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Parvoices

por Olympus Mons, em 30.09.22

Tenho que ser honesto em relação à abordagem ao Furacão Ian que atingiu a Flórida aqui no nosso burgo, na nossa imprensa, que não tem carregado particularmente na tecla das alterações climáticas. Pelo menos não que eu tenha visto.

Mas nos EUA e no Reino Unido, isto está cuckolandia do pior. Aquilo já passou o nível nojo e já vai no ponto traz a corda que se resolve já isto. Confesso que achei piada no início às guerras de polarização nos EUA mas hoje em dia aquilo já passou para lá do Orweliano.

Por outro lado parecia que estava eu a adivinhar quando escrevi posts sobre o La Nina e a forma como afeta o clima. A ver se a gente se entende:  Este La Nina foi decidido pelo planeta que seria agora, neste momento no espaço e no tempo, há milhares se calhar milhões de anos! Nada a ver com qualquer atuação humana!

 Estando nós sob um raríssimo evento de triple Dip do La Nina (e parece que aí virão muito mais nas próximas décadas) vamos ter mais furações a atingir a costa leste dos EUA. Não há tendência nenhuma de aumento nem de diminuição de frequências nos datasets, mas será certo que mais atingirão a costa porque com la nina o jetstream é empurrado mais para norte e sem o windshear para ajudar a quebrar a força (e formação) dos Furacões estes conseguem chegar à Costa com mais força e mais a norte do que ocorre em situações neutrais ou de El Nino. – Pronto, é isto.  E isto era sabido há décadas e falado e avisado abertamente antes desta loucura do conversa das alterações climáticas.
Os ARs do IPCC diz que nem há mais furacões nem mais fortes. E se o AR6 o diz… ui, ui, é porque não há mesmo porque bastaria uma pequena inclinação para saltar logo para o título e subtítulo.

 E os EUA devem-se preparar que haverá mais furacões a atingir com violência neste outono de 2022.  

 O que não justifica e é inacreditável que se oiça hoje todo o dia que este deverá ser o mais mortífero furacão a atingir a flórida quando por exemplo o Andrew em 1992 matou 62 pessoas.  Até agora Ian tem como consequência 19 pessoas mortas? Isso é um mau fim de semana em South Chicago ou pelo menos no estado do Illinois.
Só para referência o Furacão de Galveston Texas matou 8,000 pessoas!  ,O furacão Lake Okeechobee na Flórida matou 2,500… ai sim, 19 é o mais mortífero de sempre?!

Basta pedir a lista de mortes e nos primeiros 30, e muitos da Flórida, não encontro o Ian. Tudo Maluco.

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Pêndulo?

por Olympus Mons, em 29.09.22

Tem sido referenciado que estranhamente a geração mais nova está a ser bem mais conservadora, bem mais à direita, do que aquilo que seria esperado. Pelo menos tendo em conta a tendência geral que a geração anterior parecia empurrar.

Esta observações tem sido feitas nos EUA, de forma vaga e com poucas referências. Diz-se, que a seguir à geração mais liberal da história da humanidade, os millennials, estaria a verificar-se essa guinada mais conservadora dos miúdos a rondar os até aos 25 anos de idade.

 Não me interpretem de forma errada. Quem for ao wiki, ou andar pelo Pew research não fica com dúvida nenhuma que em nada se distinguem dos millennials politicamente sendo a geração mais à esquerda de sempre em paralelo de ser aquela com maiores credenciais académicas. -  O que eu digo é que muita gente tem dito que se sair do ambiente académico onde esses inquéritos são feitos fica com um ideia ligeiramente diferente.vvMas tem sido tudo muito anedótico.

 Surge-me este post porque vi o breakdown etário das intenções de votos no Canadá e parece ser este aqui em baixo a última fotografia tirada às intenções de voto dos canadianos.  

Está a ser usada esta imagem como surpresa por o partido conservador recolher quase metade das intenções de voto das geração de canadianos entre os 18 e os 34 anos.  Por si só é bizarro que assim seja.
Há semanas tinha encontrado a referencia que o pardido sweden democratic, o tal perigoso de extrema direita,  ter tido a votação que teve devido ao voto dos jovens do sexo masculino entre os 18 e os 29 anos de idade.

Capture.PNG sweden vote (1).PNG

Nesta imagem que encontrei da votação na Suécia não está discriminado por sexo, mas no conteúdo que me lembro estava perfeitamente claro que o referido partido ganhou com o voto demasiado expressivo, penso que a rondar os 30% destes jovens do sexo masculino. E tal como no Canadá acima também na suécia o sexo feminino vota de maneira bastante diferente das pessoas do sexo masculino, que vota diferente das pessoas do mesmo género mas com mais idade… e que essa tendência se tem vindo a acentuar.

Gostaria de saber como se votou na Itália. Pelo menos para começar a destruir a narrativa da esquerda de que são os velhos do restelo, deslocados e descontextualizados das realidades do século XXI que alimentam a votação da direita idiológica. 
Também fica a evidência que o sexo masculino vota de forma diferente.

Fica a perplexidade não é? – quanto mais igualitária, quanto mais se tenta destruir a identidade de género mais parece resultar no efeito oposto ao pretendido. Homens e mulheres votam, tal como muita outra coisa na vida, de forma diferente.

Por outro lado fica essa indicação que talvez, talvez o pêndulo tenha começado a ir para o outro lado e se for esse o caso vai para o outro lado até distancias nunca antes alcançadas. Se for esse o caso é altura de dizer à esquerda mundial que agora bem poderá guinchar que se o pendulo vai para o outro lado será até extremos tao acentuados como aqueles que se assistiu a ir para esquerda. Agora seria… lá vai bomba!

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From the Correspondence of the London Post

por Olympus Mons, em 28.09.22

Eu gosto de escravatura.  Eu gosto do tema, claro.
Por um lado sempre imaginei o tramado que seria ser despojado dos meus direitos como humano, por outro a minha primeira imagem do tema foi Ben-Hur como escravo no barco e percebi que escravatura era ofício, pese embora oficio do fundo da escala.

Recorrendo-me de Ibn Batuta, o aventureiro marroquino do século XII que nos mostrou escravatura desde o interior de África até à China este tema fica perfeitamente enquadrado. Metade do tempo passou ele a falar de escravos e escravatura e bem fez filhos a torto e a direito às várias escravas que lhe foram sendo oferecidas (nenhum sobreviveu). - Uma das descrições que ele faz é da escravatura branca, do norte do Cáucaso, de sítios onde hoje é a Ucrânia, repúblicas do Cáucaso e a Rússia e que eram vendidos na Turquia e nos mercados do Egipto.
Já até ao século anterior, século X, os vikings além dos eslavos também ainda faziam uns biscates por ali antes dos entregar a todos como escravos junto ao mar Cáspio.

Escrevo este post sobre mais uma das várias, imensas, escravaturas que houve. Burros e idiotas dos americanos é que acham que a escravatura foi coisa de colonos europeus. Eu gosto de entender todo o tipo de escravaturas e como muitos outros nos tem avisado temos que ir criando registo, lastro digital, porque chegará o dia em que as petas dos politicamente correto não deixarão espaço algum para a realidade, para a verdade, histórica ou outra. - Este é sobre o tráfego Circassiano no século XVII.

O tráfego de escravos Circassiano foi dos que até mais tarde ocorreu. E havia a profissão normal de mercadores de escravos. Era uma profissão. 
Uma das coisas que muita gente se esquece é que o tráfego de escravos transatlântico foi o tráfego de um bem que era valiosíssimo. O nascimento de um bebé em escravatura era o nascimento de um bem valioso. – Muita da história e das histórias de escravatura antes e durante o transatlântico, antes e depois da escravatura transatlântica, foi a história de uma ignomínia de pessoas escravizadas como bens de valor reduzido ou mesmo em casos valor nulo, como esta que vou escrever.

Lembre-se que nos EUA a escravatura foi ilegalizada em 1865.
Por volta dessa altura (1856) ocorria junto ao Mar negro um dos momentos mais aberrantes da escravatura. Porque foi uma altura em que devido a um excesso de oferta o valor dos escravos bateu no zero. E que escravos? Estas mulheres.

Podem ler este link da descrição de um jornalista sobre o destino das Circassian Beauty, onde as mulheres eram vendidas e revendias por meia dúzia de tostões nos mercados de Istambul (constantinopla). Vendidas, abusadas e muitas devolvidas aos mercados de escravos para serem revendidas ao próximo pé rapado que passou a ter dinheiro para ter escravos que eram Circassian beauty.

O genocídio dos Russos a este pessoal de 1800 a 1870 foi brutal. Descrições desta altura, feitas pelos próprios Russos é de bradar aos céus. – Qualquer escravo da costa de Africa levado para os EUA teve uma experiência, por muito aflitiva que fosse, nada comparada com o que estes escravos e refugiados passaram nos portos e nas travessias do mar negro. Até cabeças decepadas davam à costa.
Quando nós falamos de crueldades… o jornalista nesta peça fala sobre algo que era do conhecimento geral à época e que chocava as sociedades ocidentais mas era assunto sem qualquer relevância naquela parte do planeta. A escravatura negra já tinha mais de mil anos ali – Que os bebés negros nascidos das escravas eram imediatamente mortos pelas famílias onde serviam. Infanticídio às descarada.

https://lostmuseum.cuny.edu/archive/horrible-traffic-in-circassian

Compare isso com o facto de, sim, os donos das escravas nas plantações americanas também seriam obrigadas a ter sexo … mas também é reconhecido que por norma, por norma, estes bebés passavam a ter direito a tratamento especial e muitos deles a ter privilégios próximo de serem brancos, sendo conhecidos muitos dos casos em que até à universidade chegaram, acabando como advogados ou padres com ativismo pela igualdade! Eram os chamados filhos da plantação e era-lhe dado oportunidades.  Mulatos eram tratados de outra maneira!

Não meço a história pela minha moralidade no século XX/XXI. Isso é coisa de criança. Mas temos que ter muito cuidado com versões alternativas da realidade histórica. Circassian é uma nação, é uma língua, é um povo que existe espalhado por vários países, desde a Turquia, Síria ou Egipto e claro nas montanhas do cáucaso.  Muitos dos olhos claros que por ali se encontra vem dessa escravatura e dos refugiados do século XXVII. Contudo existe uma diferença para com a escravatura negra. É que rapidamente esta gente se tornou elite. Na Turquia os serviços de inteligência está cheio desta gente, fundaram a cidade de Amman na Jordânia ou no Egipto como elite comercial. 
Já o mesmo aconteceu com os indianos “escravos” levados pelos britânicos para África onde à terceira geração já eram a elite rica.

O que quer que procuremos sobre os efeitos da escravatura como drive geracional, não nos podemos esquecer que muita gente foi escravizada ao longo da história e alguns ainda hoje se debatem em se normalizar nas sociedades para onde foram levados e outros rapidamente se tornaram elites. – É cegueira ideológica e racismo do mais puro não ver as pessoas pelo que elas são e quase obrigar pessoas com temperamentos diferentes a comportarem-se como clones ou réplicas de pessoas de outras origens que se parece assumir como "os normais", como a matriz. O mundo tem que rapidamente começar a ver toda a gente no mundo. Ver toda a gente como iguais, como seres fascinantes pela quase impossibilidade de existências, mas quantos mais e quanto mais diferentes melhor desta coisa fascinante que é ser humano.

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Infelizmente

por Olympus Mons, em 26.09.22

Nem me lembro bem onde, mas alguém disse há dias que populismo é: todas e quaisquer ideias diferentes das nossas mas que é uma chatice que sejam populares. – Nada mais verdadeiro.

Vimos a ascensão da direita ideológica na Suécia e agora em Itália quando ela já é estabelecida na Hungria ou na Polónia.  também assistimos à força dessa direita em países como a França ou Áustria.
Quando olhamos para este mapa da itália não resta dúvidas da escolha da democracia naquele país. O Azul é a direita, a tal extrema direita que mete medo.

Capture.PNG italy.PNG


 E como digo de início a democracia é boa enquanto dá resultados que nos agradam, mas assim que os outros ideológicos começam a ganhar já é uma chatice. E não é tudo igual. A esquerda, que se acostumou a ser “dona disto tudo” na Europa durante os últimos 50 anos, é bem mais perversa nesta conversa dos outros mas nunca eles serem tóxicos. Está estabelecido para além de qualquer dúvida.

Muitos destes partidos nasceram da extrema-direita, lamentavelmente, mas também convém recordar que a coragem de quebrar as tais metanormas é bem mais frequente nos extremos e por isso na génese destes partidos mais frequentemente do que seria desejável está esta génese de gente pouco recomendável que os irá perseguir durante toda a sua existência.  E pouco recomendável porque é gente que grunhe, mas não sabe defender as suas posições ou criar uma rasto racional que sustente aquilo que tao emocionalmente berram!

Nos próximos tempos teremos que levar com a conversa dos Iliberais, da beleza das democracias liberais modernas que depois não explicam o que é, dos valores da Europa que também não te dizem muito bem quais são para que não os apanhes a eles nas curvas da real politique. É aquela coisa da liberdade de imprensa mas levaram meia dúzia de dias a cancelar a licença da Russia Today na europa não foi? É europa dos valores mas depois o que não falta é pessoas a terem problemas com a justiça e com a policia a aparecer à porta pelo delito de opinião.  Pois, a PIDE é que era um monstro. Já para não falar do cancel culture. Mas depois o Orban é que é mau sem que me expliquem muito bem porquê… para já só percebi que é porque o partido do poder controla editorialmente muitos meios de comunicação… mas já alguém ouviu falar do partido socialista português e da Imprensa em Portugal que depois até é considerada das mais livres da Europa??

Ao final do dia vamos todos dar ao mesmo lugar, à mesma componentes neurológicas que são bias, que são truques neurológicos em que só conseguimos ver e ligar ao que nos dá jeito ou que gostemos e tudo o resto é impuro.
Aas coisas são o que são e vamos ter uma Europa nas próximas décadas muito marcada por estas posições polarizadas. Novamente infelizmente vamos seguir um bocado o destino dos EUA.
Existirá uma diferença. É que os EUA não terão as pressões demográficas que a Europa terá.  A conversa será muito nesses termos e muitas das derrotas da direita no debate que se seguirá estará relacionada com a incapacidade de combater o argumento que sem mais jovens que sustentem a pirâmide demográfica a Europa está tramada. Isto é real.
E não estou a ver nenhum partido da direita ideológica na Europa a dizer que essa é a maior ameaça existencial à identidade europeia e por isso vamos legislar para que , sei lá, a partir do X filho não pagas impostos sobre rendimentos desde que tenhas um ordenado X vezes o ordenado mínimo!  - Não me parece que alguém tenha essa coragem. Aliás a partir de X número de filhos desde que seja contribuidor nominal acima da média do país até começas a receber dinheiro. Isso sim, resolvia o problema. É como explica o outro ter filhos numa sociedade urbana passa a ser meramente um ónus financeiro ao passo que numa sociedade agro-pastoril é trabalho for free. Visto assim de forma racional, teríamos que mudar isto para que o paradigma seja outro, não é?

Aliás esta conversa que grassa pelo mundo fora que upps, afinal a população mundial deverá estabilizar antes dos 9 mil milhões e até podemos começar a ver uma redução na população mundial bem antes, bem antes, do fim deste século é de tirar qualquer pessoa do sério.

Como se passa do fim do mundo por excesso de população para afinal não vai haver população suficiente? Aliás vai haver reduções na população em zonas mais desenvolvidas como a Europa e na Ásia que são instrumentais para o mundo culturalmente mais estável...mas não vai haver esse problema nos EUA. As elites Motherfuckers daquele país podem ter muitos déficits mas estúpidos não são. O modo como os EUA estão a conectar a sua economia à américa do Sul, especialmente México, praticamente garantindo a contratação da sua futura mão de obra é imbatível à escala do planeta…Mas ao preço da sua morte cultural. E as consequências dessa morte da América ainda não estão nada claras!
E a morte da América é a morte da borga, da Orgia hedonística mas não é o fim do mundo. Já  a morte da Europa, a europa das nações e não das nações-estado, é algo muito parecido com o fim do mundo.

Ao final do dia fica a pergunta para todos os Europeus – Vale a pena sacrificar a tua identidade, vale a pena sacrificar a construção civilizacional do Ocidente pós iluminismo para salvar as economias? Ao final do dia será só essa a pergunta que verdadeiramente interessa. Infelizmente penso que todos sabemos qual a resposta que a esmagadora maioria irá dar.

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Ninguém está a ver.

por Olympus Mons, em 21.09.22

Como o QI da população em geral na Rússia não é baixo, aliás até está dentro do top 10 Europeu resta-nos uma pergunta… São só estúpidos?

Não dou 3 tostões ao discurso de Putin.  Retórica interna nos países é sempre o que é. A ameaça nuclear dos russos é patetice interna para um povo que como digo acima até é bastante inteligente e devia saber melhor. “Eu tenho armas nucleares, eu tenho armas nucleares… olha que eu salto, olha que eu salto”. Patético.

O que é  estranho é o erro dos Russos. Como um povo de jogadores de xadrez consegue fazer jogadas tão amadoras.
No jogo do fim da globalização que está em curso nunca os russos poderiam ter tomado uma decisão que poderia levar ao seu enfraquecimento no palco mundial, não em relação à NATO ou ao Ocidente mas em relação à China.  No grande esquema das coisas a concretizar-se o descalabro demográfico que agora tanta gente fala, principalmente desde que Elon Musk disse que era a maior ameaça existencial à humanidade, e que agora muitas outras pessoas tem chamado a atenção, os russos deixarem-se enfraquecer desta forma só levará à sua subalternização aos Chineses que dentro de 10 anos estarão também na lama. No caso da China pelo descalabro demográfico que tanto quanto se sabe irá até 2030 ter mais de metade da sua população a entrar na reforma (algo novo para eles) e em 2050 a população reduzida de 1.3 mil milhões para 650 milhões de habitantes. Não sei até que ponto este número é uma certeza mas tenho ouvido muitos peritos a dizer que é certo como o destino.

Neste sentido, o grande aliado da Rússia para relevância geoestratégica estará em panic mode no prazo de menos de 10 anos daí que não me parece que a Rússia possa depender deles para muito.

Já por outro lado terá sido essa a jogada dos americanos com o great replacement em curso nos EUA que passaram dos 230 milhões de habitantes a 330 milhões em 30 anos e planeiam continuar a aumentar de população via emigração. Especialmente aquela que se vê na TV que entra pela sua fronteira sul e que vem a pé e é jovem! E São pessoas que na primeira fase terão mais filhos que a média. Sim, sim, eu nunca disse que o great replacement economicamente não fazia sentido. Se forem um utilitarian com deficiências cognitivas no bind&blind não deixa de fazer todo o sentido do mundo.  Ou se fores uma elite que se está a marimbar seja para o que for que não seja a tua preservação financeira, claro que faz sentido… para esses.

Já nós na Europa vamos ter esse problema não é? Ou vamos ter 440 milhões na europa dos 27 ad aeternum e cheio de idosos ou suicidamos e abrimos as fronteiras à imigração. Mas como sabem eu acho que a solução está em curar a doença envelhecimento e pronto. É trabalhar até aos 90 anos e mais nada ao invés de apostar em suicídio das nações e das identidades tudo para continuar a poder beber cerveja e comer camarão nas festas.

Por isso o mundo de amanhã será assim. Por um lado é inevitável o surgimento de novas superpotências regionais, ou se quiser potências regionais que determinam a direção dos ventos de destino para aquela área geográfica, porque o chapéu global dos EUA está a terminar e por outro teremos essas áreas geográficas também cheias de problemas internos. -  Os EUA abandonaram o mundo e este ficará nas mãos dos poderes regionais que poderá levar a muitas tensões e até conflitos intrarregionais.

Algo que nunca é referido é o já não haver ou estar a desaparecer a marinha global, a marinha Americana que garantiu o comércio livre nos últimos 100 anos, ou se quiser  a marinha ocidental largada pelo mundo fora a garantir a segurança dos mares, tanto quanto tenho lido. Está a desaparecer a ritmo incrível. Como se soubessem algo que não nos disseram. -  Isso  levará a que serão potências regionais a dominar o comércio regional, comércio este que já não será global porque para a globalização continuar a funcionar era necessário cada vez mais gente, cada vez mais consumidores e aparentemente esse é chão que já deu uvas. Logo acabou!

Curioso como mesmo os EUA estão a ficar com uma marinha reduzida. Sim, reduzida. Reparem que cada novo ou reformulado porta-aviões norte americano é por si só a 9 potência militar do mundo. O poder de fogo daqueles 11 porta-aviões coisas é incrível… mas são 11!  O resto da frota está praticamente toda a ser mandada para a sucata.

O reino unido vai ficar cingido a… 1. Os EUA tinham 55 e agora têm 11, o Reino Unido tinha 41 e agora vai ter…1! Tudo com um poder de fogo incrível e medidas de proteção incríveis, mas que só podem estar num lugar de cada vez.
E, já agora também convém referir, atenção que os misseis hipersónicos da Rússia são imparáveis e conseguem aniquilar estes 11 porta-aviões, não é?

Mas seguindo em frente, isto é a asserção que a grande potência sabe que o mundo global no formato que conhecemos acabou.  Sabem eles, sabemos nós e sabem os outros. Não obsta a que os burros dos russos tenham lido mal o mundo, como aliás parece ser apanágio desde a sua origem.

Este post está por todo o lado. Por boa razão. Cada ponto que aqui faço daria, ou dará, uma post individual porque não haverá como fugir a esse futuro que aqui descrevo. Pelo menos fora do kayfabe da ONU, fora das instituições internacionais de acrónimos, dos grandes chavões que a maralha adora parece ser esta a conversa em surdina que aqueles fazem à porta fechada ou quando acham que ninguém está a ver.

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A cara de MAO

por Olympus Mons, em 19.09.22

Estava a ver agora na TV: o Risco de guerra nuclear na Europa.

Quem não morre de medo de uma guerra Nuclear? Estamos a falar do fim do mundo… NOT!

Na verdade é um evento que historicamente não seria singular ou de significado impar, ou cataclísmico no sentido bíblico do fim do mundo. Reparem que me refiro à escala do planeta e não dos sítios onde deflagrar os engenhos claro.

E duas gerações depois já ninguém verdadeiramente ligaria. Aliás como se está a passar com a segunda grande guerra que após a morte dos filhos dos que combateram e viveram, os seus netos já nem sabem o que foi ou querem saber.

Mas acima de tudo este post é sobre perceções. Os mitos, lendas e fábulas que nós humanos parecemos necessitar para se não interpretar pelo menos aceitar tudo o que nos seja impingido.

Mas antes e para poder continuar com este post tenho que começar por aqui. Mesmo nisto: Mao tse tung e o seu grande salto entre 1958-62 (4 anos) matou cerca de 40 milhões de chineses e a sua cara está nas notinhas de 100 yuan na China. Por isso, no biggy, não houve problema, ninguém deu 2 shits ou 4 Xangai!  - 40 milhões OK? O comunismo matou mais de 100 milhões e não faltam marxistas e símbolos da foice e martelo por todo o lado.

Há dias estive a ver a simulação de uma guerra nuclear entre a Rússia e a NATO, começando com um ataque saído de Kaliningrado a uma base da NATO e depois os eventos que se seguiam, numa simulação criada por Princeton - PLAN A - Princeton Science & Global Security.

Tudo muito atual. Pese embora esta simulação já é de 2018 e agora adquire a relevância.

Total de mortes: 34 milhões de pessoas.
total de feridos:59 milhões de pessoas.

Estamos a falar de uma simulação que tem em conta as armas, os silos, as bases, os arsenais, os países, as cidades, as doutrinas, etc, etc.

Uma das coisas que se estranha é que o número inicial de mortos de uma guerra nuclear, com ataques às bases militares e aos silos e localizações estratégicas resultará numa quantidade reduzida (à escala claro) de mortos. Alguns milhões. Só quando assumem que por decisão estratégica tanto a Rússia como a NATO decidiria aniquilar os centros urbanos mais populosos, as grandes cidades, numa decisão que tenho grandes dúvidas qualquer das potências alguma vez tomaria.  Aliás assumem que até 5 engenhos seriam usados para algumas das maiores cidades norte-americanas e europeias… o que não me parece que na vida real acontecesse. Quem é que tomaria essa decisão?  - E mesmo assim não chegaria ao número de mortes do Mao Tse Tung???

Mas porque achamos que acabaria o mundo?
Pela mesma razão que as pessoas acham que as alterações climáticas são uma ameaça existencial. – Bad science com ideologia. Misture e chocalhe-se e só dá mentira.

Comece por se lembrar da guerra do Iraque. Quem não se lembra que o incendiar os poços de petróleo iria provocar um inverno nuclear? Que ia baixar a temperatura do planeta, que a Asia isto, a Europa aquilo… e os iraquianos incendiaram os poços!
Que se passou? - Nada.

Não me vou alongar na explicação, mas logo para começar, tem que se perceber que as atuais armas nucleares não são extremamente potentes. Restam muito poucas dessas no planeta. E as atuais armas nucleares não conseguem levar os impactos acima dos 70.000 pés, até à estratosfera. Não são high-yield nuclear bombs (Felizmente) e o fall out dos engenhos estarão de volta à terra em questão de dias.

Acresce que hoje já se sabe que os modelos, sim os modelos como os das alterações climáticas, afinal estavam todos errados. Heat fluxs, fuel loading e esse tipo de variáveis não tinham mesmo sido medidos mas sim inferidos e colocados nos modelos (Carl Sagan não era perfeito).-  Por isso hoje se sabe que estavam todos errados.  Não é assim que funciona a atmosfera os firestorms deste tipo de armas que afinal não existem mesmo.

Isto são boas notícias, não é? - Não, não seria o fim do mundo.
Mas, por amor da santa, não comecem guerras, nem nucleares nem das outras, porque não é a guerra em si, é que os humanos que as fazem duas semanas depois do início já tem uma humanidade reduzida. Mesmo que, e graças a Deus, quem aciona armas nucleares vive no bem bom e de barriga cheia.

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Os desconectados

por Olympus Mons, em 17.09.22

Por norma os meus posts não são marcados pela continuidade do anterior. Mas este de certa forma é.

Já se sabe há muito tempo que uma maneira de destruir uma sociedade é destruir a sua identidade. Uma maneira de destruir uma sociedade é destruir o seu sentimento de pertença. Sabemos isso porque é assim que assistimos à destruição do capital social que nos bind and blind e é a forma de desunir todas as pessoas que partilham uma identidade.

Capture.PNG booth.PNG

Este jovem da imagem, Thomas Booth do Crick Institute em Londres, é co-autor (um dos muitos) de uma coisa que é o Global Guidelines for Ancient DNA research.
Infelizmente não consigo copy link address porque vai dar um vídeo da unherd (estranho).
Ele não esconde ao que vem e diz que a intenção é “disconnecting the link between (European) DNA and Identity and Belonging". E reparem que o link a ser desconectado não é entre toda e qualquer pessoas que habitam determinado espaço geográfico mas especificamente os Europeus.
Volto a repetir. Pese embora o conceito de raça, que é uma categorização e como todas as caracterizações servem para dar sentido aos dados ou informação, como toda a taxonomia, seja ao final bastante nuance no caso dos humanos, a verdade é que a arqueo-genética, ou ancient genetics tem vindo a estabelecer a identidade dos Europeus como um admix entre grupos populacionais bastante circunscrito e estável ao longo dos últimos milénios. Temos essa genética estabelecida na Europa na idade do cobre e bem disseminada pela europa no início da idade do Bronze. Depois foi só chocalhar e voltar a chocalhar durante os últimos 3 a 5 milénios e é tudo primo.  Ora, neste mundo woke isso é inaceitável.


Isto é o que no meu Post anterior menciono e que Razib Khan se revolta contra. Estes académicos forjados no Marxismo das universidades não escondem nunca ao que veem.  E não o escondem há mais de 50 anos. Nós, o europeu e a sua ancestralidade são os alvos a abater. As razões não cabem aqui.

E também não se iluda. Isto é válido para toda e qualquer área de investigação. Toda. Seja alterações climáticas, seja neurociência, seja neste caso a arqueo-genética. – tudo é para ser revisto e alterado com base nas confabulações ideológicas desta esquerda fascista.

O mais incrível é o modo como ele nos diz com todas as palavras e em alto e bom som que isto é para ser aplicado específicamente aos europeus! (?). Não vá alguém dizer, “ah, ok, então o colonialismo europeu era uma coisa normal e não tínhamos nada que ter entregue as colónias”, ou “Ah, Ok, então não existe razão genética para a identidade nem pertença dos Ameríndios ao espaço geográfico que hoje são os EUA, entendido”… não, não, um dos documentos éticos em vigor sobre a investigação de ancient genetics é precisamente o ter cuidado com estes entidades primitivas, é perceber a identidade e pertença das comunidades locais onde se retirou essas ossadas e até colaborar com essas comunidades nos textos a ser produzidos de forma a não ofender o sentido de identidade e pertença dessas populações… excepto os Europeus e descendentes de Europeus!

É mesmo assim à descarada porque esquerdoide resolve dissonâncias cognitivas imediatamente por isso estas incongruências não lhes faz confusão nenhuma.

Escrevi em tempos um post sobre o modo como David Reich, o guru desta disciplina se tinha metido em problemas porque no seu livro (Who we are..) tinha deixado claro que era inevitável que no futuro se usasse todas estas ferramentos (de uso estatístico intenso de SNPs e alelos) para se estabelecer traits, características diferentes entre grupos populacionais (leia-se raças). Depois em 2018 escreve o artigo no NYTimes que o meteu mesmo, mesmo em problemas: How Genetics Is Changing Our Understanding of ‘Race’  é algo que vale a pena ler  (https://www.nytimes.com/2018/03/23/opinion/sunday/genetics-race.html ).
É um texto e visão de um esquerdoide puro e duro mas que tem alguma integridade e escreve :

“I am worried that well-meaning people who deny the possibility of substantial biological differences among human populations are digging themselves into an indefensible position, one that will not survive the onslaught of science. I am also worried that whatever discoveries are made — and we truly have no idea yet what they will be — will be cited as “scientific proof” that racist prejudices and agendas have been correct all along, and that those well-meaning people will not understand the science well enough to push back against these claims.”

E aí Reich esteve quase a ser cancelado tendo-se safado porque as suas credenciais esquerdoides estavam bem estabelecidas por ter sido uma das pessoas responsáveis pelo cancelamento e destruição de James Watson o homem que descobriu o DNA por acusação de racismo. E quem veio atrás dele foram pessoas como este jovem Thomas Booth, foram inclusive jovens recém-formados nos seus próprios laboratórios.

Perguntará o leitor o que esta gente está mesmo a criar?  - Simples, Olhe para esta imagem.

Se reparar, Africanos, Asiáticos do este, Asiáticos do sul e Europeus estão perfeitamente delineados e marcadas as suas diferenças genéticas enquanto grupos populacionais.

Mas os outros nomes que ali encontra é o continente Americano e repare que os Admix americans, tanto a sul do continente como a norte do continente não são grupos populacionais coesos e estão por todo o lado. Esta é a visão de futuro desta gente a começar pelos EUA onde querem eliminar a ancestralidade europeia sem ser admixture com outras raças. Reparem que não há movimento nenhum para promover admix entre por exemplo a sua população Han (chinesa) e a população negra. Aliás nem conseguem estar no mesmo espaço físico que dá logo faísca. Ou entre a população latina e a população Asiática do sul (indianos)… não. É autofagia pura, é need for chaos puro, é ódio à sua ancestralidade e raça.
 

Muita gente acha que os sinais da Suécia, ou da Itália onde a direita identitária está  a ganhar terreno são sinais de esperança para a Europa. Por cá teremos o CHEGA e o VOX em Espanha…Eu não tenho tanta certeza!
Talvez tudo muito pouco, muito tarde.

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The lie will become the truth.

por Olympus Mons, em 14.09.22

 

Já escrevi sobre Razib Khan.

A ele devo o meu interesse e paixão pela arqueo-genética e recorrentemente me entretenho com os textos que produz. Na verdade foi num antigo blog de Razib que a primeira vez assisti a longas trocas de comentários aos “gritos” sobre R1b, Z2103, M269, L51 e ADN das nossas mães mitocondriais, as H e U5, tudo uma sopa de letras e números e eu só pensava que raio esta gente está a discutir… Ainda por cima de forma tão apaixonada e agressiva.

Entretanto as técnicas e tecnologias ligadas à extração de ADN destas ossadas de milhares de anos evoluiu imenso e deixou de se ligar tanto aos pedaços de ADN do cromossoma Y ou de haplogrupos de ADN mitocondrial que está em todo o lado logo era simples de apanhar, para nos dias de hoje se conseguir olhar para a totalidade do ADN extraído. E hoje em dia conseguem retirar ADN em quantidades brutais formando BAM files cheios de marcadores, de SNPs e alelos que naturalmente nos dão informação sobre a totalidade do ADN do individuo e por isso estão a revolucionar a pré-história e agora a própria história.

Não que não seja importante continuar a olhar para os haplogrupos do cromossoma Y porque eles representam linhagens patriarcais que nos dá informação sobre quem “eles” eram e depois de se instalaram “quem” é que sobreviveu mesmo. Sei lá, veja-se os berberes que estão enfiados no deserto. Ou o modo como os Africanos Bantu enviaram os que por lá viviam para os confins dos ambientes mais inóspitos e “eles” por lá ficaram. Alguém veio e ganhou o espaço por isso os seus filhos foram os que procriaram e singraram. Os outros… pois, azar.

Escrevo este post porque no último post de Razib, “Septimius Severus Was Not Black, Who Cares?” ele termina assim:

The job of scholars in the modern West is, to tell the truth and represent facts as they are. They may miss the mark often, but they should aim as best as they can. The problem with classicists over the last few years is they temporize, equivocate, and intentionally mislead their audiences when they very well know that the North African people that suggest “may have been black” were likely no more black than the typical West Asian. This is not to say they were “white” (though many people from the MENA do identify as such today and did in the past), but scholars should have the courage to admit that the past was not black and white, and it does not always easily fit in our narratives, whether we are 19th-century Victorian white supremacists or 21st-century anti-racists.

 

I write this in 2022 with the clear understanding that the lie will likely become the truth. But some of you will remember the truth, and the more I write and talk about this, the more the truth shall not die. The will come when the darkness will end, and we or our descendants should be prepared to remember the world as it was rather than only have the understanding of priests who preach how it should have been.”

 

 

Podem ler tudo aqui, -  https://www.gnxp.com/WordPress/2022/09/13/septimius-severus-was-not-black-who-cares/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=septimius-severus-was-not-black-who-cares

Tal como tinha acontecido com o Antigo Egipto, e apesar do ADN dos faraós nos mostrarem que o ADN subsariano nas pessoas do norte de África ser muito posterior porque estes, os faraós, eram sim west euroasians com forte componente levantina e nada a ver com Africa (sem contar com os da era macedónica, claro), houve e há ainda uma forte crença em certos círculos que eles eram negros ou com forte admixture genética subsariana e que foi a cultura Ocidental que branqueou  na sua senda de supremacia branca.

Agora é a conversa que “Septimius Severus”  foi um Imperador Romano Africano. E efetivamente saído da extraordinário sistema educativo norte-americano nasce a crença partilhada que Septimius Severus era o imperador Romano negro. E se acha que isto é só patetice ignorante prepare-se que neste novo air du temps que aí vem, e dentro de pouco tempo, vai perceber que contestar estas evidências o vai deixar aberto a todo o tipo de maledicências e agressões verbais, quiçá um dia físicas.
Já não papo que é tudo moda ou algo para não ser levado a sério que eles todos ainda hão de crescer!  

Claro que Septimius Severus que não era nada subsariano e nem precisa de ADN para o revelar bastará ver as descrições feitas à época. Tanto que o único ADN fenício do Norte de Africa que temos, o jovem “Byrsa”, é geneticamente similar a um português atual, tanto que pelo que li das bases de dados genéticas a pessoa mais parecida com ele é um português de santarém.  Ora o mesmo é verdade em relação a Septimius Severus.

O clash entre esta confabulações de esquerda e a realidade serão épicas no futuro próximo. Épicas, mas desastrosas para reputação daqueles que continuarem a ter um par de tomates, como Razib, de ir escrevendo “verdade”, no sentido de postulações que cumpram com o melhor a cada altura do conhecimento sobre determinado assunto, apesar de todas as oportunidades que ele já perdeu por não se vergar ao politicamente correto.

Para quem não é da tribo, quem não tem aquele perfil neurológico é aterrador a perspetiva de viver nesse mundo não é?

The lie will become the truth: Onde já assistimos a isto? que obras nos alertaram para esses ministérios da verdade, que regimes no passado recente nos mostraram que a verdade é manipulável por normativos?
Como estamos a perder a guerra pela verdade desta forma?

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Who are you?

por Olympus Mons, em 12.09.22

Esperei até ter a confirmação, ou pelo menos apoio mais empírico de alguém que lá estivesse, para aquilo que qualquer um de nós pode observar no processo de luto da Rainha Isabel II.

Londres, centro das manifestações de pesar, tem somente 43% da população White-British. O restante são pessoas de outros países (nomeadamente portugueses) e depois pessoas de todas a raças e etnias diferentes da Europeia - Aliás no essencial são pessoas de ascendência asiática, africanas ou caribenhas.

Dos maiores derrapanços em debates que já vi foram de White-British a não saber como responder quando pessoas de outras raças e etnias lhes perguntavam se eles, ou o filho a, b ou c nascido no reino unido não era britânico?  - Literalmente pessoas interessantíssimas, como por exemplo Richard Dawkins, ficaram sem saber o que responder. 

Observando as cerimónias fúnebres de Isabel II fica-me a sensação que a resposta correta seria que não eles não eram britânicos, nem os filhos e já agora os netos. Serão cidadãos do país, mas não são verdadeiramente britânicos. 
Não no sentido em que um bristish é um súbdito da rainha e essa identidade, num mundo que tanto liga a identity politics, não é, obviamente pelo que pode observar, seguido ou importante por uma grande parte da população do pais. E essa população é perfeitamente identificada… São os não-white-british! Simples não é? É só observar.

Os jornalistas procuram sempre a diversity, procuram sempre o representante de outra raça, a pessoa negra na multidão, os south Asians tão comuns para qualquer pessoa que visite o reino unido e é notório a dificuldade que neste caso tem em encontrar essa gente nas multidões. Mesmo tendo em conta que existem turistas que aproveitaram para viver o momento. Um dos vídeos de comentário que já vi era de alguém que estava espantado porque pelo que tinha percebido, as pessoas de raça negra que apareciam na televisão tinham vindo com a equipa da BBC para o local.

Mas deixando de lado esses exemplos, mais anedóticos, é notório que o momento é um momento White-british. A rainha morreu e saúda-se o novo Rei… e quem vem para a rua, quem manifesta o viver do momento e afirma a sua identidade como Britânico serão as pessoas que ao final do dia são “os britanicos”. -  População branca, de genética do centro da europa e norte da Europa.
E, apesar de algumas tentativas protocolares, também não se estão a esforçar muito para esconder esse facto, pois não?

Poderia dizer que minguem liga nenhuma a estas coisas, mas não é verdade, pois não? Desde que a rainha morreu que não se vê outra coisa. Por isso é importante.   - E se é importante, o que resulta desta observação é que num país em que avolumadas partes da população já vai na terceira geração de etnicidade bastante diversa da original, essas pessoas não são uma representação do país onde vivem há gerações.

Então serão uma representação do quê?

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Securas

por Olympus Mons, em 10.09.22

Ficou-me a mim a sensação que não disse tudo sobre o triple dip da LA NINA que irá continuar a decorrer este ano ainda. Continuou a arreliar-me durante a semana esta situação - É que fica a sensação que a cortina de fumo está tão bem montada que não vai ter jeito mesmo. Não há ceticismo nem contestação ou apelo á lógica que ganhe espaço para existir sequer.
 Pelo meu lado, ficou-me a surpresa por estarmos debaixo de um triple dip e eu não ter notado. Até eu que estou atento a estes fenómenos e circulo por meios digitais onde isto devia ter sido notado. - Se continuar assim com estas condições iremos atingir os 36 meses de la nina, algo que pelo que sei só terá sido registrado uma vez em 1971.

E para azar e mal dos nossos pecados dos países mais afetados pelos La nina são os EUA com as suas secas draconianas e o aumento dos furações. Que chova a potes na Ásia e a índia e o Paquistão fiquem debaixo de água ninguém vai ligar, já as secas extremas nos EUA vai ser uma gritaria. Deverá lembrar o dust bowl dos anos 30 do século passado.

Sabemos, tanto quanto é possível saber, que as oscilações do planeta, nada a ver com alterações climáticas antropogénicas, vão mudar nesta década sendo perspetivado o novo ciclo a partir de 2030.

Por isso muitos dos padrões climáticos irão alterar relativo ao que estamos habituados. O problema é que os mesmos de sempre irão dizer, “estão a ver? Alterações climáticas” e isso é mentira. Mas as pessoas já nem fazem distinção entre alterações climáticos naturais e alterações climáticas pelo CO2 de tão bem está montada a dissimulação e suspend disbelieve que já nem dá para criar nuances na conversa. Alterações climáticas é a norma desde o início do planeta há 4 mil milhões de anos! O clima está sempre a mudar em ciclos de várias décadas, em ciclos de séculos e até milénios.
Agora, se tudo é prego para estes martelos do aquecimento global a conversa fica ainda mais estranha.

Já para não falar do PDO, que é mais poderoso nos impactos climáticos, bastará uma nova fase do ENSO (El nino Southern Oscilation) em que durante as próximas décadas vai passar a haver mais La Ninas do que El ninos (até o nome ser El nino southern… diz tudo porque era a norma) fazer alterar os padrões climáticos.

A península ibérica tem que que perceber que se vamos passar a ter prevalências de La ninas então vamos ter muito mais e severas secas em Portugal e Espanha (como arrasto do problema grave em Marrocos que as La ninas provocam) e dos temas mais importantes para a agricultura do país será a gestão da água nos próximos 30 anos.

Sim, secas e fogos em barda.

Ter governos e seus apaniguados a berrar a toda a hora sobre alterações climáticas indiciando que é a tal, a tal do CO2, vai ser difícil de aturar. Porque se existem avisos sobre as alterações dos padrões climáticos então deviam avisar os agricultores para a probabilidade de secas severas, deviam encetar politicas de criação de reservas de água, ordenamentos território… e não sei mais o quê porque de agricultura sei próximo de zero.  Mas era esse o trabalho de uma liderança avisada não era?

As condições de ENSO não são propriamente escritas em pedra. Ninguém consegue prever o que irá fazer, tal como não conseguem mesmo prever a ponta do proverbial corno em tudo o que tem ver com o clima. Nem na meteorologia acertam quanto mais no clima. Mas tudo pode mudar e passar de La Nina a neutro e até chover alguma coisita este inverno. Mas usar todo o conhecimento que se possui sobre estes eventos, mesmo com as falhas todas, para se ajudar os humanos a navegar melhor os dias e meses de variabilidade natural do clima era bem mais decente do que estar sempre a vender a tanga da terra está a arder que só serve para mitigar o tédio de umas pequenas elites que vivem no centro da bolha de privilégio que, ironias das ironias, bolha criada pelos combustíveis fosseis.

Não seria maravilhoso viver em sociedades em que se dizia a verdade às pessoas? Num mundo em que se trata as pessoas como adultos e ocasionalmente nos podíamos  virar para as ditas elites entediadas na bolha e dizer, não me aborreças, toma lá mais umas gramas de hedonismo para te injetares e desaparece-me da frente.

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É só esperar

por Olympus Mons, em 07.09.22

Um dos argumentos que já ouvi quando menciono a título de exemplo que a população negra nos EUA são 12% e são 60% dos assassinatos (vítimas e assassinos) é que a estou a ter uma ilusão estatística porque nas cidades a população negra não é 12% mas sim 30% a 40%...

Fui procurar algo que me ajudasse a perceber se a décalage entre população e assassinatos era mais representativa em espaços geográficos diferentes dos grandes centros urbanos.

Capture.PNG minesota.PNG

Saiu-me a informação do Minesota… vejam lá do Minesota. Onde a população negra é 7% e representam 76% dos assassinos. OK. Estou elucidado.

Eu acho que herança poligênica das pessoas de raça negra, conjuntamente com uma cultura americana que tem dificuldade em “ver” as pessoas é responsável por esta aberração societal que não deixo de perceber, porque quando já estás perdido no mar não adianta dizer que é só água á volta. Tens que procurar uma solução. -  Mas não será assim!  Continuam a não os ver!

Esta estupidez woke, estas migalhas dadas à população negra de serem incluídas na cultura branca, veja-se a estupidez das séries televisivas históricas onde se inclui personagens negras, ou até universos imaginários com base na imagística da Europa do Norte como o senhor dos anéis ou até o prologo da guerra dos tronos onde se enfia de forma artificial e sem profundidade ou consistência personagens de raça negra. - Continuam a não os ver!


As populações negras norte-americanas não precisam disso. Precisam que a sociedade os veja! Que entenda que existem características próprias do nascer de raça negra que não são conducentes com as expectativas de autocontrolo e relativização dos eventos. Já alguém notava que a esmagadora maioria desta situações (violência que termina em mortes) tem como motivo coisas perfeitamente corriqueiras (como um post no Facebook), motivações primarias ou falta de autocontrolo por uma ofensa perfeitamente mundana e que o DLPFC ou o VMPFC deviam ter imediatamente relativizado. - Se eu souber que não consigo resistir ao álcool, ou se tenho propensão para não o conseguir, toda a gente fingir que não tenho essa propensão não me vai ajudar em nada. O que me ajudaria era alguém ser honesto comigo e ter cuidado com álcool ao pé de mim.

Este assunto é relevante porque é uma medida de poder.
Toda a distopia passa por este tipo de imposições sobre a realidade, não é? seja 1984 ou Aldous Huxley com o Brave new world

Neste caso é esta imagem!

Se tinha dúvidas do que eu falava sobre o fingimento e o não ver os outros ou a verdade está aqui acima. É que como pode ver por este gráfico, as pessoas de esquerda nos EUA acreditam em 2022 que as pessoas de raça negra são menos violentas do que as pessoas de raça branca!
Sim, a realidade não conta para nada. E não são só dados estatísticos. Basta ver dia após dia, hora após hora, quem são as pessoas que cometem crimes violentos e não deixa de ser impressionante que a quase totalidade são pessoas de raça negra.  Violaçoes, assassinatos sem qualquer lógica e agressões despropositadas. E mesmo assim, nos EUA pelo menos, os liberals afirmam que as pessoas de raça branca são mais violentas que as pessoas de raça negra. Veja-se nesta imagem acima como em 1992  até os mais esquerdalhoides nos EUA viam a realidade e diziam o óbvio. Salta-se para 2016 e apesar de todas as imagens e estatísticas já era uma aberração perante a realidade dizer que a diferença era praticamente nenhuma. Em 2020 já é distopia total e consideram que os brancos são mais violentos!
Isto num país que estatisticamente é bastante violento… mas se eliminar a população negra da equação os EUA caiem para 2.3 mortos por 100K habitantes o que seria um pais me consonância com a Europa (se incluir a de leste) e com os mesmos valores de por exemplo o Canadá, onde a população negra é só 3%, é difícil arranjar armas de fogo e as mortes por 100k hab é dos tais 2.

Mas pronto. Preparem-se para a distopia. Preparem-se porque não estamos livres de ela se instalar aqui desta forma tão distópica. É só esperar.

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A irmã que veio do frio!

por Olympus Mons, em 01.09.22

Um sistema está  tão mais doente quanto mais mentiroso é!

Um sistema tem sempre bias internos e deixado aos seus próprios mecanismos acaba por ir indo, indo, para onde as suas tendências o levam e essa é uma das maiores doenças da humanidade.  O facto de a moralidade, e sistemas moralmente válidos, terem sempre que ser educação porque o natural é bandidagem.

A toda a hora ouvimos falar das secas e mais recentemente das cheias no Paquistão ou da força das monções na Ásia. Mas depois saiem notícias destas:

Capture.PNG floods.PNG

https://news.sky.com/story/more-droughts-and-flooding-predicted-as-la-nina-weather-pattern-goes-into-third-consecutive-winter-12686387

No meio do tsunami de tangas sobre alterações climáticas, lá no meio, escondido na irrelevância alguém acaba por lhe dizer a verdade na sua força epistemológica.

E reparem, quando vi às 8 da manhã estava lá no site da Sky News na primeira página… 3 horas depois quando fui procurar já não estava. Descobri porque sabia que tinha que pesquisar por Sky news e La nina… e lá fui dar. De outra Maneira já estaria eliminado. - Um dia se houver acusação, reparem que alguém agarrará por exemplo nesta noticia da Sky e mostrará… porque em alguma altura ela existiu, pese embora rapidamente enterrada!

O isto é, que caso nunca tivesse existido um humano me toda a história do planeta, aquelas cheias no Paquistão iriam estar a existir, exatamente agora, exatamente na mesma maneira! As secas que estamos a assistir pelo planeta caso não tivesse havido um humano a palmilhar o planeta nos últimos 200,000 anos… seria igual!
Isto é poderoso de perceber!

Importante perceber o contexto por detrás daquilo que o artigo fala. O espanto que os meteorologistas estão a ter por estarmos a ter um “triple dip” do Enso  na fase La nina.

Até nos nomes muitos de nós estamos familiarizados com o El nino, mas não com a sua irmã oposta que é a la nina. Os El ninos aumentam as temperatura do planeta e as la nina arrefecem o planeta e trazem sempre secas e dilúvios!
Um super el nino consegue aumentar a temperatura do planeta mais de 1 grau o equivalente a todo o aquecimento global desde a revolução industrial. E nós temos vivido as últimas décadas debaixo da era dos El ninos. E com muitos Super-el-ninos.

E são oscilações… ora para um lado, ora para o outro. -  O ENSO (El nino Southern Oscilation) tem estado em fase positiva nos últimos 40 anos. Aliás tal como o PDO (pacific Decadal...Oscilation)  e o AMO  (Atlantic Multi-decadal Oscilation) o que terá contribuído para  o tipo de clima e episódios metereológicos que temos tido nos últimos 40 anos e para o aumento da temperatura média global. Não sabemos se verdadeiramente este aumento de temperatura de 1 grau desde a revolução industrial é em que medida ligado ao CO2 ou á variabilidade natural do clima. É 50/50? 60/40 para o CO2 e o resto da tal variabilidade natural do clima.

E, bem-avisado à vários anos, nomeadamente pela Judith Curry, que vamos entrar numa fase que será o oposto dos últimos 40 anos com fases negativas mais prevalecentes, nomeadamente muito mais La ninas do que El ninos. Por isso o clima vai mudar e temos que estar preparados para ter eventos meteorológicos mais em consonância com essa fase do que com aquelas que conhecemos nos últimos 40 anos. Nomeadamente determinados sítios vão passar a ter secas mais prevalecentes e outros dilúvios… Bem vindos aos anos do reinado das La ninas
A temperatura global irá baixar no planeta (e vamos saber qual o impacto dessa variabilidade natural), pese embora não se espere que seja algo de dramático. Não pelos la ninas, só se for entrarem todos em negativo (que está previsto) ainda vamos ter uma surpresa.
Surpresa porque nos vão dizer que a variabilidade do clima está a mascarar o verdadeiro aquecimento global… quando aquece não tem nada ver com esse aquecimento quando arrefece já tem e a um ponto em que mascara o tal super aquecimento antropogénico. E o pessoal papa estas coisas todas.  
Seja como for, ter como estamos a ter desde 2020, 3 la ninas em sequência é obra.

Que volto a repetir porque é o take-way point, se nunca tivesse existido um humano em toda a história do planeta ia ter esses eventos climáticos exatamente iguais.

E lembrem-se, que o AR6 do IPCC das nações unidas, tal como o AR5 há 6 anos, são claros em afirmar que não há tendência nenhuma detetada nesses eventos climáticos à escala do planeta! Zero, nada ziltch.  

Agora vai haver sítios em que vai haver mais secas, outros mais chuvas, mas isso não tem nada a ver com CO2 ou alterações climáticas antropogénicas tem a ver com a variabilidade natural do clima que tem ciclos e oscilações de décadas! Por isso o clima está sempre a mudar!

Capture.PNG pak.PNG

 

Fica para este post o notar como esta notícia, pivot ao entendimento do clima do planeta foi imediatamente substituída por esta notícia ao lado.

Pois…

 

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