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As correntes do Alqueva

por Olympus Mons, em 11.01.22

Ouvi a Helena Matos no programa contra-corrente que presumo que sabem é um programa liderado por José Manuel Fernandes. O programa de ontem era sobre energia nuclear e sobre o facto de a União Europeia se estar a preparar, ou  não, para considerar a energia Nuclear como energia limpa e verde. - Ora, eu não vou falar sobre nada disso! – Pachorra.

Eu vou falar sobre algo que ela, a Helena Matos, disse e que, no contexto do programa foi um fait-divers, aliá pelo qual ela até pediu desculpa, porque era algo que a deixava em brasa.

Mas que deixava a Helena Matos tão irritada? – Que na construção da barragem do Alqueva, porque interessava ao PCP a construção da barragem, não ouve laudas ou choradeiras, não ouve canções, tertúlias, artigos de rasgar vestes no jornal Público ou crítica mordaz no expresso… aliás, não ouve críticas de nada nem sobre nada relativo ao crime arqueológico que foi a construção do Alqueva.
É nestas coisas que se vê o poder da esquerda. O tuga guincha e chora por aquilo que a esquerda permite ou quer e mais nada. De resto é um pateta bebedor de bejecas e camarazito nas festas de anos.

Sim também é verdade que a construção do Alqueva ajudou arqueologicamente a estudar alguns dos sítios relevantes mas ao fim do dia, todo a imensidão de pequenos settlements e povoados, fortificados ou não, ficaram debaixo de água para nunca mais ser estudados.

Deixem-me tentar explicar:
No fim do neolítico, na transição do calcolítico, entre os anos de 3300 BC e o fim da idade do cobre com a chegada da segunda leva dos Bell Beakers em 2500 BC, nestes essencialmente 800 anos foi quando se formou a península ibérica. Até então era praticamente um deserto e de repente ficou cheio de gente, tanta gente que a peninsula ibérica se transforou numa das regiões da europa mais populosas, se não a mais populosa de todas. Essa gente pese embora se encontre alguns sítios populacionalmente relevantes em Espanha, o seu principal destino foi precisamente toda a extensão do guadiana e especialmente no lado que hoje é Portugal.


Quem me conhece, sabe que acredito que a formação de Portugal, Portugal nasceu, em sítios como Porto carretas, Mercador e Paraíso  que foram os povoados, fortificados, que selaram a entrada para aquilo que hoje é o Alentejo.- Estes sítios, no topo de morros em locais estratégicos onde seria possível passar o rio Guadiana para o lado de , esse lado de que hoje é Portugal, eram as fronteiras originais de Portugal, foi ali que se decidiu que só passava para o lado de , quem eles quisessem e pouco depois surgiu a cidade de Porto torrão que em extensão era maior do que a cidade de Ur na mesopotâmia e que teria perto de 20 mil a 30 mil habitantes! Ou que Perdigões (na herdade do José Roquete) era o sitio para onde vinha pessoas de todo o lado, algumas de sítios longínquos, para ser enterradas (ainda não se percebe bem porque).
Ora fora os sítios que mencionei acima, todos os outros, e devem ser muitos, muitos muitos, cheios de inhumations com ADN que deveria ser sequenciado para percebermos quem eram estes habitantes originais, ficou debaixo de água.

O público quincha, guincha como um porco, quando agricultores começam a plantar oliveiras em sítios onde existem habitações ou resíduos destes tempos, porque as raízes danificam algumas destas estruturas, e na minha opinião guincha bem, mas ficou calado na construção e inundação do Alqueva, não foi? Se alguém conseguisse pelar, deixar a descoberto, os primeiro 2 metros de terra de toda aquela região, ficaria siderado, pasmado para além do crédulo, com a visão arqueológica do calcolítico e idade do cobre. Agora tem que tirar a água também!

E ninguém piou, porque a esquerdalhada queria o Alqueva.

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