessoas naquilo que agora é o Japão e depois vieram emigrantes. E passado um tempo bastante curto as pessoas que viviam naquele espaço geográfico já eram outras.

A primeira foto representa os Jomon que viviam na ilha desde algo como o pleistoceno, com uma genética muito cheia de DNA ANE (que como sabemos são as pessoas que ligam um europeu aos índios da América). Depois vieram os imigrantes Yayoi da China e passaram a ter outra genética. Mas não ficou por aí.

Quando os europeus chegaram à China no século VII  encontraram o japoneses mas não tinham noção de quão jovem aquela cultura verdadeiramente era. Na verdade os japoneses devem-se à chegada à ilha de uma leva de imigrantes após o século III. -  Já Roma estava em total decadência e pronta a desabar quando aquilo que hoje chamamos japoneses com a chegada de imigrantes da Coreia se começou a formar. Do modo como seria o anterior Japão sabemos muito pouco ou quase nada. Esse é o destino dos perdedores. Não reza a História.  

Mas qual então o moral da história? - Nenhuma porque a História não tem Moral…
Mas uma coisa é certa, os índios que o digam, os da América, quando os imigrantes chegam e não ganhas a guerra cultural não resulta nada de bom para ti. Daí a referência que fiz ao CHEGA. Só estes saltarão para o terreno a bater punho por aquilo que hoje ainda somos na Europa. Os únicos.

Ao final do dia nada interessa. Podemos falar de culturas e genéticas antigas como as europeias, cuja etnogénese tem 5 mil anos e vem desde o inicio da idade do Bronze, ou etnogéneses que se formaram já mais tarde na idade do ferro como a da maioria dos africanos (bantu) ou ainda mais recentes como as da Índia ou do Japão. Mas ao final do dia, uns ganham e outros perdem. E basta observar os haplogrupos masculinos do cromossoma Y que sobrevivem para que fique claro o que por norma acontece aos perdedores.

Lições para o futuro? - Talvez, mas seja como for não é de certeza num post que se debateria tais questões.

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António Costa Maduro Chavez

por Olympus Mons, em 27.09.21

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Coloquei um filtro em “sondagem Lisboa”  até dia 15 de Setembro e sai-me isto.
Quando Rui rio se insurgiu contra as sondagens não faltou gente, não faltou o Bom o Mau e vilão a cascar no senhor. Quando Donald Trump ou outro qualquer politico ou comentador da direita se queixa das sondagens, das empresas de sondagens que cantam sempre a mesma melodia de kayfabe de esquerda, não falta quem faça a mantra dos maus perdedores ou que quem não sabe dançar.

Contudo isto, esta tanga das sondagens ajudar a criar momentum à esquerda dura já décadas e, como é de esquerda, segue sem cura ou remédio à vista.
Nos EUA é frequente já até comentadores assumirem que qualquer sondagem é para somar de 4 a 7 pontos percentuais ao da direita.  Nem vale a pena perder tempo.
Joe Biden tem um approval rating de 45%. Não falta quem dia, ok, se fosse Trump era esse valor menos 5% dados pelas sondagens. Aceita-se como uma fatalidade. E de fatalidade em fatalidade se instala, e já vivemos, no Fascismo cultural de esquerda.

O PS, ou António Cota, queria a tanga da grande sociedade socialista como sinónimo de Portugal. Queria e teve.
Salvo raras exceções toda a intelligentzia aceitou que António Costa e o PS usassem os dinheiros do PRR com arma política. Entretidos que estão a ler as sondagens que dão sempre melhores resultados ao PS que a realidade.

Entretanto, mesmo com toda a saciedade erigida contra eles lá vai o CHEGA e André Ventura de pequena vitória em pequena vitória.  Era um risco enorme assumir candidaturas a nível nacional, mas não tiveram medo e assim o fizeram. Correram o risco e este era real como se viu pelos vídeos de alguns dos seus candidatos. Mas André ventura parece saber o caminho das pedras, talvez avisado pelo caminho traçado pelo VOX em Espanha. A ver vamos quando conquistarem deputados e outras caras aparecerem.
Seja como for o que foi acordado entre eles está implementado no terreno – Após os ataques de histerismo com tudo o que tivesse a ver com o partido CHEGA, agora deram-se ordens para ignorar. Hummm, não me parece que esteja a resultar como esperavam.

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Endrominados

por Olympus Mons, em 16.09.21

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Portugal o país do mundo mais vacinado do mundo? – Na vossa experiência existe alguma coisa em que Portugal seja o “mais do mundo”, qualquer coisa em que Portugal um país pobre do sul da Europa consiga ultrapassar, consiga ser melhor que o resto do mundo? - Não ditaria a lógica que houvesse algum ceticismo relativo a essa ocorrência?

Contudo não é isso que se observa. Ninguém se pergunta porque somos mais vacinados do que a Alemanha, França ou o Reino Unido. Ninguém se pergunta porque o grupo de pessoas com maior percentagem de não vacinados nesses países são pessoas com formação académica superior e não na verdade as pessoas ignorantes que preferem tomar desparasitante de cavalos do que uma vacina, como nos querem fazer passar acreditar. Este abandono do ceticismo como forma de proteção das sociedades e da espécie humana é o resultado dos social media. Tudo é um conteúdo e quando tudo se transforma em conteúdo tudo é manipulável desde que bem encapsulado na narrativa.

Eu continuo à espera dos estudos apropriados a vacinas de instruem o DNA através de Message RNA a produzir spike proteins que são citotóxicas demonstrando que não existe acumulação das mesmas em órgãos vitais. Continuo à espera que a Merck que é inventora do ivermectin surja no mercado com o seu novo medicamento que cura o COVID-19 (porque ivermectin já acabou a patente por isso não dá dinheiro) e nos demonstre que o tal medicamento tem todo um espectro novo e não réplica do dito medicamento que é quase à borla….

Eu também concordo que temos que acreditar nas instituições. Raios sem elas o que sobraria. Temos que acreditar nesta gente toda. Contudo o problema é que se elas mentirem, se elas defraudarem as pessoas (que não digo que o estão a fazer), se o fizerem, a resposta correta é a sua destruição e a criação de novas. As sociedades nessas circunstâncias, de defraude, reagem de forma violenta. E eu, se se vier a comprovar que houve defraude eu quero que haja essa reação. Porque pior, bem pior, são sociedades que aceitam ser endrominadas e ainda pedem por mais.  Nada, mas nada, deverá ser pior que isso!

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Agarrem-me que me vou a eles.

por Olympus Mons, em 15.09.21

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Costuma-se dizer que na política se cria a narrativa ao contrário da realidade que percecionamos ser a mais provável de acontecer.

O PRR não é uma bazuca é um bombardeiro alemão a despejar bombas de dinheiro. Perdida em certa medida a oportunidade dos fundos europeus durante décadas cai-nos no colo agora devido à pandemia uma ultima oportunidade para Portugal . - E a probabilidade de correr bem era virtualmente zero.
A razão pela qual vamos a caminho de ser o país mais pobre da europa não é por qualquer razão exógena a nós próprios é meramente porque nós somos isto. Somos assim poucochinhos.  Na Europa ninguém nos liga nenhuma. Se queremos arrebentar o dinheiro em mais infraestrutura que nos espatifemos que ninguém quer verdadeiramente saber. – Não contamos para o jogo.
Já aqui em tempos falei sobre um dos projetos que tenho a andar, sobre blockchain e smartcontracts e que é inovador. Como por essa Europa fora parte dos fundos de recuperação são para a transformação digital e novas tecnologias de futuro fazia sentido procurar fundos do PRR para o efeito. Fazia, mas não faz.

Tornando esta história em short story, na verdade mais vale ir procurar verbas fora de Portugal e esquecer esta conversa do PRR e da Bazuca.
Claro que tentámos private investment Capital mas surgiram dois problemas. O primeiro foi que o projeto é demasiado grande para IC português e segundo porque não faz sentido para nós ainda dar tanto equity em troca do capital para um projeto com tanto potencial. 
Após procurarmos obter um bom entendimento disto tudo, inclusive falando com alguma pessoas entendidas o resultado foi claro. – Vai bater a outra porta.

Assim, iniciamos projeto junto do EU Public funding for SME Innovation, no EIC work programme. E para o efeito mais valeu usar empresa espanhola para gerir processo (nem para isso tuga serve) e lá vamos nós por esse caminho.  O projeto é essencialmente IT e isso é dinheiro para ordenados. Nada devia suscitar mais interesse para um programa como o PRR esse "dar empregos" e dos bem remunerados, não é? Pois, tugas.
Mas enfim não é isto a minha fonte de rendimentos por isso não me mata ter que ir por este caminho, mas fica aquela sensação que Portugal é um projeto falhado em todo o espectro.
Cá ficarão os tugas para, no futuro, usar abundantemente as suas armas favoritas : Chorar para mamar e direito à indignação. Isso tuga sabe fazer. Quando lhe toca sabe indignar-se. Indigna-se muito e assim o fará nos momentos de lucidez rara em que se aperceber que o resto do mundo segue em frente e eles por aqui ficarão como empregados de mesa e beber imperiais ao fim de semana e ocasionalmente comer o camarãozito nas festas de anos. Somos isso e assim ficaremos.

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Incompetentes

por Olympus Mons, em 10.09.21

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Não posso deixar de considerar que isto é tudo cómico. É tudo uma comédia satírica… é uma boa forma de definir Portugal. E em boa medida os Portugueses.

Entre numa sala de reuniões, entre numa argumentação, num projeto, numa iniciativa e pode ter a certeza que andará muito perto deste tipo de coisas, de lógicas aberrantes e tangentes totais ao objetivo ou objetivos, do que aquilo que gostamos, enquanto portugueses, de admitir mesmo que seja como vergonha alheia.

Mas neste caso do terrorismo assiste-se a uma coisa diferente. Esta inépcia, esta incapacidade de lidar com o terrorismo no mundo ocidental tem que ter as suas raízes em algo mais profundo.  Seja cá, na França, no Reino Unido, nos EUA ou na Nova Zelândia, estamos sempre a falar de pessoas que estavam identificadas, que estavam a ser vigiadas e já se sabia que estariam perto de cometer atos imperdoáveis  e mesmo assim conseguem cometer os tais atos. Presumo que pessoas para estarem a ser vigiadas possuem indícios fortíssimos de estar perto de cometer atos que são dos piores a ser cometidos contra uma sociedade. Certo?
Eu não consigo perceber como nesse mundo de indícios não há crime que se consiga atuar sobre e assim impedir esses atos.  É como se as nossas sociedades tivessem esforçado tanto para garantir direitos aos seus cidadãos que não possuem os mecanismos necessários para impedir pessoas com más intenções de nos surfar com a maior das facilidades. Uma sociedade saudável, raios, viável, tem que ter mecanismos que meta medo a pessoas que acham que podem cometer, ou conspirar, para cometer atos terroristas. Não consigo conceber sobrevivência de qualquer sociedade sem essas ferramentas de detração de direito penal.  – Fuck you, se já estás a ser vigiado por forças de segurança interna então meu caro, tens que começar a levar na boca já!
Qualquer coisa que leias, qualquer coisa que compres, qualquer viagem de faças… já tens que estar a pagar. Ainda existe gente daquela enxertada em corno de cabra, que se veste de negro e pode esperar-te à porta de casa às 2 da manhã.

valorizar pessoas como o Juiz Ivo Rosa é valorizar o oposto daquilo que garantiria a nossa sobrevivência.

É uma mentira que qualquer sociedade sobreviva sem aquela gente a guardar a porta do castelo. Os romanos aprenderam isso tarde de mais, nós no ocidente aparentemente também.

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O meu amigo turra.

por Olympus Mons, em 08.09.21

Capture mezze.PNG

Numa altura em que até vamos para autárquicas, e depois virá as legislativas e depois… mais alguém acha tudo o que tenha a ver com Portugal é de uma irrelevância, de um cansaço, anedótico?

Terroristas surfam a civilização do Ocidente, a (the) civilização, com toda a sua humanidade e pergaminhos de ela criou e as pessoas amorfas limitam-se a encolher os ombros sempre que nos ameaçam. Em França começa o julgamento de pessoas que executaram mais de 100 inocentes, seguiram-se muito pequenos atentados por essa europa fora e ninguém liga nenhuma, pessoas que deixamos entrar na Europa planeiam a nossa destruição (que não quer dizer que com competência) sendo uma revelação de que as pessoas não se integram nem se incluem em sociedades que não são correspondências ou manifestações do seu temperamento. Pessoas a quem se dá guarida cavalgam as nossas liberdades e planeiam ataques a populações civis enquanto tiram selfies?

Nos atentados de Nice, passado talvez um ano estava lá e ainda tentei encetar conversa sobre o tema com residentes locais ao jantar e ninguém queria literalmente saber, mais tarde tendo em conta que lido recorrentemente com austríaco e mesmo após atentado em Viena, e ele é de Viena, o assunto não era algo que tivesse qualquer interesse… Realmente cada vez mais os ocidentais deixam de ter referências identitárias com a sua localidade e cultura.  Tal como de todas as vezes no passado, é prelúdio de morte.

Quando os indo-europeus (se é que o eram) vieram das estepes da Ucrânia e chegaram à europa (do leste) também em pontos de civilização como Varna ,Gulmenita ou Cucuteni–Trypillia bem mais avançados (por exemplo a roda foi inventada ali) que aqueles nómadas, e sendo sociedades pacíficas, com “cidades” de mais de 20 mil pessoas, estranhamente não se souberam defender.
Sim, talvez as alterações climáticas tivessem criado disrupção, mas não justifica a substituição total e plena que ocorreu a seguir. Não ficou nada deles (a não ser os genes passados pelas mulheres). Aliás o mesmo aconteceu na Europa Central com Globular Amphora culture (GAC), talvez os mais branquelas e loiros de todas as culturas, quando o “sangue yamnaya” chegou nada sobrou da cultura.
E essa é a nossa génese.
Muitas pessoas dizem, que se assim foi, do que nos queixamos agora?
Não se iludam, queixamo-nos que para os que perderam a guerra cultural foi o fim, para os vencedores a dominação demográfica. Não houve, nem vai haver diversidade, multi, nem inclusão. Alguém vai ganhar e quem perder perde tudo. Quem se oferece para ser o perdedor?

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Quem controla o passado....

por Olympus Mons, em 31.08.21

Não, o Afeganistão não interessa para nada.

Ibn Battutta in West Africa

São muitas as pessoas que não prestam atenção. São muitas, outras, que acham que isto tudo é um air du temps da nova geração e que não tarda passa.

Eu considero que mais importante é uma leitura correta dos eventos. É perceber o que efetivamente se está a passar e porquê.

Novamente para que seja claro. 
A ‘Mérica, foi construída por colonizadores brancos e o substrato mais dominante foi uma emigração Alemã que durou até aos anos 70 no topo de origem dos emigrantes. A ancestralidade alemã nos EUA é muito maior que a segunda (irlandesa).  Até à primeira grande guerra até era comum em zonas dos EUA a educação ser feita em alemão e não em Inglês. Nos últimos 30 anos os EUA importaram 100 milhões de pessoas e ergo, aí estarão as consequências. Boas ou más. - Se calhar até vou estar errado e o que vem aí nos EUA será um exemplo de harmonia e a demonstração de um novo paradigma para o mundo. – Mas duvido.

Tudo o que se passar nas próximas décadas nos EUA, e até no mundo, será bastante influenciado por aquele facto. A implosão dos EUA lancará ondas de choque. Mas antes disso muita, mas muita mesmo, coisa inimaginável até à pouco tempo irá acontecer.

Escrevo este post porque um dos efeitos do descrito acima, a criação da nova américa, será a redefinição da… realidade. Nada mais do que da realidade. Já não resta dúvidas que vão tentar redefinir a história.
A ideia dos Europeus como inventores da escravatura é perfeitamente esmagadora nas novas geraçoes... e não só. 

Por isso, ir lembrando como já aqui fiz o que pessoas, ex-escravos como Olaudah Equiano que começou como escravo em Africa escravizado por Africanos, ou Ibn Battuta, o grande aventureiro Marroquino no século XII a descrever o tráfico de escravos negros nas suas viagens pela Africa subsariana nos deram uma descrição da normalidade e normatividade da escravidão na África subsariana muito antes da chegada dos Europeus.
Ler Ibn Battuta descrever as longas caravanas de escravos no século XII é um bom começo para que ninguém nos crie uma realidade alternativa que nunca existiu.
Para ir lembrando que brancos europeus não inventaram a escravidão… mas definitivamente acabaram com ela.
Tem que haver memória. Pelo menos de algumas pessoas. Eu tenho para mim que um dia, um belo dia sem aviso, este blog pura e simplesmente desaparecerá, porque sempre foi assim com os fascismos e fascistas, esquerdoides, aí estão de volta.

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Premio Nobel

por Olympus Mons, em 29.08.21

Por esta sim, merecia ele o prémio Nobel.

 

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Os novos 90

por Olympus Mons, em 29.08.21

No seguimento de um post sobre NMN, Fisetin, etc (Q&A) que já era resposta a perguntas bem pertinentes de outro leitor, o Rui Silva pergunta: “.”Eu tenho 59. Sera tarde ou cedo" ?
Pensei que tinha explicado que nunca é tarde. Mas talvez não o tenha feito de forma muito elucidativa. A lição mais importante destas novas tecnologias é, tal como David Sinclair bem explicava aqui há uns anos, a seguinte:

Das raras vezes em que a ciência pensava sobre o envelhecimento era como uma inevitabilidade. Quando era chamada a opinar, dizia que o envelhecimento era devido a falhas nas replicabilidade do ADN ou algo do género. Estão a ver, era algo como cancro, que é difícil, difícil de resolver.
Mas a verdade, e isso é que está a chocar a comunidade científica, é que não parece ser de todo esse o caso. - O melhor exemplo para explicar é claramente a analogia do CD:

Durante muito tempo achou-se que o envelhecimento resultava da corrupção de dados dentro do CD. Os dados eram corrompidos, perdia-se dados, perdia-se estruturas de informação e o CD, ou o software lá dentro, com o tempo começava a falhar de todo. Qual foi o espanto, há menos de 10 anos, quando se descobriu que afinal não era o CD que estava corrompido, mas sim, e simplesmente, que ia ganhando riscos e por isso o leitor começava a não conseguir ler de forma correcta o CD.
São mundos de diferença.  Porque para solucionar o segundo, basta polir o CD novamente e funciona como novo.  E isso faz toda a diferença do mundo!

NMN, Fisetin e afins, são afinal meramente polidores, são lixas, do CD. Não são nada de extraordinário como quando se tenta curar o cancro ou impedir que ele ocorra. Envelhecer e rejuvenescer ratos já é feito em laboratório por estudantes das grandes universidades. Não tem nada de extraordinário. Ratos passam de 70 anos de idade a 20 anos de idade em semanas.

Assim, e para responder ao Rui, 59 anos não é tarde. Tal como 80 anos não é tarde. Porque estas coisas, nas partes em que atuam, devem atuar em praticamente todas as idades. Teoricamente e tal como aos ratos (com devidas distâncias ratos tem 200 vezes  a nossa velocidade do nosso metabolismo) também nós ao tomar essas moléculas devemos rejuvenescer.  Claro que a lógica dirá que se começares a tomar aos 40 anos (antes disso deve ser só desperdício de dinheiro) o caminho de manutenção será mais fácil do que o recuar o relógio.
Aliás, por enquanto, sabe-se que os efeitos são sobre hallmarks específicos do envelhecimento. Por exemplo NMN atua sobre genes Sirtuans e tudo o que eles significam para o corpo, Fisetin sobre células senescence e todos os danos que provocam ao corpo… mas no futuro, e não deve tardar muito, estará para sair moléculas, ou conjunto de moléculas, que atuam sobre todas as “falhas” do envelhecimento e… o céu será o limite.

E isto deve suscitar acima de tudo uma conversa filosófica sobre como serão as nossas sociedades se as pessoas começarem a ser jovens até quase ser altura de falecerem?  E se o James Bond for desempenhado por um actor jovem de 90 anos? E o Ministro dos negócios estrangeiros for um homem de meia idade de 110 anos a viajar por todo o lado? E a mulher mais sexy do mundo for eleita aos 70 anos?

Pois, é disso que se está a falar. Por alguma razão, até prémios Nobel se começam a interessar por esta ciência da Longevidade e do rejuvenescimento.

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