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Não fossemos todos idiotas e...

por Olympus Mons, em 29.06.22

É das tais coisas.

Numa altura em que decorre a conferencia dos oceanos. Na altura em que vemos John Kerry o hipermilionário que quer salvar o planeta das alterações climáticas mas que só viaja nos seus aviões privados, que vemos todos estes políticos na TV cheios de discursos e que o bonacheirão Guterres fala deliciado.

E escrevo este post porque ouvi na rádio alguém falar sobre isto.  Na altura pensei para os meus botões que hummm isto deve ter uma explicação - Procurei e não encontrei.

Serve pois como um excelente exemplo de como isto é tudo kayfabe, tudo narrativa, uma depravação total a que o mundo chegou.

Sempre que os ouvir, seja a ONU, os políticos, o IPCC, os ambientalistas (neste caso até os heróis) tenha a certeza de que aquilo é tudo performativo sem qualquer substância. - Veja o próximo programa da TV sobre as alterações climáticas e lembre-se deste Post.

O mar vermelho é uma coisa lindíssima, com uma das maiores biodiversidades do planeta.   - Está iminente uma das maiores catástrofes ambientais, devido à degradação do FSO Safer, um petroleiro enorme com 45 anos que por ali está encalhado e que serve de armazém de 1.1 milhões de barris de petróleo. Aquilo é 4 vezes o Exxon Valdez do Alaska!

Resolver o problema custa o mesmo que o futebolista Darwin Nunez do Liverpool! 80 milhões de euros.

Qualquer observador pensaria que encontrada a aprovação com os rebeldes para que se procedesse a essa operação que imediatamente os organismos internacionais desencadeariam uma operação mundial para iniciar essa transferência do petróleo.

Pois meses depois ainda só se arranjou 33 milhões, menos que o custo do Nuno Mendes, e até parece que já se fala em crowfunding… Isto inventado não dava para acreditar.

Não se consegue. A ONU que tem 50 mil milhões de orçamento não arranja 80 milhões para salvar o mar vermelho? Os países que passam a vida a falar sobre o planeta e as alterações climáticas não arranjam o preço que o Liverpool pagou por um futebolista?

Ok, estamos conversados. Mas fiquemos por este arzinho destes senhores. São tão bonzinhos, não são?

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O não-erro de Donald Trump

por Olympus Mons, em 28.06.22

Já que é tema ainda.

Capture abortion US states.PNG

Esta tabela, não é completa com os estados todos, e até tem pouca qualidade, mas dá ideia. - E mostra o que é o aborto nos EUA.

Este é o aborto nos EUA devido à vigência de Roe Vs Wake em que no essencial é permitido aborto até às 25 semanas, que é considerado o limite de viability do feto.
A conversa de aumentar dos 6 meses até ao nascimento é real e com tração nos EUA. Roe vs Wade era a plataforma (pela justificação que foi colocada em lei) através do qual isso seria possível porque não existe propriamente forma de contestar o direito à privacidade do due process da 14th amendment.

 

 

 

 

 

Veja esta imagem de um bebé de 25 semana. Peça a todas estas histéricas e histéricos que gritam pelo que se passou nos EUA, que ao carregar num botão se mataria este bebé e olhariam para si em puro horror.
Peça até que joguem um jogo em que carregar numa tecla do ecrã a imagem deste bebé explode em sangue e tripas e nem isso serão capaz.

São estas mesmas pessoas que chamam progresso a esta realidade e regressão ao regresso ao debate (que nunca ocorreu).

 
E Roe VS wade mostrou que não há limite para a esquerda.

 Podíamos ter acordado entre as partes que existem situações em que o aborto será um mal necessário porque procura curar por um mal maior. Podíamos ter chegado a acordo que, tal como na lei portuguesa que até às 10 semanas estamos perante um regresso civilizacional porque não conseguimos evitar o desejo de certas pessoas de abortar um feto, mas que o mundo de hoje é complexo. É um falhanço pessoal, é uma fraqueza de espírito, mas é algo que no mundo real pode acontecer. Uma mulher que falha o período e vai fazer um teste e percebe com 7 ou 8 semanas que está grávida e não tem condições psicológicas para levar por diante a gravidez e recorra ao aborto. … Mas devia ser uma coisa rara.

Agora, permitir até aos 6 meses (25 semanas)?!
E agora querem ir até ao nascimento da criança?? – São os mesmos psicopatas que acham que se deve livrar o planeta de todos os humanos.


Nos EUA os conservadores não tinham uma maioria de juízes há 50 anos!  
Em 2018 surgiu a oportunidade de se reverter isto e Donald Trump não deixou escapar esta oportunidade. …
Mas porque era este o status quo há 50 anos? Porque os democratas sempre nomearam juízes liberal para o tribunal ao passo que os Republicanos varias vezes nomearam pessoas que não eram conservadoras. Esse foi o problema.
Donald Trump não cometeu este erro. 

Update: 
Este mapa vale o update


 

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Viver e aprender....

por Olympus Mons, em 26.06.22

Gosto sempre de aprender alguma coisa.

Uma das componentes do Wokismo é a hierarquia de vítima. Isto vindo de um culto que se afirma combater hierarquias, mas enfim.

Com o atentado em Oslo ontem fiquei a saber que entre a comunidade LGBT e o CDR (Coitadinhos Dos Refugiados) na Europa o CDR ganha sempre.

Ouve ali um momento, no round 1, de esperança no meio ambiente comunicacional não verbalizada que o terrorista fosse um fanático de extrema-direita, como no caso de Bufallo nos EUA ou o maluquinho em Miami. Ouve ali um momento de entusiasmo palpável.

 Contudo rapidamente se soube que o terrorista era um asilado iraniano na Noruega. E aí ganhou por KO o CDR sobre a comunidade LGBT. É bom saber que essa é a ordem.

A velocidade com que isto desapareceu dos destaques nos websites dos meios de comunicação mais emblemáticos…

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Novo Estado do Estado Novo

por Olympus Mons, em 25.06.22

 

Quando falo do Fascismo Cultural de Esquerda que nasceu com o 25 de Abril e a força das suas meta-normas, nunca encontrei melhor exemplo do que deveria ser comum dizer em Portugal do que estas palavras do quase proscrito José António Saraiva.

Capture saraiva.PNG

O Estado Novo tinha as suas meta-normas e quem as enfrentasse tinha problemas. O Novo Estado saído do 25 de Abril tem meta-normas e quem as enfrenta também tem problemas. – Não se iludam.

O Estado Novo começou como uma coisa boa e depois foi azedando… o Novo Estado do 25 de Abril começou como uma coisa boa e depois foi passando a ser mais um lastro ao futuro das novas gerações do que qualquer outra coisa.

O facto de devermos muito ao 25 de Abril… significa que temos que agradecer até quando e quantas vezes é suficiente? Mil? 1 Milhão? É que já vai em bilião. - CHEGA?

O 25 de Abril não inventou a democracia e liberdade que depois foi exportado para o mundo. Não, fomos só dos últimos na Europa a adaptar o nosso sistema ao vento da história. Não fomos os primeiros, caramba!

Quem quiser falar do futuro do país tem que se perguntar:  No momento em que o Novo Estado do 25 de Abril já tem a mesma idade que o Estado Novo será que não se está a comportar para com as pessoas que o desafiam como o Estado Novo se comportava para com as pessoas que o desafiaram?

Isto claro tendo em atenção que não estamos nos anos 60 de século passado, estamos em 2022! -  Honestamente, como se medirá a diferença?

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Bye -Bye Roe vs Wade

por Olympus Mons, em 25.06.22

Já escrevi aqui sobre este assunto em Maio.
https://barradeferro.blogs.sapo.pt/histerismo-266255

Mantenho a minha posição, com tantos abortos adultos que por aí vejo, sou adepto de dar 100 euros a toda a gente que aborte!

E agora saiu. O Supremo norte-americano reverteu mesmo o Roe vs Wade.
Muito do que eu teria a dizer já disse no link acima.
A questão na altura a que escrevi aquele Post era qual seria o take em Portugal, qual o nível de histerismo e acima de tudo se o Kayfabe era reproduzido em Portugal. Já tenho a resposta. O Kayfabe é reproduzido “ipsis verbis”.

Na verdade, Todo o legal establishment nos EUA sabia que Roe Vs Wade  como lei era … um aborto.
Mesmo Ruth Bader Ginsburg, a ultraliberal juíza do supremo tribunal, não escondia que considerava a lei uma aberração. Ela não escondia, mas os jornalistas que a entrevistavam sim. Só muito mais tarde vimos as repostas dela nas entrevistas televisivas que os jornalistas editavam para que não fossem publicadas… Sim, falem da Rússia do Putin.

Era Bad law!  - Por isso sempre que era vetted um novo Juiz para o Supremo Tribunal nos EUA a pergunta lá vinha sobre se tencionavam reverter WvR. Sempre. Porque a pergunta era mesmo:  “apesar da lei ser uma aberração vais calar a boca e fazer o que mandamos ou vais criar problemas?” - Esta era a pergunta!

E não Germano pateta qualquer coisa que fala na SIC, as respostas dos Juízes que eu ouvi nas audiências foi que “não comentavam casos mas que se alguma vez fossem chamados a avaliar iriam avaliar o mérito do caso de acordo com a Constituição dos EUA!”  - Não germano, não enganaram o publico americano!

Chegados aqui, também ouvi repetidas vezes que a maioria dos americanos era a favor da existência do aborto. A velocidade com que a notícia de que a Disney ia pagar abortos aos seus empregados fora do estados chegou aos nossos telejornais é surpreendente.
No entanto, pergunte aos americanos aborto até quando e eles respondem, mesmo os que se dizem fortemente a favor, com limites muito abaixo do que a lei na generalidade dos estados permite. A tal Disney está num estado, Florida, em que o limite é das 15 semanas e não pretende baixar esse limite… em Portugal é nas 10 semanas, o que corresponde ao que a maioria dos americanos considera correto. Nos EUA a esmagadora maioria dos estados permite aborto até às 25 semanas ou até o feto ser viável fora da barriga da mãe que corresponde às tais 25 semanas. – Alguém já viu um bebé com 25 semanas?

Esse é o problema. Sempre que estados tentavam baixar as semanas em que é permitido aborto os tribunais diziam-se presos pelo Roe vs Wade. Existia a possibilidade de estados (e já se falava nisso) aumentar as semanas até praticamente o nascimento da criança (como na Califórnia). Do ponto vista legal, devido a Roe vs Wade isto teria possibilidade de ser aprovado - porque estava dentro das justificações dadas para as decisões relacionadas com Roe Vs Wade.

Outra das coisas fascinantes neste caso é o facto de sempre que oiço alguém mencionar Democracias Liberais fico com a certeza que vai dizer algo protofascista de esquerda. Ontem ouvi várias vezes. Por isso o Supremo norte-americano devolver a decisão ao povo, We the people, nos estados onde votam a sua vida é uma ameaça às democracias liberais?! – A sério?

 Realmente toda a gente nasce fascista, a democracia é educação. - Vivemos num mundo de gente mal-educada.

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chinesices

por Olympus Mons, em 23.06.22

 

Capture jessica.PNG

Deparei-me com esta notícia. E lembrei-me que a pena máxima em Portugal é de 30 anos e que a pena máxima por, sei lá, fraude fiscal é de 8 anos.

Eu sei que pode ser considerado populismo, mas gostaria de ver o André Ventura no parlamento a ler a autópsia desta menina. Ponto por ponto, lesão por lesão, órgão danificado por órgão danificado. Devagar e solenemente.

Só assim, da próxima vez que alguém advogar penas de prisão muito maiores em Portugal não será recebido pela vibrante e energizante moral postering que esta gente adora verborrear a toda a hora. – Valeria mais que mil debates na assembleia da república a imagem daquelas cabecinhas oca a olhar para o chão.

De resto não tenho mesmo mais nada a dizer disto. É daquelas coisas que não consigo mesmo perceber. Exceto dizer que aquela coisa de serem colocados de joelhos e obrigar a família a pagar a bala que lhes enfiam na cabeça… tem dias!

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Massacres por todo o lado, massacres!

por Olympus Mons, em 21.06.22

Ventura defende conspiração que tem inspirado massacres

Não vou perder um segundo com imprensa pateta do Tuga. Mas já que estávamos no assunto...

A minha posição em relação a este assunto, como já aqui escrevi, centra-se na necessidade de observar os EUA nas próximas décadas enquanto se tenta preservar a identidade europeia que na verdade é, ou era, a identidade norte-americana.
Ao final do dia os EUA, e o Canadá, são, ou eram, meramente uma extensão dessa europa até pela sua dimensão geográfica onde coube grande parte das sensibilidades europeias todas.

Nos últimos 30 anos (tão pouco tempo) aquilo mudou:
Ao final do dia o que se chamará ao processo através do qual um país aumenta a sua população em 100 milhões de pessoas, aumenta em 30% a sua população e passa de 87% Europeia para 60%?  Não é Great Replacement? Não é “grande substituição” da sua população original (formação país) então é o quê?  - Substituição grande fica melhor? Ou troca grande?
Especialmente quando até se projeta o ano de 2044 como o ano em que as pessoas que se identificam como "brancas" ou de ascendência europeia passarão a ser uma minoria.

E, insisto, o meu ponto é que a Europa tem que conseguir esse milagre de não ir atrás dos EUA e cometer o mesmo erro. Na Europa, globalmente, ainda estamos nos 10% de população não europeia, na maioria dos países estará nos 5%-7% o que está dentro da carrying capacity (que deve rondas os 8%) que reconhecemos nas sociedades e ainda assimilável sem grandes alterações identitárias. 
As pessoas têm que perceber que a seu tempo, nas escalas corretas (milhares de anos) obviamente que as identidades se alterarão e os admixes genéticos serão... admix! Não disso que se fala nestes contextos mais de replacement. O problema é que o modo como isso decorre é que a história nos mostra que foi marcado por hecatombes biblicas. Sempre que uma população chega a um espaço geográfico em grandes números dá-se um "replacement" genético que por norma corre muito mal para os que lá estavam. Sempre correu muito mal para os que lá estavam. Os haplogrupos do cromossoma Y bem o demonstram, não é?...

Esta constatação dos menores números na Europa não pode servir para esquecer que há zonas, especialmente nas grandes capitais europeia e cidades de referência que estão mais perto dos números norte-americanos do que da tal capacidade de assimilação. Existem zonas inteiras onde a maioria da população não é de ascendência europeia e esses sítios já denotam problemas sociais e de coesão social muito graves. Pois, Roma caiu mas os Romanos continuaram a ser romanos e acabaram por ser italianos numa continuidade etnico-genética notável sem traços de “diversity” até há bem poucos anos…

No caso dos EUA, aquilo é tudo "as designed...".

como podem ver nesta imagem, a maioria da população americana acha que não é bom nem mau e aceitam isso com a maior das naturalidades. Aumento da população de um país de 100 milhões não é possível fazer sem pelo menos o beneplácito da esmagadora maioria da população autóctone. Maior mercado, mão de obra mais barata, nannies e empregadas de limpeza por todo o lado,  apanhadores de fruta a presos baratas terá sido essa a motivação e ainda mostram uma total aceitação desse processo como se pode ver. 

Quando assim é, pois até pode acontecer que saia algo de fantástico deste great replacement nos EUA. Quem sabe. Por hora, vamos ver como se irá processar as relações entre a muito heterogénea populaçao atual e com incrementos de imigração nos EUA.   

Mas duas coisas têm que ser claras: primeiro é que está a ocorrer um great replacement nos EUA e a segunda é que a Europa está num patamar bem anterior ao que por lá se assiste.

Agora basta ser inteligente aqui pela Europa, fechar as fronteiras para não acontecer o que ocorreu nos EUA, assistir aos eventos que se irão desenrolar nas próximas décadas e retirar as lições e ilações corretas sem cair nas inúmeras narrativas da treta que nos tentarão enfiar pela garganta a baixo, Smoke screens criados por incontáveis conteúdos do fascismo cultural de esquerda. 

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Como te dominaram...

por Olympus Mons, em 20.06.22

Ocorreu-me escrever (voltar a ) sobre este tema por causa desta notícia. E apesar da longa introdução que este post tem o importante é que o post é sobre a nova super-arma com que está a ser usada no ocidente.  Mas vamos por partes.

Name change for monkeypox not a straightforward process, says WHO expert

Dr. Rosamund Lewis, WHO technical lead on monkeypox, says discussions around changing established names not 'as straightforward as' what happened with COVID-19.


Por norma as pessoas não se percebem de algo que transpira evidente em alguns estudos sobre o racismo. -  A evidência que está mais associado a processos de saliência e in-group do que racismo mesmo. Ou seja, alguém de raça diferente que se comporta como “nós” subitamente já não é de raça diferente. Aquele sketch cómico do skinhead negro ser mesmo possível e normalmente aceite pelos outros skinheads. O ser humano é mesmo assim bizarro.

Mas aquilo que as pessoas esquecem é algo que devia ser óbvio para todos.
Que é: Esta obsessão com o racismo resulta do racismo inerente na cabeça das próprias pessoas que reagem alergicamente à menção do mesmo e não, obviamente, ao racismo que existe na cabeça dos outros. Como é óbvio, não é? as pessoas não vivem na cabeça dos outros vivem na sua própria cabeça.

Estudo após estudo nos tem mostrado que esse processo cognitivo ocorre em pathways bem profundos na natureza humana e que o que muda é o modo como as pessoas reagem a esses pensamentos, aos seus próprios pensamentos, e não claro aos dos outros.
Aliás há muito tempo que demonstrações de racismo são, felizmente, raríssimas e diga-se em abono das pessoas em geral que por norma sempre muito acompanhadas de desconforto ou até reação muito adversas das que pessoas que assistiam.

Aliás, muitas vezes se associou no passado a Amygdala a racismo porque a Amygdala está muito associada a pessoas de direita (até eu o advogo no Amygdala-VMPFC-OFC) e assim dava jeito à narrativa. Como sempre acontece, estudos subsequentes não confirmam essa ligação, especialmente quando se descobriu que pessoas de raça negra elicatam a Amygdala quando se lhes apresenta caras de jovens negros. – Por razões óbvias -   A Amygdala serve para modular ameaças e não racismo.    
Estes estudos são feitos num país em que 60% dos crimes violentos são cometidos por 5% da população (jovem negro com idades entre 15 - 25 anos).

Aliás, sabemos que pessoas com danos na Amygdala tem grandes déficits a reconhecer ameaças e mesmo em situações onde tudo indica perigo demonstram uma confiança absoluta em desconhecidos. Mais importante hoje já se sabe melhor o papel desta e o facto de ter ligações muito complexas e heterogéneas estando envolvida em tanto coisas negativas como coisas muito positivas (modela ver coisas muito agradáveis também) . AM Chekroud · 2014 faz um bom resumo para quem estiver interessado.

Mas nada disto é novo.
Muito mais interessante é o ponto em que vivemos na sociedade. O conceito é chamado de racial paralysis . A ver se consigo explicar: É a tendência que as pessoas revelam de fazer opt-out em situações que exigem escolhas baseadas em raça. O fenómeno é real e é facilmente demonstrado nestes estudos pelo comportamento de paralisia que as pessoas demonstram quando colocadas sobre situações de escolha entre raças.
Ficar paralisado perante uma situação não é solução de nada. É sim uma forte intimidação, não é? -  A esquerdalhada com essa sua intimidação não está a resolver nada, porque as pessoas optarem por nem abrir a boca ou se deixarem envolver não é o modo como as democracias são supostas resolver os seus problemas.

Volto a tentar explicar o mesmo que já aqui escrevi. Alguém de direita dispara a Amygdala e dali seguem pelos pathways que ligam à amygdala (VMPFC e OFC). Alguém de esquerda dispara a Insula e segue pelos pathways se ligam por ali em frente (ACC-DLPFC) . Simples.

Estudos sobre a “paralisia racial” revelam que a maior eliciação acontece na ACC, no DLPFC e no VLPFC (que não é o VMPFC, mas precisa deste para falar com a Amygdala)

Ou seja, alguém que é de esquerda será igual a todos as outras e sente racismo como formulação do saliente. Sendo o salience a raça, esse sentimento provoca conflito interno. Normal e não controlado pela própria pessoa. Diria a lógica que alguém de direita como elícita o VMPFC regula o seu comportamento de forma a não deixar que isso influencie as suas ações. Ou seja, percebe que a sua resposta preferencial é inapropriada, e contextualmente inaceitável, e inibe-a. E Pronto. O assunto deve morrer ali. E não é esta a solução? Pelo menos uma delas. Se sinto algo que considero inapropriado regulo-o! É isso que faz de nós humanos.

Alguém de esquerda, sente isso (o racismo ou in-group é o mesmo porque ele não controla) e segue para a ACC (Anterior Cingulate). E que faz a ACC, que é responsável por monitorizar conflito e alerta para a necessidade de mais deliberação? Conflito nele não é nos outros, certo?
Por isso, enquanto alguém de direita sente e imediatamente regula esse sentimento, mesmo que até possa ser dominado pela Amygdala no caso de ameaças, nos outros casos todos meramente regula o seu comportamento e pronto. Mas alguém de esquerda em microssegundos está na ACC onde esses seus pensamentos disparam um conflito interno, internos na cabecinha deles não é na sua, que por usa vez entra em overdrive e elícita o DLPFC que é o sitio onde processamos a abstração e o sitio onde vamos requerer mais informação e integra-la antes de atuar ou tomar decisões.
Parece-me a mim, que se eu regular o meu comportamento resolvi a questão. Isto são coisas processadas em microssegundos e na vida dos humanos seguem-se inúmeros processos que normalizam a vida, comportamentos, companheirismos e laços afetivos. Deixar que essa situação resulte em loops de conflito interno, de dissonância interna e passagem para uma análise crítica e procura de soluções abstratas não me parece ser nem saudável nem eficaz.


 Ora, em si nada disto, nem num lado nem no outro,  parece má! E para aqueles que leiam de forma errada isto, lembrem-se que o erro de Descartes (o livro) é que pessoas que perdem o VMPFC tornam-se completamente disfuncionais no dia a dia processando abstratamente tudo certinho e no segundo depois fazem exatamente o oposto.

 

Mas neste caso o problema é que isto tudo (ACC-DLPFC), como é demonstrado por estudos nos últimos anos, muito deles recentes e já de 2022, leva á tal paralisia racial, que é fugir da situação o mais rápido possível e não tomar nenhuma decisão, atitude ou ação.

Mas mais importante, os estudos também são conclusivos, mostrando que para não ter que tomar nenhuma ação opta-se por entregar todo o poder de decisão a grupos de minorias. -  Sim, reparem neste pormenor, que é os estudos demonstram que a única escapatória que encontram para não parecer racistas é nem chegar perto do assunto e deixar que minorias fiquem com essa incumbência e ónus. Isso não é solução nunca na vida!

 

 É fascinantes ler esses estudos em que as pessoas se entretém a fazer julgamentos de todo o tipo e subitamente passa a ser com caras de pessoas brancas e negras e em mais de 80% das vezes não conseguem escolher. Como é mais saliente nestes casos de Negros/Brancos é o mais usado para estudos.  E reparem isto é comum a todas as raças. Pessoas de raça negra ficam na mesma situação sem querer tomar nenhuma decisão e recusando-se a dizer seja o que for.

E isto é a arma do século XXI.  Centre-se nisto porque é o mais relevante, assim que é criado o contexto em que as pessoas possam ser chamadas ou interpretadas como racistas, imediatamente ficam sem reação. É uma arma que paralisa instantaneamente as pessoas e está a ser usada como tal nesta década.
Tudo isto é uma medida de poder acima de qualquer outra coisa e as forças políticas estão a usar dessa forma. A população em geral limita-se a ficar em choque sem saber como reagir e aceita tudo, tudo o que lhes seja impingido por esta gente.

Estão a ver, o que quer que se passe na cabeça das pessoas não muda. Fica lá. E desde que as sociedades criem os mecanismos corretos não é particularmente relevante, porque de uma forma ou de outra regulamos os comportamentos e a vida segue… mas fingir, recusar a tomar ação ou dizer o que pensa é que já não parece uma solução saudável para uma sociedade. Nas sociedades, cada vez mais diversas étnico racialmente, a solução não pode ser fugir das decisões que envolvam duas pessoas de raça diferente pois não? – No entanto o resultado deste mundo woke-o-liberal parece ser esse. – Pois, falhou!
Como ninguém com dois dedos de testa não teria dúvidas.

Isto deve ser o suficiente para que se entenda o que se passa, mais evidente que em qualquer outro lado, nos EUA. O conceito de democracia liberal é que o povo governa mas a maioria não tem rédea livre para fazer o que quiser sobre as minorias. Este ponto societal em que as minorias, as tais que devem ser protegidas para ser igual aos outros, parecem deter um poder inusitado que nem as maiorias possuem é a coisa menos Liberal democracy que se vê há muito, muito tempo.

Chamem-lhe outra coisa mas não se armem em arautos das democracias liberais.

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ḱléwos meǵh

por Olympus Mons, em 19.06.22

 

Fico sempre na dúvida até que ponto isto interessará às pessoas que por aqui passam. Sendo que o número ainda é considerável… hesito sempre. Coisas que são importantes para mim podem ser desinteressantes ou até incompreensíveis para outros. Mas aqui vai.

Neste mundo da arqueogenética, ou seja a nova ciência que veio mostrar que os arqueologistas eram uma disciplina cheia de ideologia e pouco raciocínio lógico, que aliás ainda é, considerando aqueles ao longo de um século que o mundo era um sitio beneplácito, pacifico e sereno, onde as coisas aconteciam por imitação cultural, uma longa troca amigável de milénios e que depois veio o capitalismo e destruiu tudo.

A genética, ou a capacidade de ir a ossadas de 30,000 anos (ou 1.000.000 anos) e extrair ADN veio mostrar um mundo de “people not pots”. -  Quer dizer nem sempre porque as mesmas pessoas que demonstram que o mundo foi, pessoas num sítio até a chegadas de outras pessoas de outros sítios e depois deixas de existir. Por norma transformamo-nos noutra coisa sendo claro que havia os que ganharam e os que perderam. Se fores homem, ou seja o tal maléfico patriarcado, ou singravas ou a tua linhagem desaparecia. Mas dizia eu essas mesmas pessoas que o demonstram, depois apesar de concordarem que os mais antigos Bell Beakers (pai genéticos de todos os europeus) são os portugueses de Zambujal (torres vedras) e no estuário do Tejo, neste caso específico depois dizem que os Bell Beakers em geral não eram descendentes diretos destes de Lisboa (que até pode estar correto mas…).
Enfim…

Mas porque escrevo isto hoje.

Sendo que a pandemia matou muito esta disciplina (aparentemente sem festarola e convenções pelo mundo fora esta gente não publica nada) começam agora a surgir as publicações e intervenções na área.

E o que está a criar frisom, hoje, é que na descrição de uma alocução que David Reich (assim o Cristiano Ronaldo da disciplina) vai fazer a 12 de Julho consta o seguinte:

The impermeability of Anatolia to exogenous migration contrasts with our finding that the Yamnaya had two distinct gene flows, both from West Asia, suggesting that the Indo-Anatolian language family originated in the eastern wing of the Southern Arc and that the steppe served only as a secondary staging area of Indo-European language dispersal. 

E ….é o que eu digo desde o inicio, desde 2015. Este Southern arc e eastern wing of é nem mais nem menos que os Shulaveri-Shomu dos quais eu sou provavelmente o maior promotor (Shulaveri Hypothesys). Vamos ver o que Reich diz a 12 de Julho. Vamos ver o que mostra o paper quando sair.  
Por hora é uma delícia assisitir aos steppe fanatics, no essencial do leste europeu e em grande parte alguns maluqinhos supremacistas brancos a ter ataques de nervos sempre que Reich Lab ou o do Max Planck do Johannes Krause publicam algo que os contradiga.

Por esta altura a minha deambulação alucinada sobre a etnogénese dos europeus e da língua PIE (Proto-indo-Europeu) era para ter sido totalmente desqualificada. Sabendo que nem tudo o que escrevi sobre o assunto estará correto (seria impossível) vamos ver até que ponto os Shulaveri não acabarão como a força centralizadora e eu fundamentalmente e surpreendentemente certo! Algo que me traria imensa fama, ou como o título deste post em proto-indo-european -  ḱléwos meǵh!

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Maluquinhas

por Olympus Mons, em 17.06.22

Já falei variadas vezes de Eric Kaufmann, o professor de politica em Birkbeck College, da universidade de Londres. O nome dele é mencionado praticamente desde a origem deste blog. Aliás para mim era o irritante “liberal” que publicava trabalhos com base no sensus do reino Unido (os maiores do mundo) mas o que me chamou a atenção foi o reparo que ele naquela altura (2011?) revelava, que era estranho verificar que eram precisamente os mais Liberal que se pisgavam dos bairros assim que a carrinha da diversidade chegava ao bairro onde eles moravam. Aliás e que os sensus mostravam que fugiam precisamente para os bairros menos diversity de Londres.

Eric é no essencial um académico que faz investigação e como tal ao longo dos anos tem ajudado a  destruir muitos do novos mitos e meta-normas criadas pelo fascismo cultural de esquerda (FCE) e que rapidamente adquire estatuto de verdade inquestionável.

A kaufmann é permitido fazer este tipo de trabalho sem ser “cancelado” pese embora no ano passado colegas da universidade de Londres terem tentado, e falhado, porque Kaufmann é mixed race (entre Chines e alemão), muito agradável na forma de expressão e com um sorriso não deixa de dizer que continua a identificar-se como um Liberal. Mas também diz que que dados são dados, data is data.
Das questões que Kaufmann ajudou a destruir, por exemplo, está o meme que os apoiantes de Trump eram racistas (que os dados em nada o mostravam) ou que o ateísmo era a via do futuro, quando na verdade o que estava crescer era a religiosidade. 

Mas o que nos traz aqui é que alguns dos últimos trabalhos dele que tenho seguido estão relacionados com a comunidade LGBT. Ele tem destruído muitos dos novos mitos da religião LGBT.
…More importantly, those who adopt an LGBT identity but display conventionally heterosexual behaviour are a growing and distinct group, who lean strongly to the left politically and experience considerably greater mental health problems than the rest of the population. -  Pois… identificam-se como LGBT, mas são completamente heterossexuais no comportamento, denotando grandes problemas mentais. E claro são esquerdalhoides.

Como vos tenho dito nos posts anteriores sobre o tema, o número de pessoas sexualmente mais voláteis são as pessoas do sexo feminino, que mais facilmente se definem como não-heterossexuais, passam por uma fase de LUG (lesbian until graduation) mas ao final do dia, os valores serão os deste gráfico. Mas, ao contrário da percepção dos dias de hoje, são números bem pequenos.

Capture same sex.PNG

Interessante não é? menos de 3% reporta ter tido qualquer comportamento homossexual nos últimos 5 anos, mesmo existindo o tal fenómeno de experimentação e de LUG e no entanto o número delas, especialmente politicamente de esquerda, que se identifica como LGBT é muito maior(10%!?). E inclusive tal como Kaufmann (e todos os estudos anteriores) nos diz a esmagadora maioria delas acabará como 100% heterossexual para o resto da vida. - Este pessoal, de esquerda é mesmo maluco. Isto é perturbação clínica!
Aliás já sabíamos que o número de jovens mulheres que se identificam como bissexual (3% da população feminina) mas que nos últimos 5 anos só tiveram parceiros do sexo masculino em 2021 atinge praticamente 60%.

 Para outro post ficará a correlação que ele costuma demonstrar entre estas mulheres e problemas mentais. Lembre-se do que escrevi anteriormente, os estudos demonstram que 50% das pessoas LGBT pensa em suicídio e, nestas pessoas mais indefinidas e indecisas, a tentativa de suicídio atingirá os 20%... quando na população em geral é de 0,3%. Tendo em conta que o número se mantém inalterável nos últimos 20 anos estará provado que não era por pressão ou inflicção social!

Esta promoção da quebra e destruição de “identity roles” mata!
Por isso, quando as pessoas se dedicam a promover e a celebrar comportamentos LGBT também deverão ter em atenção que a seu tempo poderão ter que responder pela possibilidade de estar a promover problemas mentais numa geração e quiçá níveis elevadíssimos de suicídio.

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Liberals contra Progressives

por Olympus Mons, em 16.06.22

Uma das clivagens que acontece nos EUA agora é entre liberals e progressives.  Tenho que concordar que os estudos revelam que essa diferença cognitiva é real. Um Progressive é um liberal ainda mais estupido (!). Essa é a diferença.

Um progressive, na capacidade de aguentar os seus argumentos com factos ou complexos raciocínios lógicos, descamba instantaneamente.
Imediatamente se revela incapaz de sequer contra-argumentar. Já um Liberal por norma consegue pelo menos colocar um argumento sobre a mesa.

No caso de Bill Maher cada vez mais me convenço que pese embora seja um liberal, não será dos mais inteligentes que por aí andam.  Sou mais radical do que a maioria das pessoas em relação às consequências. Consequências do que disseste, consequências do que fizeste, tem que estar à tua espera ao fim da rua. Sou pouco cristão na crença da redenção.
Bill Maher juntou-se à carruagem dos que gozam com os progressives e essencialmente com os Woke. E tenho que confessar que o faz com muita piada e como tal é bastante eficaz. Por isso começa a ser convidado para aparecer em tudo o que é programa de “direita”, seja na Fox ou aqui nesta imagem em conversa, pela segunda vez, com Ben Shapiro.

Fui talvez dos primeiros a aventar a hipótese de ele ser um dos californianos a saltar fora do estado num futuro próximo. E cada dia que passa isso me parece mais vir a ser uma realidade. A ver vamos.

Contudo e ao final do dia quem permite, ou quem permitiu, quem abriu a porta, para que os progressives tenham a expressão que hoje em dia tem no mundo foram liberals como Bill Maher. Os Progressives não tem inteligência para desafiar os factos e lógicas dos que criam mundos (chamados pessoas de direita) logo são os Liberals que o fazem. Algo parecido com o trabalho dos colaborators sobre os Punishes no mundo do Game Theory que permitem que os Free-riders acabem por ganhar aos Punisher do mundo (que acontece antes daquela sociedade implodir). Mas a nota fica, são os colaborators (que os Punishers também são), colaborators sem o drive punisher que destroem a engrenagem e permitem a ascensão dos free-riders ou de mecanismos pela qual se destroi os tenets das sociedades como elas historicamente se representaram.  - Bill Maher foi durante 30 anos um destruidor do conservadorismo norte-americano, um destruidor do bind & blind que une, ou unia, aquela sociedade. 

Chegado a este ponto saltar para o barco ao lado porque já não está confortável no mundo que ajudou a criar é precisamente aquilo que eu não suporto. É a fraqueza da Direita. Parece que precisa da validação da esquerda e quem precisa de validação dos outros são os fracos de espirito. A pessoas como Maher basta sorrir, repetir com piada algumas das evidências para qualquer pessoa minimamente intiligente e estão abertos os braços da comunidade de pessoas identificadas com a Direita.
Sempre foi assim. Esta ausência de maldade nas sociedades de shun  é nos dias de hoje uma fraqueza.  - 
Ao Bill Maher diria - motherfucker, agora fica a viver no que criaste e a conviver com os que ajudaste a nascer. 

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Autoreferenciais

por Olympus Mons, em 15.06.22

Capture liberal free.PNG

Nada disto surpreende, mas a resposta do estudo é Sim, em retundo sim!.
As pessoas de direita são muito menos suscetíveis de aceitar ajuda. Ou melhor, “A natural field experiment shows that when the supplemental nutritional program (SNAP) had a work requirement” e só assim estes, os conservadores de direita, aceitam estas ajudas do estado. Ou seja só programas em que tem que pagar essa ajuda com trabalho.

Reparem, o estudo não se cuibe de mostrar que os Liberals, os esquedalhoides…” To this extent, they are more attracted to a program if it does not have a work requirement than if it does.” Sim. Assim cru!

E reparem o estudo era para perceber se apesar das pessoas de direita serem contra a abundância destes programas de assistências económica se ao final do dia o seriam quando aplicado a eles. -  E claro, para surpresa dos investigadores, estas pessoas não aceitam esses programas de dinheiro “à borla” e viver do wellfare state  mesmo quando é para seu beneficio. -  Pois, não são esquerdalhoides que dizem uma coisa e depois fazem outra. Essa é das diferenças fundamentais entre alguém de esquerda e direita, como aqui tenho demonstrado repetidas vezes.

Mais giro, a sugestão destes investigadores será que o estado faça mensagens de marketing melhores para enganar os conservadores de direita a aceitar estas ajudas do estado.

Pronto. É esta gente que manda no mundo. Por isso, não se queixem.

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Rendam-se e terão paz....

por Olympus Mons, em 15.06.22

Um dos maiores choques que um adulto terá ao atingir essa condição será a noção que vive num mundo relativo. É definido que Marine Le pen, Orban e quejandos são um perigo terrível continuamente imputando ligações destes com tudo aquilo que é contracorrente do atual estado das democracias liberais modernas (ou dementes).  Merkel virou heroína com a sua atitude em relação à crise dos migrantes, não fora esse facto e muito do que hoje se assiste na Ucrânia seria chamado de “Merklada”. Quem tenha lido a entrevista da senhora, que novamente não fora a menina dos migrantes teria desde o início da guerra matilhas de jornalistas no encalço com perguntas bem difíceis relativo à sua atitude para com o regime de Putin. No entanto o Kayfabe entretém-se com mordidelas ao Orban.

Capture macrons.PNG

Fosse a hipotética presidente Le pen a dizer estas palavras ali e haveria carpires e raiva capaz de furar mármore por essa impressa fora na europa.  

Fica, porém, uma certeza. - A Europa continua a ser fraca.

A maioria da ajuda à Ucrânia continua a ser prestada pelos EUA e pelo Reino Unido, enquanto a Europa da união se delicia em conversas, reuniões e manifestações de intenções. É mesmo aquele primo completamente desfocado da realidade mas com inusitada autoestima que está sempre a tentar chamar a atenção nas reuniões de família.

Estão a ver, o problema que a Europa, ou o Ocidente, deveria estar a ter, seria como justificar a quantidade de armas que andariam a passear pela Ucrânia. Isto não começou ontem e ocorre numa região cheia de fronteiras terrestes com a essa mesma Europa. Deveria ser o problema da Europa inventar desculpas, como os russos fazem, para a quantidade enorme de armamento que por esta altura deveria estar ao dispor do exercito ucraniano.

Mas não. Isso era se fosse gente como eu. Esta gente que manda na europa, gente que é valorizada pela Europa está mais interessada em criar consensos que resultem em decisões colegiais unanimes do que em ajudar verdadeiramente a Ucrânia. – Sendo que a ajuda que se deve prestar até é com armamento menos modernos, ou mesmo até stocks que eram para abater nos países da NATO aqui na Europa, não se entende a tibieza do armamento que chega à Ucrânia.

Mas, depois, ouvimos personagens como Macron, e percebemos que … pois, é esta gente que a Europa gosta. Ainda há semanas Macron foi a votos e ouve uma felicidade e alívio pela sua vitória reservada às vitorias do nosso clube.

Pois, sendo assim, temos o que gostamos. Coitados dos Ucranianos.

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Mentes iguais

por Olympus Mons, em 11.06.22

Estive em Angola durante a semana. Duas coisas me surpreenderam. A primeira é a quase completa ausência de Portugueses no país. No passado recente aquilo teria mais de 200.000 portugueses e é surpreendente que agora haja uma relativa quase total ausência de portugueses em Luanda. Tanta que por várias vezes, demasiadas, se dirigiam a mim em Inglês ao invés de assumir que eu era Português. 

 Almoce na ilha de Luanda, nos hotéis ou vá à barra do kuanza e não estão lá.  Veja um jogo da seleção portuguesa e estará sozinho. Vi chineses, sul africanos, espanhóis, etc. Portugueses nem por isso. Peculiar.

Outra das coisas, das tais que me surpreenderam e tão surpreendente como a escolha da imagem deste post, é que falei com as tais pessoas da oligarquia Angola, seja da velha seja da nova e uma das coisas que me perturbou, que me intrigou e ficou a tinir no cérebro é que, esta elite, hiper-rica, tem a mesma linguagem, quase chapa 7, das pessoas do bloco de esquerda ou do partido comunista em Portugal.
Tal como uma Mariana Mortágua aquela gente da elite, volto a dizer riquíssima! e priviligiada, adora falar do povo e acha mesmo que é o representante das aspirações e do destino moral do tal referido (a toda a hora) povo. Para quem assista é bizarro.

 Em cada 3 frases, duas são o povo (a outra dinheiro) e para alguém como eu, durante largos momentos, ficou-me uma dissonância relativo ao que assistia.- Até que consegui identificar que era precisamente a semelhança entre a conversa, a tanga e narrativa subjacente ao que ouvia e a conversa que em Portugal oiço do Bloco de esquerda. Tudo é em nome do povo. Isto tem que ser assistido ao vivo para se acreditar.

Com tanto ódio que por exemplo o Bloco de esquerda manifestou ao longo dos anos  para com aquela gente, não deixa de ser surpreendente que se pessoas como Francisco Louça ou Mariana Mortágua se sentassem a conversar com os tais terríveis oligarcas angolanos sem a identificação de uns e de outros, falariam exatamente a mesma língua assumindo sempre que querem o bem do povo e que são os genuínos representantes dos mesmos. Mentes iguais, almas gémea, suponho.

Cada vez me convenço mais que as pessoas se resumem a pathways neuronais que definem a sua visão do mundo e que alguns desses pathways podem ser considerados verdadeiras deficiências.

 

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Vitórias ou derrotas?

por Olympus Mons, em 04.06.22

Já não falo sobre a Ucrânia há muito tempo. Evidente que com tanta gente a escrever sobre o assunto qualquer leitor já leu tudo e muito melhor do que aquilo que eu conseguiria expressar, não é?

Mas escrevo hoje porque tenho ouvido o Alexandre Guerreiro a falar sobre o assunto, visto que do tipo dele ouvimos pouco, do calibre dele não há muita gente com coragem para o fazer.  – Por outro lado quando o oiço e observo fica-me sempre a sensação (atenção, só sensação) que o homem tem aquelas características dos psicopatas que não leem bem nas entrelinhas.  

Em resumo aquilo que o oiço o cavalheiro falar e a colocar o tónico será no sucesso da Rússia em atingir grande parte dos objetivos, reportando-se sempre ao discurso de Putin de fevereiro. Stricto sensus ele procura uma narrativa que resulte e essa é o melhor que ele consegue arranjar.  Significa isto que a Rússia já perdeu! Já perdeu a guerra, apesar dos sucessos em tantas batalhas, e as pessoas mais sensíveis à narrativa russa já papagueiam uma narrativa que não acredito não seja de alguma forma perto das intenções oficiais do Kremlin. - Putin já controlava a Crimeia e grande parte do Donbass e agora querem fazer-nos querer que após isto tudo controlar o a Crimeia e o Donbass é a tal vitória?  - WTF.

Ainda por cima quando assistimos ao alterar gradual mas evidente do Zelensky que passou de apelar ao diálogo e ao cessar-fogo a cada 10 minutos para um discurso que se assemelha demasiado ao “espera aí motherfucker que agora sou eu que quero continuar a dança…?”  fica a sensação que isto não vai terminar nada bem para os russos.
O que mais me impressiona é que a Rússia ganhou um inimigo com patriotismo e identidade vincada que ainda por cima se vai definir em oposição à própria Rússia e ainda por cima cada vez mais armado. Ter um vizinho assim é tramado.

A Rússia de certeza que já tem parte do seu arsenal quase no fim do tanque (pun) e isso não é assim tão fácil de encher.  

E  acredito eu dentro de alguns meses vai querer retirar de todo o lado, mesmo talvez do Donbass, pelo menos grande parte dos efetivos e vai estar a ser martelado pela artilharia ucraniana. Vai querer retirar e vai estar a ser fustigada pelas forças especiais da Ucrânia com armamento móvel muito eficaz. E a continuar o armamento sofisticado ocidental da Ucrânia estes até, se o desejarem, estarão na posição de começar a flagelar a Crimeia que para todos os efeitos é território ucraniano ou atacar a marinha russa do mar negro. 

Contudo também acredito que quando os russos quiserem sair, bastará pedir por interpostas pessoas para interferir que a pressão sobre Zelensky por parte dos seus próprios aliados será de difícil de resistir. Os pacifistas voltarão em força e os soberanos interesses irão manifestar-se.

Ao final do dia para mim é simples : Se houver cessar-fogo e a Rússia tiver de facto o controlo de Kherson e Melitopol então ganhou em toda a linha como statement do seu poder (e pagará por isso, mas ganhou). Se Mantiver controlo de Mariupol significará uma pequena vitória que internamente até vale bastante e por último se só ficar com o Donbass, que até que alguém me prove o contrário a maioria da população até queria ser russa, pois então não terá ganho nada que não tivesse já controlo sobre, logo no meu livro é um perdedor. Quanto às pessoas do Donbass que na maioria queriam ser russas (pelo que sei)… pois, tem o que pediram.  Eu punha uma wall a la trump e não deixava passar nenhum.

 

Mas fica-me a sensação que a conversa que tenho assistido do Alexandre Guerreiro é só mais um sinal de que a Rússia está na fossa. – Não tivesse saltado lá para dentro.

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Sopa fria

por Olympus Mons, em 03.06.22

Já nem sei bem onde o ouvi, mas parece ser claro que existe uma estratégia no parlamento, por parte de praticamente todos os partidos, de ignorar o Partido CHEGA! do André Ventura.

Eu já aqui escrevi que encaro a maledicência no sentido de Gossip do Axelrod como algo normal no caso do CHEGA. Podemos dizer que é prova e atestado da sua característica antissistema essa maledicência. Mas também é da literatura que quando passa do gossip para o Ostracism é um sinal acima de tudo e sobretudo um sinal de atraso dessa sociedade – Está nos livros, certo?!

No nosso caso é só o último sinal do regime, o tal regime saído do 25 de Abril, que tem quase 50 anos, tantos como o podre anterior regime e já cheira muitas vezes tão mal como ele.

A ideia de que o ostracismo a um partido com aquele número de deputados eleitos deverá preocupar as pessoas. Especialmente pessoas que passam a vida com a democracia na boca e o liberalismo na cartilha. Claro que concordo que talvez seja muito cedo para tirar ilações desse facto, talvez seja só um processo de normalização, mas não deixa de ser verdade que os exemplos, para uma democracia de 50 anos, começam a ser muitos.  - Sei também, e por outro lado, que já ouve agressões a e em manifestações políticas do CHEGA mas nada de monta ou que não possa ser imputado a manifestações espontâneas de grunhos. Eles existem e estão por aí.

Talvez tudo se fique pelo Gossip e não evolua para o ostracismo. -  Porque o passo a seguir é o confronto. E que fique claro, que grupos colocados perante o Ostracismo por norma ficam muito perto de aceitar o confronto como próximo passo. Porque se já é duro levar com maledicência que muitas vezes se traduz em calunia e pura difamação, ostracismo será um nível diferente.

Só escrevo este post hoje porque tenho reparado nos últimos dias uma sequência de entrevistas por parte do Observador a deputados do CHEGA. Ainda não vi ou ouvi entrevistas como resultado de convites ao Mithá Ribeiro, estranho, mas vou dar o benefício da dúvida. Mesmo quando as entrevistas parecem mais focadas em falar de Montenegro do que qualquer outra coisa, quando não a catadupa de perguntas sobre os fundadores do CHEGA que tem sido afastados.

Aliás, ainda em relação aos afastamentos no partido de André Ventura, se lerem os meus posts anteriores sobre o CHEGA deixo claro que o mesmo terá acontecido em Espanha com o VOX e que isso era não só esperado como até desejado. Não tenho dúvida de que André Ventura sabe isso, mas também sei que existe muita gente que vota no partido, mas não está disposto a dar a cara porque sabe que as consequências para o seu negócio, carreira, ou emprego serão arrasadoras. Arrasadoras!! – Tal como em todas as formas de fascismo, se estás contra estás coloquialmente tramado. Fascismo é fascismo.

Mas enfim, o que fica será que pelo menos neste órgão de comunicação não estão a praticar o tal Ostracismo. Fica, por hora, os meus parabéns ao Observador.

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fait-divers

por Olympus Mons, em 03.06.22

Gosto de ver julgamentos.  Já tinha visto o do Kyle Rittenhouse e consegui, a espaços, ir vendo os resumos do julgamento de Amber Heard e Johnny depp.  Se vi o de Rittenhouse sem esforço, confesso que este foi com algum esforço e quase por obrigação.

Para quem leu os meus comentários ao julgamento de Kyle Rittenhouse se lembrará que o espantoso no julgamento do Jovem Rittenhouse terá sido o comportamento da acusação que apesar das provas em vídeo continuava a tentar criar uma narrativa que não tinha nada a ver com aquilo que toda a gente, inclusive eles, viam nas imagens. Reparem imagens não têm muitas interpretações ou pelo menos tem um limite a essas interpretações pela simples vergonha. Naquele caso não havia vergonha nenhuma e foi talvez dos exemplos mais prováveis de que as pessoas tentam recriar as realidades que lhes sirva os interesses mesmo num mundo de imagens.

Neste caso do julgamento da actriz deixem-me ser honesto – Nenhum é anjinho, nenhum é o diabo. Aquilo foi só duas pessoas que até podiam ser boas pessoas em separado (ou nem por isso) mas que juntos eram água e azeite. Ela uma menina mimada que requeria atenção a toda a hora e ele um bêbado que 90% do tempo está zone-out em álcool e drogas, perdido numa teia cheia de aranhas que só ele vê.  - Mas ninguém me convence que ele não lhe chegou a roupa ao pelo uma ou outra vez. Nah, chegou, chegou (!)
Por algumas das imagens do comportamento dele deve ter havido situações em que ele terá sido verdadeiramente abominável. E como a jovem não tinha imagens dessas situações tentou inventar algumas e contar algumas petas pese embora também acredito eu, terá dito a verdade em muitas das coisas que disse sobre o comportamento de Depp.

Mas e ao final do dia ficou o trabalho das máquinas de relações publicas dos dois, onde a de Depp se mostrou incomparavelmente maior do que a de Heard.  Num mundo de social media e com a quantidade de conteúdos que foram criadas pela equipa dele nos Youtube, tik-tok, etc. não acredito que não tivesse influência num júri que com certeza, apesar de estarem proibidos, passaria a vida a ver esse mesmo conteúdo. Não tenho a mínima dúvida. -  Aliás, muita gente diz que essa foi a razão pela qual ele perdeu o caso no Reino Unido em que o caso foi decidido pelo Juiz versus no caso dos EUA que foi perante um Juri.

Ao final do dia, que ambos se lixem, mas que ambos também tenham a possibilidade de seguir em frente e na medida do possível de ser felizes.

Para nós todos penso que só ficará a relevância da peculiaridade de mais um exemplo da tal MODERNIDADE das democracias liberais onde tudo é um espetáculo, tudo é medido pela sua capacidade de gerar frisom e que eu, pelo menos eu, acho que vai ser o nosso fim.

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