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A coisa mais importante do século

por Olympus Mons, em 10.08.22

A existência deste blog é devido e posts como este que aqui hoje escrevo. Assim nasceu como barradeferro, pela barra de ferro que perfurou o cérebro de Phineas gage.

Racismo!

A coisa, de todas, mais importante que alguém poderá perceber nesta segunda década do século XXI é: (!) que a falha nas narrativas oficiais que se dizem antirracista é o facto de ela ser falha não na asserção do poder do sistema meso límbico (cérebro mais primário) sobre a realidade, mas sim porque a descrição e narrativa feita é ineficaz e errada na fórmula tal como é criada pelo DLPFC (Dorso lateral prefrontal córtex) para resolver o problema. -  É uma erro racional!

Perdoem repetir por várias formas.  – Podíamos estar perante uma aferição que a solução para o racismo tal como para a aferição de status ou class da pessoa será criar um conjunto de normativos que são gerados pelo DLPFC para controlar o comportamento da generalidade das pessoas e acabar com qualquer implicit bias.  E ao criar essas regras as pessoas deixam de sentir o que sentem e o problema estaria resolvido. Não vai acontecer porque não é assim que funciona o cérebro e o mundo já agora.  Achar que sim é um erro - Este é exatamente o Erro de Descartes do nosso António Damásio.

Por outras palavras, repetir outra vez:  No caso do racismo como a infindáveis outras coisas na vida tanto a Amígdala (como a FFA) reagem a alguém de cor diferente em 30 milissegundos. 30 milissegundos é… você nem viu, nada na sua “visão” registra mas a amígdala viu!  A sua, a minha, a da sua tia do bloco de esquerda ou a sua prima do partido comunista!   -  Fique quieto e deixe que o seu DLPFC explique que não há razão para, e que o VLPFC sopre suavemente que não existe razão para desassossego e podem-se todos acalmar emocionalmente sem qualquer consequência explicitada em qualquer realidade. Isto em milissegundos! E o mundo segue em frente.

Isto se fores de direita!

Agora… se fores de esquerda, dispara a ACC (no caso a DACC) que faz conflit monitoring e mais importante fala com a Insula que é ligada a inquietação affect (emoção e sentimentos) e começa um diálogo entre essas duas partes e aquilo que eles estão a sentir (eles não és tu, é na cabeça deles!) cria uma dissonância que no caso da preferência que têm como pathway neurológico só poderá ser resolvida pelo DLPFC.  Até porque eles não querem nada com a parte ventral do cérebro. E aquele vai criar e dar um conjunto de abstrações para resolver o problema ( problema que eles tem e não tu) e o DLPFC é muito bom a resolver problemas abstratos e irá dizer: “Ok, isto é o que vamos fazer, vamos fazer isto mais aquilo e com base nisso mais aquilo e assim não há racismo no mundo”.  O problema é que o DLPFC não vive no mundo e não fala consigo emocionalmente. Quando muito dá ordem, quando se lembra, ao VLPFC para que fale emocionalmente consigo.
Se estiver a descrever um problema e uma solução abstrata não vai falar consigo próprio antes vai verborear para o mundo. Isto é ser de esquerda. Falta-lhes um dos filtros.

Esse DLPFC em overdrive da esquerda em momento nenhum resolveu o problema do facto de a Amígdala e da Insula terem disparado. Se tivesse deixado o problema ser resolvido ele resolver-se-ia com o paradigma mais simples do mundo que é seres uma pessoa decente e deixar que as várias cues e sinais da pessoa à tua frente de informe para modelares o teu pensamento e emoções (!).  -- O cérebro é uma máquina que funciona nos tais milissegundos e está pronta a resolver todos estes conundrums em milissegundos.  Nem vais realmente dar conta. O salience que o teu cérebro primário te deu nem regista nos teus pensamentos e muito menos terá verdadeiramente influência no teu processo de decisão. Isso é bullshit.

Muito mais, mil vezes mais, importante que cor da tua pele são os cues, os sinais e indicações que tu dás nos milissegundos ou segundos seguintes.  – Este é o problema! -

E isso é importante porque se fores um jovem negro, entra no comboio e basta uma cara relaxada, basta um sorriso, basta uma indumentária para informar o cérebro de toda a gente que não és motivo de().  --  E isso era importante informar toda a gente. Porque se fores da mesma raça que a maioria das pessoas que estão no comboio e te vestires de maneira diferente vai haver o mesmo instinto de toda a gente à tua volta. Não é exatamente as mesmas áreas do cérebro, pese embora a maioria seja, mas irá estar a fazer exatamente a mesma coisa…. Basta um sorriso ou uma expressão facial relaxada ou qualquer outra informação contextual e novamente me milissegundos essa saliência desaparece. A informação necessária para vencer implicit bias é surpreendentemente reduzida.
Sim! Sim! a cor da pela da pessoa não é responsabilidade da própria pessoa. Mas também o ser diferente em personalidade não é, o ser muito pobre e mal vestido também não muitas vezes e não será por isso que o tal processo de avaliação não dispara! Não interessa porque em 1 segundo isso poderá estar resolvido. - Qualquer informação contextual serve para que seja o DLPFC, VMPFC ou VLPFC, qualquer, mande uma mensagem para reverter. Aliás conhecer a pessoa de raça diferente também impede esse disparo.  Nada ativa no sistema mesolimbico se conheceres a pessoa independentemente das características exteriores da mesma.

E isto tudo é importante porque? Porque o racismo era uma construção, uma racionalização feita pelo Cortex Pre-Frontal, estando à cabeça o tal DLPFC. Havia um explicação, uma justificação, uma racionalização e uma descrição em conceitos do mundo com essa formulação que era racista e que criava uma estrutura social que designava um caminho das identidades no tecido social.

Neste mundo woke e CRT que está a ser construído, é novamente, tal como no racismo, uma racionalização feita pelo Cortex Pre-Frontal a construir uma mentira sobre a natureza humana.  Tanto quanto legislação ou normativos, mesmo meta-normas, eram criados para justificar a hierarquização que favorecia uma raça, assim se está hoje em dia a criar uma formulação que cria novos normativos para além da realidade que novamente impõe estruturas criadas pelo DLPFC para o comportamento e valências das pessoas nas sociedades. -  É uma mentira!A mentira é que a amígdala das pessoas é informada pela perceção que cria da sua realidade e por isso a amígdala dispara perante a foto de uma pessoa negra… em pessoas negras!  -  É que estudos são feitos nos EUA onde as sua população negra é 13% e é responsável por 60% dos assassinatos e acho que ainda maior por crime violentos no geral. Por isso a amígdala de alguém de raça negra dispara perante a visão de alguém da sua própria raça.

Black Lives Matter, wokes, CRT e politicamente correto não resolve o problema que a parte ventral do seu cérebro (a parte preferencial da direita), seja você branco, negro ou klingon conhece o mundo! O mundo real. E até a população negra naquele pais deixar de ser estupidamente violenta, tão violenta que sendo 13% só ela aumenta mais de 2.5 mortes por 100,000 habitantes no seu pais.

Não é irrelevante que a população naquele pais mais promotora do woke, uma mulher branca, seja precisamente a população menos sujeita ao estereotipo que mencionei, não é? Quem morre às mãos de um jovem negro não são meninas de classe média alta não senhor... na realidade é outro jovem negro!

Aliás, em países onde qualquer minoria populacional é menos negativamente saliente, como ser violenta, essa ativação primal do cérebro não ocorre de forma tão intensa.

Criar uma tanga, uma narrativa, pelo DLPFC sem respeito pelo VMPFC e VLPFC só nos levará pelo caminho da autodestruição. Criar mecanismos de controlo de comportamentos desviantes, seja violentos seja quebra de normativos ou tradição seria sim uma solução.
Um jovem negro de 1.90cm de altura vestido de fato, um sorriso e óculos escuros nada mais recebe do geral da população que não seja um high-five. 

E lembre-se do erro de descartes! – Que danos no VMPFC faz com que as pessoas retenham toda a sua inteligência mas não só não conseguem tomar decisões com facilidade para resolver problemas como, mais grave ainda, tomam decisões horríveis, escolhas pessoais desastrosas, criam relações completamente aberrantes.

Pois, quem está a querer “resolver o problema”  são seres que tem uma deficiência cognitiva no VMPFC!

 

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