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Ir lembrando

por Olympus Mons, em 03.05.21

Por vezes é preciso fazer resumos.

Capture ECS.PNG

Esta imagem mostra como ao longo do tempo, os resultados dos estudos trazem o ECS para valores bem mais perto de 2.0 C e cada vez bem mais longe dos valores malucos que alimentam o histerismo climático.

Quando se fala de alterações climáticas só duas questões são verdadeiramente relevantes. A primeira é qual o ECS em que se acredita. Qual o Estimate climate sensivity à duplicação de CO2 na atmosfera.  Olhando para a perspetiva oficial, e oficial é aquela que emana do IPCC nos relatórios quinquenais (AR) então, do ponto de vista cientifico será algo como 1,5C a 4,5C. ou seja é como dizer que a idade em que você vai morrer é algo como entre os 20 e os 120 anos.
1,5 C o assunto das alterações climáticas não em interesse nenhum. Se for 4,5 graus estamos metidos numa alhada de todo o tamanho. 

Utilizando uma perspetiva empírica, ou seja, já aumentámos em 130 partes por milhão, e tendo em conta que o primeiro CO2 adicionado é aquele que mais impacto provoca porque o efeito é logarítmico, olhando para os efeitos de 0,5 graus nos últimos 100 ppm (desde 1979) temos que concordar que o valor real estará mais próximo dos tais 1,5 C do que do valor superior. Melhor referência que tenho é dos trabalhos de Judith Curry que aponta para 1.7-2.0C de ECS.

Mas como já escrevi várias vezes sobre isto tudo, essa não é a razão porque o faço agora.
A questão é a seguinte. Mesmo fazendo o muito pouco ou nada para reduzir emissões no planeta (continua a aumentar) a verdade e que não passaremos muito para além dos tais 1.5-2.0 C. No contexto da  mantra que se ouve todos os dias, do kayfabe oficial e politico eles terão salvo o planeta. No futuro este pessoas irá sempre usar o argumento que se não fosse eles o nível de CO2 na atmosfera seriam, sei lá, 1300ppm, por isso, seja como for eles serão sempre heróis.

Este é o ponto. Quando na televisão te dizem que vai acontecer isto ou aquilo ao clima é com base numa coisa chamada de RCP 8.5. Ora 8.5  é um cenário em que as emissões de Co2 iriam hipoteticamente subir aos 1300ppm e quando alguém tenta explicar como é que se atingiria o tal RCP 8.5 as explicações apontam para coisas como a utilização de carvão como fonte de combustível irá quintuplicar sobre valores atuais… ora de acordo com todos os dados oficiais, mesmo da IEA, a utilização de carvão como fonte de energia terá atingido o seu pico em 2013 e daqui para frente será estável até uma ou duas décadas começando depois a cair. Onde esses malucos vão buscar a quintuplicação do carvão como fonte de energia? Pura loucura. E, contudo, ainda hoje dia o cenário RCP 8.5 é utilizado em 75% de todos os estudos científicos publicados até hoje.  Daqui até os media propagarem esses cenários dantescos foi um passo pequeno. Mas não tem nada a ver com realidade.

Outra forma de olhar para o clima é sob a Equação de Kaya.  Toda e qualquer conversa de adultos fora disto é ridículo.  Mas sobre Kaya, escreverei para  a semana.

 

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1 comentário

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De Anónimo a 08.05.2021 às 18:30

Para que se veja bem se o CO2 "aquece":
http://prntscr.com/12dlhbr - anomalia de temperatura medida por satélite (RSS e UAH) 1993-2016 em função da concentração de CO2

Durante a década de 70 do século passado também havia um consenso e imensa propaganda alarmista. Tudo indicava, para os especialistas de então, que estávamos a caminho de uma nova glaciação. E de facto as temperaturas desceram dos anos 40 até ao final dos anos 70. Se bem que as séries de temperatura oficiais, fruto de adulteração pura e simples, tenham praticamente eliminado esse facto, os dados brutos e as notícias e programas televisivos da época continuam a confirmá-lo, não se sabendo até quando o "Ministério da Verdade" o vai permitir...

Na altura pensava-se em cobrir os glaciares com pó de carvão e até mesmo recorrer a explosões nucleares para derreter as massa geladas. Hoje pensa-se (B. Gates à frente, como financiador) em poluir (o termo é mesmo poluir) a atmosfera para diminuir a irradiação solar.

Tão loucos e ignorantes ontem como hoje. Fico perplexo como ainda não se percebeu - se é que não se percebeu - a correlação existente, e à vista de todos, entre a AMO (Atlantic Multidecadal Oscilation) e o que se passa, por exemplo, em Reykjavik e no Ártico em geral. Fico atónito como a correlação entre a temperatura média global e a PDO (Pacific Decadal Oscilation) não é evidenciada (imagens abaixo).

Não acredito que não se perceba que o 1%, aproximadamente, de variação na temperatura média global expressa na escala absoluta (0 ºC = 273,15 K) é consequência da actividade solar (convém lembrar aqui o mínimo de Maunder, de que ninguém fala, imagens abaixo) potenciada pelo efeito gerador de núcleos de nuvens proveniente da radiação de fundo da galáxia (vd. artigos e experiência do Prof. Svensmark, DTU).

Duvido que o facto dos últimos ciclos solares terem diminuído de intensidade, algo referido na literatura e que é indicativo da aproximação de um novo grande mínimo solar (vd. artigos da Prof. V. Zharkova, p.e.) ainda não tenha encontrado eco em muitas cabeças. Do que não duvido é que muitos "cientistas das alterações climáticas" vão ficar sem emprego quando isso acontecer, o que não é de todo da sua conveniência.

http://prntscr.com/12dlq37 - Pacific Decadal Oscilation (PDO)
http://prntscr.com/12dlue4 - PDO correlacionada com temperatura global
http://prntscr.com/12djmjv - irradiação solar 1500-2000, mínimos de Sporer, Maunder e Dalton
http://prntscr.com/12dl3pj - Correlation of 14 C with Oort, Wolf, Spörer, Maunder, Dalton, and 1880-1915 Solar Minimums. Each minimum was a period of high 14 C production and each corresponded to a cold climate. (The London Conference on Climate Change: Science & Geoethics, UKVolume: Third Revised Edition)
http://prntscr.com/12djssz - actividade solar 1600-2000, 400 anos de observação de manchas solares
http://prntscr.com/12djz3b - idem, + futuro, de acordo com modelo (Zharkova) verificado 97% correcto contra dados históricos

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