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barradeferro

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É mais fácil de perceber olhando para o mapa de cima, central.  As regiões a amarelo/laranja são as regiões que não sentem um attach emocional com o seu país. Lá está a Andaluzia ou a Catalunha do costume. Enfim.  
Lá estão os Bascos que estranhamente não tem attachment a nada. Nem ao país, nem à sua região, nem à Europa.  – Estão fartos de tudo e todos.

Não posso falar das outras pessoas, mas para mim traz-me um sorriso olhar para este mapa do estudo feito pela UE.

Os Corsos são corsos e mais nada. Ao contrário do resto da Europa eles mantiveram muito a sua matriz EEF (Eearly Eastern farmers) do neolítico e não tiveram a última componente das estepes da Ucrânia (Yamnaya) no seu DNA. Aliás tal como os Bascos um computador ao criar um PCA analisys coloco-as distantes dos restantes europeus e no sentido inverso à aproximação ao médio oriente que é um cline natural dos europeus… São mesmo únicos. Fica-me, pois, a sensação de que diferenças genéticas de 4000 anos definem ainda hoje a cultura e o sentir destas populações?

Os Galegos como já sabemos são portugueses e mais nada. O fst (fixation index) entre portugueses e Galelos é tao pequeno que novamente qualquer análise do DNA não nos consegue mesmo destingir e juntar-nos como do mesmo grupo.

Curiosidade da Bretanha ou a Aquitânia também não têm attachment à França. - Dois sítios em que a componente WHG (western Hunter Gatheres) dos caçadores recolectores europeus originais ( os tais escurinhos de olhos azuis) é muito alta, até muito tarde (como notado pelos romanos) tinham um língua própria e tal como Portugal um sitio onde o número de R1b-P312 (sem os filhos L21,S28,DF..) é muito elevado, ou seja, descendentes diretos do avô sem ter as mutações dos filhos.

Vale de Aosta e por ali acima pela Alemanha da Baviera e thuringia. Um dos sítios icónicos dos Bell Beakers (os pais de toda a Europa) terá mantido essa sua identidade e também dos sítios na Alemanha com maior número de homens descendentes dos R1b.

É só uma curiosidade o modo como olho para este mapa, mas suscita uma pergunta a quem acha que diversidade demográfica é uma coisa boa. Será?
Estas regiões tiveram diferenças genéticas e culturais que se iniciaram há mais de 4000 anos e ainda hoje lutam por se identificarem com os países onde estão inseridos.

Não suscita a ninguém perguntas se ao promover a introdução de pessoas de matrix genética-cultural muito dispare não irá criar clivagens brutais nas identidades de um país? – Ou seja o fim do capital social que é outra forma de dizer o fim do país.

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