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barradeferro

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Uma das curiosidades desta discussão da novas forças politicas ou da sua representação, o CHEGA e a IL, acabo frequentemente a dizer que o valor do CHEGA é a sociológico e não na economia (porque essa não depende verdadeiramente de nós) e que o maior valor do CHEGA na sociedade portuguesa nesta altura está no “verbo”. -  O CHEGA é o único partido político em Portugal que consegue ter um discurso que não é o sancionado pela esquerda.Capture PA.PNG

Passámos de o CHEGA ser o partido de um único homem, André Ventura, para passarmos o dia a falar de outra pessoa, Diogo Pacheco de Amorim. Só isto daria para nos fazer ver quão sagazes são as pessoas que nos comunicam realidades políticas.

E agora assistimos ao Diogo Pacheco de Amorim e as declarações dele como reportado no observador.

Diz ele: “A nossa cor, nós de origem… a nossa cor de origem é a cor branca, todos nós sabemos” e “a nossa raça é a raça caucasiana“. -  Sim, está correto. E então?

O problema obviamente não está no facto de Amorim dizer que os portugueses de origem são brancos de raça caucasiana, mas sim porque o CHEGA e nesta caso Pacheco Amorim tem a ousadia de dizer algo fora do kayfabe oficial e sancionado pela esquerdalhada.  Foi só esse o problema. Claro que não é por ele afirmar uma coisa que de tao evidente até é patético que alguém o dispute.
Aliás toda a esta gente desde as mortáguas aos deputados do PS que atacam assim o CHEGA é tudo gente que podes ir vê-los a deixar os filhos todas as manhãs nos colégios privados de Lisboa e Porto, ou nas jantaradas dos restaurantes de luxo de 60 euros por pessoa. -  Não os apanhas no meio da diversity e multiculturalidade da Musgueira ou da Venteira nem sob ameaça de arma de fogo não!

Quando eu discuto com amigos que o valor do CHEGA começa por querer quebrar este fascismo cultural de esquerda sobre que “verbo” é permitido ou não no discurso é destas coisas que eu estou a falar. Nem que fosse só por isto, esta coragem de afirmar o óbvio, já a existência e atual representatividade dos mesmo terá valido a pena.  – Nota 20!

Já agora, eu não seria eu se não entrasse pelo tema a dentro. 'bora lá:
Primeiro dizer que fomos brancos que é uma construção social alicerçada em milhares de anos de história é uma evidência… tal como facto de sermos caucasianos é uma evidência genética (sort of).  Esta parte dos "caucasianos" dá-me sempre arrepios porque na verdade só conhecemos o papel do CHG (Caucasus Hunter gatherer) na nossa etnogéneses há pouco mais de 5 anos e no entanto há séculos que nos denominamos caucasianos. Sendo que seja pelas estepes da Ucrânia (onde se juntou ao Eastern Hunter Gatherer) seja simultaneamente, e anteriormente até, pelo mediterrâneo (Minoans, mycenaean e depois antiga Grécia e Roma…), o raio da genética CHG, caucasiana, acaba por merecer bem o epiteto que nos define… mas só provado nos últimos 5 anos e desde a sequenciação da genética do Kotias klide e do Satsurblia.

E, dando força ao que o Diogo Pacheco Amorim disse, não só somos, Portugal, de origem como ele diz, caucasianos como na verdade somos um grupo isolado de início, na origem como ele diz, há mais de 4500 anos. 
Sim, quem me lê atentamente sabe do que eu falo. Sendo que praticamente todos os europeus são R1b (L51) e que os ibéricos são descendentes do filho DF27 e além disso acresce que praticamente todos os espanhóis são Z195 (mesmo os bascos ou catalães), tem essa mutação no cromossoma Y e nós portugueses não temos. De todo. Não existe praticamente Z195 em Portugal que tendo em conta que o Z195 conheceu o pai, o DF27, porque têm praticamente a mesma idade, isso implica que esse isolamento dos portugueses mesmo em relação ao Espanhóis definidos como aqueles que vivem para lá daqueles rios ou daquelas montanhas, tem 4500 anos!  
O mesmo se pode dizer de outros, por exemplo os britânicos (mais na parte longe da costa e Irlanda) serem desde essa mesma altura definidos pelo S21 (um dos irmãos do DF27) e assim sucessivamente.

No fim fica que um europeu é uma genética muito especifica e antiga que se define, se pudéssemos fazer uma média, por 35% EE,  35% Yamanya e 20% WHG. …e isto tem 5000 anos! - Sendo que existem povos com percentagem um pouco mais alta de Early Eastern farmers e outros com percentagem maior de Yamnaya (CHG+EHG) e outros ainda com percentagem maior de Western Hunter Gatherer  do que outros , sendo que este  eram os do paleolítico, os tais com pele um pouco mais escura, veddoid e não negroide, e de olhos azuis. Mas todo o europeu é feito disto.
E não só somos feitos da mesma genética, que é muito diferente de outras, como somos em 80% descendentes do mesmo homem, do tal L51. Um único homem, nascido há pouco mais de 5000 anos é pai da esmagadora maioria dos europeus.

Sim aquela soma de percentagens acima não dá 100% para dar espaço para que nas fronteiras haja o remanescente de outro tipo de admixtures porque as pessoas sempre incorporaram parte das admixtures do que lhes está adjacente mas não mudaram a sua essência genética a não ser em processos milenares (ou sendo over runned). No nordeste europeu possuem uma pequena percentagem de genética ANE (Ancient north Eurasian) como os índios e nós portugueses com os berberes.
O que define alguém da médio Oriente ou alguém do norte de Africa é aquela forte componente autosomal Levantine  e que por exemplo, apesar da proximidade antes da expansão do neolítico, os Europeus não possuem. Por isso os programas informáticos conseguem construir PCA que separam completamente estes grupos populacionais.

Mas seja um sueco seja um português, os tais brancos caucasianos a que esse refere Pacheco Amorim e que são das admixtures mais antigas da humanidade, acaba por ter um fst (fixation index) ou distancia genética bastante pequena. Porque há muito tempo que andamos a misturar-nos entre aqueles 3 admixtures. Ao contrário do que as pessoas intuitivamente acham, não é?. Já vos expliquei que aquilo a que chamamos de japonês tem somente 1500 anos e toda aquele grupo populacional que vive no subcontinente indiano, onde vivem 2 mil milhões de pessoas, não terá mais do que 2000 anos! Não existiam sequer antes disso. Mais curioso ainda é que partes enormes  de Africa, os Africanos que lá vivem são o resultado de colonização Bantu e não tem mais do que 1500 anos, como toda a parte sul de Africa. A genética Europeia é bem mais antiga e tem pouco menos de 6000 anos.

Um português é caracterizado por uma percentagem de cerca de 5% da genética do norte de Africa, da genética dos berberes, que ainda não se definiu se das invasões árabes (uma gaita, berberes!) ou se ancestral a isso tudo (como eu acredito) que advém da chegada em massa de pessoas à Península Ibérica durante o 4º milénio e que alguma dessa gente veio das populações originais do norte de Africa, a tal genética berbere, que foi substituída pela atual genética que é bastante recente… também.  

Como diz Pacheco Amorim, são todos bem-vindos. Num mundo em que se viaja de Nairobi a londres em 6 horas nem pode ser de outra maneira.  Agora, lá porque as mãezinhas das Mortáguas, Ana gomes ou Cotrim de figueiredo os/as pariram esta gente acorda uma bela manhã e decidem que Portugal é Multirracial e multicultural...Esperem lá, não podemos falar um bocadinho sobre isso?