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ḱléwos meǵh

por Olympus Mons, em 19.06.22

 

Fico sempre na dúvida até que ponto isto interessará às pessoas que por aqui passam. Sendo que o número ainda é considerável… hesito sempre. Coisas que são importantes para mim podem ser desinteressantes ou até incompreensíveis para outros. Mas aqui vai.

Neste mundo da arqueogenética, ou seja a nova ciência que veio mostrar que os arqueologistas eram uma disciplina cheia de ideologia e pouco raciocínio lógico, que aliás ainda é, considerando aqueles ao longo de um século que o mundo era um sitio beneplácito, pacifico e sereno, onde as coisas aconteciam por imitação cultural, uma longa troca amigável de milénios e que depois veio o capitalismo e destruiu tudo.

A genética, ou a capacidade de ir a ossadas de 30,000 anos (ou 1.000.000 anos) e extrair ADN veio mostrar um mundo de “people not pots”. -  Quer dizer nem sempre porque as mesmas pessoas que demonstram que o mundo foi, pessoas num sítio até a chegadas de outras pessoas de outros sítios e depois deixas de existir. Por norma transformamo-nos noutra coisa sendo claro que havia os que ganharam e os que perderam. Se fores homem, ou seja o tal maléfico patriarcado, ou singravas ou a tua linhagem desaparecia. Mas dizia eu essas mesmas pessoas que o demonstram, depois apesar de concordarem que os mais antigos Bell Beakers (pai genéticos de todos os europeus) são os portugueses de Zambujal (torres vedras) e no estuário do Tejo, neste caso específico depois dizem que os Bell Beakers em geral não eram descendentes diretos destes de Lisboa (que até pode estar correto mas…).
Enfim…

Mas porque escrevo isto hoje.

Sendo que a pandemia matou muito esta disciplina (aparentemente sem festarola e convenções pelo mundo fora esta gente não publica nada) começam agora a surgir as publicações e intervenções na área.

E o que está a criar frisom, hoje, é que na descrição de uma alocução que David Reich (assim o Cristiano Ronaldo da disciplina) vai fazer a 12 de Julho consta o seguinte:

The impermeability of Anatolia to exogenous migration contrasts with our finding that the Yamnaya had two distinct gene flows, both from West Asia, suggesting that the Indo-Anatolian language family originated in the eastern wing of the Southern Arc and that the steppe served only as a secondary staging area of Indo-European language dispersal. 

E ….é o que eu digo desde o inicio, desde 2015. Este Southern arc e eastern wing of é nem mais nem menos que os Shulaveri-Shomu dos quais eu sou provavelmente o maior promotor (Shulaveri Hypothesys). Vamos ver o que Reich diz a 12 de Julho. Vamos ver o que mostra o paper quando sair.  
Por hora é uma delícia assisitir aos steppe fanatics, no essencial do leste europeu e em grande parte alguns maluqinhos supremacistas brancos a ter ataques de nervos sempre que Reich Lab ou o do Max Planck do Johannes Krause publicam algo que os contradiga.

Por esta altura a minha deambulação alucinada sobre a etnogénese dos europeus e da língua PIE (Proto-indo-Europeu) era para ter sido totalmente desqualificada. Sabendo que nem tudo o que escrevi sobre o assunto estará correto (seria impossível) vamos ver até que ponto os Shulaveri não acabarão como a força centralizadora e eu fundamentalmente e surpreendentemente certo! Algo que me traria imensa fama, ou como o título deste post em proto-indo-european -  ḱléwos meǵh!

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