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crack heads

por Olympus Mons, em 29.10.21

Estava a ver o vídeo do dinossauro, e da extinção, don’t choose extinction e realmente isto não faz sentido nenhum. Houve uma altura em que achei que os adultos na sala sabiam a verdade, mas como dava jeito a narrativa, tinham feito uma grande jogada. 

Lá vão eles juntar em Glasglow para o COP26 e vai ter piada observar até que ponto a contestação vai intensificar. Ao final do dia, a descarbonização da energia do planeta não tem propriamente mal porque mais cedo ou mais tarde aquilo vai acabar. Logo, reconverter as sociedades humanas ao longo de um século não tem mal nenhum.
Contudo, observo que por exemplo até as crianças já tem ansiedade sobre o tema. Que gente estranha que faz isto aos próprios filhos, não é?

Já aqui escrevi tanto sobre este assunto e não me quero repetir. Mas reparo que nesta minha literatura não tenho uma explicação de onde é que descambou. E, reparem, não vou dizer se o descambar foi de propósito, foi planeado ou meramente resultou de um erro que transformou para sempre a possibilidade de qualquer diálogo racional.

Mas penso que isto é importante. Porque apesar de eu ter a ideia que os bandidos fizeram de propósito, os bandidos do IPCC, dos centros como o Goddard space, como as universidades onde isto tudo foi engendrado, também é verdade que há pessoas que dizem que não, que a vida é assim e as maluqueiras ganham vida e seguem um caminho próprio.

Mas deixem-me explicar:

Quando se criou a metodologia de como se ia fazer a coisa, lá para o ano 2000, aquilo até estaria bem desenhado. - No inicio, começava-se pelos IAMs, os integration assesment models, que tinham como obrigação logo no inicio criar cenários socioeconómicos plausíveis do futuro, população, tipo de energia, crescimento económico, possibilidade reais de mitigação, etc, e dalí  calcular-se-ia cenários de emissões que depois levariam a cálculos de radiative forcing scenarios e depois levariam a, bla, bla,bla e depois estariam criados os tais infames RCPs que eu aqui tanto falo. -  Cedo se percebeu que isto tudo ia levar imensos anos, imensos, até chegar à parte dos RCP que os climate modelers estavam à espera para começar a correr os seus modelos de  milhares de milhões de dólares, nessas universidade e centros de pesquisa que estavam à espera dos tais RCP… foi aí, em má hora, que alguém decidiu que seriam entregues os RCPs virtuais aos climate modelers e assim estes podiam começar a correr os seus preciosos modelos de playstation e não se perderiam anos e anos de tempo nessa área de investigação. Foi aqui, foi nesta decisão que o caldo entornou.
Ora, os RCPs entregues, O 2.6, o 4.2, o 6.0 e o 8.5 foram literalmente retirados ao calha de listas enormes de batches de modelos climáticos informatizados (mais de mil)  e nenhum deles tinha qualquer relação com o mundo real.  O trabalho não estava feito! 
Quando eles começaram a correr os modelos com base nos RCP, que lhes foram dados sem qualquer alusão se eram mais ou menos plausíveis, se eram mais ou menos prováveis de representar a realidade, que acham que aconteceu? – quando carregavam o 2.6 não acontecia nada. Ou o 4.2 o mundo ficava normal… já quando carregavam o 8.5, uma coisa assim completamente disparatada, inverosímil, diria impossivel, aquilo até tinha piada. - Acontecia coisa relevantes ao clima, eles podiam publicar papers e horas depois aparecia nos jornais, abria telejornais, eles iam a conferências a Bali e ganhavam bolsas e mais bolsas, dinheiro e mais dinheiro.
E reparem, eles não deixaram de ter razão. Os cenários socio económicos, os SSPs, só agora no AR6, em 2021, é que entraram na nomenclatura cientifica e a partir de agora vamos analisar cenários com base em probabilidades de ocorrerem ou não. – Mas tarde de mais, não é? 
 Porque os maluquinhos consomem aquilo como crack heads

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2 comentários

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De Olympus Mons a 01.11.2021 às 17:51

Zé, uma das histórias por contar é precisamente o estado em que ciencia se encontra neste século.
Perceber como mataram em muitas áreas o método cientifico é de bradar aos céus.
Mas como o método cientifico aparentemente é racista... não há problema nenhum.

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