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A primeira pergunta de Sowell

por Olympus Mons, em 31.10.22

Até para responder à troca de comentários do post Anterior.

 Esta autofagia que os ocidentais parecem ter para com a sua civilização… tem que ser estudado neurologicamente.

Estes senhores da Imagem não são colonos. Nem descendentes de Colonos! São aborígenes e por isso vamos concordar que não foram colonos. Talvez para os Cangurus. Mas fora isso.

 Agora, tudo o resto? - Como se consegue explicar que descendentes de colonos e colonizadores somos todos e que o resto é Hollywood?

Sei lá, vamos falar de outros. Vamos falar da Anatólia.  Que hoje conhece como a Turquia.

Se estudar um bocadinho reconhece o sítio como o centro do império Otomano.  Mas antes era a Anatólia. Anatólia a importante, Anatólia a milenar … e de “outras pessoas”. Sim, outras pessoas, que não os povos turcos que agora lá habitam. E não tenho conhecimento de nenhum movimento de compensação e autoflagelação por aquela colonização pois não?

Anatólia, durante 4000 anos teve um tipo de pessoas. Nesses 4000 anos tivemos um conjunto de culturas bastante importantes, desde a propagação dos Kura-Araxes, Akkadian, hattians e  Hititas, etc. A tal Anatólia com as sua língua indo-europeia que faziam parte do “nós”. - De um “nós” talvez irrelevante hoje em dia mas um “nós” nonetheless.

A parte EEF do nosso ADN veio de lá como o admixture Barcin e a neolitização. Você tem grande parte do seu ADN Barcin, Anatolian, que veio para a europa trazendo agricultura!  O ADN daquelas pessoas era um ADN Europeu ao qual faltava a última parte Yamnaya, mas que era europeu. No essencial muito mais perto dos Gregos e para dizer a verdade eram gregos com menos Yamnaya.  E sempre assim foi.

Depois houve emigração. Emigraçao = Colonização.  Emigração de pessoas da região do Altai, como “Turkish people”, e vieram e foram ocupando, ocupando, ocupando e ganhando poder e, já na era moderna, deram no Império Otomano. E já agora que se fala de Impérios, que quando comparado com os Impérios Ocidentais eram imensamente mais brutais. -  O comportamento dos ocidentais a comparar com o império Otomano era exemplar. Exemplar. Olhe para a escravatura Ocidental e olhe para a escravatura do império Otomano.  – Se os americanos tivessem usado os métodos dos otomanos na escravatura a população negra nos EUA seria próximo do Zero. Primeiro devido à castração dos rapazes, depois devido ao trabalho escravo até à morte e por último aquele hábito horrível de as donas da casa, as mulheres, matarem os bebés que nasciam das escravas e eram mais clarinhos!. Muitas das práticas dos Otomanos não seriam aceites pela moral do Ocidente. Por muito insipiente que fosse já não era aceite! E essa superioridade moral continuou pela linha do tempo.

Os japoneses originais, os Jomon também viviam quietinhos no seu cantinho e em poucos séculos a vaga de emigrantes do norte da China e depois da Coreia criaram aquilo a que chamamos de Japoneses. O mesmo acontece no sudeste asiático e em África. Tudo muito recente. Muito mais recente que as criações da idade do Cobre / idade do Bronze a que chamamos Europeus!

Tudo colonos. Colonos pela mundo fora.

 E se a questão é moral e não histórica, veja-se que ao contrário da imagem que hoje passa como verdade, os direitos dos Ameríndios sempre foi preocupação legislativa e moral dos colonos. Pelo menos dos norte-americanos há esses registros, mas nos arquivos europeus também se encontra essa questão e abordagens.  Não, não estou a dizer que os colonos na América eram justos e impolutos, mas havia preocupação em fazer tratados (que eram quebrados por ambas as partes), os seus direitos tinham meios de ser requeridos processualmente, iam ao Congresso e muitas vezes tinham intervenção do Supremo Tribunal.

 E isto prevaleceu durante toda a história dos EUA, como por exemplo com regras tipo “Allotment and Assimilation” que depois eram contestadas e muitas vezes as tribos índias ganharam e terras eram devolvidas e compensações devidas. Outro bom exemplo eram as leis que exigiam o respeito pelas tradições daquelas populações e que levou por exemplo ao famoso caso do Indio Sah-Quah que 20 anos depois de abolida a escravatura ainda era escravo de outro índio “porque era a tradição milenar deles” e que muito terá contribuído para que os direitos federais se aplicasse também aos Ameríndios sobrepondo-se às suas tradições …

Entender isto é entender o mundo. Mas acima de tudo temos que nos habituar a aplicar vezes sem conta  a primeira pergunta, de três, que Thomas Sowell diz ser obrigatórias ao debater esquerdoides. --  Pergunta 1 : “Compared to what?”

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Death by a thousand cuts

por Olympus Mons, em 30.10.22

Trevor Noah.

 Trevor, Trevor, o mundo dos palhaços...

“In the original comments on the US programme, Noah - who is South African and grew up during apartheid - said: "You hear a lot of the people saying 'Oh, they're taking over, now the Indians are going to take over Great Britain and what's next?'

 "And I always find myself going 'So what? What are you afraid of? I think it's because the quiet part that a lot of people don't realise what they're saying is, 'We don't want these people who were previously oppressed to get into power because then they may do to us what we did to them.'"

 Estas foram as palavras de Trevor Noah, um comediante que apresentava o programa do Jon Stewart e que terá comentado algo sobre o novo primeiro-ministro britânico. Nem interessa o que ele terá dito, muito menos no contexto do programa televisivo. É tudo lixo de qualquer das formas.

Acima estão os comentários dele, que são imensamente mais interessantes que a falta de humor dos seus conteúdos no referido programa.

 O que achei curioso é a resposta dele quando começou o backslash, agora tudo é backslash, que ele teve pelas palavras que muitos interpretaram como dizendo que os Britânicos eram racistas.

 Quando alguém usa escarnio e maldizer para as pessoas que referem o “Great Replacement” o mais curioso é que para as pessoas que fazem parte, como substitutos, dessa “grande Substituição” já não tem problema nenhum abordar a questão como facto.
Trevor Noah vive num pais, os EUA, onde o “great replacement” já ocorreu e irá continuar a sua concretização nas próximas décadas. A população que criou o país, mal ou bem, passou de 87% da população para 58% da população do pais em 30 anos e irá ser uma minoria nos próximos 20 anos. - Pronto, “Great Replacement” é isto!

Não tem que ser e não é um conceito prognóstico e conjuntural sobre hipóteses…é uma ocorrência.  Pode ser analisado e acompanhado o processo. Pode ser estudado e medido. Não que o seja.

E logo no país que melhor representava a propagação do ocidente, que era a única colonia alemã (no fundo Europa central) com algum sucesso pese embora culturalmente pareça uma criação do Reino-unido.
Trevor Noah vive nos EUA onde, volto a dizer, por  opção dos americanos e tanto quanto consigo perceber para resolver o problema demográfico que muitos dizem irá minar o resto do mundo (vamos ver) optou por importar consumidores, importar mão de obra barata, o mais barata que conseguiu, evitando europeus. O resultado deste tipo de processo será, de acordo com tudo o que vale dois tostões de sociologia, a destruição da sua identidade e a criação de outra.  

Mas o que acontecer aos EUA, na verdade, a médio prazo pouco significará. Meramente a Sul-americanização chega aos EUA. E com a curiosidade de o mesmo processo não ocorrer no Canadá onde será a ASIAção, especialmente da India, o fator de substituição da população original que era 90% Europeia Branca. Sim, original. Porque original é quem cria o país, que foram europeus!

Mas para vos ser honesto. Quero mais é que se rebentem. América Latina querem ser, seja feita a sua vontade.

Já não consigo dizer o mesmo aqui para a Europa, até pelos inúmeros posts que tenho escrito sobre o assunto. – Na Europa, interessa.
E interessa porque Europeu não tem obviamente para onde ir se deixar de ter um espaço geográfico que lhe seja nativo.
Ter pessoas como Trevor Noah a falar sobre a tomada de estruturas de poder por pessoas de outras raças e etnias em Países europeus e alvitrar, ponderar, a hipótese de isso representar no futuro mais ou menos próximo uma etno-substituição da população, uma “Great Replacement”, que leve à opressão das pessoas de raça e etnias europeias é revelador.
Porque as civilizações e culturas morrem preferencialmente por mil cortes.

Death by a thousand cuts. Raramente foi por esmagamento e genocídio.

 E nada de estranho ou anormal nisso. Sempre foi assim e nada me indicia que poderá ser diferente. Eu que sigo génese e fim de culturas, desdeAurignacian  LBK, Maykop, Varna, Boian,  Indus valley, etc, etc. milénio após milénio, as pessoas movem-se para outro sitio e não perdem grandemente o sua identidade como manifestação do seu temperamento que é manifestação da sua genética. - Depois é tudo uma questão de afirmação do “nós” sobre o “eles”. Pelo menos na fase em que se destrói… depois logo se constrói algo que raramente foi melhor, pelo menos no imediato (mil anos em média). - Abriria a normal exceção do mundo atual, esse bolha miraculosa que foi construída por colonização e imperialismo Europeu. Raios que até para acabar com a escravatura no mundo esse imperialismo teve que o fazer à lei do canhão! Mas ao final do dia temos essa super, mega, bolha de privilégio humano criada pelo “withness” que autofagicamente e enquanto usufruem dela, muitos querem destruir.

 E enquanto escrevo isto essencialmente mentalmente sinto-me invadido pela imagem duma direita, “a la” Iniciativa Liberal ou PSD, que como betinhos bem comportados segue os parâmetros que lhe foram fornecidos pela esquerda, segue as meta-normas escritas por mentes esquerdoides, mentes que cada vez mais me convenço sofre de NFC, do síndroma do Need for Chaos.

E assim caminhamos, dia após dia, ano após ano, com a erosão da identidade Europeia.  

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Porque os fascistas são os outros.

por Olympus Mons, em 27.10.22

A principal razão pela qual eu recorrentemente falo sobre a determinação que raças existem é talvez acima de tudo porque a verdade interessa. Ao final do dia é só isso. Truth matters!

 https://www.city-journal.org/nih-blocks-access-to-genetics-database?utm_source=Twitter&utm_medium=Organic_Social

Capture dont even go there.PNG

Mas além  de dizer que as raças existem porque é óbvio que existem, tenho dito que interessa que seja dito porque a verdade interessa e é importante que se diga porque…

Explicando esta minha frase anterior confusa:  Este “importante que se..”  é  o que me leva a escrever este post. O “interessa” é uma coisa o “importante” é outra.

A existência de raças devia ser uma coisa óbvia e negar esse facto devia ser motivo de, no mínimo, chacota no máximo de injurias. Recapitulando.

Primeiro raças existem porque, pela taxonomia, bastará verificar que as diferenças craniofaciais entre pessoas da mesma raça do sexo masculino e feminino é varias vezes menor que entre dois elementos do mesmo género de raças diferentes.

Depois porque geneticamente dizer que não existem raças é só bizarro. A heterozigosidade da espécie humana a rondar os .75 indica uma grande diversidade genética por isso uma espécie com estes valores de diversidade genética ser monotipo seria algo bizarro e como o Fst, o fixation index que mede a distância genética entre populações humanas vai até .33 qualquer conversa que não existem raças é só estupido. Qualquer dos vários programas informáticos que mexem com esses SNPs e alelos não tem absolutamente dúvidas nenhumas em separar e catalogar as pessoas por raça. -  Mas essa não será a parte do importante. Interessa porque  verdade interessa sempre.
É a parte do “importante” que talvez eu tenha cometido um erro.
Para mim era óbvio que era importante pelo perigo que seria não contextualizar de forma correta essa existência de raças. E era explicado por pessoas bem mais inteligentes que eu que era um erro que não se podia cometer porque seria impossível impedir a verdade de vir à tona… mas isso não é verdade nos regimes totalitaristas pois não?

Era (é) importante assertar a existência de raças porque os estudos GWAS, sendo que o GW é genoma wide e em bases de dados de milhares, a caminho de centenas de milhar e milhões de pessoas com o seu ADN sequenciado e parte dessas bases de dados, estão, estariam, aí para ficar.

E esse era o aviso feito.

Cientistas, como David Reich de Harvard, estavam a avisar para não negarem algo que era uma evidencia e que essas bases de dados que até seriam acessíveis por estudantes rapidamente provariam que efetivamente haveria diferenças de SNPS e alelos ligados a determinadas características humanas e que estas estariam também mais relacionadas com determinados grupos populacionais, leia-se raças.

 Ora escrevo este post porque este artigo do link nos alerta que o NIH, National Institutes of Health dos EUA, que controla uma das maiores dessas bases de dados, está a bloquear o acesso a todas as pessoas, cientistas e estudantes, que pretendam ou tenham usado a base de dados para fazer estudos que eles considerem inapropriados, sendo claro que se referem a qualquer estudo que asserte essas diferenças entre pessoas de raças diferentes.

O artigo tem coisas como estas:

“…My colleagues at other universities and I have run into problems involving applications to study the relationships among intelligence, education, and health outcomes. Sometimes, NIH denies access to some of the attributes that I have just mentioned, on the grounds that studying their genetic basis is “stigmatizing.” Sometimes, it demands updates about ongoing research, with the implied threat that it could withdraw usage if it doesn’t receive satisfactory answers. In some cases, NIH has retroactively withdrawn access for research it had previously approved.”

Pois, os fascistas são sempre os outros, não é?

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Crabs in the bucket!

por Olympus Mons, em 26.10.22

A_ventura1.jpg

É óbvio que esta expressão, aquela frase, das imagens é exagerada quando aplicada a André Ventura.

 Mas não deixa de ser peculiar o trabalhinho do Observador ontem e hoje sobre o CHEGA e sobre o André Ventura.
Uma das coisas que sobressai é a continua desconexão entre as pessoas que “falam” em Portugal e por Portugal e os “portugueses reais”, alguns dos quais até foram chamadas para o programa contra-corrente de ontem. 
Mesmo as pessoas que falam no Observador, e porque não chamar pelos nomes, a Helena Matos e o José Manuel Fernandes, podem ser pessoas dissonantes e professadamente outliers no contexto político, sendo uma raridade como jornalistas, mas continuam a ser pessoas cuja vivência é demasiado urbana, muito centrada, no boutique, no restaurante semi-gourmet dos 40 euros por pessoa, no privilégio do passeio diário do transporte público (que acho que são ótimos em Lisboa ou no Porto) fora das horas de ponta,  do dinheiro suficiente para as férias de 15 dias e para os fins-de-semana ocasionais pela província. – Sim, podem não pertencer à trupe dos bons colégios de lisboa e porto mas jantaram demasiadas vezes juntos.
 

Enfim. São as mesmas pessoas que passam a vida a justificar as faturas no E-fatura que acham que não se consegue validar ou auditar os gastos de 125 Euros distribuídos pelo estado?

 Eu não advogo, de todo, que reduzir a dívida publica não seja um desígnio nacional. Aliás, pensei que era para ser feito em tempos de vacas gordas e não em tempos de esqueléticas que aí vem em 2023, mas enfim.  O que eu digo é que ouvi pessoas que mandavam calar a “velha louca” Manuela Ferreira Leite do PSD e outras tantas que diziam que não era altura de vir com conversas do déficit no seio da crise financeira de 2008, outras ainda, bem de direita, que diziam nessa altura que as pessoas estavam primeiro e por isso o déficit que se tramasse, mas que agora estão chocadíssimos com o que André Ventura disse sobre o ajudar as pessoas no seio da crise e dificuldades financeiras que a classe média irá ter no próximo ano, provavelmente a maior dos últimos 50 anos. -  Eu não sou economista e não sei as contas. Mas se a inflação for 10% e a dívida publica for 130% do PIB… quanto dinheiro a mais teria ao governo para fazer o que André Ventura disse? Mais 30 mil milhões, 35 mil milhões? – Não é mesmo possível um meio-caminho? Não ouvi esses valores em nenhumas das “shibing” que fizeram ao homem e que ainda hoje continuam a fazer. Outra vez e para que não reste dúvidas… não é que eu advogue isso. E também não estou a comentar a entrevista do André Ventura per se.  - O que eu sei , vi e ouvi de André Ventura, nos últimos tempos é que o homem disse ao que vinha há semanas pelo menos.

Para quem não tenha ouvido o que André Ventura tem vindo a dizer! : O PS e a esquerdalhada tem acesso fácil ao poder politico e societal porque faz o discurso que o português do “direito à indignação” e do “Eles comem tudo”  interiorizou e que tão bem foi diagnosticado pelo Mario Soares e que deu a preponderância ao PS nos últimos 50 anos. E até a Direita roubar esse discurso nunca será verdadeiramente alternativa aos “donos disto tudo”!

 Chiça o homem tem dito com todas as palavras qual a estratégia dele para que a direita consiga verdadeiramente fazer-se ouvir pelo povo português e não deixa de ser sintomático que os maiores ataques ao homem nos últimos dois dias tenha vindo de sectores da sociedade que se dizem anacrónicos com esse tal fascismo cultural de esquerda do qual o PS que governa o país nos últimos 30 anos!

Como um chefe estrangeiro que eu em tempos tive dizia, os portugueses são “Crabs in a bucket”. E ele explicou que os caranguejos são colocados num balde e não tens que tapar porque assim que um dos caranguejos chega ao topo do balde para fugir os outros imediatamente o agarram e puxam para baixo.
Lembrei-me imenso disso ao ouvir os comentários, o tom e o escárnio, da dita direita portuguesa. Crabs, meus caros, Crabs.

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Nação vs Estado - A luta do século XXI.

por Olympus Mons, em 23.10.22

Pedro Picharro é um atleta português. Salta em competições com as cores da bandeira Portuguesa logo não me parece muito contencioso dizer que é Português. Mas Pedro Picharro não é português.

 Pedro Picharro é Português … Pedro Picharro não é português!
 Como é que pode ser simultaneamente  as duas coisas? 

O problema é que vivemos daqueles tempos, talvez recorrentes na história, em que as palavras e os conceitos se parecem desajustados, entrando sem saber como no tal air du temps que mata ou fazem o mundo.

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O problema que vivemos é que estamos perante a prevalência do Estado sobre a Nação.

Ou sobrevive o estado ou sobrevive a nação. E essa é a questão do século XXI, a única questão que irá interessar no mundo ocidental na segunda metade do século XXI. Era suposto estarmos tranquilamente no Estado-Nação, mas esse mundo entrou em conflito no Ocidente.

O Estado-nação era perfeitamente identificado e descrito pela Nação. A não existência de narrativas, de conceitos e posições políticas que perfeitamente identifiquem esta dicotomia não era problema porque o problema não se colocava sequer. Séculos para não dizer milénios a criar nações na Europa para agora ser “má moeda” no mundo das ideias e dos conceitos sobre o futuro. E o facto de não se ter criado toda uma estrutura comunicativa deste novo fenómeno   estará também na génese de muitos dos problemas a que assistimos.

 Mas qual a dicotomia? - Que nos tentam convencer que a nação não existe.

A nação não existe pela necessidade de se salvar os estados, e sim com isso muito do que se quer dizer é salvar as economias, sendo que tudo deverá ser sacrificado no altar dessa necessidade.  - Se para salvar o Estado este pessoal tiver que matar a nação esta será sacrificada na maior das calmas.  

Para que não restem dúvida, olhem com atenção para esta imagem. Toda aquela coluna do lado direito é perfeitamente sacrificável para o momento histórico que vivemos.

Mas quem? Quem sacrifica assim a sua nação? Esta questão assombrou-me durante longos anos, e para ser sincero continua a assombrar, porque não conseguia encontrar uma explicação que satisfizesse o meu natural ceticismo de tudo o que é conspiração.  Penso que só lendo sobre networks, sobre redes sociais, e como estas criam nódulos organicamente e se hierarquizam mais ou menos organicamente, mais ou menos maquiavelicamente, me deixei convencer que sim, tínhamos sido traídos pelas elites.

Assim não é bem conspiração. É o resultado natural das redes (networks), dos tecidos socioeconómicos, que prevalecem no Ocidente no último século e que perante a análise de que vem aí o fim, o fim da globalização e do motor das economias, é importante manter as sociedades do mundo ocidental a funcionar. Tem que se salvar os estados acima das nações!

Entendam que é gente muito inteligente. Não é gente do VMPFC mas é gente inteligente.
E se tu, sim tu (!), pertencesses a esta elite que consegue olhar para o mundo como formulação utilitária também agirias da mesma forma, especialmente porque os teus interesses, ou a projeção teórica dos mesmo mundo, ou seja sucesso, formataria também o teu modo de ver o mundo simplesmente porque isso seria do teu interesse.

Estas elites, se te sentares ao jantar a falar com eles, não penses que, para eles, não estão a salvar o mundo, não estão a salvar o ocidente, não estão a salvar o teu país. E o argumento pode racionalmente ser feito na perfeição:  Ou seja, para que o “jogo continue” tens que ter pessoas. Para teres pessoas tens que as importar, as trazer, “para o jogo” seja como for. Não as podes fazer entrar no jogo e ao mesmo tempo fechares a porta da inclusão e da diversity pois não? – Conceptualmente corretos.

Mas onde fica a nação? – Racista, xenófobo, populista, fascista  retrógado… E tu calaste. Sempre foi assim.  O pessoal é gado!Essa é a questão do mundo.

Ao final do dia fica sempre aquele postular de que em rounds de game theory, são os “colaborators” que derrotam os “punishers” que mantêm os “free riders” na linha, não é?
Está na natureza dos jogadores que são “colaborators” que tudo farão para que o jogo não pare mesmo que para isso tenham que tramar os “punishers” que são responsáveis por manter o jogo a longo prazo. Está lá repetido e firmado nas inúmeras repetições (interações) quando se virtualiza esse “game theory”.

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Liz...xo.

por Olympus Mons, em 20.10.22

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Por qualquer das fórmulas que se olhe para o descalabro que foi a governação de Liz Truss não deixa de ser curioso como o fim dos conservadores no Reino Unido se assemelha muito a um jogador que é obrigado a jogar um jogo que não é o seu.

Sim, não deixa de ser relevante que o fim dela tenha sido devido a blunders de pessoas de diversity, “diversity is our strengh”, que através de erros de palmatória e incompetência inacreditável de pessoas que obviamente não estavam preparadas.

Sim, outra vez, se tens que ter pessoas de outras etnias e outras raças no teu governo em posições chave obviamente que vais reduzir de forma dramática o universo de escolha! Isso é estatística pura. Se as pessoas de raça negra no reino Unido são 3% da população e se tens que te um ministro negro no teu governo… vais escolher de um universo muito menor! A probabilidade de escolher alguém incompetente ou impreparado para a função aumenta exponencialmente.

 Mas este não era o jogo que a direita deveria jogar não é? - Estas cedências atrás de cedências que a direita faz aos dictates da esquerda são impressionantes.

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The russian language

por Olympus Mons, em 12.10.22

Uma curta…

Hoje de manhã ainda ouvi Vladimir Putin a falar numa conferência qualquer da energia em Moscovo. 

Mas depois fui ver as versões online dos jornais e meios de comunicação globais e claramente não devem ter visto, e ouvido, o mesmo que eu.  - Nos 10 minutos que ouvi, Putin falava sobre os oleodutos e gasodutos que abastecem a Europa. Depois falou sobre a sabotagem do Nord Stream… e…

Ou sou eu que oiço de maneira enviesada ou o que Putin acabou de dizer foi o seguinte: …” E  olhem, depois de eu ter mandado rebentar com o Nord Stream e ter fingido que foram outros que não as minhas tropas especiais a faze-lo, preparem-se que vão começar a acontecer sabotagens e acidentes  aos outros oleodutos e barcos que abastecem a europa! Por isso…"

Quer dizer até um atrasado mental perceberia que seu eu me preparasse para danificar os outros meios de abastecimento de energia à Europa a primeira coisa que faria era rebentar com o meu que já estava inoperativo e que ia ser descontinuado. Pode-se até dizer que isto é coisa de parvo e de parolo, que cada vez mais me convenço que é o que os russos são, parolos,  mas gostaria de ter ouvido muito mais gente dizer o que eu era para ter dito na altura, há umas semanas, mas não o fiz: à pergunta: quem rebentou com o Nord Stream?  a resposta: depende de se outros pipelines começarem a ter acidentes, que nesse caso ficará provado que foi a Rússia.

Isto parecia-me uma coisa óbvia de ser dito pelos analistas, mas não o ouvi. E na altura pareceu-me bizarro que não fosse a interpretação ubíqua.

Ao ouvir o Putin a falar agora, pareceu-me mesmo que ele estava a avisar o que se prepara para fazer: Acidentes aos pipelines!

E isto parece ser o padrão com Putin. Quer dizer, não é com Putin é com as pessoas que falam sobre o que Putin diz. Não parecem conseguir ouvi-lo!  Já o Konstantin Kisin do triggerrnometry se fartou de dizer, a aquando da invasão da Ucrânia, que Putin tinha estado a dizer há 1 ano que ia invadir a Ucrânia e todos os analistas do mundo parecia que não falavam sequer russo. Porque para o mal e para o bem era o que ele tinha andado a dizer e esses peritos analistas nem referiam o facto de ele pelo menos estar a ameaçar invadir a Ucrânia. Aliás lembro-me de ter escrito um post sobre o Dugin a explicar ao Bernard-Henri Lévy  porque tinham que anexar a Ucrânia e o Henri Lévy  queria era falar da beleza do wokeness das universidades americanas e da beleza do “otherness” e o publico a bater palmas em êxtase, e o Alexandre Dugin a olhar para ele com o sobrolho franzido!. Épico. É daquelas coisas que vale a pena procurar online!
Aparentemente isso continua, não é?

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Fraldário de Ditadores

por Olympus Mons, em 11.10.22

O F  (fascismo!):

Talvez o mais fascinante de todos. Vamos a uma versão simples.

 Fascism : a way of organizing a society in which a government ruled by a dictator controls the lives of the people and in which people are not allowed to disagree with the government.

No século XXI a vida organizada das pessoas já se estendeu muito para além do conceito de submissão a um goverment e constitui-se como formulas mais elaboradas de viver e vivências.

Ditadura já não precisa de ser personificada num Dictator, podendo ser organizada de forma descentralizada, mais em rede, pese embora não se consiga fugir (não durante muito tempo) aos fenómenos de hierarquização e no topo reside esse dictatorship.-  Os nódulos rapidamente se hierarquizam e alguém, ou um conjunto de alguéns e elites, está no topo da pirâmide. O Facebook, Twitter ou o Google mostrou que esse fenómeno ocorre em menos de uma década! Começa horizontal e quando abres os olhos está perfeitamente verticalizada. Lindo!

Mas isto também não explica nada.  Primeiro é preciso perceber isto:
Como se chegou ao fascismo cultural/Social de Esquerda?

Se eu, como explicado na primeira parte, tenho uma tendência para construir a minha visão moral do mundo com base nos pilares Harm/care, fairness/equality, tudo pilares normativos e prescritivos completamente esculpidos na nossa natureza mais fundamental e primaria como humanos, então, se me for dado ascendência sobre, crio soluções que são por natureza normativas e que prescrevem uma receita. Quem é normativo na sua moral não aceita nuances dos outros, não aceita a perspetiva a, b ou c como igual à sua. Porque a sua é a receita que resolve, é a boa, dos bons.

 Mas não é. E não é a boa, a esquerda, porque tem uma falha fulcral!

Acresce que a esquerda observa… logo cria empatia. Quando essa esquerda cultural ou social, verborreia boca fora qualquer um de nós percebe eles sentem o que os coitados do outro lado da história sentem. I “feel what you feel”. Estou a sentir, estou revoltado, estou assustado como tu estás… ora…isto é conversa de criança!
No fim da adolescência, normalmente, já se deve operar primariamente com ToM, com theory of mind, uma forma mais evoluída cognitivamente e por isso mais útil para entender o mundo.

Ou seja, a criança vive em empatia o adulto já consegue avaliar com base em affective ToM e sim mais tarde se a pessoa quiser ir por esse caminho mais intelectual ir pelo Cogntive ToM. Mas ToM adultos … empatia crianças. Certo?

O que é importante perceber no FCE é que as pessoas de esquerda não são crianças. São deficientes. Eu sei que é agressivo dizer isto. Mas é o que é.  E que quero eu dizer com isso?

Um ser equilibrado seria assim: durante um segundo “sente o que tu sentes”, durante uma hora percebe que tu “sintas o que sentes” e o resto do dia “entende o que tu pensas” e porque o pensas.
A Esquerda é deficiente porque passa da empatial infantil para o cognitve ToM, sem passar pelo “affective” ToM. E o que nos ensinou o nosso António Damásio com o erro de descarte? Se não o entendes primeiro “affective” nunca vais conseguir tomar decisões acertadas. Não é essa a lição? Que pessoas com danos na parte ventral, logo deficiente “affective”, parecem normais, inteligentes, mas quanto tomam decisões aquilo só sai disparate?

Ora, por razoes que não interessa dissecar, a esquerda do FCE passa directamente para estados emotivos de empatia para a criação de conceptualizações racionais sobre a sociedade sem nunca criar os mecanismos tão importantes a quem vive no mundo real em que entendes o que a outra pessoa sente. Não é o sentes, é o “percebes” porque consegues inferir que ela sinta o que sente mas não estás obrigado a sentir o mesmo que ela ou até concordar e aceitar o estado emocional dessa pessoa. Mas tens compreensão. – E quando percebes o que o outro sente já mitigaste todas e quaisquer eventos nefastos em situações na vida real.

Se passas da empatia por aquela pessoa ou  grupo de pessoas para as conceptualizações sem entender o estado affective dessas “outras” pessoas não as vais entender nunca. Daí que se possa dizer que não as estás a ver, que elas não são pessoas de verdade, que não são reais para ti.
Se tens ToM affective consegues inferir o que a outra pessoa sente e por isso ao inferir sobre a crença, intenções e desejos o “outro” tens uma base bem mais real porque assente no entendimento affective que tens sobre o “outro”. Ou seja se isto não existir, estamos no realm do puto Erro de Descarte do António Damásio, provavelmente a descoberta das últimas décadas mais desvalorizada.

O fascismo, que é o tema deste post,  é quando crias mecanismos através do quais não permites que quem discorda de ti, quem pensa diferente, possa experienciar a sua maneira de ver o mundo e dessa forma possa debater contigo as contingências de um lado e do outro.

Este é o mundo do cancel culture, dos safe spaces (como as crianças) e da imposição doutrinária (racional mas defeituosa) usando o estado, which people are not allowed to disagree with the government. Não ganham a guerra das ideias, impõem os normativos, as meta-normas. Primeiro foram as fórmulas culturais e agora estamos na fase do ataque a algumas instituições como a liberdade de expressão. Mais se seguirá. - Estás perante a versão de fascismo do século XXI.

 

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Esquerda ... Cultura... até ao Fascismo.

por Olympus Mons, em 07.10.22

FCE - O F o C e o E
FCE = Fascismo Cultural de Esquerda.

Porque uso tantas vezes o termo Fascismo Cultural de Esquerda e porque ele é instrumental a perceber como aqui chegámos.
Assumo sempre que as pessoas intuitivamente sabem do que falo, mas a verdade é que não me lembro nunca de o ter definido. Por isso, long overdue, aqui vai.

 

Comecemos pelo E (esquerda):  Chegada a era da informação, da Informação que rapidamente se tornou em conteúdos e daí a necessidade de ser produzida em massa, em quantidades industriais, rapidamente se percebeu que tinham que ser conteúdos esquerdalhezes, falados em esquerdalhês e assente na moral esquerdoide. -  O que nem é difícil de perceber porquê, tendo em conta que seria para as massas e que esses conteúdos teriam que competir entre si por atenção.

e isto é importante: Quem produz conteúdos (a tal geração de informação) rapidamente percebeu que a sua disseminação, a sua transformação em conceito mimético de sucesso, só decorreria caso se cingissem a Harm/Care (H/C) e Fairness/equality (F/E).  O que se entende porque tanto as pessoas de esquerda como as pessoas de direita valorizam de igual forma estes dois pilares. Quando o conteúdo, a história,  era sobre Loyalty/Ingroup ou Authority/Subversion ou Sanctity/Degradation  rapidamente perceberam que metade da população, a população de esquerda, não percebia, sentia ou interiorizava a história logo ela não se reproduzia, não tinha sucesso, não se transformava em conteúdo de sucesso. Sim, as pessoas de Direita possuem os dois pilares iniciais da moralidade, também possuem (!), mas as pessoas de esquerda não possuem os outros 3 que as pessoas de Direita valorizam. Logo, simples oferta e procura. - Que é isso que outrora arte nobre da educação, da informação e da formação se transformou… um negócio.

Daí que neste Blog Jonathan Haidt tenha sido tão importante, mesmo sendo ele, como todos da área dele, um esquerdoide por formação e vocação (eu sei que hoje já não se assume assim). Contudo não se entende a realidade sem entender o que Haidt descobriu com a Moral Foundation theory.

 Em resumo o E, a Esquerda, ganhou pela simples ocorrência do capitalismo da imprensa. Sim, é mesmo assim… conteúdos de Esquerda tinham mais probabilidade de sucesso, porque toda a gente os valoriza mesmo as pessoas de direita, ao passo que conteúdos de direita tinham essa falha que era que as pessoas de esquerda olhavam como um burro para um palácio.

Este fenómeno alterou a linguagem de todas as novas gerações nestas últimas décadas. -  No mundo real altera a linguagem de alguém e terás controlo sobre o pensamento dessa pessoa.
A Esquerda não deixou de aproveitar esta oportunidade caída de bandeja no seu colo.
Os pilares H/C e F/E que descrevo acima são normativos, são moralidade prescritiva que impõe uma receita. Não matarás não é coisa de nuance, não é? universalmente é normativo. Logo quem só reconhece normativos não se coaduna bem com nuances ou versões e perspetivas, tendo a tendência para caminhar para imposições normativas, daí o caminhar para o fascismo e não para shun ou imposições por fatores descritivos. Isto pare dizer que, apesar de não ser intencional, era previsível que o domínio da esquerda sobre fatores culturais tendesse para a intolerância.

O C (Cultura):  Antes de irmos ao fascismo, vamos ao C.
Cultural? Humm…Confesso que há bastante tempo que acho que a utilização do C já não é atual.  Já não é o C de cultural é o S de social. Uso o C mas na verdade devia dizer que estamos na fase do FSE (social) a caminhar para o FTE (total).

A intolerância de quaisquer conteúdos, de qualquer agenda, que não seja a de esquerda, começou por se manifestar na cultura e nos meios audiovisuais, na ficção e nas escolhas do que era valorizado como cultura. Hoje estamos num patamar que se assemelha mais á intolerância social imposta por meta-normas a tudo o que se desvie da agenda da esquerda.  Ganhas a linguagem, ganhas a cultura, ganhas a cultura ganhas a sociedade.

Esta intolerância, o fascismo, enquanto é cultural de certa forma era meramente fringe à sociedade em geral e esta seguia pergaminhos de outra ordem.  Mas há algum tempo que passou para o social para o estabelecer de meta-normas perfeitamente alinhadas com a tal linguagem e agenda de esquerda. Isto é novo e é aquilo a que agora chamamos de woke. É aqui que se entrou de direito próprio no epiteto de Fascismo! - Mas acho que a inferência de fascismo tem direito a um Post próprio e assim o farei.

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Será Grave ... ou agudo!

por Olympus Mons, em 05.10.22

Terei passado mais de uma hora a ver álbum atrás de álbum de fotos online, vídeos atrás de vídeos, da batalha de Lyman na Ucrânia.
A razão pela qual volto a este tema é por esta foto.

A loucura woke  é execrável em toda a sua forma.
Por partes…
A guerra na Ucrânia exige o esforço de toda a gente. O esforço de civis mortos não tem género. Não tem género, não tem idade, só mesmo dor e sofrimento. Falamos dos 6,000 civis mortos.  Os militares, os Homens, serão dezenas de milhares e aceita-se o seu destino porque esse é o papel dos militares em período de guerra, esse é o papel dos homens em tempo de guerra – Combater.

Tenho a certeza que aquela jovem sargento do exército Ucraniano da foto acima que vai à CNN está a fazer o seu melhor e tanta coisa, tanta coisa se pode fazer como esforço de guerra… Mas não é carne para canhão!

Existe uma função, uma profissão, que é ir para a frente de batalha.  Ir para a frente de batalha significa correr para o perigo e morte e enquanto função social é intemporal, mas é uma função na sociedade como todas as outras. – Mas porque são só homens?

Capture.PNG lyman.PNG

Tenho visto destas imagens.  Estes são os soldados da frente de batalha. É esta gente que está na frente dos teatros de operações de Lyman. Tenho visto os seus corpos a entrar em decomposição enquanto são recuperados pelos seus camaradas de armas, e enquanto muitos mais corpos de homens russos por alí ficarão a entrar em decomposição. Tantos, tantos… Mas não há mulheres. -  São homens e muitos, tantos, de meia-idade que são enviados para os combates da frente. -  Mas não mulheres certo?

Sim, eu sei que se for ver o trabalhos jornalísticos e de conteúdos, eles vão descobrir a única mulher de arma na mão no raio de dezenas de quilómetros e ela torna-se o centro da reportagem. No entanto é útil olhar para as reportagens de imagens dos teatros de operações, dos combates, dos corpos e dos campos de batalha para se ter a noção do que está a falar.

Até custa trazer isto á evidencia porque nem devia ser necessário. Para que fique claro: O que é relevante é que mesmo numa guerra destas de homens de barbara a ficar grisalha, ou completamente grisalha como nesta foto, a loucura do woke em certas partes do mundo é tão profunda que mesmo num assunto destes de vida ou morte o que interessa para aquela gente é o jajão, o postering, o kayfabe do desvairo woke.

Capture.PNG lyman 2.PNG

Mas, e depois, onde estão os grupos feministas, onde está toda uma parte da sociedade que afirma e reafirma que o género é tudo uma questão de socialização dos indivíduos, é tudo uma construção social e tenho a certeza seria agora uma oportunidade para provarem que falam sério e devia haver movimentos pela igualdade de género na mobilização, pela inclusão de género nos battle groups (aqueles que vão para a linha da frente)… Onde está a exigência da diversidade de género!? -  Se querem ser levados a sério era agora, estava aqui a oportunidade para manifestarem e exercerem essa pressão.  E como sabemos em algumas das maiores potências que apoiam a Ucrânia estes grupos tem um poder de lobby enorme.

E isto não é despiciente!  O direito de voto para os homens veio dessa obrigação de ir para guerra quando convocados, desse draft mandatório por ordem e necessidade do estado que resultava em baixas pesadíssimas para estas famílias e para as populações masculinas.  Foi essa a razão pela qual os homens podiam votar e as mulheres não e também a razão pela qual as primeiras mulheres a votar foram as enfermeiras de guerra.  - para o movimento feminista, seja de terceira ou qualquer outra vaga, esta seria uma oportunidade para resolver de vez essa discrepância entre a qualidade da cidadania de um género e do outro.  Nem um piu!

E este post é sobre o “nem um piu” não é obviamente sobre a aberração que seria mandar as fazedoras de humanos, das coisas mais preciosas da humanidade, para as frentes de batalha.

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Domesticados

por Olympus Mons, em 04.10.22

Antonio Lobo Xavier é supostamente um icon da direita Portuguesa. Se perguntar aos portugueses serão unânimes a confirmar isso mesmo. - E que não reste dúvidas que é o símbolo da direita … que a esquerda considera aceitável.

Serve para explicar a razão pela qual o CDS se encontra na situação em que se encontra com as intenções de votos a caminhar para o zero.  Bastará ir vendo Lobo Xavier e percebe-se.
Esta é a direita domesticada pela esquerda, a Direita que fala esquerdalhês, pede permissão e leva palmadinhas no pelo quando se comporta. - Na minha opinião isso é o que Lobo Xavier é domesticado. Sendo minha opinião é o que é.

 Mas não é só ele, se fosse não teria grande problema. Já escrevi imensas vezes que quem fala na TV ou na rádio tem que falar a língua. E falar a língua é falar esquerdalhês.

 E o pensamento de qualquer um de nós é em grande parte determinado pela língua não é? Por isso não admira a situação em que a direita portuguesa se forma e se formata porque desde o 25 de Abril que teve que se sujeitar às formas em que lhe era possível cozinhar. Eu entendo isso tudo. -  Mas que 50 anos depois do 25 de Abril as figuras da direita seja isto é só triste.

 O que me traz.
Que nenhuma destas figuras quanto instada a dar a opinião não diga o óbvio que é Bolsonaro tem um discurso pouco elaborado, é quase boçal e até burgesso, mas Lula é isso tudo e ainda por cima permite que façamos a asserção que é gatuno e corrupto!   

 E pelo que sei ser burgesso é desagradável, mas ser ladrão é criminoso. E o Brasil vai eleger um homem que andará resvés campo de Ourique com o epiteto de criminoso. E que Lobo Xavier prefira um criminoso a um burgesso só porque tem que agradar à esquerdalhada dos almoços e das palmadinhas é a visão de uma espinha dobrada. 

 Tenho dificuldade em perceber neste mundo de hoje do FCE os factos que sustentam as acusações que toda a gente aceita como verdadeiro. Já tenho essa dificuldade com Orban ou com qualquer outra da figuras de direita. Guincham que são perigos às democracias liberais, ou até no caso de Bolsonaro que é uma ameaça à democracia (!) tout cour.

 No entanto tenho dificuldades em encontrar os tais factos. – Por exemplo encontro que ele afronta decisões do Supremo tribunal federal do Brasil… mas esperem lá, nos EUA o partido democrático e a administração de Joe Biden não fazem o mesmo?  Não temos a dita administração a falar em pack the court e os responsáveis estatuais e urbanos a permitirem manifestações 24 horas sobre 24 horas à porta da residência particular os juízes republicanos o que é proibido por lei! … Proibido por lei! E não oiço guincharia que estão a fazer perigar a democracia e o estado de direito!   

 O supremo tribunal federal não tem tomado decisões que afrontam o poder executivo no Brasil? Não? Alguém mais conhece outro sítio da democracia onde o supremo retira liberdade de ação a um presidente como fez com o combate ao COVID?
Agora que os governadores dos maiores estados são Bolsonaristas... vamos ver o que a esquerda pensará desse poder tão grande que o Supremo acha que os governadores devem ter!

Por falar me COVID… o Brasil com 3000/M habitante de mortes por COVID, tal como a Itália ou a bélgica, menos que os EUA, é em quê diferente de Portugal com 2500?  Já viram a lista de países que estão à frente do Brasil? - A Europa do leste inteira e montes de países da América Latina alguns com governos de esquerda que ninguém menciona. No entanto toda a gente fala como se o Brasil fosse um outlier no combate à COVID. Não é. Se ele era contra os confinamentos ainda está para confirmar a sua verdadeira utilidade especialmente após a vacinação dos grupos de risco. A suécia tem 1900/M Hab e não foi na tanga dos confinamentos. Mas isso é outra conversa.

Contestar a integridade das eleições por serem eletrónicas e pedir para haver auditorias em papel é fazer perigar a democracia. Sério?

Quando o partido Democrata, novamente nos EUA,  andou de 2001 a 2016 a contestar todas as eleições, tanto que falei com muita gente tão tarde como 2016, americanos que me diziam que George W bush não tinha sido eleito tinha sido nomeado (pelo Supremo)... e esta tanga da afronta à democracia não existiu, pois não?

Bolsonaro fez mesmo o quê contra a democracia? Democracia que é o Governo do povo, liberal que é sujeito ao princípio da igualdade humana.  Não quero ouvir a tanga, quero ouvir que fez mesmo ele!

 Pessoas como Lobo Xavier explicam porque são anacrónicos e porque a única hipótese para quem não se conforma com o FCE é votar em partidos como o CHEGA, Fratelli d'Itali e em alguns casos até votar em Trumps e, claro, Bolsonaro.
O que é normalizado por pessoas como Lobo Xavier, porque não fazem push-back, ao kayfabe e narrativa da esquerda, é precisamente normalizar o FCE. E qualquer alma de direita aguenta tudo menos viver no Fascismo Cultural de Direita que nos domina.
Vergonha.

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Uma curta mas perto do meu coração

por Olympus Mons, em 03.10.22

Svante Paabo ganhou o prémio Nobel da medicina. Svante é o personagem dentro da  disciplina, deste mundo da arqeo-genética e do paleogenomics mais enigmático  e reservado.

Talvez ele tenha ganho o prémio Nobel porque é Sueco como a academia, ou porque já o pai tenha ganho no passado também o prémio Nobel. Quero acreditar que que não, que nos últimos anos voltámos ao tempo em que existe uma análise mais objetiva e menos política.

Svante é circunspecto e notou-se sempre o respeito e admiração dos seus pares. Falar dele até mudavam de tom de voz.
Pese embora Reich, Peterson, Haak ou Krauser se pelem por aparecer, por ir a Bali ou a Cote D’azur fazer as suas apresentações, Svante sempre permaneceu reservado e sem necessitar de ribaltas ou polémicas.

Nunca se meteu em política ou politiquices como tanta vezes os outros adoram meter a colher, veja-se Reich ou Lazaridis, como tantos outros especialmente nos EUA e as suas contas de twitter.
O Max Planck em Leipzig onde trabalha Svante Paabo é uma das duas Powerhouses da arquegenética e por vezes consegue trazer algum conservadorismo ao maior entusiasmo do laboratório de Reich em Harvard. Não ajuda estar a mudar de teoria a cada 2 anos.

 Já o gadelhudo visto em algumas imagens que passam pelas nossas televisões a oferecer flores a Svante é Johannes Krauser, o chefe de Svante (sort of) que alguns dos leitores se lembraram que já por aqui referi. – Mas que paranoia esta de krauser de criar este look hippie? Ainda há 5 anos atrás Krauser andava de fato! Cristo. Contudo,  lá está o emocional, Krauser foi o primeiro a trazer um mapa para uma apresentação em que falava do movimento do sul do cáucaso para o norte do caucaso em 5000BC. Importante para mim.

Nesta imagem abaixo Johannes é o rapaz do lado esquerdo. Enfim.

 

 

 

 

 

 

Parabéns a Svante acima de tudo.

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Quando é que é genocídio?

por Olympus Mons, em 03.10.22

A resposta a esta minha pergunta no título será que é quando a esquerda o permite.
E apesar da imagem deste post ser um estudo acabadinho de sair do forno, não quero propriamente escrever sobre este estudo.  Eh pá, já desisti de querer saber.

O que eu quero mesmo falar será sobre um facto que me parece óbvio que se fosse uma coisa que desse jeito à esquerda … este tinha potencial para ser o tema de conversa durante todo o resto do ano!

Mas vamos por partes. Hydrocloroquina era aquilo que o Trump aconselhava que as pessoas a tomar para se proteger do SARs-cov-2, não era?

Se procurar no google o google projeta (tava?) em abundância artigos publicados, alguns em jornais científicos de referência, sobre a ineficácia do referido fármaco contra A COVID. Por exemplo a mim com resultados com enfase no verão de 2020… porque as eleições americanas foram no outono de 2020!  - Por isso houve intencionalidade!
Mas vamos estabelecer isto do início.

Capture.PNG Hydroxi.PNG

Isto é um estudo publicado na prestigiada Nature, na bíblia do politicamente correto, no estaminé cientifico mais mainstream e mais institucional que há. Não se consegue insistir demasiado neste ponto: Estudo Supported by NIH and The US Department of Defense!

O que este estudo nos diz, em resumo, é que a Hidroxicloroquina, a tal do Trump, é altamente eficaz a combater a COVID em pessoas com colesterol elevado, uma das maiores comorbidades percursoras de mortes pela COVID.  Especialmente se conjugado com outro fármaco que ajuda a bloquear outros dos Pathways. -  Para que fique claro, este estudo não é prova. Verificar que é poderoso in vitro não prova que seja a realidade in vivo.

Sendo que é in Vitro  se deverá seguir estudos in vivo (espero!) e será importante tirar isto a limpo.
O que é impressionante neste estudo é que eles explicam o mecanismo através do qual a proteção acontece porque observado in vitro! -  Aliás, o estudo afirma logo no inicio que os estudos anteriores tinham sido mal feitos porque realizados em pessoas que eram saudáveis (duh!) e não em pessoas com comorbidades.
Também para resumir, o que eles descobriram é que a Hidroxicloroquina é altamente eficaz a evitar a endocitosis das células sendo que essa era a forma preferida do SARs-Cov entrar nas células e começar a infeção. Com níveis de colesterol acima do normal a membrana das células já está sob pressão pelo colesterol e com o vírus a tentar entrar elas rapidamente cedem e “aceitam” fazer endocitosis em que a membrana para não rasgar cede para dentro e incorpora o vírus dentro de si.

Especialmente se combinado com outro inibidor de pathways para as celulas, torna-se extremamente poderoso. E essa teria sido uma abordagem simples e barata de se salvar vidas (se for confirmada in vivo).
Poderia escrever este post com este tema com diversas perspetivas diferentes.  

Contudo aquilo que me interessa é perceber como este assunto passou e continuará a passar, despercebido. – Se a Direita fosse como a Esquerda, INTELIGENTE(!), este assunto passava para o topo da atualidade e por exemplo obviamente exagerando promovia-se não um mas 10 prémios Nobel de seguida para o Donald Trump não era?

Se não veja-se. A COVID matou 7 milhões de pessoas não foi? E se aquilo que o Trump aconselhava e toda a comunidade médico-académica se apressou a negar tivesse salvo a vida a 10% desses 7 milhões? E se fosse 40%?

3 milhões de pessoas é um número dantesco para um lapso, para um erro deliberado pela sua cegueira ideológica e essa mera possibilidade deveria suscitar interesse. No entanto no mundo dos conteúdos, dos media e do social media, pasa nada, porque não é matéria relevante para beneficio da esquerda e do establishment que a suporta.

Fica a dúvida se este sistema, este regime que nestas coisas é global porque suportado pelas instituições criadas para serem globais, consegue ser responsável pela morte de 3 ou 4 milhões de pessoas, assim ao nível genocídio Judeu pelo Hitler, e nem é tema de conversa?

Será?

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Izzy and the sky with diamonds

por Olympus Mons, em 01.10.22

Quem havia de dizer que ainda se iria ter saudades das velhas gerações do LSD!  

https://i.dailymail.co.uk/1s/2022/09/28/04/62869769-11256997-image-a-24_1664334078622.jpg

 É daquelas delicias que não dá para passar. Esta menina é uma Eco-warrior a ser entrevistada por uma rádio na Nova zelandia.

Eu sei, temos que perceber que tem 16 anos e como tal tudo devia ser perdoado. Mas como tudo devia ser perdoado a quem tem 16 anos também nada deve ser levado a sério que venha de crianças de 16 anos. Seja elas chamadas Izzy Cook ou Greta Thumberg. Crianças são crianças. Quando muito rimos e seguimos em frente.

 Sendo a líder da Scholl strike 4 climate ela acabou a apresentar as reinvindiçoes à rádio do seu país.

Explicava ela que andar de Avião devia ser só com autorização e para eventos que estivessem registrados… ao que a entrevistadora disse para clarificar que queria ir de férias para as Fiji se era permitido ao que Izzy responde que devido à crise climática não lhe parecia necessário por isso não devia ser permitido!

 Mimo, mimo é a entrevistadora ter perguntado quando é que ela tinha estado num avião a última vez: A few months…  E onde foste?:: Fiji!

 E delícia é ouvir a pausa que ela faz entre cada resposta. - Só naquele momento o VMPFC e o OFC entrou em ação.

 Estão a ver aquilo que vos tenho dito que quem é de esquerda não vive a vida autorreferencial? Nem ela que tinha ido de férias meses antes para as Fiji lhe caiu a ficha quando o exemplo era mesmo andar de avião e ir às Fiji!  - Isto é ser de esquerda e é sempre assim. Não se iludam. Hipocrisia é algo que surge natural a qualquer pessoa de esquerda. Nada é para ser aplicado a eles, porque os animais são todos iguais mas um são mais iguais que outros.

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