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Malícia

por Olympus Mons, em 16.12.21

Estes cavalheiros só leem lixo e por isso só fazem conversas de lixeira.

Já tinha pensado escrever sob este debate, ou sobre o programa Prime-Time da CNN sobre o racismo na sociedade de há uma semana atrás.  Eu assisti ao fim do programa de forma intermitente e tive posteriormente que procurar forma de o ver na íntegra.
O programa não foi extenso o suficiente para ser verdadeiramente relevante mas foi o suficiente para demonstrar que neste mundo de hoje, seja em que temática for, basta que alguém comece a requerer factos, a pedir evidencias e tudo desmorona muito rápido.

Piada o Paulo Saragoça da Matta dizer ao historiador Yousef B que ele estava a confundir a história dos EUA com a história portuguesa. Ou que então se devia falar sobre a quem os portugueses compravam os escravos em África. Enfim, já escrevi sobejamente sobre o assunto aqui para voltar a tocar nessa tecla.

O debate foi antecedido por algumas reportagens sobre racismo e é sobre isso que me apeteceu escrever.
As sociedades ocidentais estão em espiral tresloucada sobre o modo como lidar com a diversidade no seu seio e continuam sem ter a mais pequena ideia de como resolver. - E se isto é assim nas sociedades ocidentais esperem até chegar às outras que não possuem a plasticidade que as nossas possuem. Vai ser épico. Ou não, porque nem nessa conversa as outras sociedades se parecem querer meter. A ver vamos.

Mas para sociedades que dizem, ou parecem, querer aborda o tema tudo o que dizem é errado, tudo o que querem fazer não poderia estar mais longe de acertar nos alvos essencialmente porque se há coisa que a esquerda, enquanto ideologia, não deve ser chamada é a resolver qualquer problema entre humanos. Para a esquerda todos nós somos abstrações em duas dimensões na tal do harm-care, fairness-justice. No meu ponto de vista faz da esquerda algo próximo da psicopatia.
Enfim,
Continuo a achar que os estudos (ou dos estudos) mais interessantes em neuropolitica com base em Fmri serão os produzidos por Darren Shreiber ao longo dos anos.  

E ele deixou claro que os humanos, pelo menos os ocidentais, que tem esse problema porque os estudos são essencialmente feitos com ocidentais e não sei se todos os povos do planeta possuem os mesmos ratios de pathways neurológicos, mas, pelo menos os ocidentais, são muito mau racistas.

E quando digo que os ocidentais podem não ser iguais aos outros nesse aspeto tem a ver com o facto de desde muito cedo os povos europeus revelarem grandes diferenças fisionómicas, grande variedade de características autossomais. Lembro-me de algures ter escrito por aqui que mesmos os jovens agricultores Motala com 8,000 anos, lá para as terras da suécia, porque já eram uma mistura entre WHG e EFF, demonstrarem no DNA (tanto quanto se percebe) tanta diversidade de características. Uns eram loiros outros de cabelo preto, uns com olhos azuis, outros loiros e olhos castanhos, uns seriam muito branquelas e outros de pele até bastante morena… talvez um dia se descubra que apesar de sermos vistos como o inverso e na verdade o racismo nem nos é peculiar mas antes pelo contrário daí que tenham sido os Europeus aqueles a quem a milenar prática da escravatura sempre fez alguma confusão logo sendo natural que tenha sido os Europeus a acabar com a escravatura no mundo (onde era ubíquo por todo o lado).

Mas voltando à vaca fria. – O que Shreiber nos demonstrou é que a perceção do racismo não é um problema de raça, é um problema de norm violation.  E essa Norm violation elícita a mesma reação qualquer que seja a tua raça.
Por isso a porcaria dos estereótipos, neste caso por raça, são tão complicados de gerir nas sociedades. É que os estereótipos não nascem do nada. Ninguém consegue conhecer toda a gente numa cidade, não é? Logo se pessoas de uma determinada raça denotam na sua maioria um determinado padrão de comportamento, e ainda mais se esse padrão for ostensivo, então será normal que as pessoas reajam de determinada forma.
Se 65% dos assassinatos nos EUA, e já agora 80% dos crimes violentos, de acordo com estatísticas do FBI são perpetrados de 4% da população americana (jovem negro entre 15-35 anos de idade) então é normal que as totalidade da população tenha um determinado comportamento perante esse segmento da sua população. O inverso tem aquele nome, como é mesmo? — Suicídio.

O trabalho de Shreiber também demonstra que norm-consistent, sejas de que raça sejas, suscita imediato ativação da região do Medial prefrontal córtex que humaniza por igual.  
Esta gente não é burra. Esta gente com todo esta conversa de reparações e sequente e inevitável retribuição está a comprar guerra para poder ganhá-la.  

E ganhar guerras sempre foi o jogo e sempre será.

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