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National Divorce

por Olympus Mons, em 31.12.21

Dos fenómenos políticos que mais me intrigam é o facto da esquerda não ser autorreferencial. Aliás algo que escrevo amiúde aqui - Entre muitas outras coisas isso significa que efetivamente as pessoas de extrema-esquerda são muito pouco autorreferenciais nas consequências das opções pessoais. Ou seja, sem vergonha!

Seja em pequenos detalhes como OAC (Alexandra Ocácio Cortez) , a congressista Hiper esquerda do estado de nova Iorque, um estado onde as restrições devido á pandemia só tem paralelo se calhar nas restrições na austrália, ter sido fotografada ontem de férias na Florida, o estado que ela tao crítica por não ter restrições devido à pandemia, a beber e jantar sem máscaras, no famoso e caro Doraku Sushi and Izakaya, num estado que prima pela liberdade das pessoas optaram por não serem vacinadas e viver a vida com a maior das normalidades.  – Sendo uma personagem política com imensa vitriole nas críticas a quem não se vacina e não adere às restrições impostas nos EUA contra a Covid ter, ao final do dia, optado por ir curtir a passagem do ano no estado que menos adere a essas restrições é daquelas coisas que acontece a toda a hora às pessoas de esquerda. No momento de escolher a sua escapatória escolheu o sítio mais agradável e onde mais maximizara a boa vida das imagino merecidas férias. - Nesse momento da escolha nem lhe passou pela cabeça toda a sua narrativa política. Porque digam o que disserem durante a vida toda nas horas H não é mesmo para ser aplicado a eles nas suas opções pessoais. -  Bem twitou o gabinete do Governador Ron desantis “Enjoy a taste o freedom!”

Mas decidi escrever este Post não obviamente pelas escolhas desta pateta AOC, aliás como diria de uma Mariana Mortágua ou de uma Joacine, mas por algo que também li e reparei estar a criar algum frisom nos EUA, que são as declarações da Congressista do extremo oposto, Marjorie Taylor Greene que não diria que contrasta mas sim que é o seguimento natural da existência política de pessoas como OAC.

Taylor-Greene ontem tocou (a brincar ou não) na ideia de um “National Divorce” entre estados republicanos e democráticos, entre Red states e Blue States (e purples também que são os híbridos) e defendia que não era uma guerra civil mas sim uma forma de impedir uma guerra civil que alguns temem. Particularmente curioso é a defesa que ela fez de um conjunto de regras para as pessoas que imigrem dos estados como a Califórnia e Nova Iorque para estados tradicionalmente conservadores. Entre outras coisas ela defendia que durante um período perderiam o direito de votar nas eleições locais e estatuais. Em resumo haveria um preço a pagar (pese embora algumas destas coisas sejam obviamente inconstitucionais).
Estas coisas, estes pequenos tocar no intocável, ganham nos EUA uma dimensão ainda há uma década difícil de imaginar. As declarações de Taylor-Greene seguem-se às reações agressivas observadas quando no mundo do social media se encontra, e são muitas e muitas, das pessoas que estão a abandonar estados como a Califórnia dizerem que abandonam o estado porque já não conseguem suportar a modo, condições e custo de vida da Califórnia ou Nova Iorque mas que estão muito preocupadas por emigrarem para estados com visões politicas erradas como a Flórida! Sim são muitas estas pessoas que, tal como eu tenho escrito vezes sem conta sobre pessoas de esquerda, são das primeiras a abandonar as consequências do que defendem, mas não aprendem nada. Chegados aos sítios para onde fogem dos pântanos que criaram votam exatamente igual ao que votavam nos sítios de onde fugiram e onde eram a maioria. Kid-you-not.

Eu acho que se não houver pessoas a dizer coisas como Majorie Taylor-Greene então tudo isto se passa com as maiores das normalidades. Seja na flórida seja em Austin Texas, este pessoal aterra com o seu poder de comprar bem maior do que os locais, instala-se e continua com a mesma conversa política, socio-económica. Junta-se a AOC deste mundo nos Doraku Sushi and Izakaya e continuam a acreditar no mesmo que os levou a fugir dos tais sítios porque ao final do dia tudo aquilo não é para ser aplicado a eles e à sua vida.

Outros dos fatores que poucas pessoas reparam é que as reações alérgicas ao que a congressista Taylor-Greene disse vem essencialmente dos pasquins e media outlooks ligados à esquerda. Uma das coisas que as pessoas de esquerda também não percebem sobre as pessoas do espectro político oposto e que essas pessoas tem um sentido de sacralidade, de pureza, que quando é quebrada está partido e por isso são as pessoas que de bom grado refundam por exemplo nações. Já as pessoas de esquerda ficam chocadas quando alguém lhes diz, ok, ficas aí que eu e os meus vamos ali para o canto e não te queremos lá. Ficam chocados porque no fundo sabem que deixados aos seus próprios mecanismos só conseguem criar shitholes.  Precisam das pessoas de direita com os seus pilares morais que são descritivos para haver sociedades funcionais.
Por muito estranho ou por até muito extemporâneo que as palavras da congressista possam ser, a verdade a que não se consegue fugir é que até ao dia em que se comece a não deixar este pessoal entrar, continuarão a fazer merda e a seguir ser dos primeiros a fugir precisamente para os locais onde está implementado o oposto do que acreditam.-  Perguntem a Eric Kaufmann o que ele já em 2011 tinha descoberto sobre as pessoas mais liberal (esquerdoide) em londres nos census britânicos e para onde elas fugiam assim que chegava a carrinha de mudanças com a tão amada diversity!

Boas entradas para todos. Isto vai ser épico daqui para a frente. Enjoy.

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1 comentário

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De Zé Manel Tonto a 31.12.2021 às 22:25

O caminho nos Estados Unidos está perto de ser sem retorno.

Em 2016 Trump ganhou o Texas por cerca de 1 milhão de votos.
Clinton ganhou o Illinois (com metade da população) por uma margem superior.

Em 2020 Trump ganhou o Texas por menos de 700 mil votos.

A esquerda Americana tem muitos eleitores em shitholes como o Illinois, New York, ou California de sobra para virar o Texas, e depois acabou.
Podem dar-se ao luxo de perder população nesses três estados, talvez uns quantos votos no colégio eleitoral, que se um dia ganham o Texas, acabou. Não há nenhum outro estado que habitualmente vote democrata que um candidato presidencial republicano esteja sequer perto de virar (se Trump não ganhou o Winsconsin, acreditando que a eleição foi limpa, nenhum republicano ganha o Minnesotta), ou que valha perto do que esses valem.

Se a esquerda americana conseguir estar tempo suficiente sem fazer porcaria, ganha para sempre. A sorte pode ser a existência de AOC, e outros radicais, que não estão dispostos a esperar. A borrada que estão a fazer em termos de teorias racistas nas escolas, tralha trans, macacada covidica, religião das alterações climaticas podem fazer com que a água aqueça demais, e a rã salte.

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