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Lá vou eu outra vez…

por Olympus Mons, em 01.12.20

É como observar maluqinhos num zoo...

Neste mundo de fascismos e fascistas esquerdoides não vejo luz ao fundo do túnel. Mas enfim, lá vou eu.

As duas únicas perguntas que interessa fazer sobre alterações climáticas é qual o ECS em que a pessoa acredita e qual o RCP que acredita representar o futuro.  ECS é equilibrium climate sensitivity pelo duplicação do conteúdo de CO2 na atmosfera (para 560 ppm). Se perguntar à ciência (AR5 do IPCC das nações Unidas) eles dirão que será algo como entre 1.5C e 4.5C. Ou seja é como dizer a alguém adulto que sei que vai morrer entre os 30 anos e os 200 anos. Muito útil, como podem ver. Eu acredito nos modelos empíricos (mais de 100 anos de dados) que atiram esses valores para o lower bound e alguns até para algo como 1.4, 1.7C.  Ou seja, vamos dormir descansados.

Mas esta imagem representa a segunda pergunta. Qual o RCP, ou como se lê do lado direito uma mistura com os SSP, que são algo novo. Até agora só tínhamos o RCP que é representative concentration pathways da “pressão” que o CO2 iria fazer em Wm2. Por isso tínhamos o 2.0, o 4.2, 6 que eram os watts por metro quadrado que daria algo como metade do valor em aumento da temperatura. Os RCP não nos diziam que tipo de sociedade conseguiria fazer essa pressão toda sobre o sistema climático com CO2 que levaria então a esse desiquilibrio radiativo de x graus. O SSP veio corrigir isso e Shared Socioeconomic Pathways aí estão.

O ponto é: OK. Só escrevo este post com esta imagem do estudo Burgess et al 2020, para vos chamar a atenção para o lado direito da imagem. Junto com RCP e SSP está,  na parte de baixo, as projeçoes de entidades internacionais que tem como missão projectar consumos de energia e formas que produzem CO2, como a EIA  ou BP  que são tidos como os as referências a calcular consumos para o futuro.  E são referência pela razão óbvia de serem eles que terão que encontrar e produzir essas formas de energia no futuro.  Como podem ver pela imagem, enquanto os “cientistas” se divertem com cenários completamente absurdos e que não representam em nada as trajetórias das sociedades modernas na emissão de CO2, no mundo real projecta-se valores de emissão de CO2 no futuro muito mais baixos e realistas. Logo todo o histerismo é infundado.

Lembrar que, por exemplo, enquanto o RCP8.5,  usado em 75% de todos os estudos científicos publicados, apontaria para o quintuplicar, sim quintuplicar!, do uso do carvão como forma de energia a EIA informa que o pico foi atingido em 2013 mantendo-se assim para as próximas décadas antes de começar a desaparecer. – Revelador.

 

 

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1 comentário

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De BMF a 21.01.2021 às 06:18

Vocês deviam partilhar o que andam a fumar, também quero

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