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Eu e NMN.

por Olympus Mons, em 05.07.21

Long time on the making.
pergunto quem mais tem um protocolo para viver para sempre? -  Claro que ninguém vive para sempre. Mas sim viver o mais tempo possível saudável.

Algumas das coisas que por aí vem vão ser dramáticas, algo como nos próximos 3 -10 anos. Vai parecer magia. Mas isso ficará para explicar ao longo do tempo. Até porque tem muito a ver com antecipar a forma como a sociedade irá reagir quando as pessoas viverem saudáveis, a trabalhar, até aos 110 anos. Como vai ficar a segurança social e o emprego?

Mas não desviando, conto a minha história e o meu protocolo.
Tudo começou porque sempre treinei de forma muito intensa. E, em determinada altura percebi que já não era uma questão de força de vontade a treinar, era mesmo a incapacidade das mitocôndrias das minhas células em produzir energia.  Envelhecimento!

Capture david sinclair horizontal (1).PNG

Pode parecer que envelhecer seja algo que me preocupa, mas não é. Sempre convivi muito bem com a ideia. – Porém confesso que a quebra na capacidade física me chateou. E acima de tudo, acima de tudo, odeio ser calão e não procurar soluções seja para o que for. - Aos poucos tinha vindo a adaptar o meu treino de forma a fazer LEG_DAY às quartas à noite, porque era o tempo que levava muscularmente a recuperar dos sprints de domingo ou que treino de explosão era cada vez mais dificil...
Mas vamos lá começar. Ready?

O meu protocolo não é o original, como o de David Sinclair o cientista de Harvard da imagem acima e que a ciência aconselharia porque isso implicaria tomar Metformin, dos diabéticos e só com receita médica. Mas fora isso o meu é relativamente completo:
1-Diariamente NMN 500mg (com TMG 1000mg).
2-Mensalmente, divido a fisetin em 4 doses de 800mg por dia que coloco numa colher de azeite gourmet e bebo (aumenta a bioavailability).
3 – Treino físico variado tal como jogging, sprints, boxe (saco) e Hiit (sprints).
4-Após o treino batido de whey Protein, Colagénio e Creatina.
5-Desde 2018 que faço jejum intermitente, OMAD (one meal a day), ou seja, só faço uma refeição por dia.

Mas, nesta série, vamos começar pelo princípio!
1 – NMN ou NR

Não aceitar a quebra física, foi o que me levou a reagir e procurar algo.
Foi nessa altura que decidi investigar um bocado. Não tardei em descobrir NR (Nicotinamide Riboside) que encomendei  dos EUA. Por volta da mesma altura encontrei David Sinclair de Harvard e claro a sua criação NMN (Nicotinamide Mononucleotide) – Ambos são precursores de NAD+. Sem NAD+ você morre em 20 segundos, tal como sem ATP (a energia que o seu corpo cria para ter reação explosiva). Sabemos que um dos efeitos da Idade é a redução de NAD no corpo e que isso tem grande influência na expressão de alguns genes relacionados com o envelhecimento como os SIRT (1, 3,..7). Ou com a expressão de MTOR signaling pathways. Acrescento que também acabei por tomar TMG (1000mg). Uma das provas que o NMN resulta é porque se descobriu que consome Methyls que são essenciais para os genes se expressarem. Logo tomo TMG (Betaine -trimethylglycine) que doa os tais Methyls. Entre NR e NMN, duas moléculas muito parecidas, acabei por escolher NMN. NR deixa-me uma sensaçao estranha, que o NMN de todo.

Existem efeitos que deteto, mas que na verdade não tenho a certeza. Efeito placebo é tramado e suscita em mim um longo..hummm, talvez. Por outro lado, também existe coisas que não faz sentido afirmar ou vangloriar sem alongar em explicações que soariam peculiares. Vou ignorar esses.

Um dos efeitos que é suposto ter o NMN é sobre os genes SIRT 1 e 6 que estão relacionados com a parte esqueleto-Muscular. – Resultado: Nem 3 meses depois fazia Sprints ao domingo e se fosse preciso fazia Leg_day na segunda à noite como os putos. Depois, durante anos, muitos, a minha corrida não incluía a subida do Lidl que eu não era maluco. Aquilo são mais de 600 metros com inclinação para aí de 12 graus. Logo na parte anterior chegava com a pulsação a 178.  Talvez um ano depois, houve um belo dia em que não parei e subi aquele monte Evereste, algo que nunca me tinha passado pela cabeça fazer. Alguns meses depois, quando começou a pandemia corria e fazia o monte Evereste mas com um colete de 5 quilos para ajudar à festa.

Muita gente reporta o efeito psicológico. Eu devo ter enlouquecido porque nem 1 ano depois deixei um emprego que me pagava 100 mil euros ano e lancei-me num outro projeto pessoal. Nem um segundo de hesitação, zero de ansiedade. Aliás, sempre fui algo ansioso e até irrascível. – Não o sou, de todo, hoje em dia.  Quem sabe... 
Não resisto por exemplo a dizer que acho que tomar NMN nos faz ser mais inteligentes (acho mesmo) e em dias daqueles bem duros de trabalho cheguei a abrir uma cápsula e meter debaixo da língua. Podia acrescentar ainda outras coisas. Mas acho que não vale a pena.

Comecei por ter que encomendar dos EUA o NMN e mandava entregar em casa de um amigo em Nova Iorque (aquilo vinha da Califórnia) que como vinha a Portugal de 2 em 2 meses mês me entregava. Mandar vir por correio era um drama. Como era caro tomava só 125 mg e ouve uma altura em que colocava debaixo da língua.  Na altura custava €220 os 60 comprimidos (60 dias) e sabia que 125mg era uma dose muito baixa. Hoje dia tomo 500mg (pese embora ache que 300mg é suficiente) e da marca que me envia na europa já está em 100 euros os mesmos 60 comprimidos, mas com a dose de 500mg cada ao invés de 125mg. Cada vez está mais barato. Mas aviso quem investigar ou for à Amazon que consegue comprar até por 30 euros… mas todo o NMN é manufaturado na China e... pois.

Já vai longo o post, por isso paro por aqui. 
Próximo post que escreverei, quando o fizer, será sobre o FISETIN, que foi na verdade a ultima adição ao protocolo. Sabia que outros dos factores para permitir certos genes de se exprimir como jovens eram livrar-me de células senescente, células zombie, e por isso levei algum tempo a perceber qual o senoliticio que resultaria.

Nota: Não tento convencer ninguém, não vendo nada, nem aconselho sequer qualquer pessoa a fazer seja o que for. Somente relato a minha experiência pessoal, algo que gostaria de ter feito antes porque devo ter sido das primeiras (primeira?) pessoa em Portugal a faze-lo.  

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3 comentários

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De Anónimo a 05.07.2021 às 12:42

Bom… muito interessante o seu post. Ainda bem que inclui a nota no final, pois no que toca a saúde tento ter todas as precauções possíveis, e uma delas é ter cuidado com a medicação, seja ela mais natural, processada ou assim-assim. Tudo tem efeitos secundários e nesse sentido é preciso perceber se os mesmos compensam os ganhos que se obtêm - principalmente quando é feita de forma regular e durante um longo período de tempo. Espero que faça análises e exames periodicamente para verificar se está tudo bem.
Dito isto, e tendo em conta todo o cenário que estamos a viver, não comungo do seu optimismo (pelo menos assim o percebi). Recordo a mensagem, um pouco repetitiva é verdade, do nosso recentemente falecido “profeta da desgraça”, de seu nome H. Medina Carreira, que os tempos actuais não estão para grandes optimismos. Ele bem tentou explicar o óbvio, que com a desindustrialização progressiva e peremptória do ocidente a partir dos anos 90 (formalizada através do GATTE) os efeitos negativos iriam-se sentir mais tarde ou mais cedo. Se por um lado, permitiu reduzir os custos de produção, proporcionando preços mais baixos, logo produtos mais acessíveis a um maior número de pessoas, fazendo aumentar em grande escala, o consumo de bens, por outro (ao não encontrar alternativas viáveis para substituir o desaparecimento da capacidade produtiva), fez com que o estado social (dado como garantido desde o final da II GG) tenha sobrevivido à custa do constante endividamento público e privado. É óbvio que seria uma questão de tempo para a “bolha” rebentar… faço notar que a p@ndemia apenas acelerou um processo que já estava em curso. Não vou dar grandes detalhes, para não alongar mais o meu texto, mas na empresa onde trabalho, já em finais de 2019 prevíamos uma nova bancarrota em PT.
Resumindo e concluindo, esta crise económica vai trazer grandes impactos na nossa sociedade em geral e um deles, é e será o acesso a cuidados de saúde. Como é que num cenário destes poderemos garantir o fácil acesso, seguro e de qualidade daqui para a frente?
Vejo muita gente crente num futuro radioso mesmo aí à porta – com novas, mais rápidas e eficientes tecnologias – se sim, para quem? É que para todos não será de certeza… por isso, muita atenção e olhinhos bem abertos…
Maria Rebelo
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De Olympus Mons a 05.07.2021 às 14:24

Olá Maria. Concordo consigo. Vem aí a tempestade perfeita. Social e económica. E cultural, o fim da cultura da luz, da cultura ocidental tal como a conhecemos. - Mas também será diferente do que imaginamos. É sempre.

Contudo, e quase anacrónico, existem áreas que vão ter desenvolvimentos surpreendentes. Uma delas é o da Longitividade humana e , acima de tudo, a velhice enquanto uma doença vai ter medicamentos e provavelmente cura.
É sobre isso o meu post.
bem-haja.
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De Anónimo a 05.07.2021 às 14:38

Boa tarde...grata pela pronta resposta. Mas esses avanços surpreendentes vão ser para quem? Mais uma vez fica a minha questão... Duvido que sejam para todos. A não ser que, para compensar a falta ou muito reduzida capacidade de pagar pensões, tenha que ser necessário estarmos bem de saúde até pelo menos aos 80 anos... E mesmo, assim, tenho dúvidas... pois enquanto afirma isso, e não estou a duvidar do que diz, a eut@nasia está aí para quem quer... logo, pressuponho que as ditas curas não serão para tudo e para todos.
Mas algo na sua resposta me leva a uma outra questão... esses avanços, por um lado, é bom que sejam realidade, caso contrário, algumas politicas mais identitárias serão postas em causa... é bom que continuem a desenvolver e a comercializar hormonas, por exemplo, para que certas "crenças" mantenham-se firmes e rijas (como dizia o outro)...
De resto, espero estar cá para assistir a tudo isto com saúde física e mental e trabalho, claro.
Maria Rebelo

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