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barradeferro

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16 Abr, 2021

O fascismo bom

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Esta gente nem repara? 

Um comício do Vox em Madrid, como em tantos outros sítios em Espanha, e como era comum nos camisas castanhas fascistas dos anos 30 ou de quaisquer arruaceiros Comunistas nos seguintes 90 anos, acaba com os apoiantes e dirigentes do VOX a ser apedrejados e confrontos com polícias feridos. Como aliás aconteceu na campanha presidencial em Portugal.

Lembra-me sempre como as pessoas se esquecem que fascismo a nosso favor é sempre muito bom… quando é contra nós é que é problema.

Enfim. Em portugal até se tenta ilegalizar partidos e ninguém se rala...

Merece ser lido e com toda a calma...

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Se há algo que definia os EUA, culturalmente, era a conversa do “honest day work”, eram os pergaminhos protestantes e as dimensões que caracterizam a civilização Europeia.

Quando o Smithsonian museum e o seu National Museum of African History manda distribuir e coloca com orgulho o cartaz acima, pese embora tenha vindo posteriormente a pedir desculpa, não deixa de ser revelador do que se considera na América multicultural como os alvos a abater.

Ser trabalhador, cumprir horários, ser racional, objetividade, família nuclear intacta, ter delay gratification… Tudo o que nós sabemos ser promotor de sucesso, ser fomentador de qualidade de vida é o maléfico “whitness”. É Assim simples. - Aquela imagem acima é o “White Culture” a combater e ultimamente a fonte da perversão branca.

Hoje ouvimos falar de proibir o estudo académico de grandes obras literárias porque os seus autores eram brancos e descreviam a vida dos europeus, proibir Beethoven e Mozart, desvalorizar o estudo da matemática…. Esperem, esperem, isto não é só nos EUA. No Reino Unido já assistimos a muito das tendências que se pensaria ficar circunscritas ao meltdown da inteligência nos EUA. E dentro de pouco tempo será difícil não ver isto tudo a transbordar para o resto da Europa como a variante britânica do vírus da Covid-19. Curioso como diria que isto é um vírus que só ataque os 20% da população mundial que é caucasiana, parecendo os outros 80% estar imunes. Não vejo um movimento de penitencia suicidária por parte de outras identidades que não seja Europeus brancos. – Alguem ouviu alguma penitencia pelos danos provocados pelo império Otomano, o mais longo e brutal império? Zero. Vão lá iniciar esse diálogo com ele. Não. Isto é puro NFC (need for chaos) de gente Beta no ocidente.

Não deixa de ser relevante que esta descrição da “maldade branca” na verdade tem características que ainda são mais visíveis em outras etnias como a asiática que com o influxo tremendo de chineses e indianos para os EUA vai colidir ainda mais com demografias que revelam menos apetência para essas mesmas características como a hispânica ou Africana, não vão? Sim, elite branquela nessa altura já não estará lá, já terá se deslocado para um espaço psicológico mais europeioide, como se nada fosse, perfeitamente contente com a explicação que dão a si próprios de “já não estava a resultar para mim… queria qualquer coisa de novo… ou algo de género.”

Uma coisa que convém nunca nos esquecermos é quem é o inimigo (!). Não são pessoas de outras raças ou de outras culturas ou religiões. Pese embora em circunstâncias possam também ser. Depende. Mas que fique bem claro para todos nós que o inimigo que nos ataca, como fenótipo, são: Brancos do sexo masculino e feminino, de classe média alta, elites nas suas áreas e que operam sob a presunção de que “vai ficar tudo bem”. É o síndroma Jane Fonda. Que passou a vida a atacar e a odiar o seu país mas sempre foi um icon multimilionário apaparicada pelo establisment.

Esta maralha opera sob essa premissa que vão sair disto tudo incólumes. É essa parte que temos que procurar uma maneira não violenta de lhes mostrar que não vai ser assim desta vez.
Deixar e promover a implosão dos EUA poderá ser o último grande serviço que os nossos irmãos nos EUA vão prestar aos Europeus. E se assim for, pois, que seja!

Fiquem-se com o restante do Cartaz

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15 Abr, 2021

Fim da América II

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Mas porque decidiram os EUA “importar” 100 milhões de pessoas em 30 anos?

Pelo que me apercebo, mas aceito que alguém me conteste, porque isso sustentou um crescimento económico muito grande nos EUA.  Veio muita mão de obra barata e um aumento do mercado interno e isso foi essencial esse crescimento norte-americano dos tais acima de 3% anuais que sempre fez inveja à Europa por exemplo. Mesmo quando sentiu os seus quadros a fraquezar não teve pruídos em ir buscar quadros aos molhes ao sudeste asiático e ao subcontinente indiano para garantir performance na vanguarda tecnológica.

Reza assim as crónicas que os republicanos apoiaram porque isso era bom para as grandes empresas americanas e os democratas pela mesma razão, mas acrescido pelo facto de desde cedo terem percebido que eleitoralmente isso lhes era benéfico. E com razão. Veja-se a Califórnia, a Califórnia sempre republicana que com a alteração demográfica pro hispânica virou irremediavelmente para o partido Democrata.  O grande Texas parece-me que caminhou também, apesar de mais lentamente, nessa direção visto as margens com que os republicanos ganham ter vindo a reduzir eleição atras de eleição.

Uma nota de reparo é que comecei verdadeiramente a perceber que havia algo de errado nos EUA talvez no fim da primeira década do século. – Tendo eu muitos contactos profissionais com Americanos, subitamente as pessoas com quem eu contactava (no essencial de raça branca) caminhavam sobre ovos, não davam opiniões politicas e, mais importante, criavam uma persona híper simpática mas falsa. Aquilo era muito estranho.  Indo muitas vezes aos EUA não deixava de reparar no crescendo de ambiente de tensão. Sentia-se que algo estava a fermentar e algum tempo depois foi óbvio com o surgimento da atual explosão identitária.

Seja como for esta redução da população americana branca de 85% para 60% foi pensada, foi promovida e até podemos dizer desejada. – Quem tem o que quer não se pode queixar.

Mas, vamos ao que interessa:

E sabem que mais? “Eles” têm toda a razão (!).  Existe um problema de whitness nos EUA. Quando se passa para 40% da população em “diversity” é óbvio que existe um problema cultural e identitário no país. - Os EUA foram feitos por e para os 85% de europeus e agora tem que se adaptar a toda uma nova realidade. Houve períodos nos anos 60 com a luta pelos direitos cívicos das populações negras que trouxe alguma atenção à cultura negra norte-americana e ao seu papel na sociedade americana, mas tudo era muito ‘merica, tudo era no essencial atenção à minoria e não algo que ameaçasse a hegemonia da cultura Europeia na Sociedade americana.  Aliás, neste século os primeiros a pagar o preço dessa diversidade terão sido os 10% da população negra que viram a concorrência para os empregos aumentar.
Este aumento populacional levou-os aqui, na segunda década do século XXI, a toda uma outra realidade que afirma que é mesmo o whitness  dos EUA que tem que ser destruído.

Se tens 40% da população não identificada com a tua cultura é óbvio que vão tentar destruí-la. Aliás tanto quanto eu sei se o valor é acima de 20% e já não consegues reverter ou consegues manter a atual identidade/cultura. Especialmente porque essa diversidade tem tendência em concentrar-se nos grandes centros urbanos, onde tudo é mais sensível, mais político e tem mais impacto mediático.
Faz parte dos NAPS e é assim que será feito a criação do novo normal. O civil unrest dos EUA contra a ainda maioria populacional Branca é alicerçada nessa destruição das redes culturais que sustentam ainda o país. O MAGA de Donald Trump é claramente uma tentativa de voltar a afirmar essa américa dos valores europeus. Chamar de América Branca não será errado porque verdadeiramente essa hiper-américa, essa greatest nation in the world, é a América Branca dos protestantes , dos founding fathers, não é esta nova da diversidade. O que quer que resulte desta nova diversidade será uma coisa diferente e, pese embora haja sempre uma primeira vez, nunca estas alterações ocorreram sem consequências grave.
Que seja claro, aquilo que qualquer pessoa no planeta, mas ainda mais na Europa, chama de América já não existe. Morreu. Daqui para a frente será outra coisa.
E como já escrevi, isto é tudo natural porque nós todos geneticamente e culturalmente nascemos de movimentos assim. Foi do camandro para quem lá estava, mas desde o neolítico este é o mundo dos humanos.

E fará bem à Europa que está ainda nos 90% de europeus brancos, assistir ao que se vai passar nos EUA que passou de 90% para 60% de Europeus Brancos.
Se acabar por se cumprir o designo científico da diversidade (que é a destruição do status quo e sempre para pior) nos EUA, talvez seja mais uma vez os EUA a salvar a Europa.

Deixemo-los ser cobaias, que eles gostam.

14 Abr, 2021

Fim da América I

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Não deixo de achar curioso a letargia com que se assiste à implosão dos EUA. 
E implosão é. Quem assiste ao que os EUA se transformaram nos últimos 20 anos não pode, não pode, ter qualquer dúvida que os EUA para o bem ou para o mal… kaput.

A mim cria-me um sentimento híbrido de satisfação e de tristeza. Eu explico: Pela literatura lida, a lógica diria que qualquer país que ultrapasse os 20% de diversidade tem zero, zero hipóteses de sobreviver. Aos 5% começa a perder vertiginosamente capital social e aos 20% terá nenhuma hipótese. Quando me apercebi disto há umas décadas e era novinho, acabavam sempre por me dizer “Olha lá para os EUA, a maior potencia do planeta…” e eu tinha que concordar. Ora, nem duas décadas depois a matemática bateu certo. - Tristeza porque vai ser uma coisa feia.
Mas perfeitamente aberto a ser feliz se os EUA nas próximas décadas me provarem a mim e á literatura, errados. Mas também por honestidade intelectual devo dizer que não, que já comprei as pipocas para ver aquilo implodir.

E esta destruição da América é a coisa mais natural do mundo.

Sendo eu um apaixonado pela arqueo-genética a destruição é a norma para as etno-génesis das populações do planeta. Lembrar que por exemplo a maior parte das populações do planeta tem menos de 4 mil anos. Europeus, Africanos (bantu), Sub-continente indiano …. Tudo criado ontem.  Mas que ninguém se iluda. Primeiro vem o fim do mundo e depois vem esse renascer que muitas vezes traz consigo a tal adição de novas admix genéticas ou o domínio naquela geografia por uma dessas genéticas.

Se perguntasse aos índios durante o replacement por europeus com certeza diriam que tinha sido o fim do mundo. Se perguntasse à cultura Varna, Gulmenita ou Funnelbeaker culture, Lengyel culture nas balças e europa central a chegada da genética Yamnaya das estepes ajudou ao fim do mundo. Se perguntasse aos africanos originais antes da expansão dos Bantu, destes africanos de agora, também foi o fim do mundo para populações que hoje em dia são ghost population.

Tal como acho isso natural também considero natural que haja uma percentagem da população que não sofra de NFC (need for chaos) e que não queira fim do mundo no seu tempo ou dos seus filhos e netos. Também não deve surpreender ninguém.
Raramente ocorreu “fins do mundo” sem intervenção de imigração.  Daí alguma aversão que existe a grandes movimentos de população para dentro de espaços culturais definidos. Correu sempre mal.

O fim do império romano não foi desassociado dos movimentos populacionais de diversidade. No pico do império romano, Roma, a cidade, tinha 2 milhões de pessoas e encontrava-se muita genética vinda do meio oriente, de outras partes da europa e até

do norte de África.  - leiam Moots et al 2020  “Ancient Rome: A genetic crossroads of Europe and the Mediterranean”  e percebe-se que Roma importou gente de todo o lado do seu império de 70 milhões de pessoas. - No fim, dos 2 milhões de habitantes da cidade ficou reduzida a 30 mil habitantes.

Voltando à Roma dos nossos dias.
Tudo o que as pessoas precisam de se lembrar em relação aos EUA é o seguinte: OS EUA em 30 anos (1990-2020) passaram de 230 milhões para 330 milhões. São mais 100 milhões de pessoas no essencial por imigração. É como se Portugal dos anos 90 até agora tivesse tido um aumento de população mais de 4 milhões de pessoas e todas elas vindo de locais que nada teriam a ver connosco culturalmente.

Os EUA fizeram isso conscientemente. Foi politicamente consciente.
A pergunta será: Porquê e para quê.

13 Abr, 2021

Ele há doenças...

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Para que fique claro. Eu acho que José Sócrates é corrupto. Eu acho que Pinto da Costa também era culpado.  Mas também acho que “achar” é uma porcaria e quem muito acha devia levar um murro nas fuças. -  Ou sabe ou cala a boca e aceita as decisões. E para saber, legalmente, tens que ter meios de provar de acordo com as leis da terra.  Ou consegues ou, novamente, cala a boca.
Eu achava que Pinto da Costa era culpado, mas se alguém quisesse meter o senhor na cadeia porque eu, ou essa pessoa, “achava” que ele era culpado eu seria o primeiro a defender o direito de Pinto da Costa de ir em paz.

Aparentemente, já se sabia (provar)  que que José Sócrates era corrupto de um determinado crime mas o Juiz e a procuradoria nem ler o mesmo documento e interpretar de forma correta quando o crime prescreve conseguiu. Estão a ver ao que isto chega em que nem os dois profissionais a ler o mesmo texto estão a entender a mesma coisa relativo a algo tao tangível como o prazo em que o crime prescreve. E novamente, pelo que li, o Juiz tem razão de acordo com um acórdão do TC.  Mas vamos aguardar porque com um pouco de sorte, além do teatro, ainda pode ser que se consiga saber algo de mais concreto sobre esta situação.

Mas não escrevo este post para voltar a frisar um ponto que já fiz. Escrevo este post pelos dois senhores acima na imagem.
Hoje ao percorrer as capas dos jornais não faltam peças com Rui Rio a dizer que o regime está doente.

Muito do que escrevi sobre a legislação e o modo como os portugueses gostam da indefinição das narrativas também se aplica aqui. Nas notícias sobre as palavras de Rui Rio que o “Regime está doente” existe um subjacente elogio à posição dele. Já quando André Ventura faz críticas similares ao regime, é-nos criada uma narrativa bem diferente, não é?
Ou fazer críticas a regime é aceitável e até benéfico ou não é! tem que ser igual para todos. Muitas das críticas que André Ventura fez ao regime era precisamente no contexto do combate à corrupção (!). Mas essas críticas do senhor foram recebidas de forma muito diferente na sociedade portuguesa e muito especificamente na imprensa, não foi?

É o que escrevi. Democracia pode não ser para todos e o fascismo parece fazer sentido para alguns. Veja-se este Fascismo Cultural de Esquerda em que vivemos.

Capture Marques 2.PNG

Por vezes ocorre-me que a democracia (no sentido mais lato) não é coisa para todos. Que a democracia é coisa para alguns povos com temperamentos específicos. É mais um receio que qualquer outra coisa.
Uma das coisas essenciais à democracia é a aceitação sem reação emotiva (birra) dos eventos conforme eles decorrem, conjuntamente com a noção que esses eventos ocorrem dentro de uma natural confiança social (derivada do capital social criado) nos nossos pares.

Já aqui escrevi nos primórdios do site que os países mais desenvolvidos têm constituições menos palavrosas. Que quanto mais tanga se debita nos documentos, seja constituição ou leis gerais, mais atrasado o país é. Quanto mais tanga mais azo se cria a que tudo seja um arranjinho entre partes, tudo seja uma “coisa que nós cá ”…, tudo é uma convenção, um pacto, criado na hora para um determinado fim.

Já ouvi muita tanga sobre a esta decisão do Juiz Ivo Rosa mas o que não ouvi ainda explicar é o que ele fez de errado e em que forma e medida isso aconteceu!
Ele ou tem razão ou não tem. Foram 6 anos a construir narrativas porque em Portugal por mais disparatada que seja o que o pessoal consome é narrativas? E alguém acha isso correto?
Não está a procuradoria a querer prazo para recurso de 4 meses? 4 meses após 6 anos?

Mas, ao final do dia, vamos lá é assinar petições, fazer buzinões, chorar, dizer piadas, falar de “eles” que roubam tudo, das nossas (sempre o nosso umbigo) pensões miseráveis e dos ordenados mínimos… pessoal ninguém tem uma estratégia para explicar às pessoas que se tem que viver na realidade? --- a sério, isto não dá para mais não é?

Hummm. Alguém esperava algo de diferente?
Alguém achava que em Portugal se conseguiria levar a bom porto um projeto da grandiosidade da operação Marquês?
Como assim esperavam? Viram a procuradoria a contratar consultores americanos? Alemães? – Não? E mesmo assim acharam que os tugas conseguiriam atingir os objetivos? – Risível.

Não vou falar de corrupção, nem sequer de competência. Isto de que padecemos tem que ser algo diferente. Tem que ser algo no nosso cérebro.

Em tempos tive um chefe estrangeiro que ficava intrigado com o modo como os Portugueses pensavam. Dizia ele que não se preocupavam com os 90% de um problema, mas ganhavam uma fixação pelos 10% que sabiam muito provavelmente não teria solução ou seriam de solução muito difícil. Ele irritava-se e dizia, façam os 90% que é o que interessa o resto logo se vê…! – Mas nada, vez após vez, após vez, os projetos atrasavam meses, até um ano porque se metiam a tentar fazer os 10% e, no entanto, os tais 90%, que muitas vezes era 99% dos benefícios, nunca era entregue muito menos a tempo. O coitado ficava desesperado. Nada funciona verdadeiramente.

Assim foi a operação “Sócrates”. Qualquer pessoa pensaria que deveria ser muito difícil provar, PROVAR, não é “eu acho”, “todos sabemos”, é PROVAR atos de corrupção.

Qualquer pessoa, melhor qualquer estrangeiro de um país funcional, teria ponderado que faria mais sentido avançar com o que se conseguia provar e o mais rápido possível. Sim, tipo Capone. Ainda por cima, e pelo que me disseram, nada impediria de continuar a procurar provas de outros crimes dos quais os personagens pudessem ser acusados. Mas não, é aquela coisa da fábula, da narrativa da incapacidade que o português tem em se concentrar nos entregáveis, no valor do tangível e concretizável.

Estava em Ponta Delgada e o taxista ou o dono do restaurante Saca-Rolhas (como é possível um arroz de cherne tao bom?!) indignavam-se com o pitoresco, com o anedótico, com o inultrapassável “eles”… mas não pediam consequências para quem teve “agencidade” no processo.
E no fundo toda a gente esperava que o Juiz Ivo rosa piscasse o olho aos Procuradores do ministério publico assim tipo, “eh pá” sabemos, todos sabemos, “que estes gajos fizeram a marosca não é?” e condenassem as pessoas. 
E curiosamente com alguma coisa, uma fração das acusações, José Socrates estaria há muito tempo com os costados na prisão. E isto que caiu, foram as acusações (!) nem foi condenar o homem(s). Isso então ainda vai ser mais difícil. Passados 6 anos nem produziram um entregável que conseguisse sustentar as acusação (quanto mais condenar).

E agora? Ao final do dia isto agora deveria ter consequências.  -  Para quem? Para o Juiz Alexandre e o procurador Rosário Teixeira. Agora teriam que ser os dois flagelados, acossados, despedidos, cuspidos na rua, vilipendiados nas suas terras natais… algo! Alguma coisa, puxa, alguma coisa.

Garanto que da próxima vez, e quaisquer outros com este exemplo, antes de enveredarem por narrativas de super-herois e detetives de seriado americanos entregavam o que tinham que entregar a quem lhes paga os ordenados, os portugueses.
de outra forma, os entregáveis continuarão a ser os expectáveis...

08 Abr, 2021

Tudo é 2.0…

Ninguem pode acusar a Newsweek de ser pro-republicana ou conservadora. No entanto até eles, como tantos outros, escreveu isto

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E,  tirado de outro sítio:

Members of both parties have accused the venerable newsmagazine show of concocting a "hit piece" accusing the potential 2024 Republican presidential candidate of engaging in a "pay-for-play" scheme involving the grocery store chain Publix. CBS News issued a statement on Tuesday defending its Sunday night report.

Aqui há dias escrevi a razão porque considerava ser importante que o próximo candidato pelos republicanos à presidência dos EUA seja Donald J Trump.
Dei como exemplo o facto de Ron deSantis ser nesta altura um dos preferidos de muita gente para concorrer nessas mesmas eleições de 2024, e naturalmente contra Trump nas primárias.  Explicava eu que Donald Trump já é imune aos Hit Jobs que se pense fazer contra ele, porque já foram feitos todos e mais alguns e mesmo assim o homem consegue ter 50% dos votos e o apoio quase total do eleitorado grass root do partido republicano.

Eu avisava que por muito eloquente, sagaz e rápido que Ron DeSantis seja a verdade é que assim que DeSantis fosse opção para o partido Republicano a caricatura seria imediatamente a ser formada pelos media às ordens do Partido Democrata.

Ora, nem de propósito, poucos dias depois surge uma polémica envolvendo o Governador. Ora a questão não é a polémica envolvendo o governador mas sim a polémica envolvendo a reportagem do lendário “60 minutes”  da CBS em que até democratas da Florida acusam os jornalistas do 60 minutes de estar a mentir, e em resumo a fazer um Hit piece desavergonhado ao Governador, pervertendo e ignorando todos os factos que contradigam a tal tanga que passam na reportagem.

Primeiro não é comum haver Democratas que defendam governantes Republicanos. E, mais importante devido ao facto de ser o lendário “60 minutes”, o reconhecimento mais ou menos generalizado de que se tratou mesmo de um Hit piece.

Hit pieces a Donald Trump já é pimentinha no rabo dos outros. Daí a necessidade de ser ele, e ninguém mais,  a escolha para 2024.

 

06 Abr, 2021

O Jogger

Tal como previsto, todas as notícias sobre o Jovem negro muçulmano que atacou o capitólio desapareceu à velocidade da luz.

Outro que ainda se vai continuar a ouvir falar e mais ainda quando for o julgamento dos dois “brancos que o mataram” enquanto ele meramente se entretinha a fazer jogging, atividade que ele efetivamente adorava. Aliás aparentemente já era conhecido como o “Jogger”. Porquê? – Porque passava a vida a cometer crimes enquanto fazia jogging. Atividade em que parava junto a lojas de conveniência, entrava, roubava algo e desatava a correr… daí, o “jogger”.

Na altura, consegui ver as imagens no youtube, antes de desparecerem e passar a ver unicamente as editadas, nomeadamente pelos órgãos de comunicação social, em que os segundos antes do disparo nunca eram mostrados. Os segundos em que eu via o sr Ahmaud Arbery agarrado à arma enquanto socava freneticamente o homem que disparou e o matou. Sem dúvida tudo lamentável. Toda a gente teria preferido que nem os dois (três) homens o perseguissem, nem que ele os atacasse nem, nem, nem.. por isso temos sempre que ponderar as nossas reações.

 

Contudo escrevo este post, não porque goste de chover no molhado, mas sim porque aparentemente a defesa dos dois senhores acusados, apresentou um documento ao juiz em que está todo o rap sheet do senhor Ahmaud Arbery.  Vou só colocar as datas mas para quem tiver paciência pode procurar a descrição das atividades do senhor… só as datas do rap sheet do senhor…

On December 3, 2013…

In June of 2018…

On August 21, 2018

On October 23, 2018,

On December 1, 2018

In 2019 and 2020

On October 25, 2019

On November 18, 2019

Só em 2020

In 2020, witness 

On February 11, 2020

on February 23, 2020 …Morre. Aos 25 anos!

As populações afro-americanas são simultaneamente extremamente violentas e sujeitas a ser vítimas e a viver ambientes extremamente violentos às mãos de outras pessoas afro-americanas.  O problema destas pessoas não é a polícia, ou o racismo sistémico ou as injustiças que lhes são acometidas.
Seja o que for… não é aquilo. É outra coisa qualquer. Fingir que é aquilo só fará prolongar o período em que não se resolve verdadeiramente a vida destas pessoas.
Se fosse chamado a dizer algo começaria por dizer. – Os EUA nos últimos 30 anos teve um aumento de população de praticamente 100 milhões de pessoas no essencial vindos do terceiro mundo… Isso não terá ajudado as populações mais pobres a subir elevadores sociais, pois não!

1990 -  248 Milhões.
2020 - 331 Milhões

Pois…