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Working as designed...

por Olympus Mons, em 28.03.22

Capture willsmith (1).PNG

Quando vi a cena hoje de manhã, comentava com o meu sócio que não há pachorra. Ignorámos o assunto e fomos à nossa vida. Pela tarde, com o papo cheio desta conversa da chapada do Will Smith ao Chris Rock já vomito e acima de tudo não me sai do cérebro uma determinada constatação.

É que ter “history” tem muita gente com outras tantas e tantas, tantas que nem existe número ou pachorra para contar. Mas, e no entanto, …

Lembrem-se de ter aqui escrito que um estudo recente mostrava que não só as pessoas de raça negra nos EUA eram responsáveis pela maioria dos assassinatos, mas que, e essa a novidade, esses assassinatos ocorriam por motivos perfeitamente banais, perfeitamente corriqueiros e sem importância alguma. Uma boca num social media, um olhar mal interpretado.


Ocorreu-me, porque já no passado todos nos lembramos do Kanye West invadir o palco da atribuição de um prémio a uma cantora branca porque ela tinha ganho o prémio e preferência do publico à Beyoncé.


Até á bem pouco tempo a conversa era o choque nos EUA por os óscares nunca terem pessoas de raça negra representadas.  Nos últimos anos isso tem sido corrigido e para dizer a verdade até sobre corrigido dada a proporção das pessoas de raça negra na população geral dos EUA.

Foi corrigido e agora temos a interrupção da cerimónia porque Will Smith não gostou de uma boca, perfeitamente inofensiva (as coisas que o Gervais já disse nestas cerimónias) que Chris Rock mandou à mulher.
Parece-me a mim que o formato foi criado para pessoas com autocontrolo, desconto hiperbólico do futuro ou Delay Gratification bem maior do que algumas das personagens que agora invadem o quotidiano lá do sítio, daí que se espere determinado output do formato. E isto é nada. Com a maior adição de pessoas de outras etnias no substrato elite dos EUA mais episódios destes serão recorrente.

Mas que gente estou eu a falar? Que formato temperamental tinham os british e Irish que fizeram a Califórnia?

“The British are said to be reserved in manners, dress and speech. They are famous for their politeness, self-discipline and especially for their sense of humour. British people have a strong sense of humour which sometimes can be hard for foreigners to understand.”

E tenho que voltar a dizer, que o que mais me irrita é as pessoas acharem que as etnias, ou raças, são todos iguais no temperamento, porque não são. E é ofensivo querer que pessoas com outros temperamentos se comportem dentro de modelos que foram criados para pessoas com temperamento diferente. É ofensivo quando as pessoas esperam que eu me comporte fora dos parâmetros que eu pessoalmente me conheço como inatos. Já disse que não sou o CEO das minhas empresas porque tenho um temperamento que não é conducente a essa posição.  Sou sanguíneo e não psicopataish.

Ao final do dia, viva o progressismo, não é?

Dado o que sabe sobre o comportamento das pessoas de raça negra, só nos resta dizer, como no software, que foi “working as designed”.

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Nem um, nem o outro...

por Olympus Mons, em 27.03.22

Não vou falar da Mariana nem do Adolfo Mesquita Nunes.

Coloco a imagens deles os dois porque os ouvi, confesso que já faz alguns dias, falar sobre o tema e ficou-me a convicção que nem um da direita nem a outra da esquerda tinham mesmo percebido o fenómeno.

Por muito bons que fossem os argumentos do AMN sobre o facto de as respostas mais perturbadoras à invasão russa terem vindo da esquerda e não da direita que até em certas circunstâncias esteve perto de Putin, ele não conseguiu, acredito porque não sabia, explicar essa proximidade que era evidente das direitas mais assumidas com Putin, ou se quiser os Russos.

E essa proximidade não era pelo autoritarismo de Putin.
Que fique claro. As razões que levavam a essa proximidade durante anos continuam iguais, estão lá e não se deve ter vergonha de assumir.

Aliás, confesso que quando oiço o Putin a falar em cancel culture, na JK Rawling e no antiwoke só reforça a minha perceção que Putin está mesmo a sentir o fogo a chegar ao rabo. Não era nada disto que ele antecipava. Ele, que não é burro, ou como Trump diz é um “smart guy” percebe que está mais perto de entrar para a história como o presidente russo que transformou a mãe Rússia na Coreia do Norte dos Urais do que ser o grande Czar Putin o Grandíssimo.

Mas voltando à vaca fria – Aquilo que aproximou a direita europeia e a direita populista norte-americana de alguma forma de putinismo foi Alexandr Dugin.
Na teoria da Eurásia do mesmo, ele deixa sempre claro que não tem problema nenhum com a democracia. Também deixa claro que não tem problema algum com o liberalismo. Por isso Democracias Liberais não são problema.
O problema dele, e por arrasto de Putin, e por onda da Rússia armada, é que vivemos tempos de Democracias Liberais de Modernidade! E é essa modernidade, essa  modernidade que acredita ter arcaboiço para reinventar o liberalismo como uma criança consegue reinventar o mundo no seu quarto com a cabeça na almofada, é o que trouxe essa Direita à conversa com o Putinismo.

Não é claro para as direitas que as “Democracias Liberais da Modernidade”, assim as 3 palavras juntas, não sejam mesmo um problema para o mundo. Não levam isso para o banco. O facto de ter a palavra Democracia e a palavra Liberal não é suficiente para não desconfiar da tal palavra que se sucede que é a modernidade. Mas que modernidade? Quem nos explicou o que isso é?

Eu, o singelo eu, partilho a desconfiança dessa modernidade. A desconfiança de não me ter sido explicado em que se diferencia esta modernidade da diversidade e interseccionalidade  que nos engolfa e engole no quotidiano, da modernidade catastrófica e suicidária do precipício penhasqueira do fim da era romana ou da anterior mesmo a essa, a modernidade do abismo do fim da idade do bronze. - Sabem de onde vem a “história” de Sodoma e Gomorra, não é? – Vem do estado das sociedades (presumo que algumas) nos anos que antecederam o fim da idade do Bronze, o ano do fim da civilização como é conhecido o ano de 1176 antes de cristo. Foi essa “história” que passou para a bíblia sob a forma que passou.

E por isso, que se lixe o Putin e a Rússia, até que se lixe a Ucrânia (ah pois é), se a contrapartida for deixar de questionar essa nova modernidade que não está de todo explicada ou sossegado os nossos espíritos que não se trata meramente do terceiro suicídio civilizacional do Ocidente!  

Como nos dois casos anteriores as pessoas podem bem estar a caminhar sem questionar para tal penhasco e dali se cai durante séculos anos até se voltar a erguer.

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Está-lhes no sangue!

por Olympus Mons, em 26.03.22

Capture liberal free (1).PNG

Fossem as preferências políticas das pessoas uma mera questão de gosto e não haveria problema algum. Mas não é!

Eu gosto de ir lembrando que ser de esquerda é não passar a boca, e por arrasto o pensamento, pelos nódulos autorreferencias, ou pathways neuronais, que são autorreferenciais.

Por isso a Mariana Mortágua defende moralidades flawless para os outros mas para ela já não há problema em encher mais um pouco os bolsos à margem das leis que ela impõe aos outros, ou que o BE despeça empregados à bruta e na extensão máxima punitiva da lei possível ou que a Ana gomes, impoluta das impolutas da moralidade pague IMI de 300K por casa que vale 2ME ou até que faça obras que no senso estritamente legal seriam… ilegais.   -  E se vocês acham que o fazem intencionalmente estão equivocados.
Ao constatar o ocorrido se pudessem ser vocês mosquinhas e observar as feições destas pessoas repararia que estão genuinamente confusas com a situação porque nessa altura estão a navegar nos outros pathways (AVO) que não são o seu default e isso cria-lhes uma dissonância cognitiva que é onerosa. Existe confusão sincera que, também convém lembrar, não leva muito tempo a ser resolvida no cérebro destas pessoas porque resolução de dissonâncias cognitivas é realizado na Anterior Cingulate Cortex e isso é a praia deles. Já se fores de direita, dissonâncias levam muito tempo a ser resolvidas ou aceites pelo teu cérebro porque não te é natural fazê-lo.        

https://www.journals.uchicago.edu/doi/10.1086/719586

Este tipo de estudo que aqui trago são particularmente deliciosos porque me lembram das tentativas que amiúdo ocorre por parte dos esquerdoides para mostrar que as pessoas de direita também são hipócritas. Contudo começo a ter suspeitas sobre a Universidade de Chicago e sobre que está nos departamentos de sociologia e psicologia porque amiúde sai coisa que são delícias.
Já há tempos tinham ido perguntar aos sítios mais Liberal e woke de Chicago, que são as zonas mais ricas da cidade, são os tais 1% da cidade, porque eles defendiam uma maior distribuição da riqueza… para descobrir que aqueles 1% se consideravam de classe média e por isso não era a eles que se devia tirar o dinheiro mas sim aos outros os tais outros que são urricos
Aliás estudo já replicado na Alemanha, em Frankfurt.   Olha a tal modernidade que nos vai matar a todos,.. é esta.

Mas voltando ao paper.
O estudo diz:

As pessoas de direita só aceitam handouts se estiver associado a um trabalho, se não ... rejeitam. As pessoas de esquerda aceitam esses handouts sem qualquer condição. Aliás o estudo é claro que quando menos estiver associado a um work requirement  mais os liberal esquerdoides aderem a esse programa. Os de direita, sentiram grande relutância a aceitar ajudas que não estivessem associados a alguma contrapartida de trabalho da parte deles.

O estudo até vai ao ponto de identificar que os Liberal, os esquerdoides, fazem uma análise de custo/beneficio instantâneo e parece ser esse o mecanismo que os governa e leva a preferir até e em primeiro lugar os benefícios que não lhes exigem nada em troca.

Que digo eu há 10 anos sobre a ACC (Anterior Cingulate Cortex)?  - Além do error detection a ACC é responsável pela avaliação do custo/beneficio para a pessoa no momento e instrói depois o resto do cérebro. A Mariana Mortágua foi vítima (coitadinha) desta armadilha, malvada com certeza, dos seus pathways neuronais default.

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Who we are...

por Olympus Mons, em 18.03.22

Uma curta, só para lembrar o que deve ser lembrado especialmente agora que o nosso Presidente regressou de Moçambique.
Mas a verdade é que já li o estudo há algumas semanas e nao queria deixar passar mais tempo.
Que toda a gente é descendente e um violador e de uma mulher violada é bom que se comecem a habituar.  Que toda a gente é descendente de um colonizador e de um colonizado costumava também ser um dado, uma verdade. 

No entanto parece que temos que voltar a frisar o que em tempos era óbvio, até por raciocínio lógico. Quando assistimos a um recrudescer das tangas pós-modernas de que até a verdade é a construção que jeito der na altura, convém começar a carregar na realidade sempre que a oportunidade se apresentar.

Capture beleza.PNG

https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2022.02.07.478793v1.full.pdf

Convém assim e devido a isso ir lembrando, nomeadamente aos Angolanos e Moçambicanos, mas aos africanos em geral, que eles também são descendentes de colonizadores. Os Europeus colonizaram a América, os Bantus colonizaram África. A mesma coisa.  

Acima é um estudo de há uma semana, sobre os Bantu de Angola e de Mozambique.  Já aqui falei sobre a colonização Bantu de África que não foi assim há tanto tempo. Neste caso, acima, reforça o estudo que essa colonização Bantu foi feita com muito pouca admixture com as pessoas que antes viviam nessas regiões, que a supremacia Bantu, nomeadamente nos últimos dois milénios, teve interligações entre as populações de Angola e de Moçambique durante especialmente o ultimo milénio trazendo alguma ligação entre as duas comunidades. Isso quer dizer que esse povo colonizador se identificava bem entre si como iguais, fomentava as ligações entre si e, e, dos que por lá viviam pouco restou. Das populações ou da genéticas deles na maioria das populações nao ficou nada de monta. Algumas destas pessoas habitavam aquelas zonas há mais de 100 mil anos! É a vida, é assim, por todo o lado do planeta -  Estão a ver, assim como os Europeus na América que pouco ou nada fica da genética indígena nas populações europoides da atualidade.

Este estudo conta com a colaboração, ou ela é a principal autora do estudo. Já nem sei se Sandra Beleza e a mãe ou a filha, mas pese embora mais antigos, li bons estudos de Beleza et al especialmente do tempo dos papers mitocondriais (mas penso que esta é a filha, que está na University of Leicester, Department of Genetics & Genome Biology, Leicester, UK).

E se alguém ainda tinha dúvidas sobre o estudo sobre o ADN de Shum laka, neste estudo acabadinho de sair da prensa e com muito mais genomas por toda a África não deixa margens para dúvidas:

"

Ancient DNA and deep population structure in sub-Saharan African foragers
...Demographic transformations in the past approximately 5,000 years have fundamentally altered regional population structures and largely erased what was, by the Late Pleistocene, a well-established three-way cline of eastern-, southern- and central-African-related ancestry that extended across eastern and south-central Africa. "

https://www.nature.com/articles/s41586-022-04430-9#Sec7

E prontos, deixem-se de tangas. Descendentes de colonos e colonizadores somos todos. A realidade é mesmo uma bitch.
Como tudo na vida e muito em pendulo, e o dito haverá de vir para ou outro lado e nesse caso o estabelecimento de novas regras de, chamemos-lhe assim, conversa entre pessoas será bem diferente do que é hoje em dia. E muita gente nas novas gerações alicerça a sua identidade em pilares de vitimização e para essa gente a bordoada vai doer.

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Generais

por Olympus Mons, em 18.03.22

Uma das minhas posições em relação ao CHEGA é que teria chegado o momento, fosse ou seja André Ventura clarividente o suficiente, de começar a correr com os velhos desbocados apesar de terem sido essenciais, pivoteal, à afirmação do partido. Deve começar agora o momento da geração seguinte, a geração dos apessoados e temperados.

Deixei passar algum tempo até comentar. Aliás no passado já me tinham dito que no início do partido houve até pessoas que estavam perto da direção e que há primeira oportunidade escreviam coisas impensáveis nos Facebook. E que André Ventura fez da limpeza desta gente a sua prioridade. E assim o conseguiu.

Sim até pessoas com o Tilly tem que ser colocados fora do baralho e pessoas como o miúdo Gonçalo a ganhar protagonismo.

Se não veja-se o caso de Tânger Corrêa e as suas declarações no inicio das hostilidades na Ucrânia. Presumo que André Ventura o tenha chamado e tenha dito, “óH balde de merda, diz lá mesmo o que querias atingir com o ir a correr para o Facebook ou Twitter escrever o que escreveste!?
Não estou a fazer um juízo de valor sobre os talentos do embaixador. Estou a dizer que o facto de ter sido um dos nossos diplomatas que pressionou sempre os limites do que era aceitável nao fará dele um bom representante de um partido político que quer afirmação, leia-se mais votos. 

E a verdade é que Tânger Corrêa queria dar a opinião dele. Porque ele existe, a mãe dele pariu-o e já há muito tempo e por isso ele tem que deitar para fora o que quer que passe pelos neurónios. Nem conceberá a vida de outra forma.
Em abono da verdade é essa característica que permite a coragem de ser os primeiros a dar o peito às balas por um partido tão mal-amado. Mas quase, quase, limpou o banho de esterco em que o PCP e em parte o BE se meteram com as afirmações que fizeram no início da invasão da Ucrania, não foi?

Mas pragmaticamente é esta gente, tal como os generais quando acaba a guerra, que tem que ser executados, neste caso figurativamente, claro, também o CHEGA terá que fazer a limpeza da elite que o criou. É assim, é a vida.

Porque esta gente está ali porque tem um ego do tamanho dos sorrisos e anuência dos amiguinhos da vida toda que sorriam enquanto eles falavam nas jantaradas.
E, para grande espanto dos próprios, além do ressentimento que se seguirá, este pessoal terá que ser afastado por André Ventura.  - Ajuda, que instale a lei da rolha mas não será o suficiente porque esta gente vive do ego e do narcisismo por isso nada disso resulta na contenção do ressentimento a não ser o excisar e de preferência á bruta.

Penso que virá o dia.

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E ao final do dia...?

por Olympus Mons, em 17.03.22

Capture Casualties.PNG


Pode parecer que tenho algo de misógino. E não tenho dúvida que qualquer feminista, especialmente desta terceira vaga, olhará para mim com horror.  

No entanto, e entendendo que é difícil olharmos para nós como outros de fora o fariam, nesta minha perceção de que não sou de todo misógino por exemplo não considero minimamente aceitável tornar inacessível a carreira de militar a elementos do sexo feminino ou criar qualquer tipo de clube em que se exclui pessoas do sexo feminino só por elitismo da instituição ou organização. Já se for para manifestação masculina concordo se for para ambientação feminina de outros grupos também concordo.

No entanto sinto-me constrangido ao ver a sucessão de imagens militares a passar nas televisões, sites e conteúdos digitais no ocidente em que deliberadamente, refletidamente, com a centralidade intencional na imagem, nas entrevistas, no sketch, em que o elemento identificador é uma mulher. -  Pessoal, não é, obviamente, o facto de ser uma mulher é sim o facto de construir uma mentira uma alienação da realidade como ela existe mesmo, no batente do real a cada segundo, muito longe da mentira que é o marketing sociopolítico e que tornará o niilismo bem mais fácil de implementar, não é?

Falar sobre militares em prontidão, guerra, combates e mostrar mulheres é só bizarro. É aquela coisa de descrever a sexualidade humana e mostrar um número inusitado de LGBTQ como se a sexualidade não fosse a norma dos 95% mas sim a norma fosse a peculiaridade de uma minoria de 1-2%. É bizarro! - Isto aproxima-se mais de Misandria (ódio ao Homem) do que qualquer outra coisa. Parece insuportável para esta modernidade doentia que se instalou que exista situações em que os homens assumem protagonismo. Ainda por cima numa questão existencial como esta.

Eh pá, agarrem-me que eu volto a Dugin.  Aliás, é isso que ele fala na sua luta contra o liberalismo ocidental em que ele deixa claro que é o liberalismo moderno, é essa modernidade dos exemplos acima que ele considera descabida, que é o inimigo, e não o liberalismo ou a democracia enquanto conceito, mas sim a sua aplicação na modernidade como o ocidente a quer impor a todo o planeta. Explicando ele tal como o comunismo é no papel tão apelativo mas na prática é sempre nefasto, ou o fascismo nacionalista parece um hino mas na verdade descamba para o exagero ostracizador também com as democracias liberais se passou para o outro lado, demasiado, nefasto.
E isto explica Dugin. Gajo inteligente, só é pena que não tenha explicado a Putin que não é de certeza invadindo e bombardeando os outros que explica ao mundo seja o que for. 

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Príncepes...

por Olympus Mons, em 15.03.22

Confesso, apesar de conhecer de nome há diria décadas, nunca Bernard-Henry Lévy me suscitou grande interesse. Sentia na minha memória que era muito apreciado em alguns círculos, mas para vos ser honesto nem sabia bem se ele nadava no lago da esquerda ou na piscina da direita.

Aliás, ainda hoje não sei. Mas fui ouvindo e lendo sobre ele desde o início desde conflito Russo-Ucraniano em muito fomentado pelo interesse que me suscitou no seu debate com Alexandr Dugin.

Depois fui assistindo a variados debates que teve com até espante-se o assessor de Donald Trump Steve Bannon ou em geral a elite intelectual Americana e Europeia.
Após ver alguns dos debates, e não querendo entrar no conteúdo, algo me pareceu saliente em todo o ensemble dele, e algo a que eu me considero particularmente sensível, que é o puro, não adulterável e dripping privilégio que ele destila a cada frase.  - Para se ver assim o mundo, tem que se ser príncipe. E tem que se ser realeza há muito tempo.

Muita da responsabilidade por este disenfranchise das pessoas no ocidente com as suas sociedades advém da falta de respeito que pessoas como Bernard-Henri sempre mostraram pela lei das coisas e pelas coisas que não são lei. Os tais fatores descritivos das sociedades, que não são normativos, e que pessoas como Bernard têm verdadeiro horror de ter que ser cingir ou ter que respeitar. Isso é coisa de pobre. Mas depois como pobre, especialmente pobre que acha que não é, tem a mania das grandezas e revê-se em pessoas como Bernard-Henri. É tramado.  Das várias intervenções de Bernard-Henri fica-me continuamente a irritação pelo postering, pela procura de trazer vítimas para a conversa porque com elas no meio não me podes tocar.

Mas fui tentar perceber, mais do que tipo de filósofo ele era, o que era como homem já imbuído da suspeita do que iria encontrar.

E rapidamente descobri que por exemplo quando numa das suas diatribes se viu retido em Sarajevo pela artilharia e snipers sérvios o Presidente francês Mitterrand mandou um jato  da força aérea busca-lo para se poder casar a tempo lá para os lados de Cannes. -  Se isto não é de Príncipe que é então? 

Deliciosa a resposta, de nobreza, que ele deu quando confrontado:
Don’t you think that’s why people hate you?” I asked him. “What was I supposed to do? Not get married?” he answered. “Mitterand owed me, I helped him save face in Bosnia. I did so much for the French government, in the name of the French government, that it was really the least they could do to help me fly there.”

Aliás, voltei depois a ver o debate dele com Dugin e não entrando pela minha discórdia com a visão do mundo de Dugin, partilhei no entanto o desprezo escondido deste para com o aquele.
Não consigo deixar de achar que estou farto dos dois tipos. Tanto dos Dugin como dos Bernard-Henri. Que venha qualquer coisa de diferente por amor da santa.

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Eles foram avisando

por Olympus Mons, em 13.03.22

Acho incrível esta entrevista de Aleksandr Dugin em 2016. Nem é a melhor, mas é já de si reveladora e em poucos minutos nos diz ao que vinham.

Capture Dugin.PNG
https://www.youtube.com/watch?v=GGunRKWtWBs

Se admitimos a influência de Dugin em tudo o que Putin faz, que a visão do mundo de Putin é melhor representada, mais do que qualquer outra pessoa, pelo que Dugin nos diz… como é possível que não tenhamos levado a sério os russos na última década. - Eu sei que agora é fácil eu falar. Mas eu não faço disto minha profissão. Eu não sou jornalista nem político. Mas se fosse fica-me a sensação que teria feito melhor. Basta dizer que tenho um cérebro de direita por isso quando me cheira a fumo, procuro fogo.

Dugin diz tudo. A nossa (deles) verdade, a multipolaridade como única opção, a intervenção Russa na Síria por principio, a Ucrânia como um aviso que aquilo é o meu quintal nem pensem em fazer nada, o fim dos EUA como o único boss man mas aceitando que pode ser um dos mas não o único…  O desprezo que existe pelo Ocidente, o desprezo pelo liberalismo decadente, a asserção no mundo que a tal alma russa existe e é uma âncora no mundo. Ou deveria ser, ou algo assim do género, esteve durante décadas a medrar naquela parte do mundo, abertamente e só não quisémos ouvir.
Nós podemos estar a olhar para isto tudo como uma bizarria do maluco do Putin, mas ele estará a olhar para isto como o momento da grande batalha do século XXI.  E quando assim é, tens que ser muito burro ou pelo menos por demasiado alheado da realidade.
Na discussão dele com  Bernard-Henri Lévy vs. Aleksandr Dugin – Nexus Symposium 21 September 2019,  (https://www.youtube.com/watch?v=x70z5QWC9qs) Dugin explica porque têm que invadir toda a Ucrania! E, nem Bernard Lévy ligou nenhuma ao que ela acabava de dizer. Encontramos Alexandr Dugin em foruns de discussão intimistas com Anthony Blinken o atual secretário de estado norte-americano e nunca escondeu a perspectiva deles. O nível de arrogância que temos que ter, não é?

E ele, Dugin, não deixa de ter razão em aspetos como por exemplo quando ele diz a nossa verdade é tão valiosa como a vossa verdade. Se disserem que a imprensa russa é bias então eles dirão que a imprensa ocidental é bias. E ao final do dia, alguém tem dúvida? Alguém tem dúvida que o liberalismo social progressista Ocidental, especialmente na última década, é ofensivo para um conservador especialmente se estiver a olhar de fora para dentro? 

E Dugin, concordando ou não com ele, sabe o que diz. E o que ele diz provávelmente está mais perto do sentir dos milhares de milhões de pessoas que não são ocidentais. -  Aliás, tenho dúvidas até que ponto por exemplo os portugueses não partilharão a aversão dele ao progressismo social Ocidental que atinge o seu apogeu no que considero ser a loucura dos EUA nos últimos anos. 

Que a imprensa ocidental é bias, até eu me queixo disso a toda a hora. A imprensa Ocidental é bias, castradora e opressiva para qualquer pessoa, grupo ou identidade que se insurja contra as meta-normas bem definidas e que são locais, nacionais, regionais e até universais na sua constituição, e acima de tudo desenhadas por um liberalismo progressista que em momento algum nos mostrou ser solução seja para o que for a médio prazo. Deixando passar tempo suficiente todas as redes (network) se hierarquizam e claudicam. Como no fascismos. Na imprensa ocidental tudo obedece a pergaminhos, preceitos e narrativas oficialmente chanceladas por movimentos culturais que não tem provas, nenhumas, de que são uma alternativa válida para as construções de séculos que sustenta nesta altura o mundo. Zero.  Eles pelo lado da Rússia mandaram isso tudo para as urtigas.

Dugin meramente nos diz que fizemos o mesmo do nosso lado (deles) e também temos as nossas narrativas bem oleadas na nossa imprensa para o nosso povo. Com isso recriamos a alma russa.  – Pois se é assim connosco e serve para o nosso lado, tenho que aceitar que sirva também lá para o lado deles. Não sobram exemplos em que me insurjo contra o
kayfabe oficial e como se castra totalmente qualquer desafio às meta-normas, certo?

Aliás, terá sido a nossa obsessão, nossa no ocidente, de recusar ver o mundo entre nós e eles é que nos trouxe até este momento.  – Meu caro existe eles e existe nós e a vida é o criar e recriar do nós. É só ver como o cheirinho de ofensiva Russa nas fronteiras lá do leste subitamente somos Europeus, temos fronteiras, gostamos de patriotismo (Ucraniano), gostamos de militarismos e marcialidades.

Percebo o risco da porcaria do “nós” e do “eles” no que toca a criar narrativas que nos levem até becos de onde é difícil sair. Mas a verdade é que não é por fingir, pretend not to see, que também evita estarmos neste nesta posição em relação à Rússia, pois não? E o nós não tem que ser necessariamente como antagonista do eles mas sim a afirmação que eu sou definido por tudo o que os terá trazido até aqui e quero preservar isso para o futuro.

 É por vezes dizer que sou como sou e é assim porque é assim! Eu sou daquelas pessoas que logo no ataque à Geórgia, bem antes de se chegar à Crimeia, se deveria ter intervindo transformando os russos numa nação sob observação e começar logo a cortar os canais de conversa com eles. Porque se na Geórgia era bater o pé e nunca aceitar a parvoíce da situação da Ossétia do Sul, isto nunca teria chegado à Crimeia onde por acaso acho que se devia ter tido em atenção o desejo da esmagadora maioria da população, algo que a Ucrânia também não fez. Ao final do dia se 90% quer ser russa ou independente então algo vai mal no reino da Dinamarca se te opuseres, certo?

Volto a dizer, ao final do dia tens que dizer que és como és, somos quem somos, e se não gostes não comes, se não quiseres não fiques, mas sempre que me chateares levas na fuça.  Poderá haver muitas formas de o afirmar, entre elas a minha que nos diz somos o Ocidente, somos os filhos dos Bell Beakers por isso somos os mais badassmotherfuckers de todos (brinco), mas nunca será, ou passará, por aceitar tudo e todos e tudo de todos. 
E com a Rússia fizemos exatamente o oposto, apaparicando, apaziguando, demonstrando a cada sessão que eramos mesmo push-overs de merda a quem se pode fazer tudo, exceto talvez chamar pelo pronome errado ou dizer que os dilemas do LGBTQ não estão no topo da minha lista de preocupações!

Olho para Dugin com respeito, mas não me iludo, porque em cinco minutos na mesma sala com o personagem e teria zero de dúvidas que ele era o inimigo. Não preciso de ver o tubarão basta ver a barbatana!

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Quem nós somos!

por Olympus Mons, em 11.03.22

Nesta altura, para ser honesto, só resta esperar o pior.
Como vos disse vamos entrar na altura em que o VMPFC pouco intervirá em decisões operacionais no teatro real da guerra e daqui para a frente o romanticismo que tem estado de mão dada com estre clusterfuck vai desaparecer. Temperaturas baixas, sem acesso a energia, sem água e comida…

Gostava que isto tivesse tido outro desfecho.  

Mas gostava de falar desta imagem. Os refugiados ucranianos não deixam os seus animais de estimação para trás. Este é o meu povo.

Os cães estão connosco, humanos há bem mais de 10 mil anos de refugiados e fugas porque nós nunca os deixámos para trás... Nós quem? Europeus.
Faz mais de 8 mil anos que encontramos cães enterrados com cerimónia e há mais de 6 mil anos com os seus donos. Esta relação dos Europeus com os seus cães é um dos traços mais definidores da interceção do quotidiano na forma como os europeus vivem as suas vidas.  -  Na península Ibérica temos imensos casos com mais de 5000 anos, e em Portugal temos o cão de muge, o mais antigo cão do pais, ali antes de chegar a Almeirim, com 7.600 anos! Aliás, durante anos nos tentaram convencer que o Haplogrupo mitocondrial A dos cães tão prevalecente na europa tinha vindo do leste… e Ana Elizabete Pires, a nossa zoo-arqueologista e zoo-geneticista, lá mostrou que o haplogrupo A era praticamente a totalidade dos cães em Portugal desde o mesolítico e assim continuou a ser nos dias de hoje, logo essa tanga de ter vindo do leste ...

Seja Shulaveri-Shomu, seja LBK culture ou Starcevo-Cris , seja Glockenbecher alemão o povo de muge aqui no estuário do tejo e sado, seja yamanaya, Boian, gulmenita, depois as vastas populações já na idade do cobre, no calcolítico, as populações Corded ware e os nossos pais ancestrais Bell Beakers lá estava os seus cães. Na verdade, mesmo antes, qualquer outra cultura europeia desde o início do neolítico o cão esteve sempre a seu lado nas fugas e transições inteiras de culturas de um lado para os confins mais distantes. Voltando da casa, do pastoreio ou chegando com os seus cavalos, arcos e flechas a novos territórios lá os seguia o enérgico cão.
Quando percorreu o mundo enquanto fonte, alfa e ómega, na criação do mundo moderno lá esteve sempre o seu cão consigo.

E assim existem cães por todo o planeta.

Cão é sinonimo de europeu. E orgulhosamente, entre as coisas que diria involuntariamente sinto orgulho de ser Europeu, coisa hoje em dia tão rara, está imagens de mulheres com os filhos que mal conseguem andar por si e com os seus cães ao lado ou até ao colo como nesta imagem. – esta imagem é a imagem milenar de um Europeu!

perdoem o corriqueiro do post nesta altura de guerra mas é  só mais uma, das tantas, pequena coisa singela onde os Ucranianos nos lembram o que é ser Europeu, não é?

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Yamanaka factors e CRISPr

por Olympus Mons, em 11.03.22

Vamos mudar de assunto. Visto estarmos todos vivos.

Um dos assuntos que aqui vos falei é do protocolo para não envelhecer. Estas coisa tem a tendência para ser peculiares na forma como se introduzem nas sociedades sem ser propriamente com pompa e circunstância.
Eu acho mesmo que resultam. E não é opinião pessoal ou mera crença. Acho que esses suplementos perfeitamente acessíveis deviam ser um must para qualquer pessoa a partir de certa idade, digamos 40 anos, sendo que tão mais uteis serão quanto maior for a idade da pessoa. Por exemplo, como aos 60 anos acontece um crash metabólico nas pessoas nada deverá ser mais útil do que restabelecer esse equilíbrio.  

Globalmente incrementar NAD nas células do seu corpo, deixar AKG andar pelo seu corpo a ajudar em processos celulares básicos no Krebs cycle e glutathione peroxidase, tomar Fisetin como senolítico para matar células senescence uma vez ao mês ou até, porque não consumir Omega-3 ou vários metais e vitaminas, seja a D3, K e Mg é só básico desde que se perceba que vitaminas e metais pouco conseguem mesmo fazer por si só. –Ao final do dia é-me óbvio que só quem não experimentou os protocolos existentes durante um ano pode ter dúvidas sobre o que significará para o seu bem-estar.

Olhem, pensem só que se o CaAKG (calcium alfa ketoglutorate) funciona ligeiramente melhor no sexo feminino, o aAKG, (Argenine…) tem por exemplo efeito imediato no build-up de NO (Nitric oxide) que como devem saber é o que provoca ereções masculinas. Tomem aAKG, como o pessoal do ferro faz, e verifiquem o tamanho do pénis flácido.  Mas cuidado, os estudos até agora publicados sobre longevidade e rejuvenescimento do methylation do ADN são sobre a utilização de CaAKG, pese embora e por outro lado eu tenha visto os próprios autores a dizer que na opinião deles é o AKG que funciona sendo irrelevante se está bind a Argenine ou a calcium… por outro lado já ouvi o argumento que o Ca ajuda a abrandar o modo como o corpo elimina o que fará uma absorção maior do AKG.

E, lembrem-se que é verdade que com estes protocolos conseguem rejuvenescer (não é impedir é reverter mesmo o envelhecimento) ratos velhos, mas no período de 3 meses  = 8 anos humanos. E o que funciona em ratos não significa que funcione da mesma forma em humanos, não é? Mas a ciência é sólida.

Mas eu disse-vos, das vezes em que falei sobre o meu protocolo, que não só novas versões destes suplementos como o NMN ou NR para aumentar o NAD+ no corpo irão para o mercado dentro de muito pouco tempo, como existem outras áreas que se estão a dedicar a procurar forma muito mais agressivas de resolver o mesmo problema.  
E, obviamente, devemos estar a falar de coisas que custarão muito dinheiro, ao contrário dos protocolos acima descritos que estarão ao alcance de muitas das bolsas até dos portugueses. Contudo o que eu digo é que as pessoas devem investigar por si o que está por detrás destas coisas, porque muito advém do espanto que foi perceber que o envelhecimento é ruido que ocorre no topo do epigenoma e não propriamente um escangalhar da máquina como sempre se julgou. -  Quando se os ouve fica a sensação que curar a doença envelhecimento não será nada do outro mundo.

Eu acho que uma das primeiras coisas que vamos assistir, um dia destes, será de repente perceber que o Tom Cruise ou que o Brad Pitt, ou a Angelina Jolie ou outra qualquer celebridade subitamente começar a rejuvenescer a olhos vistos.

Isto não serão coisas de algumas (largas) dezenas de euros ao mês serão coisas bem mais caras e com efeitos brutais. Estamos a falar de utilização de Yamanaka factors ou tecnologia CRISPr para rejuvenescer as pessoas a olhos vistos.

Com yamanaka factors (sendo que Shinya Yamanaka é o prémio Nobel em 2016) , já se foi a ratos cegos, mas cegos mesmo por se danificar, se destruir,  o nervo ótico e injetando esses Yamanaka factors (4 genes! E estes foram só os primeiros a ser usados) que se transformam em STEM cells que sabem o que fazer no sítio onde se encontram como se fossem embrionic stem cells, eles voltam a recriar o nervo e o ratos voltam a ver. E nem é particularmente díficil de o fazer, dizendo que até um estudante universitário com acesso a um laboratório consegue replicar este feito.

Com tecnologia CRISPr que é reprogramação de células também já estão a fazer coisas miraculosas porque se consegue dar ordens a células.

Todos eles que trabalham nestas coisas dizem, pufff, com estas tecnologia rejuvenescer as pessoas será fácil, fácil… difícil será fazer crescer uma perna amputada! – WTF?! - Como será o mundo quando isso acontecer?  

Eu sou daquelas pessoas que estão atentas ao facto de estarmos num pico civilizacional e que sempre que isso aconteceu sucedeu-se uma queda abissal, como que caindo no precipício. Não há dúvida que quando as coisas se tornam muito boas existem pessoas que trabalham ativamente para atirar tudo para o abismo, o tal NFC (need for chaos), uma tentação mortal para o precipício.  Foi assim no fim da idade do bronze, o tal ano de 1177 antes de cristo conhecido como o ano em que a civilização morreu, depois com a queda do império romano cujo output só restabelecido mais de 1500 anos depois. -  Será isto o destino?Mas não deixa de ser curioso se estivéssemos á beira de curar a velhice como doença levando a um brutal aumento da esperança média de vida que seria essa bem menor do que a média de vida com qualidade extrema e fosse nessa altura que lançaremos o mundo para o abismo. Vais, ou irias, morrer aos 110, mas vives relativamente jovem até ao 100! -  E como também sabemos por estudos, e curiosamente, o que mais custa às pessoas na morte é que a festa continue sem eles (! – estranho não é?). Chiça, ser a última geração que envelhece deve ser emocionalmente destrutivo se isto acima for verdade.

Enfim…Já houve a ùltima geração antes dos antibióticos, não foi? Azar.

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Percebo, mas não percebo!

por Olympus Mons, em 10.03.22

Percebo … não, não percebo a insistência de Zelensky em pedir a introdução de uma no-fly zone sobre a Ucrânia.
E não se iludam, a parte do percebo, é porque ele está num meio de uma guerra e ao contrário de “grandes povos milenar guerreiros” como os dos Hamid Karzai e Saddam Hussein que quando as coisas apertaram agarraram na mala do dinheiro e fugiram, Zelensky ficou e luta!

O que me faz confusão é o que espera ele mesmo ganhar com a insistência, ainda por cima nos moldes em que o  faz acusando a NATO de ser cobarde por não o fazer.
A parte que me confunde é se ele não percebe que a tentativa de introdução de uma no-fly zone inevitavelmente irá intensificar a guerra a um ponto em que transformar Kiev num parking lot passa a ser das maiores irrelevâncias do mundo. Se a questão é ter F-16 e F-22 a lutar com MIg-29 ou SU-27 nos céus da polónia, Zelensky bem pode fazer twittes, tik-tok ou face times no facebook que ninguém perde 10 segundos a ver, inclusive os media, e os russos em 10 segundos deixam de ter tanques a fazer de alvos de misseis antitanque e misseis de cruzeiro a atingir antenas de televisão e passa a ser bombardeiros Tupolevs a descarregar bombas sobre Kiev.

Também sei que escrevo isto após ver imagens do novo hospital pediátrico ou maternidade bombardeado mas também sei que de propósito os russos não iriam bombardar aquilo. Logo ou havia atividade militar nas imediações ou alguém fez um screw-up monumental e a as bombas bateram ao lado que deviam. Sim, esperem até ter um bombardeiro a largar bombas Termo-báricas sobre Kiev e perceberemos todos a diferença, até porque nem imagens vai ver no seu telemóvel porque nem ninguém que tire imagens ficará para contar.
O que eu sei é que nas “nossas” guerras também acusamos os outros de usar civis como escudos humanos, não foi?

É porque isto tudo pode piorar de maneiras neste momento inconcebíveis para qualquer mente sã, que escrevo este Post. É que quando toca a narrativas também sei, por isso não me farilhem, que a Ucrânia estava cheia de neonazis com atividades de milícia ou mesmo oficialmente militar por isso se fosse ao contrário estaria a narrativa no ocidente bem assente nesse ponto. Pode não ser agradável de ler nestas alturas o que se sabe da realidade no país, mas aquelas bandeiras da Ucrânia com as suásticas em vários eventos e essencialmente em grupos como as brigadas AZOV não eram peta. É mesmo real. Por isso o Putin se lembrou dessa …
Claro, claro que não estou a dizer que os ucranianos são Nazis ou que até confesso que me fica a sensação que o movimento Nazi na Ucrânia advém do facto de eles saberem que isso irritava os russos até à medula e se calhar era por aí que iam… mas também me ocorre que Mário Machado na Ucrânia seria um menino de coro, ao passo que em Portugal é símbolo que quasi-terrorista. Estão a ver, a tal coisa de meta-norms. -  Não nos vamos esquecer que em 2019 o presidente da Ucrânia, o antes do Zelensky, ia a concertos daquela banda alemã que canta a música qualquer coisa 6 milhões de mentiras (No remorse – 6 million Lies). Ou que abertamente neonazis já foram condecorados por valor e coragem por Zelensky. Sim, um Judeu a condecorar um neonazi é tão estranho como um neonazi a aceitar uma condecoração de um judeu.  Quem disse que as pessoas eram inteligentes ou coerentes.

Zelensky é um guerreiro. Isso ninguém lhe tira. Zelensky é um líder à séria num país a ser invadido. Badassmotherfucker daqueles que nós temos na memória ser, se calhar romanticamente e erradamente, um líder à Europeu dos antigos.  Por isso, assumo que todos nós temos quase a obrigação de lhe tirar o chapéu e nunca lhe virar as costas nos pedidos de ajuda razoáveis. Mas não é um messias, certo? Não está a formar uma religião nem  sequer a fundar uma seita, certo?

O que devemos fazer é deixar o postering, virtue signaling  e emoções à flor da pele para idiotas uteis, reis do Twitter e guerreiros do Facebook e manter o sangue-frio para que isto tudo acabe com uma Ucrânia ainda digna do nome e uma Europa que não deite para o lixo 80 anos de paz.

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Bolinho para vocês

por Olympus Mons, em 10.03.22

Capture mortagua paga (1).PNG

Mariana Mortágua não seria tema de conversa para mim. Não por si.

Mas o facto de alguém com o posicionamento ideológico que sustenta o BE, sim, sim,  tal como o Robles, não lhe cair a ficha que ser deputada e andar a receber remunerações pelos trabalhinhos que faz nos media é no mínimo bizarro quando simultaneamente eviscera a prática.

Este blog, sobre neuropolítica, é uma referência do argumento que ser de esquerda é não viver nos pathways neurológicos que são autorreferenciais. Ou seja viver no pathway Amygdala-VMPFC-OFC (AVO) que controla os nossos comportamentos e depois logo se vê conforme as necessidades por onde mais o pensamento vai. Ser de esquerda é não viver, pelo menos em default mode, nestes nódulos e nestes pathways. – Logo quando a Mariana defendia a exclusividade na AR não estava a falar dela. Mas não estava mesmo. Estava a falar de uma abstração em que na maximização do benefício na atividade de deputado a sua concentração na entrega do trabalho nobre de deputado deverá ser total.  Claro que sempre que a Mariana, ou o Robles ou a Catarina é chamada a decidir coisas sobre a sua vidinha, aquilo passa pelo AVO à velocidade da luz e claro, claro que faz todo o sentido que lhe paguem se ela presta um serviço, não é? Mas, diria a Mariana Mortágua no seu monólogo interno ao avaliar o impacto na sua continha bancária e nas próximas férias, alguém no seu perfeito juízo dirá que não?

Até este paradoxo na vivência de pessoas de esquerda ser perfeitamente identificado, no sentido de marcado nas “costas ideológica” deles como um símbolo que os embaraça a toda a hora, temos zero hipóteses de reverter o FCE (fascismo Cultural de Esquerda) em que infelizmente vivemos.

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No reino do impossível?

por Olympus Mons, em 08.03.22

Só uma curta.
Mesmo o pentágono está a dizer que o número de mortos nas tropas russas estará nesta altura a aproximar os 10.000. - 10.000 em 12 dias?
Mesmo que fossem 1,000. Que se passa com os Russos. 
E os combates urbanos ainda não terão verdadeiramente começado.

Comparem com o número de mortes dos EUA nas últimas guerras e que singraram por 20 anosQuando nos lembramos que no Iraque os americanos perderam 4,000 homensNo Afeganistão perderam 2,000.

Ouvi o Nuno Rogeiro a falar em 120 aviões e helicópetros. Em 10 dias?  Eh pá - Os Americanos no Iraque e Afeganistão em 20 anos perderam 120 e só  40 por fogo inimigo o resto por desgaste, algo demasiado cedo para estar a acontecer ali, não é? 
Algo nesta história ou está mal contado ou o desastre Russo vai ser épico!

Será possível?

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Putin o ecologista??

por Olympus Mons, em 08.03.22

Estão a ver esta imagem. A razão pela qual os Ucranianos serão perfeitamente queimáveis, descartáveis, é pela parte inferior deste gráfico e os países que lá constam, não é? - Colocar em risco o abastecimento de energia a estes países significa a destruição objetiva dos mesmos, das suas economias e até da sobrevivência de muita gente que sem energia abundante morreria de frio. E, como já aqui mostrei, hoje em dia é perfeitamente claro que o frio mata imensamente mais do que as vagas de calor. Aliás a reduçao de vagas de frio devido ao aquecimento do planeta já salvou muito mais gente do que aquilo que morreram devido ao aumento das vagas de calor.
Basta olhar e ver Alemanha, Reino Unido, Itália, Turquia… para perceber que qualquer conversa de banir energia russa é só estúpida. E é especialmente aflitivo ver um país como a Alemanha que até tinha uma boa capacidade nuclear, ao lado de uma França que está no topo da Tabela,  e que por opções ecológicas devido a pressão de eco-hippies tão típicos do país, abandonou essa forma de geração de energia.

Não acredito que Putin queira mais do que aquilo que por estas últimas horas tem dito ou transmitido. Não quer invadir a Polónia ou a Lituânia, mas quer a Crimeia e mar de Azov como parte da Rússia e as regiões separatistas do leste a caminho disso.
Que os russos irão tentar ficar com Odessa também é óbvio, mas acho que é algo que usariam como moeda de troca.
Muito pior será as alterações à constituição da Ucrânia. Nem quero imaginar que tipo de alterações quereriam mesmo os russos à constituição ucraniana. Deve ser uma coisa dantesca, humilhante, incomportável.  Nem consigo verdadeiramente antecipar o que os russos tentariam impor que os Ucranianos aceitassem.

E fomos nós que nos colocámos nesta posição, não foi?

30 anos depois ter a União Europeia a considerar o nuclear como energia limpa devia levar muita gente a fazer introspeção ou na ausência da dita pinta a cara de preto. Nada disto irá obviamente acontecer, mas sim o rolar a bola e chuto para a frente… Ouvi dizer que até os verdes alemães, os mais fanáticos de todos, já admitiram que talvez seja melhor manter as atuais centrais nucleares ainda operacionais a funcionar durante mais una aninhos.

Em vez de patetices de acordos de Paris e afins, que mais não é que a continuação de transferência de riqueza, o tal spread de wealth, o tal redistribuir de riqueza por parte de pessoas que não participam na sua criação mas querem ser donos e senhores dela toda para distribuir a seu belo prazer, devíamos era ter uma conversa séria sobre o nuclear.

Fica, portanto, só uma nota: Para converter esta necessidade do gás russo para o nuclear serão necessários 250 reatores nucleares, algo com 80-120 centrais nucleares.  - Será só algo como 5 vezes a capacidade da França que ocupa o topo daquele gráfico. -  10 anos. 10 anos e isso é exequível.  

Podem olhar e achar que 10 anos é muito tempo, ou que é pouco tempo. E essa será a questão que se deveria discutir e decidir muito rápido. 

E começar a ter conversas sérias. Nesta conversa do nuclear muitos assuntos se poderia abordar e uma das coisas que usualmente volta logo á conversa é sobre os resíduos radioativos das rods de uranio ou plutónio usadas.
Já nem vou falar que nas centrais mais recentes já até se reusa partes destes rods.  

Eu relembro só que todos estes resíduos produzidos até agora por centrais nucleares caberiam num campo de futebol!! – E já agora se não os quisermos cá no planeta lembrar que “ according to NASA getting to space to hundreds of dollars per pound within 25 years and tens of dollars per pound within 40 years…”  É pá, nem perguntem ao Elon Musk que ele vos dirá que dentro de 40 anos custará 1 euro por KG…

Eh, pá. Fosse já, ontem ou dentro de décadas, será perfeitamente comportável colocar isso no espaço de atirar em direçao ao sol. Pronto. Simples. Ficava cá nada.

Ao final do dia, seja das alterações climáticas seja da dependência energética de terceiros, se não fosse o trabalhinho feito por grupos ecologias por esse mundo fora e hoje em dia o Nuclear seria sem dúvida a forma de energia mais  abundante no planeta.
Veremos nos próximos anos que será efetivamente feito. Por hora, será calar a boca e em grande medida gramar com Putin e quem o venha a substituir. Mas que fique claro, muito mais importante será o que na prática terá mudado dentro de 20 anos. Não me espantaria se nada!
Dentro de pouco tempo presumo que Putin não será o obstáculo para esta solução. Se quiserem encontrar esses obstáculos olhem para as pessoas que estão a metros de vocês. - 
Que pensará a Greta disto tudo? Humm, presumo que alguém já terá dito, “quiet child”, o assunto agora é sério.

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Descidas ao inferno

por Olympus Mons, em 07.03.22

Este é um dos estudos, meramente um, sobre o tema. Mas são vários os publicados sobre o tema e só coloco este como referência do post.  -  A capacidade de um soldado de fazer mal, de não querer saber, vai aumentando espontaneamente e inexorável com o passar do tempo.

Os mecanismos do neocórtex que mediam os variados processos de controlo sobre as piores emoções humanas vão sendo desligados com o passar do tempo. E o que desliga primeiro e de forma mais notavelmente no cérebro é o VMPFC e a ACC, como tão bem nos demonstra este estudo.

Quem me siga à tempo suficiente sabe que eu acredito que as pessoas de direita e esquerda vivem em mundos diferentes, efetivam o mundo em perspetivas diferentes. É como se vivessem em planetas diferentes. -  Como sabem, acredito que ser de direita é Amygdala-VMPFC-OFC  (AVO). Ser de esquerda é Insula-ACC-DLPFC (IAC).  

Este estudo demonstra que os soldados enviados para guerra sofrem de uma redução imediata do VMPFC e da ACC.

Isto é crucial para poderes matar o adversário. Leva um tempo relativamente curto na zona de guerra para que esse shutdown destas essenciais áreas de Brodmann no controlo emocional se torne efetiva.
Os soldados envolvidos na guerra da Ucrânia/Rússia estão nesta altura nesse processo. Daqui em diante pouco interessará se morrem civis, se são cometidas atrocidades ou sequer se alguém sofre ou não. Daqui para a frente, aquilo que nos sossega na socialidade humana já está a desaparecer nas estruturas cerebrais daqueles soldados. Mesmo quando acaba o stress do combate levarão quase um ano até que o VMPFC e a ACC voltem às dimensões iniciais. 

Já aqui disse que algum do romantismo que até ao momento tem sido nota dominante nesta guerra irão progressivamente ser substituído por um escalar da barbárie, das vítimas e do sangue.  Não tardará muito e o bombardeamento de Kiev ou outra qualquer cidades Ucraniana, com civis no meio ou não, será algo só travado por ordens muito superiores. A pressão dos soldados no terreno para soltar os seus arsenais já deve ser intensa. A visão de camaradas de armas mortos, os tanques a arder, as bombas a cair já terá retirado essa humanidade do processo cognitivo. Se o VMPFC não media os impulsos, quando chega ao processo de decisão no OFC o que sairá de lá é a coisa mais utilitária para os interesses e objetivos imediatos que no caso são militares. Se isso significar bombardear civis que estejam no meio, será uma decisão bastante fácil, natural e na verdade até incompreensível se alguém se opuser às intenções.

O shutdown do VMPFC desliga qualquer julgamento moral, especialmente em relação às intenções. Não há intenção de nada a não ser atingir um objetivo utilitário. Sem essas áreas de brodmann a funcionar, a 10 e 11, os soldados ficam frios, frios e utilitários nas suas ações e não processam como nefário as intenções. Para ser mais claro: Querer matar civis ou matar por acidente passa a ser igual!

O shutdown da ACC nos soldados fará com que não haja avaliação da sua performance interna e dos erros cometidos. Para soldado isso deixa de ser relevante. Para ser mais claro: Após matar civis ou chacinar inimigos não vai conseguir corrigir a sua atuação e vai repetir a receita da exata mesma forma sem qualquer correção.

Para quem esteja de fora, mantém essas estruturas a funcionar e o comportamento em zona de guerra torna-se incompreensível. Quem está envolvido nos teatros de guerra não tem esse privilégio. – Por isso era tão importante que a guerra tivesse parado nas primeiras semanas.

O problema da guerra é muito este que aqui descrevo. Quem estiver envolvido está a tornar-se numa pessoa diferente. Muito diferente daquilo que era ainda há semanas.

Temos que nos preparar. Mal ou bem os soldados russos tiveram no início cuidado e reserva com as populações e com os ucranianos em geral. Nesta altura vamos entrar no outro lado da guerra.

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Rainha Ginga.

por Olympus Mons, em 07.03.22

Para quem ainda tivesse dúvidas do que é a Dra Ana Gomes bastaria ouvi-la há bocado, dia 6 de Março pelas 22 horas para perceber.

Confesso o meu desprezo de estimação pela senhora desde há muito tempo. Vem desde os dias em a ouvia falar no alto daquele virtue signaling em esteroides que só ela consegue e depois no dia seguinte encontrá-la como uma rainha do sabá ou a rainha ginga no lounge de executiva da TAP no aeroporto de Lisboa. E rainha ela aparentava se sentir.

Mas, ouvi-la ontem só me ocorria que santo privilégio se tem que ter na vida, que tipo de experiência de vida de exceção e excecionalidade inimputável dá para se chegar àquela idade e se acha que nada no mundo nos toca.
Ouvi-la no essencial a dizer que a NATO devia entrar em conflito direto com a Rússia, que se devia criar uma zona de exclusão aérea sobre uma zona em conflito com a força aérea Russa em ação… é, é…que adjetivos se consegue mesmo arranjar?  

Como é isto possível? – Porque Ana Gomes viveu a vida toda protegida numa bolha diplomática, a maior bolha de privilégio do mundo. Em 1980 e durante os próximos 40 anos era intocável por virtude e leis internacionais e não porque ela fosse alguma coisa de jeito. E para quem sempre viveu a vida nessa bolha de privilégio fica assim como ela é, irresponsável porque menina mimada.
Em 2022 ela considera que mesmo numa guerra mundial seria intocável porque toda a vida ela levantou a voz e os outros calaram-se. Aquele passaporte dela devia passar a vida no peito para toda a gente ver.

Enfim, foi um desabafo. E esta senhora foi candidata á presidência da república. Deus nos ajude. E André Ventura era o radical irresponsável??

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Uma gaja gira!

por Olympus Mons, em 06.03.22

Estava a ver a Renata Cambra na SIC.  A TV com todas as luzes e filtros faz as pessoas bem mais bonitas e atraentes do que aquilo que elas realmente são. - Mas Renata Cambra é verdadeiramente gira. É uma miúda gira. É uma fêmea atraente.
E por isso, e só por isso, porque usou a sua beleza tipo meninas nas grelhas de partida da fórmula 1 para promover o seu partido, subitamente uma coisa insipida como o MAS (Movimento Alternativa Socialista) começa a ganhar tração, atenção e soundbites.

“O Movimento Alternativa Socialista (MAS), antes Ruptura/FER, é uma organização política trotskista portuguesa e é o resultado da fusão entre a Frente da Esquerda Revolucionária (FER), e os jovens activistas do movimento estudantil (Ruptura).”

O MAS é nada, zero, como procedência politica. Era mais uma das agremiações de esquerda ressabiada a quem ninguém ligava nenhuma e que, por exemplo, nunca iria ter representação parlamentar ou sair para além de um grupelho do Facebook ou de alguns blogs. -  No entanto, aposto com quem quiser que o MAS estará não tarde muito (os tais 5 anos) na assembleia da republica.

E isto porque a Renata é jovem e bonita. - Assim tipo quando uma marca de carros coloca jovens nos stands de exposição ou quando as marcas usam a exposição dos ícones de beleza feminina para se promover, assim o partido percebeu que, como qualquer marca de cosmética, se colocar a gaja gira nos posters e outdoors tem clientes, perdão, votos (mesma merda).  -  Que ninguém se iluda a Renata é um modelo fotogénico usado no contexto de uma marca política para ganhar clientes. E, como o marketing nos demonstra… funciona. - E não é porque a Renata consegue com voz suave descrever a sua ideologia que deixa de ser mais em substância do que aquilo que acima descrevo. Lembro-me sempre de uma imagem que me marcou que era o maluquinho muito articulado no discurso ao falar com os policias estava na ponte para se atirar da ponte abaixo. Seres articulado no discurso não é garante de nada.

Por isso ao final do dia é um truque que já tinha sido usado pelo Bloco com grandes ganhos durante anos (acho que efeito já passou por aqueles lados), ou que por exemplo em Espanha todos os partidos de todos os espectros políticos já perceberam que funciona e usam sem qualquer pudor, por isso não encarem este meu texto como imputando isto exclusivamente à esquerda.

Mas não deixa de ser curioso ver como, sem qualquer pudor, as esquerda das igualdades de do fim do patriarcado que exige o fim das ditas nas grelhas de partida da F1, não se constringe de usar o que se consideraria como truques e manhas do patriarcado, não é? -  Ora, porquê esta conversa? Por algo que me tem chateado e me tem perturbado faz algum tempo estará ligado e estes fenómenos.

Aliás tenho falado profusamente sobre a regeneração dos papeis tradicionais no modo como se organizou a resistência na guerra da Ucrânia, o modo como já não tem problema que os homens fiquem para lutar e morrer enquanto mulheres serão colocadas em segurança. Igualdade de géneros não é?
No entanto a minha preocupação com as consequências da chegada do eterno feminino ao topo do poder seja ele político, comunicacional ou cultural tem muito mais tempo do que quaisquer circunstâncias atuais.  Encaro esse protagonismo como natural. Mas não me impede de tentar antever qual o significado e impacto nas sociedades, porque muito pouco tempo passou sobre essa chegada aos centros de poder para se fazer laudas a qualquer beneficio, ainda mais quando não me é aparente quais serão. Pelo menos não encontro descrito, para que se possa averiguar.

Uma das coisas que me era óbvio, mas que só agora encontro em paper é isto: E o isto é que o posicionamento político das mulheres não só é muito mais à esquerda como a transmissão de valores de direita ocorre ainda entre pais e filhos varão mas que se dilui tremendamente essa transmissão de valores de direita entre pais e filhas. As filhas acabam sempre politicamente mais à esquerda do que os filhos homens.  O mundo ocidental estará tão mais enviesado para a esquerda quanto o papel do eterno feminino se sobrepuser ao patriarcado como de facto ocorre nos dias de hoje. As pessoas tem que perceber que tudo vem com as duas faces da moeda, com o bom e com o mau.  Leia-se isto, publicado à dias:


https://doi.org/10.1111/1475-6765.12517 - 
“Political socialization, political gender gaps, and the intergenerational transmission of left-right ideology” -  Mathilde M. van Ditmars.

É importante perceber isto. Que por exemplo o posicionamento e supremacia de extrema esquerda no meio académico advém essencialmente do facto da academia estar enviesada em direção ao feminino que se juntando com os betas masculinos que por norma adoram snifar o eterno feminino não espanta pois que se assista ao que se assiste nestes meios. No momento em que essa posição ideológica transvasa diariamente para a sociedade em geral estamos a assistir às consequências.  Sim, o fim da varonia traz também muito da intolerância que vem desse eterno feminino e deve ser evidenciado e entendido nesse contexto e, pelo menos, observado e analisado com alguma objectividade. 

Existe quem demonstre que o eterno feminino só se materializa propriamente quando lhes nasce os filhos e que nessa altura assistimos ao tal idiology flight mais para a direita, seguido de flights mais práticos como o White flight ou o Texas flight. Até lá é patetice da puberdade.

Pessoalmente, continuo a achar que se devia bater à porta de todas as organizações feministas, universidades de maioria do sexo feminino e organizações de minorias com stands para se alistar para ir combater na Ucrânia. - `Bora lá acabar com o patriarcado!

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Em dias de guerra!

por Olympus Mons, em 05.03.22

Assiste-se a um mar de refugiados. A esta hora já terá passado 1.3 milhões e lamentavelmente só agora as hostilidades verdadeiramente começaram e entrámos na fase em que se vai assistir ao que de mais feio a guerra traz. Todo o romanticismo assistido até agora irá desaparecer com a chegada da guerra aos centros urbanos.  Muita gente irá fugir e muitos irão morrer ou ficar estropiados.
Aceitemos que milhões entrarão pela europa ocidental adentro.

Já alguns repararam e fizeram tentativas de o verbalizar, e deixem passar mais um tempinho e será tema estridente de conversa, que esta vaga de refugiados está a ser tratada de maneira diferente… Ao contrário dos refugiados do médio Oriente, Ásia ou África estes refugiados da Ucrânia estão e serão muito bem recebidos pela generalidade dos países Europeus.  – racismo!

Será racismo? Tenho Dúvidas. Quer dizer, a raça terá alguma coisas a ver com isso, a cultura terá alguma coisa a ver com isso, a familiaridade na aparência e nos maneirismos terá a ver com isso e até o comportamento menos perturbador.  Mas sinceramente só o concedo porque não temos mesmo forma de saber. 
Mas mesmo a eficácia dessa convivência nos modos eu poria em causa não fosse a resistência que os ucranianos estão a colocar no terreno contra uma força bélica imensamente superior. Até ao momento muito badass mother fuckers.
Mas acima de tudo, prende-se com o facto de a quase totalidade dos refugiados serem mulheres e crianças. Assim, como sempre foi, mulheres e crianças serão sempre bem recebidas pela gente de bem.

E já agora, porque não dizer de forma clara e com todas as letras, e acabei agora de ouvir o José Milhazes na SIC noticias dizer que “… devíamos receber bem esta gente, que os devíamos aproveitar porque os ucranianos são gente inteligente, gente bem formada e trabalhadora…

Em situações de contemporaneidade não era possível dizer uma coisa daquelas ( e vamos ver se ele não vai pagar um preço por ter dito) mas analiticamente e no segredo de discussões à porta fechada muito gente advoga que os países deviam ser utilitários (como os EUA foram no passado) na escolha das pessoas que deixam entrar nas suas fronteiras sem perder a deontologia que toda a gente convidada e que venha por bem é bem vinda.   

Sim, as pessoas são todos iguais nos seus direitos, mas ninguém tem o direito de obrigar outro a ser seu amigo, pois não? Existem coisas que sentimos e ninguém contestará que somos também o modo como sentimos o mundo e que a maior parte da nossa interação com o mesmo é feito emocionalmente.
Já quando falamos do fluxos de migração para o ocidente, e a razão pela qual não são recebidos de braços abertos, a realidade é aquela coluna do meio!

“Asylum seekers from non-European origins more likely to be young Males.”

Capture asylium.PNG

Sim Young Males!  -  Na Ucrânia os Young Males 18-34 anos estão a lutar pela liberdade, deles e, cada vez fora as tangas me parece, em parte a nossa! Quando olhamos para esta imagem ao lado e 70% das caras que vemos são homens de barba rija a querer entrar nas tuas fronteiras não existe obviamente a empatia e simpatia que se reserva para com uma população de mulheres e crianças a fugir da guerra. Isso deverá ser óbvio para todos.
Por isso, comunas, proto-comunas, trotkistas, marxistas, wokista e até libertarians (vão ver!)  esta conversa de quem é quem deve também ser feita o mais rápido possível para evitar as cascatas e catadupas de verborreia sobre desigualdades que se seguirá e para a qual não devia haver pachorra, verborreia essa por parte da esquerda que até ao momento ainda ninguém me convenceu não imana de uma forma de psicopatia e desejo psicótico de ver isto tudo a arder.

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Irra...!

por Olympus Mons, em 05.03.22

Tinha-vos falado do facto do não-verbalizável, por obra e graça, já o ser, no que concerne a vacinas e da pandemia em geral. Algo similar ao aventar a hipótese de lab leak relativo ao Sars-cov2.

E eu não suporto que assim seja. Ainda há dias Ben Shapiro gozava com o SNL, um programa cómico de grande audiência e com décadas, estar a gozar com o fanatismo do uso de máscaras e histerismo contra quem não tomou a vacina, quando eles próprios ainda há pouco tempo gozavam com quem era céptico em relação à eficácia. E esta hipocrisia é irritante, porque soa um bocado a limpar a barra e a criar os novos normais em que para grande espanto de quem observa se posicionam como parte daqueles que “sempre disseram que…”. E as pessoas não têm memória. Agora:

Capture most read.PNG

Que um artigo sobre aquele paper que vos falei ainda há poucos posts seja o artigo mais lido do site do  Realclearpolitics é de bradar ao céus. Ainda há poucos meses isso seria razão para sanções, avisos e cancellings!
Percebam a minha irritação, porque eu aceitaria bem que era o meu entendimento que estivesse errado e como tal seriam assuntos que não faziam sentido eu ter preocupações porque pessoas bem mais entendidas no assunto que eu não estavam minimamente a questionar. Pronto tinha que me reduzir à minha ignorância.

Mas quando ainda hoje recebo mensagens no telemóvel para ir tomar a terceira dose ou para os meus filhos irem levar a vacina e já começam a ser publicados e a dar destaques a papers científicos que nos dizem coisas como esta da imagem...Eh pá, eu começo a perceber porque por vezes as populações acabam por pendurar responsáveis políticos e civis em postes de iluminação. Eu não consigo viver num mundo de bacorinhos e bovinidade assim!

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Car crash

por Olympus Mons, em 04.03.22

Só um post insipiente porque sobre o tema e personalidade nada mais que isso resultaria de qualquer das formas…

Por esta altura está o deputado Joao ferreira, do PCP, na SIC Notícias a explicar a narrativa do PCP sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. E tem imensa piada o modo como os jornalistas lutam, tem dificuldade, em entender o que ele diz. Porque ele diz exatamente a posição do PCP sobre o assunto porque o PCP em Portugal, acha e tem provado correto, que até pode ser contra narrativa e isso é aceite há 40 anos porque os porquinhos são todos iguais, mas uns têm que ser mais iguais que outros e o PCP até sabe cantar o Grândola vila Morena, não é?  
Que esse assunto seja tratado pelo PCP pelas lentes enviesadas que os tugas têm por exemplo sobre o seu clube de futebol em noite de derby é que espanta os jornalistas e para dizer a verdade isto denota que o PCP não entendeu mesmo a mudança dos tempos e irá pagar um preço brutal a nível eleitoral. Disto tudo só resulta esse erro maravilhoso do PCP.

Para os jornalistas é uma luta que um representante de um partido dos “bons”, daqueles saídos do 25 de Abril, quiçá até um dos mais donos do 25 de Abril, não esteja a ter Compliance com o Kayfabe da narrativa oficial que bem representará o estado de espirito da nação portuguesa. - E não vamos ter dúvidas sobre a narrativa dos Nazis, da democracia menor da Ucrânia, do subjugar de parte de população, etc, etc… e lá está, escorreita e bem clara, se um bocado frugal, mas com os seus argumentos que como vos tenho dito era muito bem suportado com imagens e stories pelos órgãos de comunicação russos ligados ao governo. E como toda a boa mentira partes do que ele ali diz tem substrato de verdade.  

Evidente que não cumprindo com esta meta-norma, e vejam como esta foi criada á velocidade da luz porque as sociedades conseguem gerar estas normas imediatamente para garantir a anuências e colaboração das suas populações, o PCP após isto será atirado para os níveis eleitorais dos outros partidos comunistas a rondar os 2-3%. Que erro pateta… e veja-se como o BE foi bem mais rápido a perceber o l’air du temps e mudar muito engenhosamente de “cumbersa”!

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Wonder woman!

por Olympus Mons, em 04.03.22

Tenho-me mantido relativamente calado em algo que me parece óbvio e aquilo que são evidências para mim é sempre difícil esquecer, ou pelo menos não verbalizar.

 Por um lado assisto ao silêncio que tem existido (que tem sido de ouro) de muitos grupos, essencialmente feministas, no que concerne ao facto de subitamente já fazer sentido que homens vão morrer para a guerra para defender a pátria e a liberdade, e que as mulheres e crianças é para por a salvo o mais rápido possível. Mesmo sabendo que as tangas acabam à velocidade da luz quando uma coisa séria nos acontece, esperava algum tipo de forrobodó por parte destes grupos da problemática da desigualdade de género tendo em conta o historial que gramamos nas últimas décadas. No mínimo deviam fingir com algumas actividades e acçoes no mundo real! Alguma coisa, algum truque. Mas nem isso!

Porque o mundo em que vivemos, assim que assomos de realidade como esta guerra desaparecem, voltamos rapidamente para um mundo virtual, irreal, em que uma percentagem enorme do planeta se sente confortável e uma outra metade está paralisada em horror pela surpresa e choque que é a maluqueira dos wokes, das inclusividades e diversidades.  Para uma publicação reputada como a Business Insider a ideia de voluntários para combater os russos é esta imagem. É assim, não há nada  conversar, isto é gente que tem os mesmos sintomas de snifar repetidamente e durante o dia todo longas linhas de pó branco. Não dá para conversar e eles dominam o mundo nesta altura.

Já a realidade é esta imagem abaixo. Fora as capas e frontpages dos media a realidade de quem está a morrer, aos milhares, é esta imagem. Como é óbvio.

É que não tenhamos dúvidas, assim que a Ucrânia sair das notícias, que esperamos esteja para breve e por boas razões (podemos sempre ser optimistas), o wokismo e o feminismo de terceira geração vai voltar em força e com vingança.

Convenhamos que pelo menos, pelo menos algumas coisas simbólicas como grupos de lésbicas e transgénero em autocarros a caminho da Ucrânia para lutar contra os russos deviam ser ensaiadas -  Dos 400 suecos que se alistaram para combater na Ucrânia (pelo que li) quantos serão mulheres? Será que se está a cumprir alguma cota? Serão 50%. Ou melhor, 70% para demonstração que vivemos efetivamente num mundo novo em que as diferenças de género estão a ser mitigadas?

No entanto aquilo a que se assiste é no mínimo a caracterização de Bill Buhr a estas circunstâncias em que ele nos seus shows goza que a mais empedernecida lésbica de cabelo curto e espetado assim que o barco começa a ir ao fundo começam a fazer caracóis no cabelo com os dedos e o tom de voz fica notavelmente mais agudo.

E, Eh pá, serei a ultima pessoa do mundo a dizer que não havia desigualdade entre géneros. Mas essa desigualdade era e é para o bem e para o mal. Serei a última pessoa a dizer que algumas das expectativas que se tinha sobre cada um dos géneros podem claramente ser adaptada aos novos tempos. Sendo pai de uma filha que lá em casa quando algo não funciona olhamos todos para ela, como se ela tivesse obrigação se ser eletricista, canalizadora, engenheira… não faria sentido não ser sensível á necessidade de se ser bastante mais permisso aos comportamentos mesmo que não cumpram na integra com os papeis atribuídos pelas necessidades do passado.

Entre esta minha posição e a prevalência e protagonismo que se assiste nas nossas sociedades ao histerismo punitivo sobre o qual uma quantidade enorme tenta criar meta-normas que lhes permita ter o que querem (mais parceiros sexuais), permita roubar a propriedade de terceiros (luta pela desigualdade) ou ser objeto de reparações que implicam ter aquilo que não mereceram (CRT) vai um mundo de distância.

Mas ao final do dia, existe a realidade. E por isso deve ser lembrado que ela, a realidade, existe e que a tanga que nos imerge diariamente, inexoravelmente e doentiamente em muito devido à atenção que é dado aos desvaneios das novas gerações, da valorizaçao que fazemos dos estados de espírito de emocionalmente e cognitivamente crianças. Agora era a altura de agarrar no focinho destes putos entitle, mimados e fracos, e esfregar as fuças nas imagens do que acontece quando the shit hits the fan

Ao final do dia, como estamos a ver na Ucrânia, as mulheres conjuntamente com os nossos filhos ainda são o maior tesouro do mundo. Qualquer homem no mundo não conseguira tolerar uma batalha se pensasse que ali ao fundo ou ao lado estaria a mulher que ama em perigo e a primeira responsabilide de qualquer mulher será sempre para a sua prole.  Podem fazer séries na televisão à vontade sobre vikings mulheres guerreiras (que aliás só se descobriu uma sepultura de mulher com armas e não se sabe se ela era guerreira ou foi ofertas), e mulheres em papéis tradicionais masculinas que quiserem que ao final do dia, no mundo real, a realidade é o que é, é assim porque é assim, e o resto é arranjar forma ter paciência e de deixar de aturar esse pessoal. 
No dia em que desligar-mos esta tontaria acaba.
 

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Privilégios

por Olympus Mons, em 03.03.22

Mas esta gente acha normal?
Não sei se conhecem Tim pool, o podcaster que começa a entrar na categoria relativamente perto de um Joe Rogan (mais ou menos perto).  Podcaster com milhões de followers e com milhões de views e centenas de milhar de live viewrs nos momentos de live stream, ficando próximos dos números de views de por exemplo um programa da CNN ou da MSNBC.

Capture Tim ar15.PNG

Tim pool ontem teve 3 incidentes de SWAT teams a invadir o seu estúdio e a sua residência. Policias de intervenção armados irrompem pelos espaços dele de armas em punho.

Tendo em conta que já não é a primeira vez que isto lhe acontece fica a dúvida quando é que as pessoas normais naquele país se começam a insurgir de forma mais vigorosa contra o facto de serem vítimas do insólito sem quaisquer consequências de maior? -  São estas coisas “anormais” que parecem ser aceites nos EUA desde que a pessoa seja alguém ligada à direita americana, mas qualquer incidente por mais insignificante que seja para pessoas ligadas à esquerda parece tomar proporções de incidente internacional? Para os outros tudo parece ser normal acontecer como aquela coisa de no tempo de Obama ser normal as empresas que doavam dinheiro para o partido republicano serem auditatas pelo IRS várias vezes ao ano.  Tendo em conta que Tim já foi raided por SWAT teams 6 vezes como é que é possível que não haja o envolvimento por exemplo do FBI para investigar o ocorrido?  E após as primeiras 3 vezes como é que é possível que a polícia daqueles sítios não saiba quem Tim Pool é fica quieta ao invés de todas as vezes ir lá arrombar as portas!

Lembrem-se que eu tenho estado a falar de estados que se dizem de direito, que são estados dos valores, mas que parecem que esses só são validos se tiveres as características sociais e políticas corretas aí sucedem-se cheios de apelos à emoção que só por si já está a meio caminho da bulshitada.

Veja-se esta rapariga.

 Está a processar a Delta por racismo.
Processa a Delta por racismo, porque no meio de uma confusão de lugares a bordo a tripulação pediu-lhe para passar para um lugar mais atrás para acomodar uma situação em que duas passageiras de primeira classe que tinham sido downgraded, e que é normal acontecer, e porque tinham muita bagagem de mão teriam que ficar nos lugares de saída de emergência. Uma coisa que eu considero banal. Já me aconteceu a mim e já vi acontecer dezenas de vezes nomeadamente devido à chegada tardia por exemplo de passageiros com crianças que devem ser sentadas junto dos pais. Aliás já me aconteceu a tripulante pedir para eu mudar de lugar para que casal de idosos poderem fazer a viagem juntos. Sorri e acedi imediatamente sem pensar mais no assunto.

Como tem acontecido em catadulpa e caso atrás de caso com pessoas de diversas etnias de minorias nos EUA, sempre que são importunadas ou incomodadas em situações banais do dia a dia imediatamente sacam do coldre da demagogia a pistola do racismo e disparam em todas as direções.  Especialmente com companhias aéreas. Isto é mesmo assim. Não dês armas aos bostas se não quiseres a proverbial shit espalhada por todo o lado. Usar acusações de algo grave como o racismo devia ser algo melindroso e com consequências claras para quem o fizesse sem provas concretas.

Que tipo de privilégios é que tem que se possuir para que num caso a pessoa porque entrevista pessoas que estão fora do Kayfabe aprovado em sociedades cada vez mais esquerdistas,  acaba por ter SWAT teams à porta sem quaiquer consequências e uma outra pessoa que porque tem determinada cor de pele possa invocar o delito de racismo sempre que é importunada? Que privilégio maravilhoso que é eu chamar criminoso a qualquer pessoa que me importune. Só príncipes e imperadores alguma vez tiveram esse privilégio.

De um ponto destes em diante acho normal que se diga que está uma revolução em curso nos EUA. E as revoluções são o que são e servem para o servem. Não podes é depois de fazeres revoluções um dia porque não gostas do que observas abrir a boca e dizer que espantoso que o antigo tenha desaparecido, certo?

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O pesadelo de Putin

por Olympus Mons, em 03.03.22

Só porque nesta coisa das perspetivas e histórias convém ir tentando perceber as coisas fora das narrativas oficiais. Sabem que o tenho repetido desde sempre neste blog.
Convém fugir à história da vitimização e do "appeal to emotion"  que está por todo o lado. Todo o lado. Isto é mesmo a certeza que todos nós não passamos de crianças aos olhos daquela gente (mas quem será aquela gente que manda?) que nos molda o dia com informação. Como testava o grande Professor Grandão (quando os meus filhos eram pequenos) que passava logo no início do ano o Bambi para perceber quem era emocionalmente sólido e quem tinha problemas emocionais que ele teria que ter atenção. Os miúdos de desatavam num pranto ele sabia que havia ali dificuldades, os, como os meus filhos, ficavam impávidos ele sabia que era gente emocionalmente estável. Pelo menos descobri anos depois que era essa a lógica dele.

É assim o mundo de hoje, eles, o tal eles, sabem que o pessoal é emocionalmente instável e por isso toca a criar produto que venda a esse segmento do público.

Mas claro que escrevo sobre esse assunto só porque, e hat-tip para o Freddie Sayers do Unherd por ir tentando fugir ás narrativas fáceis e ir procurando algo de mais profundo e neste caso até intrigante, para desenjoar do tal massacre de apelo á emoção.
Num dos seus programas ele notava, e perguntava ao perito, por que raio os misseis russos pareciam sempre falhar. O míssil na praça de Kharkiv na verdade num edifício tão grande falha e acerta é no passeio. O da torre de televisão, apesar de as imagens que mostram parecer revelar que aquilo atingiu a verdade é que falha o alvo e por bastantes metros. Mas como não convém à narrativa oficial do grande Urso frio, mau e maquiavélico, assim tipo assassino profissional imbatível, ninguém aborda estes temas.

Reparem, os russos têm queimado os seus misseis de cruzeiro, mais de 400, o que faz com que o seu inventário está a chegar ao fim, que são misseis que parecem ter os sistemas velhos de GPS que não são particularmente precisos se comparados com os sistema modernos do ocidente e tem sido um desastre. Que a força aérea está desaparecida em combate o que não era nada de esperar tendo em conta o tipo de operações que estão a realizar (aparentemente com aviões é tudo mais preciso) e que a partir de agora se não aparecer a força aérea terão que aumentar a utilização de artilharia o que é imensamente menos preciso e mais mortal para os civis, sendo que pode revelar que os russos não querem perder os seus melhores aviões nesta guerra porque terão dificuldade em repor…. Estão a ver, tudo coisas que não deixa de ser uma perspetiva que usualmente nas guerras é tema, mas que nesta parece não ter qualquer tempo de antena. Especialmente essa parte que o raio da tecnologia russa, pelo menos a usada até agora, não parece ser nada de ponta e até é bem assim terceiro-mundista.

Depois, será que a moral dos russos é mesmo assim tão má? Kherson caiu… mas esta cidade levou 6 dias a cair, sendo que está junto á Crimeia e não acredito que fosse um dos pontos de enfoque da resistência ucraniana.

 Será que a nível tecnológico a Rússia na verdade não é assim tão temível como temos ideia? Uma coisa será fazer protótipo de misseis hipersónicos, outra é ter arsenal operacional de misseis de última geração. Será que é aquela história de quem não tem dinheiro na verdade não tem mesmos state of the art? – Fica essa dúvida, não é?

Percebo os receios que muita gente tem de que tudo isto vá descambar ainda mais porque Putin não pode de todo sair desta guerra com estas evidências de que a Rússia, além de ter uma economia menor que a Espanha ou o estado do Texas, afinal o seu terrível poder militar poderá até nem ser assim tão terrível por falta de estruturas operacionais e de eficácia do arsenal mais antigo. Este nesta altura será o pesadelo de Putin. O que torna tudo mais perigoso ainda, porque ele pode despoletar coisas como artilharia pesada, o tal shelling em massa, ou força bruta dos tanques sobre os centros urbanos como fez na Tchetchénia. Isto poderá agora entrar verdadeiramente na parte bárbara da guerra e tudo pode descambar ainda mais.

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Como é aquilo da censura mesmo?

por Olympus Mons, em 02.03.22

Que fique claro. Quando se é contra fascistas, tem que ser por princípio e não por causas.
Estava a ver, mais a gramar, a Russia Today News e de repente…:

IMG_20220302_133129.jpg

A RT news era um canal interessantíssimo para quem goste de ouvir as várias partes envolvidas num conflito. Quem não gosta, que é fascista e tem problemas com a liberdade de expressão, que tem problemas a olhar seja o que for para alem das suas lentes acha normal que o canal seja cancelado.
 Eu acho que ver a RT news era uma delícia porque aquilo é um curso de spin, de manipulação e de jornalismo de causas. Só que ali a causa era uma que nós não gostamos. 
A RT news não deixa de mostrar os bombardeamentos, não deixa de mencionar os mortos e feridos, mesmo de soldados russos mas mantém o foco na região do leste mostrando os feridos, as crianças feridas, as velhinhas que choram, os refugiados a passar a fronteira para a Rússia…

Quem queira perceber como é ridículo muito do, para não dizer todo, o jornalismo feito em Portugal  e sobre muitas das temáticas do jour, deve sentar-se e observar como o mesmo é defeituoso mas se aplicado ao outro lado. E o que estava na RT news também era o novo jornalismo, da subjectividade vs objectividade, das causas ambiente e das análise conteúdo, só que aplicado ao lado deles!  
Eu sento-me a ver aquilo e consigo seguir o script, o guião das narrativas e facilmente detectar o que não está a ser reportado sem contexto e oiço a voz de pessoas tanto da India como de Nova Iorque que apoiam os russos e nem pestanejo. Porque a bulshitada é ubíqua e universal.  
Mas depois, o postering irrita-me.  E irrita-me tanto quando me comove o heroísmo de cojones do tamanho das baleias do atlântico Norte (cujos ditos pesam 900kg) que os Ucranianos estão a demonstrar.

voltando ao RT news, é esta coisa do cancelling que é bom quando é a nosso favor mas é horrível e um atentado aos valores quando é contra o que gostamos. Não dá para papar esta tanga.
Fica a nota, que não somos mais ricos, nem mais informados, por se calar desta forma a voz dos russos. E fica a outra nota, a outra que é comum no nosso dia a dia, que quando voltar guinchar contra Orban ou Salvinis desta europa por não apaparicar alguns jornalistas teremos que nos lembrar que mesmo sem estar sequer em guerra a Europa dos valores também acha normal censurar meios de informação. É um bocado como aquela coisa do post abaixo, que a Marine Le pen pousar para fotos com o Putin era o fim da picada, mas ex-líderes de partidos e países centristas e até de centro esquerda serem depois empregados dos Putin já não tinha problema nenhum, tanto que nem era motivo de guincharia dos media, social ou de outra natureza.

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Nothing to see....

por Olympus Mons, em 02.03.22

Gerhard Schröder  - Germany’s ex-chancellor.
Matteo Renzi - Former prime minister of Italy.
Esko Aho - Finland’s former prime minister.
Christian Kern - Austrian chancellor.
Wolfgang Schüssel  - ex-chancellor of Austria.

Pois, esta… hum… gaja bem pode agora comer o fel do apoio que foi dando a Putin durante anos, logo numa altura em que vai a votos. Espero que seja o demise dela, que seja uma forma de a Frente Nacional encontrar outras caras e outro rumo. Isto de filhas de, nadas e criadas em bolhas, nunca deu boa solução de nada. São, por norma, sempre boas filhas da P…

No entanto, duvido da capacidade da senhora em influenciar seja o que for nas posições, estratégias e decisões da França seja em que palco for. 
Já aquela lista de nomes acima junto à imagem dela, posso garantir, posso-vos garantir, tem todo o network, meios e connections para influenciar as políticas, posições e tendências, pausas e tempo, dos seus países que lideraram os destinos, da Europa e até do mundo.  E isso estando fora das narrativas preferidas e controladas pela esquerda, passou completamente despercebido.

Deve servir estes exemplos para nos fazer pensar porquê?
Porque fica-me sempre a sensação que o serem deixados em paz é o preço que os colaboracionistas pagam para que a esquerda possa ditar a seu belo prazer as estruturas das redes que determinam o que é aceitável ou permitido nas interações sociais. Porque essas estruturas promovem a emergência de cooperação do que convém à esquerda e controla o comportamento, discurso e expressão do que será aceitável para as pessoas de direita. É o modo como se domestica!

Para que isso aconteça, basta que os homens de bem nada façam ou, alternativamente, encham os bolsos.


E reparem, não os critico a eles, critico as pessoas que eram supostos controlar estes eventos. Onde param as elites que são supostas controlar os políticos? Onde param? Essas elites que o povo elegia para controlar os políticos que por sua vez morriam de medo dessas elites e por sua vez essas elites morriam de medo do povo?. Onde param as pessoas que deviam criar acountability para estes ex-líderes?  - Que grita, se bem se lembram, o CHEGA e André Ventura como polo populista e por oposição de onde vocês assistem as maiores abjeções contra ele?   

Essas elites são os tais jornalistas, pundits e apresentadores dos jornais das 8 junto com opinion makers que votam no BE, alguns agora fascinados com o IL, mas que tomam o pequeno -almoço todos juntos nas imediações dos colégios privados dos grandes centros urbanos.  Não teve tanta piada ver o Cotrim com a Catarina tão empenhados junto da embaixadas da Rússia, não foi?  Aliás, quem organizou aquela manifestação é um profissionalão da coisa e sabe que Catarina de mão dada como Cotrim de Figueiredo é um casamento natural nas tais normas que eu tanto falo.

Nos próximos anos o IL terá que se definir. Onde quer estar. Se cair nas cadeiras naturais onde se assiste ser a sua escolha por essa europa fora será uma desilusão enorme para muitas das pessoas que neles votaram. E o André Ventura tem que passar a decidir consequentemente com quem se quer verdadeiramente dar ou ser visto com! 

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Já se sabia…

por Olympus Mons, em 01.03.22

Para não falar continuamente do mesmo tema, gostava de fechar o tema das vacinas para mim.  Gostaria de dizer que o que eu temia não vai ser tema de conversa por muito tempo ainda, mas pelo que tem saído nos últimos dias pode ser que seja bem mais rápido e por isso gostaria de deixar escrito aquilo que será epitáfio de tudo o que disse sobre o tema desde o início da pandemia.  Que é o seguinte.

 “O que quer que se esteja a falar dentro de anos sobre as vacinas usadas para vacinar 80% do ocidente já se sabia em 2021! “  

Isto assim simples.

Pode ser que não se esteja a dizer nada sobre as vacinas dentro de um par de anos porque não há nada para dizer. E isso será uma felicidade. Não acredito que ninguém no mundo fique feliz quando os seus receios se concretizem.

Os meus receios sobre os efeitos das spike proteins das vacinas serem citotóxicos e que na essência também cancerígenas pela capacidade de romper a hélix do ADN ou capazes de provocar deformações nos fetos não foram sequer matéria ou informaçao que se divulgasse durante a pandemia como de nota, de mencionar e em última análise de aviso às pessoas para que pudessem tomar decisões em consciência. Nessas circunstâncias assumi que era defeito meu, era uma perversão do entendimento que eu tinha sobre a matéria e não quis fazer afirmações nem ser particularmente assertivo, aceitando que temos que confiar nas instituiçoes.

Mas que fique claro:
“O que quer que se esteja a falar dentro de anos sobre as vacinas usadas para vacinar 80% do ocidente já se sabia em 2021! “  

Reparem que não vão poder, dentro de seja qual for o tempo que passar até isso acontecer (ou até nunca acontecer), vir dizer que era uma pandemia, uma pandemia com aquela vozinha que por exemplo o nosso PR faz , ou que não se tinha como saber que os efeitos poderiam ser A ou B, ou que eram decisões que se tinha que tomar com as vacinas que se tinha…Não, não, não. - Uma coisa era vacinar pessoas idosas em risco, outra bem diferente é impingir a idades cada vez menores até chegar a miúdos de 5 anos! 

Não há o não sabíamos, há sim o:
“O que quer que se esteja a falar dentro de anos sobre as vacinas usadas para vacinar 80% do ocidente já se sabia em 2021! “  

Por hora estão a sair alguns estudos, aos poucos, que o material do vírus usado nas vacinas acaba por se integrar no ADN da pessoa, ou que as quebras no ADN provocadas pelas mesmas poderão criar cancros, etc.
Alguns destes estudos vão até à beira dessa landmine que é mencionar cancro mas não a pisam, alguns vão ao ponto de dizer que “publication proclaiming that vaccine mRNA can be converted back into the DNA in human liver cells” , que se traduz em what the fuck!, mas que singelamente pode ser lido no estudo publicado e passado por peer review,  “Intracellular Reverse Transcription of Pfizer BioNTech COVID-19 mRNA Vaccine BNT162b2 In Vitro in Human Liver Cell Line”   publicado ontem.

Que fique claro.  Não quero saber nesta altura destes estudos. Não quero saber porque estudos hoje em dia são à vontade dos fregueses e ganhei o hábito de esperar para que um dia saia estudos de metadata e assim conseguir fazer sobresair alguma verdade. No entanto assinalo nesta altura que estudos que nos dizem que podemos estar perfeitamente fucked, estão a começar a sair. E isso é um facto.
Também não quero ser o alarmista. Estes estudos tudo o que nos estão a dizer é que os patetas, fact checkers e cientistas, que há alguns meses atrás nos diziam que por exemplo era impossível converter de volta RNA em DNA deviam ter tento na língua porque a verdade é que é bem possível e eles demonstram como até é bem fácil isso acontecer! Mas olhem, eu só estou a dizer que:
“O que quer que se esteja a falar dentro de anos sobre as vacinas usadas para vacinar 80% do ocidente já se sabia em 2021! “  

Levei a vacina. Mas consegui que os meus filhos adolescentes não!  Certas vitórias são só nossas e connosco ficam.

Talvez voltemos a falar sobre estas vacinas e as decisões tomadas dentro de alguns anos. E se Deus quiser não voltaremos sequer a falar sobre o assunto e isso será uma felicidade.  Mas se falarmos, a medida pela qual se medirá se você é uma ameba ou não, será pela lembrança que mantiver de:
“O que quer que se esteja a falar dentro de anos sobre as vacinas usadas para vacinar 80% do ocidente já se sabia em 2021! “  

E se isso acontecer, falarmos e você lembrar-se disto acima - let’s give them hell!

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