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Fim da América II

por Olympus Mons, em 15.04.21

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Mas porque decidiram os EUA “importar” 100 milhões de pessoas em 30 anos?

Pelo que me apercebo, mas aceito que alguém me conteste, porque isso sustentou um crescimento económico muito grande nos EUA.  Veio muita mão de obra barata e um aumento do mercado interno e isso foi essencial esse crescimento norte-americano dos tais acima de 3% anuais que sempre fez inveja à Europa por exemplo. Mesmo quando sentiu os seus quadros a fraquezar não teve pruídos em ir buscar quadros aos molhes ao sudeste asiático e ao subcontinente indiano para garantir performance na vanguarda tecnológica.

Reza assim as crónicas que os republicanos apoiaram porque isso era bom para as grandes empresas americanas e os democratas pela mesma razão, mas acrescido pelo facto de desde cedo terem percebido que eleitoralmente isso lhes era benéfico. E com razão. Veja-se a Califórnia, a Califórnia sempre republicana que com a alteração demográfica pro hispânica virou irremediavelmente para o partido Democrata.  O grande Texas parece-me que caminhou também, apesar de mais lentamente, nessa direção visto as margens com que os republicanos ganham ter vindo a reduzir eleição atras de eleição.

Uma nota de reparo é que comecei verdadeiramente a perceber que havia algo de errado nos EUA talvez no fim da primeira década do século. – Tendo eu muitos contactos profissionais com Americanos, subitamente as pessoas com quem eu contactava (no essencial de raça branca) caminhavam sobre ovos, não davam opiniões politicas e, mais importante, criavam uma persona híper simpática mas falsa. Aquilo era muito estranho.  Indo muitas vezes aos EUA não deixava de reparar no crescendo de ambiente de tensão. Sentia-se que algo estava a fermentar e algum tempo depois foi óbvio com o surgimento da atual explosão identitária.

Seja como for esta redução da população americana branca de 85% para 60% foi pensada, foi promovida e até podemos dizer desejada. – Quem tem o que quer não se pode queixar.

Mas, vamos ao que interessa:

E sabem que mais? “Eles” têm toda a razão (!).  Existe um problema de whitness nos EUA. Quando se passa para 40% da população em “diversity” é óbvio que existe um problema cultural e identitário no país. - Os EUA foram feitos por e para os 85% de europeus e agora tem que se adaptar a toda uma nova realidade. Houve períodos nos anos 60 com a luta pelos direitos cívicos das populações negras que trouxe alguma atenção à cultura negra norte-americana e ao seu papel na sociedade americana, mas tudo era muito ‘merica, tudo era no essencial atenção à minoria e não algo que ameaçasse a hegemonia da cultura Europeia na Sociedade americana.  Aliás, neste século os primeiros a pagar o preço dessa diversidade terão sido os 10% da população negra que viram a concorrência para os empregos aumentar.
Este aumento populacional levou-os aqui, na segunda década do século XXI, a toda uma outra realidade que afirma que é mesmo o whitness  dos EUA que tem que ser destruído.

Se tens 40% da população não identificada com a tua cultura é óbvio que vão tentar destruí-la. Aliás tanto quanto eu sei se o valor é acima de 20% e já não consegues reverter ou consegues manter a atual identidade/cultura. Especialmente porque essa diversidade tem tendência em concentrar-se nos grandes centros urbanos, onde tudo é mais sensível, mais político e tem mais impacto mediático.
Faz parte dos NAPS e é assim que será feito a criação do novo normal. O civil unrest dos EUA contra a ainda maioria populacional Branca é alicerçada nessa destruição das redes culturais que sustentam ainda o país. O MAGA de Donald Trump é claramente uma tentativa de voltar a afirmar essa américa dos valores europeus. Chamar de América Branca não será errado porque verdadeiramente essa hiper-américa, essa greatest nation in the world, é a América Branca dos protestantes , dos founding fathers, não é esta nova da diversidade. O que quer que resulte desta nova diversidade será uma coisa diferente e, pese embora haja sempre uma primeira vez, nunca estas alterações ocorreram sem consequências grave.
Que seja claro, aquilo que qualquer pessoa no planeta, mas ainda mais na Europa, chama de América já não existe. Morreu. Daqui para a frente será outra coisa.
E como já escrevi, isto é tudo natural porque nós todos geneticamente e culturalmente nascemos de movimentos assim. Foi do camandro para quem lá estava, mas desde o neolítico este é o mundo dos humanos.

E fará bem à Europa que está ainda nos 90% de europeus brancos, assistir ao que se vai passar nos EUA que passou de 90% para 60% de Europeus Brancos.
Se acabar por se cumprir o designo científico da diversidade (que é a destruição do status quo e sempre para pior) nos EUA, talvez seja mais uma vez os EUA a salvar a Europa.

Deixemo-los ser cobaias, que eles gostam.

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