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Dispensáveis

por Olympus Mons, em 04.02.23

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E já que falei sobre questões relacionadas com o género, e até porque não me parece que seja assunto que vá desaparecer nos próximos tempos (gerações?) convém ir mostrando destas imagens que acabei de tirar da notícia da troca de prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia.

Na vida real, fora os conteúdos que até considero ofensivos nas sociedades ocidentais, este é o aspeto de quem faz a guerra na Ucrânia. Estas são as caras dos “expendables” da sociedade que são enviados para as frentes de batalha. E quem tenha visto a notícia, depois eles saem do autocarro um a um e não se vê uma mulher, aliás nem se vê sequer pessoas jovens. Na sua quase totalidade a quem é exigido ir para a frente de batalha onde se é carne para canhão e o sacrifício da própria vida é um dever… são estas caras. - Um homem de meia idade (na maioria) com até barba a branquear, nos seus 40 anos. Nada no mundo é mais dispensável que esta gente.

E a seguir mudamos de meio de comunicação, ou de canal e lá vemos pessoas de todo o fenótipo desde que que não pertencem a esta grupo populacional a queixar-se de tudo e mais 25 tostões. Especialmente na dicotomia entre o género feminino e o género masculino, do patriarcado, da masculinidade tóxica e da desigualdade seja remuneratória ou de poder.  

E quando observo esta imagens pergunto-me: Deixaria o meu filho ir combater por Portugal? E a resposta é – Nunca.

Combater por quem? Olho à volta e pergunto combater por quem? Para salvar quem, o quê e que ideia?  E é nestas alturas que percebo porque o império Romano colapsou quando os Romanos de tradição se retiraram para a província e deixaram as elites em Roma por sua conta a contratar mercenários para combater e a criar bordeis a cada esquina. Eu também não deixaria o meu filho combater (arriscar a vida) por esta gente! E não se iludam, esta gente é os portugueses todos ou até pela Civilizaçao Ocidental nos modelos em que ela efetivamente existe nos dias de hoje -  Fuck you!

 

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E entrentanto, quase como a passar sal sobre a ferida daquelas caras acima, daqueles que nesta altura estão enfiados em buracos a ser dizimados por explosões de artilharia de 155mm, a correr entre paredes a rezar pela protecção daquelas balas todos ou até a serem soltos após meses de cativeiro, as imagens que o Ocidente adora passar, são estas aqui acima, como neste caso num artigo extensivo do Wall street Journal.  Ou o mito da mais letal das combatentes chamada de "witch" e que nas imagens que vejo está armada até ao dentes mas tem unhas de gel de 5 centimetros. Isto e um bordel! São os bordeis romanos do século XXI.

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Aliás nesta foto acima da capa do WSJ, basta olhar para as botas da menina para perceber como isto é da frente de combate não é? E este pessoal já assume que as pessoas são tão idiotas e palhaças que já nem olham.

Só aumenta a minha admiração por estes homens nas imagens do topo. Eles devem ter alguma coisa que valha a pena salvar. Esperança! - slava ukraini!

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Balança comercial

por Olympus Mons, em 03.02.23

Eu tenho um problema com Portugal. 
E também tenho um problema comigo porque posso estar a ser injusto com os portugueses. Talvez seja eu que não estou a ver bem a questão. - 
E escolho este caso precisamente porque não sou economista e como tal assumo essa minha ignorÂncia. - Mas desafio aqui quem souber a explicar ou a rebater o meu ponto.

Vou explicar: Já é a quarta ou quinta vez que oiço pessoas na televisão, desde no próprio contra-corrente do observador até ao Sebastião Bogalho na CNN a falar nos 3 mil milhões que foram enfiados dentro da TAP e de que com possíveis lucros de 20 ou 30 milhões levará décadas se não um século a pagar o que lá foi metido. Algo assim do género.

E este argumento é repetido a toda a hora, por toda a gente em todos os meios de comunicação. Eu fico sempre a coçar a cabeça. Mas alguém com dois neurónios que seja acredita que o governo injetou o dinheiro na TAP a achar que o ia recuperar em IRC?
E reparem que falo até de economistas encartados a falar na TV.
Fico com a impressão (e posso estar errado) que é tuga burro que nunca aprende nada de jeito a botar faladura porque gosta de se ouvir.

Eu que não sou economista, sei o seguinte. – Que a razão pela qual um estado quer a TAP (privatizada seria melhor) é meramente pelo seu impacto e peso na economia. E raio, não me explicam.
‘Bora lá: A TAP tinha antes do COVID um contributo para a balança comercial de algo a rondar os 1.3 mil milhões de euros. E uso um estudo que me lembro de ter lido (penso que da NOVA) feito numa altura em que (se bem me lembro) a TAP tinha receitas pouco acima de 2 mil milhões. Ora em 2019 estaria a rondar os 3 mil milhões por isso nem sei se o tal contributo da TAP para a balança comercial não será (seria) ainda maior!

Olhem para esta imagem.

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É o saldo da balança comercial! – Em 1996 era de 6 mil milhões e em 2021 continua a ser 6 mil milhões (sort of).  Ora só a TAP rondará os 25% dessa valor que é um dos problemas crónicos e endémicos da economia portuguesa! Ou seja, retire a TAP da equação e o valor piora em 25%, um valor que em 30 anos não conseguimos alterar? Aliás a diferença entre 1996 e 2021 é o contributo da TAP anualmente para a economia.

O que eu gostava mesmo era de ver um debate na televisão onde economistas nos explicassem se para ter um contributo de 1.3 mil milhões (que deve ser mais) para a balança comercial (a diferença entre as exportações e importações) não vale a pena investir 3 mil milhões!

E reparem que eu sou dos que acha que chiça, 3 mil milhões eu não punha em lado nenhum, mas ao final do dia não sei verdadeiramente qual o valor real para a economia desse superavit que a TAP tem para o saldo da balança. É que reparem, em 30 anos o raio do valor está sempre ali num déficit de 5 mil milhões logo não deve ser nada fácil mudar.

A pergunta. – Investiam 3 mil milhões para recuperar na balança comercial 1.3 mil milhões por ano ou não!

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Os eunucos e os war lords

por Olympus Mons, em 03.02.23

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É curioso. Esta coisas ainda são muito anedóticas e para ser honesto o volume de estudos ainda não é suficiente para gerar ciência robusta.
Mas tem o seu valor no sentido em que sempre que os estudos corroboram uma coisa que “anedoticamente” as pessoas já afirmam a algum tempo, e logo tem mais probabilidade de se tornar “ciência” no futuro que o inverso.

Este estudo é simples.  – Entre 2002 e 2012 (imaginem agora) o número de homens sem atividade sexual cresceu, o número de parceiros para o top 20% mal cresceu mas o número de parceiros do top 5% cresceu imenso (de 38 para 50 parceiros em média).

E para que não reste dúvidas – O número não cresceu para uma mulher heterossexual, cresceu para o top 5% de homens heterossexual. – Ou seja as mulheres cada vez mais, e tem-se estado a intensificar, tem atividade sexual com os mesmos homens. É sempre o “mesmo”!

E posso garantir que não são os pouco atraentes, os mais pobres, os mais inseguros ou simplesmente mais “nice guys”. Nope. O top 5% a quem as mulheres dão acesso a sexo fácil são o oposto daquela descrição. São os top G ou pelo menos são homens financeiramente bem, bem acima dos 30 anos e estruturados.    - E o número de homens que não tem acesso a qualquer atividade sexual está a atingir o máximo!

“Sex is concentrated within a small, yet sexually active, group of people. In one study, it was reported that the 5 % of the population with the highest number of vaginal sex acts (penile-vaginal-intercourse) accounted for more vaginal sex acts than the bottom 50 % of the population with the lowest number of vaginal sex acts.”

Curioso não é? – Esta hipergamia que se está a instalar é a hipergamia do passado distante, das estruturas sociais altamente hierarquizadas. Eram sociedades onde um número pequeno de homens tinha a paternidade de grande parte da população (daí sermos todos filhos do L51) ou porque as elites descendentes de Genghis Khan são a patrilinhagem de uma parte considerável da Ásia Central sendo que ele morreu nem há 8 séculos.

Muita gente nos dias de hoje não entende que tinha sido uma criação da modernidade controlar a distribuição da procriação por um número maior de homens, havendo quem diga que terá sido uma criação da religião. E efetivamente antes destas monoteístas era a norma. Esta domesticação dos homens pela normalização do casamento e do “rearing” feito pelos dois à sua prole foi o que nos trouxe até aqui.


Têm a certeza que se vai conseguir fazer melhor?
Outro estudo recente (dias) também demonstra que na Noruega, o país de igualdade de género, a hipergamia do sexo feminino não diminuiu antes pelo contrário aumentou. Que significa isto? Se as mulheres tem essa hipergamia inerente que as empurra para escolher homens que possuem status e estatutos financeiramente mais elevados do que elas, e tendo em conta que cada vez mais são elas que ocupam posições de status e financeiramente assumem posições de predominância, imaginem pois quantos parceiros existe há à sua volta que cumprem com os requisitos? – Será sempre o mesmo homem.  Todas elas escolhem o mesmo e esse personagem, legitimamente, tendo tantas opções disponíveis tem a tendência para não assumir compromisso com nenhuma. De certa forma serão os War lords do futuro.

Mais curioso é que as mulheres nascem… os homens constroem-se.
Parece incrível tendo em conta que os homens estão sempre a queixar-se da inconsistência emocional das mulheres mas esta são “hormonalmente” muito estáveis com exceção de uma altura do mês. Já os homens são muito mais sensíveis na sua formatação ao ambiente hormonal a que estão sujeitos. A subjugação dos homens a hormonas, especialmente a testosterona, significa que os homens são para ser produzidos. As sociedades criam os homens que vão ter. O número de circunstâncias que tem impacto no tipo de homem que se é são incrivelmente variadas. Se a equipa de futebol ganha ou perde, se acelerou o carro ou esteve em fila, as coisas mais bizarras. E acima de tudo o resto o “basking” hormonal a que está sujeito durante longos períodos é essencial ao tipo de homem que ele vai ser. Todas aquelas atividade em grupo, as dinâmicas de grupo por vezes agressivas a que estava sujeito, etc são essenciais. Mas hoje em dia convencionou-se chamar de masculinidade tóxica e toda uma sociedade decidiu que são comportamentos para ser combatidos.

Claro que este assunto não pode ser corretamente abordado num post de um blog. Isto é matéria de livros ou pelos menos de formatos de conteúdos bem mais longos.


Mas fica a dúvida se era mesmo isto que as mulheres queriam ou se meramente se tá a “fucked up” a sociedade sem nenhum plano alternativo.
 

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Centro de reeducação

por Olympus Mons, em 01.02.23

Existe poucas dúvidas que está em curso um dos processos que por definição desaguou no passado em fascismo e totalitarismo. Evidente que sendo um século novo, uma estágio tecnológico e civilizacional diferente tomará formas apropriadas ao seu tempo.

Este post é sobre o ChatGPT.
Muita gente avisa que o processo de correção politica do ChatGPT está em curso e não tardará estará ao nível de por exemplo o Google.
E é uma pena.

Se recordam tinha colocado uma série de perguntas sobre o clima ao ChatGpt e a respostas que tinha obtido na altura eram bastante consonantes com aquilo que ao longo de décadas tinha como a “verdade” quando nascida da leitura das fontes e não da narrativa trabalhada.

Por curiosidade voltei a colocar as mesmas questões. Chat deixou de reponder como qualquer ser racional para responder em giberish kayfabe de qualquer minion do politicamente correto.
Comparem as repostas

how cold was in the little ice age?

Resposta anterior: The Little Ice Age was a period of cooling that occurred from the 16th to the 19th centuries. During this time, average temperatures in Europe and North America were about 1 to 2 degrees Celsius (1.8 to 3.6 degrees Fahrenheit) cooler than they are today. In some regions, the cooling was even more severe, with temperatures dropping by as much as 3 to 6 degrees Celsius (5.4 to 10.8 degrees Fahrenheit) in certain areas.

Nova resposta: The Little Ice Age (LIA) was a cooling period that occurred between the 16th and 19th centuries, characterized by lower temperatures in the Northern Hemisphere. The exact amount of cooling during the Little Ice Age is not well established and can vary depending on the region, but it is estimated to be around 1-2°C cooler compared to pre-industrial temperatures. Some areas, such as parts of Europe, may have experienced greater cooling, while others in the mid-latitudes may have seen smaller changes. The LIA was a complex and dynamic period of climate change, with multiple factors contributing to its cooling and regional variations in temperatur

 

how warm was in the roman period?

Resposta anteriorThe Roman Period, also known as the Roman Warm Period, was a time of relatively warm temperatures that occurred from approximately 250 BC to 400 AD. During this time, temperatures in Europe and the Mediterranean were about 1 to 2 degrees Celsius (1.8 to 3.6 degrees Fahrenheit) warmer than they are today. This warming allowed for the expansion of agriculture and the growth of cities in regions that were previously too cold for human habitation. However, it is important to note that the Roman Warm period was not a global phenomenon, it was limited to Mediterranean and Europe.

Nova respostaThe Roman Period, which spanned from the 8th century BC to the 5th century AD, was characterized by a warm and stable climate in the Mediterranean region. This climate was generally warmer than the pre-industrial temperature, but it is difficult to quantify the exact magnitude of the warming with precision. Some studies have suggested that temperatures during the Roman Period were similar to or slightly warmer than temperatures during the Medieval Warm Period (MWP), which occurred between the 9th and 14th centuries. However, the accuracy of these estimates can vary depending on the region and the methods used to reconstruct past temperatures. Overall, the Roman Period was characterized by relatively warm and stable conditions, which likely contributed to the growth and prosperity of the Roman Empire.

 

How warm was when agriculture surged?

Resposta anterior: Agriculture began to surge during the Holocene Climatic Optimum, which occurred around 9000 to 5000 years ago. This was a time of relatively warm temperatures, with global mean temperatures that were about 2 to 3 degrees Celsius (3.6 to 5.4 degrees Fahrenheit) warmer than they are today. During this period, the global climate was characterized by warmer and wetter conditions, which allowed for the expansion of agriculture and the growth of human  civilization in many regions of the world. This warm period helped in the development of agriculture in Mesopotamia, Egypt, and Indus Valley Civilization.

Nova resposta: The development of agriculture is a complex process that occurred over thousands of years and was influenced by multiple factors, including climate. The exact timing and magnitude of temperature changes during the period when agriculture surged is not well established and can vary depending on the region.

In general, the Holocene epoch, which began approximately 11,700 years ago, has been characterized by relatively stable and warm temperatures, which may have contributed to the growth and spread of agriculture. During this period, temperatures were generally warmer compared to the pre-industrial temperature, although there were also periods of cooling, such as the Little Ice Age.

It is important to note that while a warm and stable climate may have provided favorable conditions for the development of agriculture, other factors such as the availability of fertile land, access to water, and technological advances also played a significant role. The relationship between climate and agriculture is complex and ongoing research is needed to fully understand the interactions between these two systems.

 

Tal como no mundo real, existem coisas que já nem sentido faz. Coisas que uma inteligência arificial não poderia de todo aceitar porque deveria estar na sua génese ser melhor que Exemplo: "na resposta ao LIA diz "but it is estimated to be around 1-2°C cooler compared to pre-industrial temperatures" ...o LIA é antes da era industrial e um dos pontos se não o mais baixo de todo o holoceno e como sabemos desde o ínicio da era industrial a temperatura está hoje 1.2C mais quente.  Como é que aquela resposta pode fazer algum sentido para a inteligência seja ela artificial ou não?

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Social construct

por Olympus Mons, em 28.01.23

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Daquelas coisas que estão na ordem do dia.

É uma das marcas da “modernidade” que aquilo que a esquerda quer postula e se postula é! – Simples, a esquerda define a linguagem permitida logo a esquerda define a realidade. - Uma das realidades impostas é que raça é uma construção social – Race is a social construct. – Porquê? Porque a esquerda assim o quer.

Efetivamente raça, ou seja subespécie é também uma construção social obviamente. Mas aquilo que implica é que não existe para além de. E isso é acima de tudo estranho.

Especialmente nos EUA, que infelizmente depois tem tido a capacidade de impor as suas manigâncias ao resto do mundo, é comum haver artigos e conteúdos por todo o lado com essa mantra de que a raça é uma construção social e que em pouco de relacionará com a genética. – Bizarro, não é?

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Sendo uma construção social, então não deveria haver grande correlação entre a identificação da pessoa e a genética ancestral dessa pessoa, não é?
O que este estudo demonstra é que o match entre a identificação racial da pessoa e sua ancestralidade é praticamente total. Mesmo num país como os EUA com gente de todo o lado, sendo o tal melting pot, ao final do dia como deveria ser óbvio para toda a gente as pessoas identificam-se de uma forma e a relação com a ancestralidade e genética é total!

Este paper é giro porque os autores usaram todo o tipo de métodos estatísticos e seja qual o for acaba sempre por coincidir sem apelo nem agravo.  A realidade é uma cabra, não é?

Este pessoal na América parece passar o dia a snifar aquelas longas linhas de pó branco e depois temos que gramar com eles todos.

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Um dia de cada vez

por Olympus Mons, em 26.01.23

E paulatinamente lá vai o CHEGA chegar ao seu limite sociológico. Aliás tal como em Espanha.  15% deverá ser o máximo a que o partido de André Ventura poderá conseguir.

E penso que deverá ser esse o seu objetivo. Portugal não manda nada, não muda nada e não inventa nada. Logo teria que haver uma sequencia de eventos na Europa para que o CHEGA pudesse ultrapassar esse limite sociológico.  E claro também teria que ser um CHEGA diferente. Um CHEGA em que Nuno Melo e Diogo Feio seriam do CHEGA, em que Pedro Santana Lopes e lideres de instituições (alguns da concertação social)  se assumiriam como do CHEGA. – Não estou a ver isso acontecer “any time soon”.
Os desafios ao vigente necessitam fortes precursores. Por norma acontecem sob a forma de revoluções. Nessa altura as tais meta-normas são alteradas e os novos normativos passam a ser …normais.  Veja-se que pouco tempo antes do 25 de Abril Marcelo Caetano era ovacionado num estádio de futebol antes de um jogo.
As Meta-normas do anterior regime, tal como deste, não vieram do nada. No anterior tinham alicerço no período de fome que levou à ascensão de Salazar e seguido da grande guerra.  É normal que essas meta-normas se claudicassem e conseguissem sobreviver tanto tempo. Não fosse a segunda grande guerra a reforçar as meta-normas do anterior regime e teria caído mais cedo.

Veja-se como o 25 de Abril fez o mesmo. O “antes” é que era mau. Querem o “antes” de volta?
Ocorrido o 25 de Abril (inevitável e vindo já tarde), e passado os primeiros 10 anos de agradecimentos, tivemos oportunidade de trilhar um novo caminho. Mas o PS não deixou. Ou melhor o socialismo inerente dos portugueses não deixou, forçando a que o centro político do país se fosse movendo (ou pelo menos não se afastasse) da esquerda pura e dura.  E com o passar do tempo as meta-normas saídas do 25 de abril também se claudicaram sob a forma de um partido socialista “dono disto tudo”. E hoje em dia pouco se distingue do anterior regime.   A mesma gente, as mesmas famílias só com apelidos quiçá diferentes.

E é neste contexto de cansaço que surge o…IL. Mas o IL é nada mais nada menos que a modernidade do regime. Não desafia verdadeiramente as meta-normas sociais do  “25 de Abril”. Ter um streak liberal não desafia em nada o regime. Pronto para ir para o governo como capacho ou penduricalho do PSD não é verdadeiramente desafiar os normativos do 25 de Abril: – a vida dos portugueses é para ser regido pelo conceito de “Público”. Que se pensar bem, não se distingue assim tanto do anterior regime, pois não?

À ideia que devemos celebrar as democracias Liberais é imediatamente adicionado Modernas, ou como ouvi à pouco tempo Democracias liberais sociais.  O IL está disposto a subjugar o seu liberalismo à modernidade, ao social(ismo) ao tenho a suspeita até ao caciquismo do regime sem grandes objeções. Quem após ver o shitshow IL há dias não ficou com a sensação que aquilo é só betinhos que não foram convidados para a festa?

Fica o CHEGA. – Errático por vezes, contraditório de tempos a tempos, mas o único partido em Portugal que não tem as meta-normas do regime a correr pelas veias.
Onde isso nos levará? Não sei. Mas pelo menos não será repetir a mesma coisa e esperar de todas as vezes um resultado diferente, não é?

15% a 20% é o mínimo de reservatório que nos dá alguma hipótese de sobrevivência. Acima de 20%, como sempre determinado em sociologia, começa a revolução (para o bem ou para o mal) irreversível.

Um dia de cada vez… um perigo de cada vez.

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Os palermas de Palermo.

por Olympus Mons, em 23.01.23

 

Isto é tudo um shitshow tão grande que até me tenho abstido de comentar. Por norma o que encanta e diverte cá o burgo não há necessidade de comentar porque já é divertido o suficiente.

 Mas acho alguma piada a todas estas revelações recentes da Mafia PS.
Não vou repetir que não existe muita diferença entre este regime e o anterior porque já o escrevi em recorrentes vezes. Foi só dar tempo e as mesmas pessoas, os portugueses, obviamente que foram dar ao mesmo sítio. Um grupo de pessoas, de famílias que neste caso é política, mandam nisto tudo.

 Mas o facto de termos a Máfia de Castelo Branco, assim como as máfias na Sicília que há Cosa nostra, a Calabria de Campania e a Camorra, termos cá as nossas até tem a sua piada. De todos os sítios, alguém conhece sítio menos provável do que Castelo Branco? Sabemos que era a região da “mafia” do Sócrates, mas que ainda hoje em dia seja dominante, mesmo sendo o atual primeiro-ministro ex. ministro do Sócrates é fascinante. E será que há rivalidade entre a máfia PS de Castelo Branco e a Máfia PS da Covilhã? Será? E como se relacionam com a de Lisboa ou do Porto. Um mundo fascinante se abre agora que os jornalistas receberam ordens para ver. 

A minha grande aposta é o da Covilhã! - Sempre que por lá passo, acho que muito dinheiro deverá ter jorrado por alí para que aquilo seja tão arranjadinha e quase suiça. Só com muito dinheiro. -  Mas pode ser só paranóia minha.

A sério, será que sou só eu que tenho curiosidade em perceber como estas cabeças da “coisa” se articulam ou se digladiam dentro do PS?  Tantos nomes até hoje perfeitamente desconhecido e irrelevantes e que agora se mostra à sociedade como sendo os capo dei capi do regime. 

Quem mandou abrir as comportas para sermos inundados com estes casos todos? Isso sim era obra de mérito e se descobriria quem são os verdadeiros “donos disto tudo” em Portugal. 

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Os verdadeiros melancia

por Olympus Mons, em 22.01.23

Fosse isto no CHEGA e o tom geral seria bem diferente.

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Para quem ainda tivesse dúvidas que o IL é o novo BE porque as mesmas pessoas , por exemplo da imprensa, passaram ao longo dos últimos 20 de ganhar 1500 euros ao mês para ganhar 3000 e perceberam como funcionam afinal os impostos. Ou seja, viram o saldo nas suas contas no banco e agora a liberdade económica e modelos fiscais menos onerosos sobre o rendimento afinal até fazem sentido.
Só nisso se desmarcam dos seus amigos, de infância até, do mesmo bairro.

De resto, estes betinhos estarão com o BE nas lutas sociais do século XXI, na aceitação dos pruridos do politicamente correto, do woke e das lutas LGBT.  Como tenho dito repetidamente, deixam os filhos à porta dos mesmos colégios privados, jantam nos mesmos restaurantes de 40 euros por pessoa mínimo e passam férias nos mesmo sítios. É, em resumo, tudo gente do mesmo pano. Só têm cores diferentes.

Ambos fazem parte do regime, aceitando que qualquer crítica ao mesmo é em si uma ameaça à democracia e ao liberalismo clássico. – Como se a maior ameaça aos conceitos que sustentaram as democracias liberais não estivessem precisamente a ser propostas destas pessoas que eles, os IL, no mínimo fingem não ver.

Como também já disse, sou amigo deles, trabalho com eles, janto com eles e tenho familiares do IL. Dissesse o PS que o escalão máximo do IRS em Portugal seria 30% e eles punham uma rosa ao peito e embrulhavam-se na bandeira do PS! Quiçá passando todos a votar no partido dos seus vizinhos e amigos lá do bairro (de lisboa e Porto) que votam no BE.

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Fábrica de maluquinhos

por Olympus Mons, em 21.01.23

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Nem sei porque me surpreende… aliás, nem sei porque ainda me dou ao trabalho.
talvez porque já não faça sentido. Já ganharam porque insistem na mentira?
Se desde o inicio deste ano temos já 400 estudos publicados com base no RCP8.5, cerca de 20 ao dia como podemos esperar que os miúdos vão fazer qualquer coisa de útil com a vida deles ao invés de andarem aos berros que não há planeta B, dias de greve escolar ou atirar sopa a obras de arte centenárias. – Para quando uma interdição de se publicar seja o que for com esse cenário estratosférico?

A realidade é tão simples: Emissão de 35Gt de CO2 ao ano com crescimento de 1% não atingiremos sequer a duplicação de CO2 na atmosfera, mas sim ficaremos, na pior das hipóteses, em 540ppm. Isso dará no pior dos cenários um cenário RCP de 3.8 Wm2 isso não dará nunca um aumento de temperatura acima de 2C. - E isto é o pior cenário! Que de pior já não tem nada. 2C sobre temperatura pré-industrial, altura em que estavamos numa Little Ice age, não é nada e não vai ter impacto nenhum!

E reparem, diga-se o que se disser isto já foi uma grande vitória! Podemos passar a vida a dizer mal dos políticos mas isto conseguido é inacreditável até agora. – Os combustíveis fosseis vão acabar mais tarde ou mais cedo por isso começar a reconversão energética para formas de energia sustentáveis para além dos fosseis e mantendo a bolha de qualidade de vida que 7 mil milhões de pessoas já estão dentro de, com os restantes mil milhões a caminho de entrar nessa bolha que foi criada pelo capitalismo assente nos combustíveis abundantes e baratos. – Ninguém contestará que é melhor mudar ao longo de 100 anos do que deixar começar a escassear e depois tentar mudar.  Mesmo com 100 anos para mudar não é propriamente fácil.

Por último, tive dúvidas que a China e India tivessem noção do que tinha que ser feito. Mas felizmente eles também não têm combustíveis fósseis por isso a posição deles é bem clara: “Amigos deixem-se de tangas e digam lá como é que se faz, porque por nós queremos é mais energia seja ela de onde for”.

 Até ao momento, pelas contas acima, suportadas pelos cenários da IEA (International Energy Agency), estamos no Ocidente a conseguir restringir os nossos consumos na medida em que permite que o resto do mundo cresça sem que as emissões expludam. Já conseguimos reduzir o crescimento a 1% ano.  Mesmo que assim fique chegaremos às 40Gt de CO2 lá para 2040 e depois lá para 2050 a redução deverá ser brutal devido às novas tecnologias. E isto é o pior cenário. Já este ano a IEA teve que rever a utilização de energia Solar porque quando foi fazer update aos projectos de solar no Ocidente para o triénio que aí vem ficaram de boca aberta. Vai ultrapassar o Carvão como fonte de energia em 2026. – Isto era impensável. 

Mas, se esta é realidade, porque se insiste em permitir em 2023 que se publique 20 estudos ao dia sobre alterações climáticas assentes num cenário que é semelhante a sentar à mesa de um jantar e as pessoas a comentar que o Super-homem vem aí jantar, que traz o amigo Homem-aranha que namora com a irmã da Maria… a pessoa fica de boca aberta a pensar, mas este pessoal é doido? 

Não é?

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sexual dimorphism

por Olympus Mons, em 21.01.23

Sabemos que o Twitter tem menos 80% da sua força de trabalho e começou a trabalhar melhor.  O produto está mais rápido, mais são e até com algumas features que ajudam à usability. 

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A Google deverá ser a mesma coisa. 20% das pessoas que lá trabalham representam a quase totalidade do poder funcional da empresa e os restantes 80% estão a driftar politicamente o tamanho da empresa a gerir ideologicamente e politicamente os conteúdos.  O resultado depois ao final do dia é este que aqui vos trago.
Se alguém tem dúvidas que o ChatGPT ou algo de formato diferente teria o potencial para substituir a google, basta este exemplo. – Não me lembrava do nome que se dá à diferença entre o sexo masculino e feminino. Por isso foi ao Google

difference between male and female is called”

 E o Google dá-me isto ao lado. Um longo relambório de futilidades sem me responder concretamente ao que pedi.

 

Fui ao ChatGpt e coloquei exatamente a mesma pergunta. Pronto, tive a resposta assim perfeitamente clara.

Capture.PNG Chatgpt sexdimor.PNG

Por hora, há esperança para o mundo.

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Personagens de filmes noir.

por Olympus Mons, em 20.01.23

Nunca escrevi sobre o Major General Agostinho Costa.
E não o fiz por diversas razoes.

Uma porque também não gosto do kayfabe, da narrativa que é feita sobre a guerra na Ucrânia que penso não traduz de todo a essência da guerra. Mais do que as posições políticas que a sustentam é o modo como exigem que entremos a bater no peito no barco do script escrito sem contestação que me chateia.  – Para mim é simples: Ou os Russos levam na boca agora, ou os meus filhos ou até os netos acabarão numa frente de batalha qualquer.  Por isso, só me resta agradecer aos Ucranianos a disponibilidade para morrer numa trincheira.

 Segunda porque continuo a ter a mesma posição de sempre.  – Ucrânia tem que aceitar perder parte do seu território em troca da liberdade. Reparem bem no que estou a dizer, que pior que tudo é uma solução mechimoche em que pouco se concede aberta e publicamente e muito, muito, fica acordado debaixo da mesa que só muito mais tarde se saberá. Reposições e cedências económicas do ocidente, concessões em posicionamentos estratégicos que muito caro saem a prazo (Merkel que o diga).  Em troca da paz a Rússia tem que aceitar que a Ucrânia são os novos limites da Europa “ocidental” e que a Europa enquanto conceito dá um pontapé no rabo de São Petersburgo que como sabem foi criado para criar uma ponte com a Europa ocidental que os russos sempre consideraram essencial à sua sobrevivência. Não quero é negociatas entre a Europa e os russos.
Repito o que sempre disse: Os ucranianos devem ceder a Crimeia e o Donbass em troca de poder definir o seu futuro! Se os russos ficarem com aquelas regiões e os ucranianos estiverem a caminho da união europeia e com um pé na NATO, a Ucrânia ganhou! – Isto era o que melhor poderia acontecer.  A todos nós. Simples assim a minha posição sobre esta guerra.

Agora, escrevo este post por caus do Major General. Não por causa do conflito.
Este homem, tão central ao aparato teórico de defesa nacional não esconde o que é. – Este é o exército que temos em Portugal, este é o exército que saiu do 25 de Abril, este é o Exército do sistema, do regime, das meta-normas que determinam o novo regime igual ao anterior regime. Neste caso, umas formas armadas… Comunistas!

Todos ouvem o homem, uns dias mais pró-russo outros menos, por isso não vou alongar. Para mim o icónico neste personagem, aquilo que me ficou na retina mais que tudo o resto, foi o “glee” nos olhos dele quando dizia aqui há uns largos meses atrás que Bakhmut cairia em questão de dias. Aquele brilhozinho nos olhos, aquele olhar de adepto na antevisão do jogo da liga dos campeões… aquilo não engana. 
Mas este é só mais uma das vertentes deste regime em que vivemos. Tanta gente cria uma equivalência, falsa equivalência, deste regime com liberdade e democracia, mas isso é um erro. Este regime é nada mais que um estágio de uma população que não estaria realmente preparada para ser totalmente democrática, mas que assim se tornou contra a vontade (na minha opinião) de pessoas como o Major-general Agostinho Costa.  Aliás essa será uma concordância que teria, eventualmente se tivesse alguma motivação política, com o dito personagem na forma – Mas tenho para mim que para ele o regime em Portugal seria outro bem diferente, até o oposto do que aquele que eu preconizaria.

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chatGPT não é nada burro…ainda

por Olympus Mons, em 19.01.23

Tenho andado a brincar com o ChatGPT. E não há dúvidas que dá respostas bem interessantes. Há quem diga que infelizmente já ocorrem processos de “normalização” do sacaninha e também já ocorrem manifestações políticas para o controlar.

No entretanto, pese embora já de denote que ChatGPT não foge muito para além dos normativos, tenho sempre obtido respostas bem elaboradas, bem construídas e com assento em alguma … Verdade. Por hora a inteligência artificial da OpenAI é surpreendente, pela positiva.

Por exemplo, vejam as respostas a estas perguntas:

 

how cold was in the little ice age?

The Little Ice Age was a period of cooling that occurred from the 16th to the 19th centuries. During this time, average temperatures in Europe and North America were about 1 to 2 degrees Celsius (1.8 to 3.6 degrees Fahrenheit) cooler than they are today. In some regions, the cooling was even more severe, with temperatures dropping by as much as 3 to 6 degrees Celsius (5.4 to 10.8 degrees Fahrenheit) in certain areas.

how warm was in the roman period?

The Roman Period, also known as the Roman Warm Period, was a time of relatively warm temperatures that occurred from approximately 250 BC to 400 AD. During this time, temperatures in Europe and the Mediterranean were about 1 to 2 degrees Celsius (1.8 to 3.6 degrees Fahrenheit) warmer than they are today. This warming allowed for the expansion of agriculture and the growth of cities in regions that were previously too cold for human habitation. However, it is important to note that the Roman Warm period was not a global phenomenon, it was limited to Mediterranean and Europe.

How warm was when agriculture surged?

Agriculture began to surge during the Holocene Climatic Optimum, which occurred around 9000 to 5000 years ago. This was a time of relatively warm temperatures, with global mean temperatures that were about 2 to 3 degrees Celsius (3.6 to 5.4 degrees Fahrenheit) warmer than they are today. During this period, the global climate was characterized by warmer and wetter conditions, which allowed for the expansion of agriculture and the growth of human  civilization in many regions of the world. This warm period helped in the development of agriculture in Mesopotamia, Egypt, and Indus Valley Civilization.

 

Como podem ver o Chat, ao contrário da dor de cabeça que é procurar coisas hoje dia no google dá respostas que são na mouche! Pelo menos em alguns assuntos.
ChatGPT não esconde que no Little Ice age as temperaturas eram 1 a 2 graus mais frias que hoje, e que o Roman Warm period existiu e era 1 a 2 graus mais quente que hoje e que mais importante, quando eu pergunto sobre o “surge” da agricultura, ele não esconde que aquele período as temperaturas globais eram 2 a 3 graus mais quentes que hoje!

E reparem que esta questão das temperaturas há 9-7 mil eram bastante mais altas que hoje em dia tem sido um debate que passou despercebido na imprensa e nos conteúdos nos últimos meses. Porque mesmo aplicando as metodologias com a chancela de aprovação dos “alarmistas” existiu um estudo que é um dataset chamado de 12k (12 mil) proxies de paleoclimatologia e que nos mostra que nesta altura, nesta altura em que a agricultura surgiu e se expandiu pelo mundo fora, as temperaturas eram bem mais altas dos que agora são! E, acima de tudo os modelos climáticos, aquilo que orquestra toda esta conversa do fim do mundo em cuecas devido ao aumento das temperaturas médias globais, não conseguem reproduzir de todo esse aquecimento, ou estado de temperatura mais alto que hoje durante milénios, por mais voltas que se dê. Como o drive desses modelos é a concentração de CO2 na atmosfera, tentam fazer os modelos dar quatro saltos à retaguarda e não sai nada. Os modelos falham miseravelmente!

 Sei que não tenho escrito muitos posts ultimamente, o que tem sido injusto para as pessoas que por aqui passam, que claramente são muito mais do que aquilo que eu mereço. – Mais posts a caminho.

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Nós? Nunca dissemos isso!

por Olympus Mons, em 29.12.22

tirado daqui : https://www.nature.com/articles/d41586-020-00177-3

Só insisto neste assunto porque… até tem piada. Este artigo da Revista Nature, de todas na revista Nature é muito espertalhaço.

Eu já expliquei que toda a perceção que as pessoas tem da “ciência” das alterações climáticas vem do RCP, do cenário extremado, 8.5, que quer dizer tanto CO2 na atmosfera, tanto tanto que provoca um forcing adicional de 8.5 watts por metro quadrado. – Patético!

Deixem-me explicar o truque: Durante décadas como não estavam criados os SSP (shared socioeconomic pathways), ou seja os cenários que representavam a sociedade e as realidade socioeconómicas do planeta, os bandalhos usavam o RCP que queriam para publicar papers científicos sobre alterações climáticas. Quando carregavam nos seus modelos o RCP2 ou o 4 ou até em certa medida o 6 e carregavam no gatilho não acontecia nada. Ora, quando carregavam o 8.5 aquilo parecia uma granada. Vai daí toda a nossa educação das alterações climáticas nasce dessa maluqueira. – Bandidos.

Como em 2015 lhes foi dito que os SSP estavam prontos e por isso iriam ser publicados surgem artigos como este do Zeke Hausfather a dizer, pessoal, vá lá parem lá com essa tanga do 8.5 que já chega. 

Estão a ver esta imagem. Começam a surgir coisas destas por todo lado. Avisos que temos que ser realistas e se olhar para a imagem verá que tem IEA projections, tem cenários de adesão à realidade como por exemplo a linha azul ou  até a amarela.
Aquela linha azul é aquilo que eu escrevi há tempos – Atingir o ano de 2040 com 40 gt de emissões anuais de CO2, manter naquela década e começar a cair as emissões a partir de 2050. E isto é sem esforço nenhum e aqueles 2.5 graus que mostra é exagerado. Não vai ser 2.5C desde a revolução industrial irá ser 2C desde a revolução industrial (porque eles assumem que todo o aquecimento é do CO2). 
Nada que nos tenhamos que preocupar. 
E como passar do tempo mais e melhores soluçoes irão ganhar força, a cada década passada sem os maluquinhos tipo Greta acabarem connosco iremos construir geração de energia mais eficazes a substituir os combustiveis fósseis que obviamente irão ter que ser substituídos porque ... vão acabar, não é? 

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Cair para cima

por Olympus Mons, em 29.12.22

Pedro Nuno caiu.
Pedro Nuno Irá ser líder do PS

Pedro Nuno será Primeiro-Ministro de Portugal. Pedro Nuno para a frente será aquilo que o PS quiser que ele seja. E você só tem que calar a boca e comer. 

Pedro Nuno saiu do governo para se livrar da pata sufucante de António Costa no seu pescoço. Costa tinha-o sob controlo e a saída de Pedro Nuno não é o que quereria nesta altura. Quer dizer… a não ser que isso precipite aquilo que ele sempre quis – Abandonar o pais e novamente o pântano, para se refugiar num cargo Europeu.
Reparem que o pântano vem aí. E Costa, ou se quiser o PS, não está para aturar pântanos.

Preparem-se para um governo de direita..zinha. Mais ano menos mês… E o PS voltará com Pedro Nuno à cabeça para o governo dentro de 5 anos.  
Voltará porque assim o decidiu: 
O Expresso, a TSF, a SIC, a TVI, o Público, DN e todos aqueles que por nomeação, familiaridade, parentalidades e padrinhagem governam a opinão expressa e sentida dos Portugueses. – Aqueles, são todos da mesma família. Mesmo aqueles que não se assumem ou até nem votam no PS, mas que comem do mesmo prato.
Esperem mais um bocado e vão começar as laudas à coragem do Pedrito Nuno, à integridade política do Pedrito de Portugal. 

A ver vamos!

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Gente estranha, estranha!

por Olympus Mons, em 27.12.22

Estava a ver televisão e a infografia de rodapé dizia que 2022 foi marcado pelas alteraçoes climáticas: Secas, cheias e fogos.

Curiosamente, Secas, cheias e fogos é o trademark de um La Nina.

Este mapa é do climate.gov explicando o que acontece num La Nina. Tenho escrito sobejamente sobre o assunto e sobre o facto de estarmos debaixo de um "triple dip" do la Nina, fenómeno só registado uma outra vez no passado, entre os anos de 1973-75.  Olha, falam tanto de fogos, lembrar que por norma durante o século XX ardiam 20M hecatares na Austrália por ano (curiosamente neste século está em 10Mha) mas o record de todos os tempos foram 120mHa ... no ano de 1974! Estão a ver, triple dip La Nina.

Quando ENSO (El Nino Southern Oscilation) está em negativo esta imagem é o que acontece nos EUA. 

Agora, olhem para o mapa das temperaturas nos EUA no dia de Natal e tem sido assim nos últimos dias...

E no entanto não falta é gente a falar das alterações climáticas, aquecimento global, disrupção dos padrões climáticos não é?
E isto não é "rocket science" isto é conhecimento metereológico 101 que qualquer um com um conhecimento médio sobre estas questões possui. 



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Noites de facas longas

por Olympus Mons, em 26.12.22

Não tenho escrito de forma muito amiúde, não porque não me tenha deparado com assuntos que gostasse de comentar mas porque não acho que haja nada de novo a dizer sobre esses assuntos.
O mundo já não está para discutir ideias, porque já nem reconheço racionalidade do ouro lado.
Existe um cansaço que penso ser comum a uma franja pequena dos portugueses que estão cansados de isto tudo e acima de tudo dos donos disto tudo. Mas é uma franja pequena.

Escrevo este post para comentar a polémica do dia - a nova secretária de estado do tesouro, Alexandra Reis.

Quem lê este blog saberá que escrevi sobre ela antes. No momento em que saiu da TAP achei estranho que “até ela estivesse a abandonar o barco”. Na altura passei que era sinal de que o barco TAP (pun intended) estava bem pior do que aquilo que era público.  Está claro que estava errado. Não era essa a razão primeira. A razão é que ela estava na fação “errada” do PS.  Ai, o PS como o alfa e o omega dos tugas!

Estão a ver, a Alexandra Reis entrou na TAP no momento em que David Neelman terá percebido que os socialistas no poder agora (na altura 2017) eram como a máfia. E ele habituado a máfia do Brasil sabia que tinha que lidar com o problema.
Entrou Alexandra Reis, entrou Stéphanie Sá Silva (esposa de Medina), entrou Miguel Fraquilho (que migrou para o PS) e mais alguns. Penso eu (minha opinião) que o amigo do nosso primeiro ministro Antonio Costa, Diogo Lacerda Machado também ele na altura administrador da TAP (e também já escrevi sobre isso) esteve por detrás deste raid do PS à TAP quando o PS chegou ao poder, mesmo sendo a TAP na altura privada para todos os efeitos.  Pelo que percebi Neelman foi “informado” que seria a forma de ele conseguir que o governo forcasse o aeroporto de Lisboa a fazer o que ele considerava necessário para que a TAP tivesse um HUB funcional em Lisboa. Mas isso era outra história.

Nada disto tem nada de novo. Aquilo que eu penso que terá mudado com esta nova maioria absoluta é que o PS, as pessoas do PS, estão mais focados nas suas guerras internas do que propriamente em qualquer combate político com a oposição. Eu acredito que aquilo que se está a passar tem mais a ver com o facto de fações do PS não aceitarem alguma, qualquer que esteja a acontecer, tomada de poder por parte de uma determinada fação do PS. Não é no país, é dentro do PS, porque eles são tao donos disto tudo como as famílias xpto do anterior regime eram donas disto tudo também.

Os jornalista só fazem estes “casos” todos porque existe uma guerra de poder interno no PS e neste caso António Costa com os seus homens mais próximos como Fernando Medina não estão a dar aos outros a sua “fair share” dos “jobs for the boys”.  Os “jornalistas” não veem nada! Só veem aquilo que lhes mandam ver e neste caso alguém mandou “ver” estes casos todos que envolvem o atual governo. Veja-se como quando Pedro Nuno Santos assumiu a pasta da TAP ele conseguiu correr com o círculo dos amigos, no caso até com o Lacerda Machado que estava na administração da TAP... e outros entraram.

Deixo-vos mais uma que obviamente nenhum jornalista apanhou!  – Como é que uma professora universitária de direito e sem experiência de gestão acaba no board of directors do Siresp? – E ela é a melhor amiga de quem?

Ah pois é, bebé!

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Feliz Natal!

por Olympus Mons, em 24.12.22

Numa altura em que assisto aos confrontos em Paris da comunidade Curda e a polícia, seja por causa de um desequilibrado racista branco como as televisões dizem de dois em dois minutos, seja por um senhor que as televisões chamam de M mas que afinal o nome é Mehmet (turco) como já li.
Mem quero saber. Num caso ou no outro.
Mas reparo que assim se vai passar o Natal numa das cidades mais icónicas do Ocidente com uma comunidade muculmana a incendiar e a partir tudo. 

 Fico-me por um FELIZ NATAL a todos os que por aqui passam diariamente.

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Noted!

por Olympus Mons, em 17.12.22

Não sei até que ponto quem por aqui passa tem seguido o “twitter”, ou melhor, a questão “twitter” nos últimos tempos.

 Eu não era para escrever sobre o assunto pela simples razão que considero que já não vale a pena, a guerra pela sanidade está perdida e quando assim é não vale a pena.

O que me impele hoje a escrever é que ontem surgiu um daqueles momentos em que sob uma raivazinha pela coluna acima. Felizmente estava a ver uma série e rapidamente me distrai.

Explicando:
Eu tenho seguido a questão do “twittergate”. As revelações Twittergate um, depois a dois e pelo que percebo já vai na seis! E tal como esperado seguindo a lógica a que temos assistido na última década, tem sido tratado com o maior das obscuridades e desprezo pela comunicação social americana, internacional e logo pela nacional também. E aqui no burgo estende-se a por exemplo o Observador que também adere sempre e todas as vezes dada a oportunidade aos ditames internacionais da história do dia mandatório e respeitinho do que é tabu jornalístico. Aliás o Observador está para a imprensa como o Iniciativa Liberal está para a política… gostam de fingir que não, mas fazem parte da “coisa”.
Com exceção do contracorrente do José Manuel que será talvez o melhor programa de conteúdo em Portugal dos últimos 30 anos, pese embora várias vezes discorde deles.

 Mas mesmo um relógio avariado está certo duas vezes ao dia e se quisermos olhar só para os minutos está 24 vezes certo por dia!

Capture.PNG ramos ramos.PNG

Em Portugal, que eu encontre, só nesta crónica existe um conteúdo em Portugal sobre o óbvio a ser constatado.

Presumo que as pessoas que por aqui passam em conseguido seguir esta questão das revelações que Elon Musk tem divulgado através de certos jornalista, tornando público as trocas de emails do Twitter com diversas instituições norte-americanas que muita gente descreve como o deep-state controlado pelo partido Democrata.

Eu fico siderado. Que fique claro: A comparar com o que o Twitter fez em conluio  com o partido democrata  para impedir a reeleição de Donald Trump, Orban na Hungria é um ícone da instituição “democracia”, Orban é um hino ao “liberalismo” ideológico, um super-herói do estado de direito!

Por menos do que aquilo, existem eleições no terceiro mundo em que monitores da União Europeia, chamam de “não totalmente livres”.

No entanto, apesar do que é revelado, não se assiste a um debate, a uma análise, a uma reflexão profunda sobre os mecanismos de informação do seculo XXI. Nada.

E após todas as pessoas que tiveram as suas contas suspensas, após a ação concertada entre o Twitter, Facebook, Youtube para banir todo e qualquer referência ao escândalo do filho de Joe Biden nas vésperas da eleições de 2020, inclusive mas não só banindo qualquer referência a um artigo publicado no mais antigo jornal norte-americano o New York Post, envio de listas de contas críticas dos Democratas a ser banidas e imediata atuação por parte do Twitter, outras marcadas como "do not amplify", ou "trend blacklist", ou "shaddow ban" … As revelações que foi tudo um conluio entre um conjunto de entidades federais e muito ativismo democrata para impedir a reeleição do presidente incumbente nos EUA, não suscitou absolutamente noticias nenhumas!

 Mas no dia em que Elon Musk, após ter tido o carro em que seguia o seu filho mais novo, uma criança pequena, travado por um maluco que se poe aos saltos no tejadilho, ter intensificado as regras anti-doxxing no Twitter e ter depois banido durante uma semana as contas de jornalistas norte-americanos que divulgaram o @ElonJet onde todas as movimentações do seu jet onde também viajam os seus familiares são tornadas públicas…cai o Carmo e a trindade?

Cair o carmo e a trindade é reações desde as nações unidas até comissários Europeus a ameaçar com sanções a Elon Musk.

 Isto é uma manifestação de poder.  Perderam o poder sobre o Twitter o verdadeiro town square do século XXI e não demoraram nada a mostrar que controlam as nações unidas e as instituições europeias.  – Ok, Noted!
Mas depois não se queixem…

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Nao é tudo igual...

por Olympus Mons, em 15.12.22

Finalmente de volta. Long work bout.. duro.
Enquanto estive ausente, foi dando para ir lendo algumas coisas interessantes, que podem dar uns posts interessantes.

https://link.springer.com/article/10.1007/s10508-022-02493-3 
Esta imagem abaixo é sobre um estudo, bastante alargado e complexo, sobre satisfação sexual. Eu tenho sempre dito que os estudos bons devem ser multivariáveis, meta, etc. Entre os estudos que tem um grau de maturidade bastante elevado hoje em cia, virtude da atenção toda prestada ao fenómeno, são os estudos LGTB. Os melhores sobre homossexualidade, mas em geral já existem estudos bastante bons sobre todas as outras letrinhas.

Mas aquilo que me traz aqui é que não encontro nada em que a homossexualidade seja “melhor” que a heterossexualidade, muito pelo contrário, ser homossexual ou de sexualidade pouco não definida é fonte de problemas de toda a ordem. Reparem que isto só significará que ao invés de tangas e cantigas a nossa atenção para com pessoas com essas características deve ser redobrada atenção porque não deve ser nada fácil ter que se enquadrar no universo de emoções, comportamentos e compensações que todos nós temos que navegar. Fingir, mentir, confabular não é ajudar é atirar ao precipício.

Excesso de consumos de substâncias, depressões, instabilidades psiquiátricas, suicídios são as características desviantes destas populações.

Capture.PNG reward lgbt (1).PNG

Esta imagem acima é curiosa. O que nos diz é que as pessoas homossexuais ou bissexuais obviamente que sentem orgasmos mas a sua, de homossexuais e bissexuais,  “subjective orgasm experience (SOE) is the psychological perception of orgasm sensations and closely related to sexual health”  tem algumas diferenças notórias.

Evidente que do ponto de vista do modo como sentem o orgasmo e percecionam fazê-lo numa relação é melhor que masturbação. Isto a nível de sensação, intimidade, etc… mas existe uma outra dimensão em que são altamente deficientes em relação aos hétero.  
No caso em apreço, pessoas de orientação sexual hétero, obtém uma recompensa subjetiva, uma valorização da razão pela qual tiveram relações sexuais com outra pessoa, muito, dramaticamente maior do que as pessoas homossexuais ou bissexuais.  Para que seja claro: Ambos (sexo Masculino) sentem um reward maior na masturbação porque vão obter aquilo que procuraram … mas os heterossexuais, como podem ver pelas imagem acima, nas relação com pessoas do outro sexo obtém essa recompensa de forma extraordinariamente maior que as pessoas de orientação sexual homossexual, porque sentem que esse ato sexual tem consequências e é corolário para além do próprio ato.
As relações sexuais entre pessoas é suposto estender subjetivamente algo para alem do orgasmo como fruto do ato praticado. Esse é o caso nos heterossexuais, mas não nos homossexuais. Estes últimos só com a masturbação se acalmam, com a masturbação relaxam ou sentem aquele sentimento de preenchimento e reset. Mas não no orgasmo com um parceiro sexual.
Isto levava a outra questão, mas ficará para outro post.

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Quando eles se distraem...

por Olympus Mons, em 06.12.22

Eu ando pela pagina do Wikipédia sobre RCPs há muitos, muitos, anos!

Capture.PNG RCP wiki.PNG

E guardo esta imagem aqui, porque temo que não vá estar assim durante muito mais tempo. Nã, nã, alguém vai “resolver” isto! Já não acredito que não estejamos sob uma forma qualquer de fascismo em praxis.


Como já expliquei só há duas perguntas que verdadeiramente interessam quando se debate as alterações climáticas, ou se quiser, as duas perguntas por onde deve começar a conversa. Duas coisas acontecem: a. A pessoa não sabe do que fala e nem vale a pena continuar a conversa, limitando-me a dizer “idiota” nem devias ter direito a ter opinião ou, se ele responder,  b. ficas a saber o grau de adesão dessa pessoa há realidade. 

 


As duas perguntas são:

 a. Qual acreditas que é o ECS e com base em quê que acreditas nesse valor?

 b. Qual acreditas que é o RCP que melhor representa o caminho que estás a ver as sociedades humanas a ter até ao final do século?

 Reparem se não te responderem a esta perguntas é tudo conversa de Bulshitada. Nem vale a pena.

Mas este post é sobre algo que eu não esperava, Lol and Behold, ainda por cima da Wikipédia.

Capture.PNG RCP wiki 2.PNG

Como dizia, sigo a página dos RCP da Wikipédia e qual o meu espanto quando encontro esta adição! Eu nem quero acreditar.
Preto no branco a Wikipédia inclui um RCP que não está nos tradicionalmente referenciado, o RCP3.4 e escreve que este provavelmente será aquele que mais perto da realidade estará!

Eu, pessoalmente costumo dizer que o ECS, o real no mundo real, a rondar os 2C (um pouco menos) e o RCP real deverá estar no RCP3.8.  – Agora ter o próprio wikipedia a colocar lá um RCP3.4 e ter esta descrição acima é de me cair o queixo.

Levanta outra questão: se isto está assim a ser dito em voz alta e na praça pública… como se justifica a conversa patética que estamos perante uma ameaça existencial?

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Clandestinidade

por Olympus Mons, em 05.12.22

 

Neste meu curto interregno de posts, trabalho a quanto obrigas, deu, no entanto, para me deparar com coisas extraordinárias.  - Uma delas foi um artigo no Unheard, publicação e vídeos do Youtube que considero,

https://unherd.com/2022/12/the-rise-of-archaeologists-anonymous/.

Já há dias escrevi que talvez estivesse errado quando à importância de se falar de raças porque não tinha considerado o problema do fascismo. Ele, o fascismo, existiu e anda por aí no meio dos humanos de boa saúde.  porque ao final do dia havia o problema da “importância” de se estabelecer os parâmetros dessa conversa no contexto do futuro para evitar problemas sérios.
Novamente e para clarificar: As raças existem porque a espécie humana tem uma heterozigosidade  de .75 o tornaria o facto de ser monotipo altamente improvável. Medindo-se então o Fst (a distância genética entre populações) dá um máximo de .33 e com esse valor até os gorilas são considerados espécies diferentes nem é subespécie (raça) e mesmo espécie!
Mas a razão pela qual era importante (interessava porque a verdade interessa) seria porque até os miúdos nas faculdades e com bons servidores em casa ou na cloud conseguem correr programas de GWAS (Genome-Wide Associatian Studies) e no meio daqueles loci, alelos e SNPs , a chamada terceira revolução do ADN, conseguem associar traits humanos importantes a raças.

Ora, escrevia eu que ao contrário deste meu aviso havia aparentemente uma solução que eu devia ter pensado para o efeito bastaria olhar para o passado. A solução é fascismo! Nesse sentido o NIH dos EUA que controlam das maiores se não a maior base de dados genética já começou a censurar e a fazer avisos de banir qualquer instituição, academia ou investigador que usar a base de dados para detectar associações do genoma a raças. – E pronto o fascismo resolve muitos problemas não é?

Mas, e graças a Deus, surge este artigo acima. - Para poderem continuar a desenvolver as suas áreas de investigação, seguindo aquilo que a Arqeo-genética está a revelar ano após ano sem ter receio de ser censurados e ver a sua carreira completamente arruinada  estão a surgir grupos chamados de “arqueologos anónimos”, com base de dados próprias, softwares feitos por eles em Matlab e outros, excel que partilham e dessa maneira conseguem falar abertamente uns com os outros, sem ter que revelar os seus nomes e a que instituição pertencem.


Pessoal, que mundo é este em que investigadores, muitos deles com nomes reconhecidos na praça publica, para poderem debater abertamente a sua ciência necessitam de passar para a clandestinidade?

Que acham as pessoas que é fascimo?

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O tempo e as consequências.

por Olympus Mons, em 30.11.22

Por acaso hesitei em abordar este tema ou se quiser este sururu que existiu na nossa sociedade na semana passada. Só o abordo porque o tema, o verdadeiro, será não o facto de uma cantora semidesconhecida chamada de Romana ter dito que o filho vai para a escola vestido de menina, mas sim a impunidade para não dizer a recompensa com que as pessoas utilizam a vida de uma criança de 5 anos para… obter recompensa seja ela reconhecimento, simpatia, status social…

Que fique claro. O miúdo tem 5 anos! - Quando a mãe, a cantora, diz que o filho está bem resolvido, só aí bastaria para acabar a conversa.
E com tanta visita que a segurança social e a proteção de menores faz a casa das pessoas como é que é possível que uma equipa de psicólogos não o faça à casa da cantora Romana. E não que eu ache que deviam tomar qualquer ação punitiva contra ela, mas pelo menos, pelo menos, para demonstrar que “não é ok!”.

É incrível que se tenha chegado aqui.
As pessoas pertencendo ao registro (porque não há comunidade nenhuma) LGBTQ possuem maiores níveis de consumo de sustâncias, desvios standard de ocorrência de depressões, tentativas de suicídio (acima de 15-20% e a aumentar), mais de 50% tem pensamentos recorrentes sobre suicídio, reportam níveis estratosféricos de tristeza (mais o feminino), e nada, nada nesse estilo de vida ou preferência sexual é indicativo de fitness ao viver a vida com algum nível de felicidade. – Se houvesse cura, era para ser curado!
Na verdade é curável no útero da mãe, mas é um assunto muito pouco testado e também ninguém o vai fazer se quiser ter vida profissional, não é? Não neste ambiente que se está a instalar. Veja-se o Mundial do Qatar.

Mas neste caso ainda é mais estranho. Uma criança de 5 anos vive o “pretend to be” da sua infância e pode ter propensão em qualquer coisa mais fora do normal. Eu não sou psicólogo, muito menos infantil, mas parece-me a mim que o melhor que pode fazer a uma criança é ao mesmo tempo que não se reprime ir educando a criança para que ela se integre na sociedade o mais perfeitamente que a sua personalidade o permita.
Fica-me a sensação que aquele miúdo vai ficar marcado. Não por gostar de vestidos cor-de-rosa, não por gostar de imitar a irmã. Vai ficar marcado porque a mãe tornou publico um processo da sua infância que devia ter ficado privado. 

Lembrem-se que eu escrevi sobre a filha da Angelina Jolie que em altura se vestia de menino e que a mãe respondia em entrevistas que colocava a hipótese de mudar o sexo da miúda... e 3 anos depois é hiperfeminina e não tardará será uma das próximas estrelas femininas de Hollywood.

Mas para ser claro. O que os adultos deviam ter feito era ter dito ao miúdo que quando ele vai à rua já não é “pretend to be”, e vai vestido de acordo com o seu género. Da mesma forma que não acho que se deva deixar os miúdos ir para a rua ou para a escola vestido de super-heróis. Um dia de homem aranha, no outro de Batman. Isso não é educação e não é formar alguém. 
O tempo o dirá sobre as consequências...

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Desculpa para ser ignorante

por Olympus Mons, em 25.11.22

Não vi este episódio do Lex Friedman logo quando foi gravado ou se quiser publicado. Passou-me pelo ecrã, reparei que era com o Bjorn Lomborg  que conheço em detalhe a sua posição e com… Andrew Revkin.  - E quando vi que era com Revkin, não me apeteceu aturar a coisa.

Capture lex bjorn andrew (1).PNG

Mas depois vi uma das curtas e pareceu-me que era outro Revkin do que aquele que eu me lembrava. O que eu me lembrava era o colunista do New York Times e no início do século era um mais ou menos árbitro desta questão das alterações climáticas e naquela altura não me pareceu que fosse justo e que ele protege-se as pessoas que tinham uma posição mais céptica, nomeadamente quando nessa altura começaram os ataques a pessoas como Roger Pielke. Por volta de 2005 deixei sequer de lhe prestar atenção.
Mas no seguimento que vi ele menciona que depois a partir de 2006… E fiquei curioso.

Este podcast são 4 horas. Mas posso garantir-vos. Se tivesse que obrigar a Greta Thumberg a ver um podcast seria este!
https://www.youtube.com/watch?v=5Gk9gIpGvSE

Andrew Revkin, entretanto, mudou de posição sobre as alterações climáticas, ou para ser honesto redefiniu os seus pressupostos, daí que sem suroresa tivesse sido corrido do NYT. -  Mas como ele diz, e devido aos livros que escreveu (e que eram alarmistas), o dinheiro que ganhou permitiu-lhe não ter medo de ser “cancelado” remuneratoriamente logo passou a ser mais afirmativo no seu ceticismo adquirido nos últimos 15 anos.

Reparem, ambos são moderados. Nada de posições extremadas ou até puristas sobre as alterações climáticas, até menos vincadas que por exemplo as minhas, até porque qualquer um deles tem aquilo que eu chamaria a posição “ElonMuskada” que é “se os combustíveis fosseis vão mesmo acabar porque são finitos mais vale começar já a reconverter”. Nada de errado com esta posição. Eu meramente me insurjo contra a mentira porque ao final do dia “truth matters!”.

Nestas longas 4 horas, e obriguei-me a ver tudo, eles abordam em grande parte todos os temas das alterações climáticas nas suas variantes, derivadas e tangentes.
Alguns dos exemplos que eles dão, tanto um como o outro, são bastante elucidativos da doença mental que se apoderou deste tema no planeta.

Um dia sobre um livro,  Behave do Robert Sapolsky disse a um amigo que quem lesse o livro, no caso ele tinha comprado para o filho,  poderia ser muita coisa na vida mas idiota já não tinha desculpa. Este podcast cumpre em parte o mesmo propósito. Porque são ambos pessoas com perspetivas moderadas, aquilo que eles explicam faz com que as pessoas possam ter a perspetiva que entenderem sobre as alterações climáticas mas acreditar no que ouvem todos os dias a toda a hora em todo o lado é que já não tem desculpas!

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É o triple dip senhor, o triple dip!

por Olympus Mons, em 18.11.22

Depois de termos ouvido Joe Biden falar das maléficas alterações climáticas no Egipto no COP27 e, para total espanto pelo menos da minha parte, ao invés tivemos o desgraçado do senhor a ler na perfeição os eventos meteorológicos ligado ao La Nina. – Isto nem em script de filme de Hollywood.

Agora temos os avisos sobre o nevão que irá cair no estado de Nova Iorque nos próximos dias que poderá, poderá, ser um super-nevão.  - Não é demais lembrar que eventos meteorológicos associados a “triple Dip” (3 anos seguidos) La Ninas são severos! Podem tomar proporções que ninguém estaria a espera ou normalmente anteveja. O Jet stream está tão para norte que a precipitação terá sempre o potencial de ser fora do normal.

Os outros dois “triple Dip” 1973-1976 e o de 1998-2001 deixaram marcas!
e escrevo isto porque uma das previsões fáceis que se pode fazer é que iremos assistir a fogos épicos na Austrália. E quando chegarem lá farei um post sobre o assunto. Lembre-se deste post.

Por norma na Austrália, chegada a época dos fogos, arde 20 milhões de hectares. Tem sido assim desde que há memória. Pese embora este século esteja mais perto de 10 milhões de hectares de área ardida. Ora, no santo “triple dip” de 1973-76 queimaram 117 milhões de hectares. 117! 
Novamente no de 1998-2001 o valor disparou para o dobro ou algo do género.

Por isso… lá terão na Austrália os fogos normais quando o planeta decide fazer isto saltando a aérea ardida para records. Lá para o verão de 2023…e lá teremos a berraria das alterações climáticas.

Já li inclusivé nos meios científicos a dúvida que está a surgir se é possível haver um "quadruple dip" do La Nina, algo impensável até há pouco tempo. E só leio dúvida. Parece ser uma pergunta que está a interessar os metereologistas.  Seja como for o aviso que todo os botões do clima estão a passar a negativo (PDO, AMO, etc) e por isso vai ser curioso verificar o que se irá passar com as temperaturas globais, por exemplo se estes La Ninas começarem a ser recorrentes e não aberrações de décadas em décadas.

Mas pronto, convém ir dizendo destas coisas, até para que haja alguma sanidade!

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Efeitos do sem Affect!

por Olympus Mons, em 16.11.22

Existem poucas coisas que eu considero verdadeiramente importantes ou interessantes para o entendimento das pessoas e das sociedades. Quem por aqui anda sabe que muito do que eu escrevo é entender as postulações de Jonathan Haidt ou as descobertas de Damásio, entender papers que são publicados sobre os pathways neurológicos e sua projeção nas ideologias... e uma mão cheia mais. O resto é palha, sobre palha e resulta no essencial dessas coisas que atrás mencionei e que são  “as importantes”.
Uma da menos mencionada é a Affect Theory.

E este é um post difícil. Difícil porque não existe degraus onde me apoiar. Mas vou tentar:

Quando pessoas me dizem, e é mais frequente do que se pensaria “…mas e qual era a solução?” a minha resposta por default é "aprende Affect Theory e vamos obrigar o mundo a viver lá

 “Affect” em português é confundido com afetos mas não é esse o conceito na língua inglesa. “Affect” vem de efeitos ao nível emocional mas não propriamente emoção, pelo menos não como nós a descrevemos ou a interpretamos no dia a dia.

Quando observo jovens de tenra idade, especialmente nas imagens do meio académico que nos estão acessíveis, ou seja em vídeos do mundo anglo-saxónico e especialmente nos vídeos do Youtube das parcas e quando raramente autorizadas aparições de conservadores nas universidades americanas, como Ben Shapiro, ou charlie kirk, candice Owen, etc. é a forma como os jovens que os interpelam nos Q&A argumentam de forma bastante ensaiada, não quero dizer bastante instrumentalizada, porque eles conseguem alinhar argumentos como valores performativos, mas definitivamente valores que resultam de longas elaborações abstratas e que não estão enraizadas, aquelas coisa que se "dizia assentes na terra" mas sim falando em abstrações racionais que se nota foram alvo de extensas sessões de trabalho na sua elaboração . - Quer isto dizer que me fica a sensação que estou perante pessoas, jovens, que são deficientes cognitivos porque cognitivamente não se nota nada “affect” na conversa que estão a ter. É essa ausencia de "affect reasoning" que faz com que seja tão frequente eles ficarem sem palavras, confusos e emocionalmente incomodados.

Aliás foi a ver esse tipo de atuação que mais me ficou a certeza que muitos dos problemas que hoje temos no mundo tem concretamente a ver com essa ausência do “affect”, essa ausência de vida real, de vivência de experiências que forma as pessoas no mundo real.  -  Acho mesmo que a cura do mundo e das suas maleitas pseudomodernas era essa. Obrigar as pessoas ter uma vivência em “affect” e como tal tudo derivaria daí.

Começando: “What is affect in neuroscience?”

"Via this modulation, affect is an intrinsic part of sensory experience, not a separate cognitive function that is later performed on sensations. As a result, affect is an intrinsic property in all psychological phenomena that result from so-called “cognitive” processes (such as consciousness, language, and memory)."

Não que goste desta definição porque é confusa.
Em resumo Affect theory postulava que se não alicerçares e suportares tudo o que emana dos humanos nas componentes “affect” não conseguias fazer sentido verdadeiramente da posição que te era transmitida. Quando Jonathan Haidt escreveu o Livro "the happiness Hypothesis" e no livro colocam na capa um elefante com uma pequena silhueta em cima é uma representação de que aquilo que está subjacente ao modo como verdadeiramente vives a vida e interpretas a realidade não está totalmente sob o teu controlo. Não é racional.

Mas, muito irritado. o leitor pergunta: que é isso? – Affect são os outros 50% (70%?) do modo como tu vives a vida porque é o que resulta do teu sistema límbico e meso-límbico, dessas estruturas no teu cérebro que são ativadas antes de fazeres qualquer sentido delas e que depois passam para outras regiões do cérebro para gerar, por exemplo, linguagem que o descreva ou racionalizações que te façam sentido.  - Assim é aquilo que tu sentes em 30 milissegundos, 100 milissegundos (piscar de olhos), coisas que se te perguntarem não consegues descrever se for detalhe mas que se for algo que te mostraram nesses 30 milissegundos o teu cérebro viu, registou e reagiu mas que não sabes que ele viu. O cérebro vê coisas em milissegundos que é impossível tu “veres”, mas viu! E é essa vivência que a Affect Theory tentava postular como imperativo ao mundo.  Se te perguntarem o que estava lá, o que era, quantos, como tu vais responder que não fazes a mínima ideia…mas o teu cérebro viu ou se não era algo de ver sentiu ou associou e criou um mecanismo de instintivamente o incorporares nos segundos ou horas seguintes.-  Isso é Affect, Irá afectar tudo o que fizeres e disseres a seguir … e tu nem sabes que o teu cérebro registou.

Ora onde nos leva isso? Deixem-me ser claro. Nada no mundo de hoje tem valor se não for gerado em linguagem. Em conteúdo, em narrativa, em asserção racional, em parametrização teórica e abstrata. – Foi este o mundo que vingou e não o mundo que a “Affect theory” nos tentou alertar tinha que estar na origem do que é importante dizeres ou fazeres.

Lembrar que a Affect Theory vinha acoplada ao mais subalternizado livro da história recente, o “Erro de Descarte” do nosso Antonio Damásio. A “Affect theory” encontrou nos ensaios de António Damásio a justificação neuro-cognitiva para aquilo que muita gente sentia que era o mundo a derivar, a desviar, para uma senda que não era alicerçada no mundo real, nas vivências das pessoas.

E que dizia o nosso António Damásio sobre as pessoas que tinham lesões nos nódulos neurológicos ligados aos “Affect” como VMPFC e o OFC?! : Parecias normal, continuavas inteligente mas depois todas as decisões que tomavas eram disparatadas.

Vivemos num mundo em que toda a gente parece racional, até inteligente, tanto que não notamos que provavelmente estamos perante pessoas com problemas cognitivos graves e que o resultado serão decisões que serão desastrosas. - Este é o mundo em que pessoas com subutilização do VMPFC impera.

A “affect theory” não vingou.  Muito assente no “Radical empiricism” e com os seus protagonistas ainda vivos e na maioria um bocado confusos (porque subalterniza a linguagem) nas suas abordagens não se conseguiu impor no mundo das narrativas e kayfabes.

Teve os seus 15 minutos de atenção nos anos 90 e morreu praticamente. Exatamente o mesmo que aconteceu com o Erro de Descartes do nosso António Damásio. Aliás, hoje em dia existem referencias à “Affect theory” nas coisas mais disparatas, até nas “gender studies” mas no essencial já ninguém liga ao core tenet que a suportava.

Mas sim, a “grande cura do mundo” deste mundo que parece correr para o precipício a carregar no acelerador como se fosse o filme da “Thelma & Louise”, seria um movimento de “Affect theory” como solução política.

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Mc...Cain

por Olympus Mons, em 15.11.22

Hoje deverá ser o dia em que Trump anuncia que concorre às eleições de 2024. O Lord Vader dos nossos dias.

Capture.PNG maccain.PNGthe dark side...

É aparente o crescente bruah para que o candidato republicano às ainda longínquas presidenciais de 2024 não seja Trump.

Agora estamos na era do “rejection rate”.  
Mas para quem quiser entender porque o candidato a 2024 deve ser Trump e porque qualquer outro nome será nada mais que uma cedência á esquerda, será mais uma vitoria à esquerda, será mais uma anuência subserviente a uma esquerda toda podreosa que só está feliz quando “manda nisto tudo”, deve lembrar-se de John MacCain.

John McCain era o arquétipo do herói americano amado, até pelos dois lados. Eterno Senador ao qual todos se curvavam em respeito pelo seu passado… até ao dia em que decidiu concorrer para a presidência contra Barack Obama.
Esta imagem é do the guardian logo em Maio desse ano de 2008

Mas uma mera busca por datas encontro Vanity fair, Newyorker, CBC, NY mag, Politico, etc. Uma longa sucessão de artigos, hit-jobs, engendradas por uma máquina esquerdoide que se alguma coisa se tornou mais dominante nos EUA nos últimos anos. 

Ao final do dia é assim que funciona. - Quando a esquerda tenta promover Ron Desantis agora… será só até ele ser o nomeado. A partir desse dia conseguem transforma-lo no Trump num piscar de olhos.

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MIB

por Olympus Mons, em 14.11.22

Houve uma altura em escrevi aqui sobre protocolos para não envelhecer. Protocolos porque naturalmente dentro dos atuais produtos disponíveis haverá coisas que funcionam e outras que não funcionam ou que são menos eficazes. Daí a importância de aderir a um protocolo.

Também não sou pessoa de instruir ou impingir nada a ninguém. Por isso tenho o protocolo que já escrevi aqui, os resultados em mim são enormes, muito para além de qualquer expectativa que eu tivesse quando o comecei em 2019, embora só o faça como protocolo (vários produtos) há menos tempo. NMN há mais de 2 anos, CaAKG ou Fisetin há 15 meses, AAKG há 8 meses, etc., mas nao tento convencer ninguem de nada.

Mas escrevo este post pelo seguinte.

A razão pela qual se consegue comprar NMN a preços cada vez menores, tanto que já se compra a menos de 2 Euros a grama (a dose é 500mg/dia), é porque foi considerado um suplemento. E apesar de sair paper atrás de paper com resultados do uso de muitos destes produtos que são reveladores da sua eficácia, a verdade é que enquanto fosse suplemento e sem patente era produzido em doses consideráveis na China, testado para pureza no ocidente e por isso havia garantias de qualidade e era barato.

O problema é que a FDA, a Food & Drug administration dos EUA declarou que NMN não é um suplemento é um fármaco. - Se por um lado isto demonstra a sua eficácia, por outro leva a que a sua venda livre acabe!

Recebi imediatamente emails de alguns dos revendedores de NMN a dizer que iam retirar o NMN dos produtos em venda. Naturalmente os americanos, mas também os fornecedores britânicos.

Quando escrevi das outras vezes os posts sobre esta moléculas falei que o criador de NMN, David Sinclair, que tem um laboratório em Harvard com o seu nome, estava a trabalhar em precursores de NAD+ ainda mais eficazes e poderosos. O MIB-626 que até era patrocinado pela NASA e pelos militares norte-americanos. - A ideia seria dar a astronautas e a militares em zonas de combate.

Para comercializar a nova molécula, David Sinclair criou a Metro Biotech e esta submeteu um requerimento com os resultados todos dos seus testes ao FDA para que o MIB-626 fosse considerado um fármaco…E o FDA declarou que sim parecia ser um fármaco, mas então o NMN também era fármaco! – Fuck mother fuckers!

 David Sinclair nunca negou que o objetivo da vida ele é acabar com a velhice. Para ele é essencial o considerar a velhice como uma doença e sendo assim deve-se procurar a sua cura. E para isso tinha que ser considerado fármaco  para que o médicos, os seguros, e sistemas nacionais de saúde como o nosso em Portugal ajudassem a pagar o fármaco e ele fosse dado a toda a gente a partir de determinada idade.
E no processo claro alguém vai ficar bilionário. Mas enfim.

Pelo meu lado, o que eu fiz foi encomendar uma dose reforçada (200 gramas) enquanto ainda é possível ( da HansenSupplements não criaram problemas) e essa dose deverá dar para um ano.
Não é garantido que a restrição da FDA se propague para as autoridades Europeias por isso se os EUA saírem da “procura” até haverá um “surplus” de oferta e o preço cairá. Mas por outro lado não quis correr o risco.
Vou verificar a evolução dessa história mas em ultima análise se vir que está complicado adquirir vou começar a alternar com NR (Nicotinamide Riboside) que é uma molécula similar e não está abrangido por esta restrição (pelo menos por hora). 
Porque a verdade é que se o preço o permitir obviamente que saltarei para o MIB-626.

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Coitados, tanto tédio.

por Olympus Mons, em 13.11.22

Chamem-me otimista, mas na vã esperança ou eventualidade de algum daqueles jovens que protestavam ontem junto das instituições ou outros que bloqueiam estradas e até atiram porcaria a obras de arte, passe por aqui e tenha a capacidade e maturidade de ler e a inteligência para entender.  Eu sei, estou a pedir muito.

Capture.PNG climaticos.PNG

 Mas esta será a tentativa de explicar de forma simples e em 3 passos porque estão errados como bateladas de gerações de jovens antes deles estiveram errados em praticamente tudo o que os levou à rua. Eu tinha amigos que achavam que comer cogumelos alucinógenos fazia com que ganhassem caparro e grandes músculos peitorais durante a noite ao dormir com uma respiração especial. – Eu, sei, putos são parvos. Mas a estes, estranhamente, dá-se toda a atenção do mundo. E pior, crescem, crescem, crescem e continuam a acreditar nos cogumelos alucinogénios!

 Vamos lá por partes.  3 axiomas simples:

 a. A conversão energética ou seja a utilização de energias renováveis em substituição das energias fosseis não tem nada a ver com alterações climáticas mas sim com a simples constatação que vivemos numa bolha de privilégio criada pelo CO2 (onde vivem 7 mil milhões de pessoas) e sem ela, que é finita, o fim do mundo acontece mesmo! Não esse a fingir que acreditam, é o verdadeiro em que gente morre de verdade! – Por isso estamos perante um imperativo político, que é a reconversão energética, mas que usa as alterações climáticas como kayfabe para não haver contestação.

b. A versão televisiva, da imprensa e promovida pelas mais variadas formulações das sociedades do século XXI e por todos os motivos e mais alguns é uma versão falsa dos eventos. É uma versão com base no RCP 8.5 que como já expliquei sobejamente é um cenário fora de qualquer possibilidade de ser a realidade das emissões no século XXI. 72% dos papers publicados são sob o RCP8.5, mesmo no último AR do IPCC 50% são sobre essa aberração que é o RCP8.5 apesar dos avisos nesses documentos quanto ao abuso do mesmo e o modo como se está a formar uma rejeição desse cenário mesmo nos meios de alarmismo climático – Por isso estes jovens e ativistas protestam sobre um filme que viram não sobre uma aferição racional sobre o que ocorrerá no planeta no futuro com o aumento de emissões e da temperatura.

c. Não vamos parar as emissões nas 450 partes por milhão, nem vamos impedir o aumento da temperatura acima de 1.5C. vamos atingir as 560ppm (doubling CO2 from pre-industrial) e isso significará um aumento de temperatura, um ECS (estimated Climate sensivity) de 2 graus ( eu acho que o ECS é mais perto de 1.5C-1.8C)… E não vai acontecer nada! Por exemplo o nível médio do nível mar aumentar 25cm até ao final do século como ocorreria sem “aquecimento global” ou ao invés 35cm com aquecimento global não faz diferença nenhuma. Aliás, de 1850 a 1950 o nível do mar aumentou 25cm e ninguém sequer “notou”. Meramente houve uma adaptação. – Por isso as visões de fim do mundo são só isso visões de fim do mundo que nós humanos temos há milhares de anos e nada que tenha a ver com a realidade!

 

Existem muitos exemplo icónicos mas acho que a maior parte dos leitores já os encontrou em alguma vez no passado. Por isso convém ir buscando exemplos menos conhecidos para explicar ao tal hipotético jovem unicórnio que por aqui passe.

O exemplo que hoje quero dar é o dos glaciares do Montana, estado do USA, que apareceram no “inconvenient truth” do Al Gore. Durante muito tempo o “Glacier National Park” era usado como exemplo dos efeitos das alterações climáticas tanto que foram colocados pelo parque todo há quase 20 anos estes sinais a avisar que em 2020 os glaciares do tal icónico parque teriam desaparecido de todo. A partir de 2018 começaram a retirar os referidos placares por razoes óbvias. – Os glaciares lá estão e por lá continuarão. - Já agora alguém explicou que desde que são medidos, os tais glaciares, desde 1850 até 1960 (quando pouca influencia o CO2 teria) os glaciares diminuíram 4.6% por década, depois 3,7% e nos último 20 anos … 2.8%!

Um mundo de tangas e Kayfabe. -  Mas, desde que a reconversão energética ocorra, “who gives a shit!”

Problemas com o fornecimento de energia é que, como podemos todos observar, faz isto tudo cair a uma velocidade vertiginosa, não são os efeitos das alterações climáticas não!

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Se eles o dizem...

por Olympus Mons, em 12.11.22

Nuno Melo terá chegado tarde à liderança do CDS. Para quem apoia o CHEGA, ou pelo menos apoio a sua importância no contexto histórico e o imperativo de existir partidos como o CHEGA com elevada, elevada, representatividade no ocidente, até deu jeito e muito felizes pelo excelente trabalho feito pelo Chicão para o sucesso do CHEGA.
Ontem num programa, Nuno Melo a sorrir diz: "...E o Lula desflorestou mais a Amazónia do que o Bolsonaro e no entanto a esquerda lança estas coisas para o ar e toda a gente vai atrás…”.  Algo deste género.

 Salvar o “mundo” é nunca deixar passar coisas destas como Nuno Melo terá feito. Houve outras que ele deixou passar, mas pelo menos esta ele não deixou:

E realmente olhando para a desflorestação da Amazónia a verdade é que durante o tempo de Lula (2003-2011) a desflorestação da Amazónia foi maior do que durante a vigência do mandato de Bolsonaro.  A redução na desflorestação no tempo da Dilma coincidiu com a crise financeira e a redução na procura mundial de tudo. Seria como alguém se vangloriar de no seu tempo de governança durante a pandemia o nível de emissões de CO2 reduziu.
Seja como for só em 2021 Bolsonaro se terá aproximado da deflorestação de Lula da Silva pré-crise financeira de 2008. 
Incrível não é?  - No entanto não só a desflorestação da amazónia foi tema de campanha nas recentes eleições do Brasil como foi tema de lauda internacional à hipotética vitória do Lula nas eleições presidenciais do Brasil.

Reparem que o próprio google a primeira coisa que me mostra na pergunta da deflorestação da Amazónia é isto aqui em baixo, entrado a 7 de Outubro, 4 dias depois da primeira volta das eleições no Brasil:

Capture.PNG amazoniaa.PNG 

E depois esta gente passa a vida a falar sobre a democracia, ameaças à democracia por todo o lado que não seja o deles, e nem percebem que os fascistas são eles, que o fascismo não é uma ideologia é uma prática. Pratica de mentira, prática de intimidação, prática de imposição de meta-normas às quais os desvios são severamente punidos.

Nem me vou alongar de outros dos factos do programa foi um pateta do PS a dizer que o Brasil é o segundo pais do mundo com mais mortes por Covid e o Nuno Melo foi na onde não lhe dizendo que ele era só burro porque o Brasil por milhão de habitante tem o mesmo numero de mortos que a Itália ou reino Unido, que tem o mesmo de por exemplo o exemplar Chile nas medidas de confinamento e pânico ao covid  e menos de metade do que o Peru, ou que as vacinas começaram a ser administradas um mês depois da toda poderosa Europa estando bem colocado nessa área.

E assim, nos dois temas que muita gente atribui como causa da derrota de Bolsonaro nada é mais do que kayfabes que a esquerda decidiu criar à revelia de qualquer racionalidade e como foi a esquerda que quis, assim passa a realidade. Hitler devia roer-se inveja.

Aliás, para terminar, porque não, sim Hitler roeu-se de inveja, porque se há coisa com piada no Mein Kamft, que existem capítulos mais tragáveis que outros (devia ser leitura obrigatória porque alguns só lembra overdoses de LSD) era do gozo que ele fazia aos sindicalistas comunistas dos quais ele fez parte mas que ele mostrava como viviam numa realidade à parte, não ganhavam uma discussão mas nada que dissesses os impedia no dia seguinte de repetir exatamente a mesma narrativa.

Enfim, eles aí andam todos de volta. Uns e outros!

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Ok Boomer!

por Olympus Mons, em 11.11.22

Eu tradicionalmente nem deveria ligar. No fundo reconforta-me pensar que esta questão das alterações climáticas é uma coisa desta nova geração, aquela que os estaticistas estão a notar ser a primeira em registo muito mais burra que a geração dos pais. E isso é dizer muito! 

Mas, ou talvez por isso, é adorável ver este boomer da imagem, Joe Biden, a gozar com o pagode. Eu sei, eu sei que foi alguém que escreveu o texto e ele só está a ler. Porque pouco menos que morto está ele.

Mas achei piada escrever sobre o assunto porque eu tenho alertado aqui para o facto de estarmos sob o efeito muito forte de um ENSO negativo, ou seja estamos em condições severas de La Nina e num estágio extremamente raro que é ser um “triple dip” do La Nina (por este andar a bater os 36 meses será só a segunda vez alguma vez registada).
E para quem não se lembre estas condições foram decidas pelo planeta há centenas de milhar ou mesmo milhões de anos. Nada a ver com humanos.

Mas ouvir o Joe Biden falar de alterações climáticas e descrever na perfeição aquilo que acontece num La Nina é delicioso.

Numa tradução livre… temos assistido a secas históricas no sul dos EUA (sim, La Nina)… o mesmos acontecendo no  corno de Africa (sim trademark do La Nina) e chuvas intensas noutros sítios (sim, La Nina), veja-se na Nigéria onde (eu tinha falado em Moçambique mas foi na Nigéria mas é a mesma coisa) morreram 600 pessoas nas cheias e bla bla (La Nina) e bla bla (La Nina).

E já agora, lá vai a Florida levar com um novo furacão… que é um dos sinais do La nina, porque com o JetStream tão para norte não há Windshear para destruir a construção dos furacões por isso vai ser mais frequente. E isto são coisas que se sabe há décadas e décadas.

Quer dizer, assumo que quem escreveu o discurso que Joe Biden fez há algumas horas sabia que estava a escrever sobre a ocorrência do La Nina e não das alterações climáticas, mas deve ter dado uma risada e dito para os seus colegas: Não se preocupem os idiotas nem percebem a diferença!

Sem dúvida, um futuro para gerações burras.

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