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Em dias de guerra!

por Olympus Mons, em 05.03.22

Assiste-se a um mar de refugiados. A esta hora já terá passado 1.3 milhões e lamentavelmente só agora as hostilidades verdadeiramente começaram e entrámos na fase em que se vai assistir ao que de mais feio a guerra traz. Todo o romanticismo assistido até agora irá desaparecer com a chegada da guerra aos centros urbanos.  Muita gente irá fugir e muitos irão morrer ou ficar estropiados.
Aceitemos que milhões entrarão pela europa ocidental adentro.

Já alguns repararam e fizeram tentativas de o verbalizar, e deixem passar mais um tempinho e será tema estridente de conversa, que esta vaga de refugiados está a ser tratada de maneira diferente… Ao contrário dos refugiados do médio Oriente, Ásia ou África estes refugiados da Ucrânia estão e serão muito bem recebidos pela generalidade dos países Europeus.  – racismo!

Será racismo? Tenho Dúvidas. Quer dizer, a raça terá alguma coisas a ver com isso, a cultura terá alguma coisa a ver com isso, a familiaridade na aparência e nos maneirismos terá a ver com isso e até o comportamento menos perturbador.  Mas sinceramente só o concedo porque não temos mesmo forma de saber. 
Mas mesmo a eficácia dessa convivência nos modos eu poria em causa não fosse a resistência que os ucranianos estão a colocar no terreno contra uma força bélica imensamente superior. Até ao momento muito badass mother fuckers.
Mas acima de tudo, prende-se com o facto de a quase totalidade dos refugiados serem mulheres e crianças. Assim, como sempre foi, mulheres e crianças serão sempre bem recebidas pela gente de bem.

E já agora, porque não dizer de forma clara e com todas as letras, e acabei agora de ouvir o José Milhazes na SIC noticias dizer que “… devíamos receber bem esta gente, que os devíamos aproveitar porque os ucranianos são gente inteligente, gente bem formada e trabalhadora…

Em situações de contemporaneidade não era possível dizer uma coisa daquelas ( e vamos ver se ele não vai pagar um preço por ter dito) mas analiticamente e no segredo de discussões à porta fechada muito gente advoga que os países deviam ser utilitários (como os EUA foram no passado) na escolha das pessoas que deixam entrar nas suas fronteiras sem perder a deontologia que toda a gente convidada e que venha por bem é bem vinda.   

Sim, as pessoas são todos iguais nos seus direitos, mas ninguém tem o direito de obrigar outro a ser seu amigo, pois não? Existem coisas que sentimos e ninguém contestará que somos também o modo como sentimos o mundo e que a maior parte da nossa interação com o mesmo é feito emocionalmente.
Já quando falamos do fluxos de migração para o ocidente, e a razão pela qual não são recebidos de braços abertos, a realidade é aquela coluna do meio!

“Asylum seekers from non-European origins more likely to be young Males.”

Capture asylium.PNG

Sim Young Males!  -  Na Ucrânia os Young Males 18-34 anos estão a lutar pela liberdade, deles e, cada vez fora as tangas me parece, em parte a nossa! Quando olhamos para esta imagem ao lado e 70% das caras que vemos são homens de barba rija a querer entrar nas tuas fronteiras não existe obviamente a empatia e simpatia que se reserva para com uma população de mulheres e crianças a fugir da guerra. Isso deverá ser óbvio para todos.
Por isso, comunas, proto-comunas, trotkistas, marxistas, wokista e até libertarians (vão ver!)  esta conversa de quem é quem deve também ser feita o mais rápido possível para evitar as cascatas e catadupas de verborreia sobre desigualdades que se seguirá e para a qual não devia haver pachorra, verborreia essa por parte da esquerda que até ao momento ainda ninguém me convenceu não imana de uma forma de psicopatia e desejo psicótico de ver isto tudo a arder.

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