Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Salvar a Rússia

por Olympus Mons, em 13.05.22

Ocorreu-me como se vai salvar a Rússia.  
Quando acabar de perder a guerra, ganhando provavelmente algum território à Ucrânia, tem que haver alguma forma de salvar a Rússia. Sem essa solução, alguma, qualquer que fosse, o desabamento da Rússia seria inevitável.  “hecatombático”.

Primeiro é preciso dizer que é para o lado que eu dormiria melhor. Aquilo que se passa ali não é Putin, é os Russos (!).  Por isso se houver o desabar da Rússia dos russos e as pessoas russas voltassem à idade da pedra era para o lado que eu dormiria melhor.  Não sou esquerdoide que considera as pessoas sempre uns cordeirinhos inocentes enganados por uns maldosos líderes. Não, não, todos deviam pagar. É aquela coisa do dizer que se entende, até se entende o sofrimento, mas agora vais ter que pagar tá bem, grande abraço e voltamos a falar dentro de 20 anos!
No entanto o grande argumento vai ser o pragmatismo.  

Putin vai morrer. Cada vez que o vejo parece-me que está com os pés para cova. Vai morrer. Boa viagem.
Muito provavelmente quem o suceder irá manter em grande parte o “Duginismo” do Alexandr mas com o passar do tempo, muito menos do que seria de esperar, e a continua destruição dos indicadores de qualidade de vida da sua população, a seu tempo surgirá o reformador. -  Nessa altura a troco dos grandes negócios a recuperação da harmonia na europa serão levantadas as sanções e aos poucos voltará a importação dos seus bens e serviços quase similar ao que sucedia antes desta guerra.

E a memória tem destas coisas.  Ninguém quererá saber nessa altura. Viveremos novamente imersos na “silly era” dos wokes e dos malabarismos da pós-modernidade.
Até acontecer outra coisa, qualquer coisa, que será bem pior.  Não adianta dizer o quê mesmo que me seja fácil imaginar o que seja… mas virá!

E na verdade, nem o Putin ficará tão na história como ele acha ou desejaria, especialmente agora que vai morrer (wishfull thinking da minha parte?) nem a guerra na Ucrânia terá assim tanto impacto na Europa ou no mundo. Dor, dor, só para a Rússia e para a Ucrânia. Slava ukraini (!) não será por muito tempo se tivermos noção do tempo.

 A civilização ocidental e a sua produção hegemonica de conteúdos não quer saber de heróis. - Não se forem homens Europeus e a representação da marcialidade milenar da patrilocalidade e do patriarcado. - Sim haverá durante algum tempo conteúdos de Azovstal, cheio de lésbicas, transgéneros e pessoas de todas as raças como bravos e belos “foreign figters” que derrotaram os russos. Sim, a memória de quem realmente está a combater irá ser assim desonrada. Faz parte dos dias das nossas vidas.
Basta olhar para quem aparece nos hospitais com ferimentos de combate, quem são os feridos graves em AzovStal ou no resto das zonas de confronto entre as duas forças. Perguntem pelas estatísticas. - Contudo e ao final do dia ficará em alternativa esse relativismos do tudo e acima de tudo da realidade e da verdade.

E nesse contexto, entretidos a combater as aranhas gigantes que só existem nas suas próprias cabeça será muito fácil ilibar os Russos, os coitadinhos nessa altura, das consequências da sua interoceptividade atávica que resultou da raiva que ainda tem a tudo e todos por terem sido abandonados durante séculos ao controlo da grande Horde mongol.  – Tal como os descendentes de escravos e a choradeira das reparações assim os russos devem crescer e deixar de birras.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ciência?

por Olympus Mons, em 10.05.22

Calorie Restriction with or without Time-Restricted Eating in Weight Loss

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2114833

É importante porque representa muito bem o atual estado da Ciência.

E também me Junto à já enorme lista que se chateia com este estudo. Porém só é importante porque este “problema” e prevalente em toda a ciência. Toda a ciências.
Numa altura em que os cientistas, os climatologista dizem… e oh, meu Deus, se os cientistas dizem.

Numa altura em que a valorização do argumento de autoridade provindo de “ciência” publicada chega inclusive à politica, ao tal policy-making que regula as nossas vidas, e por essa razão, acima de todas as outras, este falhanço rudimentar da ciência se autorregular no processo de peer review é ainda mais perigoso.

Houve sim uma altura em que se pensou que com a ubiquidade de acesso das pessoas à informação com a internet iria abrir-se uma nova era de conhecimento … afinal abriu-se uma longa era de manipulação de idiotas por figuras de estilo ou pelo menos da figuras da retórica mais banais do mundo.

O estudo que coloco em cina, que está a ser falado no planeta inteiro, que já vi passar nas televisões americanas, que já li artigos sobre o mesmo em revistas da área, diz que não existe benefício no jejum intermitente sobre a utilização de restrição calórica.
Cada um de vocês pode ler o estudo ou ler o que se diz por aí sobre o mesmo. Mas, em resumo.

À cabeça o estudo parece estar bem feito. Como centenas de estudos usados em todas a áreas, quando o lê com cuidado o que demonstra não se reverte para as conclusões. Como as pessoas só leem as conclusões…

Temos um estudo, com controlo, double blind, randomized, placebo controled… bla bla, bla. -  No entanto ao ler ao detalhe: o grupo time-restricted consumia das 8 da manhã às 16H. O outro grupo consumia das 8 da manhã às 19H – Por amor da santa, mas qual a diferença mesmo? - Eu faço jejum intermitente há anos. Mas para mim significa que como uma vez ao dia (OMAD). Digo a quem quer iniciar para realmente fazer o 16/8, mas que na minha opinião qualquer coisa abaixo de um 20/4 não é eficaz, devendo caminhar par o tal OMAD (one meal a day), que come de 24 em 24 horas.

Mas, voltando ao estudo. Ao final do ano, mesmo assim, os que estiveram sobre o regime de time-restricted perderam mais 1.8Kg que o outro grupo que, e reparem, também estava em restrição calórica. Aqui está outra falha. É que a restrição calórica per se funciona, com ou sem time-resricted. A vantagem do jejum intermitente é que ao passo que restrição calórica é um esforço constante e uma agressão de privação ao corpo, com este a assumir esses danos, o jejum intermitente é um modo de vida, fácil, sem fome ou anseios.

Especialista em nutrição que eu li a comentar sobre o estudo afirmam sem margem para dúvidas que o que é surpreendente é que mesmo assim, com um time-retricted falso, a verdade é que o estudo mostra a eficácia do IF. O que estaria errado no estudo era a expectativa dos autores em ser uma diferença acima dos 2.5kg e que isso não se registrou (só(!?) 1.8kg)

Eu sinceramente não sei onde isto tudo irá parar.  Não existem árbitros que nos balizam todas estas tangas, não há punições nem consequências.
Tudo é permitido. Deve ser isto a tal modernidade!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Self Check-out

por Olympus Mons, em 07.05.22

Uma das coisas mais perigosas para a Europa (não, não é o Putin) é a desatenção sobre o que se tornou os EUA e provavelmente a total incapacidade de interpretação a que se assiste.

Deixem-me revelar-vos uma observação durante algumas décadas.

Eu passava pelos EUA, aeroporto de JFK, Newark ou Logan Boston e aquilo parecia normal. Isto final dos anos 90.  Como era miúdo talvez tivesse desatento.  Eu, tal como acredito a maioria dos americanos primeiro nos referidos aeroportos, seja depois no commute a caminho dos locais de emprego, os americanos saiam dos seus bairros de brancos (na sua essência, ou com uma percentagem baixa de asiáticos) e de SUV chegavam aos locais de emprego onde também eram no essencial brancos os seus colegas.  Isto era realidade que eu observava na pequena réplica que tinha da vida deles.

Depois, ali por volta de 2007, lembro-me de me sentar no aeroporto (acho que JFK) e reparar na distopia que aquilo era. Até para mim que acredito que o mundo é muito como é e pronto, lembro-me perfeitamente de observar um mar de pessoas de cor nos trabalhos mais desqualificados, onde pessoas que tratavam da limpeza, do lixo eram todos de raça negra. Olhava para os empregados dos restaurantes e cafés e eram hispânicos com claro admixture genético não-europeu e depois um mar de brancos a correr de um lado para o outro para apanhar aviões. Aquilo era chocante. Lembro-me de ter pensado, como é que isto socialmente funciona?  - Que tanga, que narrativa, este pessoal vive para papar isto assim? Bizarro!

Depois, outro momento pivoteal, já na década passada, penso 2011, tinha que chegar a Chicago e ia lá com um bilhete ID (borla) da United e o voo de lisboa atrasou, logo perdi o voo de conexão, tal como me tinha acontecido muitas outras vezes.
Cheguei a Newark e reparei que todos os empregados de Check-in eram negros o que era uma total novidade. -  Ou seja tinham subido na escala profissional, mas a verdade o que tinham á sua frente era mesmo máquinas de self-checkin e rapidamente percebi o significado.
Esperei na fila e quando chegou à minha vez, expliquei à senhora o sucedido e que ela me desse um novo cartão de embarque no próximo voo para Chicago. Eu explicava e ela apontava para máquina de self checkin. Bizzaro. Desisti e, como tenho experiência e era da área, fui procurar um balcão de “irregularidades” . Novamente a senhora, também negra, comportou-se da mesma forma e lá acabou por dizer que o escritório backoffice da United era “ali”. Assim que chego à porta diz que fechou às 17H.  Sentei-me um bocado a olhar para aquele mar de balcões de check-in e tentei mais uma vez. Mesma reposta e “next, next please”. 

Com isto tinha passado uma hora. Eu confesso que sentia uma angústia, como se estivesse num país africano atrasado e não no país que tinha inventado a quase totalidade dos processos funcionais nas companhias aéreas. - Sabem o que fiz? – fui para um local com visibilidade sobre o aeroporto e procurei. Lá ao fundo (no balção de large baggage) vi uma senhora branca e loira.  -  Ela sorriu, wait a minute, mexeu no computador, e passado um minuto, “have a nice flight” e deu-me o cartão de embarque para o próximo voo.

Um dia escreverei mais profundamente sobre o significado desta minha história e das observações.  Mas não agora. Aliás, convém dizer que mais tarde deu-se uma ligeira reversão porque aquilo estava a chegar ao nível do Botswana.

Mas para este post, aquilo que eu acredito é que não fui só eu que observei o fenómeno de 2005, foram também muitos americanos. Imagino que o que me… perturbou, também terá sido observado por um número de americanos e decidiram tentar retificar… optando pelo caminho errado.

Qual o moral da história? – Que a opção pela diversidade e inclusão forçada é feita ao preço da total disfuncionalidade, de um arrasar “carpet bombing” da qualidade, da eficácia e de algo que se assemelha imenso a um retrocesso civilizacional.
Esta opção, de que a inclusão é Paramount e a ela se deve sacrificar tudo, mas mesmo tudo, encontra-se na bibliografia da sociologia. Isto não é destempero ou não planeado. - 
Aquilo que nos é relevante, é que a Europa não são os EUA.

Ou pelo menos não no que consigo apurar porque não terá a maioria das suas cidades com 30% de pessoas de cor, ou mais de 50% de pessoas de etnicidades não autóctone (europeia) com as dificuldades inerentes a esse fenómeno, que para se claro resultam do imperativo de ser inclusivo com esse mar de pessoas. – Podes proteger os direitos de minorias mas se elas deixam de ser minorias (>25% já foste) tens que perceber que tens que te reinventar. – Acredito que a Europa ainda não passou para lá do rubicão.
Quer dizer, talvez londres ou Paris.

Até isso é curioso. Na maioria dos países da Europa não é possível saber em concreto através de censos, não é?
E talvez tenhamos que considerar que estes sítios, Paris e Londres, terão os mesmos problemas que os EUA enquanto país. Aliás, pelo menos Londres tem, porque só uma minoria se identifica como inglês branco (os tais autóctones) mas não considero que os problemas de uma cidade, mesmo que seja a capital, tenha que definir totalmente a vivência do país. Londres tem menos de 15% da população do país ou que as cidades de frança onde este problema se poe também não serão mais que 15% da população do país.

Voltando ao início, os EUA como já aqui escrevi inúmeras vezes tem um problema existencial e de “transtorno dismórfico corporal” porque a sua identidade já não se coaduna com a diversidade étnico-cultural da caras que povoam toda a sua urbe. Os EUA optaram por importar 100 milhões de pessoas em 30 anos. E, essa  a razão pela qual este post se chama Self Check-out. Foi opção.

A Europa, pese embora a estupidez suicidária que por aí graça, não são os EUA e tem que passar a deixar de copiar a América Alemã, porque a América alemã já não existe. Está lá agora a América Latina e isso tenho dúvidas que seja de copiar.
Não pela Europa, o alfa e o ómega do mundo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Comerciantes de infelicidade

por Olympus Mons, em 06.05.22

Tenho falado vezes sem conta sobre a questão das identidades sexuais e sobre as preferências sexuais.

Pudesse eu sumarizar qual o ponto fulcral do meu interesse na matéria e resultaria na asserção não das identidades sexuais que não tenho grande interesse, mas sim das dúvidas e da incrível incerteza sobre a sua própria identidade sexual que algo como 3-4% da população tem até atingir a maturidade. Espero por valores nos últimos anos reportados nos estudos sobre este grupo dos confusos. 
Mas antes de ir por aí, vou por um outro lado curioso.

 Há cerca de um ano um amigo em conversa quando eu manifestava esta minha asserção que os confusos são muito mais que os genuínos e que os confusos são muito mais felizes quando caminham o mais rápido possível para a heterossexualidade (ou para a homossexualidade nos pouquíssimos que acabam por o ser verdadeiramente) ele apontou-me para uma jovem no tik-tok. Não vou dizer o nome da jovem inglesa porque penso que não tenho esse direito, e ela, uma miúda, lá irá viver a sua vida sem mais um desconhecido opinar sobre a vida dela.


Lá saltei dos tik-toks sobre blockchain e crypto-currencies para ir seguindo ocasionalmente a jovem.  
Entre tiks sobre a “Uni”  e para adolescente até capaz de gerar toks de conteúdos engraçados, acabei por me convencer que a referida jovem era um exemplo inequívoco de uma lésbica. Ela não tinha dúvida, não sentia atração por pessoas do sexo masculino e até desde sempre repulsa sexual. É muito bonita, inteligente e na maioria dos casos capaz de lidar com o mundo sem qualquer receio ou tropeço fora do normal para alguém da idade dela.

Para gáudio confesso por poder mandar um whatapp ao meu amigo, subitamente a menina diz que sentia agora alguma atração por um jovem… e algum tempo depois a jovem diz que já não se identifica como lésbica… Quer dizer, arranjou um namorado!
Bem mais revelador é que os vídeos (até eu deixar de ver, porque já não tenho interesse) da jovem passaram a ser sobre a felicidade. Felicidade ao cozinhar, felicidade ao vestir, felicidade, felicidade…

Porque isto é relevante?
Deparei-me com este survey sobre a comunidade LGBTQ. Reparem, sobre a comunidade LGBT -  https://2022survey.thetrevorproject.org/

Capture suicide attempt.PNG

Esta imagem é retirado de lá.
E não deixa de ser impressionante que em 2022, com o apoio, enaltecer, atenção e celebração nos últimos anos que estas pessoas tiveram a verdade é que em 2022 mais de metade confessa ter frequentes pensamentos de suicídio e como podem ver na imagem percentagens inacreditáveis tenta mesmo suicidar-se!
reparem que a tentativa de suicídio na comunidade em geral em que se inserem nem a 0.4% chega, mas no caso da comunidade em questão atinge os valores que verifica na imagem. São ordens de grandeza maiores!

Este são basicamente os valores de há 20 anos, 10 anos ou 5 anos. Nada mudou.
A única coisa que terá mudado é a decisão e a intenção deliberada de promover este produto (LGBTQ) na perceção da realidade numa nova geração. Ao invés de se valorizar a realidade dos 1% que realmente são (no caso dos homossexuais) opta-se por ir aos 5% de confusos ( e veja-se o valor para os questioning) e promover a sua infelicidade até ao suicídio.

A história os julgará  a todos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Histerismo...

por Olympus Mons, em 03.05.22

Uma das coisas que irá ser tema, tenho a certeza, nos próximos dias nos espaços deixados livres pela guerra na Ucrânia, será a questão do documento do supremo norte-americano escrito pelo juiz Samuel Alito e que em princípio irá para votação em junho.

Primeiro de tudo será de notar que terá sido a primeira vez que há um leak de um documento entregue como draft aos seus colegas (tanto quanto sei e posso estar errado). - Primeira vez que há essa quebra de confiança! Que não seja tomado com ligeireza porque os precedentes são o que são e quando crias um criaste algo de novo e não infrequente acabaste de destruir algo.

O documento estabelece a defesa de uma deliberação para se votar o reverter a decisão de 1972 Wade vs Roe em que ficou garantido nos EUA o direito ao aborto como um direito federal.

Este assunto só é relevante para nós porque será interessante primeiro perceber qual a importância que será dada ao assunto na Europa e por arrasto em Portugal.

Para mim, como tenho dito, até considero que já a avó um número demasiado grande de pessoas que encontro devia ter abortado a mãe deles, logo não posso dizer que tenho uma posição particularmente vincada contra a dita prática.

Aquilo que eu quero perceber é até que ponto será transmitido na imprensa portuguesa, nos media e por conseguinte nas conversas a posição correta dos republicanos e conservadores norte-americanos sobre a matéria.

Para que fique claro: Desde sempre a posição dos republicanos é que o assunto nunca deveria ter sido decidido pelo supremo tribunal dos EUA, porque nunca foi um assunto constitucional (o direito ao aborto) e que era altura de voltar a devolver ao povo e aos seus representantes eleitos a decisão sobre o aborto. Ou seja, se os estados decidirem que o aborto é legal e deve ser providenciado como um serviço público que o façam que a constituição não tem nada a ver com o assunto.  Ao contrário do que se passa hoje em dia em que é direito constitucional por isso o povo não tem voto na matéria!

Daí a minha curiosidade me perceber na narrativa que vai ser atiradas aos magotes para cima das pessoas até que ponto esta perspetiva jurídica dos conservadores americanos será explicada às pessoas.
Até que ponto será explicado que para um número enorme de norte-americanos sempre foi bizarro as razões enunciadas para fazer aquela lei federal, tal como o direito à privacidade ou que ter filhos sem se desejar iria criar constrangimentos à vida das mulheres. – Chiça, aplique isso a outras coisas e cai-lhe o queixo.  Olhem, pagar dívidas cria constrangimentos e stress à pessoas por isso vamos por na constituição que quem quiser não pagar as suas dívidas… Bizarro, bizarro.

A primeira observação será a resposta dos esquerdoides ao problema colocado. Será que entrarão em espiral e avançar com coisas como pack the court, algo assim do género que destrua de vez os EUA.
Seja como for, serão dias interessantes para quem quiser desapaixonadamente medir nas narrativas que daqui surgirão a distância entre estas e a representação da posição dos conservadores. Quão distante terão mesmo as histórias nos nossos media e a posição dos “outros”?
No mínimo servirá para medir o atual contexto FCE, fascismo cultural de esquerda, que se vive em Portugal. Assim como na escala de 1 a 10, estaremos num 7 ou num irreparável 10?

Ùltima nota e a mais relevante. Se eu estou certo relativo ao kayfabe, uma das coisas que ouvirá é que "isto é um momento pivot, algo que nunca aconteceu... momento de viragem..." , lembre-se, lembre-se ao ouvir a mentira: na verdade já aconteceu, o Supremo reverter decisões do passado, 230 vezes!!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Câmara de ar

por Olympus Mons, em 30.04.22

Sinceramente tento manter-me longe de comentar noticias como a bala du jour , a polémica relativo à câmara de setúbal na receção dos refugiados ucranianos fugidos da guerra. Se por um lado é só mau demais, por outro e bem mais relevante é que é só Portugal a ser Portugal.

Mas o ser Portugal neste caso particular não será aquilo que á primeira vista poderá parecer. -  Não é a tal incompetência, o tal “though process” que fica a meio, vá lá 70% e nunca fecha, a tal aversão a perder 1 hora a criar um processo que garanta… não, nada disso.
O ser Portugal neste caso é o instinto puro do regime em proteger o PCP. Incrível. Dos primeiros comentários que ouvi foi precisamente dos amaciadores de opinião, os lubrificantes da narrativa a preparar a desculpabilização do PCP e da câmara de Setúbal perante aquilo que saiu a público.

Esperem lá – Alguém acredita que as pessoas da camara de Setúbal não acharam bizarro que os seus colegas e colaboradores que TODOS sabem que tem ligações à embaixada russa fossem as pessoas designadas para receber refugiados de guerra ucranianos? Alguém acredita que as pessoas da camara de Setúbal não têm noção das fidelidades das pessoas com quem trabalham à anos ao regime de Putin???

E toda a gente que fala na TV e escreve nos jornais acredita que é uma coincidência isto ocorrer com uma camara histórica do PCP?

Como disse escrevo sobre o assunto porque isto só é possível com câmaras de esquerda, seja a de Lisboa ou esta agora de Setúbal. E o isto é o perpétuo “pretend not to see” que a esquerda consegue, e só a esquerda, quando é da sua conveniência.

Porque se fosse, sei lá, câmaras históricas do PSD com ligações estruturais à embaixada americana em Portugal posso garantir que há décadas que isso era alvo de um bradar e bramir histérico até à sua cessação e mesmo depois disso perduraria como exemplo e arma de arremessar eficaz.

Quando alguém como eu diz que chega (pun intended) deste regime e que mudanças não têm que acontecer por revolução podendo bem ser por planificação da mudança (algo que considero impossível de acontecer em Portugal) é porque o controlo que as meta-normas emanadas do 25 de Abril, 48 anos depois, na vida de Portugal e dos portugueses estão tão podres como estariam as meta-normas do anterior regime. Apodrece e pronto.

Reparem que as meta-normas saídas do 25 de Abril até podemos considerar legitimas durante 20 anos, e um milhão de agradecimentos pelo que trouxe… mas 50 anos depois e mil ziliões de agradecimentos e beijos no cu, já chega! (sim, pun intended)!

Até hoje, dentro da proteção dada por esse tal kayfabe do 25 de Abril o PCP tem estado imune ao escrutínio seja nas câmaras, seja nas festas do Avante! e quem convida para elas, seja no arbítrio com que manda os seus caciques fazer greves que tanto custam ao país. O BE sempre protegido pela elite da comunicação social, a tal da barriguinha dos restaurantes de referência de lisboa e porto. O PS tem estado imune ao escrutínio do modo como é o dono disto tudo e como domina completamente o aparelho e o dinheiro do estado com que compra grupos inteiros de portugueses. 

E esta ausência de escrutínio é culpa sua. Sua, minha, dele e daquele. Porque desde que haja prainha, marisquinho ou sushi e uma bejeca, papamos como tolos qualquer regime rançoso. A questão fica... Chega?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os pequenotes

por Olympus Mons, em 29.04.22

Uma das particularidades das sociedades atuais que nos revelam que são controladas pela “mente” de esquerda da espécie humana é, como tenho alertado, o uso abusivo do gossip como forma punitiva dos desvios societais, que hoje em dia é como quem diz da sociedade esquerdoide, ou seja do fascismo cultural de esquerda, vulgo FCE.

Não existe programa mais opinativamente irrelevante, mas esclarecido na arte da esquerdalhice que o programa da SIC eixo do mal. – Daí o seu sucesso, que acho dura há bem mais de uma década.
É daqueles programas que consegue ler muito bem o tuga, as elites tuga, e representar a sua visão do mundo.  -  Novamente gente que se encontraram todos à porta do S. Joao de Brito ou salesianos de lisboa ou porto em qualquer boa manhã.

Este programa fala para esta urbe, todos os comentadores sabem bem como especificar, repetir semana após semana,  quais são os normativos, regras e preceitos do que pode ser dito em Portugal sem atrair a punição e força das meta-normas sobre a sua cabeça. Aquilo ali são as opiniões que é permitido e até desejável repetir no teu dia a dia. – Contraria isto e começas por levar com o tal Gossip, a tal maledicência, que por exemplo as pessoas do CHEGA bem se apercebem que é real, ficando no ar aquele cheiro que estás perto de ser punido com o Ostracism como aquilo que te vai acontecer como passo seguinte.

Sendo a voz, se não a alma do elite tuga, ontem deleitei-me a tentar perceber de onde vinha o pitch que é para ser o meta-norma em Portugal relativo à compra do Twitter pelo Elon Musk. Seria nível NYtimes e Washington Post, ou desceria até ao nível do Jacobin ou the intercept.  -  Sem surpresa, aquilo bateu ao nível do Mother Jones, logo nas palavras do Luís Pedro.

De nenhum deles ouve um indício de perspetiva do outro lado. Isto já chegou ao nível da seita.

As mesmas pessoas que acham que o Orban é uma coisa horrível, que o lápis azul do anterior regime era uma opressão inqualificável, acham bem que o Twitter tivesse banido tudo o que tivesse a ver com o escândalo do filho do Biden, banindo qualquer conta que reproduzisse as notícias do New York Post. -  Logo antes de umas eleições o Twitter censurou o conteúdo de um jornal de referência sobre uma noticia que era verdadeira, porque poderia ter impacto nas referidas eleições… Mas o Orban é que é uma ofensa à liberdade de imprensa porque a maioria da imprensa regional, privada, está ligada a personalidade com ligações ao seu partido?

Banir um ex-presidente dos EUA da plataforma é OK, mas no entanto desde Maduro ao Ayatollah do Irão podem postar opiniões nomeadamente a apelar ao genocídio é permitido.
Já a maioria da imprensa e as redes sociais nos EUA fazerem Shadow banning, banir temporariamente e até apagar sem apelo nem agravo contas de usuários, e outras maniqueísmos para silenciar vozes de direita, é … controlar o discurso de ódio.

Digam o que disserem de Elon, ele é um personagem com fortes indícios de Asperger, logo nada dotado de malabarismo cognitivos, que até ao momento tudo o que prometeu ao comprar o Twitter foi trazer transparência, nomeadamente relativo aos algoritmos de Machine Learning que atuam sobre o tal Shaddow banning  e criar mecanismos de combater os chatbots que pervertem o poder miméticos de certos tweets. - Pronto, Isto! Esta foi a promessa de Elon Musk, junto com a promessa de proteger a todo o custo o sagrado direito à liberdade de expressão.

Elon Musk acredita que não pode haver Democracia sem haver liberdade de expressão. Que é em caso de dúvida é preferível deixar alguém expressar algo do que preventivamente censurá-lo, especialmente com base em inferências que são projeções pessoas e subjetivas do próprio censurador.

 

Eu não concebo que pessoas que passam o tempo todo a falar de Democracias Liberais não se levantem em aplauso a Elon Musk! -  À sua medida, as tais Democracias Liberais são mais frágeis hoje em dia por causa da pequenez de programas como o Eixo do Mal. – Pequenos, poucochinhos e betinhos da ostrinha.

Não nos compete a nós determinar as intenções de Elon, meramente estar atento  se ele cumpre com o que promete.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cuidado...

por Olympus Mons, em 29.04.22

Cuidado, mas cuidado mesmo.

Agora sim a guerra da Ucrânia coloca o mundo em perigo.
E sim a culpa é do regime russo, das elites russas e do povo russo. Não há inocentes do lado de lá. Essa tanga de se desculpar os povos sempre e a culpa é sempre deles, dos políticos e das elites e do indefinível “eles”, também tem que acabar.

Também imputo débeis culpas ao lado ucraniano, por não ter sido esperto o suficiente para trocar as voltas ao russos, mas a verdade é que também não conheço ninguém que ainda há um ano fizesse sequer a leitura correta do que os russos iam dizendo. Por isso focar nas culpas ucranianas seria só bizarro.

Nesta altura os meus olhos procuraram aqueles que dão sinais de entender este perigo e confesso que tenho tido dificuldade.  Confirmou-se a máxima do sabes como uma guerra começa, mas nunca como acaba e nesta altura convém ter cabeça fria sobre o verdadeiro caminho por onde essa guerra se prepara para ir, quanto mais como acaba.

Um dos grandes pilares da segurança mundial que irá cair a seguir, o da reserva, proporção e contenção, dentro de algum tempo, não consigo antecipar se para a próxima semana, mês ou no verão, será provocado pelo simples facto dos ucranianos ripostarem. Sim, vai haver uma altura que os ucranianos, com o armamento todo que está a ser derramado para dentro do país irá ter a capacidade de varrer regimentos inteiros das forças armadas russas. E quem os vai parar?

Pois, racionalmente, alguém deverá antecipar isso. O exército russo está a enfraquecer. E a uma cadencia bem rápida… e o exército ucraniano está a fortalecer.  Acresce que, de forma quase irresistível, está ali criada uma oportunidade única para pôr o pé na garganta do poderio militar russo e, novamente de forma hiper-racional, não deviam fazê-lo.  

Eu tenho visto as imagens de Putin e confesso que vejo mais um homem esmagado pelos eventos, pela idade e sem saber bem como voltar atrás depois de ter saltado pelo precipício da bolha e eco-chamber que deve ser a sua vida.   – Aquilo que se perfila é nada mais nada menos que o fim da Rússia. Faça ele o que fizer esse será o resultado.  Mesmo que retire as suas tropas amanhã, aquilo que está em cima da mesa é nada mais que o fim do sonho (dele) e em grande medida das manias de todos os russos. Até pode ficar com o dombas, ou em extremo até como grande parte do controlo do mar de Azov… aquilo que ele tem em cima da mesa será mesmo o fim de qualquer veleidade.
Ele pode ficar com mais território mas perdendo o mundo não tem império. Entre a Europa que o rejeita e a China que finge estar ocupada, ele e eles (russos) já foram!
O que para um homem que achou que era altura de voltar a recriar o império é o mesmo que morte!

Eis o que deveria ser feito num mundo perfeito: – Convencer os Russos que as sanções irão ser levantadas após um determinado período de nojo pelo sucedido porque geoestratégiamente eles são importantes para a europa; que se vai manter o Nordstream a funcionar, pese embora eles tenham que perceber que durante um período o output do mesmo será reduzido, propor criar um grupo de trabalho para estabelecer diálogo entre o ocidente e as pretensões russas, etc. – Qualquer coisa que reduza o escalar desta merda toda.

Sim, ao contrário da história que me foi contada a vida toda, começo a achar que Neville Chamberlain foi um herói porque deu à Europa mais de um ano de corrida ao armamento para fazer frente a Hitler. Ele cedeu algo porque sabia que precisava do bem mais precioso em qualquer situação no mundo – Tempo.

Sabem qual o ponto mais fraco desta estratégia? – É que vai haveria uma altura, dentro de uns anos em que os Gerhard Fritz Kurt "Gerd" Schröder, as estratégias Merkel, os policy makers comprados voltariam em força a caminhar pelos corredores do poder da Europa e vivendo o ocidente preocupado com um mundo virtual dos woke, dos LGBTQabcdegh, das minorias maiores que a igualdade humana tão vincadamente caraterística do liberalismo moderno (o tal conspurcar do liberalismo pelo progressismo) ninguém os vai ver, assinalar ou escorraçar.…E corremos o risco de voltar á casa de partida dentro de alguns anos.

Por outro lado, existe a possibilidade de isto acabar num ponto em que nem “casa de partida”  já existirá, e isso, garanto-vos será bem pior.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chilreares

por Olympus Mons, em 26.04.22

Não vou falar do facto de Elon Musk ter comprado o twitter porque isso com certeza irão ler nos próximos dias mais do a vossa fair share.

No entanto foi com inusitada surpresa que verifiquei a velocidade com os media de esquerda (90%), fazedores de opinião e geradores de conteúdo nos espaços mais lidos no mundo mudaram de narrativa. Foi na hora.
Nem deixaram passar um tempo de nojo suficiente para que não sentisse…nojo.
chilrear · sons emitidos por um ou por vários pássaros · chilreio

No mesmo dia em que foi anunciado que Musk tinha conseguido comprar o Twitter, no mesmo dia, as mesmas pessoas que diziam: ora o Twitter é uma empresa privada logo pode fazer o que quiser de acordo com a “vossa” visão do mundo e se querem bem podem fazer uma concorrente ao Twitter… no mesmo dia em se soube da compra, no mesmo dia, mudaram de conversa e subitamente surge conteúdos a apelar à intervenção do estado na empresa.
Reparem, e vão ouvir muitas narrativas para vos convencer do contrário, as pessoas de direita apelavam a que o Twitter cumprisse cabalmente com as regras de liberdade de expressão ou se tinha optado por ser editora já não podia apelar às proteções da 230 que os protege porque eles ao abrigo da mesma 230 não passariam de um canal de comunicação tal como uma linha telefónica.  -  Again… para que não haja dúvidas, aquilo que era apelado era que o Twitter era de facto a nova town square, a nova praça publica onde a liberdade de expressão devia ser protegida. Suprimir vozes é negar a liberdade de ter voz e mente própria.

Durante anos este apelo à proteção da referida liberdade foi recebido com escárnio e pedidos de intervenção na forma de remoção da proteção da 230 (que levaria a Twitter, Facebook ou Youtube à falência se não mudassem de práticas) foi alvo de piadinhas (afinal gostam do estado, tipo de piada).

As mesmas pessoas de onde este silêncio emanava irão agora entrar em histerismos na exigência de intervenção do estado para moderar o Twitter.

Para ser honesto começou já na semana passada com o próprio Obama a apelar a mais censura “contra a desinformação”. E só a um esquerdalhoide como Obama é permitido de dizer com cara séria que se é um first amemdamend absolutist no mesmo parágrafo em que apela à censura.

E hoje, lol and behold, ouvir a menina psakis a dizer que Biden está muito preocupado com a compra do Twitter por Musk porque está muito preocupado com o poder de algumas empresas nas democracias ocidentais  - Fuck you.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A ver vamos

por Olympus Mons, em 24.04.22

Capture map politcal france.PNG

Este mapa é  das eleições francesas de 2017. Tudo aquilo que me interessa nesta eleição é arranjar dentro de alguns dias um mapa similar para perceber que ventos sopram. Pode também ser um mapa de quem ganhou onde, mas o intuito será o mesmo.

As cidades, onde Macron ganha, são obviamente importantes. -  Mas também são os sítios que a seu tempo implodem. Também Roma, após a sua implosão, nunca mais foi nada de especial. Ainda hoje outros pontos no que é Itália tomam precedência sobre Roma mesmo sendo a sua capital. A implosão de muitas das cidades europeias está para acontecer.
Parece infrutífero apostar tanto na Província, depopulada e sem poder, mas sempre foi ai que as identidades sobreviveram.  Aliás a genética mostra-nos que a imperial Roma foi feita pela genética das suas províncias e quando o cosmopolitismo Romano caiu pelo peso da sua multiculturalidade, novamente foi a Província que sobreviveu e voltou a povoar a cidade.

Como um jornalista português notava, os jovens apoiantes de Macron juntavam-se em tertúlias de apoio ao seu candidato nem bares posh nas Gares de Paris onde se amontoavam sem abrigo por todo o lado numa imagem dantesca. O jornalista percebeu a dissonância que aquilo tudo era, com os tais jovens de classe média alta de Paris que nem notavam o ambiente que os rodeava. São imagens do novo cosmopolitismo, da tal cosmopolidade modernaça.

Marine Le Pen, personagem que nunca consigo sequer ouvir ou aturar, terá tido 42% dos votos em França.
Aquilo que poucos repararam nesta noite em que as televisões nos vão deleitar com laudas e emocionada páginas a essa vitória dos “bons” sobre os “maus”,  ficará contudo a nota que 42% de maus é muito maus para uma nação. 
Tenho para mim ainda o tal número mágico dos 20% de uma sociedade acima dos quais os restantes 80% estarão tramados. Isso funcionará para o mal, mas obviamente também para o bem.
E não nos podemos esquecer que somente 38% dos franceses votaram em Macron. os restantes 62% ou votaram em Le Pen ou nem se deram ao trabalho de sair de casa... 

Especialmente quando os “bons” provavelmente logo amanhã de manhã vão começar a preparar os cartazes de protesto contra o “super bom” que acabaram hoje de eleger.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A traição ao PCP.

por Olympus Mons, em 23.04.22

Não é do PCP… é ao PCP!

O PCP tem toda a razão e é o único partido consistente com Portugal.

Por isso nesta altura devem-se sentir verdadeiramente atraiçoados por este país que consideram conjunturalmente seu (dependendo da circunstância e data do ano) pese embora perdido estruturalmente para o PS, como genuínos donos do 25 de Abril. E com toda a propriedade bastando ver como se comportam na referida data ou em determinados assuntos.

Razão tem o PCP porque se o Mario Machado é um neonazi, vigiado pelo próprio SIS (Serviço de informações e segurança) do estado, alvo de ações da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) para o deter, alvo de alertas de Portugal para a Interpol que o levaram a ser detido na suécia por participar num encontro qualquer de malucos igual a ele, bastando a sua presença nas redes sociais para ser acusado de crimes de ódio e frugais participações na TV motivarem queixas formais do Sindicato dos Jornalistas junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC)… então, então o PCP tem toda a razão que os ucranianos e o seu regime são um regime de nazis. - É que o Mário Machado na Ucrânia é um menino de coro. O elemento das Runas nórdicas e do sol negro são símbolo nacional de sucesso naquele país (ou eram) e pessoas autoidentificas como neonazis já chegaram a ser condecoradas por Volodymyr Zelensky (por bravura) bem antes da guerra.

Aqui entre nós, claro que nem vale a pena referir que os neonazis nem conseguem sequer eleger um deputado para a assembleia na Ucrânia por isso não será propriamente “Vox populi” daquela nação …mas não deixa de ser uma característica saliente na “Vox Dei” em partes do estado. Pelo menos o suficiente para que o PCP com propriedade achasse que se safava com a acusação. Habituados estão eles a faze-las a toda a hora e ser recebidos com silenciosos anuir de cabeça.

Isto tudo tem tanta piada quanto as alusões constantes do PCP à necessidade de se conseguir a paz. O PCP afirma-se contra a guerra e como arauto do desejo da paz como imperativo imediato… só não nos diz (e não lhes perguntam porque eles diziam) que a paz que eles exigem é aquela simples que se consegue sempre desde tempos imemoriais – Rende-te!
Pessoal, haver paz a la PCP é simples, simples. Basta para isso que os Ucranianos se rendam incondicionalmente! É essa paz que o PCP exige e anseia. A PAZ que se conseguia quando as pessoas se rendiam à União Soviética ou a regimes ou revoluções orquestradas pela mesma. Que saudades que o PCP tem.

A traição ao PCP pelo resto do establishment político esquerdoide  será que no entendimento deles, como participam politicamente na festa do “malhar” de nazis, racistas, xenófobos a toda e qualquer pessoa que fuja dos normativos do fascismo cultural de esquerda por maioria de razão tinham toda a sustentabilidade na acusação de Nazi ao governo de Volodymyr Zelensky.

Vai na volta, o PCP descobre que as premissas enunciadas só são válidas quando eles participam e estão dentro do Kayfabe, porque assim que fazem o proverbial xixi fora do penico são traídos por Portugal.  Esta ofensa de Portugal, seguido à votação que obtiveram nas últimas legislativas, levará a um recrudescer daquilo em que o PCP ainda possa ter como formula punitiva de Portugal.

País de traidores!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Géneros

por Olympus Mons, em 21.04.22

Esta imagem é de um dos comandantes em Mariupol. No centro da batalha está ele e mais 2000 homens…. Mas são mesmo homens.  Não são mulheres. Nem são they, nxe/xem/xyr, ze/hir/hirs, ou ey/em/eir, e isso, isso ser uma realidade observada ao dia de hoje devia ficar como reserva na memória. Claro que não interessa para nada, porque patetices não interessam para nada.
Mas se são patetices, como a realidade demonstra sem apelo nem agravo, e aquela coisa que “hit the fan” acaba por ser inevitável, o problema subsiste porque acabada a guerra, que esperemos seja para breve, estes assuntos feitos da tal proverbial matéria que  “hit the fan” , ocorre que nas sociedades evoluídas pela democracia liberal mas que já não o são (democracias liberais) por definição cabal mas são só modernas nos dias de hoje, estas tais patétices passam a ser o tema do jour , o alfa e o ómega da vida quotidiana de vasta populações dessas sociedades ditas evoluídas e progressistas mas que são só modernaças.

O género feminino não precisa disto.
Num mundo em que finalmente, finalmente, existem condições para a total realização das pessoas do sexo feminino acabamos por cair no disparate total que é esta geração woke que veio para ficar.

Eu lamento insistir com alguns temas.
De toda a irrelevância que possam ter, a verdade é que na maior parte do tempo, nas tais democracias liberais MODERNAS, tomam a maior parte do tempo de antena e cada dia que passam mais se tornam sinónimos de Democracias Liberais.

Olhar para a expressão deste homem, ver as suas declarações e saber que dentro das catacumbas com ele só estão 2000 homens, seres do sexo masculino e tanto quanto eu saiba (e podem ter a certeza que sim) não está lá nenhuma outra gender identity, gender expression, inter-gender ou gender non-binary…. Tudo o que lá está são Badass motherfuckers homens que se preparam para morrer a defender aquilo que aparentemente todos gostam mas que quando chega a hora da verdade, tal como diz Bill Buhr, até a mais empedernida lésbica de cabelo curto começa a tentar fazer caracóis com o cabelo.

Tributo aqueles homens que por ali morrem a combater será no futuro não aturar a porcaria que nos dias de hoje é produzida nas sociedades woke do ocidente.
Lixo. 
Enough!

Autoria e outros dados (tags, etc)

traição a Locke

por Olympus Mons, em 17.04.22

Uma das formas politicamente ofensivas que hoje em dia assistimos é o chamar populistas como forma de denegrir uma determinada pessoa política. O perigo dos populistas no passado era que minavam as elites no seu trabalho. E isso era mau, porque a função das elites era proteger o seu povo (em conceito). Mas… e quando as elites já não estão a realizar esse trabalho o populismo continua a ser mau?

Quando os populistas te dizem que as tuas elites te estão a tramar, nada mais afirmam do que aquilo que é sempre um risco e passível de acontecer nas sociedades funcionais. E funcionais podem ser democracias ou as ditaduras. Ao final do dia, se não houver competição entre as elites, como nas empresas, o cartel surge e tu és mexilhão. E as pessoas, mesmo as elites, não fazem por mal, meramente é o resultado de uma função que retorna sempre o interesse pessoal. É válido para eles é válido para ti! – Não tenhas ilusões.

A novidade das democracias liberais modernas é, como bem nos diz o maléfico Alexndr Dugin, que juntaram a palavra modernidade à frase sagrada (Liberal Democracy), ou por vezes descaradamente a palavra progressista, e com isso assim que te insurges contra a “modernidade” eles fazem uma falsa equivalência com afronta ao conceito de Democracia Liberal.

É curiosa a roda do tempo, visto que as democracias liberais existem só e unicamente pelo esforço e sangue da direita ocidental e conservadora que tanto combateu no século passado as forças da simpatia progressista do comunismo. No entanto, algumas décadas depois curiosamente eles ganham a guerra.
Devia ficar a tal lição nunca aprendida – Quando ganhas, esmaga!
Uma lição que só a esquerda conhece.

Enfim, democracia é nada mais que o “governo do povo”, e liberal é somente dizer que a legitimidade do “governo do povo” emana meramente de um facto inalterável da natureza: Igualdade Humana!

A Democracia Liberal MODERNA, lo and behold, motherfuckers, é a negação, ou se quiser a suplantação desse conceito da igualdade humana e a afirmação que a contenção do povo (ou da manifestação da maioria), notem contenção não do governo mas do povo, emana de privilégios e direitos especiais de algumas das pessoas dessa sociedade, diluindo o poder da maioria das pessoas dessa sociedade em detrimento de uma elite (minoria) que sabe melhor e é mais progressista, demonstrando o seu poder ao eleger que grupos ou identidades terão direitos especiais nas sociedades tal como comunidade LGBT ou ciganos, ou imigrantes, indo a extremos de todo a gente ter direitos expeciais menos a representação genético-cultural dessa tal maioria. – Aqui, neste ponto, o povo já perdeu. Foste!

 Ou seja, os comunas e esquerdoides ganharam!

Oiçam, tudo se organiza assim! O povo, usualmente burro (vá, pouco iluminado ou distraído), escolhe ou escolhia tradicionalmente no passado as suas elites com um instinto bastante esperto, elites essas que são supostos pôr os políticos na ordem (de onde usualmente emergem e por isso falavam mano a mano). Pronto isto é política 101.  - Mas isto funciona porque as elites sabiam que se não representassem bem o povo, este teria o poder de os remover. Só serias elite com o apoio do povo. Esta era a regra sagrada.  

A traição ao povo é que 3 séculos de implementação em virtude das democracias liberais de Platão a Locke, foram deitados ao lixo por uma elite urbana, posh, virtualizada nos seus perfis de social media que sabe, eles sabem, que só existe uma maneira de fugir à fúria futura do povo que é descaracterizar totalmente os povos onde se inserem, permitindo a diluição da sua identidade através da imigração e, por outro lado, (este truque é importante) deixando que os políticos interajam diretamente com o povo nas suas oferta de demagogia, que como sabemos basta dar bolos para enganar tolos. O papel das elites do povo é proteger o povo dos bolos para tolos que é muito fácil dar. Enganar o povo é sempre assim fácil!
 
Populista, hoje em dia ofensa, é meramente aquelas pessoas que te alertam que as democracias liberais, da governação da maioria em sociedades de pesos e contrapesos, estão a ser traídas pelas elites que abraçaram a MODERNIDADE como padrão, como planta na construção das sociedades do futuro.

Populista no século XXI é o amigo que te avisa! - Democracias Liberais, sabemos o que é e gostamos…. Mas que é mesmo essa MODERNIDADE?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Problemas que existem

por Olympus Mons, em 16.04.22

Ouvi durante os últimos dias várias laudas a Carlos Guimarães Pinto, deputado do IL, pela sua resposta a André Ventura no discurso que o mesmo terá feito em que referiu os ciganos em Portugal.

Confesso que só decidi escrever este post porque ouvi hoje de manhã no programa do Observador novamente uma dessas laudas cheias de virtudes e moralismos, atribuindo a Carlos Guimarães pinto o prémio xpto da semana.

Por um lado escrevo porque confesso e vocês sabem tenho uma irritação especial pelo IL, vivo rodeado de pessoas que votaram no IL e no entanto cada vez tenho menos apetências balsâmicas para com tudo que sai do partido. – Não tenho dúvidas, o IL é uma nova manifestação da mesma elite que nos trouxe até aqui. É só a pitufice nova aprovada pelo regime.

Mas vamos por partes,

A primeira vez que notei o total desareio e até desapoio cognitivo do Carlos Guimarães pinto quando á questão cigana em Portugal foi curiosamente no programa que ele fazia como Alberto Goncalves no Youtube. Lembro-me sempre que da única vez em que o vi a sair do registo irónico e a ficar verdadeiramente perdido foi num comentário do Alberto Goncalves, quando até ambos gozavam com o CHEGA pela conversa dos ciganos, Alberto Goncalves ter referido algo do género que era óbvio que havia um “problema cigano” para as pessoas que viviam junto a populações ciganas. Carlos Guimarães Pinto durante uns segundos ficou verdadeiramente desconcertado, quase encetando uma discussão com o Alberto Gonçalves.
Foi só um episódio, mas um episodio que na altura, bem antes das eleições, me ajudou (já em curso) na noção que as pessoas do IL pouco se diferenciam das do BE e e do PS a não ser na conversa dos impostos!  De resto é a mesma trupe, tal como os americanos referem que Libertarians são liberals mugged by reality. No caso deles, acabarem a ganhar rendimentos bem acima da média dos tugas para verificar que tudo junto o estado fica com 70% dos rendimentos!

Mas mais importante também é que por vezes me fica a impressão que o próprio CHEGA, que tanto insiste na questão dos ciganos, depois não fez bem o trabalho de casa. Fica-me sempre alguma irritação também com o CHEGA porque aquilo tudo soa a conversa do tuga poucochinho.
Eu antevejo que o CHEGA e André Ventura se estará verdadeiramente a marimbar para os ciganos, mas percebo, e bem, bem, que use a questão dos ciganos porque melhor exemplo daquilo que o CHEGA se afirma e propõe combater tem a ver com a tal especialidade das sociedades controladas pela esquerda, onde se inclui o IL, de pretend not to see, a capacidade que julgam ter de alterar a realidade meramente porque conseguem verbalizar uma narrativa qualquer que na cabeça deles faz sentido. - Mas porque é importante o CHEGA insistir na questão cigana?
vamos ser realistas porque a real-politik existe.

E Carlos Guimarães Pinto, digo eu, é um daqueles betinhos de Lisboa e Porto, dos veleiros nos rios, filhos de ordenados bem acima da média, filhos de rearing paternais bem mais fortes do que a generalidade dos portugueses, que nunca verdadeiramente viu um cigano ou teve um a meter-lhe o dedo na penca!

Capture ciganos.PNG


Já, olhando para este mapa… lembram-se do mapa da votação do CHEGA? este mapa das populações ciganas em Portugal é muto parecido, não é? – É por isto que o CHEGA tem que continuar a falar dos ciganos e do problema cigano.

O CHEGA fala, mas nem sempre me parece estruturado ou estudado. Sai coisas como o André Ventura dizer que os ciganos são 1% da população e 15% da população prisional, quando não está correto e o Bernardinho do fact Check da SIC claro que foi a correr chamar-lhe mentiroso.  Parece tudo on-the-fly e espontaneidade frugal. – Não é isso o VOX Espanha. E é bom que o CHEGA aprenda!

Mas… que é o problema cigano?

O Bernadinho da SIC, mais toda a sua equipa de “investigadores” não descobriram fontes para sustentar ou refutar o André Ventura. No entanto, uma mera busca de 5 minutos no Google saltam vários estudos. Dos primeiros que encontra são estudos, alguns recentes outros já com alguns anos como por exemplo o (Criminalidade, etnecidades e desigualdades - https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/17004/1/Relat%C3%B3rio%20Criminalidade%20Etnicidade%20e%20Desigualdades.pdf) ou Estudo Nacional sobre as comunidades ciganas - https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/15587/1/estudonacionalsobreascomunidadesciganas.pdf). Há mais, mas basta estes.

E bastando ler estes estudos se conclui que o problema cigano é o seguinte.
Temos 37,000 mil ciganos, que são 0.4% (nem meio por cento são) da população portuguesa e são 6% da população prisional. Ou seja tem uma representatividade quase 15 vezes a sua representativa na população em geral.
Assim como são 4% do RSI todo pago. Novamente 10 vezes a são representação populacional. E sabem o que isso é? olhem para esse gráfico de um dos estudos acima.

Capture ciganos modo de vida.PNG

Sim, este é o problema cigano, como o CHEGA o diz. Vivem em Portugal há 500 anos e isto é o seu modo de vida. Kid you not. A manchinha castanha, aquela coisa pequena é a quantidade que vive do trabalho, o resto é só ler a legenda!  E isto é que não pode ser mostrado aos Portugueses e o CHEGA não tem tido arte para o fazer.

Querem ver mais?

Isto em baixo é a tal sua representatividade no crime. Do mesmo estudo, mostra isto.

Capture crime.PNG

Capture crime2.PNG

Os emigrantes do Palop, pelas estimativas que tenho são 200 mil, dos 480 mil emigrantes que tínhamos em 2018. No entanto vejam o total na imagem - a Etnia Cigana que são só 37,000 tem naqueles estabelecimentos populacionais mais de metade dos crimes dos emigrantes do palop que são 200,000!
Já para não falar se os comparar com os emigrantes do leste que serão mais de 100,000 e comparado com eles são novamente meninos de coro.

E pronto, o “problema cigano” em Portugal, como todos os problemas, começam por ser explicados com números e explicando o que ele significam. - O CHEGA se quer continuar a falar de ciganos é bom que ganhe a batalha, lute como deve ser ou então cale a boca!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Suicide watch

por Olympus Mons, em 15.04.22

Numa altura em que assisto, não sem alguma surpresa ou inclusive desconfiança, à jogada de Elon Musk comprar o Twitter, sendo que já aqui manifestei a minha tardia mas sólida admiração pelo personagem, olhar para o modo como o google se recusa a “aprender” no seu tensor-flow de Inteligência artificial que eu não sou de esquerda é avassalador.

Capture british rwanda.PNG

Avassalador porque obviamente que os algoritmos o percebem imediatamente mas os mesmos algoritmos fazem o trabalho de “advogacy information” e assumem-no descaradamente.

Esta imagem, quando procuro pela noticia da decisão de Boris Johinson de enviar os imigrantes ilegais para o Rwanda é, no mínimo irritante mas em boa analise desrespeitadora.  Se procurar por British media bias sairá que todos estas fontes noticiosas são identificadas com a esquerda ou até com grandes componentes de extrema-esquerda e no entanto descaradamente é esta a advogacy das fontes de informação do seculo XXI. – Achar que o the Guardian ou a BBC ou o independant são as fórmulas de informação para alguém como eu é ofensivo.

No fundo, isto será um fait-divers. Porque, obviamente, muito mais interessante será o objecto da minha procura, não é?

Agarrar nos emigrantes ilegais e levá-los para um pais perto das áreas geográficas de onde emanam mas que seja seguro e dê garantias de respeitar essas pessoas (dentro do básico, porque ninguém nasce com direito ao que de melhor o outro tem!) não deixa de ser, se não genial o que Boris Johnson fez, pelo menos um passo de racionalidade e auto-preservação que eu confesso desejava mas tristemente acreditava que a Europa já nem teria cojones para fazer. -  Claro que não foi a Europa, mas foi o Reino Unido não é?   

Primeiro é preciso lembrar que a EU toda, todinha com inclusive os tradicionais trompetistas de virtue signaling já trava e paga imigrantes na Turquia para que não entrem no espaço da União. Assim faz o Reino Unido fazendo jus ao que foi mandatado pelo Brexit!  A democracia em alguns sítios do planeta ainda significa alguma coisa.  E se medidas como estas tivessem sido implementadas à 10 anos, se calhar o Reino Unido não teria saído da União Europeia, pois não?

Ao final do dia, antevejo que nos próximos anos assistiremos vários países europeus reproduzir esta decisão do Reino Unido, tal como a França, Itália ou até a Alemanha e isso ficará historicamente como uma mudança, um veer existencial, para muitas gerações no futuro.

Que fique claro - Nos próximos milhares de anos, o admixture genético das pessoas no planeta terra será miscigenado com todas as raças que hoje existem. Tal como todas as raças (fora algumas fringe como os Pigmeus ou Khoisan) hoje em dia são o resultado da mistura de raças/etnicidades que existiram antes. As pessoas tem que se lembrar que a distancias genética entre um agricultor do neolítico da Anatólia e um agricultor do Irão era maior do que entre um alemão e um japonês. No entanto alguns milhares de anos depois já só existia praticamente uma mistura dos dois. -  Por isso, não é este fenómeno que se tenta evitar, porque isso sim, é uma posição racista. Mas também é aqui é que se fazem todos de parvos.

– O problema e que sempre que as populações se moveram em massa para outro sítio, alguém se tramou! Alguém desapareceu alguém deixou se ser!  

Ainda hoje se atribui a destruição da civilização, o tal ano em que a civilização morreu o ano de 1176 antes de cristo à chegada do “Sea People”.  Ou a queda de Roma… mas pode recuar no tempo e ir vendo que a chegada da Idade do bronze foi o fim das pessoas da Idade do cobre, a chegada da idade do cobre foi o fim das pessoas do neolítico… Não que não seja assim o destino. É só que nesse processo os que lá estavam, os locais, enquanto culturas e identidade foram destruídos. E eu, se mais ninguém eu, continuo sem uma demonstração que a destruição da civilização ocidental, a tal que criou o mundo, o mundo inteiro, vivas aqui, no centro da China ou no meio de Africa, existes porque a civilização ocidental te criou, mas dizia eu ainda não me foi demonstrado que se prepara algo de melhor e não mais uma vez a chegada da terceira queda do abismo como foi a idade do ferro ou a idade media!

A quantidade de pessoas necessárias para destruir determinada cultura/sociedade é relativamente baixa, porque números relativamente reduzidos de pessoas “diferentes” destroem imediatamente o capital social que por norma levou séculos a ser contruído. Humanos não nasceram para kumbaya e utopias esquerdoides que ninguém aplica a eles próprios, mas sim nasceram para se organizar em grupos e com essa identificação de grupo modelar ou moderar os impulsos de autointeresse individual que essa máquina brutal que é o cérebro humano, máquina desenhada para alterar a realidade para aquilo que serve os seus interesses pessoais, nos vai empurrar sempre.  O cérebro humano não é uma máquina de procurar da verdade é sim o maior advogado dos interesses do próprio individuo!

Moderar ou moderar o modo como na europa se promove a nossa própria destruição como grupo e identidade poderá ser o primeiro passo nesta “suicide watch hotline”

Congrats ao Boris! Fuck the parties.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ovelhas e cabras.

por Olympus Mons, em 14.04.22

Bear with me, neste post.

 

Curiosamente vou voltar a falar da Rússia, da Ucrânia e até da região do Donbas. Estão a ver na imagem o rio Don? É daí o nome da região do DonBas relacionado com os rios Don, Donets e lower Dnieper.

Vou falar desta região… mas há 6 mil anos. Porque esta região é crucial para se entender a etnogéneses dos europeus. E por isso sempre tão contenciosa em algumas das discussões que ocorrem sobre aspectos cruciais ao entendimento do passado.

Este paper, perdido na irrelevância da área, arqeo-genética, deixou-me o coração a saltar durante uns minutos.

Capture dairy caucasus.PNG

Link:https://www.nature.com/articles/s41559-022-01701-6


Nem sei bem como explicar isto sem maçar meio mundo. Vou tentar:

Eu acredito na importância dos Shulaveri-Shomu na ethnogenesis dos europeus. Acredito eu e poucos mais, pese embora cada vez mais outros se juntem, mas se provar que eu estou correto, serei eu, só eu, o rei dos Shulaveri-Shomu! Não aceitarei partilhar louros porque lutei sozinho.

A minha guerra sempre foi com os estepistas. Os steppists da steppe theory. E pese embora para explicar a origem dos europeus eu recorra a eles, lembrem-se quando falo da componente genética Yamnaya dos europeus, que era dali, mesmo dali onde agora se vai travar os mais brutais combates naquela zona do leste da Ucrânia. Não deixa de ser curioso que uma das características da sociedade Yamnaya, que era patriarcal e de clã, era precisamente que era bastante violenta. 

Dentro desta área de interesse existe realmente alguns personagens que por vezes ficamos na dúvida se não serão mesmo, não direi nazis, mas que encaram esta região como pivot á formação genética dos europeus e por vezes não se sabe bem como se argumentar…
Mas uma das coisas que este pessoal tem verdadeiramente aversão é ao conceito que a formação das estepes e da componente genética, aquela mistura entre CHG e EHG que no fundo com um pouco de EEF forma essa componente que ao entrar na europa durante a idade do cobre fechou o ciclo genético dos europeus. E Sim, quando o deputado do CHEGA fala em caucasianos é esta componente do CHG (caucasus Hunter gatherer) que define, digamos, a modernidade da genética dos europeus e custa ouvir pessoas como a dra Luísa Pereira, das poucas pessoa que se operam nesta área em Portugal fazer-se de parva e fingir que não percebe o que é ser caucasiano, dá dó.

Mas, dizia eu, dizer a estepistas que existiram populações do sul do Cáucaso, Shulaveri-Shomu, que participaram na formação das estepes ao desaparecer do sul do Cáucaso em 5000 BC, que na verdade já falavam PIE (proto-Indo European) porque todas as palavras de origem já praticamente existiam no seu modo de vida, que a componente genética e até, como eu defendia (agora tenho algumas dúvidas) que eram os R1B-L23, que seria algo como “pai” do L51 de que descendem 80% dos europeus (sim, um único homem)… é leva-los a explodir em raiva.
E se eu fui alvo dessa raiva.

 No entanto, aos poucos, vão saindo pequenos detalhes que me dão alguma razão ou pelo menos mantém viva a minha hipótese que os Shulaveri-Shomu fizeram parte dessa etnogénese dos pastoralistas (cowboys) que mais tarde com os seus cavalos dominaram a europa.

Este paper, analisando as espécies de pastorícia diz isso mesmo, em estudos que usam  dental calculus proteomes, para procurar proteínas do leite que depois podem ser identificados .
O Paper afirma que o pastoralismo migrou do sul do Cáucaso para as aquelas zonas, assim como na parte norte do Cáucaso. Das primeiras sociedades ao norte do caucaso, ali nas regiões ao redor do mar de Azov, foram das primeiras, milhares de anos mais tarde que a sul, mostrar agricultura e pastorícia.
As ovelhas e cabras não fugiram para ali. Se as ovelhas e cabras foram então foram pessoas com eles.

O paper por vezes é ambíguo, porque apesar de afirmar que é do sul do Cáucaso também coloca num parágrafo a possibilidade de vir das culturas da Hungria, polónia… Enfim. No geral confirma que essas espécies ( e pessoas) atravessaram do sul para o norte do Cáucaso e…surgiu depois os Yamnaya.  

O tempo o dirá.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não deixar o mal fazer ninho na nossa cabeça.

por Olympus Mons, em 13.04.22

A maioria de vocês não conhecerá este personagem da imagem.
Este senhor é Frank R James…. Porque assassinos têm sempre 3 nomes. Nem sei porquê, mas é assim nos EUA. Matas mais que duas pessoas e passas a ser conhecido por 3 nomes. Se não é só o primeiro e último.

Capture frakrjames.PNG

Este é o senhor que ontem entrou no metro de Nova Iorque e baleou aquelas 30 pessoas.
Mas indo ao que interessa. Assim que se soube que era uma pessoa de raça negra, subitamente o interesse por detalhes esmoreceu e o animo jornalístico se voltou para as vítimas e pouco mais se procurou sobre o assassínio. Aliás como em Waukesha foi o SUV que atropelou as pessoas e não o condutor.  
Também, como não podia deixar de ser, imediatamente se seguiu as declarações de que o problema serão as leis de posse de arma nos EUA, assim, abstratamente culpados sem nome ou motivo, que tanto jeito dá às narrativas lá pelo sítio.

Sabendo eu pelo NYPost que o senhor era ávido gerador de conteúdos imediatamente fui à procura dos tais vídeos. -  Google, Youtube, Facebook… nada.

Óbvio sabia onde encontrar e saltei para o Odysee e lá está o conteúdo, nomeadamente este último vídeo dele de onde tirei a imagem. - https://odysee.com/@RYTHMICRIOT_RANDOM:d/unkempt-deranged-lyrebird:7

O vídeo é de 1 hora, por isso ele fala, fala… mas para quem consiga ir até ao fim ficará na duvida do que o separa deste outro senhor da imagem aqui ao lado, se alguma coisa os separa. Que, se bem se lembram, este aqui ao lafo é  BrentonTarrant o super, mega, racista terrorista da nova Zelândia o famoso Christchurch terrorist.

 

É que Frank R James também faz os seus manifestos, tal como Brenton Tarrant fez, e fazendo um resumo:

*É um típico ABM (Angry Black Man)

*Frank R James não é mentalmente menor nem cognitivamente incapacitado, aliás até bastante articulado no discurso.

*Frank R James é um negro, racista, ressabiado, cheio de teorias da conspiração e sonhos de matar brancos.

*Frank R James, olha para os negros como seres domesticados por brancos maléficos, ainda traumatizados pela escravatura e incapazes de fazer valer a sua posição na sociedade americana, condenados a ser seres menores perante a opressão e maldade dos brancos, infinitamente condenados a ser seres menores perante o domínio total da sociedade branca norte-americana.

Tal como Brenton Tarrant, o super, maléfico terrorista, que tanta atenção internacional teve durante semanas a fio, tantas teses, textos e programas de televisão originou, o senhor Frank R James saiu à rua armado e preparado para matar o máximo de pessoas possível.

Não me parece que tenha morto ou ferido qualquer negro.

Por outro lado, se queria matar pessoas devia te aprendido uma coisa ou duas com Brenton Tarrant ao invés de ser um incompetente até neste ato ignóbil! -  Penso que é conhecido como a Sailer’s Law of Mass Shootings - Se houver muitos feridos e poucos mortos então é porque era um negro o atirador. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O problema...

por Olympus Mons, em 13.04.22

Esta imagem é muito, muito, reveladora.

Uma das formas como somos calados, como somos desconsiderados, desacreditados, é precisamente porque à critica que existe um FCE és imediatamente lembrado que isso é paranoia e não estás a ver pela perspetiva do outro, ou do outro lado, e que se o fizesses percebias que o desabono é similar e que só o facto de não estares a ter em consideração a perspetiva do outro te leva a

No entanto:

Eu gosto desta imagem deste estudo porque nos mostra que não é assim. Não é!
A imagem está mesmo retorcida e destorcida a favor de um linguajar e adjetivar de esquerda que em muito pouco se distingue de fascismo ou totalitarismos, porque em nada é leal ou isento.

O “information bias“ existe. Tanto que existe que está aqui, nesta imagem.  E o problema não é de somenos.

Sim esta imagem mostra-nos que nos últimos anos isto, e isto é os media em loucura total e como assumidamente propagandistas foi demonstrado pela utilização de termos que exacerbam pejorativamente o outro como extrema direita ou extrema esquerda, extremistas, ultra, etc.  - Até haver uma forma de reconhecimento do “problema” nunca haverá solução. O problema é multivariáveis e multifacetado obviamente.
O “problema” imprensa é só parte do mesmo. Mas ou se encontra solução para o problema ou… que venha Ventura, que venha Le pen, Orbans e Salvini. Porque na dissonância cognitiva é que as sociedades não poderão viver durante muito mais tempo. E por sociedades obviamente que não me refiro a Portugal que não entra para as contas.

O “problema”, na imagem, são as manchas de cor, ou sombreados, que é o espaço entre as linhas vermelhas e azuis. Quem olhar para a imagem nao contestará que existe uma abundancia de cor de rosa ou de vermelho tenue e de forma alguma dirá que esta imagem acima é uma imagem em azul, certo? 
E como se pode ver analizando a imagem no essencial os tais media de referência como o New York Times ou o Washington Post, a revista Times ou até a Associated Press ou a Reuters tem zero de equidade no tratamento, zero de ponderação nos termos e zero de equidistância nas narrativas que passam.

É demasiado, é exagerado e devia ter consequência para esses pasquins. Ouvir na televisão Portuguesa ou nos conteúdos escritos e digitais referencias ao que foi escrito no NYT ou na Times é hoje em dia só patético ou burlesco.

Usar segmentos ou content vindo da ABC news ou da CBS é igualmente ridículo.

Mais curioso é que mesmo olhando para alguns dos jornais ou media tradicionalmente mais à direita como o WSJ nota-se que na verdade, por pressão das meta-normas se comportam mais á esquerda do que como expressão da direita norte-americana.

E repara-se que canais como a FOX news, ou até a Newsmax não denotam de todo o tal “information Bias” que se nota nos nomes impolutos e de referência que mencionei acima. Algo que já tinha notado que retirando algumas personagens como Tucker Carlston ou Sean Hannity a verdade é que o restante do canal até se comporta com alguma versão de isenção perante os eventos, sendo ponderado e equitativo até nos convidados que lá vão expressar as suas opiniões.

Nem em jornais como o New York Post ou o Washington Examinar, que tao associados à direita são no entanto não demonstram “information bias” nas caracterização que fazem do espectro esquerda/direita.

Por último, aquilo que é também evidente é que o nível de polarização criado por uma caracterização de extremos é a norma nos dias de hoje nos EUA.

Aquilo está para rebentar… Mas esse é outro problema!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Gulp Gulp

por Olympus Mons, em 12.04.22

Gulp, gulp, vir à tona para respirar....Há muito tempo que não estava tanto tempo sem escrever no Barradeferro.

Mas estando profissionalmente debaixo de água durante semanas e tendo sido calão ao não preparar nada em drafts é o que dá. Agora devia tentar escrever 10 posts de seguida!
bem, pelo menos sucesso na oportunidade e contracto que persegui.

Ora bem, contudo e olhando para trás, verdadeiramente perdi algo? Acho que não.
Comentar o quê?  A patetice que é ter um governo socialista de maioria absoluta? Ter o, na minha opinião, maior hipócrita, vendido e propagandista do FCE que há memória em Portugal, o Adão e Silva, ido a ministro da república e talvez das coisas mais desmoralizadoras que posso observar no dia a dia. E não é só o facto de ele estar descaradamente a ser recompensado pelo FCE, pelo tal regime da tal república que devia cair, só me incrementa a sensação de que isto já não tem mesmo forma de evoluir.

Perceber que Mariana é hipócrita, mas que o regime a vai tratar com luvas brancas ou que a rainha dos guinchadeira moralmente superior, a Ana Gomes, obviamente que do alto da sua vida de luxo, privilégio e proteção do tal regime haveria de andar a fazer das suas também não me deixa a sensação de ter perdido algo para comentar.

E comentar o quê depois? As novas birras do Marcelo? As polémicas da comemoração do 25 de Abril? – Nada a comentar nem já a celebrar sobre um evento que teve a sua importâncias mas não foi a invenção da democracia foi sim da ultimíssimas democracias a ser implementadas no ocidente. Assim como penúltimo numa corrida de dezenas e dezenas… bora lá comemorar ser os penúltimos da corrida, Yeey!

Como tinha dito, desligando o VMPC e o ACC a guerra na Ucrânia está uma transposição para o presente da barbárie de Grozni. Mariupol já queimou e vai seguir-se o Donbass… mas não olhem com atenção porque ali até os ucranianos vai queimar tudo o que se mexa sem dó nem piedade. Fica-nos sempre aquela esperança, que sempre acaba gorada, até juvenil, que os Ucranianos surjam com uma capacidade de ripostar a esse eminente ataque com armas “secretas” entregues nos últimos dias e que surpreendam os Russos.  Russos esses, que não tenhamos ilusões se saírem humilhados desta ofensiva vão acabar por se desagregar, especialmente as regiões do leste da Rússia…

Observo que os espasmos verbais no momento em que a Marine Le Pen vai à segunda volta em França, com sondagens a dar 45% dos votos, estão no mesmo nível de sempre e que só quando ela ganhar, que acredito não será desta ainda, deixaremos de gramar com a narrativa repetitiva do fim do mundo. Especialmente quando tudo isto se segue à vitória esmagadora do Orban na Hungria.

Mas, vale sempre a sensação que o mundo está normal. Nesta altura, 12 de Abril pelas 18 horas observo os eventos na CNN de um active shooter em Nova Iorque. Normal porque quem esteja atento, e fuja dos media de esquerda, sabe que tiroteios e assassinatos ali perpetrados por negros é todos os dias e várias vezes ao dia. Vamos  é ver se o assassino, o jovem negro, não grita Black Lives Matter e o assunto desapareça rapidamente da atenção mediática, como aconteceu com o outro na parada de Natal em Waukesha. – Por hora, desde que se soube que era um jovem negro até a CNN abandonou o direto. Aliás como tinha acontecido em Waukesha!

Para já, para já, reparo que as vítimas parecem ser todas asiáticas, o que é consequente com o fenómeno que tenho observado desde 2012 (especialmente começando em São Francisco) de uma raiva surda de pessoas de raça negra contra os antípodas temperamentais que são as pessoas de origem asiática. – A confirmar-se isto, este assunto vai entrar nas catacumbas do incomunicável. Assim como as porradas que os ciganos dão na policia, não é?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Working as designed...

por Olympus Mons, em 28.03.22

Capture willsmith (1).PNG

Quando vi a cena hoje de manhã, comentava com o meu sócio que não há pachorra. Ignorámos o assunto e fomos à nossa vida. Pela tarde, com o papo cheio desta conversa da chapada do Will Smith ao Chris Rock já vomito e acima de tudo não me sai do cérebro uma determinada constatação.

É que ter “history” tem muita gente com outras tantas e tantas, tantas que nem existe número ou pachorra para contar. Mas, e no entanto, …

Lembrem-se de ter aqui escrito que um estudo recente mostrava que não só as pessoas de raça negra nos EUA eram responsáveis pela maioria dos assassinatos, mas que, e essa a novidade, esses assassinatos ocorriam por motivos perfeitamente banais, perfeitamente corriqueiros e sem importância alguma. Uma boca num social media, um olhar mal interpretado.


Ocorreu-me, porque já no passado todos nos lembramos do Kanye West invadir o palco da atribuição de um prémio a uma cantora branca porque ela tinha ganho o prémio e preferência do publico à Beyoncé.


Até á bem pouco tempo a conversa era o choque nos EUA por os óscares nunca terem pessoas de raça negra representadas.  Nos últimos anos isso tem sido corrigido e para dizer a verdade até sobre corrigido dada a proporção das pessoas de raça negra na população geral dos EUA.

Foi corrigido e agora temos a interrupção da cerimónia porque Will Smith não gostou de uma boca, perfeitamente inofensiva (as coisas que o Gervais já disse nestas cerimónias) que Chris Rock mandou à mulher.
Parece-me a mim que o formato foi criado para pessoas com autocontrolo, desconto hiperbólico do futuro ou Delay Gratification bem maior do que algumas das personagens que agora invadem o quotidiano lá do sítio, daí que se espere determinado output do formato. E isto é nada. Com a maior adição de pessoas de outras etnias no substrato elite dos EUA mais episódios destes serão recorrente.

Mas que gente estou eu a falar? Que formato temperamental tinham os british e Irish que fizeram a Califórnia?

“The British are said to be reserved in manners, dress and speech. They are famous for their politeness, self-discipline and especially for their sense of humour. British people have a strong sense of humour which sometimes can be hard for foreigners to understand.”

E tenho que voltar a dizer, que o que mais me irrita é as pessoas acharem que as etnias, ou raças, são todos iguais no temperamento, porque não são. E é ofensivo querer que pessoas com outros temperamentos se comportem dentro de modelos que foram criados para pessoas com temperamento diferente. É ofensivo quando as pessoas esperam que eu me comporte fora dos parâmetros que eu pessoalmente me conheço como inatos. Já disse que não sou o CEO das minhas empresas porque tenho um temperamento que não é conducente a essa posição.  Sou sanguíneo e não psicopataish.

Ao final do dia, viva o progressismo, não é?

Dado o que sabe sobre o comportamento das pessoas de raça negra, só nos resta dizer, como no software, que foi “working as designed”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nem um, nem o outro...

por Olympus Mons, em 27.03.22

Não vou falar da Mariana nem do Adolfo Mesquita Nunes.

Coloco a imagens deles os dois porque os ouvi, confesso que já faz alguns dias, falar sobre o tema e ficou-me a convicção que nem um da direita nem a outra da esquerda tinham mesmo percebido o fenómeno.

Por muito bons que fossem os argumentos do AMN sobre o facto de as respostas mais perturbadoras à invasão russa terem vindo da esquerda e não da direita que até em certas circunstâncias esteve perto de Putin, ele não conseguiu, acredito porque não sabia, explicar essa proximidade que era evidente das direitas mais assumidas com Putin, ou se quiser os Russos.

E essa proximidade não era pelo autoritarismo de Putin.
Que fique claro. As razões que levavam a essa proximidade durante anos continuam iguais, estão lá e não se deve ter vergonha de assumir.

Aliás, confesso que quando oiço o Putin a falar em cancel culture, na JK Rawling e no antiwoke só reforça a minha perceção que Putin está mesmo a sentir o fogo a chegar ao rabo. Não era nada disto que ele antecipava. Ele, que não é burro, ou como Trump diz é um “smart guy” percebe que está mais perto de entrar para a história como o presidente russo que transformou a mãe Rússia na Coreia do Norte dos Urais do que ser o grande Czar Putin o Grandíssimo.

Mas voltando à vaca fria – Aquilo que aproximou a direita europeia e a direita populista norte-americana de alguma forma de putinismo foi Alexandr Dugin.
Na teoria da Eurásia do mesmo, ele deixa sempre claro que não tem problema nenhum com a democracia. Também deixa claro que não tem problema algum com o liberalismo. Por isso Democracias Liberais não são problema.
O problema dele, e por arrasto de Putin, e por onda da Rússia armada, é que vivemos tempos de Democracias Liberais de Modernidade! E é essa modernidade, essa  modernidade que acredita ter arcaboiço para reinventar o liberalismo como uma criança consegue reinventar o mundo no seu quarto com a cabeça na almofada, é o que trouxe essa Direita à conversa com o Putinismo.

Não é claro para as direitas que as “Democracias Liberais da Modernidade”, assim as 3 palavras juntas, não sejam mesmo um problema para o mundo. Não levam isso para o banco. O facto de ter a palavra Democracia e a palavra Liberal não é suficiente para não desconfiar da tal palavra que se sucede que é a modernidade. Mas que modernidade? Quem nos explicou o que isso é?

Eu, o singelo eu, partilho a desconfiança dessa modernidade. A desconfiança de não me ter sido explicado em que se diferencia esta modernidade da diversidade e interseccionalidade  que nos engolfa e engole no quotidiano, da modernidade catastrófica e suicidária do precipício penhasqueira do fim da era romana ou da anterior mesmo a essa, a modernidade do abismo do fim da idade do bronze. - Sabem de onde vem a “história” de Sodoma e Gomorra, não é? – Vem do estado das sociedades (presumo que algumas) nos anos que antecederam o fim da idade do Bronze, o ano do fim da civilização como é conhecido o ano de 1176 antes de cristo. Foi essa “história” que passou para a bíblia sob a forma que passou.

E por isso, que se lixe o Putin e a Rússia, até que se lixe a Ucrânia (ah pois é), se a contrapartida for deixar de questionar essa nova modernidade que não está de todo explicada ou sossegado os nossos espíritos que não se trata meramente do terceiro suicídio civilizacional do Ocidente!  

Como nos dois casos anteriores as pessoas podem bem estar a caminhar sem questionar para tal penhasco e dali se cai durante séculos anos até se voltar a erguer.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Está-lhes no sangue!

por Olympus Mons, em 26.03.22

Capture liberal free (1).PNG

Fossem as preferências políticas das pessoas uma mera questão de gosto e não haveria problema algum. Mas não é!

Eu gosto de ir lembrando que ser de esquerda é não passar a boca, e por arrasto o pensamento, pelos nódulos autorreferencias, ou pathways neuronais, que são autorreferenciais.

Por isso a Mariana Mortágua defende moralidades flawless para os outros mas para ela já não há problema em encher mais um pouco os bolsos à margem das leis que ela impõe aos outros, ou que o BE despeça empregados à bruta e na extensão máxima punitiva da lei possível ou que a Ana gomes, impoluta das impolutas da moralidade pague IMI de 300K por casa que vale 2ME ou até que faça obras que no senso estritamente legal seriam… ilegais.   -  E se vocês acham que o fazem intencionalmente estão equivocados.
Ao constatar o ocorrido se pudessem ser vocês mosquinhas e observar as feições destas pessoas repararia que estão genuinamente confusas com a situação porque nessa altura estão a navegar nos outros pathways (AVO) que não são o seu default e isso cria-lhes uma dissonância cognitiva que é onerosa. Existe confusão sincera que, também convém lembrar, não leva muito tempo a ser resolvida no cérebro destas pessoas porque resolução de dissonâncias cognitivas é realizado na Anterior Cingulate Cortex e isso é a praia deles. Já se fores de direita, dissonâncias levam muito tempo a ser resolvidas ou aceites pelo teu cérebro porque não te é natural fazê-lo.        

https://www.journals.uchicago.edu/doi/10.1086/719586

Este tipo de estudo que aqui trago são particularmente deliciosos porque me lembram das tentativas que amiúdo ocorre por parte dos esquerdoides para mostrar que as pessoas de direita também são hipócritas. Contudo começo a ter suspeitas sobre a Universidade de Chicago e sobre que está nos departamentos de sociologia e psicologia porque amiúde sai coisa que são delícias.
Já há tempos tinham ido perguntar aos sítios mais Liberal e woke de Chicago, que são as zonas mais ricas da cidade, são os tais 1% da cidade, porque eles defendiam uma maior distribuição da riqueza… para descobrir que aqueles 1% se consideravam de classe média e por isso não era a eles que se devia tirar o dinheiro mas sim aos outros os tais outros que são urricos
Aliás estudo já replicado na Alemanha, em Frankfurt.   Olha a tal modernidade que nos vai matar a todos,.. é esta.

Mas voltando ao paper.
O estudo diz:

As pessoas de direita só aceitam handouts se estiver associado a um trabalho, se não ... rejeitam. As pessoas de esquerda aceitam esses handouts sem qualquer condição. Aliás o estudo é claro que quando menos estiver associado a um work requirement  mais os liberal esquerdoides aderem a esse programa. Os de direita, sentiram grande relutância a aceitar ajudas que não estivessem associados a alguma contrapartida de trabalho da parte deles.

O estudo até vai ao ponto de identificar que os Liberal, os esquerdoides, fazem uma análise de custo/beneficio instantâneo e parece ser esse o mecanismo que os governa e leva a preferir até e em primeiro lugar os benefícios que não lhes exigem nada em troca.

Que digo eu há 10 anos sobre a ACC (Anterior Cingulate Cortex)?  - Além do error detection a ACC é responsável pela avaliação do custo/beneficio para a pessoa no momento e instrói depois o resto do cérebro. A Mariana Mortágua foi vítima (coitadinha) desta armadilha, malvada com certeza, dos seus pathways neuronais default.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Who we are...

por Olympus Mons, em 18.03.22

Uma curta, só para lembrar o que deve ser lembrado especialmente agora que o nosso Presidente regressou de Moçambique.
Mas a verdade é que já li o estudo há algumas semanas e nao queria deixar passar mais tempo.
Que toda a gente é descendente e um violador e de uma mulher violada é bom que se comecem a habituar.  Que toda a gente é descendente de um colonizador e de um colonizado costumava também ser um dado, uma verdade. 

No entanto parece que temos que voltar a frisar o que em tempos era óbvio, até por raciocínio lógico. Quando assistimos a um recrudescer das tangas pós-modernas de que até a verdade é a construção que jeito der na altura, convém começar a carregar na realidade sempre que a oportunidade se apresentar.

Capture beleza.PNG

https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2022.02.07.478793v1.full.pdf

Convém assim e devido a isso ir lembrando, nomeadamente aos Angolanos e Moçambicanos, mas aos africanos em geral, que eles também são descendentes de colonizadores. Os Europeus colonizaram a América, os Bantus colonizaram África. A mesma coisa.  

Acima é um estudo de há uma semana, sobre os Bantu de Angola e de Mozambique.  Já aqui falei sobre a colonização Bantu de África que não foi assim há tanto tempo. Neste caso, acima, reforça o estudo que essa colonização Bantu foi feita com muito pouca admixture com as pessoas que antes viviam nessas regiões, que a supremacia Bantu, nomeadamente nos últimos dois milénios, teve interligações entre as populações de Angola e de Moçambique durante especialmente o ultimo milénio trazendo alguma ligação entre as duas comunidades. Isso quer dizer que esse povo colonizador se identificava bem entre si como iguais, fomentava as ligações entre si e, e, dos que por lá viviam pouco restou. Das populações ou da genéticas deles na maioria das populações nao ficou nada de monta. Algumas destas pessoas habitavam aquelas zonas há mais de 100 mil anos! É a vida, é assim, por todo o lado do planeta -  Estão a ver, assim como os Europeus na América que pouco ou nada fica da genética indígena nas populações europoides da atualidade.

Este estudo conta com a colaboração, ou ela é a principal autora do estudo. Já nem sei se Sandra Beleza e a mãe ou a filha, mas pese embora mais antigos, li bons estudos de Beleza et al especialmente do tempo dos papers mitocondriais (mas penso que esta é a filha, que está na University of Leicester, Department of Genetics & Genome Biology, Leicester, UK).

E se alguém ainda tinha dúvidas sobre o estudo sobre o ADN de Shum laka, neste estudo acabadinho de sair da prensa e com muito mais genomas por toda a África não deixa margens para dúvidas:

"

Ancient DNA and deep population structure in sub-Saharan African foragers
...Demographic transformations in the past approximately 5,000 years have fundamentally altered regional population structures and largely erased what was, by the Late Pleistocene, a well-established three-way cline of eastern-, southern- and central-African-related ancestry that extended across eastern and south-central Africa. "

https://www.nature.com/articles/s41586-022-04430-9#Sec7

E prontos, deixem-se de tangas. Descendentes de colonos e colonizadores somos todos. A realidade é mesmo uma bitch.
Como tudo na vida e muito em pendulo, e o dito haverá de vir para ou outro lado e nesse caso o estabelecimento de novas regras de, chamemos-lhe assim, conversa entre pessoas será bem diferente do que é hoje em dia. E muita gente nas novas gerações alicerça a sua identidade em pilares de vitimização e para essa gente a bordoada vai doer.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Generais

por Olympus Mons, em 18.03.22

Uma das minhas posições em relação ao CHEGA é que teria chegado o momento, fosse ou seja André Ventura clarividente o suficiente, de começar a correr com os velhos desbocados apesar de terem sido essenciais, pivoteal, à afirmação do partido. Deve começar agora o momento da geração seguinte, a geração dos apessoados e temperados.

Deixei passar algum tempo até comentar. Aliás no passado já me tinham dito que no início do partido houve até pessoas que estavam perto da direção e que há primeira oportunidade escreviam coisas impensáveis nos Facebook. E que André Ventura fez da limpeza desta gente a sua prioridade. E assim o conseguiu.

Sim até pessoas com o Tilly tem que ser colocados fora do baralho e pessoas como o miúdo Gonçalo a ganhar protagonismo.

Se não veja-se o caso de Tânger Corrêa e as suas declarações no inicio das hostilidades na Ucrânia. Presumo que André Ventura o tenha chamado e tenha dito, “óH balde de merda, diz lá mesmo o que querias atingir com o ir a correr para o Facebook ou Twitter escrever o que escreveste!?
Não estou a fazer um juízo de valor sobre os talentos do embaixador. Estou a dizer que o facto de ter sido um dos nossos diplomatas que pressionou sempre os limites do que era aceitável nao fará dele um bom representante de um partido político que quer afirmação, leia-se mais votos. 

E a verdade é que Tânger Corrêa queria dar a opinião dele. Porque ele existe, a mãe dele pariu-o e já há muito tempo e por isso ele tem que deitar para fora o que quer que passe pelos neurónios. Nem conceberá a vida de outra forma.
Em abono da verdade é essa característica que permite a coragem de ser os primeiros a dar o peito às balas por um partido tão mal-amado. Mas quase, quase, limpou o banho de esterco em que o PCP e em parte o BE se meteram com as afirmações que fizeram no início da invasão da Ucrania, não foi?

Mas pragmaticamente é esta gente, tal como os generais quando acaba a guerra, que tem que ser executados, neste caso figurativamente, claro, também o CHEGA terá que fazer a limpeza da elite que o criou. É assim, é a vida.

Porque esta gente está ali porque tem um ego do tamanho dos sorrisos e anuência dos amiguinhos da vida toda que sorriam enquanto eles falavam nas jantaradas.
E, para grande espanto dos próprios, além do ressentimento que se seguirá, este pessoal terá que ser afastado por André Ventura.  - Ajuda, que instale a lei da rolha mas não será o suficiente porque esta gente vive do ego e do narcisismo por isso nada disso resulta na contenção do ressentimento a não ser o excisar e de preferência á bruta.

Penso que virá o dia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

E ao final do dia...?

por Olympus Mons, em 17.03.22

Capture Casualties.PNG


Pode parecer que tenho algo de misógino. E não tenho dúvida que qualquer feminista, especialmente desta terceira vaga, olhará para mim com horror.  

No entanto, e entendendo que é difícil olharmos para nós como outros de fora o fariam, nesta minha perceção de que não sou de todo misógino por exemplo não considero minimamente aceitável tornar inacessível a carreira de militar a elementos do sexo feminino ou criar qualquer tipo de clube em que se exclui pessoas do sexo feminino só por elitismo da instituição ou organização. Já se for para manifestação masculina concordo se for para ambientação feminina de outros grupos também concordo.

No entanto sinto-me constrangido ao ver a sucessão de imagens militares a passar nas televisões, sites e conteúdos digitais no ocidente em que deliberadamente, refletidamente, com a centralidade intencional na imagem, nas entrevistas, no sketch, em que o elemento identificador é uma mulher. -  Pessoal, não é, obviamente, o facto de ser uma mulher é sim o facto de construir uma mentira uma alienação da realidade como ela existe mesmo, no batente do real a cada segundo, muito longe da mentira que é o marketing sociopolítico e que tornará o niilismo bem mais fácil de implementar, não é?

Falar sobre militares em prontidão, guerra, combates e mostrar mulheres é só bizarro. É aquela coisa de descrever a sexualidade humana e mostrar um número inusitado de LGBTQ como se a sexualidade não fosse a norma dos 95% mas sim a norma fosse a peculiaridade de uma minoria de 1-2%. É bizarro! - Isto aproxima-se mais de Misandria (ódio ao Homem) do que qualquer outra coisa. Parece insuportável para esta modernidade doentia que se instalou que exista situações em que os homens assumem protagonismo. Ainda por cima numa questão existencial como esta.

Eh pá, agarrem-me que eu volto a Dugin.  Aliás, é isso que ele fala na sua luta contra o liberalismo ocidental em que ele deixa claro que é o liberalismo moderno, é essa modernidade dos exemplos acima que ele considera descabida, que é o inimigo, e não o liberalismo ou a democracia enquanto conceito, mas sim a sua aplicação na modernidade como o ocidente a quer impor a todo o planeta. Explicando ele tal como o comunismo é no papel tão apelativo mas na prática é sempre nefasto, ou o fascismo nacionalista parece um hino mas na verdade descamba para o exagero ostracizador também com as democracias liberais se passou para o outro lado, demasiado, nefasto.
E isto explica Dugin. Gajo inteligente, só é pena que não tenha explicado a Putin que não é de certeza invadindo e bombardeando os outros que explica ao mundo seja o que for. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Príncepes...

por Olympus Mons, em 15.03.22

Confesso, apesar de conhecer de nome há diria décadas, nunca Bernard-Henry Lévy me suscitou grande interesse. Sentia na minha memória que era muito apreciado em alguns círculos, mas para vos ser honesto nem sabia bem se ele nadava no lago da esquerda ou na piscina da direita.

Aliás, ainda hoje não sei. Mas fui ouvindo e lendo sobre ele desde o início desde conflito Russo-Ucraniano em muito fomentado pelo interesse que me suscitou no seu debate com Alexandr Dugin.

Depois fui assistindo a variados debates que teve com até espante-se o assessor de Donald Trump Steve Bannon ou em geral a elite intelectual Americana e Europeia.
Após ver alguns dos debates, e não querendo entrar no conteúdo, algo me pareceu saliente em todo o ensemble dele, e algo a que eu me considero particularmente sensível, que é o puro, não adulterável e dripping privilégio que ele destila a cada frase.  - Para se ver assim o mundo, tem que se ser príncipe. E tem que se ser realeza há muito tempo.

Muita da responsabilidade por este disenfranchise das pessoas no ocidente com as suas sociedades advém da falta de respeito que pessoas como Bernard-Henri sempre mostraram pela lei das coisas e pelas coisas que não são lei. Os tais fatores descritivos das sociedades, que não são normativos, e que pessoas como Bernard têm verdadeiro horror de ter que ser cingir ou ter que respeitar. Isso é coisa de pobre. Mas depois como pobre, especialmente pobre que acha que não é, tem a mania das grandezas e revê-se em pessoas como Bernard-Henri. É tramado.  Das várias intervenções de Bernard-Henri fica-me continuamente a irritação pelo postering, pela procura de trazer vítimas para a conversa porque com elas no meio não me podes tocar.

Mas fui tentar perceber, mais do que tipo de filósofo ele era, o que era como homem já imbuído da suspeita do que iria encontrar.

E rapidamente descobri que por exemplo quando numa das suas diatribes se viu retido em Sarajevo pela artilharia e snipers sérvios o Presidente francês Mitterrand mandou um jato  da força aérea busca-lo para se poder casar a tempo lá para os lados de Cannes. -  Se isto não é de Príncipe que é então? 

Deliciosa a resposta, de nobreza, que ele deu quando confrontado:
Don’t you think that’s why people hate you?” I asked him. “What was I supposed to do? Not get married?” he answered. “Mitterand owed me, I helped him save face in Bosnia. I did so much for the French government, in the name of the French government, that it was really the least they could do to help me fly there.”

Aliás, voltei depois a ver o debate dele com Dugin e não entrando pela minha discórdia com a visão do mundo de Dugin, partilhei no entanto o desprezo escondido deste para com o aquele.
Não consigo deixar de achar que estou farto dos dois tipos. Tanto dos Dugin como dos Bernard-Henri. Que venha qualquer coisa de diferente por amor da santa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eles foram avisando

por Olympus Mons, em 13.03.22

Acho incrível esta entrevista de Aleksandr Dugin em 2016. Nem é a melhor, mas é já de si reveladora e em poucos minutos nos diz ao que vinham.

Capture Dugin.PNG
https://www.youtube.com/watch?v=GGunRKWtWBs

Se admitimos a influência de Dugin em tudo o que Putin faz, que a visão do mundo de Putin é melhor representada, mais do que qualquer outra pessoa, pelo que Dugin nos diz… como é possível que não tenhamos levado a sério os russos na última década. - Eu sei que agora é fácil eu falar. Mas eu não faço disto minha profissão. Eu não sou jornalista nem político. Mas se fosse fica-me a sensação que teria feito melhor. Basta dizer que tenho um cérebro de direita por isso quando me cheira a fumo, procuro fogo.

Dugin diz tudo. A nossa (deles) verdade, a multipolaridade como única opção, a intervenção Russa na Síria por principio, a Ucrânia como um aviso que aquilo é o meu quintal nem pensem em fazer nada, o fim dos EUA como o único boss man mas aceitando que pode ser um dos mas não o único…  O desprezo que existe pelo Ocidente, o desprezo pelo liberalismo decadente, a asserção no mundo que a tal alma russa existe e é uma âncora no mundo. Ou deveria ser, ou algo assim do género, esteve durante décadas a medrar naquela parte do mundo, abertamente e só não quisémos ouvir.
Nós podemos estar a olhar para isto tudo como uma bizarria do maluco do Putin, mas ele estará a olhar para isto como o momento da grande batalha do século XXI.  E quando assim é, tens que ser muito burro ou pelo menos por demasiado alheado da realidade.
Na discussão dele com  Bernard-Henri Lévy vs. Aleksandr Dugin – Nexus Symposium 21 September 2019,  (https://www.youtube.com/watch?v=x70z5QWC9qs) Dugin explica porque têm que invadir toda a Ucrania! E, nem Bernard Lévy ligou nenhuma ao que ela acabava de dizer. Encontramos Alexandr Dugin em foruns de discussão intimistas com Anthony Blinken o atual secretário de estado norte-americano e nunca escondeu a perspectiva deles. O nível de arrogância que temos que ter, não é?

E ele, Dugin, não deixa de ter razão em aspetos como por exemplo quando ele diz a nossa verdade é tão valiosa como a vossa verdade. Se disserem que a imprensa russa é bias então eles dirão que a imprensa ocidental é bias. E ao final do dia, alguém tem dúvida? Alguém tem dúvida que o liberalismo social progressista Ocidental, especialmente na última década, é ofensivo para um conservador especialmente se estiver a olhar de fora para dentro? 

E Dugin, concordando ou não com ele, sabe o que diz. E o que ele diz provávelmente está mais perto do sentir dos milhares de milhões de pessoas que não são ocidentais. -  Aliás, tenho dúvidas até que ponto por exemplo os portugueses não partilharão a aversão dele ao progressismo social Ocidental que atinge o seu apogeu no que considero ser a loucura dos EUA nos últimos anos. 

Que a imprensa ocidental é bias, até eu me queixo disso a toda a hora. A imprensa Ocidental é bias, castradora e opressiva para qualquer pessoa, grupo ou identidade que se insurja contra as meta-normas bem definidas e que são locais, nacionais, regionais e até universais na sua constituição, e acima de tudo desenhadas por um liberalismo progressista que em momento algum nos mostrou ser solução seja para o que for a médio prazo. Deixando passar tempo suficiente todas as redes (network) se hierarquizam e claudicam. Como no fascismos. Na imprensa ocidental tudo obedece a pergaminhos, preceitos e narrativas oficialmente chanceladas por movimentos culturais que não tem provas, nenhumas, de que são uma alternativa válida para as construções de séculos que sustenta nesta altura o mundo. Zero.  Eles pelo lado da Rússia mandaram isso tudo para as urtigas.

Dugin meramente nos diz que fizemos o mesmo do nosso lado (deles) e também temos as nossas narrativas bem oleadas na nossa imprensa para o nosso povo. Com isso recriamos a alma russa.  – Pois se é assim connosco e serve para o nosso lado, tenho que aceitar que sirva também lá para o lado deles. Não sobram exemplos em que me insurjo contra o
kayfabe oficial e como se castra totalmente qualquer desafio às meta-normas, certo?

Aliás, terá sido a nossa obsessão, nossa no ocidente, de recusar ver o mundo entre nós e eles é que nos trouxe até este momento.  – Meu caro existe eles e existe nós e a vida é o criar e recriar do nós. É só ver como o cheirinho de ofensiva Russa nas fronteiras lá do leste subitamente somos Europeus, temos fronteiras, gostamos de patriotismo (Ucraniano), gostamos de militarismos e marcialidades.

Percebo o risco da porcaria do “nós” e do “eles” no que toca a criar narrativas que nos levem até becos de onde é difícil sair. Mas a verdade é que não é por fingir, pretend not to see, que também evita estarmos neste nesta posição em relação à Rússia, pois não? E o nós não tem que ser necessariamente como antagonista do eles mas sim a afirmação que eu sou definido por tudo o que os terá trazido até aqui e quero preservar isso para o futuro.

 É por vezes dizer que sou como sou e é assim porque é assim! Eu sou daquelas pessoas que logo no ataque à Geórgia, bem antes de se chegar à Crimeia, se deveria ter intervindo transformando os russos numa nação sob observação e começar logo a cortar os canais de conversa com eles. Porque se na Geórgia era bater o pé e nunca aceitar a parvoíce da situação da Ossétia do Sul, isto nunca teria chegado à Crimeia onde por acaso acho que se devia ter tido em atenção o desejo da esmagadora maioria da população, algo que a Ucrânia também não fez. Ao final do dia se 90% quer ser russa ou independente então algo vai mal no reino da Dinamarca se te opuseres, certo?

Volto a dizer, ao final do dia tens que dizer que és como és, somos quem somos, e se não gostes não comes, se não quiseres não fiques, mas sempre que me chateares levas na fuça.  Poderá haver muitas formas de o afirmar, entre elas a minha que nos diz somos o Ocidente, somos os filhos dos Bell Beakers por isso somos os mais badassmotherfuckers de todos (brinco), mas nunca será, ou passará, por aceitar tudo e todos e tudo de todos. 
E com a Rússia fizemos exatamente o oposto, apaparicando, apaziguando, demonstrando a cada sessão que eramos mesmo push-overs de merda a quem se pode fazer tudo, exceto talvez chamar pelo pronome errado ou dizer que os dilemas do LGBTQ não estão no topo da minha lista de preocupações!

Olho para Dugin com respeito, mas não me iludo, porque em cinco minutos na mesma sala com o personagem e teria zero de dúvidas que ele era o inimigo. Não preciso de ver o tubarão basta ver a barbatana!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem nós somos!

por Olympus Mons, em 11.03.22

Nesta altura, para ser honesto, só resta esperar o pior.
Como vos disse vamos entrar na altura em que o VMPFC pouco intervirá em decisões operacionais no teatro real da guerra e daqui para a frente o romanticismo que tem estado de mão dada com estre clusterfuck vai desaparecer. Temperaturas baixas, sem acesso a energia, sem água e comida…

Gostava que isto tivesse tido outro desfecho.  

Mas gostava de falar desta imagem. Os refugiados ucranianos não deixam os seus animais de estimação para trás. Este é o meu povo.

Os cães estão connosco, humanos há bem mais de 10 mil anos de refugiados e fugas porque nós nunca os deixámos para trás... Nós quem? Europeus.
Faz mais de 8 mil anos que encontramos cães enterrados com cerimónia e há mais de 6 mil anos com os seus donos. Esta relação dos Europeus com os seus cães é um dos traços mais definidores da interceção do quotidiano na forma como os europeus vivem as suas vidas.  -  Na península Ibérica temos imensos casos com mais de 5000 anos, e em Portugal temos o cão de muge, o mais antigo cão do pais, ali antes de chegar a Almeirim, com 7.600 anos! Aliás, durante anos nos tentaram convencer que o Haplogrupo mitocondrial A dos cães tão prevalecente na europa tinha vindo do leste… e Ana Elizabete Pires, a nossa zoo-arqueologista e zoo-geneticista, lá mostrou que o haplogrupo A era praticamente a totalidade dos cães em Portugal desde o mesolítico e assim continuou a ser nos dias de hoje, logo essa tanga de ter vindo do leste ...

Seja Shulaveri-Shomu, seja LBK culture ou Starcevo-Cris , seja Glockenbecher alemão o povo de muge aqui no estuário do tejo e sado, seja yamanaya, Boian, gulmenita, depois as vastas populações já na idade do cobre, no calcolítico, as populações Corded ware e os nossos pais ancestrais Bell Beakers lá estava os seus cães. Na verdade, mesmo antes, qualquer outra cultura europeia desde o início do neolítico o cão esteve sempre a seu lado nas fugas e transições inteiras de culturas de um lado para os confins mais distantes. Voltando da casa, do pastoreio ou chegando com os seus cavalos, arcos e flechas a novos territórios lá os seguia o enérgico cão.
Quando percorreu o mundo enquanto fonte, alfa e ómega, na criação do mundo moderno lá esteve sempre o seu cão consigo.

E assim existem cães por todo o planeta.

Cão é sinonimo de europeu. E orgulhosamente, entre as coisas que diria involuntariamente sinto orgulho de ser Europeu, coisa hoje em dia tão rara, está imagens de mulheres com os filhos que mal conseguem andar por si e com os seus cães ao lado ou até ao colo como nesta imagem. – esta imagem é a imagem milenar de um Europeu!

perdoem o corriqueiro do post nesta altura de guerra mas é  só mais uma, das tantas, pequena coisa singela onde os Ucranianos nos lembram o que é ser Europeu, não é?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Yamanaka factors e CRISPr

por Olympus Mons, em 11.03.22

Vamos mudar de assunto. Visto estarmos todos vivos.

Um dos assuntos que aqui vos falei é do protocolo para não envelhecer. Estas coisa tem a tendência para ser peculiares na forma como se introduzem nas sociedades sem ser propriamente com pompa e circunstância.
Eu acho mesmo que resultam. E não é opinião pessoal ou mera crença. Acho que esses suplementos perfeitamente acessíveis deviam ser um must para qualquer pessoa a partir de certa idade, digamos 40 anos, sendo que tão mais uteis serão quanto maior for a idade da pessoa. Por exemplo, como aos 60 anos acontece um crash metabólico nas pessoas nada deverá ser mais útil do que restabelecer esse equilíbrio.  

Globalmente incrementar NAD nas células do seu corpo, deixar AKG andar pelo seu corpo a ajudar em processos celulares básicos no Krebs cycle e glutathione peroxidase, tomar Fisetin como senolítico para matar células senescence uma vez ao mês ou até, porque não consumir Omega-3 ou vários metais e vitaminas, seja a D3, K e Mg é só básico desde que se perceba que vitaminas e metais pouco conseguem mesmo fazer por si só. –Ao final do dia é-me óbvio que só quem não experimentou os protocolos existentes durante um ano pode ter dúvidas sobre o que significará para o seu bem-estar.

Olhem, pensem só que se o CaAKG (calcium alfa ketoglutorate) funciona ligeiramente melhor no sexo feminino, o aAKG, (Argenine…) tem por exemplo efeito imediato no build-up de NO (Nitric oxide) que como devem saber é o que provoca ereções masculinas. Tomem aAKG, como o pessoal do ferro faz, e verifiquem o tamanho do pénis flácido.  Mas cuidado, os estudos até agora publicados sobre longevidade e rejuvenescimento do methylation do ADN são sobre a utilização de CaAKG, pese embora e por outro lado eu tenha visto os próprios autores a dizer que na opinião deles é o AKG que funciona sendo irrelevante se está bind a Argenine ou a calcium… por outro lado já ouvi o argumento que o Ca ajuda a abrandar o modo como o corpo elimina o que fará uma absorção maior do AKG.

E, lembrem-se que é verdade que com estes protocolos conseguem rejuvenescer (não é impedir é reverter mesmo o envelhecimento) ratos velhos, mas no período de 3 meses  = 8 anos humanos. E o que funciona em ratos não significa que funcione da mesma forma em humanos, não é? Mas a ciência é sólida.

Mas eu disse-vos, das vezes em que falei sobre o meu protocolo, que não só novas versões destes suplementos como o NMN ou NR para aumentar o NAD+ no corpo irão para o mercado dentro de muito pouco tempo, como existem outras áreas que se estão a dedicar a procurar forma muito mais agressivas de resolver o mesmo problema.  
E, obviamente, devemos estar a falar de coisas que custarão muito dinheiro, ao contrário dos protocolos acima descritos que estarão ao alcance de muitas das bolsas até dos portugueses. Contudo o que eu digo é que as pessoas devem investigar por si o que está por detrás destas coisas, porque muito advém do espanto que foi perceber que o envelhecimento é ruido que ocorre no topo do epigenoma e não propriamente um escangalhar da máquina como sempre se julgou. -  Quando se os ouve fica a sensação que curar a doença envelhecimento não será nada do outro mundo.

Eu acho que uma das primeiras coisas que vamos assistir, um dia destes, será de repente perceber que o Tom Cruise ou que o Brad Pitt, ou a Angelina Jolie ou outra qualquer celebridade subitamente começar a rejuvenescer a olhos vistos.

Isto não serão coisas de algumas (largas) dezenas de euros ao mês serão coisas bem mais caras e com efeitos brutais. Estamos a falar de utilização de Yamanaka factors ou tecnologia CRISPr para rejuvenescer as pessoas a olhos vistos.

Com yamanaka factors (sendo que Shinya Yamanaka é o prémio Nobel em 2016) , já se foi a ratos cegos, mas cegos mesmo por se danificar, se destruir,  o nervo ótico e injetando esses Yamanaka factors (4 genes! E estes foram só os primeiros a ser usados) que se transformam em STEM cells que sabem o que fazer no sítio onde se encontram como se fossem embrionic stem cells, eles voltam a recriar o nervo e o ratos voltam a ver. E nem é particularmente díficil de o fazer, dizendo que até um estudante universitário com acesso a um laboratório consegue replicar este feito.

Com tecnologia CRISPr que é reprogramação de células também já estão a fazer coisas miraculosas porque se consegue dar ordens a células.

Todos eles que trabalham nestas coisas dizem, pufff, com estas tecnologia rejuvenescer as pessoas será fácil, fácil… difícil será fazer crescer uma perna amputada! – WTF?! - Como será o mundo quando isso acontecer?  

Eu sou daquelas pessoas que estão atentas ao facto de estarmos num pico civilizacional e que sempre que isso aconteceu sucedeu-se uma queda abissal, como que caindo no precipício. Não há dúvida que quando as coisas se tornam muito boas existem pessoas que trabalham ativamente para atirar tudo para o abismo, o tal NFC (need for chaos), uma tentação mortal para o precipício.  Foi assim no fim da idade do bronze, o tal ano de 1177 antes de cristo conhecido como o ano em que a civilização morreu, depois com a queda do império romano cujo output só restabelecido mais de 1500 anos depois. -  Será isto o destino?Mas não deixa de ser curioso se estivéssemos á beira de curar a velhice como doença levando a um brutal aumento da esperança média de vida que seria essa bem menor do que a média de vida com qualidade extrema e fosse nessa altura que lançaremos o mundo para o abismo. Vais, ou irias, morrer aos 110, mas vives relativamente jovem até ao 100! -  E como também sabemos por estudos, e curiosamente, o que mais custa às pessoas na morte é que a festa continue sem eles (! – estranho não é?). Chiça, ser a última geração que envelhece deve ser emocionalmente destrutivo se isto acima for verdade.

Enfim…Já houve a ùltima geração antes dos antibióticos, não foi? Azar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Percebo, mas não percebo!

por Olympus Mons, em 10.03.22

Percebo … não, não percebo a insistência de Zelensky em pedir a introdução de uma no-fly zone sobre a Ucrânia.
E não se iludam, a parte do percebo, é porque ele está num meio de uma guerra e ao contrário de “grandes povos milenar guerreiros” como os dos Hamid Karzai e Saddam Hussein que quando as coisas apertaram agarraram na mala do dinheiro e fugiram, Zelensky ficou e luta!

O que me faz confusão é o que espera ele mesmo ganhar com a insistência, ainda por cima nos moldes em que o  faz acusando a NATO de ser cobarde por não o fazer.
A parte que me confunde é se ele não percebe que a tentativa de introdução de uma no-fly zone inevitavelmente irá intensificar a guerra a um ponto em que transformar Kiev num parking lot passa a ser das maiores irrelevâncias do mundo. Se a questão é ter F-16 e F-22 a lutar com MIg-29 ou SU-27 nos céus da polónia, Zelensky bem pode fazer twittes, tik-tok ou face times no facebook que ninguém perde 10 segundos a ver, inclusive os media, e os russos em 10 segundos deixam de ter tanques a fazer de alvos de misseis antitanque e misseis de cruzeiro a atingir antenas de televisão e passa a ser bombardeiros Tupolevs a descarregar bombas sobre Kiev.

Também sei que escrevo isto após ver imagens do novo hospital pediátrico ou maternidade bombardeado mas também sei que de propósito os russos não iriam bombardar aquilo. Logo ou havia atividade militar nas imediações ou alguém fez um screw-up monumental e a as bombas bateram ao lado que deviam. Sim, esperem até ter um bombardeiro a largar bombas Termo-báricas sobre Kiev e perceberemos todos a diferença, até porque nem imagens vai ver no seu telemóvel porque nem ninguém que tire imagens ficará para contar.
O que eu sei é que nas “nossas” guerras também acusamos os outros de usar civis como escudos humanos, não foi?

É porque isto tudo pode piorar de maneiras neste momento inconcebíveis para qualquer mente sã, que escrevo este Post. É que quando toca a narrativas também sei, por isso não me farilhem, que a Ucrânia estava cheia de neonazis com atividades de milícia ou mesmo oficialmente militar por isso se fosse ao contrário estaria a narrativa no ocidente bem assente nesse ponto. Pode não ser agradável de ler nestas alturas o que se sabe da realidade no país, mas aquelas bandeiras da Ucrânia com as suásticas em vários eventos e essencialmente em grupos como as brigadas AZOV não eram peta. É mesmo real. Por isso o Putin se lembrou dessa …
Claro, claro que não estou a dizer que os ucranianos são Nazis ou que até confesso que me fica a sensação que o movimento Nazi na Ucrânia advém do facto de eles saberem que isso irritava os russos até à medula e se calhar era por aí que iam… mas também me ocorre que Mário Machado na Ucrânia seria um menino de coro, ao passo que em Portugal é símbolo que quasi-terrorista. Estão a ver, a tal coisa de meta-norms. -  Não nos vamos esquecer que em 2019 o presidente da Ucrânia, o antes do Zelensky, ia a concertos daquela banda alemã que canta a música qualquer coisa 6 milhões de mentiras (No remorse – 6 million Lies). Ou que abertamente neonazis já foram condecorados por valor e coragem por Zelensky. Sim, um Judeu a condecorar um neonazi é tão estranho como um neonazi a aceitar uma condecoração de um judeu.  Quem disse que as pessoas eram inteligentes ou coerentes.

Zelensky é um guerreiro. Isso ninguém lhe tira. Zelensky é um líder à séria num país a ser invadido. Badassmotherfucker daqueles que nós temos na memória ser, se calhar romanticamente e erradamente, um líder à Europeu dos antigos.  Por isso, assumo que todos nós temos quase a obrigação de lhe tirar o chapéu e nunca lhe virar as costas nos pedidos de ajuda razoáveis. Mas não é um messias, certo? Não está a formar uma religião nem  sequer a fundar uma seita, certo?

O que devemos fazer é deixar o postering, virtue signaling  e emoções à flor da pele para idiotas uteis, reis do Twitter e guerreiros do Facebook e manter o sangue-frio para que isto tudo acabe com uma Ucrânia ainda digna do nome e uma Europa que não deite para o lixo 80 anos de paz.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D


Links

Blogs