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Lucas...Claro!

por Olympus Mons, em 02.07.22

https://observador.pt/opiniao/a-grande-substituicao/

Capture.PNG claro.PNG

Durante a semana escapou-me este artigo do observador e a polémica que daí resultou.
Durante o dia de ontem, num dos podcast do Observador, dei-me conta do ruido que provocou este artigo.  Consternação pelo conteúdo, consternação pelo facto do Observador o ter publicado, consternação pela audácia. No conteúdo diziam-me os comentadores que o referido artigo tinha fatos xenófobos e partes até racistas.

Assim, ainda antes de ter lido o artigo, já notava uma coisa e tinha a clara expectativa de outra. -  Primeiro notava nas críticas que li que não havia um único argumento exposto, uma única perspetiva, que contestasse o artigo o que por si próprio é intrigante, e a expectativa é que iria ler no Observador então um artigo idiota, cheio de inferências e patetices de inferências e mentalidade redutora escrito por algum velho desbocado e desfasado no tempo.

Depois li o artigo. – E desafio todos os que ainda não fizeram a ler o artigo no link acima.
O jovem que escreve o artigo não se deixa cair em grandes ilações que o possam trair. Nesse aspeto nota-se a precaução, meramente aflora as questões e apela a que haja também em Portugal um debate sobre o assunto como ocorre em tantos outros países. Pode ter tido cautela mas não se safou. Fascismos são assim. Redutores.

O rapaz limita-se a dar os factos mais básicos, transcreve algo que se observa diariamente em zonas de lisboa e constata que estamos a falar de eventos em curso no Ocidente sobre os quais nunca ouve um debate entre a população portuguesa.
Isto, assim simples.

Como sabem já aqui escrevi sobre o great replacement várias vezes. O que me espanta é que talvez como o jovem que escreveu aquele artigo, ninguém contesta os factos ou apresenta uma outra via que tenha qualquer aderência à realidade. - Quer dizer se nos EUA em 30 anos a população aumentou um terço, aumentou em 100 milhões de pessoas e a população que se identifica como White passou de 85% para 60% e se as projeções nos informam que em 2050 (dentro de 28 anos?!) serão 47% da população… se não é um substituição populacional então é o quê?

E existem partes de, por exemplo, frança ou Suécia onde a grande substituição ocorreu não só na etnia das pessoas, mas até na cultura e praxis legal ao ponto de haver receio até das forças policiais em entrar nessas zonas… estamos sob ao processo de substituição da law of the land nesses sítios ou não? – É a substituição da população ou não?

Eu apanho o metro no cais do Sodré e vou passando no Intendente, Martim Moniz e os personagens na minha carruagem que depois saem aos magotes naquelas estações em nada serão adjetivados como portugueses.  Aliás, entre eles nem falam português.

E, reparem, não me suscita qualquer reação emocional, nem positiva nem negativa. Vivo sob a égide da decência humana e por isso se alguém idoso dou o meu lugar, se um jovem indiano afasto as pernas educadamente para que passe e se sente… Sem qualquer emoção como acho que deve ser, porque o individuo é soberano na sua vivencia no espaço e no tempo. 
Mas uma coisa é um facto, como diz o jovem no artigo, que qualquer alfacinha de gema que por ali ande não reconhece nada daquele ensamble como português ou lisboeta e isso eram identidades que existem, mas tem que fingir que não o observa. Logo legitimamente se dirá que houve ou está em curso uma grande substituição da população… quer dizer, pelo menos ali, não?

Se partes da Austrália a população já é em 20% de outras etnias que não a original….

E sim, eu sei, o argumento aí vem – Mas, mas…. a população da autóctone da austrália são os Aborígenes -- NÃO, não são!

A população autóctone e endógena da Austrália é a população que criou o país AUSTRÁLIA e implementou todas as milhares de circunstâncias que se convencionou chamar de Austrália. A população Aborígene é uma população indígena da região, mas não são os Australianos Originais, mas sim uma população que habitava uma terra que hoje se chama Austrália,  o tal país criado por imigração Europeia.
Não a população india não é a população americana autóctone, a população ameríndia é a população da idade de Pedra que habitava uma região onde a América foi criada. A América é aquela coisa que se tornou na superpotência mundial devido ao temperamento e ética de trabalho da sua população Alemã, do Völker gemütlich, do die Gemütlichkeit embrenhado na cultura europeia e após o hard day work que embora um bocado a contrapeso do maior flamboyant dos britânicos, originou uma combinação que criou essa cultura eficaz que fez a ‘Merica, a superpotência… E sim, essa população, temperamento e cultura já só representa (etnicamente) 60% da população e dentro de pouco tempo será 40% da população.

Tanto quanto eu entendi das publicações sobre o tema, após 20% de diversidade já não tens hipótese nenhuma de continuar a ser o que eras. Zero. E não estou a dizer que isso é bom ou mau. Tenho a minha opinião e podíamos falar nisso, caso isto fosse um livro e não um mero post.

E, entendam, ao final do dia os Deuses da História don’t give a fuck se a Europa e o mundo ocidental desaparecer. – Nobody gives a fuck nos ventos da história. Que se trama és tu ou melhor a representação do “tu” que serão os teus filhos e netos, os teus pares e concidadãos de identidades. Esses, como se nota nos últimos 8 mil anos…. upa, upa. -  olhem, os Jomon viviam descansados na terra que hoje conhecemos como Japão durante longos e intermináveis milénios e em questão de séculos sofreram a “grande substituição” pelos imigrantes do norte da China e logo depois pelos han da Coreia. Quem deu um fuck? Ninguém.  E quando os Europeus lá chegaram no século 7 nem perceberam que era um povo novo, fresquinho criado pela imigração e que os originais já eram. E isso não foi num mundo me que vais da Lagos na Nigéria a Londres em 7 horas, não é?   

Aliás e muito bem nota-se que na Europa após o desvaneio de alguns anos este assunto já é levado a sério no continente. Desde as leis anti-imigração brutais na Suécia e Dinamarca, aos voos de repatriamento do Reino Unido, à conversa consistente na França de canditados (e não só  a Le pen) de cessar toda a imigração de fora do continente… já aprenderam que é chegada a altura de observar o que se vai passar nos EUA nas próximas décadas. Isso antes de ir cegamente atrás de uma decisão de alterar a sua população que os EUA conscientemente, tanto Democratas como Republicanos, tomaram com premissas económicas. Agora é calar a boca e comer. Mas nós temos a oportunidade de observar antes de saltar como eles, não é?


Mas, acima de tudo, uma coisa é certo… Este assunto da tua substituição por um outro admix cultural e genético, tendo em conta que em muito se ultrapassa os tais 8% da carrying capacity de uma sociedade para a diversidade, era algo que as pessoas que se identificam com uma identidade nacional deviam poder discutir livremente  -  Lucas Claro…que SIM!

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1 comentário

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De Zé Manel Tonto a 03.07.2022 às 11:18

Pequena nota para correcção:
"Não a população India não é a população americana"

A palavra "India" aí talvez devesse levar minuscula, ou ser substituida por "amerindia". Seria mais claro.

Penso que já aqui disse, o que verdadeiramente me chateia nesta história da grande substituição é fazerem dela uma teoria da conspiração.

Eu sei que esse seria o argumento se alguém de direita acordasse hoje, e começasse a falar do tema.

Mesmo com realidade observável, dados de census, e alguns lideres de África e Médio Oriente, como Erdogan, ou o falecido Khadhafi, a dizerem abertamente que iriam conquistar a Europa com a fertilidade das mulheres imigrantes, sei que seria classificado de teoria da conspiração.

Mas já nem vou por aí.

A parte verdadeiramente revoltante é ver que os politicos e jornalistas de esquerda, que há mais de 10 anos os ouço a dizer que é necessária imigração para os países Ocidentais, pois os Ocidentais não têm filhos que chegue, virem dizer que a substituição é uma teoria da conspiração de racistas de extrema direita.

NÃO! Os tais "racistas" de direita estão apenas a observar no dia a dia das cidades, e nos dados estatísticos, que o objectivo da esquerda de trazer centenas de milhar de imigrantes está a ser implementado.

A não ser que estejemos a falar:

-dos 8 milhões de Sul Africanos brancos (a que a Europa não dá estatuto de refugiados)
-dos Argentinos, Uruguaios, e Brasileiros descendentes de Alemães, Italianos, Espanhóis e Portugueses.
-Russos, Ucranianos, etc

Então a imigração será, obrigatoriamente, de pessoas não brancas.

Eu digo, e repito, prefiro mil vezes um vizinho preto de direita que um vizinho branco de esquerda. É que o vizinho preto de direita não vota para me aumentar os impostos e viver à minha conta.

O problema é quando começa a haver centenas de vizinhos Paquistaneses, e quem não percebe porquê é parte do problema.

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