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Histórias...

por Olympus Mons, em 23.10.21

Não que eu ache que muita gente se interessa por isto, mas realmente ajuda a perceber as histórias e a história, conjuntamente as narrativas de que se tem a certeza e que depois se descobre que não foi nada assim. Pelo menos enquanto aguardamos que o teatro, do agarra-me que me vou a ele, do PCP a aprovar o OE não termina, sempre podemos falar de assuntos mais interessantes.

Como sabem a última componente genética que forma os Europeus, a chamada das estepes ou Yamnaya que veio com a mistura EHG e CHG devia o seu sucesso, que foi explosivo na europa, ao facto de terem chegado com os cavalos. Essa sempre foi a versão dominante e que perdura com uma insistência que já não se justifica. Raza que terá sido essa introdução equestre que teria promovido a sua total hegemonia na europa e também sabemos que o nosso pai, o L51 e descendentes, já só aparece associado a pessoas com esta componente genética (misturado com as outras que por cá andavam antes). - Ou melhor, quando os encontramos, os descendentes deles como o P312, já todos tem uma componente Yamnaya muito forte (>30% dos genes).

Por isso sempre se promoveu a história dos cavalos e da domesticação do cavalo associado a essa disseminação dos indo-europeus que trouxeram a língua e os cavalos.

Contudo e na verdade, o DOM2, o pai dos cavalos modernos não é encontrado nos cavalos dos Yamanya, nem da cultura Corded ware, nem sequer com os Bell beakers. Já a partir de 2000 antes de cristo começa a sua disseminação e vem já conjuntamente com a carroça.  Provavelmente muito mais associada a línguas indo-iranianas do que à indo-europeia base que deu as línguas europeias. E no essencial deve ter sido algo mais passado por trocas culturais do que pessoas a invadir o espaço montados a cavalo.

Basicamente é isso que reafirma estes paper saído agora: https://www.nature.com/articles/s41586-021-04018-9

Na minha opinião, esta conversa dos “cavalos é que não foi”   por isso não insistam mais, não ganha tração porque a razão mais óbvia para estas alterações civilizacionais que ocorreram no passado terá sido alterações climáticas perfeitamente naturais. Contudo chamar a atenção para as várias alterações climáticas que ocorreram no holoceno, nos últimos 10 mil anos, é expressamente proibido para quem quer que seja que não queira ver a sua carreira seja em que área seja, destruída. -  Foram vários estes períodos de oscilação, e o melhor e maior período quente da humanidade, foi o período de 8.2 mil anos até 6.2 mil anos atrás. Devemos tudo, tudo o que somos, a esse período. A agricultura, a pastorícia e cultura, língua, etc. Tudo. E claro foi a época dos meus Shulaveri-Shomu (não, não vou falar neles! 😊 )

Após esses dois milénios de climate optimum, seguiu-se um período brutal de 1000 anos de arrefecimento que destruiu tudo e todas as culturas dessa base existencial. Quando voltou a aquecer o planeta, cerca de 3500BC (antes de cristo) foram as tribos lideradas por esses homens, no caso da europa ocidental os Bell Beakers (filhos do homem R1b..L51…p312, etc) com genética yamanya, ou das estepes se preferir, na minha opiniao adequerido pela exogamia com mulheres da cultura CWC (Homens Bell beakers com mulheres da CWC) que dominaram a europa e por isso somos esmagadoramente descendentes deles.
É fascinante como existe este bloqueio mental em todas as áreas do conhecimento, esta autocensura porque toda a gente sabe que dizer que o clima aquece e arrefece naturalmente é quase crime hoje em dia. Realmente… Os maluquinhos ganharam.

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1 comentário

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De Anónimo a 24.10.2021 às 14:38

Pior do que referir essas alterações climáticas completamente naturais é dizer que se vivia melhor nos períodos quentes.

Se depois disso disser que as migrações trouxeram homens que não respeitavam as culturas locais, as conquistaram, e se serviram como quiseram das mulheres locais, reservam-lhe um lugar em Nuremberga.

A Europa e a América do Norte vão ter o que merecem.

Zé Manel Tonto

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