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barradeferro

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Por vezes ocorre-me que a democracia (no sentido mais lato) não é coisa para todos. Que a democracia é coisa para alguns povos com temperamentos específicos. É mais um receio que qualquer outra coisa.
Uma das coisas essenciais à democracia é a aceitação sem reação emotiva (birra) dos eventos conforme eles decorrem, conjuntamente com a noção que esses eventos ocorrem dentro de uma natural confiança social (derivada do capital social criado) nos nossos pares.

Já aqui escrevi nos primórdios do site que os países mais desenvolvidos têm constituições menos palavrosas. Que quanto mais tanga se debita nos documentos, seja constituição ou leis gerais, mais atrasado o país é. Quanto mais tanga mais azo se cria a que tudo seja um arranjinho entre partes, tudo seja uma “coisa que nós cá ”…, tudo é uma convenção, um pacto, criado na hora para um determinado fim.

Já ouvi muita tanga sobre a esta decisão do Juiz Ivo Rosa mas o que não ouvi ainda explicar é o que ele fez de errado e em que forma e medida isso aconteceu!
Ele ou tem razão ou não tem. Foram 6 anos a construir narrativas porque em Portugal por mais disparatada que seja o que o pessoal consome é narrativas? E alguém acha isso correto?
Não está a procuradoria a querer prazo para recurso de 4 meses? 4 meses após 6 anos?

Mas, ao final do dia, vamos lá é assinar petições, fazer buzinões, chorar, dizer piadas, falar de “eles” que roubam tudo, das nossas (sempre o nosso umbigo) pensões miseráveis e dos ordenados mínimos… pessoal ninguém tem uma estratégia para explicar às pessoas que se tem que viver na realidade? --- a sério, isto não dá para mais não é?

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