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É comer e calar!

por Olympus Mons, em 30.05.22

Ainda há poucos anos, se calhar um ano, isto seria impossível de ser dito por um primeiro-ministro Sueco.  E a primeiro-ministro sueca não tem nada de direita e muito menos de extrema-direita, não é? o Partido desta senhora (e não é um maléfico homem) está no poder a maior parte do tempo e assim tem estado por exemplo nos últimos 8 anos. Por isso já na crise de 2015 e nos anos que se seguiram era quem estava no poder.
Capture swedish PM.PNG

Existem zonas na suécia que já são o suecislão tal como acontece também por exemplo na frança. Logo, estamos a falar de zonas colonizadas. É curioso como ambos os países, suécia e franca tem 8%-10% da sua população islâmica.  20% da sua população nasceram fora da suécia.

Esta substituição da sua população autóctone, muito homogénea foi feita deliberadamente, foi celebrada e obedeceu ao sentir da maioria da sua população. – Agora é calar e comer!

Que as regras de imigração agora na suécia sejam das mais restritivas de toda a europa não lhes deverá servir de muito e ainda bem.  Não me iludo que a esquerdalhada elite que vive nas bolhas protegidas vai continuar a cantar os amanhãs da diversidade, mas a verdade é que para pessoas que vivem longe destas bolhas de privilégios a violência dos gangs é um verdadeiro inferno. Mas, agora, só lhes desejo que calem a boca e comam, comam muito do que tanto quiseram.

Suécia tem assassinatos nas ruas, tem bombas que explodem em locais públicos. Suécia é de longe a capital europeia de violações e de agressões contra minorias sexuais.

55% das pessoas que vão para a cadeia são imigrantes, 90% dos suspeitos envolvidos em tiroteios também (ou filhos de).

E a suécia é um estado profundamente social, com subsídios e assistência social por todo o lado, mais uma vez demonstrando que qualquer patetice que sai da sociologia esquerdoide é sempre uma receita para o desastre.

Claro que o meu post não será sobre a situação per se na suécia. É sobre a volta de 180 graus que a suécia deu.  Da nação amante de imigrantes e asilados a suécia passou a uma nação que cria todos os dias entraves a essa mesma imigração mas sem verdadeiramente se tirar ilações do sucedido. Essas não encontro. Tudo a fingir que as escolhas do passado não foram desavisadas e desinformadas.
Siga-se o que a senhora mais disse:

"Segregation has been allowed to go so far that we have parallel societies in Sweden. We live in the same country but in completely different realities," Andersson told a news conference.

 Por cá devemos lembrar que temos 600 mil imigrantes legais e os ilegais, com as facilidades de legalização dos últimos anos não serão um valor assim tão mais elevado. Mais 150 mil? 200 mil? – Seja como for o valor de menos de 10% que se assume em Portugal não deverá andar muito longe do verdadeiro. Será provavelmente mais perto dos 8%. O tal valor que é o carrying capacity de uma sociedade e que se assiste na europa há mais de 3 mil anos.   Houve partes da europa, que até tinham menos diversidade étnica, que optaram por ir além dessa capacidade de integração ou pelo menos de convivência pacífica.

O tal número de 8% que é milenar deveria ser uma referência nas sociedades. Não sei se noutras partes do globo o número se manterá igual. Suspeito que essa capacidade será consideravelmente menor do que os tais 8% da maléfica Europa, mas para quem opte, como no caso da Suécia, por alterar esses equilíbrios, pois… Por mim estou farto de desculpar e apaparicar os "povos", logo para estes agora É comer e calar!

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Vindicar

por Olympus Mons, em 28.05.22

 para as outras pessoas este estudo abaixo terá pouco significado. Para mim, fez-me o coração acelerar.  O mundo é assim, o que é irrelevante para alguns é extremamente importante para outros.

Quem leia os primeiros posts deste blog, que não estará muito longe de fazer 10 anos, saberá que ele se chama Barra de Ferro pela barra de ferro que atravessou o cérebro de Phineas Gage, o empregado rodoviário, e alterou a personalidade dele.

 

Também notará que o blog teve fases em que se centrou fortemente no trabalho de Jonathan Haidt, daí que seja considerado muitas vezes como Haidtiano.  Haidt e os seus pilares morais, os 5 pilares morais (que agora são 6) é central à minha perceção do mundo. Para quem não saiba, Haidt, inicialmente um esquerdalhoide da elite académica do massachussets, decidiu descobrir o que havia de errado com as pessoas que eram conservadoras e republicanas. O seu trabalho levou-o, para grande espanto inicial, a descobrir que as pessoas de direita eram só pessoas bem mais complexas que as pessoas de esquerda e que dentro de qualquer pessoa de direita existe uma pessoa de esquerda, mas dentro de alguém de esquerda não existe uma pessoa de direita. Ou seja as pessoas de direita partilham os dois pilares normativos (harm/injustice) com as pessoas de esquerda mas depois também valorizam os outros 3 pilares morais, os descritivos, ao passo que as pessoas de esquerda não.  – Leve esta lição para o banco (!). Aquele seu amigo de esquerda nem sabe bem do que você está a falar, por isso qualquer discussão com ele ou é centrada nos dois que ele sente, que ele reconhece, ou está a falar para uma parede.

Esta é a principal razão pela qual a esquerda ganhou a batalha comunicacional. Foi uma cedência da direita. – Ou falas de harm/Injustice ou metade do teu publico alvo nem percebe do que estás a falar. Daí que, por exemplo, o jornalismo seja em 95% feito por pessoas de esquerda porque estes são os que falam esquerdalhês.

Capture moral genetic.PNG

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/08902070221103957

Feito este longo resumo, que é um desvio sobre o estudo em si é preciso lembrar que desde os tempos em que era proibido sequer essa menção todo este site era sobre esta ligação entre a genética e estes traits morais. Haidt mostrou essa ligação inequívoca entre os pilares morais e as preferências políticas. Eu sempre insisti, algo sempre difícil de aceitar por toda a gente com quem falei estes anos todos, que essa ligação era em grande medida genética, levando a postular a minha teoria que por motivos genéticos  ou nasces de esquerda logo o que primeiro dispara no teu cérebro é a Insula que passa para a ACC e depois naturalmente deriva para o DLPFC  ou nasces de direita, primeiro dispara a Amygdala que passa para o VMPFC e vai para o OFC.
Esquerda insula/ACC/DLPFC (IAD), se de direita Amygdala/VMPFC/OVC (AVO). -  Literalmente somos humanos no mesmo sítio a ver coisas completamente diferentes.  

Este paper vem dizer aquilo que eu defendo há anos e anos e anos. Ou seja que existe uma forte conexão entre a genética e os pilares morais.
Para qualquer pessoa isto pode não ser importante. Para mim, é o mundo a caminhar pesadamente apesar do controlo e hegemonia dos idiotas (muitos na academia) sobre o planeta todo.

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Na realidade...

por Olympus Mons, em 27.05.22

Ficou-me na memoria. Ficou-me a irritação.

Lembram-se de ter comentado o programa “Mundo sem muros” que ouvia na rádio e achava uma coisa sem profundidade e que agora passa na RTP3?

O programa é peculiar porque consegue dizer disparates a uma velocidade maior que a média e tendo em conta que a média já é estratosférica é dizer muito.

Como escrevi foi aquela coisa da “supremacia branca” a torto e a direito, quando na verdade aquilo que estes malucos falam é relativo ao “Great Replacement” que não é supremacia coisa nenhuma é sim o “a minha gente está a ser substituída” por pessoas que eu não reconheço como sendo das minhas, mas em momento algum elicitam supremacia seja de que género for.   

Depois dizia um deles (o Miguel alguma coisa) que 40% do nosso ADN vinha dos romanos que tinham passaram pela península ibérica… uma coisa assim disparatada, descabida e sem nexo ficando eu a pensar onde este maluco terá ido buscar esta ideia!  Esta inteligência não percebe que quando se diz que os Hispano-Romanos tinham um perfil autosomal muito parecido com as atuais populações portugueses não é que os centuriões romanos o tinham mas sim que os hispânicos no império romano tinham um perfil autosomal igual ao dos atuais portugueses, não ao contrário… Enfim.

Mas, e mais importante, era o que ele verdadeiramente tentava dizer naquela alocução  que de forma muito clara é uma das mantras do kayfabe autodestrutivo e suicidário que se instalou no ocidente: Querer convencer-nos que ninguém é autóctone do sítio onde vive logo o “great replacement” em curso é natural.

Diversidade! - E pronto, assim, a europa se deve tornar em bar aberto porque sempre terá sido assim ao longo da história e do tempo e virão outras pessoas de outros pontos do globo levando a que os europeus, como está a acontecer nos EUA, se tornem uma minoria e sendo uma minoria serão diluídos no todo. Diversidade é a nossa força…
Que as pessoas não têm mesmo noção da realidade ou das realidades do passado é uma evidencia. Que esta resulta deste passar de informação falsa, deste reescrever e recriar a história, mesmo perante evidencias modernas (como o ADN) que o contradizem só é possível pelo estado avançado de fascismo em que nos encontramos.

https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2022.05.15.491973v1

Ancient DNA research in the past decade has revealed that European population structure changed dramatically in the prehistoric period (14,000-3,000 years before present, YBP), reflecting the widespread introduction of Neolithic farmer and Bronze Age Steppe ancestries. However, little is known about how population structure changed in the historical period onward (3,000 YBP - present). To address this, we collected whole genomes from 204 individuals from Europe and the Mediterranean, many of which are the first historical period genomes from their region (e.g. Armenia, France). We found that most regions show remarkable inter-individual heterogeneity. Around 8% of historical individuals carry ancestry uncommon in the region where they were sampled, some indicating cross-Mediterranean contacts. Despite this high level of mobility, overall population structure across western Eurasia is relatively stable through the historical period up to the present, mirroring the geographic map. We show that, under standard population genetics models with local panmixia, the observed level of dispersal would lead to a collapse of population structure. Persistent population structure thus suggests a lower effective migration rate than indicated by the observed dispersal. We hypothesize that this phenomenon can be explained by extensive transient dispersal arising from drastically improved transportation networks and the Roman Empire’s mobilization of people for trade, labor, and military. This work highlights the utility of ancient DNA in elucidating finer scale human population dynamics in recent history.

Em cima temos um higlight do abstract , tirada de um paper que está em pre-print para ser publicado mas que não traz nada verdadeiramente de novo, é se alguma coisa faz é o reafirmar que não, os FCE (fascistas cultural de esquerda) que por aí andam, uns por vocação outros por cobardia, não estão nada corretos.

Capture pop moving.PNG

Seguindo o que está em cima esta imagem é muito curiosa. No fundo mostra que durante os últimos 3000 anos encontramos uma percentagem relativamente elevada e normal de pessoas de outro lado, imigrantes, mas que estas pessoas não alteraram em nada o perfil autosomal das pessoas dos sítios onde foram encontrados (enterrados).   Esta média de 8% de pessoas com ADN diferente dos locais é aquilo que muitos estudos sociológicos apontam como a capacidade de “diversidade” sem destruir os locais onde foram encontrados. E o estudo afirma, que mesmo estes 8% não tiveram verdadeiro impacto no ADN local. Volto ao que já aqui escrevi, que parece ser aos 20% que já não tens hipóteses de sobreviver enquanto identidade. Estes 8% parecem ter sido a norma até agora.  A europa estará neste limite ou até ligeiramente acima, os EUA já o ultrapassaram há muito e por larga escala.

E já agora, a China, a India, a Rússia (incrivelmente homogéneo) o Vietnam, o Burundi, o Quénia e a Nigéria têm mesmo que nível de diversidade? – Pois...praticamente zero nao é? -  Diz a lógica que estes sobreviverão enquanto identidade e que a Europa com os seus pelo menos 3000 anos de incrível estabilidade populacional está em risco de morrer. Simples. Ah, os EUA já estão mortos, só que ninguém lhes disse ainda.

Não descarto que possamos estar perante um novo estágio e se calhar algo de diferente possa ocorrer, mas de certeza que não é forma de ter uma conversa séria mentir sobre o passado. Não é forma de preparar o futuro enfiando petas a toda a gente sobre um passado que nunca existiu.

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Os outros pulhas...

por Olympus Mons, em 26.05.22

Eu, sinceramente.

Sim, esta imagem é um quadrado negro. Mas podia ser a imagem de um buraco negro ou algo assim do género... Mas não é luto! 

Até deixei passar algum tempo até escrever sobre este tema do assassinato em serie das crianças na Robb elementary School, no estado norte-americano do Texas.

Já aqui em tempos, há muito tempo, escrevi sobre o tema. E a única coisa que me interessa neste tema é tentar perceber porque a vida daquelas crianças, como das outras no passado tem tão pouco valor. É bizarro.

Aliás já é bizarro que por exemplo as mortes das crianças no concerto da Ariana Grande em Manchester também foi algo rapidamente atirado para o esquecimento. Neste caso dos “Mass shooting” tão comum nos EUA (mas também noutros sítios) tão pouco se quer saber do problema que, estranhamente, no instante seguinte já é uma questão política na guerra cultural entre a esquerda e direita nos EUA.

É que, não tenham dúvidas, há muitos anos que se sabe qual a melhor forma de se mitigar estes eventos,  se não até acabar com eles de todo.  Sabe-se desde os primeiros estudos feitos há muito tempo sobre as pessoas que comentem estes atos!

Este estudo. aqui em baixo, é só um dos últimos que li, mas acho que se encontram destes desde os anos 80 do século passado.

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S135917891830274X

O resumo é muito simples – Estas pessoas que cometem estas barbaridades são movidas primeiramente e inequivocamente pela notoriedade que estes atos lhes proporcionam. A motivação que os faz levantar da cama e ir matar é o sentido de imortalidade e fama que eles anseiam. Já veneram outros assassinos em série e só pensam em ter essa mesma notoriedade.

Por isso, por isso(!), de acordo com todos os pergaminhos publicados a maneira de se mitigar ou impedir estas acções é cortar o acesso aquilo que eles mais anseiam. – NÃO PUBLIQUEM O NOME E A FOTOGRAFIA DESTA GENTE!

Sendo que esta parece ser a solução simples de implementar,  seria de esperar que seria imediatamente acatada descritivamente por todos os media sem necessidade sequer de se tornar normativa por lei. E se até há regra meritória a impor no social media e nos algoritmos que os regem, seria impedirem de divulgar o nome e publicar a foto. -  E isto, meus caros, é simples! Existe algoritmos para isto.
E seria moralmente de esperar que todas as redações dos jornais tivessem como regra e norma moral que não publicam aqueles dados . Simples não era?  Simples. -O problema é que estes eventos são maná, são boffica doce para os media e as suas views e clicks no contexto das vendas de marketing digital… logo, que se lixem as crianças.  
Para que fique claro: As mortes das criancinhas sobre a qual os media carpem à força toda não são o suficiente para que estes se autorregulem numa coisa tão simples como não dar aos Mass Shooters aquilo que os leva a fazerem isto-  Notoriedade! Simples de resolver, é só não dar! 

Mas não, aquilo cai imediatamente para a questão da second amendement e do controlo de venda de armas sem qualquer referência àquilo que parece por todos os estudos feitos a grande medida e solução para o problema. Que bizarro que isto seja tão ausente do tema e dos debates que se seguem, não é?
Já nem vou ao impossível que é impedir as pessoas de aceder a armas numa nação de 400 milhões de armas. Mas se motivação de quem comete estes atos aberrantes é a fama e notoriedade quando passarem a usar um carro para atropelar crianças vamos proibir os carros?  E quando proibirmos carros no mundo e eles usarem facas e machados vamos proibir facas de cozinha e machados? E Serras elétricas?

Curiosamente, ninguém endereça aquilo que os estudos nos indicam ser a solução.

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Sabotador II (too)

por Olympus Mons, em 24.05.22

Um dos paradoxos desta década será com certeza que quanto mais se ouvir ruidosas laudas aos valores das Democracias Liberais mais iliberalismo  daquele puro e duro se inserirá no dia a dia nas sociedades ainda liberais do Ocidente.

Não sei se Elon Musk mostrou o wiener a alguma comissária de bordo num dos seus aviões ou não.

O que eu sei é que Elon decidiu enfrentar a esquerda norte-americana e por arrasto a esquerda do mundo e foi quase imediato a utilização do truque 1.3.1 do fascismo cultural de esquerda que é a acusação de cariz sexual. Muito parecido com a utilização do “sabotador” na antiga união soviética. Bastava e basta a acusação para que haja punição. -  Reparem que até a CEO da SpaceX já teve que vir a terreiro junto dos empregados para defender Elon. – Este é o problema, resulta!

Capture gwyn.PNG


No entanto e a ser verdade as notícias o único facto é que foi pago um severence package à senhora na hora do despedimento que pode ter sido por isso ou meramente para garantir o seu silêncio porque era frequente estar a bordo do avião privado onde imagino eram discutidas coisas que se deve salvaguardar ser tornada públicas e é normal que a estas pessoas seja pago um valor para garantir que não revelam nada que não devam relativo ao que ouviram.

Não sei o que realmente se terá passado. Mas sei que o truque resulta.

Até uma das pessoas mais “livres” do mundo, porque vive como ninguém protegido pelo maior “fuck you Money” do mundo, no momento em que se assume como um obstáculo à agenda da esquerda, da esquerda do iliberalismo que se diz liberalismo moderno, é atacado sem delongas. -  E como resulta vai ser sempre usado no FCE vigente.
O que sei é que metade dos destaques que a google me mostra quando insiro o nome de Elon Musk são relacionadas com essa alegação.

Vivemos novos tempos e não estamos no século passado. Mas fascismo é isto!

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Um real tau-tau

por Olympus Mons, em 23.05.22

Uma das temáticas que eu mais coloco enfase é na incompreensão, pelo menos minha, na aceitação que a verdade já não é o último dos requisitos epistemológicos da vida. Parece mentira como a coisa mais estapafúrdia possível que é a pós-modernidade seja a moeda do dia no modo como o mundo vai evoluindo.

Estava ontem à noite a ouvir um dos nossos climatologistas, com aquela vozinha padreca com que parecem todos eles falar,  atirando figuras de autoridade sempre que conseguem sem parecer arrogantes… e lá falava ele da acidificação dos oceanos, e o modo como isso iria ter impactos imensos. Aliás já lendo uma entrevista do senhor, aqui https://www.jornaldenegocios.pt/weekend/detalhe/pedro-matos-soares-o-fardo-economico-das-alteracoes-climaticas-ja-chegou na minha opinião é inaceitável coisas que ele diz e que para um investigador do IPCC são inqualificáveis porque contradizem o próprio AR da nações unidas. Mas enfim.

E que fique claro. Se você gostam que lhe mintam então eu quero que lhe mintam muito. Se gosta de ser enganado que o enganem muito, especialmente se eles ganharem dinheiro com isso que o enganem todos os dias e duas vezes ao fim de semana. Essa parte não me faz confusão.  Desde que algures se perceba que há pessoas que sabem a verdade e que tenham poder para usar esse conhecimento. Essa é a parte que eu temo se tenha perdido.

Mas, dizia eu que no 360  da RTP o investigador climático, uuuhhhh já estou impressionado, Pedro Matos Soares, investigador da faculdade de ciências lá nos explicava, com a tal vozinha padreca sobre os perigos da acidificação dos oceanos. Aliás nas imagens passavam imagens de eventos climáticos que curiosamente se ler o AR do ano passado o próprio IPCC diz que não encontra nenhuma tendência. 
Lá explicava ele os problemas da acidificação dos oceanos, que para qualquer pessoa normal assim que ouve isso fica logo a pensar em acido quando na realidade os oceanos até são bastante alcalinos e a vida lidar muito bem com a acidez mas muito mal com a alcalinidade.

No entanto lembrei-me deste estudo já este ano, que dá um enxerto de porrada em quase toda a ciência publicada sobre o tema, só faltando chamar charlatões a muitos dos cientistas da área. Deixo aqui o final remark mas aconselho a lerem o paper todo.

O paper é bom porque é uma meta-analysis que como vos tenho dito se querem ter certezas sobre que tema for só com resultados de meta-analysis. Porque estudos parvos e estúpidos são publicados aos magotes por dia. Especialmente, especialmente na climatologia.

https://journals.plos.org/plosbiology/article?id=10.1371/journal.pbio.3001511#sec002

Final remarks

Our results demonstrate that more than a decade of ocean acidification research on fish behavior is characterized by the decline effect. While the field has seemingly settled in a good place with respect to realistic effect sizes, it has taken 10 years to get there. Furthermore, studies continue to cite early studies with unreasonable effect sizes to promote that acidification will broadly impact fish behavior and ecology (e.g., S2 Table), suggesting that a shift in mindset is still needed for many in this field. In a broader sense, our data reveal that the decline effect warrants exploration with respect to other biological and ecological phenomena and a wider array of scientific disciplines, particularly pertaining to global change effects. The early exaggeration of effects can have real impacts on the process of science and the scientists themselves [40]; following the steps outlined here can help to mitigate those impacts, sooner get to a real understanding of a phenomenon, and progress toward increased reproducibility.

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Conversa de dealers

por Olympus Mons, em 22.05.22

Tudo hoje em dia é uma eulogia a conversas sobre o mundo, sobre o estado do mundo, que me deixa na maioria das vezes completamente baralhado. -  Toda a estrutura comunicacional é um tratado onde alguém faz uma conversa na TV, na radio ou escreve um artigo que suscita a eles próprios ativação do striatum e em quem me vê, lê ou ouve o mesmo efeito (provavelmente por mirror neurons).
Se calhar este é o truque do século XXI. Em que se descobre que as pessoas consomem conteúdos digitais como se consome longas linhas brancas de cocaína. Tudo o que nos é servido é uma fórmula de se drogar pessoas de forma endógena através da ativação do Striatum e Basal ganglia e o seu efeito Reward system. – Junkies!

Um dos programas que mais o faz na minha opinião é o “Mundo sem muros” uma coisa que de vez em quando ouvia “en passand” na rádio e achava uma coisa pateta e que agora pode ser visto na RTP3.  Mas enfim não vou falar do programa em si, mas to take que ouvi sobre um dos assuntos e que me levou a escrever este post.

Capture buffalo.PNG

Seja falando sobre o problema cigano, seja sobre questões como o racismo ou similares a questão que se aborda não é o problema per se mas sim os truques mentais usados para não ver o que está em cima da mesa. Para mim é o tal “pretend not to see” que é um dos apanágios do mundo de esquerda, do tal fascismo cultural que nos foi imposto.

Não perdi tempo a ler o “manifesto” que o jovem deixou antes do ataque em Buffalo. Não perco tempo com textos deixados por malucos.  – Mas pelo que li sobre o mesmo o manifesto não é sobre a supremacia branca. Aliás, já não o era o do assassino de Christ Church. Estas pessoas usam muito mais o pretexto do “great replacement” do que qualquer referência a supremacia seja do que for. O que esta gente se queixa é que o seu mundo está a ser destruído, está a ser substituído e não que eles ou a sua identidade é superior a qualquer outra.
No modo como se aborda este assunto nota-se muito no debate que não há “great replacement” nenhum que é tudo uma manigância da Direita local… num país que em 30 anos passou de uma população de 200 milhões para 300 milhões e nesses 30 anos a sua população passou de 87% branca para 59%? – E não há great replacement!?
Ou quando se fala do “problema cigano” num país em que 0,3% da população, a cigana, é 5% do RSI (15 vezes a sua representação na população) 7-9% da população populacional (20 vezes a sua representação) e fica toda a gente chocada por alguém o referir?

E não se chega sequer a falar de qualquer solução. Imagino que solução para estes problemas, tal como em todos os problemas socias, não são fáceis. - Mas não reconhecer um problema é sempre o primeiro problema do problema. Sim, fica tudo assim confuso.
O fator de reparo neste caso é que mais de uma semana depois do sucedido ainda se escreve e vê conteúdos sobre este caso, mesmo em Portugal como noto no início deste post, mas no caso de waukesha o senhor de raça negra com inúmeros conteúdos (manifestos) racistas desapareceu rapidamente e os seus conteúdos racistas nunca foram noticia. Ou o senhor que ainda há duas semanas entrou no metro e tentou assassinar utentes tem horas e horas de vídeos racistas. Mas isso nunca foi o “tema” das notícias sobre si, pois não?

No entanto...

Capture biden buff.PNG

 

Por outro lado, bizarro e estranho é que quem fala em “Great Replacement” decida matar pessoas de raça negra, quando estes eram 12% há 50 anos atrás e 12% hoje em dia, com certeza não serão estas pessoas a fazer o “Great Replacement”. Mas enfim estamos a falar de gente que claramente não fica a dever nada à inteligência. A questão que fica não é se nos EUA houve ou está em curso um “great replacement” da sua identidade europeia por outra população porque aí já aconteceu. Agora é observar as consequências e resultado desse evento. A questão que fica e bem mais importante é se vai ser permitido à população indígena Europeia, nós, podermos observar os tais efeitos dessa alteração populacional e precavermos o nosso futuro de forma avisada. Isso, isso sim, é o que está em cima da mesa (!) e que não nos vai ser permitido fazer, nem comentar, nem observar, nem alertar para, nem sequer ter opinião sobre.

Essa é a conversa da Modernidade das Democracias Liberais que de liberais pouco começam a ter porque a referida Modernidade, a amada e fascista modernidade que aí está em toda a sua potência e esplendor, está toda assente na imposição de metanormas bem desenhadas, da supressão de tenets básicos do tal liberalismo com que se dizem identificar como o da liberdade de expressão. - A permissão de fazer “xixi” fora do penico da modernidade é muito próximo de tolerância zero. Aliás, tal como o foi em todo o fascismo e totalitarismo imposto até hoje.

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Os homens e mulheres de Azovstal

por Olympus Mons, em 20.05.22

Nem me tinha apercebido do tempo passado deste o último post.
Uma das coisas que me tem feito impressão é, e não é tópico novo para mim, a dissonância que reparo entre o que me está a ser dito pelos media e a realidade observada por mim. Isto é algo de novo e pode ser considerado como um dos último níveis das difonias cognitivas desta modernidade.

Os homens e mulheres de Azovstal, Os homens e mulheres de Azovstal….

Invariavelmente sobre Azovstal oiço, quase como pergaminho religioso que os homens e mulheres de Azovstal se renderam… no entanto observo as imagens e só vejo homens. Só vejo homens com ferimentos de guerra, só vejo visitas do Zelensky a hospitais com feridos de guerra homens, Só vi homens nos hospitais russos após a rendição…
Imagens que se escolhe para passar desde que não contextuais, ou seja, não de zonas de combate com shelling, obuses e feridos, passa sempre com variadas mulheres com centralidade nas imagens. Na realidade do terreno, nos autocarros, nas mãozinhas no ar e de joelhos a serem revistados vemos homens! Aliás na maioria homens feios, muitas vezes até não propriamente em pico de forma, alguns de meia idade… verdadeiras imagens do Homem Branco Europeu, poster card do tal horrível patriarcado que convém destruir a todo o custo.

Eu sei, já vi algumas imagens de mulheres, mas ainda ontem vi nas centenas de homens a render-se uma mulher mas não percebi se era das que se rendiam, se era Ucrâniana independentista pró-russa a ajudar na rendição dos combatentes ucranianos, ou o que era. - Não acho inusitado considerar que era uma mulher levada para a zona de rendição porque também os russos ouvindo as notícias esperavam dezenas ou centenas de mulheres a render-se …. Quando no final só lhes sai Homens Brancos Europeus.

Que fique claro.  A minha posição não é misógina. Acho que se uma mulher quiser combater o deve fazer, acho normal a proteção que os homens fazem porque consideram os elementos feminismos como bens preciosos. Acho até que o coming of age feminino é devido, nunca concordando com as pressões que toda a vida assisti para que as jovens fossem forçadas a crescer mais rápido do que aquilo que me pareceu ser o seu ritmo natural. Das poucas coisas boas que encontro na modernidade é a permissão que traz a que muitas miúdas possam crescer sexualmente mais devagar, possam crescer comportamentalmente a um ritmo que permita gozar de um “laissez vivre” semelhante aos dos seus pares do sexo masculino, podendo até criar os seus privados ”Laisser Vivre les Squelettes”, os seus segredos de eterno feminino. Nada contra., muito a favor. 

O meu problema é com as narrativas falsas. A mentira existe. A realidade existe. Não é meramente uma versão interoceptiva dos factos completamente relativizados como o pos-modernismo quer que seja.  -  A completa falta de vozes que fogem à narrativa oficial é… fascizante. Fascismo, totalitarismo é isto. Completa submersão de qualquer dissidência à narrativa oficial. Todos dizem, todos repetem, como na união soviética.
Nisto, ah pois é, nisto o tal Dugin, o ideólogo do Putin tem toda a razão.  – Escondidos na defesa das democracias liberais estes fascistas escondem a sua ideologia da “Modernidade” que não foi discutida, não foi explicada, não foi votada ou plesbicitada.  Existe só na cabecinha de gente altamente privilegiada com vive me bolhas de regalia.

É insidiosa e traiçoeira e você fica calado sob sua conta e risco.

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Palminhas!

por Olympus Mons, em 16.05.22

Capture footballer.PNG

Fico sempre ligeiramente incomodado com a insinuação como componente da informação que nos é transmitida -  tudo é Jajão, nada é claro.
Este jovem é o único futebolista assumidamente gay no futebol britânico. Este “openly é o que me chateia.O jovem na foto será gay e pronto. Há muito tempo que isso é para o lado que o resto da sociedade e acredito dos colegas de profissão dormem melhor. Em relação a esta questão é o verdadeiro “dont give a fuck” nos dias de hoje e para a esmagadora maioria das pessoas que nem liga se o vizinho é gay ou não, e também não manifesta qualquer tipo de reação especificamente deletéria para com as que pessoas que o são. 
Aliás, o openly implica que há muitos covertly... Como sabem que há mais? Como sabem que desportista cheios de testosterona não têm tendência para ser heterosexuais? 

Ao esta notícia na Sky News lembrei-me do resumo feito por alguém sobre o que constava nestes estudo ainda há dias (nem sempre me apetece pagar paywalls):

Heterosexual Identification and Same-Sex Partnering: Prevalence and Attitudinal Characteristics in the USA

https://link.springer.com/article/10.1007/s10508-022-02293-9#citeas

Muitas vezes repito, porque o deve ser, que os homossexuais são pouco mais de 1% da população mundial. Depois existe aqueles 3%-4% que se dividem entre os mostly Heterossexual e bissexuais.  Especialmente a maioria deste grupo que parece sexualmente indeterminado na sua identidade que são os que se identificam como “mostly” que não é um termo e um grupo perfeitamente identificado.

Este estudo acima alerta para o facto de muitos dos indivíduos que entram nos estudos para o grupo dos mostly Heterosexual (pessoas que na verdade acabam por levar a sua vida toda desde a adolescência como hétero mas não renegam experiências no passado) são efectivamente pessoas identificadas como tal, mas que são indivíduos que tiveram essas referidas experiências antes dos 15 anos, ou são situações de sexo forçadas (isso não se chama violação? – aparentemente não quando se trata de homossexualidade) e só uma percentagem pequena (novamente os 1%) o fizeram de forma consensual e consentida!

Neste estudo a recolha de dados acabou em 2017 e parece-me a mim que a loucura do woke instigador da indefinição sexual dos adolescentes, verdadeira cultura grooming na minha opinião, que se instalou nos últimos 5 anos só irá revelar-se no seu esplendor nos estudos dentro de uma década, pese embora já hoje esteja a evidenciar nos últimos estudos.  

Eu volto a dizer: 10% a 20% de tentativas de suicido na comunidade LGBTQ em 2021, com incidências bem mais altas quanto mais sexualmente indefinida a pessoa for, não pode ser encarado como normal aceitarmos e até celebrar esta cultura de conteúdos de fluidez sexual promovidos desde tenra idade através das redes sociais, e em alguns países que caminham para o abismo até nas escolas primárias já o é.

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Benjamin Button

por Olympus Mons, em 15.05.22
Case Report | Open Access2022|Volume 4|Issue 2|https://doi.org/10.37191/Mapsci-2582-385X-4(2)-106

Systemic Human Htert Aav Gene Transfer Therapy And The Effect On Telomere Length And Biological Age, A Case Report

Sewell PE1,2* and Ediriweera D2

Até para perceber o mundo que aí vem.

Tal como sempre até hoje as pessoas medem as perspetivas de futuro de todos nós pela sua vivência ou conhecimento direto do seu passado. É errado, porque muito do que aí virá vai parecer magia. E em muito pouco tempo. Estamos sempre a passar de Cavalos para locomotivas, para carros, de carros para aviões.

Este paper é curioso.  -https://maplespub.com/article/systemic-human-htert-aav-gene-transfer-therapy-and-the-effect-on-telomere-length-and-biological-age-a-case-report

E passou grandemente despercebido.

Vou começar por explicar. Um dos temas que abordo neste blog é a necessidade das pessoas aderirem, ou pelo menos investigar, protocolos para envelhecer de forma diferente daquilo que temos assistido na horrível deterioração da qualidade de vida, até à agonia que as pessoas que nos são próximas passam para falecer. São anos, para não dizer até mais de uma década de perfeita dissonância com o conceito que devia ser viver.  Muitas vezes até para as pessoas que tem a responsabilidade perante essas pessoas de idade.

Para quem leia com atenção os muitos papers sobre as moléculas que aí andam, sobre alguns dos componentes, aminoácidos, vitaminas e o seu impacto nos chamados hallmarks do envelhecimento não pode deixar de pensar que é só estupido não aderir. Não quer dizer que tomam e passa a ser o Benjamin Button e passam a ter 20 anos.
E, pese embora o meu caso pessoal eu (assento no eu) considero next level shit o modo como reagi (especialmente o meu corpo) a esse meu protocolo, não me parece que seja um comprimido milagroso e pronto. Isto está tudo no início.

Desde o primeiro post sobre esta matéria que disse para esperarem até vir aí coisas como o rejuvenescimento por “gene therapy”.  Falava eu que um dia destes íamos reparar que Tom Cruise ou Brad Pitt, ou qualquer outra superestrela parecia estar a rejuvenescer a olhos vistos. Ou talvez algum dos bilionários que por aí anda.  – Quando isso acontecer será por terapia genética obviamente.

Isto leva-nos a este estudo. Há quem diga que a pessoa ali referida, a blablá (nem me lembro já do nome)  é uma das cientistas de referência neste campo de investigação.  Em resumo, esta pessoa levou uma injeção (de AAV hTERT gene transfer therapy ) em 2015 e outra em 2020.  Em 2015 esta senhora tinha uma idade biológica, ou seja do tamanho dos telomeres , de… 62 anos de idade  –  Em 2021 a idade genética desta senhora é de 25 anos!
A senhora rejuvenesceu quase 6 anos a cada ano que passava desde 2015…e logo medido pelo tamanho dos telomeres que é dos hallmarks mais difíceis até à data de se intervir para alterar a degeneração.

Sabem quanto custa este tipo de terapia? – cerca de 2 milhões de euros.
E pelas suas especificações não parece ser simples de baixar o preço exorbitante que este tipo de terapia tem.
Nem se pode argumentar por intervenção estatal para pagar estes produtos às suas populações porque envelhecimento é universal, não é? não dá para advogar que os estados devem pagar milhões de euros em terapia a toda gente.
Vai ser uma argumentação curiosa quando estas coisas atingirem a perceção publica. Linda conversa de desigualdades e privilégios irão suscitar.

 

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Um par deles

por Olympus Mons, em 14.05.22

Lamento que não tenha deixado uma carta, especialmente se essa tivesse sido escrita em momentos lúcidos e com significado das suas intenções.

Joao Rendeiro suicidou-se numa prisão na Africa do Sul.

Não sei assim tanto sobre as circunstâncias criminosas do personagem. Mas sei que num país de gentes assim-assim, gente poucochinho e com a espinha de uma minhoca, um homem que sabia ter uma escapatória para o inferno em que se tinha metido assumiu a sua intenção até ao fim e preferiu morrer a quebrar – Badass Motherfucker!

Esperemos para ver se os heróis de AzovStal farão a mesma opção. Não é?
Tantas laudas que lhes fazemos, pelo menos eu faço, vamos ver quantos acabarão por dizer que irão lutar até à morte.  -  O batalhao AZOV é isso mesmo uma elite guerreira que se se preparou para combater os russos até à morte em nome da Ucrânia.  Vamos ver se dão uma de Rendeiro.  Uma Rendeirite heroica, uma “a la” Joao Rendeiro…

Se não o fizerem também não terei nenhum julgamento em particular. Não acho que lutar até à morte por um objetivo que não é estratégico para o resultado da guerra seja a atuação correta para um soldado. Contudo sei que a questão entre o batalhão Azov e as forças russas é uma questão de princípio e de ajuste de contas dogmático. É tanto uma questão de cão e gato quanto são duas forças militares em combate em que seria normal a rendição de uma das partes se não tiver mais condições de combater. Quer dizer é uma questão de princípio como o não voltar a Portugal para ser preso era uma questão de princípio para Joao Rendeiro. E quando chegou a hora em que enfrentou a inevitabilidade Joao Rendeiro optou por morrer a quebrar. Assim simples!

Não vou celebrar Joao Rendeiro. Mas vou olhar para José Sócrates, para Varas, para Vale e Azevedo e Ricardo Espírito Santo ainda com mais desprezo. Se isso for possível.

Aliás a minha homenagem, se isso assim se pode chamar, resume-se à fotografia que escolhi para o Post. Não uma imagem do homem vergado sobre si mesmo, mas sim o homem no seu apogeu, para o bem e para o mal. 

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Salvar a Rússia

por Olympus Mons, em 13.05.22

Ocorreu-me como se vai salvar a Rússia.  
Quando acabar de perder a guerra, ganhando provavelmente algum território à Ucrânia, tem que haver alguma forma de salvar a Rússia. Sem essa solução, alguma, qualquer que fosse, o desabamento da Rússia seria inevitável.  “hecatombático”.

Primeiro é preciso dizer que é para o lado que eu dormiria melhor. Aquilo que se passa ali não é Putin, é os Russos (!).  Por isso se houver o desabar da Rússia dos russos e as pessoas russas voltassem à idade da pedra era para o lado que eu dormiria melhor.  Não sou esquerdoide que considera as pessoas sempre uns cordeirinhos inocentes enganados por uns maldosos líderes. Não, não, todos deviam pagar. É aquela coisa do dizer que se entende, até se entende o sofrimento, mas agora vais ter que pagar tá bem, grande abraço e voltamos a falar dentro de 20 anos!
No entanto o grande argumento vai ser o pragmatismo.  

Putin vai morrer. Cada vez que o vejo parece-me que está com os pés para cova. Vai morrer. Boa viagem.
Muito provavelmente quem o suceder irá manter em grande parte o “Duginismo” do Alexandr mas com o passar do tempo, muito menos do que seria de esperar, e a continua destruição dos indicadores de qualidade de vida da sua população, a seu tempo surgirá o reformador. -  Nessa altura a troco dos grandes negócios a recuperação da harmonia na europa serão levantadas as sanções e aos poucos voltará a importação dos seus bens e serviços quase similar ao que sucedia antes desta guerra.

E a memória tem destas coisas.  Ninguém quererá saber nessa altura. Viveremos novamente imersos na “silly era” dos wokes e dos malabarismos da pós-modernidade.
Até acontecer outra coisa, qualquer coisa, que será bem pior.  Não adianta dizer o quê mesmo que me seja fácil imaginar o que seja… mas virá!

E na verdade, nem o Putin ficará tão na história como ele acha ou desejaria, especialmente agora que vai morrer (wishfull thinking da minha parte?) nem a guerra na Ucrânia terá assim tanto impacto na Europa ou no mundo. Dor, dor, só para a Rússia e para a Ucrânia. Slava ukraini (!) não será por muito tempo se tivermos noção do tempo.

 A civilização ocidental e a sua produção hegemonica de conteúdos não quer saber de heróis. - Não se forem homens Europeus e a representação da marcialidade milenar da patrilocalidade e do patriarcado. - Sim haverá durante algum tempo conteúdos de Azovstal, cheio de lésbicas, transgéneros e pessoas de todas as raças como bravos e belos “foreign figters” que derrotaram os russos. Sim, a memória de quem realmente está a combater irá ser assim desonrada. Faz parte dos dias das nossas vidas.
Basta olhar para quem aparece nos hospitais com ferimentos de combate, quem são os feridos graves em AzovStal ou no resto das zonas de confronto entre as duas forças. Perguntem pelas estatísticas. - Contudo e ao final do dia ficará em alternativa esse relativismos do tudo e acima de tudo da realidade e da verdade.

E nesse contexto, entretidos a combater as aranhas gigantes que só existem nas suas próprias cabeça será muito fácil ilibar os Russos, os coitadinhos nessa altura, das consequências da sua interoceptividade atávica que resultou da raiva que ainda tem a tudo e todos por terem sido abandonados durante séculos ao controlo da grande Horde mongol.  – Tal como os descendentes de escravos e a choradeira das reparações assim os russos devem crescer e deixar de birras.

 

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Ciência?

por Olympus Mons, em 10.05.22

Calorie Restriction with or without Time-Restricted Eating in Weight Loss

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2114833

É importante porque representa muito bem o atual estado da Ciência.

E também me Junto à já enorme lista que se chateia com este estudo. Porém só é importante porque este “problema” e prevalente em toda a ciência. Toda a ciências.
Numa altura em que os cientistas, os climatologista dizem… e oh, meu Deus, se os cientistas dizem.

Numa altura em que a valorização do argumento de autoridade provindo de “ciência” publicada chega inclusive à politica, ao tal policy-making que regula as nossas vidas, e por essa razão, acima de todas as outras, este falhanço rudimentar da ciência se autorregular no processo de peer review é ainda mais perigoso.

Houve sim uma altura em que se pensou que com a ubiquidade de acesso das pessoas à informação com a internet iria abrir-se uma nova era de conhecimento … afinal abriu-se uma longa era de manipulação de idiotas por figuras de estilo ou pelo menos da figuras da retórica mais banais do mundo.

O estudo que coloco em cina, que está a ser falado no planeta inteiro, que já vi passar nas televisões americanas, que já li artigos sobre o mesmo em revistas da área, diz que não existe benefício no jejum intermitente sobre a utilização de restrição calórica.
Cada um de vocês pode ler o estudo ou ler o que se diz por aí sobre o mesmo. Mas, em resumo.

À cabeça o estudo parece estar bem feito. Como centenas de estudos usados em todas a áreas, quando o lê com cuidado o que demonstra não se reverte para as conclusões. Como as pessoas só leem as conclusões…

Temos um estudo, com controlo, double blind, randomized, placebo controled… bla bla, bla. -  No entanto ao ler ao detalhe: o grupo time-restricted consumia das 8 da manhã às 16H. O outro grupo consumia das 8 da manhã às 19H – Por amor da santa, mas qual a diferença mesmo? - Eu faço jejum intermitente há anos. Mas para mim significa que como uma vez ao dia (OMAD). Digo a quem quer iniciar para realmente fazer o 16/8, mas que na minha opinião qualquer coisa abaixo de um 20/4 não é eficaz, devendo caminhar par o tal OMAD (one meal a day), que come de 24 em 24 horas.

Mas, voltando ao estudo. Ao final do ano, mesmo assim, os que estiveram sobre o regime de time-restricted perderam mais 1.8Kg que o outro grupo que, e reparem, também estava em restrição calórica. Aqui está outra falha. É que a restrição calórica per se funciona, com ou sem time-resricted. A vantagem do jejum intermitente é que ao passo que restrição calórica é um esforço constante e uma agressão de privação ao corpo, com este a assumir esses danos, o jejum intermitente é um modo de vida, fácil, sem fome ou anseios.

Especialista em nutrição que eu li a comentar sobre o estudo afirmam sem margem para dúvidas que o que é surpreendente é que mesmo assim, com um time-retricted falso, a verdade é que o estudo mostra a eficácia do IF. O que estaria errado no estudo era a expectativa dos autores em ser uma diferença acima dos 2.5kg e que isso não se registrou (só(!?) 1.8kg)

Eu sinceramente não sei onde isto tudo irá parar.  Não existem árbitros que nos balizam todas estas tangas, não há punições nem consequências.
Tudo é permitido. Deve ser isto a tal modernidade!

 

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Self Check-out

por Olympus Mons, em 07.05.22

Uma das coisas mais perigosas para a Europa (não, não é o Putin) é a desatenção sobre o que se tornou os EUA e provavelmente a total incapacidade de interpretação a que se assiste.

Deixem-me revelar-vos uma observação durante algumas décadas.

Eu passava pelos EUA, aeroporto de JFK, Newark ou Logan Boston e aquilo parecia normal. Isto final dos anos 90.  Como era miúdo talvez tivesse desatento.  Eu, tal como acredito a maioria dos americanos primeiro nos referidos aeroportos, seja depois no commute a caminho dos locais de emprego, os americanos saiam dos seus bairros de brancos (na sua essência, ou com uma percentagem baixa de asiáticos) e de SUV chegavam aos locais de emprego onde também eram no essencial brancos os seus colegas.  Isto era realidade que eu observava na pequena réplica que tinha da vida deles.

Depois, ali por volta de 2007, lembro-me de me sentar no aeroporto (acho que JFK) e reparar na distopia que aquilo era. Até para mim que acredito que o mundo é muito como é e pronto, lembro-me perfeitamente de observar um mar de pessoas de cor nos trabalhos mais desqualificados, onde pessoas que tratavam da limpeza, do lixo eram todos de raça negra. Olhava para os empregados dos restaurantes e cafés e eram hispânicos com claro admixture genético não-europeu e depois um mar de brancos a correr de um lado para o outro para apanhar aviões. Aquilo era chocante. Lembro-me de ter pensado, como é que isto socialmente funciona?  - Que tanga, que narrativa, este pessoal vive para papar isto assim? Bizarro!

Depois, outro momento pivoteal, já na década passada, penso 2011, tinha que chegar a Chicago e ia lá com um bilhete ID (borla) da United e o voo de lisboa atrasou, logo perdi o voo de conexão, tal como me tinha acontecido muitas outras vezes.
Cheguei a Newark e reparei que todos os empregados de Check-in eram negros o que era uma total novidade. -  Ou seja tinham subido na escala profissional, mas a verdade o que tinham á sua frente era mesmo máquinas de self-checkin e rapidamente percebi o significado.
Esperei na fila e quando chegou à minha vez, expliquei à senhora o sucedido e que ela me desse um novo cartão de embarque no próximo voo para Chicago. Eu explicava e ela apontava para máquina de self checkin. Bizzaro. Desisti e, como tenho experiência e era da área, fui procurar um balcão de “irregularidades” . Novamente a senhora, também negra, comportou-se da mesma forma e lá acabou por dizer que o escritório backoffice da United era “ali”. Assim que chego à porta diz que fechou às 17H.  Sentei-me um bocado a olhar para aquele mar de balcões de check-in e tentei mais uma vez. Mesma reposta e “next, next please”. 

Com isto tinha passado uma hora. Eu confesso que sentia uma angústia, como se estivesse num país africano atrasado e não no país que tinha inventado a quase totalidade dos processos funcionais nas companhias aéreas. - Sabem o que fiz? – fui para um local com visibilidade sobre o aeroporto e procurei. Lá ao fundo (no balção de large baggage) vi uma senhora branca e loira.  -  Ela sorriu, wait a minute, mexeu no computador, e passado um minuto, “have a nice flight” e deu-me o cartão de embarque para o próximo voo.

Um dia escreverei mais profundamente sobre o significado desta minha história e das observações.  Mas não agora. Aliás, convém dizer que mais tarde deu-se uma ligeira reversão porque aquilo estava a chegar ao nível do Botswana.

Mas para este post, aquilo que eu acredito é que não fui só eu que observei o fenómeno de 2005, foram também muitos americanos. Imagino que o que me… perturbou, também terá sido observado por um número de americanos e decidiram tentar retificar… optando pelo caminho errado.

Qual o moral da história? – Que a opção pela diversidade e inclusão forçada é feita ao preço da total disfuncionalidade, de um arrasar “carpet bombing” da qualidade, da eficácia e de algo que se assemelha imenso a um retrocesso civilizacional.
Esta opção, de que a inclusão é Paramount e a ela se deve sacrificar tudo, mas mesmo tudo, encontra-se na bibliografia da sociologia. Isto não é destempero ou não planeado. - 
Aquilo que nos é relevante, é que a Europa não são os EUA.

Ou pelo menos não no que consigo apurar porque não terá a maioria das suas cidades com 30% de pessoas de cor, ou mais de 50% de pessoas de etnicidades não autóctone (europeia) com as dificuldades inerentes a esse fenómeno, que para se claro resultam do imperativo de ser inclusivo com esse mar de pessoas. – Podes proteger os direitos de minorias mas se elas deixam de ser minorias (>25% já foste) tens que perceber que tens que te reinventar. – Acredito que a Europa ainda não passou para lá do rubicão.
Quer dizer, talvez londres ou Paris.

Até isso é curioso. Na maioria dos países da Europa não é possível saber em concreto através de censos, não é?
E talvez tenhamos que considerar que estes sítios, Paris e Londres, terão os mesmos problemas que os EUA enquanto país. Aliás, pelo menos Londres tem, porque só uma minoria se identifica como inglês branco (os tais autóctones) mas não considero que os problemas de uma cidade, mesmo que seja a capital, tenha que definir totalmente a vivência do país. Londres tem menos de 15% da população do país ou que as cidades de frança onde este problema se poe também não serão mais que 15% da população do país.

Voltando ao início, os EUA como já aqui escrevi inúmeras vezes tem um problema existencial e de “transtorno dismórfico corporal” porque a sua identidade já não se coaduna com a diversidade étnico-cultural da caras que povoam toda a sua urbe. Os EUA optaram por importar 100 milhões de pessoas em 30 anos. E, essa  a razão pela qual este post se chama Self Check-out. Foi opção.

A Europa, pese embora a estupidez suicidária que por aí graça, não são os EUA e tem que passar a deixar de copiar a América Alemã, porque a América alemã já não existe. Está lá agora a América Latina e isso tenho dúvidas que seja de copiar.
Não pela Europa, o alfa e o ómega do mundo.

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Comerciantes de infelicidade

por Olympus Mons, em 06.05.22

Tenho falado vezes sem conta sobre a questão das identidades sexuais e sobre as preferências sexuais.

Pudesse eu sumarizar qual o ponto fulcral do meu interesse na matéria e resultaria na asserção não das identidades sexuais que não tenho grande interesse, mas sim das dúvidas e da incrível incerteza sobre a sua própria identidade sexual que algo como 3-4% da população tem até atingir a maturidade. Espero por valores nos últimos anos reportados nos estudos sobre este grupo dos confusos. 
Mas antes de ir por aí, vou por um outro lado curioso.

 Há cerca de um ano um amigo em conversa quando eu manifestava esta minha asserção que os confusos são muito mais que os genuínos e que os confusos são muito mais felizes quando caminham o mais rápido possível para a heterossexualidade (ou para a homossexualidade nos pouquíssimos que acabam por o ser verdadeiramente) ele apontou-me para uma jovem no tik-tok. Não vou dizer o nome da jovem inglesa porque penso que não tenho esse direito, e ela, uma miúda, lá irá viver a sua vida sem mais um desconhecido opinar sobre a vida dela.


Lá saltei dos tik-toks sobre blockchain e crypto-currencies para ir seguindo ocasionalmente a jovem.  
Entre tiks sobre a “Uni”  e para adolescente até capaz de gerar toks de conteúdos engraçados, acabei por me convencer que a referida jovem era um exemplo inequívoco de uma lésbica. Ela não tinha dúvida, não sentia atração por pessoas do sexo masculino e até desde sempre repulsa sexual. É muito bonita, inteligente e na maioria dos casos capaz de lidar com o mundo sem qualquer receio ou tropeço fora do normal para alguém da idade dela.

Para gáudio confesso por poder mandar um whatapp ao meu amigo, subitamente a menina diz que sentia agora alguma atração por um jovem… e algum tempo depois a jovem diz que já não se identifica como lésbica… Quer dizer, arranjou um namorado!
Bem mais revelador é que os vídeos (até eu deixar de ver, porque já não tenho interesse) da jovem passaram a ser sobre a felicidade. Felicidade ao cozinhar, felicidade ao vestir, felicidade, felicidade…

Porque isto é relevante?
Deparei-me com este survey sobre a comunidade LGBTQ. Reparem, sobre a comunidade LGBT -  https://2022survey.thetrevorproject.org/

Capture suicide attempt.PNG

Esta imagem é retirado de lá.
E não deixa de ser impressionante que em 2022, com o apoio, enaltecer, atenção e celebração nos últimos anos que estas pessoas tiveram a verdade é que em 2022 mais de metade confessa ter frequentes pensamentos de suicídio e como podem ver na imagem percentagens inacreditáveis tenta mesmo suicidar-se!
reparem que a tentativa de suicídio na comunidade em geral em que se inserem nem a 0.4% chega, mas no caso da comunidade em questão atinge os valores que verifica na imagem. São ordens de grandeza maiores!

Este são basicamente os valores de há 20 anos, 10 anos ou 5 anos. Nada mudou.
A única coisa que terá mudado é a decisão e a intenção deliberada de promover este produto (LGBTQ) na perceção da realidade numa nova geração. Ao invés de se valorizar a realidade dos 1% que realmente são (no caso dos homossexuais) opta-se por ir aos 5% de confusos ( e veja-se o valor para os questioning) e promover a sua infelicidade até ao suicídio.

A história os julgará  a todos.

 

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Histerismo...

por Olympus Mons, em 03.05.22

Uma das coisas que irá ser tema, tenho a certeza, nos próximos dias nos espaços deixados livres pela guerra na Ucrânia, será a questão do documento do supremo norte-americano escrito pelo juiz Samuel Alito e que em princípio irá para votação em junho.

Primeiro de tudo será de notar que terá sido a primeira vez que há um leak de um documento entregue como draft aos seus colegas (tanto quanto sei e posso estar errado). - Primeira vez que há essa quebra de confiança! Que não seja tomado com ligeireza porque os precedentes são o que são e quando crias um criaste algo de novo e não infrequente acabaste de destruir algo.

O documento estabelece a defesa de uma deliberação para se votar o reverter a decisão de 1972 Wade vs Roe em que ficou garantido nos EUA o direito ao aborto como um direito federal.

Este assunto só é relevante para nós porque será interessante primeiro perceber qual a importância que será dada ao assunto na Europa e por arrasto em Portugal.

Para mim, como tenho dito, até considero que já a avó um número demasiado grande de pessoas que encontro devia ter abortado a mãe deles, logo não posso dizer que tenho uma posição particularmente vincada contra a dita prática.

Aquilo que eu quero perceber é até que ponto será transmitido na imprensa portuguesa, nos media e por conseguinte nas conversas a posição correta dos republicanos e conservadores norte-americanos sobre a matéria.

Para que fique claro: Desde sempre a posição dos republicanos é que o assunto nunca deveria ter sido decidido pelo supremo tribunal dos EUA, porque nunca foi um assunto constitucional (o direito ao aborto) e que era altura de voltar a devolver ao povo e aos seus representantes eleitos a decisão sobre o aborto. Ou seja, se os estados decidirem que o aborto é legal e deve ser providenciado como um serviço público que o façam que a constituição não tem nada a ver com o assunto.  Ao contrário do que se passa hoje em dia em que é direito constitucional por isso o povo não tem voto na matéria!

Daí a minha curiosidade me perceber na narrativa que vai ser atiradas aos magotes para cima das pessoas até que ponto esta perspetiva jurídica dos conservadores americanos será explicada às pessoas.
Até que ponto será explicado que para um número enorme de norte-americanos sempre foi bizarro as razões enunciadas para fazer aquela lei federal, tal como o direito à privacidade ou que ter filhos sem se desejar iria criar constrangimentos à vida das mulheres. – Chiça, aplique isso a outras coisas e cai-lhe o queixo.  Olhem, pagar dívidas cria constrangimentos e stress à pessoas por isso vamos por na constituição que quem quiser não pagar as suas dívidas… Bizarro, bizarro.

A primeira observação será a resposta dos esquerdoides ao problema colocado. Será que entrarão em espiral e avançar com coisas como pack the court, algo assim do género que destrua de vez os EUA.
Seja como for, serão dias interessantes para quem quiser desapaixonadamente medir nas narrativas que daqui surgirão a distância entre estas e a representação da posição dos conservadores. Quão distante terão mesmo as histórias nos nossos media e a posição dos “outros”?
No mínimo servirá para medir o atual contexto FCE, fascismo cultural de esquerda, que se vive em Portugal. Assim como na escala de 1 a 10, estaremos num 7 ou num irreparável 10?

Ùltima nota e a mais relevante. Se eu estou certo relativo ao kayfabe, uma das coisas que ouvirá é que "isto é um momento pivot, algo que nunca aconteceu... momento de viragem..." , lembre-se, lembre-se ao ouvir a mentira: na verdade já aconteceu, o Supremo reverter decisões do passado, 230 vezes!!

 

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