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fait-divers

por Olympus Mons, em 03.06.22

Gosto de ver julgamentos.  Já tinha visto o do Kyle Rittenhouse e consegui, a espaços, ir vendo os resumos do julgamento de Amber Heard e Johnny depp.  Se vi o de Rittenhouse sem esforço, confesso que este foi com algum esforço e quase por obrigação.

Para quem leu os meus comentários ao julgamento de Kyle Rittenhouse se lembrará que o espantoso no julgamento do Jovem Rittenhouse terá sido o comportamento da acusação que apesar das provas em vídeo continuava a tentar criar uma narrativa que não tinha nada a ver com aquilo que toda a gente, inclusive eles, viam nas imagens. Reparem imagens não têm muitas interpretações ou pelo menos tem um limite a essas interpretações pela simples vergonha. Naquele caso não havia vergonha nenhuma e foi talvez dos exemplos mais prováveis de que as pessoas tentam recriar as realidades que lhes sirva os interesses mesmo num mundo de imagens.

Neste caso do julgamento da actriz deixem-me ser honesto – Nenhum é anjinho, nenhum é o diabo. Aquilo foi só duas pessoas que até podiam ser boas pessoas em separado (ou nem por isso) mas que juntos eram água e azeite. Ela uma menina mimada que requeria atenção a toda a hora e ele um bêbado que 90% do tempo está zone-out em álcool e drogas, perdido numa teia cheia de aranhas que só ele vê.  - Mas ninguém me convence que ele não lhe chegou a roupa ao pelo uma ou outra vez. Nah, chegou, chegou (!)
Por algumas das imagens do comportamento dele deve ter havido situações em que ele terá sido verdadeiramente abominável. E como a jovem não tinha imagens dessas situações tentou inventar algumas e contar algumas petas pese embora também acredito eu, terá dito a verdade em muitas das coisas que disse sobre o comportamento de Depp.

Mas e ao final do dia ficou o trabalho das máquinas de relações publicas dos dois, onde a de Depp se mostrou incomparavelmente maior do que a de Heard.  Num mundo de social media e com a quantidade de conteúdos que foram criadas pela equipa dele nos Youtube, tik-tok, etc. não acredito que não tivesse influência num júri que com certeza, apesar de estarem proibidos, passaria a vida a ver esse mesmo conteúdo. Não tenho a mínima dúvida. -  Aliás, muita gente diz que essa foi a razão pela qual ele perdeu o caso no Reino Unido em que o caso foi decidido pelo Juiz versus no caso dos EUA que foi perante um Juri.

Ao final do dia, que ambos se lixem, mas que ambos também tenham a possibilidade de seguir em frente e na medida do possível de ser felizes.

Para nós todos penso que só ficará a relevância da peculiaridade de mais um exemplo da tal MODERNIDADE das democracias liberais onde tudo é um espetáculo, tudo é medido pela sua capacidade de gerar frisom e que eu, pelo menos eu, acho que vai ser o nosso fim.

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7 comentários

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De Olympus Mons a 04.06.2022 às 16:12

Zé, pelo que eu consegui ver... uma menina mimada e com traços narcissistas e ele um bêbado sem pausas. De resto acredito que agressões eram de parte a parte e que ele lhe deve ter chegado a roupa ao pelo não tenho dúvidas.

Ela narcissista e ele introvertido bêbado??? - Aquilo devia ferver a toda a hora.
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De Zé Manel Tonto a 05.06.2022 às 15:20

Não sei se ele lhe chegava, ou não.

Sei que ele levou para tribunal os "recibos" do que ela fez, com provas audio que não dão para desmentir, e ela levou conversa da treta de que, coitadinha, ele lhe batia, mas havia fotos dela em público no dia seguinte ao que disse ter sido agredida, e não estava inchada (marcas a maquilhagem esconde, mas o resto?)

Inclusive ex companheiras dele testemunham que ele nunca as agrediu (e não costuma ser aos 50 anos que um homem passa de pacato a espanca mulheres), e existem relatórios policiais (e não sei se condenações) de que ela agrediu ex companheiras dela.

E isto é que é o importante do caso.

Porque não foi a categoria protegida da esquerda (mulher) a sair por cima mesmo quando entra pelos olhos dentro que, de acordo com os dados disponiveis, não tem razão.

Este caso é tão importante como a absolvição de Kyle Rittenhouse porque nos dois casos houve um juiz que não deixou os advogados da parte que a esquerda gostaria que ganhasse fazer todo e qualquer circo, e um juri que mandou o politicamente correcto a fava, e decidiu apenas com o que foi apresentado em tribunal.

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