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CHEGA de quê?

por Olympus Mons, em 02.01.21

Pode parecer que tenho algo contra Miguel Pinheiro do Observador, mas não tenho mais do que a uma dúzia de outros…  Mas ele é um dos rostos do Anti-Socialistão clube B que permitiu que esse socialistão seja predominante em Portugal.

Capture MP3.PNGÉ muito fácil atacar pessoas como a Ana Gomes ou Marisa Matias,  Presidente da Assembleia da República (para quem se lembre), Jornalistas esquerdoides, etc. que reagem como criaturas amestradas na  fornalha das seus próprios contrangimentos e formação idiológica.

Já mais difícil de definir é a postura de pessoas como Miguel Pinheiro.  E o que este homem adora falar do Chega.

Mas, indo ao princípio. O CHEGA é um perigo sim senhor. Um perigo primeiramente para pessoas como eu que defendem o voto no CHEGA (não o CHEGA mas o voto- há diferença!) porque em qualquer altura poderá o partido provar que os críticos tem razão tomando alguma posição, nos conceitos correctos, racista (que ainda não vi) ou xenófoba (que ainda não vi) ou socialmente retrógrada (que já vi andar lá perto). Acresce que tem tido algumas posições que são menos pensadas, mas isso é normal e perdoável nos partidos novos e pequenos sem recursos.   

 Mas o perigo, também e essencialmente, porque o seu falhanço significará que Portugal perdeu a última esperança de mover o centro, o definidor centro politico que manda nos países e nas sociedade, para algo que não seja qualquer coisa à esquerda do centro do PS já é Direita e um pouco mais já é Extrema-Direita. O CHEGA é a ultima esperança de Portugal sair do Socialistão, dono disto tudo, nascido do 25 de Abril.  Este é o drama do século XXI de Portugal num mundo que não vai estar para meninos e numa Europa que é a perdedora desta guerra geoestratégica.
E se, e para ser mais preciso, para o mesmo efeito também contribuirá o Iniciativa Liberal contudo este peca por não trazer nada de verdadeiramente ideológico novo, e especialmente, não traz nada de Culturalmente de Direita. Pena que o Aliança não tenha vingado porque tinha um pendor também diferente.  Mas, não existe dúvidas nesta altura só CHEGA traz essa voz e só na voz da cultura (no sentido mais lato) se move o tal centro político para longe da esquerda onde agora está perfeitamente acantonada. E é esse acantonar à esquerda que faz com que pessoas que tenham que viver aqui na esquerdolandia, como o Observador, sintam que tenham que atacar ou distanciar-se o mais possível do CHEGA. Já o disse no passado, essa foi uma lição que Miguel Pinheiro aprendeu na revista Sábado.  

Mas que pode fazer André Ventura? Be better. Aprende com quem vai mais à frente.

Como já assistido no passado com o VOX em Espanha, que também teve que ser sujeito a todo o tipo de esgares, safanões e atropelos por parte de pessoas mais próximas do seu ideário de direita, assim está a acontecer com o CHEGA e André Ventura.  Nos próximos tempos vamos começar a assistir ao inicio dos Hit pieces propriamente ditos.  Vem aí o “Jornalismo de Investigação” com peças “profundas” sobre o CHEGA. 

Por outro lado André Ventura cometeu um erro (pelo menos este). -  Por esta altura já o VOX ESPANA tinha 3 a 4 caras de igual capacidade a Santiago Abascal que deixavam em inúmeros debates e entrevistas a sua marca de classe, ponderação verbal e acuidade mental. O CHEGA não tem nada disso. Todas as caras associadas ao CHEGA que nós vemos são de dimensão incomensuravelmente inferior ao líder do CHEGA. Big mistake.

André Ventura tem que arranjar pessoas bem apessoadas (bem vindo à política XXI) e pesudo-réplicas imagísticas de si. No VOX ESPANA, pelo que entendi na altura, também tinha seus patronos ideológicos e figuras mais ásperas nas suas afirmações e mais extremadas até nas posições, mas soube rapidamente explicar a essas pessoas que a parte comunicacional era para ser desenvolvida exclusivamente por pessoas como Javier Ortega Smith, Rocío Monasterio ou Iván Espinosa. -  Foi esta estratégia, de multiplicação do estilo, que levou o VOX ESPANA dos 7% aos 16% e só assim poderia o Chega também chegar a esse nível. Se não o entender (ou conseguir executar) o CHEGA não ultrapassará os 8%.  E se não ultrapassar os 8% com o inevitável mover da roda politica e um melhor momento do PSD, baixará para os 4%. E esta valor percentual é o valor que vai ter antes de desaparecer.

Fica o aviso.

 

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