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Heat dome...

por Olympus Mons, em 04.07.21

Quem esta semana não viu ou ouviu sobre a onda de calor no oeste norte dos EUA e Canadá. Um fenómeno atmosférico e não climático. O “Heat Dome” é um fenómeno atmosférico que não tem nada de climático e muito menos com global warming pela emissão de CO2, aliás, bem mais tem a ver com processos que levam ao El-nino/La-Nina do que qualquer outra coisa. E malucos, malucos, mas ainda ninguém ligou estes fenómenos de impacto global ao CO2. Ainda, lá chegaremos um dia.

Mas não só ouvindo as notícias em Portugal como ouvindo o novo pateta-Mor Joe Biden:

Capture biden xxx.PNG

““As climate change induces extreme weather events more and more frequently, we need to make investments to build a more resilient grid,” Biden said… In a sarcastic jab at some Republicans who deny that humans have caused climate change, Biden added: “Don’t worry, there’s no global warming. It only exists as a figment of our imagination.””

Já encaro isto com alguma piada o modo este assunto é tratado. Quando os presidentes, mesmo aqueles que já estão para lá do declínio cognitivo e para ser honesto a entrar na demência pura, dizem coisas destas e são imitados por todo o tipo de gente que devia ter mais juízo não deixa de ser uma forma de loucura viral (meme) que atingiu o mundo.

 

E sabemos que pode ser assim porque, como já expliquei inúmeras vezes, tudo isto é o Kayfabe do momento e quando eles, porque existe pessoas na cúpula destas redes, decidirem que este kayfabe das alterações climáticas for para acabar, ele acabará em menos de 1 ano.
Por exemplo esta pandemia mostrou quão fácil é. Usar máscaras é uma patetice e 2 meses depois não usar máscara dá uma multa para não dizer dar prisão.  O mundo está prontinho para todo o tipo de kayfabe a la wrestling.

Entretanto no mundo real… vejam as Heat waves nos últimos 110 anos.

Já percebem porque por norma os records são apresentados como dos últimos 80 anos? - Os anos 30 do século passado foram do camandro.  Sejam vagas de calor, secas, desgelo das calotes,  fogos, áreas ardidas, tanta coisa. - E nada teve a ver com CO2, pois não?

Teve piada ver o perito em alterações climáticas que a TVI convidou a contorcer-se para conseguir associar estes fenómeno da heat dome nos EUA às alterações climáticas… quando ele disse …os peritos não gostam de associar fenómenos atmosféricos às alterações climáticas (ui, ui, já não voltas a ser convidado)…argh, er… mas temos que concordar que já começa a ser muitas coincidências. – Grande perito, muito científico, realmente.

 

 

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1 comentário

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De Elvimonte a 11.07.2021 às 00:57

Quando se registou a "explosão de vida" no período Câmbrico (541-485 M.a. atrás), a que se seguiu o Ordovício, qual era a concentração de CO2 atmosférico?
A incerteza associada é muito grande, mas podemos apontar para cerca de 4000 ppm., um valor intermédio das estimativas.

"On the contrary, during the long warm Cambric-Mid Ordovician period (540-455. Ma) it is estimated that the CO2 atmospheric concentrations were 14 times higher [than today]."
(https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/project-result-content/27701abf-fbba-4746-aa86-1e7160957113/O2_EduCO2cean-Magazine.-Volume-2.pdf)

E a seguir, no Ordovício, com concentrações de CO2 semelhantes, ocorreu uma glaciação?
É verdade. Não se sabe bem porquê, mas a teoria mais bem fundamentada assenta nos ciclos de Milankovitch - relativos à geometria da orbita, ao movimento de precessão dos equinócios e à inclinação do eixo de rotação da Terra - em conjunção com os ciclos de actividade solar de larga e pequena escala temporal. Só a variação da excentricidade da órbita é responsável por uma variação cerca de 27% na constante solar relativamente ao seu valor actual.

"The Ordovician glaciation stands out from the crowd since it occurred under high CO2 values. Climate proxies (Yapp and Poths, 1992) and continental weathering models (Berner, 2006; Nardin et al., 2011) indicate that the Ordovician CO2 atmospheric partial pressure (pCO2) was equal to some 8–20 times its preindustrial atmospheric level (1 PAL = 280 ppm)."
(A. Pohl et al.: Effect of the Ordovician paleogeography on the (in)stability of the climate, https://hal.archives-ouvertes.fr/hal-01115066/document)

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