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A ver vamos

por Olympus Mons, em 24.04.22

Capture map politcal france.PNG

Este mapa é  das eleições francesas de 2017. Tudo aquilo que me interessa nesta eleição é arranjar dentro de alguns dias um mapa similar para perceber que ventos sopram. Pode também ser um mapa de quem ganhou onde, mas o intuito será o mesmo.

As cidades, onde Macron ganha, são obviamente importantes. -  Mas também são os sítios que a seu tempo implodem. Também Roma, após a sua implosão, nunca mais foi nada de especial. Ainda hoje outros pontos no que é Itália tomam precedência sobre Roma mesmo sendo a sua capital. A implosão de muitas das cidades europeias está para acontecer.
Parece infrutífero apostar tanto na Província, depopulada e sem poder, mas sempre foi ai que as identidades sobreviveram.  Aliás a genética mostra-nos que a imperial Roma foi feita pela genética das suas províncias e quando o cosmopolitismo Romano caiu pelo peso da sua multiculturalidade, novamente foi a Província que sobreviveu e voltou a povoar a cidade.

Como um jornalista português notava, os jovens apoiantes de Macron juntavam-se em tertúlias de apoio ao seu candidato nem bares posh nas Gares de Paris onde se amontoavam sem abrigo por todo o lado numa imagem dantesca. O jornalista percebeu a dissonância que aquilo tudo era, com os tais jovens de classe média alta de Paris que nem notavam o ambiente que os rodeava. São imagens do novo cosmopolitismo, da tal cosmopolidade modernaça.

Marine Le Pen, personagem que nunca consigo sequer ouvir ou aturar, terá tido 42% dos votos em França.
Aquilo que poucos repararam nesta noite em que as televisões nos vão deleitar com laudas e emocionada páginas a essa vitória dos “bons” sobre os “maus”,  ficará contudo a nota que 42% de maus é muito maus para uma nação. 
Tenho para mim ainda o tal número mágico dos 20% de uma sociedade acima dos quais os restantes 80% estarão tramados. Isso funcionará para o mal, mas obviamente também para o bem.
E não nos podemos esquecer que somente 38% dos franceses votaram em Macron. os restantes 62% ou votaram em Le Pen ou nem se deram ao trabalho de sair de casa... 

Especialmente quando os “bons” provavelmente logo amanhã de manhã vão começar a preparar os cartazes de protesto contra o “super bom” que acabaram hoje de eleger.

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1 comentário

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De Zé Manel Tonto a 24.04.2022 às 21:26

A coisa vai por-se engraçada.

A malta globalista, progressita, de esquerda está convencida que isto é o fim da História (outra vez), e que ganharam. A esquerda Americana até falava numa Guerra Civil quando Trump foi eleito.

Se é verdade que boa parte das Guerras Civis que opuseram zonas urbanas a zonas rurais foram ganhas pelas zonas urbanas, hoje já não será assim.

Os milhões de habitantes das zonas urbanas estão dependentes de infraestruturas que passam pelas zonas rurais.

Além disso, muitos dos jovens cosmopolitas que refere no post trabalham em serviços. Não produzem nada que a população não possa dispensar durante algum tempo, ou mesmo indefinidamente (os trabalhadores de grandes tecnológicas como o Facebook, Twitter, ou Youtube, por exemplo).

O abastecimento de água aos grandes centros urbanos vem de barragens por vezes a centenas de quilómetros de distância. A energia é produzida em centrais a dezenas, se não centenas de quilómetros de distância. A comida (que os supermercados têm stock para 3 dias) vem quase toda de camião, passando por estradas em zonas rurais.

Eu não queria entrar numa guerra se a minha comida, energia, e água tivesse toda que passar pelo terreno do inimigo antes de chagar até mim.

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