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CHEGA v2.0

por Olympus Mons, em 30.05.21

Capture Chega22.PNG

Quando no passado disse que votaria no CHEGA (André Ventura) para as presidenciais também disse, e já o fizera no passado, os receios que tinha com a possível incompetência que poderia surgir no caminho daquele partido.

Tal eu aqui antecipei se o CHEGA quisesse evoluir teria de substituir a sua estrutura de vice-presidentes por outras pessoas. Não conheço Marta Trindade, Ana Motta Veiga ou Pedro Frazão mas aposto que os três têm muito mais classe (imagística) e capacidade de comunicação que os vices anteriores. Para ser sincero das poucas vezes que vi/ouvi Nuno Afonso (penso ser esse o nome) foi-me aparente que aquilo que, se eu fosse do CHEGA, quereria a comunicar a minha mensagem seria…o oposto.
também ouvi durante um bocado na semana passada uma tal de Rita Matias no MEL e não pude deixar de sorrir porque ela mostrava exatamente este ponto que aqui faço com…classe.

Faz muito tempo que aqui neste blog deixo referencias ao VOX Espana e ao modo como eles conseguiram chegar aos 16% em Espanha. Primeiro, tal como com André Ventura, foi Santiago Abascal mas logo que conseguiu foi Ivan Espinosa, Rocio Monasteros e Ortega Smith.  Que tinham estas pessoas em comum? Classe.
A frieza, a preparação que me atreveria a dizer bloquista com que entravam nos debates para dizimar os adversários políticos era demolidora. E o VOX ESPANA atinge a dimensão que atingiu em Espanha porque soube fazer esta preparação comunicacional. Espero que o CHEGA também o faça.
Também em Espanha aquele trio substituiu pessoas ideologicamente mais vincadas e o processo suscitou, como presumo que o irá fazer aqui, alguma contestação interna.  Essa contestação desapareceu rapidamente.

O facto relevante e presumo que a grande preocupação da esquerda em Portugal com um partido como o CHEGA é que ao contrário do que é dito a toda a hora na comunicação social o CHEGA está em perfeita, perfeita, consonância com o movimento político na Europa e provavelmente com a história. Tal como Portugal chegou atrasado à democracia (1974???) também está a chegar tarde à afirmação de uma direita que volta a falar da identidade mas acima de tudo valores europeus.
Eu volto a dizer que as afirmações mais relevantes dos últimos anos foram as proferidas por Michel Barnier, homem que negociou o Brexit em nome da Europa e assessor especial da senhora Van der leyen, há algumas semanas. Para ser claro: André Ventura, e apesar das diferênças entre Portugal e França, não tem coragem de dizer o que ele disse sobre a emigração! Nem metade!

Acima de tudo, e como o centro ganha sempre, existe a esperança que também em Portugal se caminhe para a criação de um centro que esteja no seu nariz e não 3 palmos para a sua esquerda como de facto acontece em Portugal. Pergunte a Portugal onde é o centro ideológico e a esmagadora maioria dos Portugueses colocará a mão 30 centímetros para a sua esquerda. – Mesmo que use só a Europa como referência.

Nota: Bom exemplo é a entrevista do Nuno Graciano ao Observador. Para quem espera fascistas racistas aquela entrevista deve criar calafrios, para quem espera pessoas impreparadas para o combate da comunicação deve ter ficado muito preocupada.

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