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  Para desenjoar...

 

  A esmagadora maioria das pessoas não sabe que não existe qualquer efeito no clima ou em fenómenos    atmosféricos relacionados com o aumento da temperatura global do planeta. Para que fique claro, não se detecta na precipitação, não se detecta um incremento de extremos climatéricos, nem nos ciclones, tempestades tropicais, furacões …etc. -  Só o comento aqui porque este facto é reconhecido agora no relatório das nações unidas, IPCC AR5 que saiu na semana passada (o equivalente a o jornal Avante admitir que o capitalismo até resulta).

 

Aliás, devo dizer que este assunto, na actual condição (*), é um assunto objectivamente morto. A maioria das pessoas não sabe que não existiu aquecimento global nos últimos 15 anos e esse hiato não é passível de ser explicado pelos modelos climáticos onde, aliás, sempre e exclusivamente o assunto verdadeiramente existiu,  impregnado  nos meandros insondáveis dos GCM (global circulation models) e dos mais complexos AOGCMs ( junção de oceano e atmosfera - HadCM3, EdGCM, GFDL CM2.X, ARPEGE-Climat). Se o planeta está (estivesse) realmente em desequilíbrio radiactivo não se consegue então explicar como é que não se regista um aumento global da temperatura. Assim simples e agora também reconhecido no referido relatório das nações unidas. Deixo de parte as tentativas torques de se dizer que o aquecimento se está a esconder nos oceanos abaixo dos 700 metros… já nem tenho pachorra.

 

Mas isso não é o interessante.

 Interessante é como é que um assunto que nunca existiu (na prática) esteve quase a ser fulcral nas nossas vidas. Como?  Porque num mundo de esquerda isso é possível. Esse é o poder do DLPFC (dorsolateral prefrontal cortex) da esquerda. O DLPFC é responsável pelo pensamento abstracto e toda esta conversa das alterações climáticas sempre foi isso mesmo: Um problema abstracto (que não quer dizer que não seja real!).

 E para a esquerda o abstracto torna-se real, concreto e palpável. Para qualquer problema o contributo do DLPFC é a atribuição de valor abstracto.  Num exemplo caricatural uma pessoa de direita só comeria alimentos com elevado sabor que estão gravados na OFC/VMPFC e uma  pessoa de esquerda morreria à fome porque a comida tem muitas calorias e isso não é saudável. O conceito de valor de uma alimentação que não tenha muitas calorias (abstracto) é dado pela DLPFC.

 Mas quando não se alicerça essa abstracção em valor concreto ela não é verdadeiramente transcrita como expectancy outcome (lá iremos um dia).  Para tentar envolver as pessoas de direita nesta conversa do aquecimento global, os inteligentes do marketing nos grupos ambientalistas e spin doctors políticos começaram a associar eventos atmosféricos ao tal aquecimento global.  E essa conexão as pessoas de direita entendem - O  valor (negativo) de levar com um furação em cima é real e está bem registado na OFC (orbifrontal cortex)!

 O problema é que se para alguém de esquerda basta associar dois eventos abstractos e eles passam a ser reais, para as pessoas de direita não (!).  Tem mesmo que ser material. E tal como expliquei no inicio e agora “confessado” pelo próprio IPCC, não existe relação entre extremos atmosféricos e toda esta problemática das alterações climáticas). Não está nos dados.  Not in the data! E as pessoas de direita gostam muito do in the data, porque a data não tem estados de alma.

A esquerda nunca deveria ter tramado, nunca deveria ter mentido. Dizer que dentro de 50 anos o efeito do aquecimento iria ser visível nos fenómenos atmosféricos é muito mais funcional, e aceitável, para alguém de direita do que que mentir (ok, forçar a realidade até ao ridículo) e objectivamente ajuntar eventos que não existe a mais pequena das provas que estejam nesta altura associados. Um erro, porque o primeiro assemelha-se a expectency outcome  (ora , vá ao Google) que a direita computa muito bem ( na VMPFC) e não os fictive outcomes que a esquerda consegue com uma facilidade estonteante considerar como autêntico (por vezes acerta).

 

Já agora o problema científico existe. E o problema é:  Se ao adicionar CO2 à atmosfera estas moléculas vão reter infravermelhos (calor) então como irá responder o sistema climático? Que acontecerá a esses Wm2 (forcing) a mais que por aqui ficam? Para a direita aplica-se a física: Ao duplicar o conteúdo de CO2 de 280 ppm (partes por milhão) para 500ppm o planeta aquecerá 1.2C (muito bom para o planeta) para a esquerda vai suceder um conjunto de feedbacks positivos (que são fictive outcomes) sobre os tais 1.2C que farão com que o planeta em desequilíbrio radiactivo aumente a temperatura global do planeta em 3C, 4C ou 5C (muito mau). A realidade parece estar a dar (como na esmagadora maioria da vezes) razão às pessoas de direita.

 

*Com a pausa (AKA the pause) de 15 anos no aumento da temperatura e que parece estar aí para continuar, se a temperatura global do planeta não voltar a aumentar nos próximos 5 anos este assunto será esquecido com a mesma rapidez com que a SARS que nos ia matar a todos foi. E tal como SARS pode é voltar dentro de uns anos with a vengence.  O leit motiiv deste post não é se é verdadeiro o desequilíbrio radiactivo do planeta- É como cada fenótipo encara este fenómeno.

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3 comentários

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De Olympus Mons a 25.11.2013 às 12:13

Viva Pedro,
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