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Só para que fique dito... em pedra digital. Não liguem. Até ao dia claro.

 

*the European dominance of Y-dna Haplogroup R1b had its origin in a very specific culture of the Caucasus the Shulaveri-Shomu, Not Yamna, nor Maikop, nor Kura arexes… no! Places like Kwemo-Kartli and Mentesh tepe are the trueUrheimat (homeland) of all western Europeans. And the spread of that cultural and genetic trait started in the Iberia peninsula, because after the immediate ending of the SSC not millennia but centuries later pure r1b (M269) inhabit the peninsula making the downstream clades that populate western world (L11 and L51).

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Parte 1 - Cães, vinho…e,  pasme-se, cavalos!

 

 

Se pensa que estas imagens não fazem sentido neste blog... vai ficar espantado nos próximos dias...!

e há coisas…

  

Espero sinceramente que este post não fique muito grande. Por isso vou tentar sintetizar mesmo que às expensas de algum detalhe, até porque ele existe noutros posts que vou re-caracterizar com tag R1b Portugal. Ok, assim:

Até há 6 mil anos atrás a europa ocidental, a sul e Norte, foi o vazio civilizacional. E antes do início das civilizações que hoje em dia são históricas, suméria, Egipto, Babilonia, etc (boring…).  existia algo muito mais importante, relevante e essencial à nossa história que eram as culturas do calcolítico (7000-5000 atrás) que lhes estiveram subjacentes, Yamna, Maykop, Corded ware, etc (boring…) e para o caso dos europeus, a cultura que teve origem em Portugal e que me farto de falar os Bell Beaker. E Há 5000 atrás a europa não era e de repente, como um fósforo a europa ficou Bell beaker (nome que vem da cerâmica). E desde essa altura, a europa ocidental nunca mais foi derrotada ou perdeu uma guerra para com forças invasoras… (à exceção da segunda grande guerra, mas mesmo assim não foi ocupada por forças estrangeiras), e pese embora partes nas orlas tenham estado ocupadas, e por isso o seu makeshift genético não alterou. E desde essa altura nem a Corded ware, Baden culture, ou unitice nem os outros que se seguiram enquanto civilizações histórica derrotou esta europa ocidental. Evoluímos, transformamo-nos e diversificamos na idade do bronze e ferro mas ficou aquela barreira genética imutável e até agora intransponível, ali para os lados de parte sul e oeste da Alemanha, suiça e até, vá lá, Áustria. Mas um europeu ocidental é um europeu ocidental desde essa altura. Nos genes e na cultura. Ora bem. Indo ao que interessa:

 

  1. Mas que foi isso da bell beaker? – Sempre que se consegue sequenciar o genoma de um bell beaker ele é R1b. esse é o seu haplogrupo genético.  Seja na península ibérica seja na Alemanha, seja na Escandinávia. Ele é sempre R1b.  A discussão de há 15 dias atrás era cassidy et al da irlanda. Há 5 mil anos atrás a senhora Ballynahatty1 do norte da irlanda era EEF (agricultores da Anatólia) muito ibérica do neolítico e até tinha cabelo negro e olhos pretos e mil depois (4,000 anos) os dois homens Rathlin (ilha irlandesa) eram R1b com muito genoma das estepes e cabelo mais claro e olhos castanhos. E mais giro. Estes dois homens ainda hoje seriam irlandeses típicos tal como os que hoje lá habitam. Sim o genoma populacional na irlanda mantém-se o mesmo nos últimos 4 mil anos. Esta linhagem genética masculina, desde essa altura que domina completamente a europa Ocidental.

 

  1. E sempre que se sequencia um R1b ele tem uma grande componente de genética do Cáucaso, das estepes à volta do Mar cáspio e Mar negro. O problema é que, ao contrário dos R1A (seus primos ou irmãos genéticos mas diferentes dos R1b) e que formam a linhagem genética dos europeus do leste é que é fácil de perceber de onde esses mesmos r1a vieram. Eles são as Yamna, os Kurgans das estepes acima do Mar Negro e sua tralha autosomal é fácil de seguir… Mas não a do R1b. Estes não só são mais diversificados geneticamente com mais EEF (agricultores Neolítico) e WHG (caçadores)  mas também carregados de genética das estepes. E R1b até é mais antigo que os R1a.  O problema é - como é que estavam lá e de repente aparecem, como que saídos do nada, no lado oposto da Europa e ainda por cima no ponto mais a sudoeste de toda a europa, Portugal. Essa é que é essa. Bell beaker é R1b, e Bell beaker é Portugal e ora estava lá longe e no segundo depois aparece aqui. Ponto final.  
  2. Pese embora a esmagadora maioria das pessoas hoje em dia aceite essa migração das estepes a verdade é que alguns, e com bons argumentos (por exemplo Maju) advogam que eles sempre estiveram por aqui e na verdade as amostras dos extremos mais ocidentais são muito pequenas para se tomar uma decisão final. E assim discutem todos uns com os outros e ás vezes até se insultam e maltratam (bloqueiam-se nos comentários de blogs)… isto está ao rubro.

 

Ora, nessa altura entra o Olympus Mons (ironia!). E o meu cérebro não gosta de enigmas. Entra em loop até os reconciliar ou esquecer.

 

E faz-me confusão que uns pais cheio de gente formada em História e que passa a vida com a cultura na boca, tenha estes papéis na história e não faça disso a sua bandeira. Mas fica para outra altura.

Um dia parei e pensei… mas se eles apareceram aqui então deveria haver provas ou indícios desse facto. Por muito ténues que fossem… mas a verdade é que existem provas e não são ténues! Nada mesmo

. E por isso o meu próximo posts será sobre  Caes, vinho e, agora, adiciono cavalos! Inacreditável, como numa semana de investigação se descobre coisas inacreditáveis. Pena eu não ser investigador e não ter tempo nem pachorra para ir atrás destes assuntos. Mas deve haver para aí milhares sem nada que fazer.

 

Stay tunned….

 

 

 

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De Cães, Vinho e Atlantida!

por Olympus Mons, em 06.01.16

 

 

Em parte é porque só nos dedicamos a vacuidades que somos hoje em dia o povo que somos,

 

Quem segue este blog sabe que existe uma questão não resolvida com a linhagem masculina genética que domina a europa ocidental os chamados R1b. Entre 60% a 90% dos europeus ocidentais são R1b dependendo da região, tal como assim que nos movemos para Este os R1a assumem essa prevalência. Existe uma clara clivagem, quase uma barreira genética, que ironia das ironias tem no essencial a forma da cortina de ferro.  Até ao ponto em que curiosamente na Alemanha se nota esse clivagem. Na Baviera são na maioria R1b no leste norte alemão são R1A. Itália, Suiça e Áustria ainda são maioritariamente R1b mas a croacia ao lado já são I2*/I2a (a linhagem dos caçadores recolectores) e R1a, etc.

               

Indo ao assunto - Abaixo reproduzo um dos comentários, este em tom ligeiro, que coloquei no blog do historiador basco Maju, que sigo atentamente, essencialmente nestas questões de ancestralidade genética. Maju tem duas curiosidades que aprecio. Uma é ser um grande fã e impulsionador de Zambujal, em torres vedras, como a primeira superpotência europeia e o ponto de origem dos Bell beaker ou até as descobertas do centro arqueológico de perdigões.

O outro é que ele advoga pelo menos a possibilidade de a Atlântida ter sido em Portugal. Primeiro  o comentário. Depois explico:

 

Hi Maju, Just an update on that R1b and Wine stuff.

Guys at the Agronomy University say that most of their studies is for Intraverietal diversity and those point exactly to the argument that the casts we have in Portugal are extremely old and point to very local and ancient domestication of vitis vinfera for wine production. Currently they are engaging with molecular investigators to get more precise readings. However they point to a countrywoman of yours, Rosa Arroyo Garcia, Instituto Nacional de Investigación y Tecnología Agricola in Madrid, which is already engaging in Molecular studies and here studies in chloroplast microsatellites, clearly show that the domestication occurred in the east and also on the west and then moved from both sides to the center… see, J R1b did it in Armenia 6,000  years ago and not longer those same R1b where in Portugal domesticating those astonishing variety of wild grape casts to produce wine… that is why we still have the best wine in the world and that is the reason they stayed in the Iberian peninsula so long… it’s the wine gentlemen, it’s the wine!

 

Maju, should you ever drop by Lisbon I will drive you the Zambujal Castro. Not to see the damn rocks but to go then to the estuary of the sizandro river where those R1b sailed the wine and Copper and go to a great restaurant there. Best fish ever and we can have watching those pillars of Hercules, which are the two massive scarps from each side of the beach and that open up the Atlantis as described by Plato!

 

 

OK, óbvio que isto tudo é em tom de brincadeira e não sou historiador nem nada que se pareça, mas parece-me de nota. Aliás, até parece que temos falta de pessoas em Portugal formadas em história e/ou Antropologia (ironia). Adoram é passar a vida a fazer teses sobre temos em nada relevantes para o resto do mundo quando por exemplo os trabalhos em Zambujal até sempre foram realizados pelo do Instituto alemão de… Madrid.

Os factos, contudo e relacionado ao meu comentário, mantêm-se. E são muito simples.  

Os homens que são nossos (europa ocidental) antepassados terão vindo do Cáucaso. São os tais R1b.  No caso dos homens do leste, os R1a, é fácil de seguir o seu rasto deste a cultura Yamna, os kurgans do caucaso e o seu percurso pelas estepes da Ucrânia, Hungria, polonia, etc. … os R1b não. Aparecem de repente há 5000 anos na europa ocidental, ligados à cultura Bell beaker em portugal e daí sim tornam-se em menos de um fósforo na linhagem dominante na europa, como aliás agora se viu novamente com as amostras dos homens do calcolítico na Irlanda (fica para depois).

 

Quando encontrei uma referência no Google sobre apresentações da PORVID sobre as castas portuguesas e algumas referencia ao cáucaso, cheguei ao contacto por email com o prof Antero Martins do Instituto de Agronomia de Lisboa que rapidamente me deu aquela informação que no comentário explanei.

Eu tinha dito ao Maju num post (dos infindáveis post que hoje em dia existem sobre o tema)

que era prova anedótica mas a verdade é que havia referências sobre a nossa vinicultura e a teses de que a vinicultura poderia ter começado em Portugal e não no Cáucaso e sobre o nosso cão serra da estrela e o Cáucaso (fica para outro post) e já que havia esse mistério não tinha a certeza se estas pequenas provas não tinham muito de real. Deixando de lado a questão do cão serra da estrela a questão do vinho parece muito pertinente.

 

Tentarei fazer um post sobre cada um destes temas que na verdade, já se viu coisas mais estranhas do que provar desta forma que os R1b vieram por mar ou por norte de Africa para a península ibérica e com eles trouxeram duas coisas:

1 – O cão pastor do Cáucaso que rapidamente se transforou no cão serra da estrela em Portugal

 

2 – A técnica de domesticar as vinhas vinis viníferas selvagens e produzir vinho.

 

E já agora…

 

3 – Que Platão quando descreveu Atlântida estava a descrever a civilização do Zambujal (torres vedras), a primeira superpotência do oeste europeu.

 

 

Assim que tiver tempo vou brincar um pouco mais com estes temas.

 

 

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Junkies

por Olympus Mons, em 05.01.16

 

 

Dizia à dias Jonathan Haidt que um Libertarian não passa de um Liberal que foi assaltado, que foi  Mugged, pela realidade.

Não deixa de ser verdade. Muitas vezes os libertarian, que tanto se lê por exemplo no Insurgente, não passam em alguns dos casos de pessoas mais próximas do bloco de esquerda na perceção dos cânones sociais mas sem toda a tónica na sensibilidade do harm/care e do Fairness/reciprocity ou equality.

 

Veio me isto à memória porque há dias li o recente estudo de Van de vyer et al How the

July 7, 2005, London Bombings Affected Liberals’ Moral Foundations and Prejudice.

 

O estudo é curioso porque tendo acesso a questionários de cerca de 2500 pessoas no reino unido demonstra com uma clareza impressionante como, após um atentado (no caso o de londres), as posições politico-morais de pessoas de extrema-esquerda (liberals) ficam exatamente iguais às das pessoas de direita. Que curiosamente não se alteram em nada. Após um atentado as pessoas de esquerda tem valores de cânones morais descritivos iguais às pessoas de direita, tem o mesmo endorsement de in-group que as pessoas de direita sempre tiveram, a mesma posição de fairness Foundation nas atitudes politicas e até a atitude e preconceito para com muçulmanos.

Mas talvez o mais incrível é que a posição das pessoas de direita não muda. Em nenhuma das barras. A sua posição matem-se exatamente igual antes e depois de um atentado.

 

Eric kaufman já nos tinha demonstrado que as pessoas de extrema-esquerda são as que mais endorsement dão por exemplo à multiculturalidade mas curiosamente são as primeiras a abandonar o bairro quando essa multiculturalidade chega com a carrinha das mudanças ao sítio onde vivem.

Agora percebemos todo o postering moral que a esquerda gosta de se intoxicar com (endorfinas, ou seja opiáceo endógeno) não passa de incapacidade de avaliar a realidade. Mas tal como no caso da multiculturalidade, quando esta realidade lhe bate à porta acordam de maneira estrondosa.

 

Fica a pergunta. Se a esquerda não passa da direita vivendo numa bolha de ilusão com o intuito de se auto endorfinizar… porque lhes damos tanta atenção nas sociedades modernas?

 

 

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Após os 3 posts sobre os portugueses geneticamente:

* I - Portugueses… (primeiro os europeus atuais) (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/i-portugueses-primeiro-os-europeus-28285)

*II - Portugueses… (Esperem! ....primeiro os europeus originais (sort of)) (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/ii-portugueses-esperem-28901)

*III - Portugueses… Finalmente! (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/iii-portugueses-finalmente-32254)

 

Voltamos á imagem do post inicial. Portugueses...( http://barradeferro.blogs.sapo.pt/portugueses-27716)

 

Por vezes quando se menciona às pessoas que somos um bocado North European, um bocado Gedrosia e um bocado Africa do Norte as pessoas pensam que nos referimos que há pessoas que são um coisa e outras que são outra. O que esta imagem mostra é que para estes 6 Portugueses que mandaram os seus dados do 23andme para o Dodecad (base de dados de genética populacional) todos temos aqueles bocados em proporções mais ou menos similares e depois alguns têm pequenas componentes de umas coisas e outros de outras ou até das duas ou 3 percentagem minúsculas mas que mostram a nossa diversidade gerografica… aliás como se nota noutros europeus como os holandeses, belgas, franceses, ingleses etc.

Assim, de baixo para cima:

 

 

 

 Podemos ver que o primeiro começa por ter uma proporção de West Asian (caucaso - azul bébé) de cerca de 7 a 12 porcento…

…  depois tem um bocado de Northwest African (africa do Norte) cujos marcadores nos SNP (single nucleoides…) são essencialmente berberes o que cria algumas dúvidas sobre se são o resultado das invasões islâmicas ou se são muito, mas muito, anteriores porque representam bem as populações paleolíticas do norte de Africa (como os mozabites) e não propriamente uma réplica fiel das populações que os substituíram posteriormente….

…  Depois o verde clarinho que é a nossa maior e mais marcante elemento e que é similar ao maior load genético agricultores do neolítico (Atlântico- mediterrânico)…

…  e depois vemos que a proporção do Southwest asian (Gedrosia) que partilhamos com o pessoal do Afeganistão e irão e até partes do extremo norte da india e que até parece aumentar ou diminuir na proporção inversa à quantidade de genética Norte Africana. …

  2 ou 3 tem uns residios de East Asian (do este Asiático ) que não faço a mínima ideia de como cá chegou essa componente e também parece ser inverso ao facto se ter East asian ou south asian o que é estranho visto os portugueses ou tem resticios da India ou da china como dizia o outro mas não os dois em simultâneo (não faço a mínima ideia porquê)…

 ... a seguir o amarelo torrado, que em alguns destes é quase tão grande quanto o substrato do neolitico e que é a North European, há quem lhe chame Hyperborean, correspondendo ao material genético dos caçadores recolectores que habitaram a europa no paleolitico... 

 Vemos uma componente East African (Egipto e Judeu) que veio com essa migração dos sefarditas e das invasões africanas (roxo claro)….

  E vemos por fim que um deles tem uma pequena percentagem de material genético da Africa subsariana (west african) , o segundo a contar da esquerda, mas os outros não tem.

 

 

E pronto... assim se criou este povo. para o bem e para o mal.

 

 

 

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III - Portugueses… Finalmente!

por Olympus Mons, em 28.12.15

Após todos os posts que fui colocando sobre a genética subjacente ao que nós portugueses somos historicamente, com todas as certezas, duvidas e novidades que aparecem, aqui vai o uma descrição em termos de grupos genéticos, pedaços de história genética que nos compõem a todos. Somos uns bocadinhos destes, mais um bocadinho de aqueles.   Isto estamos a falar de genética autossómica (autosomal), aquela que é passada tanto pelo pai como pela mãe. E os exemplos que dou são representados por grupos de pessoas que hoje em dia tem maiores quantidades daquela agremiação genética,não necessariamente que tenham sido eles a dar-nos essas componentes genéticas.  

Tudo isto é muito consistente, tanto por trabalhos feitos em portugal, até claro a partilha de análises autossomais de portugueses que se deram ao trabalho de partilhar os seus dados genéticos que obtiveram através das analises genéticas como o 23andme e que agora fazem parte de bases de dados genéticas do planeta inteiro.

 

Mas começando pela percentagem maior até à menor e alguns factos que criam contexto para essas componentes genéticas. Preparados?

 

 47%   disto (Atlantic mediterranean)

 As populações com maior percentagem deste genética populacional são os Bascos (franceses e espanhóis) e depois o pessoal da Sardenha.

 

 

  No fundo é o material genético dos agricultores do neolítico. Estes homens que vieram da Anatólia. Dantes dizia-se do levante mas agora sabemos que vieram da Anatólia antes do aparecimento da identidade turca (ou as misturas da queda do império Otomano) que ocupou aquela região. Começaram a vir para a Europa há sensivelmente 10,000 anos. Como sabemos o europeu é essencialmente feito deste material chamado de EEF (early eastern Farmer), de WHG (West Hunter gatherer) e ANE (Ancient Northern Eurasian) e o que divide um europeu do norte de um europeu do sul é que as proporções estão invertidas. No sul mais EEF e no Norte mais WHG. 

Mesmo os agricultores do Neolítico já eram uma mistura de uma componente misteriosa que é o Basal eurasiático (que ainda não se encontrou nenhuma pessoa ou material genético antropológico que fosse só isto) e já uma componente forte dos caçadores recolectores que há muito habitavam o Oeste Europeu (mas curiosamente os EEF não possuem componentes dos caçadores recolectores do leste).

 

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 23% disto (Northern European)

Lituanos, finlandeses e eslavos estão carregados disto…

 

 

Caracterizado hoje em dia como Northern European, esta é a componente mais acentuada da componente genética dos caçadores recolectores que habitaram a europa nas últimas dezenas de milhares de anos. Estamos a falar do período Aurignacian e gravettian. Razão pela qual o norte da europa tem mais desta componente que a sul, é porque quando se deu a expansão na idade do bronze dos cavaleiros das estepes, nos últimos 5 mil anos estes vinha carregados desta componente de caçador recolector (WHG - West Hunter Gatherer) e por isso existe mais a norte do que a sul, visto que a sul foi por onde entraram os EEF (agricultores do neolítico) e daí terem ficado mais carregados desta genética.

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10% disto (Cáucaso)

Os georgianos, arménios e Ossetianos do norte ou mesmo Chechenos têm proporções acima dos 50% disto.

 

Definido como caucasiano porque é a componente especifica dos povos que hoje em dia habitam a região à volta do Mar Negro e do Mar Cáspio. Este ponto terá sido o ponto de origem dos povos que colonizaram a europa após o neolítico. A famosa migração das estepes que retornou a genética dos caçadores recolectores ancestrais á europa, Os indo-europeus, os Cavaleiros das carruagens, da pastorícia e acima de tudo os bebedores de leite que trouxeram essa capacidade para a europa e rapidamente eliminaram todas as linhagens dos agricultores do Neolítico porque ter filhos que sobrevivem a leite de animais bate qualquer outra estratégia.  Foi o fim do megalitismo na europa ocidental. Este é o povo da cultura pit-grave, Yamnaya, os Kurgans ou  e Maykop e esta componente genética foi para os judeus, foi para o médio oriente e para a Asia central.  Em Portugal temos muita genética judia, dos judeus sefarditas e estes também trouxeram muito desta genética para Portugal, tal como provavelmente povos do norte de africa.

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7% disto (Norte de Africa)

Os Mozabites (100%!) e marroquinos.

 

É a percentagem que temos do Norte de África. Que muita gente chama de Árabe mas não tem nada de Árabe. É norte africano. Por isso muita gente aceita que vem das invasões islâmicas, do califado de cordoba, enquanto outros dizem que não porque esta componente é essencialmente bérber e muito paleo norte africana, e por isso andaria por aqui há dezenas de milhares de anos, muito antes da islamização ou arabização do norte de Africa. Se por um lado eles andaram por aqui, antes da reconquista, um dos maiores mistérios que há relativo a isto é o seguinte: Só existem linhagens de sangue pelo lado da mãe (MTdna), ou seja do haplogrupo U6, que é Norte Africano no… norte de Portugal.  É estranho mas é assim. As filhas, das filhas das filhas destas norte africanos estão no norte do pais não havendo no centro ou sul nda destes haplogrupos. Quando é verdade que já os short tanden repeats  (Y-Dna) que permitem identificar a descendência de homens (masculino) do norte de Africa estão grandemente concentrados no Alentejo… mas não no algarve (pese embora exista pela europa fora).

 

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7% disto (Gedrosia)

Os Brahui e Balochi, tal como o irão, Afeganistão e Paquistão e mesmo a india (partes) estão cheios disto.

 

 

 

Gedrosia é a região á volta do deserto com esse nome antes de chegar à india. Costumo dizer que é de onde a beleza vem. Algumas das faces mais simétricas do planeta estão por aqui. Mas também os maiores malucos. É só ver os afegãos. Esta genética faz parte da genética que veio com os indo-europeus para a europa e depois claro Portugal. Uns vieram para aqui pela cultura Yamna e Kurgan (malucos dos machados de guerra) e outros por culturas como Afanasevo foram para oriente, para este, indo parar ali para os lados da asia central. Atrás de Alexandre o grande também veio alguma desta genética… e é daqui que vêm a genética dos malucos que encontra no dia-a-dia em Portugal.

 

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5% disto (Sudoeste Asiático)

Estamos a falar de palestinianos, israelitas, etc.

 

 

Esta componente genética terá chegado a Portugal provavelmente com a herança genética dos Judeus sefarditas que muitos temos em Portugal. Encontramos abundantemente nas zonas onde a linhagem patriarcal do J2 (Y-dna) ainda é muito abundante como na região de santarém. Ver meu post sobre a cultura do touro e das touradas.  

 

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0,7% disto (África Subsaariana)

Do Senegal a Angola

 

 

 

Dos resíduos genéticos que ainda se encontra na população Portuguesa, uma das curiosidades é esta pequena percentagem de genética subsaariana que uma parte da população Portuguesa possui. Esta componente terá vindo da elevada população negra que Portugal chegou a ter, nomeadamente no século XVII quando cerca de 10% da população de lisboa chegou a ser de raça negra. Outros dizem que esta genética negra também é muito mais antiga, trazida pela genética bérber que integra os tais 7% acima mencionados. 

Uma coisa e certa: Apesar da nossa genética subsariana ser tão pequena e não existir descendência de Haplogrupos Y-Dna negros em Portugal (homens) a verdade é que a quantidade de portugueses que maternalmente descendem de uma mulher negra é elevado e único em toda a europa. Cerca de 6% dos portugueses descendem de uma mulher cuja ancestralidade está numa mulher do haplogrupo mtDna (maternal) L. Ora este HG só existe na Africa Ocidental. Se as linhagens matriarcais do norte de africa (U6) se encontram somente no norte do pais (… mas então as invasões islâmicas não foram a sul??!?!) a verdade é que o mtdna L está proporcionalmente espalhado pelo pais todo. Na Europa, só se encontra este fenómeno mesmo em Portugal indiciando que terá mesmo origem no comércio de escravos.

 

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Em resumo,

 

Em resumo, nós, como todos os povos europeus, somos uma mistura das mesmas componentes genéticas milenares e são essas componentes que fazem de nós geneticamente europeus. Numa análise mais elevada (K3) somos essencialmente EEF, WHG e ANE. Isto é o europeu visto mais à distância. Da mesma forma que visto mais de perto (em K7 ou K12) vemos que em pequenas alterações nas proporções dessas mesmas componentes assim detetamos europeus do Norte ou do Sul e alterações ligeiramente maiores assim definem europeus do sudeste europeu (como a Sicília ou Grécia) ou do noroeste europeu (Dinamarca ou suécia).

Pequenas componentes extrínsecas a esta caracterização genética central dos europeus definem a heterogeneidade da história dessas populações, como por exemplo no caso das populações Ibéricas os 6 ou 7 porcento da genética do norte de Africa destingem-nos do resto da europa ou a componente de 6 ou 7 porcento de componente siberiana define os finlandeses e os russos, ou percentagem mais elevada de caucasiano define os georgianos ou os cipriotas…

As misturas genética europeias, muita gente não sabe, ocorreram nos últimos 1500 anos. E foi essa mistura, junto á mistura ancestral, que nos transformou em todos… primos.

 

 

 

 

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Douglas Murray

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

Agora que se aproxima o fim do ano:

Este ano descobri Douglas Murray.  A par de pessoas como Nial Ferguson que sigo faz algum tempo, este ano descobri  para meu deleite mais este, tal como Nial, refrescante escocês.

 

 

          https://www.youtube.com/watch?v=jbsfdreLwT8

          https://www.youtube.com/watch?v=xPNWZg0jZwY

 

Inteligente, Gay e de direita, é um dos vários antibióticos contra um fenómeno que devassa o mundo e que parece estar a espalhar-se a uma velocidade estonteante.

 Um fenómeno global em que a estupidez é aceite como uma característica perfeitamente normal, funcional e até produtiva. Veja-se a Catarina Martins.

Uma total incapacidade de cognitive reflection parece grassar no mundo. Bom exemplo é o New York times publicar coisas como overdose mata mais de meio milhão de pessoas por ano nos EUA. Uma total ausência de noção de factos e de realidade. Qualquer pessoa que viva neste mundo sabe que seria impossível numa população de 300 milhões ter meio milhão a morrer ao ano de Overdose mesmo que não faça a mais pequena ideia sobre o assunto -  Alguém deve investigar se não estão a nascer consideravelmente mais idiotas por minuto do que a proverbial unidade.

 

Um dia à noite, coloque uns auriculares e divirta-se.

         https://www.youtube.com/watch?v=8XwFWRRyMsk

 

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NOAA ...paciência para estes gajos

por Olympus Mons, em 23.12.15

 

NOAA 

ao ler artigos no público, expresso, etc, --- Procure sempre este acrónimo. NOAA, NOAA, NOAA, NOAA.

Por norma quando ouve dizer que 2015 vai ser o ano mais quente de sempre… convém lembrar algumas coisas. O que quer mesmo dizer? Isto:

 

2015 Será o ano mais quente de sempre por centésimas de grau, no ano de um dos maiores El Nino (*1) de sempre  e mesmo assim somente num (1) dos 7 datasets que processam dados de temperatura á superfície  e que é precisamente o dataset que sofreu alterações estatísticas muito duvidosas (*2) nos últimos anos sendo agora oficialmente o único que não mostra a pausa de 17 anos no aquecimento global que invalida totalmente a teoria do alarmismo de aquecimento global e em claro contraste com os dados de analise por satélite que monitorizam todo o planeta (atmosfera) nos últimos 40 anos(!) e que colocam 2015 em terceiro ou quarto lugar.

 

*1 – O último Super El Nino, o de 1998, aumentou a temperatura global do planeta em 1ºC, o mesmo que todo o século XX!

*2 – NOAA fez mais uma correção estatística aos datasets. Ora essas correções do NOAA são sempre para aquecer os últimos anos, em análises que ignoram que os error bars são maiores do que variação mostrada. Ridículo. NOAA faz correções para as estações meteorológicas que mais influências humanas sofreram contaminando assim depois todo o dataset, mesmo as estações boas que reconhecidamente não sofreram alterações ou influencias externas. Quando só analisados dados das estações “boas” conclui-se que a recente análise de NOAA acrescenta 50% de aquecimento nas últimas análises. Eliminando esse bias as estações boas estão em consonância com as medições por satélite… que mostram pausa nos últimos 17 anos.

 

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Coming Up...

por Olympus Mons, em 22.12.15

Nos próximos tempos tenho que concluir a análise de genética populacional dos portugueses. Nos posts anteriores sobre a genética dos portugueses (tag genética) já escrevi que os portuguese tem uma percentagem de divisão de linhagem patriarcal (Y-DNA) de sangue (haplogrupo genéticos) em tudo muito similar aos restantes europeus tal como nas linhagens matriarcais  (mtDna mitocondrial) também totalmente europeu.

Quando corremos estatisticamente Principal component analysis (PCA),  verificamos nas imagens ortogonais que os portugueses em nada se distinguem dos espanhóis, ficando claro que existe um cluster genético composto por portugueses, espanhóis e Italianos do Norte e do vale de Aosta. Como a Itália do norte é uma  região europeia de elevado sucesso económico é notória a tentativa de se considerar esta região como europa de norte… quando ela na verdade é geneticamente homologa os tugas e espanhóis.

 

Pese embora todos os europeus sejam todos geneticamente muito próximos e com muita admixture, especialmente nos últimos 1500 anos, a verdade é que se consegue destrinçar um grupo de norte de europa (os chamados CEU ou UTAH whites) e um grupo de europeus do sul. Notoriamente nunca se encontram os suíços e austríacos nesses análises e começo a desconfiar e achar que (até pela proximidade do vale aosta) este seriam claramente integrados nos grupo dos europeus do sul nas análises de PCA.  A ver vamos no futuro.

 

De qualquer das formas a verdade é que as mesmas análises integram sempre o grupo de humanos mais cognitivamente dotado (diria sobredotado), os Judeus Ashkenazi , claramente num cluster sul europeu. Pese embora também os agrupe depois no grupo mais calão (na minha opinião) de todos os europeus… os sicilianos. Penso que é sintomático de como estas análises genéticas dizem muito e ao mesmo tempo tão pouco. O Grupo de pessoas que por exemplo menos hiperbolic discount faz de recompensas futuras está junto geneticamente do grupo de pessoas que mais hiperbolic discount faz! Claro que a justificação tem a ver com a genética do norte de africa que ambos possuem.

 

… bem, mas ver se oportunamente concluo esta conjunto de posts sobre os Portugueses geneticamente. 

 

 

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TAP.... for dummies na COSTA portuguesa.

por Olympus Mons, em 22.12.15

 

TAP - Não me é usual comentar em post este tipo de tema. Mas no caso da TAP abro uma exceção. Isto surge de um comentário do “zé Laranja” sobre o facto de eu considerar que a esquerda fala muito "à esquerda", mas como todo a gente decide "à direita". A diferença entre os dois é o momento em que isso ocorre sendo que os segundos fazem-no com base em expected outcomes que antecipadamente computam (muitas vezes corretamente mas naturalmente nem sempre) e os primeiros de forma algo bayesiana, fazem um processo em que as coisas são continuamente reavaliadas até que chegam à conclusão na maioria das vezes são iguais à conclusão e processo de decisão que a direita tomou lá atrás. O problema, é que nem sempre os resultados de uma decisão tomada lá atrás é o mesmo de uma decisão tomada extemporaneamente muito tempo depois.

 

A TAP, vai continuar privatizada. Claro que vai!

 

A TAP vai continuar privatizada e com a maioria do capital privado, porque o mercado, ou os mercados, aonde a TAP labora, ou seja a indústria à qual pertence, está em mudança. A probabilidade da TAP sobreviver sem ser no contexto completamente liberalizado em que a sua indústria se tornou é efetivamente 0%. E, curiosamente se houve entidade ou entidades que destruíram completamente a hipótese de continuar a haver companhas aéreas de bandeira foram as instituições Europeias que permitiram todas as liberdades do mundo às low costs (e provavelmente bem) e como tal a TAP, como outras empresas noutras indústrias, tem que se reinventar.  

A TAP sendo uma empresa que exporta mais de 80% do seu produto, sendo uma empresa que vende em mercados à volta do planeta inteiro, tem que possuir o dinamismo necessário à sobrevivência na concorrência direta com todos os que providenciam a mesma oferta que a TAP. Isto é o epicentro do conceito de concorrência sendo o oposto do conceito de estatal que existe para servir os interesses de uma determinada subpopulação.

Só se sobrevive na indústria do transporte aéreo se houver sinergias com outras empresas com domínio de outros mercados (essencialmente mercados internos grandes), se houver uma simplificação total de processos que permitam a venda, o lidar com a procura, num mundo de Marketing e canais Digital, se houver uma oferta de experiencia a bordo inovadora e moderna (como novos aviões) … tudo coisas que são muito, mas muito, difíceis fazer quando se está na esfera dos interesses de um estado e quando até o dialogo de decorre é, à luz de um mundo moderno, disfuncional.

 

Claro que a TAP vai continuar privada, claro que vai fomentar grandes sinergias com a AZUL, claro que vai incrementar parcerias com empresas do grupo gateway do neeleman para efeitos de metasearches e OLAs, claro que vai fazer interline e code-share com a jetblue e vai implementar novos conceitos de retailing e branding sales  em conjunção com estas e outras entidades, etc.

 

Ora, com isto é claro que vai reduzir a sua participação no PIB (que é considerável) vai reduzir pessoal e pagar menos ordenados em Porgugal, vai comprar menos bens e serviços em Portugal, sim, mas pelo menos vai existir. E vai estar aqui a contribuir para a riqueza do país versus nem existir -  Porque essa é mesmo a outra opção. É só que o Antonio Costa vai levar algum tempo a perceber isto. 

 

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Tão betinhos que somos!

por Olympus Mons, em 19.12.15

No meu post

 Nostradamus 3.5 ... Ou o modo como a direita não aprende (http://barradeferro.blogs.sapo.pt/nostradamus-3-5-ou-o-modo-como-a-21098)

 

Enfatizava coisas como:

 


   o golpe de estado (sort of)" que a esquerda está a fazer ao país não é porque vai tomar o poder e governar à esquerda mas sim porque vai tomar o poder e governar sem grande distinção da direita!”

 

 

Nem algumas semanas depois, quando ouvimos falar de como a extrema esquerda afinal engole sapos com bastante facilidade, fica aqui estas perolas da nossa direita parlamentar. Realmente costa sabe o que está a fazer…

 

Analisaremos caso a caso”, garante ao Observador o porta-voz, Filipe Lobo d’ Ávila. “Se o PS apresenta as nossas coisas, temos que votar a favor. Não votaremos contra propostas que nós próprios apresentámos. Além disso, temos que ter em atenção aquilo com que nos tínhamos comprometido com as pessoas”, secunda Telmo Correia

 

 

Parabens ao usurpador.

 

 

 

 

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Os novos Climate Deniers!

por Olympus Mons, em 19.12.15

 

Existem alturas em que é inevitável falar sobre o assunto das alterações climáticas.

Que fique claro que a questão hoje em dia é eminentemente politica, como naturalmente deve ser. A politica e das maiores invenções da humanidade mas, ou se calhar por essa razão, não tem nada a ver com a verdade. Sempre que em política se fala de verdade é de tremer e fugir: Política como atividade de responsabilidade, e governativa, é a forma como se constrói uma narrativa que se aproxime do centro da sensibilidade de uma determinada população de forma promover uma determinada atuação ou resolução. Sem Politica não se fazia nada e cada grupo viva a sua verdade entrando continuamente em conflito com a verdade do outro grupo. É assim simples. No caso da política ambiental, que é à escala do planeta, ainda mais fuzzy será essa sensibilidade e mais murky o discurso deve ser. Isso eu entendo. E como nasce um idiota a cada segundo e já não morre um a cada segundo como no passado, estas coisas resultam.

Depois é necessário entender que um dos resultados práticos desta charada toda a que se assiste é conseguir a efetivação real e consumptiva com energias alternativas e o necessário investimento para se atingir esse fim. O custo com os combustíveis fósseis não vai baixar muito dos valores mínimos históricos. As sociedades são medidas pelo seu nível de consumo energético e se nós queremos evoluir enquanto civilização humana a energia deve ter ser tao ubíqua, tão acessível como o ar que respiramos e ter basicamente o mesmo preço. Este paradigma tem que ser atingido. É basicamente aquela coisa das civilizações interplanetárias terem de ter níveis de consumo energéticos ao nível do consumo de estrelas.  É mais ou menos essa a lógica. Por isso não tenho traumas com a tanga que hoje em dia se propaga e no fundo até tem o meu apoio.

Outra coisa diferente é fábula vs confabulação. Contem-me a fábula que eu acho piada, peçam-me a confabulação (que eu finja e imite o acreditar) e não esta no meu ADN. Aliás, não está no ADN de pessoas do espectro mais à direita.

 

Mas isto vem a propósito de um facto curioso sobre esta conversa das alterações climáticas. A direita quando acredita em algo até conta uma fábula mas não exige, não é normativa, querendo com que toda a gente finja que acredita, se torne believer, em resumo que pratique confabulação.  A direita conta a fábula e limita-se a dizer que é assim porque sim, que é como é e pronto. E ou estás no barco ou não estás. Ora a esquerda não. A esquerda exige participação ativa. 

Tem piada esta semana ver Naomi Oreskes, que é como que uma porta-voz da histeria sobre as alterações climáticas, a acusar, precisamente, os pais do movimento de serem climate deniers! – James Hansen, Emanuel Kerry, Tom wigley….  Oh meu Deus isto é melhor que a fox comedy.

 

Estão a ver, é que Hansen, kerry, etc. limitam-se a ter um raciocínio lógico. Se nós acreditamos que o atual conteúdo de CO2 na atmosfera está e vai ser destrutivo para o planeta então temos que começar a resolver o assunto o mais rápido possível e não será com acordos insípidos como os de Paris mas sim com uma aposta massiva na única forma de energia capaz de ter output sem ser intermitente - Energia nuclear! E Já! --- Ora, estão a ver politicamente a combinação, certo? – Nuclear, esquerdismo, ambientalismo… por falar em ódios de estimação.

                                                                

Como é óbvio, toda aquela gente com poder de decisão em Paris não acreditava verdadeiramente no estado de alarmismo que existe relativo ao conteúdo de CO2 na atmosfera. Lá no fundo o cérebro deles, dos que entendem a ciência, computa que a sensibilidade do sistema climático é menor e que os feedbacks positivos sobre a adição do CO2 que estamos a fazer. Mas não deixa de ser curioso que até quem acredita demais tem que ter cuidado com o que diz. Tem que cumprir a anuir à cartilha or else… delicioso.

Hansen e afins, os homens da velha guarda, acreditam mesmo que o planeta está em desequilíbrio radiativo logo temos que actuar – e na opinião unanime de quem percebe da capacidade de produção energética actual só há uma alternativa – ir com toda a pressa e em força para o nuclear. Quem levanta a mão a favor?

 

 

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de Islamitas ... e sindicalistas.

por Olympus Mons, em 08.12.15

 

Tenho falado sobre o problema que a europa tem com com o islão, com os islamitas e com os terroristas. Tenho escrito sobre os dois primeiros, falta sobre estes últimos.

 

O islão é uma ideologia. Isso quer dizer que engloba mais do que uma perspetiva de vida ou uma visão do sentir e estar enquanto pessoas. É um projeto de algo de muito concreto. Tal como as ideologias.

 Os terroristas são só uns inúteis e criminosos manipuláveis e cheios de Displacement iguais a todos os outros terroristas que a Europa já viu no passado seja sob a forma de revolucionários de esquerda e/ou nacionalistas. O islão é Marx, os islamitas são comunistas e os terroristas são… terroristas. Residios de expressões de genes como MAOA e drd4-7R que são usados para toda a obra.

Contudo os islamitas serão os instrumentos da ação, os dirigentes políticos que vão revindicar, os elementos que construirão a narrativa. Serão como os grevistas, os sindicalistas do comunismo... marcando sempre a distancia devida dos elementos mais agressivos que vão impor um preço a pagar pela não anuência.

 

Qual então o problema?

A europa era uma população muito homogénea. Populações homogéneas dão comunidades muito fortes, coesas, participativas e colaborativas. Robert Putnam  em Harvard (para horror dele próprio) provou que basta a inserção de um número muito reduzido de diversidade étnico cultural numa determinada população para que os níveis de colaboração, de confiança no outro, de participação em atividades cívicas, de participação eleitoral, etc. caia a pique.  Na verdade para qualquer comunidade injetar diversidade é como cancro. Devastador.  Aliás uma das coisas mais curiosas que Putnam mostrou é que essa morte da confiança e gosto no próximo, acaba mesmo entre pessoas que partilham os mesmos valores, etnicidade e cultura.

 

Mas isto podia ser uma realidade transitória no momento atual da história. Seria só um ponto intermédio na teoria da proximidade (contact Theory) entre populações muito diferentes - Pois, não é.  Gosto particularmente dos estudos de alguns dos pilares da psicologia comunitária, o casal Zachary Neal, que após tentar em 20 milhões de “bairros virtuais” num modelo computorizado acaba por concluir que não é de todo possível manter comunidade coesas e ao mesmo tempo diversificadas, provando assim os vastos e empíricos estudos de Robert Putnam.

 

Em grande parte pelo fim dos impérios europeus mas também acredito por uma tentativa de reproduzir limitada e preme a experiencia Americana do multiculturalismo (não sabemos como vai acabar nos EUA) a europa optou por se tornar ela própria também Multicultural.  E quando a decisão está tomada está tomada. Não se volta atrás (não de forma aceitável á luz de uma moralidade moderna). A emigração negra veio com reduzidos cânones (não é culturalmente muito desenvolvida e coesa) a emigração da américa latina para os EUA e europa vem encamisada numa cultura muito europeia. A emigração do este asiático vem respeitosa… A Emigração muçulmana, provinda de vários pontos do globo e já ela diversificada etnicamente vem carregada de uma civilização diferente, circunscrevida e sólida. Dois sólidos não ocupam o mesmo espaço - Não é o mesmo das outras vezes.

 

Li algures (e não encontro) que basta passar a barreira dos 5% de diferente para começar os choques. E que basta 20% para provocar a revolução e mudar completamente o status quo. Não sei se é correto mas parece-me a mim que assim ocorre. A 5% começam as grandes reivindicações pelo reconhecer das minhas especificidades a 20% começa a exigência pela oportunidade de viver no meu mundo e não no teu.

Ora qual o problema com os islamitas? – O problema é que os alemães pré segunda guerra mundial não eram todos nazis. Na verdade parece que nem 20% eram nazis. Os soviéticos não eram todos comunistas nem a china era toda maoista. As percentagens deviam rondar os tais 20%... Mas estes foram tudo o que foi necessário.

 

Foi um grupo muito pequeno que cometeu atrocidades, foi uma minoria que sustentou e desculpou as ações desse pequeno grupo e foram se calhar 80% que preferiu não ver ou ouvir ou teve coragem para dizer fosse o que fosse. Antes sequer de falar dos islamitas não esquecer que se houvesse as oportunidades comunicacionais no passado que hoje há também ouviríamos muitas pessoas no contexto históricos anteriores a dizer que os alemães são boas pessoas… naturalmente seguido de uma serie de mas… são esses “mas” que criam o relativismo que abre as portas á ação. 

 

Claro que é uma generalização dizer que o islão é violento… nâo é essa a questão. O islão não tem lugar é na europa. Não teve nos últimos 1000 anos e não terá agora. A não ser que tenha. E assim passaremos a viver uma outra realidade e pronto.

 

Nial Ferguson (imo o homem mais inteligente do mundo) tem razão. Foi assim que o império romano caiu é assim que a europa poderá entrar numa nova idade das trevas.

 

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Mário Centeno, Ministro das finanças de Portugal, 2 de Dezembro de 2015:

 

Não podemos "transpor conclusões de artigos científicos para a legislação nacional, porque se tentar fazer isso é um passo para o desastre"

 

Aqui está a afirmação de Mário Centeno que provavelmente alguma vez concordarei a 100%... Mas se pensam que este post é sobre política nacional estão enganados. É sobre política mas internacional e mais propriamente política climática. E no mundo real não no mundo dos artigos científicos da AGW as coisas são ligeiramente diferentes. Ligeiramente

Nem vou repetir algumas das coisas que já aqui escrevi noutros posts relacionado com este assunto. Mas vou lembrar um pequeno facto. Aliás podem usar como remate para qualquer debate sobre alterações climáticas. E se quiserem entender porque cientistas (sim climatologistas, meteorologistas, físicos, etc) tem tantas dúvidas este é um exemplo de antologia. Aqui vai.

 

Inale e agora exale. Esse CO2 que exalou aí está e por aqui há de ficar muitos séculos. Não se esconde, não vai a lado e está ai para fazer a sua coisa maléfica ao clima:  Agora, o século XX viu um incremento de temperatura sensivelmente de 1 grau. Esse aumento teve o seguinte padrão: de 1910 a 1940 aumento de temperatura de 0.4C (primeiro aquecimento), de 1940 a 1970 (a longa pausa) 0.0C e de 1970 a 2000 (aumento que AGW adora) um aumento de 0.6C.  Ora o aumento do CO2 de partes por milhão ppm foi o seguinte:

 

      a. De 1910-1940 o conteúdo de CO2 na atmosfera foi de 300ppm para 311ppm (aumento de 11%) e assistiu a um aumento temperatura 0.40ºC ( 40%).

 

      b. De 1940 – 1970 com o advento da industrialização passou de 311ppm para 325ppm e a temperatura do planeta nem mexeu. Mais, nós emitíamos quantidades brutais de CO2 para a atmosfera e de 1940 a 1960 e as partes por milhão ficaram exatamente iguais (311ppm). Para onde foi esse CO2 todo?  De 1960 a 1970 passaram de 311ppm para 325ppm (em 10 anos) e a temperatura nem mexeu!

     

     c. De 1970 – 2000 passou de 325ppm para 370ppm (45%) e temperatura aumentou 0.6ºC (60%).

 

Já estou a ouvir alguns a dizerem… veja como o ponto c. demonstra a correlação… pois mas então expliquem também o ponto d.

 

     d. De 2000 – 2015 passou de 370ppm para quase 400ppm (30% aumento das emissões) e o aumento da temperatura foi de 0.0ºC.

 

 

Por amor de Deus… estão a ver o problema? Estão a ver porque o Mário Centeno tem razão?!

 

 

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Ninhos

por Olympus Mons, em 04.12.15

 

Os EUA tem polémicas giras.

Eu não quero minimamente saber de nenhuma das 3 pessoas na fotografia. Quero que o Ben affleck vá comer pastilhas de travão depois de descerem o IC16, que Bill Maher lhas sirva com as mãos nuas e que o senhor de costas, Sam Harris, tenha que os levar depois ao hospital.

Detesto o utilitarismo do Sam Harris, detesto o esquerdismo (liberalismo) extremo dele, mas confesso, detesto acima de tudo o facto de ele ser o arqui-inimigo do Jonatham Haidt. E Haidt é em grande parte um dos meus heróis. São todos esquerdoides, mesmo Haidt, mas Haidt nunca aceitaria fazer parte de um painel liberal do MSNBC.

 

Esta polémica é gira porque tanto Sam Harris como Bill Maher sofreram na pele aquilo que estão habituados a fazer aos outros…. E não gostaram mesmo nada.

Harris e Maher, são dos homens mais liberal que existe na face da terra mas os fundamentalistas islâmicos tratam alguns dos segmentos das nossas sociedades como os homossexuais e mulheres de forma que mesmo sendo eles próprios visto como uma minority, é de todo inaceitavel por eles. Claro que não fora este aspecto do islamismo e tudo estaria bem. Assim, quando Sam Harrris diz que temos que ter o direito de criticar “bad ideas” e que o islão é o Mother lode de todas as más ideias… levaram com um híper agressivo affleck a chamar-lhes racistas, xenófobos, islamofobicos…. Delicioso. Ver alguém a ter que comer a porcaria que recorrentemente enfia pela garganta dos outros é priceless.

Seguir a consternação de Sam Harris nos dias seguintes nos espaços de opinião que detem... é de morrer a rir. 

 

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De homens e ratos...!

por Olympus Mons, em 03.12.15

Um must:

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Qj26SJAJhBY

  

O João Galamba lá do PS (trabalhistas) do sítio (Reino Unido) chegou ao poder. E como acontece nestas circunstâncias a patetice é tanta que dá para tudo. Aqui temos um discurso do seu próprio Ministro Sombra a contradize-lo e a demolir completamente a sua própria posição relativo a bombardeamentos britânicos ao Daesh.

Um discurso de homem num partido tomado por ratos.

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Entender o português primeiro é preciso entender o europeu, porque nós somos intrinsecamente europeus. E entender os europeus atuais primeiro é necessário entender as matrizes genéticas que nos compõem e que têm dezenas de milhares de anos.

Deixem-me apresentar-vos alguns dos meus mais velhos amigos. Alguns tem entre 8 e 10 mil anos, outros entre 5 a 8 mil anos e outros ainda são uns jovens entre 4 e 6 mil anos. Isto para não falar do mais velho, o Kostenki-14 de 37…mil anos!

 

  1. 37,000 anos- Kostenki , que era caçador recolector, estava cheio (mais ou menos) de ADN Neandertal. Era na verdade uma mistura do Basal Eurasian e já era também algo que se chama euroasiático do oeste europeu (west euroasian) que marca os Hunter gatherer do paleolítico na europa. Qualquer que tenha sido a primeira população não africana sofreu mais tarde uma mutação para o Basal Eurasian e na verdade ainda não encontramos ninguém que fosse só Basal-Euroasian mas encontramos a sua componente genética por ai abaixo e fora.  Kostenki (K-14) tinha definitivamente olhos escuros e 50% possibilidade de ter cabelos negros e 50% de ter cabelos castanhos. Esta é a linhagem patriarcal dos I2a1b.

 

  1. WHG - Dos restantes caçadores recolectores,  HG (Hunter gatherers) temos vários amigos. Loschbour (definitivamente olhos azuis e cabelo preto) e vivia no atual Luxemburgo, La Brana vivia aqui em León no norte de Espanha  (olhos azuis e cabelo preto ou castanho, 50-50) , os 7 amigos Motala da suécia tinham todos olhos azuis mas depois a cor dos cabelos variava: 3 Tinham cabelos negros, 3 cabelos loiros e 1 (Motala-9) até era ruivoKarelia (7000 anos), do lago onega acima de moscovo e junto à Finlândia claramente olhos negros e cabelo preto ou castanho.  Estes humanos viveram entre 9,000 anos e 7,000 anos atrás mas representavam as pessoas que habitaram a europa nos 20,000 a 30,000 anos anteriores. E a genética deles forma um único grupo que mais tarde é uma das componentes essenciais para a formação genética dos europeus. Esta é a linhagem patriarcal dos c1 e  I2a1b

 

  1. EEF - Estavam Motalas, La-brana e amigos entretidos a viver a sua vida aqui na europa, quando há 8 mil anos atrás começaram a chegar os outros nossos amigos, provindos da Anatólia (agora Turquia com outas gentes) os Agricultores do neolítico (EEF – Early eastern farmers).   A composição genética destes (dos quais os portugueses tem carradas de) já era uma mistura da genética dos caçadores recolectores do oeste, WHG, acima descritos e muito do Basal Eurasian. Reparem que o Basal Euroasian aparece infusado nos EEF muito tempo depois de se encontrar outros povos derivados deles. Toda gente ainda procura qual era o povo cheio de Basal Eurasian que se fundiu com WHG e formou os EEF (agricultores do neolítico) que vieram da Anatolia (esqueçam  levante). Mas verdade é que estes, passado milhares de anos, como demonstrado pelas linhagens patriarcais e matriarcais, substituíram completamente as linhagens e a genética dos HG. Stuttgart  e K02 tinha olhos e cabelos castanhos, os amigos NE da Hungria (1 a 7) uns tinham cabelos e olhos  escuros mas 1 ou 2 tinham olhos azuis e cabelo loiro e GOK2 (suécia), um jovem de 4 mil anos,  também era loiro e de olhos azuis. Mas geneticamente eram todos da farinha do mesmo saco. Passados pouco milhares de anos destes terem chegado à europa somente se encontra a linhagem genética destes os G2a tal como Otzi the Iceman.

 

  1. ANE - Estavam os EEF acima nas 7 quintas quando passou-lhes por cima a linhagem que hoje em dia domina a europa. Pelo menos para quem acredita na teoria Kurgan hypothesis. Estes são os caucasianos Indo-europeus que vieram de regiões entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, os Yamnaya, os cavaleiros bebedores e leite e que dizimaram toda a linhagem dos agricultores do neolítico. Trouxeram a altura de volta à europa, depois dos agricultores do neolítico a terem reduzido. Por alguma razão também vinham carregados de genética dos Hunter gatheres da europa do oeste daí que algumas pessoas denominam da vingança dos descendentes dos HG sobre os EEF. Mas o importante é que terão trazido para a europa a terceira componente dos europeus atuais: O ANE (ancient north Euroasian) das estepes da sibéria. Esta é a componente que por exemplo partilhamos com os ameríndios. E há quem diga que é daí que vem o cabelo liso e escorreito dos europeus. Além da altura mais elevada. Pela mistura que traziam estes também vinham com vários sabores e cores. Por exemplo o SVP57(Yamnaya) Olhos escuros e cabelo de certeza loiro, ESP16(CWC), guerreiro battle axe, olhos escuros e cabelo escuro e mesmo mais tarde o Bell Beaker(I0112, QUEXII16) tinha olhos azuis mas cabelo escuro.  Sendo estes os Indo europeus são as linhagens atuais da europa: R1b a Oeste da europa e R1a a este. Os primos. Os arqueiros da europa ocidental e os homens dos machados da europa de leste.

 

 

Assim entender um europeu é entender que ele é feito na globalidade de 3 materiais no essencial (analise em K3): WHG, EEF e ANE. ANE é fixo nas percentagens, mais ou menos 10% (excepto os estonios que tem muito) mas a diferença entre um europeu do norte e um europeu do sul é a percentagem de WHG de uns (mais a norte) e de EEF noutros (mais a sul) e o ANE é mais ou menos similar.

                Mas cada uma destas componentes pode-se partir em vários outros subgrupos genéticos  (K7, K12, etc) e aí sim, vamos depois aos portugueses.

 

 

Nota: Não estou nada convencido da Kurgan Hypothesis. Mas fica para outro post.

 

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Boring...!

por Olympus Mons, em 02.12.15

Nestas alturas de conferências climáticas desligo quase completamente do assunto. Não que o assunto da sensibilidade do planeta à indução de CO2 na atmosfera não seja importante e deva (mesmo!) ser alvo de muita ciência e investimento. O problema é que tudo o que lemos sobre este assunto hoje em dia é politica e muito pouco tem a ver com a questão ciêntifica. Mas convém ir lembrando algumas coisitas…

 

 

 

  1. Não existe aquecimento global nos últimos 15 anos. Se eu disser isto numa televisão a maioria das pessoas achará que sou doido. No entanto é um facto não uma opinião. E essa ausência, essa pausa como lhe chamavam os céticos ou Hiatus como lhe chama agora o IPCC no AR5, é extremamente (para não dizer impossível) de explicar à luz de um planeta em desequilíbrio radiativo como afirmam quem defende que o Aquecimento global é uma catástrofe eminente.

 

  1. O planeta está a aquecer desde o fim do período medieval chamado de a pequena idade do gelo há 300 anos. Esse período foi provavelmente o período mais frio de todo o holoceno (10,000 anos) e desde essa altura o planeta está a recuperar a sua temperatura. O outro período quente foi há mil anos atrás e se não havia termómetros como sabemos se não tinha uma temperatura superior há de hoje em dia? - E na verdade o planeta ou está a aquecer ou a arrefecer. Nunca se mantem verdadeiramente estável.

 

  1. As pessoas confundem coisas como: O agosto mais quente de sempre (desde 1850) ou o dia de um mês específico mais quente… um dia destes chegamos à hora do dia especifico mais quente de sempre (1850). Tanto o clima como a meteorologia são oscilações. Logo se está num período quente é uma questão de tempo até que seja o mês ou o dia mais quente…. Óbvio.

 

  1. Quando se apregoou que 2014 tinha sido o ano mais quente desde 1850… na verdade foi um dos datasets (dos 7 ou 8 que existem) e na verdade foi por… centésimas de grau. Estão a ver o que é centésimas de grau?!?! Mas na verdade a afirmação é correta… contudo esta oscilação positiva infinitesimal da temperatura é contrária á teoria do aquecimento global…. Ponto final!

 

  1. Conclusão:

 

  • A pausa ou Hiato continua e isso desfaz qualquer alarmismo climático.
  • Cada novo assesment das nações unidas, do IPCC, baixa a baliza mais baixa do provável aquecimento global. O último coloca em algo como 1.9C (com valor máximo de 4C) para a duplicação do CO2 e esse valor não só está próximo da realidade observada como coloca a questão no patamar do “who gives a shit”. 1.4C será o valor do aumento de temperatura devido a duplicação do CO2 na atmosfera sobre valores pré era industrial num contexto de perfeito equilíbrio radiativo.
  • A realidade observada diz que o aquecimento desde que existem datasets de dados recolhidos por satélite se mantém nos 0,16C por década e pronto é isso que se observa. Aumentou 0.85C desde 1880 e vai aumentar pouco mais do que 1C até ao final desta década.
  •  Este ano vamos, como nos últimos 15 anteriores, acabar com uma anomalia de 0.2C . Este mês de novembro 2015 terminou com uma anomalia de 0,33. Ou seja o planeta doesn’t give a shit.
  • Os valores do ano para quem se quiser divertir: UAH V6 Global Temperature Update para novembro de  2015:

 

YR MO GLOBE NH SH TROPICS
2015 01 +0.28 +0.40 +0.16 +0.13
2015 02 +0.17 +0.30 +0.05 -0.06
2015 03 +0.16 +0.26 +0.07 +0.05
2015 04 +0.08 +0.18 -0.01 +0.09
2015 05 +0.28 +0.36 +0.21 +0.27
2015 06 +0.33 +0.41 +0.25 +0.46
2015 07 +0.18 +0.33 +0.03 +0.47
2015 08 +0.27 +0.25 +0.30 +0.51
2015 09 +0.25 +0.34 +0.17 +0.55
2015 10 +0.43 +0.64 +0.21 +0.53
2015 11 +0.33 +0.43 +0.23 +0.53

 

 

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I - Portugueses… (primeiro os europeus atuais)

por Olympus Mons, em 30.11.15

 

Primeiro vamos clarificar o que é, geneticamente, qualquer europeu. Os europeus estão geneticamente, como demonstrado por Fst (fixation índex),  muito perto uns dos outros. Raramente acima de 0.05 (somos todos geneticamente muito parecidos e misturados).  

 

Na Verdade Europeu é tudo o que vai de Russos até gregos. Puxamos os romenos mais para dentro e estão dentro do saco. Sim, Turco está mesmo do outro lado… lá para o fundo.

 

Novamente se nota um cluster interno europeu com os Portugueses, Espanhóis e Itália do norte e, ao lado, com o pessoal da Toscânia (Itália) mesmo colados a nós (e a Itália do sul lá para o outro lado).  

 

Os Franceses fazem a ponte dos ibéricos e NIT (north Italians) para os CEU

O pessoal do centro oeste da europa junta-se num cluster Ceu (Utah Whites) que congrega em britânicos, alemães, Suecos, dinamarqueses Balcãs, etc.  

 

Pode-se dizer que o Bielorussos fazem ponte entre os CEU e o pessoal mais a norte, como os finlandeses, lituanos e russos.

 

Os gregos estão fazem ponte um outro grupo que também é europeu, os Judeus askanazim, Sefarditas e até os judeus marroquinos. No meio desses estão os italianos do sul (Sicília, etc).

Os cipriotas fazem a ponte para o médio Oriente.

 

Depois temos os extremos: Os chuvash da Rússia nos urais (geneticamente completamente fora do baralho) e os bascos do outro lado (mas até bem perto dos portugueses) e no fim, também fora baralho e lá para os quartos dos fundos isolados estão os Sardos (sardenha)

 

Claro que os sub cluster europeus que acima falei colocam o Fst a rondar os 0.01... É quase como se fossem todos primos. Quase, porque por exemplo os suecos ou os Noruegueses são mesmo todos primos uns dos outros.

 

 

 

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COP 21 – Paris (Alterações Climáticas)

por Olympus Mons, em 29.11.15

 

 

Lideres mundiais que já não o serão dentro de muito pouco tempo, alguns deles, sendo dos mais implicados nestes processo mas em vias de abandonar os cargos (como Obama, após não ter feito nada relativo ao assunto em mãos) vão chegar começar a chegar a paris nas próximas horas e dias.

 

Vêm para prometer grandes cortes nas emissões de Co2.  Armados de siglas como INDC (Intended Nationally Determined Contribution ) e 20-20 policies prometem grandes cortes na emissões de CO2 até 2025 ou 2030. Grandes volumes, quase 33gt de CO2 (wow)… 33gt é muita coisa. No entanto, feitas as continhas, estas promessas extremamente difíceis de cumprir vão impedir o aquecimento global na módica quantia de…. 0.2C. Sim, estão a ler bem, dito seja por Lomborg (0.17C) seja pelo MIT no Energy and Climate Outlook (0.20C). tudo isto impede o aquecimento em 1/5 de grau!

Assim, para que se atinga em 2100 um aumento de 2.7C (pelos cálculos da nações unidas) só falta o resto.  O resto é multiplicar isto que vai ser acordado em Paris por …. 100! Sim, 100 vezes mais.

Ou seja 3000 gt de CO2 cortados. Isto são os cálculos das nações unidas (UNFCCC).

 

 

Na verdade vão-se juntar todos para falar de transferências de biliões dos orçamentos de uns estados para outros mais pobres, vai-se falar de impostos de taxas para suportar essa transferência de capital de umas regiões do planeta para outras, os ex países emergentes que agora deverão ser utilizadores pagadores vão roer a corda o máximo que conseguirem, os habituais pedinchas vão exigir biliões em nome da justiça climática.

 

Por mim acho ótimo tudo o que seja alicerçar o desenvolvimento de energias alternativas que não seja subsidiando, algo que toda a gente já concorda que não será a solução.

 

Naturalmente quem tem espirito de funcionário publico (que muitos funcionários públicos não têm) gosta é desta conversa, desta confabulação das taxas, subsídios e impostos. A verdadeira solução ficará a cargo de empreendedores, como sempre, que continuam na persecução de formas mesmo baratas de produzir energias alternativas.  Mas esses não são para aqui chamados. 

 

Como dizia o outro ontem: vão estar 40,000 em Paris? Na convenção no Texas sobre novas formas de extração de combustível fóssil estiveram há dias 105.000!

 

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Portugueses...

por Olympus Mons, em 26.11.15

 

E pronto. isto são os portugueses genéticamente (autosomal) . Quem consegue descrever o que esta imagem mostra?

 

 

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I governo constitucional do novo regime

por Olympus Mons, em 26.11.15

 

Vai hoje tomar posse o  XXI Governo constitucional, mas provavelmente o I governo constitucional do novo regime.  Este novo regime emana do mesmo quadro constitucional, logo não havendo uma rutura normativa (pelo menos não ainda) mas claramente sendo um novo regime do ponto de vista descritivo.

 

Não sendo nada de dramaticamente diferente significa que somente se governa em Portugal tendo uma maioria na assembleia da república. A perda dessa maioria significa o fim do governo. Foi esta a opção do PS (e não só de António Costa) e será este o novo regime. Mas que fique claro. Essa alteração descritiva do regime significa: 

a. Que o XXI governo tem toda a legitimidade, conferida e emanando da assembleia da república e unicamente provinda desse órgão. Não existe realmente uma política previamente sufragada pelo povo português mas ainda assim legitima porque o povo português elege deputados e não deu maioria clara a um dos projetos político

 

b. Que este governo cairá em todo e qualquer momento se não for suficiente a maioria parlamentar que o suporta. Ou seja, se suceder que o país, não o PS ou o Governo, necessite da aprovação em assembleia da república de um determinado documento pode e deve ter a aprovação do PSD e do CDS-PP… mediante a natural apresentação do pedido de demissão do governo ao presidente da república.

 

 

c. Que devem as elites do país começar o debate relativo às necessárias alterações constitucionais que tentem promover e facilitar a ocorrência de maiorias absolutas em Portugal. O regime anteriormente vigente, nascido do 25 de Novembro de 1975, tinha essa convenção de normalização pelo arco da governabilidade para permitir o governabilidade, mesmo que relativa, de minorias na assembleia. Com o fim dessa convenção novos mecanismos de garante da governabilidade mínima devem ser analisados.

 

Boa sorte ao XXI governo constitucional e ao I governo do regime nascido a 10 de Novembro. Fica uma frase desse dia:

 "Quem hoje votar pelo derrube do Governo legítimo não tem legitimidade para mais tarde vir reclamar sentido de responsabilidade..”

 

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Problema da Europa com o Islão…

por Olympus Mons, em 24.11.15

 

A esquerda não consegue antecipar perigos. Faze-lo é gerar expected outcomes de forma inata e claramente isso não é natural a quem é de esquerda. Esta para, olha para o que está à sua volta e decifra inconformidades. São coisas diferentes, são processos cognitivos que seguem caminhos neuronais (pathways) bastante dissimilares quando não antagonistas. Ou és carne ou és peixe.

 

A europa tem um problema (sempre teve) no que concerne ao seu futuro: Chama-se esquerda. Tem uma vantagem em relação ao seu presente: Chama-se Esquerda (sim, não é erro). Agora que tem outro ainda, se fosse possível gostaria de explicar este novo perigo (ou problema) às pessoas de esquerda para que não achem que quando “lá chegarem” logo resolvem o assunto...

 

A europa tem um problema com o Islão (a seguir noutro post falarei sobre o problema com os islamitas). A europa é secular (eu sou) porque ao longo dos anos foi (relativamente) fácil ver-se livre da intromissão da religão nos “affairs” terrenos. As religiões cristãs são demasiado esotéricas e abstratamente entretidas consigo próprias e com os seus cânones para verdadeiramente se intrometer na gestão diária dos seus seguidores. Não é o caso do Islão. O islão é normativo. Descreve em demasiado detalho o "que é" e  o que "tem de ser". Tudo no islão é moralidade normativa e pouco é moralidade (ou realidade) descritiva. A moralidade descritiva é sinal de maturidade (normativa vs descritiva tenho um post algures). A Moralidade normativa é o sinal da idade média. 

É tanto mais funcional uma sociedade ou grupo de pessoas quanto mais “normas” descritivas (que não são lei!) houver e que guiem e encopassem a vida das pessoas. São as tradições e convenções, sim e porque não muitas vezes até preconceitos, que a esquerda detesta e desafia a toda a hora sem verdadeiramente ter noção das consequências. São as coisas que as pessoas “saibam” que deve ser assim (dando espaço à ligeira discordância visto a penalização ser meramente a proscrição da imagem no grupo) e não coisas que as pessoas tenham necessariamente que cumprir sob ameaça de severas penalizações no contexto do “norm violation” puro e duro.

Quando a esquerda (ou o Islão mesmo sendo estes conservadores) destrói um cânone ocidental (mesmo que preconceito) abre a porta a praticas diferentes e multiculturais que curiosamente nunca são relativas ou particularmente adaptaveis.

 Alguém gostou da inquisição? – Pois o Islão aponta sempre para a excomunhão, para o apostata, para a conversão ou penalização severa. E estas punições estão perfeitamente, longa e deliciosamente descritas em detalhe de como e quando devem ser aplicadas. Escravidão de mulheres e crianças, concubinato forçado, decapitações e afins estão perfeitamente enquadradas e justificadas. Basta ler o livro,” the Damm book they read all the time”.  No islão não há não praticante… como não há vegetarianos não praticantes.

 

O islão descreve em detalhe o “como tem que ser” e quando assim acontece não há muita manobra para se relativizar como por exemplo na religião crista. Para o islão o inimigo não é o Cristão… é o Agnóstico e o ateu. A europa e feita de seculares, de agnósticos e ateus. Estes tem duas hipóteses. Ou se convertem (mesmo que seja ao Cristianismo) ou a morte. O Cristão só tem que se submeter, aceitar a superioridade do Islão e …. Pagar a coima, o jizya. -  Estão a ver o que é ter uma minoria a viver na europa, na europa rica, que acha que tem todo o direito do mundo e o direito divino (e tem de acordo com a sua religião) de pedir a todos os cristãos que lhes paguem um subsídio, um rendimento mínimo garantido? É pior do que ter uma mesma minoria (comunistas) que acharam que tinham todo o direito do mundo aos recursos e propriedade de terceiros em nome da igualdade. Estes novos engenheiros sociais acham que tem todos esses mesmos direitos porque assim está escrito numa panóplia enorme de normas que regem a vida de todos no mundo chamado de Corão.

 

E nada é deixado verdadeiramente ao acaso. Os muçulmanos não são pessoas que nascem “más”. Não são seres humanos distintos dos outros, ansiosos por matar inocentes. Se lhes perguntarem, na esmagadora maioria (como em qualquer lugar) irão sentir o desconforto e a dissonância cognitiva que resulta de atos que por norma os humanos tem como inerente à sua natureza ser avessos (ex. matar).

Mas perguntem-lhes por essa europa se…. Querem a implementação da sharia (?) – Não, essa é enganadora (pese embora fiquemos sempre surpreendidos) perguntem sim se um muçulmano devia viver sob a égide do Corão (que descreve ao detalhe essa vivencia), perguntem se concordam que quem não é praticante de religião é infidel, Perguntem se deve existir um califado e perguntem se não é o dever sagrado (baya’a) de qualquer muçulmano ajudar a implementar o novo califado (o oitavo) e jurar-lhe obediência acima de tudo o resto, perguntem se todo o mundo não deve em algum ponto no futuro estar sob dominio do islão e… não existirá a mínima hipótese de ele dizer que não.  Coitado nem saberá como responder para não se entalar. E por muito boa pessoa que ele seja, este é o veiculo da sua vivencia na terra e quando tiver que ser não terá outra hipótese que não seja aderir aos comandos que receber.

Não há vegetarianos não praticantes. E o esforço de não chamar Estado Islâmico mas sim Daesh é exatamente pelo facto de assim que houver um califado (estado islâmico) os muçulmanos ainda mais obrigados à sharia estão (que não existe desde a queda final do império otomano). – O estado islâmico é como passar do comunismo como conceito para o comunismo após a revolução de 1917.

 

O mais parecido com o que estamos a viver na europa agora foi o imperialismo soviético e o islão deve ser analisado à mesma luz como o comunismo foi á luz kantiana e no contexto do Corão comunista redigido por Karl Marx. O islão, na parte que nos concerne, não é uma religião é um projeto de vida.

 

Simples, simples é perceber que o problema da europa com o islão é igual ao problema que a europa teve com o comunismo soviético.

E hoje em dia há comunistas que no essencial são meramente religiosos... o que resta saber, como no caso dos jihadistas, é como se vão comportar no dia em existirem grupos armados para novamente implementar revoluções finais do proletariado. Convém lembrar que até há muito pouco tempo os "terroristas" das FARC eram convidados às festas do Avante. - Pois é!

 

 

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Sociology of belgiuns

por Olympus Mons, em 23.11.15

 

Pese embora ainda não tenha tido tempo de escrever sobre o problema europeu com o Islão, o problema com os islamitas (que é diferente) e com os terroristas (que já escrevi) convém ir notando algumas coisas. Uma das mais importantes é que embora a sociedade Belga em geral, com a sua obtusidade e interoceptividade típica não interprete e abalize a sua multiculturalidade, os mais conservadores … e nada mais conservador que os militares, mantém uma impressionante homogeneidade europeia. As forças armamadas Belgas são compostas quase exclusivamente por belgas de ancestralidade europeia.

Como é óbvio isso cria muita urticaria a certos grupos e nenhum é mais de esquerda que o da sociologia. Isto a propósito naturalmente das operações antiterroristas na Bélgica e por exemplo deste estudo de Janeiro deste ano que incita a corrigir esse grave erro na sociedade Belga. Essencialmente a introdução de mais elementos da população muçulmana nas forças armadas e policiais. Claro que esse é o caminho!

 

 

Ethnic diversity in the Belgian armed forces

http://www.researchgate.net/publication/264881952_Ethnic_diversity_in_the_Belgian_armed_forces

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A Patologia do Igualitarismo

por Olympus Mons, em 20.11.15

 

 

Numa altura em que falamos da formação de governos “da esquerda” em Portugal tenho pena que não faça parte da cultura geral algumas “obviedades”. Uma das mais importantes foi-nos dada precisamente por van Prooijen (post anterior relativo a Political Extremism Predicts Belief in Conspiracy Theories). Nunca me esqueço que ele confirmou uma das pérolas que associamos à esquerda:

Mais no passado, verdade, mas ainda acontece hoje dia, muitas vezes o debate entre esquerda e direita acaba no “sim, sim, todos iguais … mas todos pobres”. E sempre que se observa esses debates, a seguir á asserção que a igualdade leva á pobreza generalizada, se reparem … a esquerda remete-se ao silêncio ou diz algo para mudar o assunto.
Ao longo do tempo a Direita acabou por considerar que esse argumento estava ganho. Acontece que não é esse o caso. Não. É que para alguém de esquerda é mesmo mil preferível serem todos pobres desde que iguais do que menos pobres mas mais desiguais. Não há duvida que dentro dos testes de SVO (social value Orientation) existe uma clivagem entre os Proselfs e os Prosocials, sendo que qualquer relação politica feita leva ao óbvio. Proselfs são predominantemente de Direita e Prosocials são de esquerda.


Um estudo de van Prooijen de 2012, demonstra precisamente o que refiro acima.
Este estudo dele mostra que a esquerda valoriza tanto, mas tanto, a igualdade e que promovem a igualdade a um tal nível que é valida mesmo que esta signifique Injustiça para todos (…even when equality implies injustice for all). Isto na extrema-esquerda é patológico!


Injustice for All or Just for Me? Social Value Orientation Predicts Responses to Own Versus Other’s Procedures

In two experiments, the authors investigated how differences in social value orientation predict evaluations of procedures that were accorded to self and others. Proselfs versus prosocials were either granted or denied an opportunity to voice an opinion in a decision-making process and witnessed how someone else was either granted or denied such an opportunity. Consistent with the hypothesis, procedural evaluations of both proselfs and prosocials were influenced by own procedure when other was granted voice, but only proselfs were influenced by own procedure when other was denied voice. These findings were particularly attributable to prosocials’ tendency to evaluate a situation where no-voice procedures are applied consistently between persons more positively than proselfs. It is concluded that proselfs are focused on procedural justice and injustice for self more than prosocials, whereas prosocials value equality in procedures more than proselfs—even when equality implies injustice for all.

 

 

 

No shit, Sherlocks!

 

 

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Porque os extremistas são todos iguais…

por Olympus Mons, em 19.11.15

 Muitas pessoas se esquecem, ou não gostam de lembrar, que a extrema-esquerda é igual à extrema-direita. O facto de em Portugal a extrema-direita praticamente não existir e a extrema-esquerda ser de uma total ubiquidade não muda em nada esse facto. O bloco de esquerda é em tudo semelhante à frente nacional Francesa.

E isto não é tanga.

Os dois (na verdade os 3 mas não digo qual o terceiro) partilham características comuns. Exemplos:

 

Primeiro: o extremismo político (de ambos os espectros!) está correlacionado com teorias da conspiração.  E nem vale a pena perder tempo aqui. São exatamente iguais. está aqui :Political Extremism Predicts Belief in Conspiracy Theories,  de Proojjen et al.

 

Segundo:  de um lado e de outro está perfeitamente correlacionado com emoções negativas (não hão de ser esganiçadas as meninas) e outgroup Derogation – não são é os mesmo grupos. Se perguntar a alguém de extrema-direita sobre grupo de imigrantes verá que as posições relativas a esse grupo são hostis e se perguntar a alguém de esquerda são amistosas… mas agora pergunte a alguém de extrema esquerda sobre grupos da sua própria sociedades como por exemplo católicos, empresários, banqueiros e as reações são exatamente as mesmas que os de direita tem em relação a por exemplo imigrantes ou homossexuais.  Somente decorre que um é derrogatório para com grupos que ofendam o status quo (tradições, cânones, etc) como é o caso de imigrantes e o outro contra grupos que defendam esse status quo. Mas a reação é exatamente a mesma.

 

Terceiro:  A cura. Peçam à catarina e ao jerónimo que lhe expliquem mecanicamente (ver post sobre a diferença entre pensamento mecânico e pensamento nomological) como é que “então fariam”. Simples.

Não é que elenquem razões para se justificar ou justificar as suas politicas, ou como abaixo alerta, enumerate reasons for their policy preferences. É mesmo dizer passo a passo como fariam, ou seja o desmontar daquilo que é conhecido como Mechanism thinking vs  Nomological network.

 

Um exemplo de um estudo que aborda esta temática (hoje dia há centenas) …

 

Political Extremism Is Supported by an Illusion of Understanding

 Abstract

People often hold extreme political attitudes about complex policies. We hypothesized that people typically know less about such policies than they think they do (the illusion of explanatory depth) and that polarized attitudes are enabled by simplistic causal models. Asking people to explain policies in detail both undermined the illusion of explanatory depth and led to attitudes that were more moderate (Experiments 1 and 2). Although these effects occurred when people were asked to generate a mechanistic explanation, they did not occur when people were instead asked to enumerate reasons for their policy preferences (Experiment 2). Finally, generating mechanistic explanations reduced donations to relevant political advocacy groups (Experiment 3). The evidence suggests that people’s mistaken sense that they understand the causal processes underlying policies contributes to political polarization.

 

 Simples não é?   Pois, mas isto dava poucos conteúdos para televisão, jornais e blogs… logo vamos lá abusar do nomological que isso é que dá boa televisão.

Ok. Mas por favor entendam que uma coisa é boa televisão outra e governar ou tomar decisões seja de que ordem for.

 

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Yuuppiii- O fim da austeridade

por Olympus Mons, em 19.11.15

 

 

Sabem porque quando um deputado do Bloco de esquerda é espancado por um cigano (passa a ter memória episódica) muda o seu discurso e passa a pedir atuações e choice behaviour que apelam as consequências do tal evento que lhe ficou marcado na memória?

Pela razão oposta que faz com que a esquerda não tenha medo do regresso da troika. Não lhes doeu verdadeiramente (pelo menos fisicamente). Mas eu explico.

 

Existe alguma falta de interpretação sobre os eventos políticos da nossa parte. Sempre que alguém de inclinação politica mais à direita fala ou escreve na média fá-lo sempre com referência a consequências futuras nefastas. Não resulta. Não quando se fala com alguém de esquerda.

Ou é, naturalmente, algo simples de elaborar e fácil de discernir ou então está a falar para o boneco. Achar que um Galamba, ou uma isabel Moreira, ou Catarina Martins, ou Francisco lousã ou até, aparentemente, um António Costa (não, este é diferente) vai ficar impressionado com o expected outcome da conversa de destratado orçamental é uma pura perca de tempo.

 

Não é falta de inteligência (obvio) falta de sentido de responsabilidade ou inconsciência (menos óbvio), ou até loucura (já depende da definição). É só que não são esses os mecanismos e processos cognitivos preferenciais e inerentes a quem é de esquerda. Só isso. Também não entro num plenário do PC e acho que os vou convencer das virtudes do capitalismo. E se não o faço então por que razão o grande argumento que nós fazemos é para pessoas que tem as preferências cognitivas semelhantes? Para nos convencer ainda mais? - Pode fazer sentido desde que seja para cerrarmos fileiras.

 

No cérebro, os mecanismos de choice behaviour são grandemente influenciados por a Amygdala, Orbifrontal e Insula. Quem lê os meus posts anteriores sabe que se associa (eu acima de todos os outros) a direita à AOV (Amydala-Orbifrontal- VMPFC) e a esquerda à IAD (Insula-ACC-Dlpfc). 

Neste contexto da ameaça e incerteza da austeridade a insula não deve contribuir muito. Visto que contribui somente  com estados internos do corpo (homeostáticos) e memória futura desses estados internos. Ora, se a austeridade não tiver criado, frio, fome, dor então não está registada como memória episódica (autorreferencial) não elícita grandemente a Insula e não conta para este rosário de antecipação de consequências nefastas as escolhas.  

 

Já a amygdala (que as pessoas de direita têm maior) é responsável por nos processos de choice behaviour trazer tanto a memória declarativa (lembrar o que aconteceu no passado) assim como o RMC (Reward Mediate conditioning)  que é o “se voltas a cometer este erro vai doer” e assim  juntar as pontas para levar as coisas a um bom porto num  “appropriate action-outcome associations” que deverá promover o expected outcome bom (positivo). Não quer dizer que seja sempre assim, quer sim dizer que por norma acontece aquilo (expected outcome).

Não é por mero acaso que em situações de incerteza se vota à direita.

 O que acabei de explicar é exatamente a razão por que assim acontece. Em situações de incerteza, que os humanos detestam, a amygdala acende como um pirilampo para resolver o problema… Se fores de direita. De esquerda só se o teu rabo estiver diretamente em risco. Caso contrário vais filosofar para o DLPFC e ACC. 

Assim. Conversas do papão do regresso da troika só fariam sentido se o povo português (pelo menos o de esquerda) tivesse passado fome, frio, doenças (temperatura corpo) etc. , e convenhamos, 7% de contração do PIB não é suficiente para deixar verdadeiramente marcas. Tinha que ser algo a rondar os 50% da saída de Portugal do euro.

 

Assim, querem livrar-se da esquerda durante longos e bons anos? – Esqueçam o Costa, ponham o Jerónimo em São Bento!

 

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Bascos e Sardos!

por Olympus Mons, em 18.11.15

 

Aliás, no seguimento do post anterior será óbvio que tinha que me referir agora à Sardenha. No Post anterior é, no PCA superior direito, aquela mancha roxa do lado esquerdo.  Nesta imagem ao lado é a mancha azul. Tal como quando nos referimos aos Bascos estavamos a falar de gentes de “outro planeta” relativo à Espanha, também quando falamos da Sardenha estamos a falar … do "tal planeta" à parte.

 

Que tem em comum? Sardos e Bascos são a mais fiel representação genética dos agricultores do neolítico, pessoal do levante que trouxe a agricultura para a europa. Os sardos ainda mais EEF puros, Early Eastern Farmers, do que os próprios Bascos porque os bascos sofreram mais alguma admixture resultante das invasões dos povos do norte da europa. E essa marca lá ficou. Mas seja como for a componente de genes que ambos possuem muito similares aos genes dos agricultores do Neolitico (10-5 mil anos atrás) é muito elevada (genes autossomas, que tanto o pai como a mãe passam à descendência).

 

 

 

Porém, uma diferença grande entre os Sardos e os Bascos é que os primeiros mantêm uma percentagem grande de linhagem patriarcal (Y-dna) do haplogrupo genético I2*/I2a do norte do Cáucaso (como os Bósnios e Croatas) e é o local da europa ocidental com a maior percentagem de homens da linhagem genética masculina verdadeiramente associada aos agricultores do neolítico … o haplogrupo G2A. Os bascos são quase todos da linhagem patriarcal R1b (sitio em todo o mundo com maior percentagem, cerca de 90%) o que é estranhíssimo e um dos maiores mistérios atuais da pré-história. Como é que estes são a representação genética dos agricultores EEF e na verdade não possuem a descendência masculina destes (mas sim dos outros misteriosos R1b que também não se sabe como é que sendo do caucaso  subitamente aparecerem aqui (europa ocidental) e eliminam praticamente todas as outras linhagens masculinas (tanto dos caçodores colectores como dos EEF).

Mas qual é o segundo sitio em toda a europa com maior percentagem de G2a? - A Cantábria, em espanha, que é mesmo colada ao pais basco! Os R1b substituiram totalmente os G2a no Pais Basco mas não na Cantabria. aliás percentagem também relativamente elevada em Portugal (6%), sendo 13% em Évora (13%) por onde provavelmente os EEF entraram em Portugal (entre os rios) e na Guarda  (10%) visto que hoje em dia é nas regioes montanhosas de toda a europa onde se encontram as maiores percentagens deste haplogrupo genético (alpes, Tirol, serra da estrela...). É para onde fogem os acossados, certo?.

Não é por mero acaso que Otzi, o homem de 5000 anos, tinha uma flecha enfiada no ombro e foi morto por uma pancada na cabeça...

Curiosidades…

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Gostava imenso de ter mais tempo para escrever um pouco mais sobre estas questões de genética populacional. Tanto a nível pré-histórico (Paleolítico, neolítico, idade do ferro, Bronze, etc.) como numa perspetiva inovadora sobre eventos históricos, estas análises estão a mudar a nossa visão do mundo.

Até para aliviar um bocado as temáticas abordadas nos últimos dias. Ok.

Escrevo isto porque tive a ler the Italian genome reflects the history of Europe and the Mediterranean basin  e na verdade a diferença, o fixation Index, entre um italiano do Norte e um italiano do sul é por exemplo maior que a diferença entre um Português e um alemão. Ou entre um irlandês e um alemão (ou pelo menos parte considerável da Alemanha).  Fst 0.0013 é igual ou maior que a maioria (mais de 50%) de todas as combinações entre os povos europeus.

 

Já escrevi no post (De Catalães a Bascos. Duas coisas bem diferentes) sobre a independência da Catalunha que estes não se diferenciam geneticamente em nada (ou quase) dos espanhóis de Madrid. Mas, na verdade num mundo de incertezas em que vivemos existiria no futuro hipoteticamente um “Pais” que seria composto por Portugal, Espanha e…. Norte de Itália. Aliás, existe em várias análises PCA (principal componente)  de genes e polimorfismos comuns que criam este cluster de pessoas.   

Ethnicity Gedrosia Siberian NW_Afric SE_Asian Atlantic_Med North_Europ
Espanha 6.00 0.50 3.25 0.20 54.35 21.95
Norte Italia 5.76 0.28 2.80 0.26 39.36 24.61
Portugal 6.33 0.21 6.24 0.28 47.14 22.28

 

Ethnicity S_Asian E_Afric SW_Asian E_Asian Caucasus S_Saharan
Espanha 0.20 0.05 5.20 0.00 7.75 0.60
Norte Italia 0.06 0.39 5.44 0.29 20.20 0.54
Portugal 0.73 0.77 4.89 0.09 10.58 0.46

 

Com estas percentagens de genes destes clusters geográficos, como apresentado no quadro acima, as analises de principal components criam um cluster de pessoas que são geneticamente “mais” parecidas. Assim haveria um país de pessoas geneticamente "mais próximas" composto pela peninsula ibérica e norte de itália (Pidmonte,lombardia,romangna, etc). Aliás como outros "paises" podem surgir noutras areas geográficas da europa.

Alias, nota-se em Portugal o numero elevado de genes do norte de Africa, que na verdade ninguem sabe se são antigos (paleolitico/neolitico) ou da invasão arabe sec. VII-X (só por si isto dava um post enorme). Sendo sempre esse o traço distintivo que uso mesmo sem ver a nacionalidade no 23andMe se é português (procuro cerca de 6% de genes do norte de Africa), assim como uso a percentagem de genes negros (S_Saharan) para saber se estamos perante um Portugues (0.5%) ou um Brasileiro  de origem portuguesa (3.5%).

Deste ponto em diante dava para escrever um livro....

 

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Gun Run Brrrt

por Olympus Mons, em 16.11.15

Gun Run Brrrt

Até pelo que escrevi no post anterior, sempre que oiço alguém a apelar à tolerância fico sem saber a quem se referem. Presumo que não aos que combatem pela ISIS. Por mim, numa altura destas só desejo aqueles que estão em Raqqa e arredores, um…: 

Feliz dia Gun Run Brrrt  daqui até ao inferno!

Sinceramente desejo àquela escumalha do ISIS que, agora mesmo e nos próximos tempos, oiçam de dia e de noite Brrrt,  Brrrt    Brrrt    Brrrt       Brrrt      Brrrt      Brrrt       Brrrt.

:-)

 

 

Update (17.11.2015) : Muitas pessoas não entenderão este post, por isso vou explicar. Bombardear com bombas inteligentes alvos do ISIS traduz-se numa morte de jihaistas em que estes nem vão perceber o que lhes aconteceu. Em momento algum tem noção do seu destino.

Coisa bem diferente é o Gun Run Brrrt de um A-10. São aviões de ataque ao solo que disparam 4500 balas de 30mm em menos de 1 minuto. É algo de estranho e nem se ouve propriamente os tiros. Aquilo que se ouve é algo como o barulho de uma ave qualquer de outro mundo, um brrrt brrrt que quase parece biológico.

Quem ouve o brrt brrt sabe que o inferno está para chegar. Quem olha e vê os dois reatores na cauda que quase parecem olhos enormes ou o plasma que se forma à frente do avião quando dispara e que parece um cuspir de fogo de um dragão sabe que o seu dia chegou.  Parece que, mesmo os Jihadistas que anseiam pelo paraíso, sentem verdadeiro pânico quando ouvem o brrt brrt antes do impacto plasmático da chuva de balas que viajam a velocidades alucinantes. É esse medo, semelhante ao de algumas das vitimas em paris que eu desejo sinceramente que eles sintam antes de irem para o inferno que os carregue (!).

 

Para quem se interesse:  https://www.youtube.com/watch?v=NvIJvPj_pjE

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