Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]



A cara de MAO

por Olympus Mons, em 19.09.22

Estava a ver agora na TV: o Risco de guerra nuclear na Europa.

Quem não morre de medo de uma guerra Nuclear? Estamos a falar do fim do mundo… NOT!

Na verdade é um evento que historicamente não seria singular ou de significado impar, ou cataclísmico no sentido bíblico do fim do mundo. Reparem que me refiro à escala do planeta e não dos sítios onde deflagrar os engenhos claro.

E duas gerações depois já ninguém verdadeiramente ligaria. Aliás como se está a passar com a segunda grande guerra que após a morte dos filhos dos que combateram e viveram, os seus netos já nem sabem o que foi ou querem saber.

Mas acima de tudo este post é sobre perceções. Os mitos, lendas e fábulas que nós humanos parecemos necessitar para se não interpretar pelo menos aceitar tudo o que nos seja impingido.

Mas antes e para poder continuar com este post tenho que começar por aqui. Mesmo nisto: Mao tse tung e o seu grande salto entre 1958-62 (4 anos) matou cerca de 40 milhões de chineses e a sua cara está nas notinhas de 100 yuan na China. Por isso, no biggy, não houve problema, ninguém deu 2 shits ou 4 Xangai!  - 40 milhões OK? O comunismo matou mais de 100 milhões e não faltam marxistas e símbolos da foice e martelo por todo o lado.

Há dias estive a ver a simulação de uma guerra nuclear entre a Rússia e a NATO, começando com um ataque saído de Kaliningrado a uma base da NATO e depois os eventos que se seguiam, numa simulação criada por Princeton - PLAN A - Princeton Science & Global Security.

Tudo muito atual. Pese embora esta simulação já é de 2018 e agora adquire a relevância.

Total de mortes: 34 milhões de pessoas.
total de feridos:59 milhões de pessoas.

Estamos a falar de uma simulação que tem em conta as armas, os silos, as bases, os arsenais, os países, as cidades, as doutrinas, etc, etc.

Uma das coisas que se estranha é que o número inicial de mortos de uma guerra nuclear, com ataques às bases militares e aos silos e localizações estratégicas resultará numa quantidade reduzida (à escala claro) de mortos. Alguns milhões. Só quando assumem que por decisão estratégica tanto a Rússia como a NATO decidiria aniquilar os centros urbanos mais populosos, as grandes cidades, numa decisão que tenho grandes dúvidas qualquer das potências alguma vez tomaria.  Aliás assumem que até 5 engenhos seriam usados para algumas das maiores cidades norte-americanas e europeias… o que não me parece que na vida real acontecesse. Quem é que tomaria essa decisão?  - E mesmo assim não chegaria ao número de mortes do Mao Tse Tung???

Mas porque achamos que acabaria o mundo?
Pela mesma razão que as pessoas acham que as alterações climáticas são uma ameaça existencial. – Bad science com ideologia. Misture e chocalhe-se e só dá mentira.

Comece por se lembrar da guerra do Iraque. Quem não se lembra que o incendiar os poços de petróleo iria provocar um inverno nuclear? Que ia baixar a temperatura do planeta, que a Asia isto, a Europa aquilo… e os iraquianos incendiaram os poços!
Que se passou? - Nada.

Não me vou alongar na explicação, mas logo para começar, tem que se perceber que as atuais armas nucleares não são extremamente potentes. Restam muito poucas dessas no planeta. E as atuais armas nucleares não conseguem levar os impactos acima dos 70.000 pés, até à estratosfera. Não são high-yield nuclear bombs (Felizmente) e o fall out dos engenhos estarão de volta à terra em questão de dias.

Acresce que hoje já se sabe que os modelos, sim os modelos como os das alterações climáticas, afinal estavam todos errados. Heat fluxs, fuel loading e esse tipo de variáveis não tinham mesmo sido medidos mas sim inferidos e colocados nos modelos (Carl Sagan não era perfeito).-  Por isso hoje se sabe que estavam todos errados.  Não é assim que funciona a atmosfera os firestorms deste tipo de armas que afinal não existem mesmo.

Isto são boas notícias, não é? - Não, não seria o fim do mundo.
Mas, por amor da santa, não comecem guerras, nem nucleares nem das outras, porque não é a guerra em si, é que os humanos que as fazem duas semanas depois do início já tem uma humanidade reduzida. Mesmo que, e graças a Deus, quem aciona armas nucleares vive no bem bom e de barriga cheia.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D


Links

Blogs