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Cuidado...

por Olympus Mons, em 29.04.22

Cuidado, mas cuidado mesmo.

Agora sim a guerra da Ucrânia coloca o mundo em perigo.
E sim a culpa é do regime russo, das elites russas e do povo russo. Não há inocentes do lado de lá. Essa tanga de se desculpar os povos sempre e a culpa é sempre deles, dos políticos e das elites e do indefinível “eles”, também tem que acabar.

Também imputo débeis culpas ao lado ucraniano, por não ter sido esperto o suficiente para trocar as voltas ao russos, mas a verdade é que também não conheço ninguém que ainda há um ano fizesse sequer a leitura correta do que os russos iam dizendo. Por isso focar nas culpas ucranianas seria só bizarro.

Nesta altura os meus olhos procuraram aqueles que dão sinais de entender este perigo e confesso que tenho tido dificuldade.  Confirmou-se a máxima do sabes como uma guerra começa, mas nunca como acaba e nesta altura convém ter cabeça fria sobre o verdadeiro caminho por onde essa guerra se prepara para ir, quanto mais como acaba.

Um dos grandes pilares da segurança mundial que irá cair a seguir, o da reserva, proporção e contenção, dentro de algum tempo, não consigo antecipar se para a próxima semana, mês ou no verão, será provocado pelo simples facto dos ucranianos ripostarem. Sim, vai haver uma altura que os ucranianos, com o armamento todo que está a ser derramado para dentro do país irá ter a capacidade de varrer regimentos inteiros das forças armadas russas. E quem os vai parar?

Pois, racionalmente, alguém deverá antecipar isso. O exército russo está a enfraquecer. E a uma cadencia bem rápida… e o exército ucraniano está a fortalecer.  Acresce que, de forma quase irresistível, está ali criada uma oportunidade única para pôr o pé na garganta do poderio militar russo e, novamente de forma hiper-racional, não deviam fazê-lo.  

Eu tenho visto as imagens de Putin e confesso que vejo mais um homem esmagado pelos eventos, pela idade e sem saber bem como voltar atrás depois de ter saltado pelo precipício da bolha e eco-chamber que deve ser a sua vida.   – Aquilo que se perfila é nada mais nada menos que o fim da Rússia. Faça ele o que fizer esse será o resultado.  Mesmo que retire as suas tropas amanhã, aquilo que está em cima da mesa é nada mais que o fim do sonho (dele) e em grande medida das manias de todos os russos. Até pode ficar com o dombas, ou em extremo até como grande parte do controlo do mar de Azov… aquilo que ele tem em cima da mesa será mesmo o fim de qualquer veleidade.
Ele pode ficar com mais território mas perdendo o mundo não tem império. Entre a Europa que o rejeita e a China que finge estar ocupada, ele e eles (russos) já foram!
O que para um homem que achou que era altura de voltar a recriar o império é o mesmo que morte!

Eis o que deveria ser feito num mundo perfeito: – Convencer os Russos que as sanções irão ser levantadas após um determinado período de nojo pelo sucedido porque geoestratégiamente eles são importantes para a europa; que se vai manter o Nordstream a funcionar, pese embora eles tenham que perceber que durante um período o output do mesmo será reduzido, propor criar um grupo de trabalho para estabelecer diálogo entre o ocidente e as pretensões russas, etc. – Qualquer coisa que reduza o escalar desta merda toda.

Sim, ao contrário da história que me foi contada a vida toda, começo a achar que Neville Chamberlain foi um herói porque deu à Europa mais de um ano de corrida ao armamento para fazer frente a Hitler. Ele cedeu algo porque sabia que precisava do bem mais precioso em qualquer situação no mundo – Tempo.

Sabem qual o ponto mais fraco desta estratégia? – É que vai haveria uma altura, dentro de uns anos em que os Gerhard Fritz Kurt "Gerd" Schröder, as estratégias Merkel, os policy makers comprados voltariam em força a caminhar pelos corredores do poder da Europa e vivendo o ocidente preocupado com um mundo virtual dos woke, dos LGBTQabcdegh, das minorias maiores que a igualdade humana tão vincadamente caraterística do liberalismo moderno (o tal conspurcar do liberalismo pelo progressismo) ninguém os vai ver, assinalar ou escorraçar.…E corremos o risco de voltar á casa de partida dentro de alguns anos.

Por outro lado, existe a possibilidade de isto acabar num ponto em que nem “casa de partida”  já existirá, e isso, garanto-vos será bem pior.

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