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barradeferro

barradeferro

06 Jun, 2024

Elite meu avô

Esta é uma história de um avô, filho e neto.
Este imagem inicial é de Manuel Joaquim... Rebelo de Sousa. Mas não é o avô do título.

Antonio rebelo de sousa.jpeg

«….não é que faz o monge, e por tanto o que nos torna differentes uns dos outros, são as boas ou más acções que cada um de nós pratica...»

Este texto acima é um dos conselhos publicado em 1875 pelo bisavô de Marcelo rebelo de sousa, Manuel Joaquim, aos filhos que estavam no Brasil. - Não é o avô é o bisavô e aos aos filhos no Brasil. Como a história se repete, não é?
E apesar de já se poder considerar elite o filho deste senhor Manuel Joaquim, um tal de Antonio Joaquim, ainda não é ele nem o "elite" nem o "avô" desta história.
Sendo que elites são um pequeno grupo de pessoas que detém uma quantidade desproporcional de riqueza, poder ou influência na sociedade.

O avô que quero falar, apesar de os anteriores já se poder considerar elite em Portugal, é de Baltazar Rebelo de Sousa.
Poderia fazer rendilhados intermináveis, mas isto é simplesmente um texto sobre o facto de as pessoas não perceberem bem porque o populismo é importante.
Voltando a explicar o que já em tempos escrevi, o povo é burro, mas por norma tem instinto para escolher as suas elites e estas mesmo de forma por vezes vieses tem por atributo zelar pelo povo orientando, vetando e controlando as políticas.
 O populismo é importante porque serve como um mecanismo crucial para representar e atender às preocupações e queixas das pessoas comuns que se sentem marginalizadas ou negligenciadas pela elite política e económica. Ao destacar e responder às necessidades da população em geral, o populismo pode revigorar a participação democrática, promover a justiça social e desafiar estruturas de poder estabelecidas que podem ser insensíveis ou desconectadas dos interesses públicos.

 baltazar rebelo de sousa.jpeg

Ora nem a propósito! Porque escrevo este post? – Porque Baltazar Rebelo de Sousa era uma elite, ministro e coeso ao governo e políticos, do anterior regime.  O filho de Baltazar, um tal de Marcelo

marcelo.png

, chega a presidente do país já após uma mudança de regime que abomina o anterior e comporta-se como a elite mais elite. E o Neto de Baltazar, um tal de Nuno,

nuno.png

emigrado no Brasil tal como os bisavôs dele, agarra no telefone e consegue nacionalizar brasileiros em 15 dias e fazer com que o estado pague medicamentos de 4 milhões de euros que são recusados a nacionais desse país!

A culpa não é deles. É nossa. E essa constatação é que é demolidora.